“O Jantar das Intenções”
A expectativa é uma chama silenciosa que consome o ar de quem espera. Tiago passou a tarde inteira diante do espelho — algo que raramente fazia com prazer. Hoje, porém, era diferente. Com paciência quase ritualística, ele deslizava a lâmina pelo peito, garantindo que não restasse um único pelo para interromper a maciez da sua pele clara e delicada. Ele gostava de ser gordinho. Sentia que sua barriga macia, suas curvas generosas e a pele esticada e suave tinham um magnetismo próprio. Mas era o olhar faminto de Seth que transformava esse magnetismo em algo vivo, elétrico, quase insuportável.
Do outro lado da cidade, Seth preparava o ambiente com a mesma ansiedade contida. Sua casa era como ele: moderna, prática, com linhas limpas e uma energia intensa. Ele havia preparado um jantar leve — salmão grelhado, legumes no vapor e um bom vinho tinto —, mas a comida era apenas um pretexto. Enquanto arrumava a mesa, Seth sentia o leve roçar dos pelos aparados nas axilas contra a pele depilada do resto do corpo atlético. Ele ansiava pelo contraste: a aspereza controlada dele contra a suavidade total de Tiago.
Quando a campainha tocou, o coração de Tiago deu um salto violento no peito. Seth abriu a porta vestindo apenas uma calça de linho clara, que caía solta nos quadris, e uma camiseta branca justa que parecia lutar para conter os músculos peitorais definidos.
— Caralho, Tiago… você está incrível — murmurou Seth, a voz mais rouca e grave do que no dia anterior.
Ele deu um passo para o lado, mas não sem antes deixar a mão grande e quente pousar possessivamente na curva generosa do quadril de Tiago, guiando-o para dentro com um toque que já prometia muito mais.
O jantar foi uma dança lenta de olhares carregados e toques “acidentais”. O vinho ajudava a soltar as palavras, mas era a linguagem corporal que falava mais alto. Tiago não conseguia parar de observar os tendões fortes no antebraço de Seth quando ele cortava o pão. Seth, por sua vez, fixava os olhos no ponto onde a camisa de seda preta de Tiago se abria levemente no pescoço, revelando a pele branca e imaculada do peito.
Em determinado momento, Seth inclinou-se sobre a mesa, os olhos castanhos escuros fixos nos de Tiago.
— Você se sente confortável na sua pele, Tiago?
Tiago hesitou por um segundo, mas decidiu ser honesto:
— Nem sempre. Mas quando você me olha assim… eu sinto que sou exatamente como devo ser.
Seth sorriu, um sorriso lento e perigoso. Levantou-se e contornou a mesa até ficar de pé ao lado de Tiago. Não se sentou. Apenas ficou ali, imponente, a presença física dominando o espaço.
— Porque você é perfeito assim — disse ele, baixinho. — Você é um convite, Tiago. Tudo em você parece feito pra ser tocado, apertado, explorado…
Seth estendeu a mão e, com as pontas dos dedos calejados, traçou a linha do maxilar de Tiago, desceu pelo pescoço sensível e parou no primeiro botão da camisa de seda. A pele de Tiago se arrepiou imediatamente. O contraste entre a mão quente e áspera de Seth e sua própria pele macia era inebriante.
— Quer ver o resto da casa? — sussurrou Seth, o hálito quente roçando a orelha de Tiago.
Tiago apenas assentiu, sem conseguir formar palavras.
Seth o levou até o sofá da sala, onde a iluminação era baixa e uma música suave mal se ouvia por cima do som acelerado das respirações. Sentaram-se tão próximos que o calor dos corpos se misturava. Seth começou a acariciar o braço de Tiago, subindo lentamente a manga da camisa.
— Tão macio… — murmurou ele, quase reverente. — Porra, nunca senti nada assim.
Tiago fechou os olhos e entregou-se ao toque. Sua mão subiu até o peito de Seth, sentindo a rigidez dos músculos sob a camiseta. O coração de Seth batia forte, acelerado. Tiago deslizou os dedos até a nuca dele e o puxou para um beijo que os dois vinham adiando há tempo demais.
O beijo começou lento, uma exploração profunda e molhada de línguas que se reconheciam. Logo, porém, tornou-se urgente, faminto. A mão de Seth escorregou por baixo da camisa de Tiago, encontrando a barriga macia, quente e generosa. Ele soltou um gemido rouco ao apertar a carne farta, sentindo como ela cedia deliciosamente sob seus dedos. Tiago, por sua vez, explorava as costas largas e duras de Seth, cravando as unhas de leve na pele.
Seth afastou-se apenas o suficiente para olhar nos olhos dele.
— Eu quero te levar pra cama, Tiago… mas preciso que você saiba que isso não é só sexo pra mim. Eu sinto algo de verdade aqui.
Tiago sorriu, o rosto corado, e acariciou o rosto marcado de Seth com carinho.
— Eu também sinto, Seth. E é exatamente por isso que eu quero tudo com você.
Seth levantou-se e estendeu a mão. Tiago entrelaçou os dedos nos dele e deixou-se guiar pelo corredor. Ao passarem pelo grande espelho da parede, Tiago viu o reflexo dos dois: o homem atlético, definido, com músculos marcados, e ele, de curvas suaves, pele clara e corpo cheio. Pela primeira vez, não viu contraste. Viu encaixe. Viu perfeição.
No quarto, Seth tirou a camiseta com um movimento rápido, revelando o torso esculpido e as axilas com pelos escuros perfeitamente aparados, exalando um cheiro masculino forte e inebriante. Tiago começou a desabotoar a própria camisa com as mãos trêmulas, mas Seth se aproximou e terminou o trabalho por ele, abrindo o tecido com cuidado quase reverente.
Quando a camisa caiu no chão, Seth parou por um instante, admirando o corpo à sua frente.
— Você é lindo pra caralho — disse, com uma sinceridade que fez o peito de Tiago aquecer.
Seth passou as mãos pelos ombros macios de Tiago e desceu até os seios generosos, roçando os mamilos rosados com os polegares. Tiago arqueou as costas, soltando um gemido baixo e entrecortado. O desejo entre eles já era uma presença física, palpável, carregando o ar do quarto.
— Deita pra mim — pediu Seth, a voz rouca de desejo e carinho ao mesmo tempo.
Tiago obedeceu, sentindo o lençol fresco de seda contra as costas. Seth ficou por cima dele, apoiado nos braços fortes, olhando para baixo como se quisesse memorizar cada curva. Ainda estavam parcialmente vestidos, mas a fricção das calças era quase insuportável. O pau de Seth, grosso e com cerca de 15 cm, pressionava com força contra a coxa macia de Tiago. O pau de Tiago, de 12 cm e já babando, pulsava em resposta, marcando a calça.
Seth baixou o corpo devagar, beijando o pescoço de Tiago enquanto suas mãos exploravam a vastidão daquela pele macia e quente.
— Amanhã o mundo vai parecer diferente — sussurrou ele contra a orelha de Tiago, mordiscando o lóbulo de leve.
— Amanhã… — respondeu Tiago, puxando Seth mais para perto, a voz carregada de desejo — mas hoje só existe este quarto. Só existe você.
A noite estava apenas começando. E quando as últimas peças de roupa finalmente caíssem, quando pele tocasse pele sem qualquer barreira, os dois sabiam que não haveria mais volta.
E nenhum dos dois queria voltar.
Continua...
