A libertaçao de Lucas

Um conto erótico de Hiroki
Categoria: Crossdresser
Contém 2419 palavras
Data: 08/04/2026 17:11:41

Lucas acordou com o toque insistente do celular as cinco e meia da manhã e já sentiu aquele peso no peito que não saia nunca. O quarto estava escuro o ar parado cheirava a mofo e a comida fria que tinha sobrado da noite anterior. Ele ficou deitado mais um minuto olhando pro teto rachado do apartamento no Tatuapé tentando reunir força pra levantar. Vinte e cinco anos e a vida dele era isso um quarto e sala apertado no terceiro andar de um prédio velho sem elevador onde o barulho dos ônibus da Marginal entrava pela janela mesmo com ela fechada. Ele se sentou na cama os olhos inchados de quem tinha chorado dormindo de novo e passou a mão no cabelo liso castanho que caia no rosto como uma cortina suja. O corpo magrelo branco demais pra quem passava o dia todo na rua parecia pertencer a outra pessoa alguém que não era ele.

Levantou devagar o chão frio de cerâmica barata grudando nos pés descalços. Foi até a cozinha minúscula abriu a geladeira e pegou a garrafa de água que tinha sobrado. Bebeu direto do gargalo sentindo o liquido descer gelado pela garganta seca. No espelho do banheiro ele se olhou e viu o que via todo dia um cara comum demais pra ser notado. Olhos castanhos sem brilho pele pálida com olheiras profundas barba por fazer que ele nem se dava ao trabalho de raspar direito. As mulheres nunca olhavam pra ele duas vezes. No colégio era o amigo do amigo o que ajudava nas provas mas nunca era convidado pra festa. Na faculdade abandonada no segundo semestre era a mesma coisa. Ele tentava conversar mandava mensagem marcava algo e sempre recebia o famoso nao agora nao posso quem sabe outro dia. Depois parou de tentar porque doia demais.

Ele se vestiu com a roupa de sempre calça jeans preta surrada camiseta do iFood que ja estava desbotada na gola e o tênis que tinha buraco na sola. Pegou a mochila térmica amarela pendurou no ombro e desceu as escadas contando cada degrau como se isso ajudasse a adiar o dia que ia começar. Lá fora o Tatuapé acordava devagar o cheiro de pão fresco misturado com diesel dos ônibus. Lucas destravou a bicicleta que ficava presa no portão com corrente enferrujada e abriu o app. As primeiras entregas apareceram na tela marmitas de almoço pra escritório em Mooca e Itaquera. Ele pedalou devagar no começo sentindo as pernas reclamarem do esforço. O sol ainda não tinha aparecido forte mas o ar já estava úmido pesado como se São Paulo quisesse esmagar ele.

O dia correu igual a todos os outros. Entregou doze pedidos antes do almoço parou num boteco pra comer um sanduiche de mortadela que custou sete reais e voltou pra rua. As pessoas recebiam a comida sem olhar na cara dele algumas nem diziam obrigado. Uma mulher de uns trinta anos abriu a porta de apartamento de luxo em Mooca de shortinho curto e top e ele sentiu o cheiro de perfume caro misturado com o dela. Ela pegou a sacola sorriu rápido e fechou a porta. Lucas ficou parado no corredor um segundo imaginando como seria se ela tivesse convidado ele pra entrar. Mas claro que não. Ele era o entregador invisível o cara que trazia a comida e ia embora.

A tarde virou noite e o cansaço bateu forte. Ele tinha pedalado quase quarenta quilômetros o suor escorrendo pelas costas grudando a camiseta na pele. O celular apitou de novo uma entrega tarde da noite pra um prédio em Vila Prudente. Lucas aceitou porque precisava do dinheiro pra pagar a conta de luz que ja estava atrasada. Pedalou pela Marginal o vento frio batendo no rosto e ele sentindo que não aguentav mais. Os faróis dos carros passavam rápido buzinando quando ele invadia a faixa errada. A chuva fina começou a cair molhando o asfalto e fazendo a bicicleta escorregar. Ele chegou no endereço as três da manhã o prédio escuro com só algumas luzes acesas nas janelas. O cliente era um cara de meia idade que pegou a marmita resmungando que a comida tinha esfriado. Lucas não respondeu só baixou a cabeça e voltou pra bicicleta.

O caminho de volta pra casa pareceu eterno. Ele pedalava devagar agora o corpo doendo o mindo vazio. No fundo ele sabia que isso era o fim de mais um dia igual a todos os outros. Chegou no apartamento jogou a mochila no chão tirou a roupa molhada e foi pro chuveiro. A água quente bateu nas costas aliviando um pouco a dor mas não o vazio. Ele ficou lá parado deixando a agua escorrer pelo corpo magrelo pensando em como a vida tinha virado essa merda. Sem amigos de verdade sem namorada sem perspectiva. A família dele morava no interior de Minas e ligava de vez em quando pra perguntar como estava o emprego. Ele mentia dizendo que estava tudo bem que ia dar certo. Mas não ia.

Saiu do banho enrolado na toalha velha abriu a geladeira e pegou a última cerveja. Sentou no sofá puido ligou o ventilador no máximo porque o calor de SP não dava trégua nem de madrugada e pegou o notebook velho que tinha comprado no Mercado Livre por trezentos reais. Abriu o Pornhub por costume. Era o que ele fazia toda noite pra esquecer um pouco a realidade bater uma punheta rápida e dormir. Rolou a página inicial os vídeos de sempre loiras peitudas casais fazendo sexo normal. Nada que mexesse com ele de verdade. Ele clicou numa categoria aleatória amadores e o algoritmo começou a sugerir coisas mais pesadas. Um vídeo chamou atenção o titulo era White Delivery Boy Serves BBC. Ele deu risada baixa achando que era piada mas clicou mesmo assim.

O vídeo começou com um cara branco magrelo mais ou menos da idade dele vestindo uma roupa de entregador parecida com a dele. Ele estava ajoelhado num quarto simples o rosto vermelho de vergonha. Na frente dele um negão alto musculoso de pele preta brilhante segurava uma rola grossa preta que parecia impossível de caber na boca de alguém. A câmera focou no rosto do branco que abria a boca devagar e começava a chupar com os olhos cheios de lágrimas. Uma voz feminina ria ao fundo chamando ele de patético de branquelo inútil. Lucas sentiu um calor estranho subir pela barriga algo diferente do que sentia normalmente. Ele pausou o vídeo o coração acelerado e leu a descrição BNWO White boy training real cuckold session. Ele nunca tinha visto nada assim mas algo dentro dele clicou.

Ele soltou a toalha o pau já meio duro na mão e deu play de novo. O negão metia fundo na garganta do branco fazendo ele engasgar enquanto a mulher branca tatuada sentada no sofá ao lado filmava tudo e dizia coisas como olha esse branco fracassado servindo uma rola de verdade. O branco gemia baixinho o corpo tremendo de prazer misturado com humilhação. Lucas começou a se tocar devagar no começo só pra acompanhar mas logo o ritmo acelerou. Ele imaginou ele mesmo no lugar daquele cara ajoelhado na frente de um King preto forte dominando ele. O pau dele ficou duro como nunca tinha ficado antes latejando na palma da mão. Ele aumentou o volume ouvindo os gemidos o barulho molhado da boca do branco trabalhando aquela BBC enorme.

A cena mudou o branco agora estava de quatro na cama de calcinha rendada rosa o plug anal enfiado brilhando enquanto o negão metia devagar na bunda dele. A mulher ria e dizia isso branquelo esse é o seu lugar servindo a superioridade preta. Lucas sentiu as bolas apertarem o prazer subindo rápido demais. Ele se masturbava com força agora os olhos grudados na tela imaginando o cheiro de suor preto o peso daquele corpo musculoso em cima dele. Ele nunca tinha pensado em algo assim mas agora não conseguia parar. O vídeo terminou com o negão gozando dentro da boca do branco e mandando ele engolir tudo enquanto a mulher aplaudia chamando ele de boa snowbunny em treinamento.

Lucas gozou forte o corpo inteiro tremendo o esperma branco espirrando na barriga e no peito. Foi o orgasmo mais intenso da vida dele algo que ele não sentia fazia anos. Ele ficou ofegante olhando pro teto o notebook ainda aberto na tela congelada do branco lambendo o resto de porra preta dos lábios. Lágrimas começaram a escorrer pelos cantos dos olhos dele sem que ele entendesse direito o porquê. Não era tristeza dessa vez. Era alivio um alivio estranho e profundo como se ele tivesse encontrado algo que faltava o tempo todo. Ele se perguntava porque será que ele era invisível para as mulheres. Talvez porque ele não tinha nascido pra ser o macho. Talvez ele tivesse nascido pra servir pra ser a putinha branca que aqueles vídeos mostravam.

Ele limpou a barriga com a toalha respirando fundo e fechou o notebook mas não antes de salvar o vídeo na pasta secreta. Deitou na cama o corpo ainda formigando e pela primeira vez em meses dormiu sem chorar. No fundo da mente uma vozinha nova sussurrava que talvez a vida dele não tivesse acabado. Talvez ela estivesse só começando. Ele não sabia aonde isso ia levar mas pela primeira vez não tinha medo. O entregador invisível de SP tinha acabado de descobrir um segredo que ia mudar tudo.

Quando o sol nasceu no dia seguinte Lucas acordou com o celular tocando as entregas do iFood já pipocando na tela. Ele se levantou mais leve o corpo ainda lembrando do prazer da noite anterior. Tomou café rápido vestiu a roupa do trabalho e desceu as escadas pedalando pra rua com um sorriso pequeno no canto da boca que ninguém ia notar. Mas ele sabia. Ele tinha sentido algo real pela primeira vez. E enquanto pedalava pela Marginal molhada de orvalho ele repetia baixinho pra si mesmo que talvez o BNWO fosse a resposta que ele procurava o tempo todo.

O dia correu normal mas dentro dele tudo tinha mudado. Cada marmita entregue cada sorriso falso que ele dava pros clientes parecia parte de um plano maior. Ele imaginava o que aconteceria se um dia ele se ajoelhasse de verdade se deixasse um King preto tomar conta dele. A ideia fazia o pauzinho dele dar uma fisgada dentro da calça jeans apertada. Ele balançou a cabeça tentando focar no trânsito mas a imagem do vídeo não saia da cabeça. O branco de calcinha gemendo o negão metendo fundo o prazer misturado com humilhação completa.

Ele parou num sinal vermelho em Itaquera e olhou pro reflexo no vidro de um carro parado ao lado. O cara magrelo de mochila amarela olhando de volta parecia um estranho agora. Lucas sorriu pra si mesmo um sorriso tímido e continuou pedalando. O sol subia forte o calor de SP batendo no asfalto mas pela primeira vez ele não se sentia sufocado. Ele se sentia vivo. E no fundo sabia que aquela noite não tinha sido só uma punheta qualquer. Tinha sido o começo de algo grande algo que ia tirar ele do buraco onde estava afundado.

Ele entregou mais seis pedidos antes do almoço parou pra comer um PF de frango com arroz e feijão num restaurante simples e voltou pra rua. O celular vibrou com uma notificação do app outra entrega pra Mooca. Ele aceitou pedalando mais rápido dessa vez o corpo respondendo melhor como se a energia nova tivesse dado força. Chegou no prédio tocou o interfone e esperou. Uma voz feminina atendeu mandando subir. Ele subiu as escadas dois lances sentindo o coração bater mais forte sem saber por quê.

A porta abriu e uma mulher de uns trinta anos apareceu de robe curto o cabelo molhado do banho. Ela pegou a sacola sorriu e disse obrigado amor. Lucas baixou a cabeça murmurando de nada e virou pra ir embora mas ela chamou ele de volta. Você parece cansado quer uma água. Ele aceitou sem pensar entrando no apartamento limpo cheirando a perfume. Ela trouxe o copo ele bebeu rápido sentindo o olhar dela em cima dele. Obrigado ele disse e saiu rápido o rosto queimando.

caminho de volta ele pensou naquela mulher o robe curto as pernas lisas. Mas não foi desejo normal que sentiu. Foi algo diferente uma vontade de se ajoelhar de servir. Ele balançou a cabeça de novo tentando afastar o pensamento mas ele voltava mais forte. Quando chegou em casa no fim do dia o sol já se pondo atrás dos prédios ele tomou banho de novo abriu outra cerveja e sentou no notebook. Procurou mais vídeos BNWO dessa vez com legendas em português. Leu comentários de outros caras brancos brasileiros falando de como tinham mudado de vida servindo a Nova Ordem.

Ele passou horas ali assistindo um atrás do outro o pau duro de novo mas ele não se tocou dessa vez. Só observava aprendendo absorvendo tudo. O jeito que os branquelos eram chamados de sissy de cuck de putinha branca. A forma como as mulheres brancas viravam snowbunnies gemendo pra rola preta. Tudo fazia sentido pra ele de um jeito que nada na vida tinha feito. Ele fechou o notebook tarde da noite deitou na cama e sussurrou pra si mesmo que amanhã ia ser diferente. Amanhã ele ia começar a mudar.

E assim a última entrega do dia virou a primeira de uma vida nova. Lucas não sabia ainda mas o BNWO tinha acabado de entrar na vida dele e não ia mais sair. Ele dormiu sonhando com máscaras caindo com corpos pretos fortes dominando ele e com um propósito que finalmente fazia o vazio ir embora. Quando acordou no dia seguinte o peso no peito tinha diminuido um pouco. Ele sorriu pro espelho pela primeira vez em anos e disse baixinho pra si mesmo vamos nessa Lucas. Ou melhor Lucasinha.

Ele não percebeu mas aquela noite marcou o fim de uma era e o começo de outra. A depressão ainda estava lá mas agora tinha um rival. E o rival se chamava desejo proibido propósito escondido e a promessa de uma vida onde ele não seria mais invisível. Ele seria visto. Seria usado. Seria finalmente útil. E enquanto pedalava pra mais um dia de entregas ele sentia o coração bater mais forte sabendo que algo grande estava por vir. Algo que ia transformar o entregador fracassado num servo dedicado da Nova Ordem. E ele mal podia esperar.

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