Continuando a história da Letícia e seu ex namorado Daniel... Somos de Uberlândia MG, Letícia hoje com 40 anos,eu 44 e DanielSegunda-feira, 16:03. Sala de reunião envidraçada, 8º andar, vista pro Parque do Sabiá. Eduardo suando frio.
Na mesa: diretor, gerente, cliente de São Paulo no telão. No fone do ouvido esquerdo: Daniel.
"Botão no mudo, Dudu", a voz do Daniel veio baixa, mas autoritária. "Agora você vai ouvir sua esposa trabalhar."
Eduardo clicou no mudo do Teams. O coração na boca. Do outro lado da linha, barulho de cama, tapa na pele e a voz da Letícia, ofegante.
"Isso, Daniel... assim, mete com força... você sabe que meu marido não consegue..."
Daniel riu e bateu. Estalou. "Fala de novo, Le. Fala pro teu corno quem manda nessa buceta."
"Você manda, Daniel", Letícia gemeu, a voz falhando. "O Eduardo só assina os boletos... quem me come de verdade é você..."
Eduardo fechou o olho um segundo. O cliente perguntou algo no telão. Ele respondeu no automático, a voz saindo normal por milagre. Por dentro, tava desmoronando de tesão e vergonha.
"De quatro agora", Daniel mandou. "Empina essa bunda que teu marido pagou na academia. Quero que o Dudu escute o barulho de macho te comendo."
O som mudou. Mais fundo, mais molhado. Letícia choramingou.
"Ai, Daniel... você é grande demais... o Eduardo nunca me preencheu assim...", ela soluçou, e era verdade. Mas era verdade dita pra doer. Pra humilhar. Pra viciar.
"Chora, cadela", Daniel rosnou. "Chora e agradece. Agradece teu marido por ser tão manso que deixa outro te arregaçar na sua cama de casal."
Letícia obedeceu. Entre gemidos, ela falou: "Obrigada, Dudu... obrigada por deixar o Daniel me foder... obrigada por ser meu corninho..."
Eduardo gozou na calça social. De novo. Sem mão. Só de ouvir a esposa dele sendo diminuída, usada, e ainda tendo que agradecer a ele por isso. A humilhação dos dois era o combustível.
O diretor bateu na mesa. "Eduardo? O número do Q3?"
Ele tirou o mudo, respondeu o número. Profissional. Por baixo da mesa, cueca encharcada. No fone, Daniel gozava dentro da Letícia, xingando ela de "puta do corno" e mandando ela repetir.
"Desliga, Dudu", Daniel falou, satisfeito. "Volta pro trabalho. A noite você limpa a bagunça. E compra uma pizza. Macho de verdade fica com fome depois de trepar."
A ligação caiu. 16:17.
Eduardo respirou fundo, ajeitou a gravata e voltou pra planilha. Em Uberlândia, ele era o cara da TI que entregava resultado. Em casa, ele era o corno que entregava a mulher. E as duas versões dele gozavam com isso.