Sexo no Clube Vazio

Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 2666 palavras
Data: 26/04/2026 21:25:18
Última revisão: 26/04/2026 21:35:36

Teve uma vez no clube. Era fim de tarde, quase noite. Pouca gente, aquele tipo de silêncio que só existe quando o lugar está aberto, mas sem gente suficiente para justificar. O som da água batendo leve na borda da piscina, alguma música baixa vindo do bar, algumas cadeiras empilhadas, uma televisão que ninguém assistia.

A gente tinha ido sem motivo, ou com o motivo de sempre. Nessa época Rodrigo namorava uma morena muito bonita, mas ela morava em outra cidade, que pena. Eu estava sentado na beira da piscina, os pés na água, mexendo distraído, como se não estivesse pensando em nada. Mas estava. Rodrigo entrou na piscina primeiro, mergulhando sem aviso. Quando voltou à superfície, jogou o cabelo para trás e me olhou como se já soubesse exatamente o que estava fazendo.

— Você nunca muda — falei, descendo devagar para a água. A água estava mais fria do que eu esperava. Meu corpo reagiu na hora, mas não demorou para o calor voltar, não só da temperatura.

— Mudo sim – ele respondeu.

— Não do jeito que importa.

Ele virou o rosto, me olhando com aquele meio sorriso que nunca era totalmente brincadeira.

— E você ainda acha que isso aqui importa desse jeito?

Não respondi. Porque a resposta não era simples. E ele sabia. Ficamos em silêncio por um tempo. O tipo de silêncio confortável demais para ser só amizade, tenso demais para ser só hábito. Rodrigo encostou o ombro no meu, leve, como se fosse sem querer. Não era. Nada sério, nada declarado, apenas o calor de dois corpos que se conheciam bem demais para fingir desconhecimento.

— Você fica quieto quando tá pensando — ele disse.

— E você fala quando não quer.

Ele riu baixo.

— Pode ser.

Mais silêncio. A piscina refletia a luz amarela dos postes, criando aquele efeito instável, como se tudo estivesse um pouco fora do lugar. Rodrigo olhou ao redor. Vazio. Depois voltou para mim.

— A gente vai se complicar um dia.

— Você fala isso há anos.

— E ainda não aconteceu.

— Talvez porque a gente nunca deixa.

Ele sustentou o olhar, mais tempo do que o normal.

— Ou porque nunca teve nada pra complicar.

A frase veio leve, mas não era. Senti o impacto. Não como surpresa, mas como confirmação. Assenti de leve.

— Pode ser.

Ele desviou primeiro. Sempre ele.

— É melhor assim — completou, mais baixo.

Era. E não era. Mas, naquele momento, discutir isso parecia inútil. Porque a gente já sabia o limite e, mais do que isso, respeitávamos o limite entre nós. Ou aceitávamos. Ou simplesmente não ultrapassávamos.

Rodrigo se aproximou sem cerimônia, me encoxando por trás, como sempre.

— Aqui é arriscado — falei, olhando em volta.

— Por isso mesmo.

Ele gostava disso, do limite, do quase. A gente saiu da piscina pouco depois, fingindo normalidade, andando até uma área mais afastada, em direção a um vestiário desativado. O som dos nossos passos ecoando mais alto do que deveria.

— Ninguém vem aqui essa hora — ele disse.

— Você sempre tem certeza demais.

— E você duvida demais.

A porta fechou com um clique seco e, por um momento, ficamos em silêncio. Não aquele silêncio confortável. Outro, mais denso, mais elétrico. Rodrigo encostou na parede, me olhando como se estivesse medindo alguma coisa invisível.

— Você gosta disso — ele falou.

— Disso o quê?

— De quase dar errado.

Pensei um segundo.

— Você gosta mais.

Ele sorriu. E foi suficiente. O resto aconteceu naquele ritmo que já era nosso, rápido na superfície, lento por dentro. Não havia delicadeza no gesto, mas havia precisão. Um tipo de entendimento físico que dispensava explicação.

Me livrei da minha camiseta, deixando à mostra o meu torso magro, a pele bronzeada de sol, um corpo que Rodrigo conhecia bem demais. Meus olhos acompanhavam cada movimento de Rodrigo, até o modo como a língua molhou o lábio inferior antes de falar.

— Você tá nervoso? — Rodrigo perguntou, a voz rouca.

Engoli em seco, meus dedos se apertando um ao outro.

— Não — menti, mas o modo como minhas coxas se pressionaram uma contra a outra, como se tentassem conter algo, entregava tudo.

Rodrigo sorriu, um sorriso lento, quase predatório. O cheiro dele se misturava ao odor mais primal de suor começando a brotar de nossos corpos.

— Mentiroso — Rodrigo murmurou, tirando a camisa, revelando o peito largo, os músculos definidos sem exagero, a linha castanha de pelos que descia do umbigo até desaparecer sob a cintura do calção de banho — Você sempre fica assim quando a gente tá junto.

Não respondi. Em vez disso, meus olhos se fixaram nos músculos peitorais de Rodrigo, na maneira como os mamilos, marrons e levemente eretos, se destacavam contra a pele mais clara. Eu podia quase sentir o gosto deles na boca, salgado e quente, como da última vez que os tinha chupado até Rodrigo gemer, as mãos enfiadas nos meus cabelos, puxando com uma força que doía de um jeito bom.

Como se lesse meus pensamentos, Rodrigo passou os dedos sobre um dos mamilos, o beliscando levemente antes de soltar um suspiro baixo.

— Vem aqui — ordenou, não como uma pergunta, mas como algo inevitável.

Obedeci, andando com um movimento fluido, meus joelhos quase tremendo quando me aproximei. Nós não nos tocamos de imediato. Primeiro, foi só o calor dos nossos corpos, a distância de um suspiro entre nós, o cheiro de pele masculina enchendo o espaço. Então, Rodrigo me virou de costas e estendeu a mão, os dedos roçando a minha cintura antes de descerem, traçando o contorno do calção que moldava a curva da minha bunda.

— Você tá duro — Rodrigo observou, a voz um murmúrio contra a minha orelha, enquanto a palma da mão dele pressionava, firme, contra a minha ereção óbvia sob o tecido — Já tá assim desde quando?

Eu arquejei, minhas costas encostando no peito de Rodrigo quando a mão dele desceu, os dedos ágeis descendo o meu short com uma praticidade que só vem de muita repetição.

— Desde a piscina — admiti, a voz falhando quando Rodrigo empurrou o calção e a cueca para baixo de uma vez, liberando a minha ereção com um estalo audível.

O ar frio do vestiário abandonado me fez estremecer, mas foi o toque de Rodrigo, os dedos envolta do meu pau, apertando na base antes de deslizar para cima em um movimento lento e deliberado, que me fez gemer baixo, minha cabeça caindo para trás contra o ombro de Rodrigo.

— Putinha safada — Rodrigo sussurrou, os lábios roçando o lóbulo da minha orelha enquanto a outra mão se infiltrava entre as minhas nádegas, os dedos úmidos de saliva (quando é que ele tinha os molhado?), encontrando o aperto quente do meu ânus com uma precisão que me fez contorcer.

— Tá doidinho pra gozar, né?

Não consegui responder. As palavras se perderam quando Rodrigo empurrou a ponta de um dedo para dentro, apenas o suficiente para fazer pressão, sem invadir de verdade. A sensação era quase insuportável: o dedo ali, promessa e tortura ao mesmo tempo, enquanto a mão no meu pau começava a se mover, devagar, em círculos que faziam o pré-gozo escorrer em fios grossos pela minha cabeça inchada.

— Rodrigo... — eu arfava, minhas unhas cravando no antebraço dele quando o dedo finalmente deslizou para dentro, até a segunda falange, me esticando de um jeito que doía e ardia, mas que também fazia meu pau latejar como se estivesse prestes a explodir.

Em algum momento, um barulho do lado de fora. Passos. Vozes. Nós dois paramos. O olhar dele em mim, alerta, mas não assustado. Quase rindo.

— Viu? — sussurrei.

— Relaxa.

Mas ele também não se moveu. Esperamos. O som passou. O silêncio voltou e, com ele, aquela sensação absurda de que aquilo só fazia sentido porque podia acabar a qualquer instante.

— Shhh — Rodrigo me acalmou, a respiração quente contra a minha nuca enquanto o dedo começava a se mover, entrando e saindo em um ritmo que combinava com os puxões no meu pau — Deixa eu te preparar direito dessa vez.

Eu não sabia se ria ou chorava. "Preparar direito" era um eufemismo ridículo para o que Rodrigo fazia comigo: abrir, esticar, fazer com que cada nervo do meu corpo gritasse por mais, mesmo quando já estava quase demais. O segundo dedo entrou sem aviso, e dessa vez eu gritei, um som gutural que foi abafado quando Rodrigo virou minha cabeça com força e me beijou, a língua invadindo a minha boca com a mesma crueldade deliberada dos dedos no meu cu.

Nós tropeçamos até um banco comprido de madeira, Rodrigo me empurrando para baixo com uma força que me fez cair de costas, as pernas ainda penduradas para fora. Rodrigo não perdeu tempo. Se ajoelhando no chão, ele me segurou pelos tornozelos, me deixando nu, exposto, o pau duro apontando para o teto, a pele brilhando com uma camada fina de suor.

Rodrigo observou por um segundo, os olhos escuros percorrendo cada centímetro do meu corpo como se estivesse memorizando, antes de se inclinar para frente e lamber, uma lambida longa e molhada, da base até a cabeça do meu pau, coletando o pré-gozo com a ponta da língua.

— Porra, Rodrigo — sibilei, meus quadris se levantando do banco em um movimento involuntário, buscando mais, sempre mais.

Rodrigo não atendeu. Em vez disso, ele se afastou, apenas o suficiente para soprar um jato de ar quente sobre a pele úmida do meu pau, me fazendo estremecer.

— Você quer que eu te chupe, é? — Rodrigo perguntou, os dedos ainda brincando com a entrada do meu cuzinho, agora molhado de saliva — Ou você quer que eu coma esse cuzinho apertado primeiro?

Gemi, minhas mãos se fechando em punhos ao lado do meu corpo.

— Os dois — consegui dizer, a voz quebrada — Porra, eu quero os dois.

Rodrigo riu, um som baixo e sujo, antes de se mover. Em um segundo, a cabeça dele estava entre as minhas coxas, a língua quente e úmida traçando um caminho desde a base das minhas bolas até o períneo, antes de parar bem na entrada do meu cuzinho. Eu segurava a respiração. Conhecia esse jogo. Rodrigo adorava me fazer esperar, adorava o modo como o meu corpo ficava tenso como uma corda de violino prestes a arrebentar, só de antecipação.

Quando a língua finalmente me tocou, quente, molhada, insistente, arqueei as costas, um gemido longo e desesperado escapando de meus lábios. Rodrigo não teve piedade. Ele lambeu, chupou, os dedos afundando na carne das minhas nádegas para me manter aberto enquanto a língua me invadia, funda, como se quisesse alcançar algo dentro de mim que só Rodrigo sabia onde ficava. Gritei, minhas mãos se enterrando nos cabelos de Rodrigo, puxando com uma força que deveria doer, mas que só parecia incentivá-lo.

— Isso — Rodrigo murmurou contra a minha pele, a vibração do som me fazendo tremer — Goza pra mim, putinho. Enche essa barriga de porra enquanto eu como esse cu.

Não foi preciso mais do que isso. As palavras, a boca de Rodrigo, os dedos que agora massageavam minhas bolas com uma pressão perfeita, tudo se combinou em um turbilhão de sensações que explodiu na base da minha coluna.

Não precisei nem de quatro punhetadas para gozar com um grito, meu esperma jorrando em arcos quentes sobre o meu próprio peito, minhas pernas tremendo incontrolavelmente enquanto Rodrigo continuava a me lamber, prolongando cada espasmo até que eu estava reduzido a um amontoado de sêmen, suor e saliva, ofegante, os olhos semicerrados.

Rodrigo se afastou finalmente, lambendo os lábios com um ar satisfeito antes de se levantar. Ele ainda estava vestido, o calção arriado, o pau duro fazendo um volume obsceno sob o tecido escuro. Eu, ainda tremendo dos efeitos do orgasmo, observei com olhos pesados enquanto Rodrigo se livrava do resto das roupas, revelando o corpo que eu conhecia tão bem: as coxas grossas, os pelos escuros que desciam em um V desde o umbigo, o pau grosso, veiado, a cabeça já úmida de pré-gozo.

— Sua vez — murmurei, a voz rouca, enquanto me arrastava para a beirada do banco.

Não esperei por permissão. Com as mãos ainda trêmulas, envolvi o pau de Rodrigo, a pele quente e a pulsar sob meus dedos, antes de inclinar a cabeça e lamber a gota transparente que escorria da fenda.

Rodrigo soltou um gemido baixo, as mãos indo automaticamente para a minha cabeça, não para me guiar, mas para se segurar, como se precisasse de algo para não cair. Sorri contra a pele dele antes de abrir a boca, engolindo seu cacete até a metade em um movimento único, minha garganta se ajustando ao tamanho dele com um esforço que fez meus olhos arderem.

— Caralho, Mateusinho — Rodrigo arfou, os quadris empurrando para frente sem que eu pudesse evitar — Assim, porra. Chupa esse pau.

Obedeci, minha cabeça começando a se mover em um ritmo constante, minha língua traçando a veia grossa na parte de baixo do pau enquanto uma de minhas mãos massageava as bolas de Rodrigo, pesadas e cheias.

O gosto dele, salgado, masculino, com um toque alcalino, enchia a minha boca, e eu me entreguei a isso, aos sons que Rodrigo fazia, aos dedos que agora apertavam meu pescoço com uma força que beirava a dor.

Mas Rodrigo não deixou que durasse muito. Com um gemido frustrante, ele me puxou para cima, me empurrando de volta para o centro do banco antes de se joelhar entre as minhas pernas. Nossos olhos se encontraram, escuros, intensos, cheios de algo que não era só luxúria, mas algo mais profundo, mais perigoso.

— De quatro — Rodrigo ordenou, a voz grossa — Agora.

Não discuti. Me virei, me apoiando nas mãos e joelhos, meu cuzinho, ainda molhado da lambida de Rodrigo, agora exposto, vulnerável. Ouvi o som de cuspe, o estalo úmido dos dedos de Rodrigo me preparando e, então, finalmente, a pressão quente e insuportável da cabeça do pau dele contra a minha entradinha.

— Vai devagar... — pedi, ou tentei pedir, mas as palavras se transformaram em um gemido longo quando Rodrigo empurrou, centímetro por centímetro, me dilatando de um jeito que fazia meus olhos se encherem de lágrimas.

— Não — Rodrigo respondeu, as mãos seguras nos meus quadris, me puxando para trás enquanto se empurrava para frente, me preenchendo completamente em um único movimento brutal — Assim. Todo de uma vez.

Gritei, minhas unhas cravando na madeira velha, meu corpo tentando ao mesmo tempo recuar e empurrar para trás, como se não soubesse se queria escapar ou tomar mais. Rodrigo não me deu escolha. Ele começou a se mover, os quadris batendo contra as minhas nádegas com um ritmo implacável, cada estocada fazendo o meu pau, já duro novamente, balançar entre as minhas pernas.

— Isso — Rodrigo grunhiu, uma das mãos descendo para pegar o meu pau, o apertando no mesmo ritmo das investidas — Você gosta disso, né? Gosta de ser uma putinha pro meu pau.

Não consegui responder. As palavras se perderam em meio aos gemidos, aos sons molhados de pele batendo contra pele, ao calor que se espalhava por meu corpo como lava. Eu podia sentir cada detalhe, o suor escorrendo pelas costas, o cheiro de sexo no ar, a maneira como Rodrigo me segurou pelos cabelos e puxou minha cabeça para trás, me forçando a arquear as costas ainda mais, me abrindo completamente.

Quando Rodrigo gozou, foi com um rugido, o corpo todo tenso enquanto jorrava dentro de mim, quente e grosso, me enchendo de um jeito que me fazia sentir como se fosse transbordar. Eu não demorei a seguir, um segundo orgasmo arrancado de mim por dedos hábeis e palavras sujas, meu esperma jorrando ralo em arcos descontrolados.

Nós caímos no banco, lado a lado, ofegantes, a pele colada pelo suor, nossos corpos ainda tremendo dos últimos espasmos. Rodrigo passou um braço sobre a minha cintura, me puxando para perto, e por um momento, foi quase como se aquilo fosse algo mais do que só sexo. Quase.

Quando saímos, cada um por um lado, como se não houvesse ligação nenhuma, o sol ainda estava lá, igual, indiferente. Rodrigo me encontrou depois, perto da mesa de sinuca, como se nada tivesse acontecido.

— Joga? — ele perguntou.

— Jogo.

E era isso.

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