Foi numa chuvosa noite de sábado. Depois de um banho quente, espreitei uma trégua no aguaceiro, pus um de meus shorts escrotos e assim mesmo, sem camisa, desci até a conveniência automatizada do condomínio, para comprar alguns itens mais necessários. Era perto de 10 horas, e eu não esperava encontrar viv’alma fora do aconchego dos seus apartamentos. Os pingos da chuva apenas amainada caíam sobre minhas costas, meus braços e aquele contato líquido estava começando a me excitar, mas procurei desviar o pensamento e focar na compra que precisava fazer.
Recolhi os produtos de que precisava, e estava registrando o pagamento quando a porta de vidro abriu e os dois entraram. Pegaram o que vieram comprar e esperavam eu concluir minha operação. Na verdade, respondi ao cumprimento sem nem olhar direito para eles, concentrado que estava no que eu fazia, e preocupado com a chuva não se intensificar. Inútil preocupação, porque logo ouvi o barulho do toró caindo sobre o telhado.
Concluí a compra, empacotei e me pus a olhar, pela porta de vidro, a grossa precipitação, a água descendo em rolo pelo pátio cimentado. E meus olhos pousaram nos dois vizinhos. Ela, que depois soube se chamar Manuela, ou Manu, era uma morena carnosa, de seus trinta e alguns anos; o short, justo, desenhava uma bunda perfeitamente redonda, e curto, mostrava a base das nádegas e as coxas apetitosas, brilhantes pelo molhado da chuva. Um top exibia a barriguinha cuidada de uma balzaquiana, e redondos seios de mamilos apontados.
Ele era pouco mais que um moleque, Fernando (ou Fê), deveria caminhar pelos seus dezoito anos. Corpo pequeno, mas bem fornido: a camiseta cavada mostrava-me um tronco lisinho, axilas depiladas, barriga chapada (mas não malhada); short jeans me entregava uma bunda também redonda, e, enfiado, a separação perfeita das nádegas; a rola formava um belo e promissor pacote. Gay, muito provavelmente.
Fê era mais descontraído, falava mais que Manu. Assim foi que, após concluírem a compra, e diante da impossibilidade de saírem, sob aquele temporal, ele foi que puxou assunto – obviamente, pela chuva. Enquanto falava pude observar melhor seu rosto imberbe, lábios grossos, dentes perfeitos, sua fala suave e gestos delicados. Gay, com certeza.
Manu também tinha um rosto bonito. Apesar de falar menos e ser mais retraída, era simpática e seu sorriso sempre estava entre os lábios. Depois de algum tempo de papo, se apresentaram, ou melhor, Fê os apresentou, com todo o relatório: eram mãe e filho, tinham acabado de se mudar para o condomínio, porque, no divórcio, o marido ficou com a casa em que moravam. “Ah, vocês chegaram esta semana, no quinto andar? Somos vizinhos de apartamento...” Rimos todos da coincidência.
Ele falava e seus olhos passeavam sobre minha pele molhada. Eu percebera o pacote de Fê se avolumando entre as pernas, e minha rola se manifestava também, enquanto meu olhar ia de um corpo ao outro. Era patente que pintara um clima. Mas nem todo o saracoteado de Fê foi suficiente para vencer a discrição e o sem-jeitismo de sua mãe e o meu.
A chuva resolveu dar um tempo, e foi a justificativa para a decisão de sairmos. Caminhamos rápido pelo pátio, procurando nos proteger (tontos! Nenhum trouxera guarda-chuva). Os dois andavam rápido e davam pequenas corridinhas, a minha frente. Eu me deliciava com a deliciosa visão das bundas rebolando e se molhando. Minha rola estava rígida, dentro do short, já querendo escapar...
Assim chegamos ao hall, pingando. Achamos melhor não ensopar o elevador e fomos subindo pela escada, ainda conversando. Falei da minha opção pela solidão, por morar sozinho, depois de minha separação, anos atrás. Ela falou que fora mãe muito nova, mas não tinha muito apoio do marido. E, pior, ele não aceitava bem os caminhos da sexualidade de Fê, que, desde cedo se manifestava. Contestei com veemência essa situação, revelando, então, minha bissexualidade.
A conversa ia por esse caminho, quando chegamos ao nosso andar. Prometemo-nos visitar mais e mais vezes, e nos despedimos com calorosos abraços, apertados e demorados, em que explicitamos nossas durezas e desejos. Beijinhos sociais e nos engolimos em nossos casulos.
Ao descer meu short, a rola se pronunciou, ereta e desejosa de gozo. Frustrei-lhe o desejo, mas a acariciei por um tempo, e ao meu cu, que também piscava, ansioso, prometendo-lhes me empenhar em satisfazê-los com uma gostosa buceta e uma deliciosa rola – haveria tempo...
