UMA NOVA FAMÍLIA – II – O CUPIDO E O JANTAR

Um conto erótico de Claudio_New
Categoria: Heterossexual
Contém 1494 palavras
Data: 05/04/2026 21:44:27
Assuntos: Heterossexual

Apesar de vizinhos, não mais nos encontramos por uma semana. Também não nos procuramos. Parecia ter havido um acordo tácito telepático de assim agir. Vez em quando eu pensava em Manu e em Fê, endurecia a rola um pouquinho, mas aos poucos os pensamentos foram rareando, até se colocarem na prateleira comum do estoque cotidiano, e não terem mais relevância que qualquer outro.

Até o dia em que eu bebia uma cerveja na área da piscina, uma tarde de semana, mais ninguém por perto. Apontou, no portão, o rebolativo Fê, escancarado num sorriso, dirigindo-se a mim:

– Oi, Clau... A gente não se viu mais... Nem parece que somos vizinhos!

– Pois é, Fê... Acredito que o Universo é muito mais sábio em provocar encontros...

– Ai, que lindo, cara! Me arrepiou todinho, vê...

E a conversa caminhou por aí, até que chegou em Manu. Ele falou que a mãe não gostava de ficar remoendo o passado, que o filho da puta do pai dele era página virada, que pelos dois o cretino estava morto e enterrado e tal... E que agora sua mãe se sentia livre e feliz. Baixou discretamente a voz, quase sussurrando:

– Sabe que ela ficou bem balançada desde que a gente se conheceu naquela noite de chuva? Ela não se abre muito (acha que eu sou criança, vê se eu posso...), mas eu percebi, nas atitudes dela, que ela ficou bem impressionada...

Eu, dando uma de desentendido, mas com o coração já batucando:

– Ela é jovem e bonita. Merece toda uma vida de felicidade...

– Ô, cara... Se liga no que eu estou querendo dizer! Vocês dois são muito difíceis, pô! Eu tô dizendo que ela ficou a fim de você...

Não pude deixar de rir discretamente, do aperreio de Fê-Cupido, em plena missão, mas também para disfarçar o nervosismo. Ele então entabulou o assunto, falando das conversas, dos elogios despretensiosos que Manu fizera ao vizinho... O rumo da prosa foi por aí, até chegar a um convite para jantar com eles. Nada mais arcaico, sei, mas ainda funciona. Aceitei, combinamos dia e horário, e Manu voltou a ocupar meu pensamento com a intensidade de antes.

Naquela noite, quando atravessei a distância que separava nossas portas, sorvete e vinho nas mãos, estava mesmo apostando em algo mais do que um jantar. Ela estava deslumbrante, quando abriu a porta! Que mulher linda! Um vestido elegante e ousado, oferecia aos meus olhos um corpo maravilhoso, seios belíssimos, que me entregavam os mamilos ao menor movimento; coxas extraordinariamente apetitosas, sob generoso lascão; bunda minuciosamente desenhada na justeza da roupa, sem qualquer marca de calcinha – muito minúscula ou inexistente.

Minha rola foi se armando e assim ficou durante o tempo inteiro. Conversávamos sobre amenidades, enquanto Fê ultimava os preparativos da refeição, ele também uma tentação, metido num macacão de linho, sem camisa e o calção não descia mais que a parte superior das coxas. Saracoteava entre a cozinha e a mesa, deixando esta um brinco. Depois aproximou-se com duas taças do vinho que eu trouxera, entregou-nos, pegou a terceira e brindamos juntos.

O jantar transcorreu na maior tranquilidade, em clima de completa descontração. Risos, sutis cantadas, disfarces mal disfarçados. Eu já olhava para os seios de Manu e sonhava com eles na boca e eu dentro dela. Minha pica não se aquietava por nada. Após a sobremesa, eu e Manu fomos para a varanda (a lua estava esplendorosa – o Universo, sempre ele!). Fê recolheu a mesa e veio dizendo à mãe que iria dormir, que estava... ufa... cansadérrima! Deu um selinho na mãe, e não neguei os lábios quando ele dirigiu-se a mim.

Foi o mote da continuação de nossa conversa. Falamos sobre as dificuldades de criar Fê, os problemas enfrentados, e o quanto ele era suave e forte para enfrentar tudo. O quanto ele tinha a cabeça aberta e o quanto a sua própria cabeça de mãe e de mulher havia também se aberto, por influência do filho. Confidenciou que ele trazia seus amiguinhos para dormir em casa, e ela até preferia que fosse assim (“O mundo lá fora é muito perigoso, sabe, Claudio...”). Ela sabia que eles transavam no quarto, ouvia os ruídos, mas não procurava falar com o filho sobre isso – se ele tivesse a fim, falaria com ela. E ele se sentia seguro com essa confiança, aos poucos foi partilhando seus sentimentos com Manu, e mesmo contando intimidades, que a deixavam até excitada. Várias vezes, após a conversa, ela já na cama para dormir, masturbava-se para acalmar o fogo que o filho, sem saber, lhe despertara com seus relatos. Ela retribuía essa confiança, falando de seus próprios sentires, suas vontades. Eram confidentes, enfim.

Num repente, o assunto parecia ter acabado, e o silêncio se fez. Eu ouvia com nitidez o batuque do meu coração. Como mutuamente atraídos, nossos olhos se encontraram. Ela ficou séria. E eu senti que não tinha mais como adiar. Acariciei seu rosto, ela pôs um sorriso na face, prendeu minha mão, e fechou os olhos. Aproximei-me mais e encostei meus lábios em sua boca. Uma língua elétrica serpenteou lá de dentro, invadindo a minha, e o beijo foi a senha para nossas mãos explodirem e explorarem nossos corpos, como há tanto desejavam.

Senti finalmente a dureza de seus seios, a rigidez dos mamilos, e enquanto sua mão atingiu a dureza de meu pau, sob a calça, passei por suas coxas e me enfiei entre elas. Como pensei, não havia calcinha, e meus dedos encontraram uma buceta depilada, completamente alagada, em que se afundaram, sob seus gemidos de fêmea mexida. Arrastamo-nos, agarrados, para seu quarto, e em segundos estávamos nus, sobre a cama. Ela me chupava com competência e eu a ela, num sessenta-e-nove maravilhoso. Voltamo-nos e nos apertamos, ela abrindo as coxas, eu enfiando-me naquele vulcão ardente. Gemidos e gemidos. Movimentos de extraordinária foda. Safadezas e grunhidos.

Manu levantou as pernas e me prendeu pela cintura, com uma força descomunal, enquanto seu rosto se iluminava e sua voz gemia o gozo que sacudia seu corpo inteiro. Movimentos involuntários a sacudiam, seus olhos fechados, sua boca entreaberta – eu nunca presenciara de tão perto e de forma tão inusitada o orgasmo de uma mulher.

Enquanto eu retirava meu pau duro, viscoso e brilhante de sua buceta, ela virou-se de bruços e sussurrou: “Fode meu cu... Goza no meu rabo, Claudio...” Eu parecia ter recebido uma ordem celestial, murmurada pela boca de um anjo de luxúria. Finalmente eu tinha diante de mim, à minha disposição toda aquela bunda, para o meu completo desfrute.

Comecei beijando suas nádegas, os beijos aproximando-se do rego. Afastei as duas bandas e o cuzinho de Manu piscava, junto com os últimos espasmos da buceta recém-gozada. Minha língua circundava o buraquinho e se enfiava até onde conseguia – ela gemendo e se abrindo mais e mais. Eu trazia, com a língua, o líquido que abundava em sua xoxota e lambuzava seu cu. Quando julguei lubrificado o bastante, coloquei a cabecinha de minha rola e fui empurrando aos poucos. Ela se requebrava e gemia, sem uma reclamação sequer, e mais eu entrava, sentindo nitidamente as ranhuras internas de seu rabo, como a me sugar para seu interior.

Em pouco eu estava com a rola toda ela atolada naquele cu magnífico. Comecei os movimentos suaves, as estocadas cadenciadas, e percebi que não demoraria muito a gozar, tão prazerosos eram aquelas agitações. Eu procurava retardar o quanto podia, parava um pouco, enquanto mordiscava-lhe a nuca, e voltava ao entra-e-sai. Até que senti a irreversão do gozo; então parei de me mexer e acompanhei a natureza expelindo meu tesão em jatos, em suas entranhas, enquanto eu gemia obscenidades e Manu ria de feliz.

Fiquei deitado sobre aquele corpo maravilhoso, tempo sem conta. Retirei-me do seu rabo e meu leite transbordou por entre suas coxas. Abraçamo-nos e nos beijamos com todo o carinho e o tesão acumulado. Ríamos em silêncio. E mais nos abraçávamos e mais nos beijávamos. Até que nossos corpos foram se reacendendo e nova batalha de foda se armou; novos orgasmos, novos beijos... Escorregamos até a suíte e tomamos banho juntos, chupei-a e ela gozou mais uma vez, minha cabeça enterrada em sua buceta, ela apertando-a contra si, em frenesi. Voltamos para a cama e finalmente dormimos o sono dos justos e gozados.

Ao acordarmos, sentindo o inconfundível cheirinho de café passado na hora, olhamo-nos, constatamos que realmente acontecera tudo aquilo. Beijamo-nos, compusemo-nos e saímos juntos do quarto. Fê estava no fogão, concluindo as panquecas. Ao se virar e nos ver saindo juntos do quarto, seus olhos brilharam, e, num ímpeto infantil, jogou-se nos braços da mãe, enchendo-a de beijos na face e nos lábios. Depois apertou-me contra seu corpo, rindo muito, e me beijou também nos lábios (aqueles selinhos mexiam comigo, lá dentro...), e nos parabenizou, dizendo estar muito feliz por finalmente a gente ter se encontrado e se entendido.

E assim sentamos para tomar café, num clima de paz e felicidade, como há muito eu não sentira na minha vida.

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Comentários

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Muito bom. Ótimo começo.

Acredito que vc vai comer o Fê também.

Isso não pode nem deve parar por aí.

fredcomedorr2022@gmail.com

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