Eu nunca imaginei que chegaria a esse ponto, os 2 juntos

Um conto erótico de AnaSexFeliz
Categoria: Heterossexual
Contém 1082 palavras
Data: 26/04/2026 13:30:36

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Tudo começou com palavras.

Com sussurros no escuro, com perguntas que meu marido fazia enquanto encostava o rosto no meu pescoço, tentando entender o que eu tinha sentido… e, no fundo, querendo sentir junto.

Até que, numa noite, ele não pediu detalhes.

Ele fez um pedido.

— E se… a gente fosse além?

Fiquei em silêncio.

Meu coração disparou.

Meu corpo respondeu antes da minha razão.

— Além como? — perguntei, mesmo já sabendo.

Ele me olhou com uma intensidade diferente, quase elétrica.

— Eu quero ver você sendo desejada… de perto. Quero sentir isso com você, não só imaginar.

Um arrepio percorreu minha pele inteira.

Aquilo não era mais só fantasia.

Era desejo tomando forma.

Passei dias tentando processar.

Negando. Pensando. Voltando atrás.

E, ao mesmo tempo… querendo.

Porque, no fundo, havia algo ali que me chamava.

A ideia de ser desejada pelos dois.

A cumplicidade do meu marido.

O risco.

A entrega.

E então veio a parte mais difícil.

Falar com ele.

Meu amante.

Enviei a mensagem com o coração acelerado:

“Preciso te contar uma coisa… mas você precisa confiar em mim.”

A resposta veio rápida:

“Agora você me deixou curioso.”

Respirei fundo antes de escrever.

“Meu marido sabe.”

Silêncio.

Minutos que pareceram horas.

Até que ele respondeu:

“Isso é sério?”

— É… — respondi. — E não é o que você está pensando.

Expliquei devagar.

Escolhendo cada palavra.

Sentindo minhas mãos suarem enquanto digitava.

Falei da curiosidade dele.

Da forma como ele reagia às minhas histórias.

Do desejo que cresceu ao invés de diminuir.

Do convite.

Do medo.

— E você quer isso? — ele perguntou.

Fechei os olhos antes de responder.

— Quero… mas só se você confiar em mim.

Outro silêncio.

— E se der errado? — ele insistiu.

— Não vai. — escrevi. — Porque eu estou no controle. E porque ninguém ali quer perder o que a gente tem.

A resposta dele demorou.

Mas quando veio, mudou tudo:

— Se é você que está me pedindo… eu vou.

Naquele instante, senti um frio na barriga que não era medo.

Era antecipação.

O planejamento começou quase como um segredo proibido.

Escolhemos um hotel fazenda, discreto, confortável, longe de tudo.

Dois quartos.

Mesmo corredor.

Tudo parecia calculado…

mas o que mais nos dominava era o imprevisível.

Na viagem, meu marido segurava minha mão com firmeza.

— Você está pronta? — ele perguntou.

Olhei para ele e sorri.

— Nunca estive tão viva.

Não era só fantasia mais.

Era real.

Respirando.

Acontecendo diante de mim.

Quando eles ficaram frente a frente pela primeira vez, o silêncio falou mais do que qualquer palavra.

Meu coração batia forte…

mas o que mais me surpreendeu foi o olhar dos dois.

Não havia confronto.

Havia curiosidade.

Respeito.

E algo ainda mais forte:

desejo por mim.

Meu marido foi o primeiro a quebrar o silêncio.

— Então é você… — disse, olhando firme.

Depois sorriu de lado. — Agora eu entendo porque ela não parava de falar de você.

Meu corpo inteiro arrepiou.

Meu amante respirou fundo, ainda me olhando.

— E eu entendo porque ela nunca saiu de você…

A tensão ali não era de disputa.

Era de conexão.

E eu estava no centro.

Entramos no quarto devagar.

Ninguém tinha pressa.

Era como se todos soubéssemos que aquele momento precisava ser sentido… não consumido.

Meu marido passou a mão pela minha cintura, firme, me puxando levemente para perto.

— Você está ainda mais linda hoje… — ele disse no meu ouvido. — Tem alguma coisa em você que está diferente… mais acesa.

Meu amante se aproximou logo depois, olhando nos meus olhos com intensidade.

— Ela está diferente porque decidiu se permitir… — ele respondeu, com a voz baixa.

Senti um calor subir pelo corpo.

Não era só o toque.

Eram as palavras.

A forma como me viam.

Como me desejavam.

Me sentei na beira da cama, respirando fundo.

Eles ficaram diante de mim por um instante… me observando.

Meu marido passou a mão pelo rosto e soltou um sorriso leve.

— Eu nunca te vi assim…

— Como? — perguntei, provocando.

Ele não hesitou:

— Confiante… consciente do efeito que você causa.

Meu amante completou, sem tirar os olhos de mim:

— E isso é o que mais me prende nela.

Meu corpo respondeu na hora.

Soltei um suspiro leve, quase involuntário.

A proximidade começou de forma natural.

Sem comando.

Sem roteiro.

Meu marido tocava minha mão enquanto o outro acariciava meu braço.

Era uma sensação nova… intensa… quase impossível de explicar.

Dois ritmos.

Duas presenças.

Uma só energia.

— Olha pra mim… — meu marido pediu, segurando meu queixo.

Olhei.

Ele sorriu, com aquele olhar que misturava desejo e admiração.

— Você tem noção do quanto você mexe comigo?

Antes que eu respondesse, ouvi a voz do outro, mais baixa:

— Comigo também…

Fechei os olhos por um segundo.

Aquilo era mais do que físico.

Era ser vista.

Completamente.

O clima foi ficando mais quente… mais próximo… mais íntimo.

Os dois começaram a se soltar.

As falas ficaram mais diretas.

Mais sinceras.

— Ela é ainda mais incrível de perto… — disse meu amante, quase como se estivesse confirmando algo.

Meu marido riu baixo.

— Eu sei… eu convivo com isso todos os dias…

Depois se aproximou mais de mim:

— Mas hoje… eu estou redescobrindo.

Meu coração disparou.

Eu passei a conduzir.

Com o olhar.

Com o toque.

Com a presença.

— Confia em mim… — falei para os dois.

E eles confiaram.

Sem disputa.

Sem ego.

Só entrega ao momento.

O que aconteceu ali foi uma construção.

De olhares.

De palavras.

De respiração próxima.

De mãos que encontravam caminhos com calma.

Mas o que mais me marcou…

foram as falas.

Os elogios.

A forma como os dois me colocavam no centro de tudo.

— Você é absurda… — meu marido disse, rindo baixo.

— Ela é perigosa… — o outro respondeu.

— E sabe disso… — completou meu marido.

Olhei para os dois e sorri.

— E vocês gostam…

Os dois responderam quase ao mesmo tempo:

— Muito.

Naquele momento, eu entendi.

Não era sobre excesso.

Era sobre intensidade compartilhada.

Sobre confiança levada ao limite.

Sobre desejo sem culpa.

Quando tudo se acalmou, ficamos em silêncio por alguns minutos.

Respirações profundas.

Olhares mais suaves.

Corpos ainda próximos.

Meu marido passou a mão no meu cabelo e disse baixo:

— Isso aqui… muda tudo.

Meu amante completou:

— Mas não quebra nada… só transforma.

Olhei para os dois.

E sorri.

Porque no fundo…

eu sabia.

Aquilo não era o fim.

Era só o começo de algo muito maior.

No dia seguinte, enquanto caminhava pelo hotel fazenda, senti o sol no rosto e um pensamento claro na mente:

eu nunca mais seria a mesma.

E, pela primeira vez…

eu não queria ser.

Continua…

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