Paredes Finas PT13

Da série Paredes Finas
Categoria: Heterossexual
Contém 4710 palavras
Data: 25/04/2026 14:23:01

​— Posso entrar?

​Paula: Pode, mãe!...

​Carla: Tá tudo bem, amor?

​Paula: Tá sim.

​Carla: Olha, eu não falei por mal, só quero que você tenha certeza. Você colocou algo na sua cabecinha que você ainda não confirmou, meu amor.

​Paula: Mas mãe, eu...

​Carla: Ei, não chora... Eu só quero que você se cuide. Imagina se, por pensar que não pode engravidar, você se descuide e tenha uma gravidez sem planejamento, ou com alguém que você não ama, filha. Eu entendo seu medo de confirmar isso.

​Paula: Eu queria tanto ser mãe... Ser como a senhora é.

​Carla: Mas você pode ser. Se um dia você reunir coragem, eu estou aqui e te acompanho, filha. Você não está sozinha nisso, ouviu?!

​Paula: Obrigada, mãe!!

​A Paula sempre foi muito forte, mas essas situações da vida derrubam qualquer um. Mas eu preciso alertar ela, ela precisa ultrapassar essa barreira.

​Paula: Mãe, tem alguma academia por perto? Eu queria voltar a fazer.

​Carla: Filha, tem uma na segunda rua de baixo. Eu ia quase todos os dias um tempo atrás, kkkk.

​Paula: E por que parou?

​Carla: Ah filha, tem as responsabilidades da vida e tudo mais, e seu pai tinha ciúmes, então era sempre um motivo de briga, kkkk.

​Paula: Nossa, kkkk, disso eu não sabia.

​Carla: Eu ainda pago a assinatura, ela me dá a possibilidade de levar mais uma pessoa, então você pode ir como uma convidada minha. Tem uma estrutura bem legal, amor.

​Paula: E por que não vamos juntas amanhã?

​Carla: Ai filha, não quero voltar não, kkkkk. Eu e seu pai estamos muito bem, não quero motivos para ele ficar chateado como era antes.

​Paula: Mas você vai estar comigo, mãe, kkkk. Não tem problemas! Com nós duas juntas, o pai não vai encrencar não!

​Carla: Você acha?

​Paula: Claro! Você vai?

​Carla: Tudo bem então, kkkk, vamos! Agora eu vou descer para preparar o almoço.

​Paula: Quer ajuda?

​Carla: Não vou rejeitar nenhum momento mãe e filha com você, minha vida.

​Eu abracei a Paula e descemos para a cozinha. Era bom ter conseguido animar ela, embora não tenha conseguido convencê-la. Hum, voltar à academia depois desses tempos, kkkk, vou ficar toda dolorida. Será que o Júlio vai aceitar eu ir com a Paula? Acho que tenho que dar um empurrãozinho, kkkk, essa noite ele vai ver.

​Na cozinha, eu e a Paula preparamos um ótimo almoço. Ela se ofereceu para levar para o pai na padaria, então eu fiquei em casa. Eu tinha que pensar em algo bom para essa noite, porém, com as meninas e o Felipe em casa, isso será difícil. Não podemos fazer muita coisa.

​Eu pedi um carro por aplicativo e fui até uma loja que não frequentava há um bom tempo para comprar uns cremes para a pele, para ficar bem cheirosinha.

​Carla: Oi, Cátia!

​Cátia: Oh meu Deus, quanto tempo, amiga! O que te traz aqui, hein?

​Carla: Kkkk, é, tem um tempo. Estou querendo uns cremes para passar no corpo, hidratante ou algo assim.

​Cátia: Algo especial?! Kkk.

​Carla: Ah, estou querendo animar o Júlio, kkkk.

​Cátia: Huum... Olha, eu tenho algo aqui para você que ainda não coloquei nas prateleiras, mas dizem ser ótimo.

​Carla: Dizem?

​Cátia: Kkkk, relaxa. O recebedor que me passou é de confiança. Esse é o Aphrodite, da marca Euphorya. Dizem que ele deixa o homem no ponto quando sente o cheiro, kkkk. Tem uns afrodisíacos fortíssimos, mas você tem que passar umas horas antes de ir dormir.

​Carla: Ah não, Cátia, kkkkk! Eu estava pensando em algo mais normal, um hidratante cheiroso mesmo, kkkk.

​Cátia: Aaaah mulher, você disse que era para animar o homem, ué! Kkkkk.

​Carla: Não, não é... também nem acho que essas coisas funcionem.

​Cátia: Sinceramente, eu também não, mas né, resolvi testar e colocar para vender. Você seria minha cobaia, kkkk.

​A Cátia me passou alguns hidratantes e cremes para testar, todos ótimos, mas eu estava curiosa sobre esse Aphrodite, kkkk. Não que eu pense que algo assim funcione, mas... pelo menos ele é o mais cheiroso ali.

​Carla: Olha, me dê esse Aphrodite também. Ele pode até não funcionar para o que se propõe, mas é muito cheiroso, kkkk.

​Cátia: É para já, kkkk! Mas não se esquece de me contar se dá alguma coisa isso aí.

​Carla: Pode deixar, kkkk.

​Voltei para casa, já era umas 16h. Arrumei tudo em casa. A Ana e o Felipe estavam se arrumando para irem em um jantar, acho que queriam ter um pouco mais de privacidade, kkk, mas isso era ótimo, pois só ficaria a Paula em casa, o que daria mais privacidade para mim e o Júlio.

​Quando eu estava subindo as escadas, vi a Paula saindo do banheiro. Ela usava um vestido azul soltinho, um pouco acima do joelho. Estava bem produzida, extremamente linda a minha filha. Ela estava radiante.

​Carla: Amor, você vai sair, filha? Algum encontro já?! Kkkk.

​Paula: Kkk não, mãe. O Fê me chamou para ir com ele e com a Ana em um restaurante que abriu recentemente, aí eu aceitei.

​Bem, esses três viraram melhores amigos nesses últimos tempos. O Felipe tem sido de grande ajuda para a Paula, embora eu ache que a Ana e o Fê deveriam ter um pouco de tempo sozinhos também.

​Carla: Mas você está extremamente bonita, filha. Que espetáculo, amor, kkkkk! Com certeza vai chamar atenção de algum homem lá.

​Paula: Kkkk, eu só quero chamar a atenção de um homem, mãe! Nenhum mais!

​Carla: Oh, você já tem um contato?

​Paula: Não... não, kkk. Estou só brincando, mãe. Deixa de ser boba, tá? Não penso em me prender a ninguém depois desse relacionamento conturbado. Quem sabe no futuro... Talvez eu encontre um homem que me transforme, sabe? Que me mude, que me faça feliz como nenhum outro faz. Vai saber, kkkkkk.

​Carla: Ah filha, eu torço para que isso aconteça, meu amor. Você merece muito!!

​A Ana saiu do quarto e veio até onde a gente estava. Essa sapequinha também estava muito bonita. Ela usava um vestido prateado extremamente curto... Meu Deus, essa menina não aprende. O Felipe não se importa? Bem, se ele não liga, eu não vou me meter. Ela está muito bonita.

​Ana: Mãeeee, você vai ter a casa só para você hoje, tá!! A gente vai dormir na casa da Paula.

​Carla: De novo, Ana? Não estão querendo sair daqui, estão?

​Ana: Não, mãe, kkkk.

​Paula: É que eu pedi a eles, mãe. Eu quero me acostumar com a casa e tenho medo de ficar sozinha. Eu ainda não troquei as fechaduras nem nada do tipo. O Fê e minha mana se ofereceram para ficar comigo nas noites que eu dormir lá.

​Carla: Ah, então tá bom. Só não quero que vocês vão embora antes do combinado, estou amando ter todos vocês aqui juntos.

​A Ana estava abraçada na Paula por trás dela. Elas nunca foram tão próximas como estou notando nesses últimos dias, principalmente de ontem para hoje. Acho ótimo isso. Sempre notei uma rivalidade intensa entre minhas filhas e nunca soube como consertar isso, mas parece que se consertou sozinho, kkkk.

​Carla: Ana, você está muito bonita, filha. Amei o cabelo.

​Ana: Ah, obrigada, mãe! Te amo, kkkk.

​Ela me abraçou. Ana sempre foi bem mais sentimental que a Paula. Era um elogio e ela se derretia toda, kkkkk. O Felipe saiu do quarto e eles saíram.

​Bem, tudo estava conspirando a meu favor, kkkk, melhor do que eu esperava. Passei o hidratante, desci e preparei um lindo jantar, tudo o que o Júlio mais gostava. Ouvi a porta abrindo e devia ser ele. Corri até a sala e ele entrou carregando umas sacolas.

​Júlio: Eita... o que é isso, Carla?

​Carla: Gostou? Preparei uma noite especial para nós dois. Faz tempo que não temos uma.

​Júlio: E o pessoal? Não estão em casa?

​Carla: Não, e também não vão voltar hoje, kkkk.

​Júlio: Opa, kkkk, aí eu vi vantagem!! Vem cá, minha senhora linda.

​Carla: Para! Você sabe que não gosto que me chame assim, kkkk.

​Meu marido é o tipo que é safado, kkkk. Eu que sempre controlei ele, porque se não, já viu, né? Kkkk.

​Júlio: Tá cheirosa! Huum, que delícia de mulher é essa que eu tenho, rapaz, kkkkk!

​Carla: Vem, meu amor, eu preparei um ótimo jantar para a gente.

​Júlio: Hehe, ainda bem que eu tomei banho lá na padaria.

​Caminhamos até a cozinha com ele atrás de mim, abraçado e me beijando. Ah, fazia tanto tempo que não tínhamos esses momentos. Não por culpa dele, mas pela vida corrida e também por eu querer as coisas talvez muito do meu jeito, eu admito, kkkkk.

​Júlio: Amor, vamos ficar pelados? Jantar peladão, kkkkk.

​Carla: Mas amor, kkk, não somos mais adolescentes, kkkk.

​Júlio: Nós somos o que queremos ser, porra, kkkkk!

​Carla: Ai amor, não sei, kkk.

​Não era algo que eu faria normalmente, mas... tinha algo esquentando em mim e tirar a roupa não era uma escolha ruim, kkkkk.

​Carla: Tá, tudo bem então, kkkk, vamos num jantar atípico, kkkkkkk.

​Jantamos de uma forma bem alegre, brincando, se divertindo com nossas próprias lembranças. Mas algo estava errado comigo, meu corpo estava praticamente queimando.

​Júlio: Parece que jantar assim mexeu com você, kkkk. Esse farol aceso aí?! Kkkk. É para mim, amor?

​Carla: Ah... sim, hehe, sim.

​Deus, eu estava muito excitada. O que tá acontecendo comigo?

​Carla: Amor, vamos tomar um banho juntos?

​Júlio: Que banho o que, já tomei! Agora eu quero tomar minha esposa, kkkk.

​O Júlio veio me beijando e me tocando. Meu corpo já começou a reagir de um jeito que não acontecia há anos.

​Carla: Ai amor, podemos pular as preliminares? Eu quero você dentro de mim, tipo, agora?!! Kkkkk.

​Júlio: É? Kkkk. E o que eu posso fazer hoje?

​Carla: Hoje?

​Do jeito que eu tô? Hoje eu não sei o que está acontecendo.

​Carla: Faz o que quiser, amor. Me usa do jeito que sempre quis usar!

​Júlio: Eita que hoje a mulher liberou legal, kkkkkk! Tem certeza disso? Tem coisas que quero fazer ou voltar a fazer, né? Nós não fazemos mais desde o nosso namoro.

​Carla: Tá, tá, amor, só faz qualquer coisa, mas faz logo, eu não estou me aguentando mais.

​Júlio: Nossaaaa, kkkkkk, isso tudo para o machão aqui?!

​Carla: Sim, amor, sim, tudo por você.

​Tadinho, ele tá pensando que eu estou assim por causa dele, mas na verdade eu tô pegando fogo...

​Carla: Vamos para o quarto, amor?

​Júlio: Quarto? Kkkkk, nada de quarto.

​Carla: Como assim?

​Ele me virou de frente para a mesa e deu um belo tapa na minha bunda, kkkk. Aquilo mexeu comigo mais do que deveria, mais do que mexeria normalmente.

​Carla: Júlio, e se eles voltarem para casa?

​Júlio: Você falou que eles iam dormir lá, kkkkk. Agora não quero saber não, mulher. Pede para o teu macho.

​Carla: Você sabe que eu não gosto de...

​Ele me deu outro tapa. Ele estava percebendo que eu estava diferente e estava aproveitando.

​Carla: Aaah ok, ok amor, fode sua mulher.

​Júlio: Kkkk agora sim! Já faz tempo que não temos um tempo de qualidade assim, kkkkk. Se prepara, hein, vou com tudo!

​Ele começou a pincelar a cabeça da pica na minha buceta, e parecia que ele já estava enfiando, tamanha era minha excitação.

​Carla: Ai amor, não brinca comigo, mete logo, por favor.

​Júlio: Ok, ok, kkk vamos então.

​Quando ele começou a enfiar, foi uma loucura. Eu já estava acostumada com o tamanho dele, mas parecia que a sensação era diferente. Eu sentia tudo vezes dois, desde os toques, tudo!!!

​Quando o Júlio pegou mais embalo, as metidas começaram a fazer mais efeito em mim. O bico do meu peito pegando na mesa, o Júlio toda hora apertando minha bunda, kkkkk. Eu comecei a deixar acontecer. Aquela sensação não ia embora mesmo, então eu a abracei de vez.

​Carla: Isso, amor! Fode sua esposa safada, fode!!!

​Júlio: Isso, porra! Agora sim você tá gostando, amor, kkkk. Pede a pica do seu macho. Lembra como você pedia no nosso namoro?

​Carla: Sim, amor! Fode a buceta da Carlinha, fode, pirocudo safado, kkkkkk! Assim, né?

​Júlio: Aaaaaaah, caralho! Assim mesmo. Que saudade, Carla, porra!!! Que delícia, amor.

​Carla: Tá gostando? Puto safado! Gosta assim, ó?

​Eu tirei as mãos dele da minha bunda e, apoiada na mesa, comecei a rebolar a bunda engatada no pau dele. Fazia muito tempo que eu não fazia isso com ele. Desde o namoro? Talvez, kkkkk.

​Júlio: Puta que pariu! Assim não, amor. Assim você mata o velho, kkkkkk!

​Carla: Não quero saber, kkkk. Agora aguenta!

​Júlio: Não, Carla, sério... espera, amor...

​Eu não dava ouvidos a ele, continuei rebolando com ele dentro.

​Júlio: Ai caralhooooo, vou gozar, porra! Não dá para segurar, amor.

​Ele tirou e gozou na minha bunda. Sentou-se na cadeira com cara de satisfeito, mas hoje ele não ia escapar tão fácil assim, até porque meu fogo não queria apagar. Então me sentei no colo dele e começamos a nos beijar.

​Carla: A noite tá longe de terminar, amor!!

​Me ajoelhei na frente dele, pegando o pau dele ainda mole e colocando na boca.

​Júlio: Porra, amor, que isso? O que te deu, hein mulher?? Caralhooooo!

​Continuei chupando ele. Fazer aquele pau voltar à vida era minha missão primária naquele momento! E nada ainda; estava semi-ereto, mas ainda não do jeito que eu queria. Então comecei a pegar nas bolas dele e chupar elas.

​Júlio: Caralho, amor, pega leve comigo, kkkkk! Que issooo, kkkkk!

​Carla: Então faz ele ficar duro, amor.

​Júlio: Calma lá, né? Já não sou o garotão de antigamente, Carla, kkkk.

​Carla: Ah é? Mas tem uma coisa que eu sei que vai fazer subir.

​Júlio: É, safada? Então faz, porra! Quero ver. Manda a ver, amor.

​Carla: É? Tá bom.

​Molhei o dedo na boca e passei na entrada do cu dele, kkkkk.

​Júlio: Epa, caralho!!! Parou! Isso não, porra! Tá maluca? Aí não! Sou macho, Carla, que porra é essa?

​Carla: Kkkkkkk você que pediu, kkkkkkkkk!

​Júlio: Pronto, agora virou piadista ela!!

​Eu me levantei e abracei ele.

​Carla: Kkkkkk calma, kkkk tá tudo bem. Vamos para a cama?

​Júlio: Vamos, mas sem essas surpresas, kkkkk.

​Carla: Tá bom, meu machão, vamos.

​Nós subimos para o quarto e ficamos deitados na cama fazendo carinho um no outro. Aos poucos, aquele fogo todo foi abaixando e o Júlio não fazia menção de que voltaria para a ação mesmo, kkkk, então foi bom.

​Júlio: Ei, Carlinha, hoje foi bom.

​Carla: Foi sim, amor.

​Júlio: Desculpa aí, acho que me animei demais e não dei conta, kkkk.

​Carla: Ah, para com isso, kkk! Já estamos juntos há tanto tempo, amor, isso não é nada. Nós nos divertimos muito hoje, não foi?!

​Júlio: Claro que foi, como há muito tempo não fazíamos, kkkk. Eu tenho trabalhado muito... Logo as meninas vão voltar para a vida delas e você vai ficar sozinha, ou tendo que ir para a padaria para não ficar sozinha em casa... Sei que você não gosta disso.

​Carla: Mas é seu trabalho, e eu entendo isso, Júlio.

​Júlio: Entender é uma coisa, gostar disso é outra. Minha sorte é que você sempre teve caráter e respeito, Carla. Nunca foi mulher de rua, de festas e essas coisas, se não acho que já teria te perdido, kkkk.

​Carla: Ah para, kkkk! E mesmo assim você tem ciúmes de mim, nem posso fazer uma academia...

​Júlio: Pensa pelo meu lado, amor. Eu o tempo todo trabalhando, e você linda desse jeito frequentando a academia, eu fico inseguro, não nego. Você foi amadurecendo e ficando cada vez mais bonita, e eu cada vez mais ocupado...

​Carla: Mas se você confia em mim, isso não deveria ser um problema.

​Júlio: É... não deveria mesmo não, amor, mas é isso. Eu tenho que melhorar nisso, deixar você ter uma vida fora dessa casa para não se sentir tão sozinha.

​Carla: Eu estou querendo ir com a Paula. Com nossa filha junto, você se sente melhor?

​Júlio: Huuum, é uma boa ideia. Os caras vão olhar para ela e te deixar em paz, kkkkkk.

​Carla: Ah, seu filho da puta! Então eu sou feia, né? Vão olhar para a Paula que é novinha e me deixar em paz, né?!

​Júlio: Kkkk calma que não foi isso que falei não, kkkkk. Falo pela Paula estar solteira agora, né? Deve estar querendo voltar à ativa, nossa filha linda. Mas você não deve nada a ela não, amor!!

​Carla: Sei... vou fingir que acredito!

​Júlio: Kkkk sério. Sabe, fiquei preocupado com ela. A Ana, mesmo depois da dor de cabeça inicial, conseguiu se estabelecer com o Felipe, mas a Paula, que eu pensava que estava estabelecida, teve esse problema aí... Mas o Felipe tem ajudado ela também. Desgraçado, se instalou nessa família e não saiu, kkkkk. Gosto desse garoto, não falo muito, Carla, mas ele é como um filho para mim, ainda mais agora.

​Carla: Eu penso o mesmo. E pensar que a Ana quase pôs tudo a perder...

​Júlio: Sim, amor, nem me fala. Ele tem ajudado muito com esse rolo da Paula, minha nossa, kkkk! Eu não pude ficar presente, mas você falando e as meninas, deu para perceber que ele foi muito importante. Ele não tem um irmão para a Paula não? Kkkk.

​Carla: Acho que não, kkkkk. Mas essa ajuda toda me deixa preocupada. A Paula está confusa, eu sinto isso, sabe?! E se apegando muito ao Felipe, e a Ana é cabeça de vento, você a conhece, não vê problema em nada.

​Júlio: Mas a Paula sabe que o Felipe é marido da irmã dela, amor. Ela nunca faria algo assim, né!?

​Carla: Com o amor não devemos brincar, Júlio. Sentimentos são coisas imprevisíveis, ainda mais em momentos como esses. Eu preferiria que a Ana impusesse limites. O Felipe, eu não vejo maldade nele, tadinho. Ele está fazendo pelo bem da Paula. A Ana que deveria entender melhor a situação.

​Júlio: Mas ela não vai. Você conhece a nossa filha. A Ana é uma menina linda, alegre e espontânea, mas ser assertiva e impor limites não é a dela. Se fosse ao contrário, você poderia esperar algo assim. Se fosse a Paula casada e a Ana nessa situação aí, tenho certeza que seria diferente.

​Carla: Sim... A Paula ia impor limites bem claros, ela sempre foi assim, kkkkk.

​Júlio: É amor, acho que vai cair no seu colo essa responsabilidade, kkkkk. O melhor é você ficar de olho na situação e você mesma impor esses limites.

​Carla: Aí eu saio como a chata, né...

​Júlio: Não estou falando para você ficar se metendo o tempo todo não. Só para ficar de olho e ver se essa sua desconfiança tem algum fundamento, sabe?! Mas sinceramente eu duvido. Acho que a Paula, mesmo nesses momentos, tem a cabeça no lugar. E o Felipe não aceitaria essa situação, de onde já se viu.

​Carla: Você tem razão. Meu medo não é que algo aconteça entre o Felipe e a Paula, isso não, kkkk. Sei que eles nunca fariam isso, nem a Paula nem o Felipe. Meu maior medo é esse sentimento nascer nela e ela ficar ferida.

​Júlio: Eu te entendo, meu bem, sério. Então fica de olho nela. Ninguém melhor do que você para entender tudo, kkkkk.

​Ele tinha razão...

​No dia seguinte, eu acordei sozinha. O Júlio já tinha saído para o trabalho. Tomei um banho e vi o creme da noite passada. Peguei ele e joguei no lixo. Nunca mais eu passo aquilo na minha vida, kkkkkk.

​Ao descer as escadas, tudo estava em silêncio. As meninas ainda não tinham voltado. O Júlio deixou café pronto e tudo arrumadinho. Geralmente eu acordo antes dele para arrumar tudo, mas ele que fez desta vez.

​Então aproveitei para ir ao mercadinho comprar umas coisas. Quando eu estava saindo, a Paula estava chegando.

​Carla: Oi, filha!!

​Paula: Mãe, vai sair?

​Carla: Vou ao mercado, meu amor. Quer ir comigo?

​Paula: Ah, tá bom, kkk. Entra no carro.

​Carla: Paula, minha filha, o mercado é ali. Vamos andando, filha.

​Paula: Ai, tá bom. Que chato, kkkkkk.

​Ela estava muito feliz hoje, dava para perceber o sorriso de orelha a orelha.

​Carla: Aconteceu alguma coisa, filha? Você parece muito feliz.

​Paula: Huum, bem... até aconteceu sim, kkkkk.

​Carla: Ok... e o que seria?

​Paula: Eu dormi com um cara.

​Carla: Ué, mas você não foi jantar com o Felipe e com a sua irmã?

​Paula: Sim... mas nesse jantar um cara deu em cima de mim, ele me achou muito bonita e eu resolvi investir nessa noite.

​Carla: Filha, você dormiu com um desconhecido, amor? Isso não é coisa que você faria, Paula.

​Paula: Kkkk relaxa! Foi só uma aventura, nada demais não... Não é como se ele fosse meu homem a partir dessa noite...

​Por que ela parecia não estar contando tudo?

​Carla: Bem, filha, se você acha isso... Mas você se protegeu, não é?

​Paula: Ah sim, claro mãe! Relaxa, não sou um bebê, kkkkkk.

​Carla: Ok...

​Paula: Não vai me perguntar como foi? Kkkk.

​Carla: Ai, Paula, kkkk! Eu não sou sua irmã, ela perguntaria, kkkkk.

​Paula: Ah mãe, relaxa! Ela sabe cada detalhe. Como se ela estivesse lá assistindo tudo, kkkkkkk.

​Carla: Como assim, filha?

​Paula: Nada, kkkk! É que ela já me perguntou tudo, é isso que quero dizer.

​Carla: Aaah tá, kkkkk! Típico dela, minha espoletinha, kkkkk. Ela sempre quer saber de tudo. Mas tudo bem, kkk. Você gostou, meu amor?

​Paula: Foi incrível, mãe! Não estou falando só do sexo, sabe? Mas da forma como nós combinamos, do beijo, de cada toque... tudo com ele é incrível.

​Carla: Paula, você tem certeza que está falando de um desconhecido que encontrou em uma noite? Kkkkk.

​Paula: Sim, kkkkk! Mas foi uma baita conexão da porra, mãe.

​Carla: Hum... você pegou o número dele?

​Paula: Não. Ele é casado.

​Carla: O quê? PAULA!! Você ficou com um homem casado? Você tá louca?

​Paula: Calma, kkkk! Calma! Ele é casado sim, mas a mulher dele permite que ele durma com outras mulheres, mãe.

​Carla: Não permite, Paula, sua burrinha! Isso é o que homem safado fala hoje em dia.

​Paula: Mãe, é verdade. A mulher dele estava lá e ela permitiu.

​Carla: Ela... ela estava lá? Mas que porra é essa, Paula?

​Paula: A boca, mãe, kkkkkk! A boca!

​Carla: A boca o caralho! Filha, que coisa feia é essa? Com o que você está se metendo?

​Paula: Calma, mãe! Foi só uma noite. Ele me propôs, ela permitiu e foi isso. Só uma aventura de uma noite, nada mais que isso. Eu estou bem, eles estão vivendo a vida deles para lá e pronto.

​Carla: E sua irmã e o Felipe não falaram nada de um absurdo desses?

​Paula: Sério? O que a Ana ia falar? Kkkkk. E o Felipe... ele não sabe não.

​Carla: Hum... esperar juízo da sua irmã eu já desisti, mas agora parece que você também embarcou, né? Espera até seu pai saber disso.

​Paula: Mãe... por isso não falo nada com você.

​Carla: Não é isso, Paula. Você nunca foi dessas coisas, filha. Vai saber que tipo de pessoas são esses, meu amor. Isso não se faz, Paula, não se faz...

​Ficamos caladas durante o caminho todo, e no mercadinho também. Eu não podia acreditar. A Paula que eu conheço nunca faria essas coisas... Um homem casado que a esposa deixa dormir com outras, e ainda permite assim, cara a cara...

​Mas eu não deveria contar para o pai dela. Isso só traria problemas e ela não confiaria em mim mais para contar as coisas. E ela, nessa fase, eu preciso que me conte as coisas para que eu possa ajudá-la.

​Na volta, eu resolvi apaziguar as coisas.

​Carla: Não vou falar com seu pai... Eu só fiquei assustada, já que não esperava isso de você.

​Paula: Ai mãe, parece que cometi um crime...

​Carla: Não é isso, meu amor, é preocupação. Eu entendo que você está buscando afirmação como mulher, deixar o que passou para trás. Eu entendo, filha. O que eu quero é que você não se perca nesse processo, que tenha pessoas em quem você confia ao seu redor.

​Paula: Eu entendo, mãe, e te amo por se preocupar.

​Ela me abraçou e viemos para casa abraçadas. Mesmo após a discussão, ela estava toda alegre. Chegando em casa, a Ana estava na sala assistindo TV. Fui até ela e peguei-a pelas orelhas.

​Ana: Aaaaaiiiii! Para, mãe! O que eu fiz?

​Carla: Por que você deixou sua irmã ficar com um homem casado e estranho, esquisito?

​Ana: O quê?

​Carla: Não olhe confusa para sua irmã, Ana! Ela já me disse que te contou tudo.

​Paula: Desculpa, mana, kkkk! Eu contei que fiquei com o Sérgio.

​Ana: Sérgio??

​As duas ficaram se olhando.

​Ana: Ah, o Sérgio! Sim, o Sérgio. Relaxa, mãe.

​Carla: Relaxa?

​Paula: Vou subir. Boa sorte, kkkkk!

​Paula subiu, me deixando com a Ana. Tinha algo estranho. Embora a Ana tivesse confirmado, ela parecia genuinamente confusa, e Ana era uma péssima mentirosa. Soltei-a e nos sentamos no sofá.

​Ana: Ai mãe, a senhora exagerou, tá! Eu não tenho nada a ver com as besteiras da Paula.

​Carla: Filha, sua irmã está confusa. Você deveria cuidar dela, não deixar que ela saia fazendo o que quer ou o que dá na cabeça nesses momentos, Ana. Vocês são irmãs; ela tem que cuidar de você e você dela.

​Ana: Sim, mas se ela quer dar a buceta para alguém, o que eu vou fazer, ué?!

​Carla: Ana!!! A boca!

​Ana: Sim, a boca, kkkk! Desculpa, mãe, mas é sério. Eu não posso impedir ela de viver a vida dela não. Ela quis sair com o cara, aí é com ela, né?

​Carla: Por que você ficou confusa quando eu te perguntei? Por que ficou olhando para ela?

​Ana: Porque quem tem que resolver essas coisas é ela, não eu. Eu tenho meu marido, minha responsabilidade é com ele, não com a Paula. Ela é adulta, tem a própria vida para viver e eu tenho a minha. Não quero ser cobrada por coisa que não é responsabilidade minha, mãe.

​Carla: ...Você está certa, filha, me desculpa. Só é muito novo isso. Estou acostumada com você me dando trabalho, não sua irmã, kkkkkkk. Agora tenho duas cabeças de vento?

​Ana: Kkkk pelo visto sim, kkkkkkkk!

​Carla: Ai meu Deus! Mas Ana, sei que não é culpa nem responsabilidade sua, filha, mas você poderia ajudar sua mãe nisso?

​Ana: Mãe... vamos ser sinceras, juízo nunca foi meu forte. Sabe com quem você poderia contar para isso?

​Carla: Quem, filha?

​Ana: O Felipe, mãe. Ele é responsável e ajuizado e tal, kkkkk. E a Paula ouve ele; ela não me ouve, mãe, nem adianta. E agora você sabe que ela não tem interesse no Felipe, né? Kkkk. Ela está vivendo a vida, kkkkk. Então deixa o Felipe tomar conta dela e me deixa quieta, porque isso não combina comigo, mãe.

​Carla: É... você tem razão, meu amor. Eu pensando que o problema seria ela ficar muito próxima do seu marido, mas na verdade nem era isso. O problema é ela ficar sem juízo assim...

​Ana: Sim, mãe. Deixa ela se aproximar do Felipe, ele coloca juízo na cabeça dela. Talvez até apresente ela para um amigo, sei lá. Ele colocou juízo até em mim, né, kkkkk!

​Carla: Isso é verdade, kkkkkk! Você tem razão, que boba eu sou, filha. Acho que a influência do Felipe pode ser boa para ela nesse momento, para ela não se perder. Vou conversar com ele com jeito e instruir ele.

​Ana: Sim, mãe. O Fê sempre ouve com muita atenção a senhora, então conversa com ele.

​Carla: Tá bom! Vem aqui, sapeca.

​Ana: Para, mãe, kkkkkk! Credoooo, chega de beijo, kkkkk... O que foi, mãe?

​Carla: Esse cheiro...

​Ana: Parece creme, mãe. E é bem cheiroso... Quem passou?

​A Paula veio descendo as escadas...

​Paula: Ô mãe, por que a senhora jogou esse creme fora? É uma delícia! Olha, Ana, sente o cheiro...

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Comentários

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Fiquei confuso no início, mas depois percebi que era a mãe das duas

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