Era 1998. Eu havia acabado de terminar o colegial e ainda era virgem. Passava horas mergulhado em livros e descobri o universo dos RPGs, que começava a ganhar espaço no Brasil. Foi numa livraria especializada que conheci um grupo de amigos com quem passei a jogar. Virar madrugadas rindo muito, zoando com a galera.
Meses se passaram, e um dos colegas trouxe sua namorada para participar das sessões. Ela era diferente de todos nós: muito bonita, cabelos negros intensos, traços que lembravam o Oriente. Rica, morava em Alphaville, e tinha 25 anos — bem mais velha que nós, que tínhamos entre 16 e 18. Ela esnobava os moleques (nós) e só dava atenção pro mestre DM que era seu namorado. Vou chamar ela de Sakura.
Apesar disso, meu amigo a tratava com certo desdém. Aos poucos, fui me aproximando dela. Conversávamos sobre segredos, dores e amarguras que ela carregava. Tudo isto em meio à jogatina, aventuras de elfos, dragões, magos e dados D20.
Um belo dia no já madrugada, eu e grupo (ela tbém) decidimos beber. Compramos vodka, fanta e sprite, misturamos e fizemos os drinks. Estávamos em um condomínio no bairro de Moema, era uma madrugada quente e na quadra do condomínio fazia um calor fresco.Fomos bebendo. A certa altura todos estavam bem chapados. O namorado dela já tinha subido pro apto. Sakura veio pra perto de mim. Estávamos próximos. Coisa de adolescente, mas ela sabia o que estava fazendo. Ela segurou minha mão e disse: Nossa como são grandes, e ficou me encarando. Eu gelei, não podia sacanear meu colega. Naquela madrugada, no meio dos prédios, alguns apartamentos com a luz acesa e muito apagados,a cidade dormia e respirava, eu sentia a quadra quente e a brisa fresca. Ela me encarava, devo beijar ela? Não beijei...me despedi.
Numa sexta-feira, nos reunimos em uma festa no apartamento de um colega. Ela apareceu, vestindo um calça e corselet de couro, sandália minúscula, e um óculos de aro escuro, em meio ao clima descontraído, muito rock'n'roll, bebida e maconha, então ela confessou que estava apaixonada e que não parava de pensar em mim. Descemos juntos para comprar bebidas em um 7-Eleven — sim, havia em São Paulo nos anos 90. No elevador, de repente, ela me prensou contra a parede e me beijou. Foi meu primeiro beijo. Quase desmaiei de emoção. Passei a noite inteira sonhando com aquele instante. Pessoal, eu era um NERD, cabaço, respeitoso, estava perdido ali. Podem me chamar de beta mas era cabaço mesmo, não existia betas em 1998.
No sábado à noite, ela me ligou. Disse que havia terminado com meu amigo e queria sair comigo. Fomos a um bar nos Jardins. Ela pediu um Kir Royal — lembro até hoje (Sakura, se você estiver lendo isso espero que se lembre também, você foi muito especial). Estávamos felizes, rindo, descobrindo um ao outro, nos beijamos muito. O clima foi ficando mais intenso, ela me olhava fundo esperava mais. Então eu disse:
— Você sabe que sou virgem né? E sabe que nem sei que fazer agora, estou muito nervoso!
Ela chegou bem perto do meu ouvido, segurou minha mão e disse:
— Tenta adivinhar o que eu quero fazer com você!
Então, no meio daquele bar meio escuro, puxou lentamente minha mão para suas coxas macias, foi puxando pro meio delas, então senti a renda de sua calcinha toda melada e quente. Que sensação de poder. Um garota molhada querendo transar comigo.
Pedimos a conta e ela me levou a um motel na Rua Augusta. Só depois entendi por que ela conhecia tão bem aqueles lugares.
O quarto tinha luzes baixas e um cheiro de carpete e incenso barato misturado ao perfume dela (Kouros). Eu estava nervoso, mas também tomado por uma curiosidade irresistível. Sakura segurou minhas mãos e disse:
— Não precisa ter medo. Quero que seja especial pra você. Vem...
Aquela frase me marcou profundamente. Ela se aproximou devagar, cada gesto carregado de intenção. O toque suave em meu rosto, o calor da respiração tão perto, sua pele tão quente e macia.
Ela se deitou e puxei sua calcinha e mergulhei num beijo curioso naquelas carnes molhadas e doces. Finalmente estava chupando uma bucetinha. Que delícia, que doçura ácida. Estava meio suada mas muito melada. Eu apertava os peitinhos durinhos dela, que biquinhos durinhos. Ela estava suadinha, minha mão sentia aquela barriga, a bunda, os peitos.
Ela então me interrompeu e ligou a TV, passava um filme pornô, o cara enrabando a garota. Ela copiou a menina do filme e arrebitou a bunda igual um gata no cio:
— Eu sei que você me quer assim, pode fazer tudo o que quiser! E não precisa de camisinha... eu me cuido, e... você conhece meu ex-namorado. Vem logo vem.
Me aproximei ofegante, finalmente. Apertei aquela bundinha branca, aquela bucetinha rosada babada. Fui penetrando, meu Deus que delícia. Que sensação incrível. Aquela garota proibida, rica, toda putinha ali se oferecendo pra mim.
Meti igual um cavalo, ela gemia alto. Virei ela de frente. Enfiei forte, Tentava impressionar, pressionando seu clitóris com a base do pau. Ela gozou, então não resisti, gozei muito, quantos espasmos. Inundei ela de esperma. Tudo quente melado escorrendo.
Depois, ficamos deitados lado a lado, conversando. Ela falava de viagens, festas e da sensação do momento. Eu falava de como esperava por este dia e como estava quase desmaiando.
Ela sorriu e apertou meu pau. Ficamos assim uns minutos, bebemos mais vodka e gatorade.
Ela me encarou e disse
— Esta noite você é meu namorado, e eu seu que você quer mais, e sei o que você quer.
Ela empinou a bundinha e tocou as nádegas enquanto olhava pra trás com um acarinha séria e brava, os olhos de canto me desafiando. Pensei que eu tinha muita sorte. Ia comer a bundinha dela. Da garota riquinha, bem cuidada, que viajava pra Disney, toda dengosa e e cheirosa. A garota que ganhava carro de presente de aniversário da mãe, estudava na ESPM e andava de Omega de na madrugada de SP.
Fui aproximando, encostei a cabeça no anelzinho e como era apertado aquele cuzinho todo melado de porra. Fui empurrando e escorregou, ela gemia e pedia mais. Fui enfiando e tirava, enfiava e ia mais fundo, segurei a cinturinha e meti novamente igual um cavalo. Em poucas bombadas gozei de novo e ela também.
Naquela noite, percebi que não era apenas sobre desejo físico. Era sobre conexão, sobre ser visto de verdade como um homem e não como menino. Mas tudo tem consequências quando caiu a ficha lembrei dos meus amigos. Como eu iria voltar a andar com eles sendo que havia transado com a namorada de um deles. Eu estava dividido, empolgado, triste mas feliz ao mesmo tempo.
Também estava assustado com aquela garota, ela era livre, rica, independente e gostava de mim... mas parecia ter tanta experiência, como eu ia dar conta?
Muitas mudanças de uma vez. Realizei sonhos. Um amigo meu virou corno por minha causa. Perdi alguns amigos, outros continuaram.
Eu e Sakura ficamos namorando um tempo, e nosso relacionamento foi uma montanha russa sexual e emocional que me marcou e arrasou. Isto aconteceu a quase 30 anos atrás. 30 ANOS, e ainda mexe comigo.
Este foi o início, vou relatar o durante e o fim nos próximos contos.