Aos pés do mestre - parte 2: O contato

Um conto erótico de Podobr
Categoria: Homossexual
Contém 1536 palavras
Data: 01/04/2026 16:52:19

Heron estava apreensivo; ficava sacudindo a perna, olhando para os lados. Sentia-se tenso, mas muito excitado.

“Por que ele se sentou ali? Será que ele sabe de algo? Não deveria ter seguido ele no Insta, que merda”, pensava Heron.

Ele queria desesperadamente olhar para trás e observar Diego; sentia necessidade disso. Estava acostumado a sempre observá-lo durante as aulas. O tesão era quase irresistível. Diego, com sua imponência, estava praticamente o chamando secretamente. E assim, Heron sentiu um leve empurrão na cadeira em que estava sentado. Logo abaixo da cadeira havia uma pequena rede de ferro onde Diego tinha colocado os pés.

“Minha nossa, ele está tocando com os pés na minha cadeira! Não sei o que faço, estou sentindo indiretamente seus pés! Será que estão suados? Com chulé? Ele está sem meias, deve estar forte o cheiro. Preciso sentir, preciso lamber seus pés, cheirar... Porra, se controle! Esquece isso, só vai te trazer problemas.”

Enquanto isso, Diego estava tranquilo. Ria internamente, pois tinha um plano. No fundo, ele só queria usar Heron e se aproveitar, e aquilo parecia uma chance a seu favor. Diego sabia algumas coisas de podolatria, especialmente as heterossexuais, que são mais comentadas. Sabia que o cheiro excitava, sabia sobre a dominação, e agora sabia sobre o domínio que podia ter sobre Heron. Isso o deliciava.

Diego tira os calçados calmamente, usando os próprios pés para isso. Heron escuta um pequeno barulho, mas ignora, pois estava tentando prestar atenção na aula. E assim Diego executa sua ação.

“Vamos ver se ele se liga ou se vai só ignorar”, pensa Diego.

Apoiando um dos pés embaixo da cadeira de Heron, Diego retira o pé esquerdo da parte de baixo da cadeira e o posiciona ao lado da cadeira de Heron. Havia uma parede ali, com um pequeno rodapé onde Diego apoiou seu pé esquerdo, deixando-o visível para Heron.

Heron sentiu algo se mexendo atrás e um leve cheiro ácido, que lembrava uma mistura de café e suor. Aquele cheiro o excitava instantaneamente; fazia-o delirar e não conseguir pensar em mais nada além daquilo. Heron olha para baixo e vê ali, pertinho dele, o pé de Diego. Em um sobressalto contido, Heron fica paralisado. Ele simplesmente não conseguia parar de olhar para aquela perfeição que era o pé de Diego. O cheiro, a posição, tudo estava o chamando para servir, ser um submisso de fato. Heron não conseguia parar de olhar; aquilo o estava chamando, era um impulso mais forte que ele.

Diego estava rindo por dentro.

“Caralho, nem precisei chamar muita atenção. Ia até mexer um pouco os dedos do pé ou sei lá, mas o cara tá literalmente encarando meu pé faz uns 15 minutos. O meu pé! Hahaha, que coisa patética. Agora tenho certeza do que esse viadinho quer.”

Diego mexe os dedos do pé esquerdo levemente. Aquilo intrigava Heron, deixava tudo mais excitante e tenso. As falas do professor se tornaram abafadas; o ambiente parecia diminuir na mente de Heron. Tudo se resumia àquela figura idolatrada à sua frente. Heron ficou excitado, estava envergonhado, tentava se esconder, mas a ereção era forte e inevitável.

A aula foi passando, e Diego parecia não se importar muito com a situação. Ficava tranquilo, curtindo o momento, tendo a certeza de que estava exercendo seu domínio. O tempo da aula acabou. Diego retirou os pés da posição e calçou seu Vans surrado. Ele chega até a mesa de Heron e fica o encarando.

Heron, ainda meio paralisado, não tinha resposta. Sentia-se exposto e ainda estava com ereção. Diego estala os dedos:

— E aí, meu, como vamos fazer o trabalho que o professor pediu? — disse Diego.

— Tra... trabalho? Que trabalho? Eu não lembro dele ter falado isso na aula — responde Heron, um tanto nervoso.

— Hahahahaha, cê tava no mundo da lua mesmo, né, cara? Ele pediu pra fazer um trabalho de resumo sobre uns artigos científicos. Não viu mesmo? Bem... ele nos colocou em dupla, já que estávamos perto. Vai valer 50% da nota.

— Entendi... é... devo ter cochilado ou coisa assim.

Diego ri, uma risada curta, com toques de malícia. Ele olha penetrantemente para Heron, fixamente, e diz:

— Sei... vai ver tinha algo te distraindo. Hahahaha, vai saber. Enfim, eu quero fazer logo esse trabalho. Topa passar no meu apê? Aí a gente dá um jeito nisso, pelo menos iniciamos.

Heron se sente constrangido e empolgado. Um convite? Assim? No duro? Ele não esperava. Era a chance perfeita para se aproximar de seu adorado, ver seu ambiente e talvez... chegar perto de seus pés.

Algo pesava na consciência de Heron. Não parecia certo. “Distraído? Pera... o que ele quis dizer com isso?” Mas a figura dos pés de Diego próximos dele tomaram conta de sua mente. Ele precisava sentir seu cheiro, seu gosto, tocá-los. Heron estava sentindo uma necessidade muito forte, que tomou conta de sua mente, e todos os outros problemas ficaram de lado.

Diego o estava dominando somente com sua presença, com seu sorriso, com seu corpo, com seus pés, e Heron nem estava se dando conta. Na verdade, Heron já estava sendo submisso; estava se entregando mesmo sem perceber. Seus impulsos eram fortes e certeiros.

— E aí? Vamos? — disse Diego, em um tom mais imponente e ríspido.

— Sim, claro — responde Heron prontamente, sem nem pensar. Aquilo soou como uma ordem em sua cabeça.

— Beleza, vem comigo então. Moro umas cinco quadras da faculdade, mas é tranquilo, cê vai ver.

Diego muda seu olhar. Agora estava ignorando Heron. Pegou o celular e foi saindo, tendo a certeza de que Heron iria segui-lo. Um leve sorriso se formava em sua face.

“Acho que ele está na minha mão... hahaha... ou melhor, no meu pé”, pensou Diego.

Heron guarda suas coisas apressadamente e segue Diego. Mas, de repente, lembra que ainda estava excitado, então coloca a mochila na frente do corpo para esconder o volume.

Depois de caminhar um pouco, quando ambos estavam saindo pelo portão da universidade, Diego olha para Heron e vê que ele está segurando a mochila na frente do corpo.

— Ué, meu? Por que não coloca a mochila nas costas?

Heron paralisa. Ele ainda estava meio excitado e não conseguia disfarçar de outra forma. Mas não podia entregar essa informação de bandeja.

— Humm... é... tenho medo de assalto, só pra ficar mais seguro.

— Sei... hahahaha. Fazia isso quando era moleque. Acho que não vai fazer muita diferença, sinceramente. Por onde vamos andar, não é tão perigoso.

Heron, tremendo, olha para os lados e avista uma placa pendurada no portão da universidade. Ele nem lê direito o que está escrito, mas fala:

— Aquilo sempre esteve ali?

Diego vira a cabeça para olhar a placa, enquanto Heron ajeitava rapidamente a ereção dentro da cueca.

Diego se vira:

— O quê? A placa do ônibus? Hahaha, não vejo nada demais.

— Acho que me confundi com outro lugar. Tô meio com sono... vai ver sempre esteve ali.

— Hahahaha, cê tá muito no mundo da lua, né, meu? Cê tá de boas?

— Sim, foi só um bug na Matrix, acho... hahaha.

— Tô ligado.

Heron agora, com a mochila nas costas e mais discreto, segue ao lado de Diego. No caminho, eles ficam em silêncio boa parte do tempo — um silêncio estranho e profundo. Até que Diego tem uma ideia:

— Cara, que calor horrível tá hoje. Tá abafado e nem parece que estamos de noite.

— Nossa, sim. Não vejo a hora de chegar o inverno — responde Heron em um tom mais baixo.

— Ah, meu, eu até gosto dessa época, mas o problema é que eu suo muito, sabe? Fiquei ontem nuns rolês à noite e hoje fui na academia e nem troquei de roupa ainda. Mas não dá pra ficar fazendo isso com esse calor...

Heron fica pensativo, imaginando se Diego estava usando aqueles Vans sem meias desde ontem. Imaginando o chulé que podia ter sentido de leve na aula. Aqueles pés suados deviam estar levemente gosmentos. Heron queria desesperadamente tocá-los. Ele entrava quase em transe pensando nisso.

E Diego, novamente, estava apenas o testando. Sabia que pessoas com esse fetiche geralmente curtem chulé, mas ainda não tinha total certeza se Heron era um desses.

— Sim, eu tomo banho umas duas vezes por dia nessa época do ano, pra evitar, né? — diz Heron, com uma risadinha sem graça.

— Pois é, não consegui descolar esse banho ainda, mas de boas. Acho que não tô fedendo muito ainda, deve ser mais impressão. Mas agora que eu parar um pouco pode ser que piore, hahahaha. Foi mal.

Heron observa Diego de leve e vê que sua pele está brilhosa, aparentando estar úmida. Pequenas manchas de suor nas axilas, algumas sujeiras na bermuda e o Vans todo encardido. Aquilo o excitava, o tirava do sério.

— De boas — responde Heron.

Diego o olha novamente nos olhos, com um olhar penetrante, como se tivesse algo planejado. Heron se sente nervoso novamente, mas de repente uma animação toma conta de seu corpo.

O tempo passa e eles chegam ao apartamento. Diego segue na frente, abre a porta e já vai entrando, sem nem se preocupar em fechá-la. Heron, ainda meio assustado, fica observando todo o ambiente até que cria coragem para entrar...

Mal sabia ele que ali seria um lugar de muitas emoções futuras...

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