Amor do passado, dor do presente. Parte 10

Um conto erótico de Guilherrme
Categoria: Heterossexual
Contém 2009 palavras
Data: 24/04/2026 01:12:31

Subi pro meu quarto com a cabeça a mil e um peso no peito que eu não conseguia explicar. Fui direto no armário e puxei lá do fundo uma caixa pequena, meio empoeirada, onde eu guardava os pedaços do que sobrou da minha infância. Mexer naquilo era como abrir uma ferida, mas eu precisava.

Fui tirando as coisas devagar... tralhas, papéis velhos e, finalmente, a moedinha. Aquela moeda que a garota do orfanato me deu há tanto tempo. Eu ainda não conseguia lembrar o nome dela por nada, mas o rosto... ah, o rosto nunca saiu da minha mente. Fiquei ali um tempo, olhando praquele metal gasto, pensando em como a vida dá voltas. Onde será que ela estava agora?

Mas aí, bem no fundo da caixa, achei uma foto. Eu tinha uns sete anos. Era o pessoal do orfanato todo reunido. Olhei pro Pedro Henrique, que hoje tava lá fora, no exterior. Vi o Quincas, que infelizmente se perdeu na vida e tava atrás das grades. E foi aí que meu sangue gelou de vez. Bem do meu lado na foto, com uma carinha de anjo e um sorriso que parecia a coisa mais pura do mundo, tava ela.

— Não pode ser... — sussurrei pra mim mesmo, sentindo um calafrio subir pela espinha. — Será que é ela? Será que a Raquel é aquela menina?

Eu mal tive tempo de processar a porrada que foi aquela descoberta quando ouvi a porta bater. Guardei a foto às pressas, o coração disparado. Era a Raquel. Ela já entrou vindo pra cima de mim, pulando no meu pescoço e me prendendo naquele abraço apertado, cheio de perfume. Começou a me beijar, toda empolgada, com aquele jeito que antes me ganhava fácil.

— Ai, amor, eu nem acredito que finalmente o nosso dia tá chegando! Vamos casar, Guilherme! — ela dizia, entre um beijo e outro.

— Vamos sim... — respondi, retribuindo o abraço, mas sentindo o corpo dela colado no meu de um jeito diferente agora. Era como se eu estivesse abraçando um mistério perigoso.

Ela parou um pouco, me olhou bem no fundo dos olhos e passou a mão no meu rosto, com um carinho que parecia real demais pra ser fingido.

— Eu te amo tanto — ela soltou, com a voz mansa.

Eu segurei as mãos dela, sentindo a pele macia, e decidi testar o terreno. No fundo, uma parte de mim ainda queria que tudo fosse um pesadelo, que tivesse uma explicação.

— Raquel, tem uma coisa que eu fico pensando às vezes... Por que você foi tão longe por mim? Por que me esperou tanto tempo enquanto eu tava com outra pessoa? Por que esse amor todo?

Eu queria que ela falasse. Queria ver se ela tinha coragem de abrir o jogo, de mostrar quem era de verdade por trás daquela máscara de noiva perfeita. Dei um voto de confiança, ou talvez fosse só o resto de uma lembrança de infância me fazendo ter esperança numa redenção.

— Eu te amo porque a gente nasceu um pro outro, Gui — ela respondeu, sem piscar. — É como se a minha estrela estivesse a vida inteira esperando pela sua.

— Raquel — eu disse, sério, olhando fixo pra ela — nós vamos casar. Vai ser eu e você. Mas antes de qualquer passo, eu só queria que você soubesse que, se tiver qualquer coisa que você precise me contar, a hora é agora. Qualquer coisa mesmo. Eu vou entender, juro.

— Do que você ta falando, amor? — Ela me olhou, e ali, eu sabia que ela não iria confessar. Então, suspirei.

Ela me olhou com uma convicção que quase me fez duvidar do que eu tinha visto no e-mail da Fernanda e naquela foto velha. Segurou minhas mãos com força, sem desviar o olhar.

— Guilherme, eu não sou perfeita. Eu sei disso. Já cometi meus erros, já fiz coisas que, lá no fundo, eu me arrependo amargamente. Mas eu quero que você saiba de uma coisa: independente de qualquer erro, eu sempre amei você. E sempre vou amar. Eu quero muito ser sua mulher.

Naquele momento, enquanto ela me abraçava de novo, escondendo o rosto no meu peito, eu tomei minha decisão. Sabia muito bem o que deveria fazer, e eu sabia que iria doer em nós dois, mas principalmente nela, que mentiu e manipulou da forma que fez.

Ela seguia me abraçando, com seu corpo colado ao meu. Antes que eu pudesse pensar direito, a mão dela já escorregou pra dentro da minha calça, direto procurando o pau. Ela envolveu ele com os dedos e começou a bater uma punheta lenta, gostosa, apertando na medida certa enquanto a boca dela subia pro meu pescoço, dando beijos molhados e chupando de leve.

Tentei dar um passo pra trás, mas meu corpo me traiu. Fazia uns dias que eu não transava e o tesão veio forte pra cima de mim. "Foda-se", pensei. "Vou me sacrificar uma última vez. Amanhã isso tudo acaba mesmo."

Deixei rolar. Admito que era um erro, que eu estava traindo tudo que eu acreditava. Mas, eu não podia negar que eu adquiri sentimentos pela Raquel, e minha mente estava confusa. Eu estava pensando "naquela Raquel" do orfanato. Só podia ser ela.

Ela tirou minha camisa, depois a calça, me deixando só de cueca. Se agachou na minha frente, puxou a cueca pra baixo num movimento rápido e meu pau pulou pra fora, já meio duro. A Raquel não perdeu tempo. Levou a boca direto, lambeu a cabeça devagar, depois abriu os lábios e engoliu quase tudo, chupando com vontade. A língua dela lambuzava tudo, deixando o pau brilhando de saliva. Desceu mais, chupou minhas bolas uma por uma, passou a língua por baixo delas, sugando de leve enquanto a mão continuava a punhetar, pressionando.

Quando ela levantou, eu já tava louco. Joguei ela na cama, tirei a calcinha dela num puxão e abri aquelas pernas. A buceta dela tava molhada pra porra, brilhando. Comecei chupando devagar, fazendo zigue-zague com a língua pela xoxota toda melada, sentindo o gosto doce e quente dela. Depois avancei com a boca inteira, sugando os lábios, chupando aquela carne macia enquanto ela gemia baixinho. Fui subindo a língua até achar o grelinho inchado e fiquei lambendo ele em círculos rápidos, depois chupando de leve. A Raquel começou a rebolar na minha cara, apertando as coxas na minha cabeça.

Não aguentei mais. Subi em cima dela, mas ela já tava se mexendo, montando em mim. Segurou meu pau com a mão e sentou devagar, sentindo ele entrar centímetro por centímetro na buceta quente e apertada. Quando eu tava todo dentro, ela começou a cavalgar. Devagar no começo, depois mais rápido, batendo a bunda nas minhas coxas.

Eu agarrei aquela bunda gostosa com as duas mãos e dei uns tapas firmes, sentindo a carne tremer. Ela gemeu mais alto. Dei um tapa mais forte e comecei a meter de baixo pra cima, socando forte enquanto ela quicava em cima de mim. A Raquel tentou me beijar, mas eu desviei o rosto disfarçadamente. Ela nem percebeu, só continuou rebolando, a buceta engolindo meu pau inteiro.

Virei ela de quatro na cama. Segurei o quadril dela e enfiei tudo de uma vez. Comecei a socar fundo, rápido, o barulho da pele batendo ecoando no quarto. Puxei o cabelo dela pra trás com uma mão e soltei:

— Aproveita esse pau, sua vadia.

Ela respondeu gemendo alto:

— Mais... por favor, mete mais forte...

Eu metia sem parar, sentindo a buceta dela piscando em volta do meu pau. O suor escorria nas costas dela. Dei mais uns tapas na bunda enquanto socava cada vez mais fundo.

Quando senti que ia gozar, tirei o pau de dentro dela rapidinho, puxei ela pelo cabelo pra virar o rosto pra mim e encostei a cabeça do caralho na boca aberta dela. Gozei forte, jato atrás de jato, enchendo a língua e os lábios dela de porra quente. A Raquel engoliu o que deu, o resto escorrendo pelo queixo.

Caímos os dois na cama, ofegantes. Em poucos minutos ela apagou, dormindo pesado, completamente nua, de lado, com a bunda empinada e a buceta ainda inchada e brilhando.

Eu fiquei olhando pra ela por um tempo. O quarto tava escuro, só a luz da rua entrando pela janela. Suspirei. Eu me levantei, e acabei indo tomar uma ducha. Talvez por instinto, pra jogar fora o eu que estava dentro de mim a pouco. Logo que sai do banheiro, eu desci pra sala, e ali eu estava com a foto dela na mão. A foto do orfanato. Ainda preso no sentimento do passado, e no que ela estava fazendo hoje, senti culpa, arrependimento, de não ter cumprido o que prometi lá atrás, e principalmente de ter esquecido ela.

— Raquel, eu sinto que é culpa minha. Talvez tenha sido minha culpa você ter virado essa pessoa. Me desculpe pelo que vou fazer amanhã.

Saí do meu apartamento e peguei o carro sem rumo. Fui cortando a cidade, não sabia exatamente onde eu queria ir, eu apenas deixei o instinto me levar, até que, sem perceber, parei na frente de um lugar que parecia ter ficado parado no tempo.

Era aquela parada de ônibus velha, toda descascada e abandonada. Me sentei naquele banco frio e a lembrança veio como um soco. Eu conseguia sentir a chuva caindo em mim, igual naquele dia. Conseguia ver a garotinha na minha frente, com o cabelo loiro grudado no rosto, tremendo de frio e cheia de tristeza. O choro dela não era escandaloso, era aquele choro doloroso, que me fez ficar perto dela. Sentado no banco, estava eu, segurando a moedinha que ela me deu.

Eu lembrei de cada palavra que usei pra tentar acalmar ela. Eu conhecia a dor, não a mesma que ela, mas eu conhecia. Mas, por mais que eu forçasse a mente, o nome dela não vinha. Era como um borrão. Naquele momento, no meio daquela madrugada gelada, tudo o que eu queria era que ela aparecesse ali, do nada, pra me dizer que ia ficar tudo bem, do mesmo jeito que eu tentei fazer por ela um dia.

Voltei pra casa com o sol querendo dar as caras. Quando entrei no apartamento, nem fui pro quarto. Fiquei ali no sofá, encarando o vazio, vendo a luz da manhã começar a invadir a sala. Não demorou muito e ouvi os passos da Raquel. Ela veio por trás, me abraçou, toda carinhosa, ainda sonolenta, usando uma de minhas camisas.

— Amor? Por que você já tá acordado? Não dormiu nada? — ela perguntou, com aquela voz doce que agora eu não sabia dizer se era genuíno ou não.

Eu não respondi de imediato. Respirei fundo, me virei pra ela e, com uma firmeza que nem eu sabia que tinha, soltei o plano:

— Quero que você avise seus pais uma coisa, Raquel. Nesse fim de semana, vou dar uma festa pra comemorar o nosso noivado. Vai ser naquele salão grande que você tanto queria que eu reservasse. Já liguei pra lá agora cedo e reservei tudo.

Ela arregalou os olhos, um brilho de empolgação subindo pelo rosto:

— Você tá falando sério, Gui? Uma festa agora?

— Seríssimo. Pode convidar quem você quiser. Amigas, família, todo mundo. Eu vou chamar só o meu amigo, já que não tenho muita gente mesmo. Quero que seja algo pra que ninguém possa esquecer.

A Raquel ficou radiante. Me deu um selinho demorado, toda saltitante, e já foi pegando as coisas dela pra ir embora. Disse que precisava contar a novidade pros pais correndo. Eu só fiquei ali, vendo ela sair.

Assim que a porta bateu, subi pro quarto e peguei aquela foto do orfanato de novo. Olhei bem pro rosto daquela menina ao lado do meu "eu" de sete anos. O quebra-cabeça tava quase completo.

"Tudo acaba nessa festa," eu disse pra mim mesmo, em voz baixa.

Ela achava que estava indo pro baile de gala da vida dela. Mal sabia que eu estava organizando o palco do seu julgamento final. Cada prova que a Fernanda mandou, cada mentira que a Raquel contou, tudo ia ser colocado na mesa.

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