EU MEU MARIDO E MEU FILHO MUDAMOS PRA FAZENDA PT3

Um conto erótico de GABRIEL SILVA
Categoria: Heterossexual
Contém 2558 palavras
Data: 06/04/2026 12:14:38

Fiquei parada atrás da cortina, o corpo inteiro tremendo, vestindo apenas a camisola fina de cetim que mal cobria minhas coxas grossas. A luz do quarto estava apagada, mas o luar entrava fraco pela janela, iluminando o suficiente para eu ver a silhueta dele.

Adriano.

Ele estava ali, embaixo da grande mangueira, segurando as rédeas do cavalo. Não se aproximou da casa. Não bateu na porta. Apenas ficou parado no escuro, olhando diretamente para a minha janela, como se soubesse exatamente onde eu estava.

Meu coração batia tão forte que eu conseguia ouvir nos ouvidos.

Ele ergueu a mão devagar. Primeiro apontou para mim. Depois, com um sorriso lento e perigoso que eu consegui ver mesmo na escuridão, levou a mão até a frente da calça jeans. Abriu o botão com calma. Enfiou a mão dentro da cueca e começou a fazer um movimento claro, lento, como se estivesse se masturbando ali mesmo, olhando para mim.

Não era rápido. Era deliberado. Provocante.

Ele sabia que eu estava assistindo.

Meu estômago deu um nó. Minhas pernas fraquejaram. Senti um calor vergonhoso subir entre minhas coxas torneadas, a buceta latejando contra a calcinha fina. Eu deveria ter fechado a cortina. Deveria ter me afastado. Mas não consegui. Fiquei ali, paralisada, observando o filho secreto do meu marido se tocar enquanto me olhava.

Depois de longos segundos, ele tirou a mão da calça, lambeu os dedos devagar e fez um sinal com a cabeça, como quem diz “eu sei”. Montou no cavalo e desapareceu na escuridão do cerrado, sem fazer barulho.

Eu não dormi aquela noite.

Fiquei deitada ao lado do João, que roncava pesado, os olhos abertos no teto. Cada ruído da casa — o vento batendo na janela, o rangido da madeira, o canto distante de um coruja — me fazia pular de susto. Eu via o sorriso do Adriano. Via a mão dele dentro da calça. Via a foto daquele homem morto no chão. Via o exame de DNA. Tudo girava na minha cabeça como um pesadelo do qual eu não conseguia acordar.

Quando o sol nasceu, eu estava exausta, com olheiras profundas e o corpo dolorido de tanto tensionar os músculos.

O João chegou mais cedo que o normal. Eram apenas quatro e meia da tarde quando ouvi a picape estacionar. Ele entrou em casa batendo a porta com força. Eu estava na cozinha, lavando louça, tentando agir normalmente.

Ele veio direto para mim. Os olhos escuros, duros.

— Cristiane… — disse ele com a voz baixa e pesada. — Você andou mexendo nas minhas coisas no escritório?

Meu coração quase parou. Senti o sangue descer do rosto.

— Eu? — respondi, tentando manter a voz firme. — Não… claro que não. Por que eu faria isso?

Ele deu um passo mais perto. Era muito mais alto que eu. O cheiro dele — suor, terra e raiva — me envolveu.

— Não minta pra mim, mulher. Eu sei quando alguém mexe nas minhas gavetas. As coisas não estavam como eu deixei.

Eu neguei novamente, balançando a cabeça, os olhos baixos. Mas eu sentia. Sentia que ele não acreditava em uma palavra do que eu dizia. Ele ficou me olhando por longos segundos, o maxilar travado. Depois virou as costas e foi para o escritório. Ouvi ele batendo gavetas, abrindo o laptop. O silêncio que veio em seguida foi pior que qualquer grito.

Ele estava bravo. Muito bravo.

Eu passei o resto da tarde com o corpo rígido, pulando a cada barulho. Quando o Lucas e o Adriano voltaram do campo, evitei olhar para eles. Adriano agiu normalmente, mas eu vi o jeito que ele me observava de canto de olho. Um olhar demorado demais. Um sorriso quase imperceptível.

À noite, depois do jantar, o João mal falou comigo. Subiu cedo para o quarto e disse que estava cansado. Eu fiquei na cozinha arrumando as coisas, o coração ainda acelerado.

Foi quando vi.

Um pedaço pequeno de papel dobrado, jogado por baixo da porta da cozinha.

Me abaixei com as mãos tremendo e peguei.

Desdobrei.

A letra era simples, feita com caneta esferográfica:

“Cuidado com o que você viu.

Não conta pra ninguém.”

Nada mais.

Eu amassei o papel na mão, sentindo um frio subir pela espinha. Quem tinha jogado ali? Adriano? Aline? O próprio João? Ou os três já sabiam?

Eu percebi, naquele momento, que estava cercada. Eles desconfiavam. Talvez não soubessem exatamente o quanto eu tinha descoberto, mas sabiam que eu tinha visto algo. E isso me deixava em perigo.

Subi as escadas devagar, sentindo que cada sombra do corredor me observava. Entrei no banheiro da suíte, tranquei a porta e abri a banheira. Enchi com água quente, tirei a roupa e entrei nua.

A água quente envolveu meu corpo — os seios médios, a cintura marcada, as coxas grossas e torneadas de tanto exercício. Mas nem a água conseguiu me acalmar.

Sentei na borda da banheira, abri as pernas e comecei a me tocar.

Primeiro devagar. Depois com mais força.

Chorei enquanto meus dedos deslizavam pela buceta inchada e molhada. Chorava de medo. Chorava de raiva do João. Chorava porque eu estava excitada demais.

Eu pensava no pau enorme do Adriano. No jeito que ele se tocou olhando para mim. Pensava no pau do Lucas, quase do mesmo tamanho, batendo punheta enquanto olhava a buceta da Aline.

E o pior: eu gozei pensando nos dois ao mesmo tempo.

Meu corpo tremeu forte dentro da água, um gemido abafado escapando da minha boca enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto.

Eu sabia que estava brincando com fogo.

Sabia que a qualquer momento podia ser descoberta.

Sabia que meu marido era perigoso.

E mesmo assim… eu não conseguia parar.

Enquanto eu recuperava o fôlego, ainda com os dedos dentro de mim, ouvi um barulho leve no corredor.

Passos.

Alguém estava andando devagar em frente à porta do banheiro.

E parou. O silêncio que veio em seguida foi pior que qualquer barulho.

Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que a pessoa do outro lado conseguia ouvir. A água da banheira ainda fazia pequenos círculos ao meu redor. Meus seios médios subiam e desciam rápido, os mamilos duros por causa do medo e do tesão que não tinha passado. Eu nem ousava respirar direito.

Então veio a voz.

Baixa. Suave. Feminina.

— Cristiane… eu sei o que você descobriu sobre o Adriano.

Era a Aline.

A voz dela atravessou a madeira da porta como uma lâmina fria. Eu congelei. Meus dedos ainda estavam entre as pernas, mas agora pareciam mortos. Senti um arrepio violento subir pela espinha até a nuca.

Ela sabia.

Ela sabia que eu tinha visto o exame de DNA. Sabia que eu tinha descoberto que Adriano era filho do João.

Eu não respondi. Não consegui. Fiquei ali, paralisada, olhando fixamente para a maçaneta dourada da porta, rezando para que ela não girasse.

Aline ficou em silêncio por quase um minuto inteiro. Um minuto que pareceu uma eternidade. Eu conseguia imaginar ela do outro lado, encostada na porta, talvez sorrindo aquele sorriso doce e falso que ela usava quando vinha aqui em casa.

Então ela falou novamente, ainda mais baixo, quase um sussurro:

— Abre a porta, Cristiane… vamos conversar como mulheres.

Meu estômago se contraiu. Eu queria gritar. Queria dizer que não, que fosse embora. Mas minha garganta estava fechada. Eu só conseguia pensar na foto que eu tinha visto no laptop do João — o homem morto no chão, o sangue escuro, a pistola ao lado.

Aline esperou.

O silêncio era tão denso que eu conseguia ouvir o gotejar da torneira da banheira. Ploc… ploc… ploc…

Depois veio a frase que me gelou o sangue nas veias:

— Se você contar pro João o que viu… ele pode fazer com você o que fez com aquele homem da foto.

As palavras entraram devagar na minha cabeça, como veneno.

Ela sabia.

Ela sabia da foto do assassinato.

Ela sabia que eu tinha visto tudo.

Meu corpo inteiro tremeu. Senti um frio repentino, mesmo dentro da água quente. As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto sem que eu conseguisse controlar. Eu mordi o lábio inferior com força para não fazer nenhum som.

Aline ficou mais alguns segundos em silêncio, como se quisesse que as palavras calassem fundo dentro de mim. Depois eu ouvi os passos dela se afastando devagar pelo corredor. Calmos. Sem pressa. Como quem sabe que não precisa correr.

Quando o som desapareceu completamente, eu desabei.

Comecei a chorar de verdade, baixinho no início, depois com soluços mais fortes. Meu corpo inteiro tremia dentro da banheira. Eu me abracei, os seios pressionados contra os joelhos, as coxas grossas fechadas com força.

Todo mundo sabia.

O Adriano sabia.

A Aline sabia.

Provavelmente o Rubens também.

E o João… ele já tinha perguntado diretamente sobre o escritório. Ele não acreditou na minha mentira.

Eu estava cercada.

Completamente cercada.

Naquela casa enorme no meio do nada, sem vizinhos por quilômetros, sem ninguém para me ajudar. Meu próprio marido era um assassino. Meu enteado secreto tinha um pau enorme e me provocava no escuro. A esposa do caseiro ameaçava minha vida com a mesma calma que fazia minhas unhas.

E o pior de tudo: mesmo agora, chorando de medo, minha buceta ainda latejava. Ainda estava molhada. Ainda queria o pau do Adriano. Ainda pensava no pau do Lucas batendo punheta enquanto olhava para a buceta da Aline.

Eu era uma vadia confusa e apavorada.

Sentei mais fundo na banheira, deixei a água quente cobrir meus seios e continuei chorando enquanto meus dedos voltavam lentamente entre as pernas. Me masturbei devagar, com raiva de mim mesma, imaginando o Adriano me olhando através da janela, imaginando o João me pressionando contra a parede, imaginando o que eles fariam comigo se descobrissem que eu realmente sabia de tudo.

Cada gemido que escapava da minha boca era misturado com um soluço.

Eu estava brincando com fogo.

E o fogo já estava me cercando por todos os lados.

Quando finalmente gozei de novo, foi um orgasmo dolorido, vazio, que só aumentou o medo.

Do lado de fora do banheiro, a casa estava em silêncio.

Mas eu sabia que não estava sozinha.

Alguém ainda estava me observando.

Eu não aguentei mais.

O dia todo eu andei pela casa como um fantasma, pulando a cada barulho, evitando olhar para o João, evitando até olhar para o Lucas. Meu corpo estava exausto, mas minha mente não parava. As palavras da Aline da noite anterior ecoavam sem parar: “ele pode fazer com você o que fez com aquele homem da foto”.

No final da tarde, quando o sol começava a ficar vermelho e o cerrado ganhava aquela luz dourada pesada, eu tomei uma decisão. Coloquei um vestido leve de algodão, daqueles simples que marcavam meus seios médios e a curva da minha bunda, e fui andando até a casa dos caseiros. O coração batia forte no peito. Eu sabia que era arriscado, mas ficar calada estava me matando por dentro.

Aline estava na varanda, sentada numa cadeira velha de madeira, olhando o horizonte. Quando me viu chegando, ela não pareceu surpresa. Apenas sorriu aquele sorriso calmo e perigoso, como se estivesse me esperando.

— Senta, Cristiane — disse ela, apontando para a cadeira ao lado.

Eu sentei. Minhas mãos tremiam no colo. Ela percebeu imediatamente o desespero no meu rosto. Meus olhos inchados, as olheiras, o jeito como eu apertava os dedos uns contra os outros.

Aline ficou em silêncio por alguns segundos, só me observando. Depois respirou fundo e começou a falar, sem filtro, com a voz baixa e direta:

— Eu sei o que você viu no escritório do João. Eu sei que você descobriu sobre o Adriano.

Meu sangue gelou.

Ela continuou, sem pressa:

— Eu era garota de programa, Cristiane. Trabalhava numa zona ruim em Cuiabá. João me tirou de lá quando eu era bem joven. Disse que ia me dar uma vida melhor. No começo eu acreditei. Mas logo descobri que ele só trocou uma prisão por outra. Ele me usava para fechar negócios sujos. Levava eu para motéis, para fazendas, para hotéis na cidade… eu fazia programas com os homens que ele precisava convencer. Homens perigosos. Homens que negociavam drogas, gado roubado, tudo.

Ela fez uma pausa, olhando para o chão.

— Depois que engravidei do Adriano, ele ficou furioso. Disse que não queria mais filhos meus atrapalhando os negócios. Me obrigou a operar. Tirou meu útero. Disse que era para eu nunca mais engravidar. Rubens… o coitado do Rubens sempre soube de tudo. Ele trabalha pro João há mais de 20 anos. Tem pavor dele. Faz tudo que o João manda. Aceitou criar o Adriano como filho dele porque tinha medo de morrer.

Aline olhou direto nos meus olhos.

— Adriano é filho do João. Não do Rubens. E eu… eu me entrego pro meu próprio filho até hoje. Dou pra ele. Deixo ele me comer fiz um acordo com Adriano. Faço isso pra tentar tirar ele do caminho do pai. Pra tentar proteger ele dessa vida podre que o João vive.

Eu estava sem ar. As lágrimas escorriam pelo meu rosto sem controle.

— João… ele também fez pressão pra eu operar — confessei, a voz embargada. — Depois que eu tive o Lucas. Disse que não queria mais filhos, que ia atrapalhar os negócios dele.

Aline assentiu devagar, como se já esperasse por isso.

— Ele faz isso com todas. Não quer laços. Não quer fraquezas.

O silêncio caiu entre nós. O sol estava quase sumindo no horizonte, pintando tudo de vermelho-sangue.

Então Aline se inclinou para frente, segurou meu pulso com força — os dedos dela apertando minha pele — e disse com a voz baixa, mas firme:

— Eu vi você entrando no escritório do João aquela noite. Eu estava levando uns documentos pra ele e te vi lá dentro, fuçando nas gavetas. Também te vi dias atrás… escondida atrás da mangueira, espionando meu filho e o seu se masturbando enquanto eu mostrava a buceta pra eles.

Meu corpo inteiro gelou. Ela sabia de tudo.

Aline apertou meu pulso ainda mais forte, os olhos sérios:

— Fique quieta, Cristiane. Pelo amor de Deus, fique quieta. Se João descobrir que você sabe de tudo isso… ele pode te matar. Ou pode fazer pior. Pode te vender como prostituta, igual fazia comigo. E acredite… ele ainda faz isso. Ainda usa mulheres quando precisa fechar algum negócio. Você é bonita, tem corpo bom… ele não pensaria duas vezes.

Ela soltou meu pulso devagar, mas o aperto ficou marcado na minha pele.

— Eu tô te avisando como mulher. Fica calada. Vive sua vida. Cuida do seu filho. E reza pra João nunca desconfiar de você.

Eu me levantei com as pernas bambas. O sol já tinha quase desaparecido. O cerrado parecia mais escuro, mais ameaçador.

Enquanto eu voltava para casa, o vento quente batia no meu rosto, mas eu sentia frio.

Eu estava completamente cercada.

João era um monstro.

Rubens vivia aterrorizado.

Aline vivia presa numa vida de segredos e sexo forçado.

E o Adriano… o filho secreto do meu marido… me olhava como se quisesse me devorar.

Eu entrei em casa tremendo, fechei a porta e encostei as costas na madeira.

Não sabia mais em quem confiar.

Não sabia mais até onde eu conseguiria ficar calada.

E, no fundo, uma parte doente de mim ainda latejava só de lembrar do pau enorme do Adriano se tocando no escuro enquanto olhava para minha janela.

Eu estava perdida.

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