Minha mulher de repente quer ter um filho. FINAL.

Um conto erótico de Mark
Categoria: Heterossexual
Contém 2666 palavras
Data: 04/04/2026 21:04:38

Ainda no centro de caridade, distribuindo as últimas cestas básicas ao lado dela — Rose, a morena de olhos azuis que agora sabia de tudo — a vejo com um olhar de choque com a minha revelação.

— Por acaso você não se aproximou de mim para...? — Perguntou.

— Não, mais ou menos. Não me aproximei para prejudica-la. Gostaria de compartilhar com você que eu também sou vítima disso, e acho que você precisava saber de tudo.

A gente conversava baixo, ainda processando o que tinha rolado no debate, quando meu celular vibrou no bolso. Olhei rápido. Era a notificação do aplicativo de áudio da casa. Claire estava em chamada com Lúcio. Naquele exato momento.

Meu coração deu um salto, mas eu mantive a cara neutra. Rose percebeu na hora que algo tinha mudado.

— O que foi? — Perguntou.

— Os dois estão em chamada. Você quer ouvir o que minha mulher fala? — perguntei.

Ela não falou nada. Relutou, mas logo assentiu.

Eu mostrei a tela pra ela discretamente e falei baixo:

— É agora.

Eu liguei o áudio ao vivo, voltei uns minutos antes da ligação começar e coloquei o fone de ouvido compartilhado pra ela ouvir junto comigo. O som da sala da nossa casa encheu o fone. A voz de Claire saiu primeiro, nervosa, quase desesperada:

— Alô? Meu Deus, o que você quer de mim agora?

Do lado dele, infelizmente sem áudios. Depois a voz dela continuou, mais baixa, como se tivesse medo de ser ouvida:

— Meu marido descobriu tudo. Eu vi a imagem, ele deve ter colocado câmeras aqui em casa, talvez mais de uma. Não sei se elas capturam audio também, inclusive estou tentando achar elas. Seja breve no que você quer.

— Como é? Eu não posso mais errar com ele, não posso te ver de novo.

Mais silêncio. Depois ela respondeu alguma coisa que ele falou, a voz tremendo:

— Sim... É verdade.

Outra pausa. A voz dela subiu um tom, surpresa:

— Verdade? Você está falando realmente sério?

Eu e Rose trocamos um olhar. O tom dela mudou completamente. Ficou mais animada, quase aliviada.

— Bom, eu já não tenho mais nada a ganhar aqui mesmo... Se você realmente estiver falando sério... eu fujo com você. Vamos nos ver hoje? Melhor amanhã, no mesmo lugar de sempre. Tá bom.

Ela desligou. Pelo áudio dava pra ouvir o suspiro dela, depois o barulho leve da mão passando na barriga, acariciando devagar, como se acalmasse a criança que estava ali. Rose apertou meu braço. A gente ouviu ela se levantar, andar pela sala mais leve, quase feliz. A animação na voz dela depois da ligação era clara. Ela realmente acreditava que ia fugir com ele.

— Ela pensa que vai colocar mais um chifre em mim, mas dessa vez ela está ferrada. — Comentei.

— Como assim? Vai fazer alguma coisa? — Rose perguntou.

Eu assenti, guardando o celular.

— Vou seguir ela amanhã pra descobrir onde eles vão se encontrar. Quero pegar os dois no flagra.

Rose olhou pra mim, os olhos azuis firmes.

— Eu quero ir junto. Quero pegar aquele canalha no flagra também.

Eu concordei na hora. Não tinha por que negar. A gente se despediu rápido, cada um com seus pensamentos. Eu voltei pra casa como se nada tivesse acontecido, o rosto normal, o passo tranquilo.

Claire estava na cozinha, lavando folhas pra fazer salada. Ela virou quando me viu, um sorriso grande no rosto, quase radiante. O cabelo solto, blusa leve, aquele ar de quem tinha tomado uma decisão e estava leve por causa disso.

— Por que toda essa animação? — perguntei, encostando no balcão.

Ela riu baixinho, secando as mãos.

— Estou feliz, amor. Sinto que ventos novos estão vindo. As coisas vão melhorar, eu sinto.

Eu sorri de volta, fingindo alívio.

— Que bom. Fico feliz por você.

Fui tomar banho. A água quente bateu nas costas e eu fiquei ali um tempo, pensando em tudo. No jantar a gente comeu normal, conversou sobre coisas bobas, como se fosse um dia qualquer. Ela não fez nada demais.

— Amor. — Ela perguntou.

— Diga, Claire. — Respondi.

— Escuta... Você realmente me quer de volta? Você me quer como mulher, quer me ajudar com essa criança e ter seus próprios filhos? — Ela perguntou. E sabia por que da pergunta, ela está confusa. Ela não quer fugir, mas ao mesmo tempo quer, já até combinou. Foi naquele momento que eu dei esperanças, mas não tantas assim.

— Claire, pelo menos agora, eu não consigo sentir vontade de lhe tocar, de te beijar, ou até mesmo de constituir uma família com você. Mas, quem sabe um dia? Não podemos controlar tudo.

Claire então assentiu, e ficou quieta. Mas eu notei, de canto de olho, que ela estava procurando uma mala no armário do quarto quando achou que eu não tava olhando. Provavelmente amanhã, assim que eu saísse “pro trabalho”, ela ia fugir com ele. Claire havia tomado a sua decisão.

Eu sabia que Lúcio jamais ia fugir com ela de verdade. Ele só queria se vingar, foder comigo mais uma vez e depois descartar ela como um lixo. Mas eu não ia falar nada. Ia deixar ela se ferrar bonito.

No dia seguinte eu liguei pros pais dela cedo. Derrick atendeu, com a sua voz ainda um pouco fraca do infarto, mas firme.

— Mark, meu garoto. Já queríamos falar com você. A gente quer voltar pra casa, pro Kansas. Aqui não tem mais clima.

Eu disse que entendia perfeitamente e me ofereci pra levar eles até o aeroporto. Passei lá, ajudei com as malas, abracei os dois forte.

— Eu gosto muito de vocês — falei sincero. — Sinto muito por tudo que tá acontecendo.

Derrick me deu um tapa no ombro, Linda me abraçou chorando. Eu deixei eles no check-in e voltei pro carro. Fingi que ia pro trabalho, mas fiquei estacionado a duas quadras de casa, esperando.

Claire saiu pouco depois. Toda produzida. Blusinha rosa justa, saia branca curta, sandália baixa, a bolsinha no ombro e uma mala média na mão. Ela olhou pros lados, nervosa, e chamou um carro de aplicativo. Rose estava aquela altura comigo no carro. A gente seguiu o Uber dela até o Royal Empire Hotel, o hotel mais luxuoso do centro.

Claire desceu com a mala, ficou esperando do lado de fora. Eu e Rose estacionamos um pouco distante, com a câmera do celular pronta.

Lúcio chegou logo depois, bem produzido, terno caro, sorriso de quem achava que tava no controle. Assim que viu ela, puxou Claire pela cintura e deu um beijo na boca, longo, sem vergonha nenhuma. Eu gravei tudo com o celular, zoom bem nítido.

Os dois entraram no hotel de mãos dadas.

Rose ligou pra polícia na hora. O mandado de prisão contra Lúcio já tinha sido expedido. A viatura chegou rápido. Rose pediu encarecidamente pro detetive deixar ela subir primeiro, pra pegar o adultério em flagrante. O cara hesitou, mas acabou liberando, avisando que ia subir logo em seguida pra efetuar a prisão.

O recepcionista recebeu uma boa quantia em dinheiro de Rose e abriu a porta do quarto com a chave mestra. A gente entrou devagar, sem fazer barulho.

O que a gente viu foi exatamente o que eu esperava.

Claire estava de quatro na cama king size, completamente nua, o bumbum redondo empinado. Lúcio atrás dela, pelado, metendo com força, as mãos segurando a cintura dela. A cama balançava. Claire gemia alto, a cabeça jogada pra frente, cabelo castanho-claro grudado no suor, enquanto aquele homem asqueroso estava metendo forte na sua boceta.

— Isso, Lúcio... me fode mais forte... me fode como meu marido nunca soube fazer — ela gemia, voz rouca de tesão.

Ele ria, batendo a mão na bunda dela.

— Sua vadia... você adora ser minha puta, né? Fala pra ele que meu pau é melhor que o dele.

Claire arqueou as costas, empinando mais.

— É melhor... muito melhor... eu adoro sentar no seu pau, adoro chupar você... Mark nunca me fez gozar assim... você me dá tudo que ele não dá...

Lúcio acelerou as estocadas, o som molhado da pele batendo ecoando no quarto.

— Diz que você merece ser minha esposa, não dele.

— Eu mereço... eu mereço ser sua... ele é um corno manso... eu te amo mais que ele...

Eles gozaram juntos, Claire tremendo, gemendo o nome dele alto. Lúcio jorrou dentro dela, segurando firme, rindo satisfeito.

— Deixa eu alimentar seu neném direitinho com minha porra. Pra ele criar depois!

Depois eles desabaram na cama. Lúcio deitado de costas, pelado, com o suor brilhando no peito. Claire deitou ao lado, mão na barriga, acariciando devagar, ainda ofegante.

— Quando a gente vai? — ela perguntou, voz ansiosa. — Você prometeu que ia me levar pra Europa.

Lúcio deu um sorriso preguiçoso, olhando pro teto.

— A gente não vai, Claire. Só eu vou. Você fica aqui.

Claire sentou na cama de uma vez, olhos arregalados.

— Você não pode fazer isso! Eu abandonei meu marido, estou sem nada, carregando o seu filho... você prometeu no telefone que ia fugir comigo!

Lúcio riu, frio.

— Você é idiota mesmo. Caiu direitinho no papo. Eu só queria te comer mais uma vez e fazer aquele corno do seu marido de otário de novo. Se vira com o filho. O máximo que eu faço é transferir uma grana pra você criar o moleque. Quanto você quer?

Claire ficou em choque, lágrimas enchendo os olhos.

— E se ficar embaçando muito eu mando as fotos que te comi de novo pra ele. Ta ouvindo?

— Para com isso. — Ela disse.

— Me fala logo, criatura! Quanto você quer?

— Eu não quero dinheiro... eu só quero ir com você. Agora eu não tenho mais ninguém...

Eu não aguentei mais. Empurrei a porta e entrei no quarto, Rose logo atrás. Minha voz saiu calma, quase baixa:

— Realmente ela não tem mais ninguém. E agora que eu tenho as provas da segunda traição, vou pedir o divórcio.

Claire virou o rosto e me viu. O pavor tomou conta dela. Ela ajoelhou na cama, nua, mãos tremendo.

Do outro lado do quarto, Rose confrontava Lúcio. Ele olhou pra ela, pálido, e começou a implorar:

— Rose, amor... me deixa ir... por favor...

Rose só olhou pra ele com nojo.

— Eu deixo sim.

Lúcio se vestiu rápido e saiu correndo do quarto. Mas assim que chegou na saída do hotel, um batalhão de policiais esperava. Ele foi preso ali mesmo, algemado, levado pra viatura.

Claire ainda estava ajoelhada na cama, chorando desesperada.

— Me perdoa, Mark... por favor... eu errei de novo...

Eu olhei pra ela, sem raiva na voz, só cansaço.

— Não volta mais pro apartamento. Eu não vou estar mais lá. Logo eu te procuro pra assinar o divórcio.

— Mark! Você é culpado disso, você me deixava sozinha, ficava preocupado demais com o trabalho. Você precisa me perdoar, eu sei que eu errei, mas eu quero me acertar com você.

— Eu errei em trabalhar demais sim, para comprar nosso apartamento, para te ajudar a pagar sua pós, eu posso até ter te faltado como homem as vezes, mas você devia ter me procurado e não outro homem.

Ela, novamente ajoelhada, implorava.

— Por favor, não me abandone!

Rose e eu saímos do quarto. A porta fechou atrás da gente. O corredor do hotel luxuoso parecia vazio, silencioso. Eu senti um peso sair do peito. Não era felicidade. Era só o fim de uma história que eu tinha deixado acabar do jeito que merecia.

EPÍLOGO.

Seis meses se passaram desde aquele dia no Royal Empire Hotel. O tempo não cura tudo, mas ele empurra as coisas pra frente, quer você queira ou não.

Lúcio Forest estava trancado numa prisão de segurança máxima. Tentaram matar ele na cadeia comum duas semanas depois da prisão — um dos traficantes que ele tinha delatado sem querer mandou um recado. Agora ele vivia isolado, sem visitas, sem luxo, só esperando o julgamento. Rose estava processando ele por tudo: divórcio, divisão de bens, até por danos morais. O cara que um dia foi candidato a prefeito agora era só mais um preso com número na farda.

Claire tentou voltar pra casa duas vezes. Na primeira, encontrou o apartamento trancado e eu não atendi o interfone. Na segunda, eu já tinha vendido o lugar. Não quis mais morar ali. Transferi dez mil dólares pra conta dela — o suficiente pra ela recomeçar, pagar um quarto no Queens e tentar sobreviver. Foi o último gesto que eu fiz por ela.

Algum tempo depois eu marquei um encontro rápido num café pra entregar os papéis do divórcio. Ela chegou magra, barriga enorme, olhos fundos. Se recusou a assinar de primeira. Queria pensão pro filho, achava que eu ia bancar. Eu olhei pra ela e falei baixo:

— O menino nunca foi meu, Claire. Você sabe disso melhor que ninguém.

Ela chorou, mas assinou. O bebê nasceu duas semanas depois. Um menino. Nunca ouvi mais falar dela nem dele. Só soube, por alto, que ela mora num apartamento apertado no Queens, trabalhando de garçonete em algum lugar. Tentei esconder a notícia dos pais dela o máximo que pude, mas Derrick acabou descobrindo. Teve um infarto fulminante dois dias depois. Morreu no hospital sem nem chegar a ver o neto. Linda, com os olhos cheios de ódio, me disse no velório:

— Ela não é mais minha filha. Nunca mais quero ver aquela mulher na minha vida.

Eu visito Linda de vez em quando. Levo café, sento na varanda da casa dela no Kansas quando viajo pra lá, converso sobre o tempo, sobre o Mark que ela ainda chama de “meu genro”. Ela me trata como segundo filho. E eu deixo. É o pouco de família que sobrou.

Quanto a Rose… tudo começou devagar.

A gente se encontrou umas três ou quatro vezes só pra conversar, pra desabafar. Depois os encontros viraram jantares. Depois viraram noites inteiras. Ela era diferente de tudo que eu tinha vivido. Calma, mas forte. Direta, sem drama. Ria das minhas piadas ruins e me olhava como se realmente quisesse me ver. Nunca pensei que no meio de toda aquela confusão eu ia conseguir recomeçar. Mas consegui.

A primeira vez que a gente transou foi numa sexta à noite, no apartamento novo dela. Tinha chovido o dia todo. A gente voltou de um jantar simples, molhados, rindo de alguma bobagem. Rose fechou a porta, tirou o casaco e me olhou de um jeito que não deixava dúvida. Não teve pressa. Ela me puxou pela camisa, me beijou devagar, como quem queria sentir cada segundo. As mãos dela subiram pelo meu peito, tirando a roupa sem pressa. Eu fiz o mesmo com ela. A blusa caiu, o sutiã, a saia. O corpo dela era lindo — pele clara, seios cheios, cintura marcada, quadril que encaixava perfeito nas minhas mãos.

A gente não falou muito. Só se tocou. Eu beijei o pescoço dela, desci pro colo, chupei um mamilo devagar enquanto ela gemia baixinho, dedos cravados no meu cabelo. Rose me empurrou pro sofá, sentou no meu colo, roçando devagar, me deixando duro contra ela. Quando eu entrei nela, foi lento, fundo. Ela arqueou as costas, soltou um suspiro longo e começou a rebolar, os seios balançando na minha cara. Eu segurei a bunda dela, guiando o ritmo, sentindo ela apertar em volta de mim. A gente se olhou o tempo todo. Não era só sexo. Era algo que a gente precisava um do outro.

Ela gozou primeiro, tremendo, gemendo meu nome baixo no meu ouvido. Eu gozei logo depois, abraçando ela forte, enterrando o rosto no pescoço dela. A gente ficou ali, suados, respirando juntos, sem pressa de se separar. Depois ela riu baixinho, beijou minha testa e disse:

— Finalmente.

Desde então a gente tá construindo algo. Nada de pressa, nada de drama. Só dias normais, risadas, sexo gostoso e a sensação de que, pela primeira vez em muito tempo, eu tô em paz.

Claire tá criando o filho sozinha. Lúcio tá apodrecendo na prisão. Linda tá tentando seguir em frente. E eu… eu tô aqui, com Rose, recomeçando do zero.

Nunca imaginei que no meio de toda aquela merda eu ia encontrar exatamente o que precisava.

Mas encontrei.

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Comentários

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Final surpreendente, plausível e justo, sem vinganças fisicas, com o literalmente bandido traidor preso e sem grandes humilhações psicológicas com a esposa traidora, ela acabou ficando com aquilo que ela escolheu plantar, tinha tudo, queria mais que tudo e acabou como milhões de mulheres que infelizmente não tiveram a mesma oportunidade que a Claire teve, então, o final pode ser considerado até uma justiça poética dentro da realidade crua da vida. Parabéns ao Criador de Contos.

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Esse autor me lembra muito um grande e famoso autor da casa

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Muito bom!!!

Esperando o próximo...

Bom saber que há bons autores que não ficam apenas na mesmice.

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Conto maravilhoso do começo ao fim .

A esposa infelizmente se deixou levar para se sentir "viva" .

Nenhum casamento resiste a inovação e isso é normal .um amante com toda certeza vai comer uma casada bem melhor q o marido pq nao tem compromisso nenhum e oque ele quer é meter mesmo e ja era e é ai que entra a balança.

Sera q vale a pena uma vida toda por causa de uma rola ?

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Infelizmente esse e o fim dessas pessoas casadas, que tem tudo dentro de casa e não sabe dar valor, um pouquinho que falta, não relevam, não procuram dialogar com o cônjuge, não sabem que não existem casamentos perfeitos e que acima de tudo não existe bom sem defeito. Acabam caindo no canto da sereia, e vão procurar na rua o que acham que não tem em casa, quando na verdade, com raríssimas excessões, a felicidade caminha ao lado delas, é só saber olhar, procurar, se ajustar e encontrara.

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