Capítulo 3
“Só me fala o lugar e com quem, Juliana. É só isso.”
No começo eu ficava louca de raiva, depois de tristeza, depois de um vazio que me deixava molhada de um jeito estranho — como se a humilhação virasse tesão sem eu pedir. Até que um dia eu me convenci de vez: o casamento tinha acabado. Pelo menos o que eu conhecia. Então resolvi machucar ele. Queria ver sangue nos olhos, queria que ele explodisse, que me xingasse de puta, que me pegasse pelo cabelo e me fizesse lembrar quem mandava. Respondi puta da vida, com o coração batendo forte no peito:
— Sabe aquele gostosinho? Aquele que você viu comendo o meu cu — coisa que você nunca conseguiu? Então, quero sair com ele.
Achei que ele ia surtar. Que ia me esganar, chorar, quebrar tudo. Mas não. Dedé só olhou pra mim, tranquilo, e respondeu como se a gente estivesse falando do cardápio do jantar:
— Então, amor, esse menino não deve ter dinheiro pro motel. Trás ele aqui pra casa. Eu fico bem mais tranquilo…
Eu pisquei, sem acreditar. Fiz uma cara de deboche puro, cruzei os braços e afinei ainda mais a faca:
— Por que você quer ver pra aprender como se come a tua mulher, André?
Se ele me desse um tabefe na cara ali eu nem ia reclamar. Eu merecia. Merecia pra caralho. Mas ele só deu de ombros, casual, como se fosse a coisa mais normal do mundo:
— Se você quiser, eu fico. Mas posso sair pra deixar vocês à vontade.
— Nem fodendo que eu vou dar pra outro na sua frente, tá maluco!
As palavras saíram antes que eu pensasse. E aí vi: a cara dele se abriu. Um sorriso pequeno, quase imperceptível, mas que iluminou os olhos. Ato falho total. Eu devia ter dito “não, meu amor, eu não quero dar pra outro”. Mas não. Eu disse exatamente o que o corpo queria dizer. Levei as mãos pro rosto, cerrei os dentes e gritei pra dentro, um grito mudo de raiva e frustração. Respirei fundo, soltei o ar devagar e encarei ele de novo, braços cruzados, mesmo sem estar no direito de cobrar nada.
— André, desde quando você curte essas porra de ser corno?
Ele nem piscou.
— Não sei. Talvez tenha aprendido no mesmo momento que você decidiu procurar homens fora do casamento.
Mereci. Mereci cada palavra. Mas ele não parou aí. Continuou, voz baixa, quase carinhosa:
— Olha, eu te amo. Quero ficar com você pra sempre. Se você tem necessidades que eu não atendo, tudo bem por mim.
Aquela frase caiu como um balde de água fria. O clima da sala desabou. O ar ficou pesado, triste, de rendição total. Eu senti um nó na garganta, os olhos ardendo, mas não chorei. Não queria dar esse gostinho pra ele.
— Mas você não fica triste? Frustrado? O sentimento não pode ser positivo, André. Fala comigo…
Ele me olhou nos olhos, longo, sem desviar.
— Não, eu não gosto. Eu tenho ciúmes de você. Muito. Mas eu quero ver você feliz. E farei o que for preciso.
Uma mulher decente talvez ouviria aquilo e ficaria tocada, era de certa forma uma declaração de amor pura, ele me daria a liberdade só para me ver feliz, uma pessoa decente se alinharia na vida e se arrependeria da bobagem que fez, mas eu? Eu não sou uma pessoa decente pelo visto. O que eu senti foi o corpo inteiro quente, a buceta latejando devagar, traiçoeira, como se aquelas palavras tivessem acendido algo novo. Parecia que eu só conseguia enxergar a oportunidade na minha frente. E a coisa veio com um misto de tesão e raiva ao mesmo tempo, eu senti uma enorme vontade de montar nele ali mesmo. Mas eu não tinha coragem ainda de tocar naquele homem.
— Tá... eu vou marcar com ele e te falo então, vamos ver como isso funciona e sai do quarto deixando ele sozinho.
Durante a semana, combinei com o Daniel de dar um perdido no trabalho juntos e ir direto pro motel. Eu ainda não estava pronta pra levar ele pra casa — pra nossa cama, com o Dedé sabendo de tudo, assistindo ou não. O moleque, esperto como sempre, agendou uma “visita a cliente” que nunca existiu. Eu saí do escritório com ele do meu lado, fingindo que era só mais um atendimento chato do dia.
Fui dirigindo, saia lápis preta subindo um pouco nas coxas toda vez que eu pisava no acelerador, blusa justa marcando os peitos. No caminho, contei o acordo pro Daniel: o corno sabia, queria saber onde, com quem e quando eu voltava. Ele riu alto, olhos brilhando de tesão puro, como se tivesse ganhado na loteria.
— Caralho, Juliana… seu marido é foda. Me deixa te foder na casa dele qualquer dia?
Eu sorri de lado, sem responder. A mão dele já estava entre minhas pernas antes de eu virar a primeira rua. Dedos quentes deslizando por baixo da saia, roçando devagar por cima da calcinha de renda fina. Ele pressionava o tecido contra o clitóris, fazendo círculos lentos que me faziam prender a respiração. Depois acelerava, traçando a entrada da buceta por cima do pano, sentindo o calor que já molhava tudo. O dedo médio escorregava pela fenda, empurrando a renda pra dentro, roçando a carne inchada sem entrar de verdade, só provocando, me deixando louca. Cada passada fazia minha buceta pulsar, os mamilos endurecerem contra o sutiã, o corpo inteiro acordando pra ele. Eu apertava o volante com força, as coxas tremendo, tentando manter o carro na faixa. Queria abrir as pernas mais, queria que ele enfiasse os dedos fundo, mas o trânsito, o volante, a cabeça cheia de “e se alguém ver”… não conseguia relaxar direito. Ficava gemendo baixo, mordendo o lábio inferior, o tesão crescendo devagar, dolorido, quase insuportável.
Chegamos no motel. Entrei o carro na garagem escura, evitando as mãos dele que já tentavam puxar a calcinha pro lado, louco pra me comer ali mesmo, no banco do motorista. Desliguei o motor, respirei fundo e mandei a mensagem pro Dedé: nome do lugar, horário de entrada, horário de saída, com quem eu estava. Combinado era combinado. Era estranho, mas era gostoso. Meu marido me liberando pra dar pra outro, sabendo cada detalhe, me esperando em casa depois com a cama pronta e o silêncio que agora não doía mais. Eu deveria estar confusa, culpada, com medo de tudo desabar. Mas não. No fundo eu gostava. Porra, pensa: liberdade total. Tesão sem limite, sem mentira, sem precisar esconder o corpo suado e satisfeito quando voltasse pra casa. O corno me deixando ser a puta que eu sempre quis ser, sem julgamento, sem briga. Aquilo era estranho, sim. Mas bom demais, bom de um jeito que fazia o sangue ferver, a pele arrepiar, a buceta latejar forte só de imaginar o que viria depois.
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