I – INCESTOS CRUZADOS? OU ISSO NÃO É INCESTO.

Um conto erótico de Senhora do Lago
Categoria: Heterossexual
Contém 5414 palavras
Data: 04/04/2026 21:40:58

Em um dos contos que já escrevi deixei bem claro que exerço a função mais antiga do mundo. Sim, sou garota de programa ou acompanhante, o que são um termos mais gentil para prostituta, puta ou, um que me diverte muito, que é quando se referem a nós como “as primas”. Mas é tudo a mesma coisa e, embora não dê expediente em puteiros, pois uso outro esquema, dá tudo no mesmo e não me julgo melhor que ninguém da profissão e a diferença está na educação que recebi e não no meu comportamento.

Isso, porém, nem é mérito meu. Afinal, eu pertenço a uma família de classe média, fiz faculdade enquanto outras trabalham nisso por uma simples questão de sobrevivência, o que não é o meu caso. Acontece que eu gosto dessa coisa de viver emoções novas e, principalmente, de estar sempre conhecendo pessoas diferentes.

Como sou muito curiosa, e também pelo fato de um programa meu, na maioria das vezes, não se limitar a dois ou mais corpos em uma cama fazendo sexo, mas uma convivência que algumas vezes dura dias, ocorre uma conexão maior com meus clientes e conversas longas. Assim, vou diversificando meu conhecimento que, se não se aprofunda em nenhum tema específico, me dá uma visão geral sobre muitas coisas.

Também não escondi que a redação final do meu texto não é feita por mim. Eu escrevo a história do meu jeito e um antigo cliente que se tornou um amigo, com quem tenho um relacionamento estranho, pois estamos sempre entrando em atrito, o que muitas vezes nos leva ao limite do ódio e em outras namora com o amor. Não fosse a grande diferença de idade, e também o fato de ele não querer, a gente já poderia estar morando juntos sem que isso me impedisse de continuar atendendo aos meus clientes, pois ele alega que eu nunca devo deixar de fazer aquilo que gosto.

Já usei site, não o meu próprio, para oferecer meus serviços, mas hoje já tenho uma clientela que proporciona um bom rendimento e atualmente utilizo o antigo e eficaz tipo de propaganda boca a boca.

O que eu tive uma ideia, dada pelo meu mentor, foi a de escrever aqui histórias que ouvi os clientes contarem. Para isso, vou mudar os nomes e não vou citar nome de cidades para preservá-los, muito embora, cada história que eu publicar, terá que receber antes a autorização do envolvido. Essa foi a imposição do vocês sabe quem, para poder me ajudar a publicá-los, pois ele acha que é uma falta de ética muito grande quebrar essa regra que ele chamou de ética entre “cliente x fornecedora”.

Quase morri de rir quando ele me disse isso, mas depois tive que reconhecer que ele tem razão. Aliás, é isso que me deixa possessa e mutas vezes com vontade de feri-lo, que é essa mania dele de estar sempre certo. Isso acontece com tanta frequência que eu chamo de mania.

Então, vamos a minha primeira história que vou escrever na terceira pessoa, e vou tentar reproduzir da forma mais próxima de como o cliente me confessou o que ele mesmo chamou para mim de um grande problema, mas que adorei ouvir, não acredito que seja um problema, mas cada um de nós temos uma forma de entender essas coisas e isso deve ser respeitado.

[]

Luiz Alberto, que eu trato pelo segundo nome e, às vezes, de Beto, é meu cliente a cerca de um ano e pelo menos uma vez por mês ele meu procura. Ela não é um homem muito rico e vive de um salário substancial, mas que não permite muitas extravagância e sempre me chamava para uma transa em um motel que raras vezes ultrapassava duas horas de duração, exceto na última vez quando ganhou um prêmio na empresa que trabalha que lhe deu uma viagem ao Nordeste com direito a companhia. Mas como sua esposa não pode ir, ele me ligou e perguntou se eu podia ir com ele e, como estava com um saldo substancial na conta, ofereci a ele um grande desconto, principalmente ao saber que iríamos na Paraíba e eu sempre tive a curiosidade de voltar à Praia Naturista de Tambaba, local que já tinha visitado duas vezes, também levada por clientes.

O Alberto, ou Beto, é um homem de cinquenta e cinco anos, mulato, alto e magro, com os cabelos da têmpora grisalhos, o que lhe dá uma aparência de um daqueles anciões de tribos africanas que aparecem em filmes antigos e é casado com Vilma, uma mulher negra, de quarenta anos, um pouco mais nova que ele para as idades que têm hoje, mas que, quando se conheceram, era quase a metade, com ela contando com dezenove anos e ele trinta e quatro. Ela é esbelta, com seios de médios para grande e, embora não a conheça pessoalmente, vi nas fotografias que ele me mostrou, inclusive algumas dela nua, que tem um corpo exuberante, mais parecendo uma Deusa de Ébano.

O primeiro encontro deles foi o prenuncio de um desastre. Alberto estava examinando alguns documentos em sua escrivaninha que ficava em um local que dá acesso aos clientes, pois se tratava de uma agência bancária e, estando de cabeça baixa, não notou a aproximação dela, só tomando conhecimento de sua presença quando ouviu sua voz carregada de raiva:

– Foi você o idiota que devolveu o meu cheque?

Alberto levantou os olhos assustados e ficou ofuscado com a beleza dela, não respondendo nada, o que a irritou ainda mais, fazendo com que ela continuasse no seu propósito de ofendê-lo:

– Vai respondeu ou vai ficar me olhando com essa cara de bocó de mola. – Atacou a morena.

– A senhorita que se sentar?

– Sentar o caralho. Foi você que devolveu esse cheque aqui ou não?

Dizendo isso, ela jogou o documento que ela tinha amassado na mão formando uma bola de papel e acertou em cheio no seu rosto. Alberto olhou à sua volta e viu que todas as atividades da agência estavam paralisadas naquele momento, com clientes, funcionários e seus colegas de carto olhando para ele, alguns com expressão de divertimento, outros de piedade ou mesmo com uma expectativa divertida, pois sempre há quem gosta de ver o circo pegar fogo.

Foi a postura dos assistentes daquela cena insólita que deu ao Beto a força para manter a calma e, com toa a paciência do mundo, desamassou o documento e o examinou, verificando que no carimbo impresso no verso do cheque estava informando que a devolução se dera por ‘alínea 26’, o que indicava que a devolução se deu não por insuficiência de fundos, mas em virtude de inconsistência no preenchimento, o que fez examiná-lo novamente a anverso do mesmo, onde descobriu que, apesar do valor em número ser de duzentos e trinta e nove reais, no extenso constava duzentos e trinta e nove mil reais, o que poderia ser também uma adulteração muito bem feita, pois não dava para notar nenhuma rasura.

Enquanto olhava o cheque, Vilma continuava a ofendê-lo, parecendo até que estava se divertindo com aquilo:

– Anda logo com isso. Foi uma pergunta simples. Foi você que devolveu meu cheque? Responde logo que eu não tenho o dia inteiro, pois já marquei com um advogado e vou foder esse banco, pedindo uma indenização por danos morais. Assim eles te mandam embora e se livram de um incompetente.

Apesar de ser uma pessoa com fama de ser calmo, Alberto sentiu seu sangue ferver e não foi por causa das palavras de Vilma. Aquilo, para ele, estava até sendo divertido. O que fez com que se estressasse foi ver o sorriso de satisfação em algumas das pessoas presentes. Aquele sorriso que demonstra felicidade por saber que alguém estava se fodendo. Então, estendeu o cheque para ela e falou tentando controlar a voz:

– Muito bem. Faça isso. Leve o cheque até o seu advogado.

Pega de surpresa, Vilma vacilou:

– Mas..., mas... – O que deixou a moça desconcertada é que ela não pretendia levar o caso adiante e sequer tinha falado com um advogado, sua intenção era apenas criar um escândalo no Banco e depois sair de lá com um pedido de desculpas. Diante da postura dele, ela vacilou por um breve instante e depois, respirando fundo, perdeu de vez as estribeiras e partiu para a ofensa direta e racista: – Então eu vou. Você está fodido comigo negão.

– Se a senhorita quer mesmo me ofender, arrume outra coisa para dizer, pois eu sou mesmo negro e não tenho vergonha disso. Você tem?

– Além de tudo ainda é racista. Vou fazer um boletim de ocorrência por racismo. Agora sim você está fodido.

– A racista aqui foi a senhorita.

– Não foi não. Você fez alusão à cor da minha pele e tem lei para isso, seu cachorro infeliz. Você vai ver só. Eu não vou descansar enquanto não te foder de vez.

Dizendo isso, Vilma saiu pisando duro do banco e, mesmo com a raiva transbordando, a visão de sua bela bunda balançando enquanto se dirigia à saída foi a imagem que ficou grudada na mente de Alberto, pois possuindo o conhecimento das leis, mesmo que rudimentar, sabia que não havia a menor chance de ela conseguir sucesso em sua ameaça, a não ser a de causar os problemas de ter que atender a intimações, comparecer em delegacias e talvez até no fórum.

Menos de uma hora depois a moça estava de volta. Mansinha tal qual um gato de rua que se aproxima de um prato de leite estendido pela mão de uma pessoa caridosa, mas receosa de ser atacado. Com uma voz melodiosa, ela não esperou pelo convite dele e ocupou uma das cadeiras que havia diante a mesa dela e falou:

– Oi! Estou de volta.

– O que foi agora? Por acaso se lembrou de alguma ofensa nova e veio me dizer?

– Desculpa moço. Eu mostrei o cheque para um colega meu que trabalha no outro banco e ele me explicou tudo. Alguém andou tentando aplicar um golpe e o senhor evitou isso. Vim agradecer por isso.

– Se você não estivesse com tanta pressa em se aparecer, eu mesmo teria te explicado.

– Então! Não é? Eu fui horrível com o senhor e quero que me desculpe.

– Sabe o que eu acho engraçado? Você para me ofender gritou para todo mundo ouvir e agora, para se desculpar, fala baixo e mansinho. Isso é muito injusto. Por que você não grita agora? Diga para todo mundo ouvir que estava errada.

Alberto falou isso mais para se vingar da postura que ela tinha adotado antes, porém, não esperava que ela reagisse da forma que fez. Levantando-se da cadeira, ela começou a falar alto para todos ouvirem:

– OLHA AÍ PESSOAL. EU VIM AQUI ME DESCULAR COM O... – Olhou para ele e perguntou com voz normal: – Como é mesmo o seu nome? – Ao ouvir a resposta, se dirigiu novamente aos presentes: – COM O ALBERTO. ELE SÓ DEVOLVEU O CHEQUE PORQUE ALGUÉM TENTOU DAR UM GOLPE E ELE EVITOU ISSO. TAMBÉM QUERO ME DESCULPAR POR TER ME DIRIGIDO A ELE O CHAMANDO DE NEGÃO.

Olhou mais uma vez na direção dele e falou só para ele ouvir:

– Você só está errado em uma coisa. Eu também tenho muito orgulho de ser negra.

Depois saiu da agência sem olhar para trás, mas para Alberto, aquela bunda espetacular parecia estar se movendo mais do que da vez anterior e ele, acreditando que era a última vez que a via, não disfarçou sua admiração, como a maioria dos homens presentes no local. E até algumas mulheres.

Uma semana depois, uma garotinha entrou na agência, se aproximou da mesa dele e deixou uma folha de caderno dobrada em quatro sobre a mesa dele e saiu correndo. Ele ainda teve tempo de ver a menina se aproximar de Vilma que estava na porta da Agência esperando por ele e lhe dirigiu um olhar enigmático. Abriu a folha e leu o que estava escrito nela com uma letra bonita e um português que, embora informal, era correto: “Ainda me sinto culpada. Por favor, venha jantar hoje no restaurante de minha família onde eu trabalho. Prometo que vou me comportar direitinho e lhe oferecer a melhor comida dos últimos tempos”.

Em baixo o endereço e um número de telefone com um pedido: “Por favor, se tem algum tipo de comida que não gosta, ligue para esse número e informe”.

Naquela tarde, depois de muito pensar, ele resolveu aceitar o convite, pegou o telefone e discou o número que constava no convite, reconhecendo a voz dela ao ser atendido e disse uma única palavra:

– Quiabo.

– Anotado. Quiabo. O que é raro, pois todo mundo gosta.

– Já sei. Você vai me servir uma variedade muito grande de quiabo para se vingar de mim.

– Sabe que gostei da ideia? Por que você não arrisca?

Vilma provou uma coisa naquele jantar. Ela não tinha mentido quando disse que ele ia provar a melhor comida dos últimos tempos e o atendimento também foi especial, com ela dedicando algum tempo para fazer companhia a ele e, nesse breve encontro, viu que ela, apesar da idade, era uma garota inteligente e tinha algo que ele achava divertido, que era a capacidade de usar a ironia e o sarcasmo nos momentos em que isso não é ofensivo, mas engraçado e também abria a possibilidade para ele revidar da mesma forma, provocando o riso fácil e sonoro nela. O resultado disso tudo foi que ele se tornou cliente do restaurante da família de Vilma e ela sempre achava uma forma de ficar na mesa conversando com ele e, nessas conversas, foram se revelando um para o outro.

Nessas revelações, algumas coincidências. Ambos tinham filhos pequenos. Ele um menino nascido de um casamento que teve um final prático, com a esposa vindo a falecer seis meses depois de dar à luz em virtude de um acidente de trânsito, com o filho sendo criado pelos pais dele e ela era mãe de uma menina, um pouco mais nova que o filho dele, produto do relacionamento de um namoro inconsequente cujo pai sumiu do mapa ao descobrir que ela estava grávida e ela, recebendo o apoio da família, gerou a criança que hoje morava com ela em um puxadinho que construíram no fundo do quintal da casa dos pais dela.

De conversa em conversa um convite para um cinema com direito a um jantar onde ele se portou como um verdadeiro cavalheiro. Outros convites surgiram, alguns por sugestão dela e o interesse de um pelo outro era cada vez maior, até que um dia, durante um filme cujo roteiro eles sequer sabiam, pois ficavam mais tempo olhando um para o outro do que para a tela, surgiu o primeiro beijo e, dois encontros depois, quando ele finalmente a convidou para ir até o apartamento dele, ela suspirou fundo e falou:

– Ufa! Até que enfim! Eu pensei que você nunca ia me convidar.

Foi mágico e sublime onde o encaixe entre ambos não provinha apenas da disposição de proporcionar prazer ao parceiro, mas algo que vinha de dentro deles, com seus corpos respondendo ao menor estímulo com paixão e sabor do querer mais.

Mais encontros que evoluíram para um “passar a semana em sua companhia”, depois algumas visitas dela durante a semana com a explicação de que estava com saudades até que o armário dele onde seus ternos e camisas ficavam espaçados nos cabides, foram perdendo espaço para os vestidos e outras peças de roupas dela e ficaram espremidos em um quarto do espaço que antes era todo deles. Nesse meio tempo, passeios aos finais de semana com a presença de Pietra, a filha dela, que também se encantou com o namorado da mãe que tinha por ela o mesmo sentimento. Menos de um ano depois, com Vilma já informando o endereço do apartamento dele quando preenchia algum formulário que o cotidiano sempre impõe às pessoas, decidiram formalizar aquela união e, em uma cerimônia simples, tornaram-se marido e mulher. Ela com vinte anos completos e ele já mais próximo aos trinta e seis.

No ano seguinte, Tales, o filho de Alberto, foi morar com ele por insistência de Vilma que, embora não conhecesse ainda o garoto, achava que não era justo ele dedicar tanto tempo à Pietra enquanto vivia longe do próprio filho e achava que seria justo dar uma chance para que surgisse uma conexão entre os dois.

A vida prosseguiu durante dez anos com eles vivendo a vida de uma família normal, mas quando Tales estava para completar dezesseis anos e Pietra contava com quatorze, aconteceu algo que mudou a rotina da família.

Pietra já tinha passado pelas transformações do início da adolescência e tinha se transformado em uma linda ninfeta. A cor da pele negra como a da mãe, assim como o corpo escultural, era uma beleza coroada com o que ela dizia ser a única coisa boa que recebera de seu pai, que era seus olhos azuis. Com os cabelos cacheados e compridos como o da mãe, um rosto perfeito e aquelas duas safiras brilhando em seu rosto como dois faróis que iluminavam qualquer ambiente, faziam dela uma candidata a modelo, atriz ou participar de concurso de misses, mas ela não se interessava por nada disso.

Entretanto, ela causava um certo constrangimento ao manter o costume de quando era mais nova, andando o pela casa com vestidos curtos, camisolas transparentes e, além disso, não se cuidava quando se punha à vontade e não era raro vê-la sentada no sofá assistindo televisão sem se importar que a saia ou o vestido que usava tinha se deslocado, dando assim uma visão de sua calcinha, chamando a atenção para o volume da buceta gordinha que aquela peça de roupa escondia.

Mas Alberto resistia a isso bravamente e sempre reclamava com a Vilma que minimizava o problema dizendo:

– Não vejo problema nisso. Você não vive dizendo que ela se parece muito comigo? Pelo menos assim você pode ter uma ideia de como eu era quando tinha a idade dela.

– E se eu ficar com tesão? – Perguntou Alberto em um tom de brincadeira querendo desestabilizar Vilma que estava levando aquela conversa com muita naturalidade para o gosto dele.

– Normal, oras! Eu estranharia se você não ficasse. Tem horas que eu até gostaria de ser homem, pois ela está ficando realmente uma delícia de mulher. Feliz do homem que conquistar o direito de usufruir daquele corpo maravilhoso.

– Sua degenerada! – Respondeu Alberto dando uma palmada na bunda de Vilma.

A vida continuou com o homem sofrendo com a visão daquele corpo que estava sempre a surpreendendo, como o dia em que estava sozinha e casa e ela entrou no seu quarto usando apenas uma minúscula calcinha dizendo que queria pegar uma blusa de sua mãe emprestada. Teria sido melhor se ela se sentisse envergonhada por estar quase nua na frente de seu padrasto, porém, ela agiu normalmente, vasculhando as roupas da mãe do armário até pegar uma camiseta velha que encontrou e cobrir sua seminudez na frente dele que, desesperado, tentava disfarçar o volume que sua ereção provocou em seu short.

Se pelo menos Pietra tivesse olhado para seu pau ou feito outro gesto que demonstrasse estar interessada em saber a reação que provocava em Alberto, ele teria a certeza que ela fazia isso para provocá-lo, porém, a naturalidade que ela se portou fez com que o homem engolisse o tesão que sentiu, mas não por muito tempo, pois assim que ela saiu do quarto, ele correu para o banheiro e se aliviou com uma estupenda punheta.

Entretanto, não foram as situações provocadas pelas atitudes de Pietra que levou o relacionamento daquela família para um patamar superior. Tudo começou a mudar quando, em uma estada na praia para aproveitar de um feriado prolongado, com o aluguel de uma casa para se livrarem dos preços abusivos dos hotéis nessas oportunidades, que as coisas realmente começaram a mudar.

A casa alugada ficava em um condomínio localizado em Ubatuba, à sete quilômetros do centro daquela cidade e cerca de trezentos metros da praia, era pequena e contava apenas com dois quartos que foram distribuídos entre eles da seguinte forma: Alberto e Vilma ocupariam o maior que contava com uma cama de casal, Pietra o menor que continha um beliche e Tales dormiria no sofá. Só que a mulher achou que era uma injustiça com o garoto e, apesar das reclamações de Pietra, fez com que ele ocupasse o beliche, dormindo no mesmo quarto que a jovem, o que não provocou nenhum problema. Quer dizer, não aparentemente.

O problema mesmo foi que só havia um banheiro na casa e, para complicar ainda mais as coisas, a fechadura não estava funcionando em uma madrugada quando Vilma desceu ao térreo para tomar água, resolveu usar o banheiro quando voltava para o quarto e, ao entrar, se deparou com a cena que iria fazer que tudo mudasse naquela família. Tales, em pé diante do vaso, se masturbava e ela entrou no momento exato em que ele disparava seus jatos de porra tentando acertar o vaso e ela ficou paralisada, não por causa do que ele fazia, mas sim ao ver o tamanho do pau do garoto que devia ter o comprimento do de seu pai, mais pelo menos um terço, pois se o membro de Alberto já não era pequeno, com mais ou menos dezessete centímetros, o daquele jovem rapaz estava atingiria sem esforço nenhum os vinte e três.

Fazendo um esforço muito grande para não segurar aquele novo achado, mas sem conseguir tirar os olhos dele, ela falou antes de se retirar:

– Por favor, Tales. Pegue o papel higiênico e limpe tudo o que caiu fora do vaso. – Virou as costas, mas antes de se retirar olhou por sobre os ombros e falou sorrindo: – E da próxima vez, capriche mais na pontaria, com uma arma desse tamanho você tem que ser, no mínimo, um bom atirador.

Voltando para o quarto Vilma se deitou, mas não conseguiu dormir. A lembrança daquele membro enorme e viril a deixava inquieta e ela, sem sentir, começou a se tocar e o balanço da cama que não era muito firme, além de seus gemidos, logo acordaram seu marido e ela parou na hora, porém, quando interrogada, como sempre, não se intimidou e revelou o marido o que tinha visto no banheiro. Tudo teria parado por aí se ele tivesse dito que ia chamar a atenção do rapaz, porém, em vez disso, ele esticou o assunto provocando Vilma sobre o que ela se sentiu ao ver a cena de seu enteado sujando todo o banheiro com sua porra.

Perguntar isso para Vilma nunca foi a coisa certa a fazer, pois sua personalidade forte e seu jeito de ser despachado era pedir para ouvir a verdade dita de uma forma engraçada ou, pelo menos, inusitada como aconteceu dessa vez, pois sem dizer nada, ela pegou a mão de Alberto e a empurrou em direção à sua buceta enquanto falava:

– Veja você mesmo como estou me sentindo e diga o que você acha.

Ao retirar sua mão deixando a de Alberto tocando sua xoxota, ela esbarrou nele e percebeu que o pau dele estava duro e, sem perdoar, disparou:

– Meu marido está com esse pau gostoso duro porque a esposa dele viu um pau grande, duro e gostoso no banheiro? Olha lá hein seu Alberto. Tome cuidado que eu posso entender que você gostaria que eu não ficasse só olhando.

– Não? E o que você gostaria de ter feito?

– Ah! Eu devia mesmo era ter me ajoelhado no chão e limpado aquele pau enorme com minha língua, deixando limpinho e aproveitando o restinho de porra que ainda escorria dele e estava preste a cair no piso.

– Sua safada. Vem cá que eu curo você desse tesão.

Durante aquela madrugada o casal transou com renovado tesão, equiparando aquela foda às que tiveram quando transaram pela primeira vez e aquele clima de erotismo que surgiu por causa de um acidente, não acabou naquela transa e continuou durante aquele dia e os que se seguiram.

Mais tarde, na praia, Vilma estava tomando sol enquanto Alberto estava sentado sob o guarda sol quando ela ergueu a cabeça e olhou para Tales que vinha andando em sua direção e, observando o pacote que formava em sua bermuda, comentou com o marido:

– Agora eu entendo porque esse menino só usa essas bermudas de surfista para vir à praia. Não tem como esconder aquilo tudo debaixo de uma sunga normal. Olha o tamanho daquele pacote, meu Deus!

– Pare de secar o pinto do menino, Vilma. Parece até que nunca viu?

– Assim, ao vivo e a cores nunca vi mesmo. Eu só vi dois até hoje, o seu e o do pai da Pietra e nenhum deles se compara aquilo.

– Sua degenerada. Sossega esse teu facho.

– Não dá querido. Não dá. Desculpa.

Falando isso ela se levantou e falou para Tales que já estava próximo:

– Tales. Avise a Pietra que seu pai e eu já vamos para casa. E cuide dela pra mim tá? – E segurando a mão de Alberto o puxou com força fazendo com que ele se pusesse de pé: – E o senhor vem comigo.

Sob o olhar de surpresa do rapaz, ela saiu rebocando o marido em direção ao condomínio que falou:

– Ei! E esse monte de coisas suas? Vocês não vão levar embora?

– Agora não querido. Quando for embora você leva.

Tales reclamou que era muita coisa para ele, porém, Vilma já não ouvia mais ou, se ouviu, não se preocupou, pois havia outro assunto mais urgente para ela resolver e, quando entraram em casa, mal conseguiram chegar ao quarto, deixando as duas peças de biquinis no caminho e quando a sunga do Alberto foi abaixada, ela não esperou nem mesmo que chegasse aos joelhos dele, pois já foi se abaixando e engolindo todo o pau dele como se sua vida dependesse daquilo. Mas o ponto alto daquela transa surgiu quando ele já estava fodendo a boceta sedenta dela e falou:

– Você está doida para sentir o pauzão do Tales fodendo essa sua bocetinha, não está?

Como se aquelas palavras tivessem o poder de desencadear um terremoto, ela começou a gozar. Não o orgasmo de sempre, mas um que abalou a estrutura da cama e, melhor ainda, a estrutura daquele relacionamento que a partir daquela simples observação tomou outra direção a partir daquele momento.

Durante aquela noite, quando saíram para jantar, Alberto notou que Vilma estava mais solta e provocante, principalmente para cima de Tales. Ela, que sempre fora carinhosa com ele que correspondia toda a atenção que ela lhe dispensava com uma espécie de idolatria, passou a dedica a ele toda a sua atenção, não só o provocando com frases de duplo efeito, mas também procurando ficar sempre ao seu lado e nas conversas entre eles os contatos visuais estavam diferentes, com ambos se encarando e ela, de forma involuntária, tocando o braço ou o peito do rapaz sempre que se dirigia a ele.

Alberto olhava tudo aquilo com um misto de surpresa e admiração, pois Vilma estava agindo da mesma forma que agiu com ele quando o seduziu, levando-o a tomar a inciativa e, quando ela ouviu dele algum comentário engraçado e sorriu, com os olhos fixos ao dele, fez aquele gesto característico de mulheres excitadas, arrumando uma mecha de cabelo atrás da orelha. Isso foi o suficiente para que, quando se recolheram para dormir, ele comentasse:

– Você está agindo como um animal diante de sua presa. Você não tem dó do menino?

– Como assim? Não entendi! – Respondeu ela realmente surpresa.

– Você não percebeu ainda que está enviando todos os sinais de que está a fim de transar com ele?

– Para com isso, querido. Eu tenho aquele menino como se fosse meu filho. Eu adoro ele.

– Acontece que ele não é seu filho e alguma coisa despertou seu interesse por ele. Um interesse que vai muito além desse amor filial. E olha como você ficou molhada só de eu comentar sobre isso.

Aquela foi a primeira vez que Vilma parou para pensar sobre as reações de seu corpo diante do enteado e, se havia uma coisa que Alberto admirava nela era quanto à honestidade que ela sempre demonstrou, principalmente sobre o seu caráter, o que fez com que os carinhos no corpo de seu marido cessassem e ela ficasse imóvel por longos minutos, enquanto ele a encarava sem fazer nenhum comentário. A mulher permaneceu quieta e pensativa até que finalmente revelou o que lhe ia na mente com um simples comentário:

– Isso é tão errado.

– Errado por que? – Perguntou Alberto já sabendo ao eu ela referia.

– Ele é como se fosse um filho para mim. Isso sem falar que eu nunca te traí e não tenho nenhuma intenção de começar agora.

– Bom. Tecnicamente e até cientificamente ele não é seu filho. Enquanto a trair, isso foge um pouco do conceito de traição, pois você está sendo aberta comigo.

– Como assim aberta? Eu não falei nada! Você é que está tirando conclusões apressadas.

– Você não precisa falar nada, querida. Suas expressões faciais e corporais já falam por você. Tem coisas que não precisam ser ditas e já notei como você está reagindo à presença dele. E não digo que é só porque viu o pau dele ontem a noite. Isso já vem ocorrendo ao longo dos últimos meses. A gente só não tinha percebido ainda.

E era verdade. Desde que Tales completara quinze anos e começou a mudar o seu comportamento, deslocando os assuntos principais de sua conversa que deixou de falar sobre comics e super heróis que antes eram o centro de seu mundo e passou a comentar sobre acontecimentos de seu cotidiano, inclusive, vez ou outra tendo algum comentário sobre alguma colega, que Vilma passou a agir com ele mais como uma mulher do que a mãe substituta que era o seu papel antes. Com o tempo, ela foi se tornando também mais aberta com ele o provocando com perguntas sobre namoradas e o deixando constrangido com perguntas sobre seu interesse por alguma garota que ele mencionava em seus assuntos. Os contatos físicos que eram constantes antes, pois ela vivia abraçando o jovem e fazia questão de andar de mãos dadas com ele quando saiam juntos, primeiro cessaram e, quando voltaram, passaram a ser mais provocantes, com abraços mais apertados e os beijos no rosto mais demorados e cada vez se aproximando mais da boca do rapaz.

Aquela conversa aumentou ainda mais o libido de Vilma que fez algo que pegou Alberto totalmente de surpresa. Num repente, ela fez com que ele se levantasse e jogasse o colchão da cama no chão. Para ele foi muito estranho, durante a madrugada, ter que desmontar uma cama e deixar as peças encostada na parede para sobrar espaço para o colchão ficar no chão do quarto, sem entender o que sua esposa pretendia, mas ela explicava apenas que aquela cama fazia muito barulho e ia se desmantelar a qualquer momento. Porém, ela não explicou exatamente o que pretendia e isso só foi revelado quando ela, no momento em que cavalgava sobre ele com o pau atolado em sua xoxota, ergueu o corpo, segurou o pau dele com uma das mãos e o posicionou na entrada de seu cuzinho, forçando a princípio até conseguir engolir a metade e depois soltando seu pesou até ficar completamente empalada com sua bunda encostada nas pernas do marido, começando a se movimenta em seguida até que o desejo explodiu em um incontrolável orgasmo, fazendo com que ela se deitasse sobre ele e, para não gritar, mordesse com força o ombro do marido chegando a provocar um ligeiro sangramento, enquanto ele despejava uma quantidade de porra enorme no fundo de sua linda e quente bunda.

Aquele relacionamento ainda não tinha atingido o patamar que se descortinava entre o casal. Ainda falava algo acontecer para fazer com que os conceitos castradores de uma sociedade impões sobre todos e isso foi por terra na manhã seguinte.

Continua...

Minha intenção era contar essa história em uma única postagem, porém, como sempre, eu falo demais, penso demais e também sou prolixa em minhas ações. Tenho dificuldades em resumir as histórias que ouço quando as passo adiante, principalmente quando por entender que os motivos que levam as pessoas a cometerem alguns atos são tão importantes como os atos em si.

Então, como está ficando muito grande, vou continuar a relatar o que o Alberto me contou, vou continuar na segunda parte.

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Foto de perfil genéricaSenhora do LagoContos: 16Seguidores: 36Seguindo: 0Mensagem Escrevo fantasias.

Comentários

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Chamo a sua atenção para esse trecho:

Ainda falava algo acontecer para fazer com que os conceitos castradores de[que] uma sociedade impões[ impõe] sobre todos e isso foi por terra na manhã seguinte. Dentro da [ ] esta o correto para usar no texto

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Excelente historia ,gostei bastante pois acho que um boa historia deve ser contada com todos os minimos detalhes,nem que o texto fique um pouco grande.

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Ops, falha nossa…

Já estou seguindo esse ótimo contista.

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Ótimo conto..

Uma peculiaridade: esse contista n tem seguidores. Tentei segui-lo, mas não consegui..

Uma pena, pois gostei muito do estilo dos contos…

Amei o conto da Morgana e Sara..Uma delícia, de uma originalidade ímpar..

Parabéns…

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Pois eu acabei de segui la ,talvez é porque voçê esperava que aparecesse o nome:seguindo,depois de clicar para seguir o perfil. Vá no canto superior direito da pagina e clica nas 3 barras > painel > perfis seguidos e veja se conseguiu .

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