Uma vez corno, sempre corno!

Um conto erótico de Carlos Corno
Categoria: Heterossexual
Contém 990 palavras
Data: 06/04/2026 11:58:38

Quero compartilhar com vocês outro chifre.

Moramos na região metropolitana e Thais, minha esposa, foi promovida a supervisora noturna em uma filial na capital. Eu costumava buscá-la no trabalho, mas meu carro ficou na oficina por alguns dias. Foi então que ela passou a pegar carona com um colega. A rotina agora é ela chegar em casa de madrugada enquanto eu fico esperando.

Com o passar das semanas, meu instinto de corno começou a agir e eu passei a imaginar os dois dentro do carro atravessando a cidade vazia, ela no banco do passageiro, o corpo inclinado, fazendo um boquete até receber porra. Dei por mim imaginando ela me beijando na porta de casa enquanto o carro ainda está estacionado, mostrando ao amiguinho do trabalho que ela é uma putinha casada com um corno manso.

Foi a partir dessas imagens que comecei a sugerir, aos poucos, que uma chapadinha no pau dele não seria algo tão absurdo, na verdade seria apenas a forma mais justa de agradecer pela carona. No começo ela sempre recusava, dizia que era arriscado demais, que mal chegou na empresa e já ia ganhar fama de puta.

Mesmo assim, de forma leve e constante, eu continuava provocando, sugerindo, brincando com a ideia até que o boquete passou a parecer inevitável.

Você que está lendo esse texto, se não tem vocação para ser corno manso, jamais vai entender o prazer de receber sua esposa na porta de casa esperando sentir nos lábios dela o gosto do boquete que ela acabou de fazer em outro homem.

Eu esperei por esse momento durante semanas. Cada madrugada em que ela chegava e me beijava na porta de casa eu tentava perceber nos lábios dela um gosto diferente, qualquer sinal de que algo tinha acontecido no caminho. Mas ela fazia pirraça, sorria de canto e dizia que ainda não tinha rolado, alimentando ainda mais a ansiedade.

Porém, nesta madrugada, ela mandou mensagem avisando que ia agradecer à carona com a buceta.

Meu coração disparou.

Antes que eu tivesse tempo de responder, escuto o carro estacionando na frente da nossa casa. Vou até a janela e, pela fresta da cortina, reconheço o veículo. Ele permanece parado, imóvel.

Então percebo um leve balanço na lataria, como se alguém estivesse se ajeitando no banco. Alguns segundos depois, o carro balança novamente, dessa vez forte o suficiente para confirmar o que estava acontecendo lá dentro. Sim, minha esposa estava dando a buceta para outro homem ali, naquele espaço apertado, invisível aos meus olhos, mas impossível de ignorar.

O movimento do carro aumenta aos poucos. A suspensão afunda e volta cada vez mais rápido, a lataria tremendo em pequenos solavancos. O rangido metálico ecoa pela rua e faz meu peito apertar.

Para mim é como assistir a um espetáculo particular enquanto o mundo lá fora segue como se nada estivesse acontecendo. O vidro é escuro, mas por um instante tenho a impressão de ver uma sombra se projetar contra a janela, parecia a palma de uma mão.

Continuo parado atrás da cortina, acompanhando cada movimento, até que algo chama minha atenção do outro lado da rua. Vejo o Sr. Manuel parado na varanda da casa em frente, olhando diretamente para o carro. O velho é conhecido por ser fofoqueiro, e só de imaginar o que ele vai contar ao ver minha esposa sair dali me dá um aperto no peito. Tomo coragem, respiro fundo e saio de casa, ainda faço um gesto na direção dele, como se tudo estivesse absolutamente normal. Fico na calçada, como um marido que apenas aguarda a esposa chegar.

O carro balança mais forte agora, mais rápido, quase pulando sobre as próprias rodas. Meu coração acelera, porque sei que, quando o movimento parar, ela vai sair dali carregada com a porra de outro homem, vai virar notícia no bairro inteiro. E eu estarei ao lado dela, assumindo meu merecido papel de carno manso.

O carro finalmente para. Vejo o Sr. Manuel inclinar o corpo na varanda, atento a cada detalhe. As portas traseiras se abrem quase ao mesmo tempo e, naquele instante, concluo que o primeiro balanço leve que vi da janela foi quando os dois passaram para o banco de trás sem sair do carro.

Thais sai por um lado, ajeitando a roupa e respirando fundo ao ficar de pé. O amigo dela sai pelo outro, caminha na minha direção de forma desajeitada e estende a mão num cumprimento claramente envergonhado. Eu olho nos olhos dele e aperto sua mão com firmeza, deixando evidente que eu sabia que ele tinha acabado de comer a minha mulher.

O Sr. Manuel continua na varanda, observando sem disfarçar a curiosidade. Era o aviso de que nada ali passou despercebido. Pelo jeito, quando o sol nascer, a história de uma casada fedendo dentro do carro com outro homem enquanto o marido corno manso espera do lado de fora vai ser a maior fofoca da semana.

Abro a porta de casa e deixo minha esposa entrar primeiro. Olho na direção do Sr. Manuel e faço um aceno de tchau, o velho pareceu surpreso. Fecho a porta.

Agarro Thais, jogo ela no sofá, abro suas pernas e sinto um cheiro leve de látex, puxo sua calcinha para o lado, percebendo a ponta de um nó de uma camisinha escondida na sua buceta. Deslizo o preservativo para fora e vejo a porra do amigo dela presa ali dentro, uma prova do chifre que tanto implorei para levar.

Um impulso toma conta de mim. Afundo a pica naquela buceta enquanto seguro a camisinha com força.

Gozei rápido, intenso e descontrolado, como se todo tesão acumulado finalmente tivesse encontrado uma saída.

Thais me abraçou com força e encostou os lábios no meu ouvido, sussurrando que agora todo mundo ia saber que eu era um corno manso e ela era uma esposa puta. Fiquei em silêncio, percebendo que este fato tinha atravessado a porta e se tornado parte da nossa realidade.

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