A noite estava quente e úmida em Serra Verde. Luiz Felipe empurrou a porta de casa com o ombro, o corpo ainda suado da academia e da longa conversa com Kenji. A casa estava em silêncio, apenas a luz amarelada do corredor acesa.
— Mãe?
Chamou ele, a voz rouca de cansaço e expectativa. — Dona Eulália? A senhora está em casa?
Ouviu um resmungo vindo do quarto principal. Empurrou a porta devagar. Eulália estava deitada de lado, o cabelo grisalho preso num coque frouxo, óculos na ponta do nariz, lendo um livro de romance barato. A camisola fina subia um pouco na coxa.
— O que foi, filho?
Perguntou ela, tirando os óculos e sentando na cama.
Luiz Felipe sentou na beirada do colchão, os olhos mel suplicantes, o corpo musculoso inclinado para frente, os cachos castanhos caindo na testa.
— Mãe… eu preciso de um favor. É pro carro. A entrada. Não é muito, mas eu não tenho agora. Juro que te devolvo rapidinho. Assim que eu receber o extra da campanha da loja, a Marilda prometeu.
Eulália suspirou fundo, cruzando os braços sobre o peito.
— Luiz Felipe, eu já disse que não tenho dinheiro guardado. Tá tudo apertado. Todo dia você ou seu irmão querem dinheiro para algo, eu já disse que não tenho!
Luiz Felipe fez aquela cara, a mesma de quando era criança, lábio inferior projetado, olhos baixos, ombros caídos. Eulália sentiu o coração apertar.
— Mãe… por favor. Eu tô trabalhando pra caralho. É só dessa vez.
Ela ficou em silêncio uns segundos, observando o filho. Finalmente soltou o ar devagar.
— Tá bom. Amanhã eu vejo no banco. Mas se não der, não adianta chorar, hein?
Luiz Felipe abriu um sorriso largo, os olhos brilhando. Pulou em cima da mãe e a abraçou forte, apertando o corpo dela contra o peito largo e cheiroso de perfume caro.
— Valeu, mãe! Você é a melhor! Te amo pra caralho!
Eulália riu baixinho e bagunçou os cachos dele.
— Vai dormir, seu danado.
Enquanto isso, do outro lado da cidade, na casa elegante de Marilda e Rogério, as coisas não estavam tão calmas.
Rogério, já de cueca boxer preta, andava de um lado pro outro no quarto. Olhou o relógio: quase meia-noite. Bufou, irritado, e saiu pelo corredor escuro.
— Marilda? Amor?
Encontrou a esposa no escritório, luz azulada do celular iluminando o rosto dela. Marilda estava reclinada na cadeira de couro, pernas cruzadas, a blusa de seda vermelha entreaberta deixando o sutiã de renda preta à mostra. Os dedos voavam no celular, mandando mensagens picantes pra Gurizão.
Rogério abriu a porta devagar.
— Ainda trabalhando, meu amor?
Perguntou com a voz manhosa, aproximando-se por trás.
Marilda deu um pulo na cadeira, quase derrubando o celular.
— Quer me matar de susto, Rogério?!
Gritou ela, levando a mão ao peito. O coração batia acelerado.
— Eu tô aqui concentrada na campanha da loja… tanta coisa pra organizar. Não quero deixar pra última hora.
Rogério sorriu, não acreditando muito, mas colocou as mãos grandes nos ombros dela, massageando devagar. Inclinou-se e beijou o pescoço exposto, a língua quente deslizando pela pele.
— Relaxa, linda… vem pra cama. Eu cuido de você…
Marilda se arrepiou, mas não de prazer. Empurrou as mãos dele com delicadeza, mas firme.
— Depois, amor. Só mais uns detalhes e eu vou. Vai pra cama me esperar, vai.
Rogério franziu a testa, mas não insistiu. Deu mais um beijo no ombro dela e saiu resmungando.
Assim que a porta fechou, Marilda respirou aliviada. Abriu o celular de novo e digitou rápido:
“Tô liberada. Te espero no ponto de sempre em 15 min. Quero você me comendo gostoso hoje 🔥”
Gurizão mandou emoji de fogo e berinjela enquanto apertava seu membro já em riste, com cara de safado correu para o banheiro se lavar.
Perto dali, na casa do trisal, o clima também estava tenso.
Miguel, sorridente como sempre, aproximou-se de Kenji no sofá. O japonês estava concentrado no notebook, óculos na ponta do nariz. Miguel passou a mão devagar no cabelo liso e preto dele.
Kenji tirou a mão dele com um gesto seco.
— Tô trabalhando, Miguel.
Miguel recuou, magoado, o sorriso sumindo.
— Poxa, cara… só um carinho. Ainda chateado comigo por ter te defendido? Você sabe que isso nem faz sentido, né?
Brian, deitado no outro sofá, só de short, riu baixinho e falou naquele sotaque misturado:
— Relaxa, Miguel. You exaggerating. Kenji just not in clima. It’s not the fim do mundo. But I… I’m horny as fuck.
Brian pegou a mão de Miguel e colocou direto sobre o volume duro dentro do short. Miguel sentiu o pau latejando, grosso e quente. Sorriu de novo, malicioso.
— Então vem, gringo safado…
Os dois se levantaram, trocando beijos molhados e apertões. Brian mordeu o lábio de Miguel enquanto iam pro quarto, as mãos já descendo pelo short um do outro.
Kenji ficou sozinho na sala. Levantou-se em silêncio e foi pro banheiro. Ligou o chuveiro quente. Enquanto a água escorria pelo seu corpo magro e branco, ele fechou os olhos e lembrou do beijo suave que Luiz Felipe deu na testa dele mais cedo. O toque quente daqueles lábios… o cheiro do perfume misturado com suor dele, os braços fortes o envolvendo… Kenji mordeu o lábio inferior, sentindo um calor subir, instintivamente sua mão desceu por sua barriga encontrando seu pau duro e começou a acariciá lo.
Algumas casas adiante, Gustavo estava deitado na cama mexendo do celular trocando mensagens com seu amigo Marcelo, só de short branco de algodão e uma camiseta azul royal folgada, o cabelo castanho claro bagunçado. A janela do quarto bateu de leve.
Ele se sentou rápido. Abriu a cortina e quase levou um susto quando o rosto de Luiz Felipe apareceu do outro lado.
— Ei, cuidado!
Gustavo sussurrou, rindo.
— Quer me matar?
Luiz Felipe sorriu, os olhos mel brilhando na penumbra, o corpo musculoso um pouco arrepiado com a brisa fria da noite.
— Joga suas tranças, Rapunzel… kkkk
Brincou ele, a voz baixa e safada.
— Entra logo antes que meu pai ou meu irmão escute, seu louco!
Gustavo disse abrindo toda a janela.
Luiz Felipe pulou com facilidade, o corpo atlético caindo dentro do quarto. Fechou a janela e puxou Gustavo pela cintura, colando os corpos.
— Não conseguia dormir… tava com muita saudade de você, Gusta — murmurou contra os lábios dele.
Os dois se beijaram devagar no começo, línguas se encontrando preguiçosas, depois com fome. Gustavo gemeu baixinho quando Luiz Felipe apertou sua bunda com as duas mãos grandes, puxando-o contra o volume duro que já marcava a calça.
— Tavinho… — sussurrou Luiz Felipe, mordendo o pescoço dele. — Quero você agora.
Gustavo empurrou a camiseta de Luiz Felipe pra cima, passando as mãos pelo abdômen definido, subindo até os peitos firmes. Caiu de joelhos, puxando a calça dele junto. O pau grosso e latejante de Luiz Felipe saltou pra fora, a cabeça brilhando. Gustavo lambeu devagar da base até a ponta, olhando pra cima com aqueles olhos castanhos inocentes e safados.
— Porra, Felipe… você tá tão duro, tudo isso é pra mim?
— Sempre! Só pra você e mais ninguém!
Luiz Felipe gemeu, segurando o cabelo claro de Gustavo enquanto ele chupava fundo, garganta relaxada, saliva escorrendo pelo queixo. Os sons molhados enchiam o quarto.
Não aguentou muito. Puxou Gustavo pra cima, tirou a roupa dele em segundos e o jogou na cama. Abriu as pernas dele com as mãos fortes, lambeu o buraco rosado devagar, língua girando, penetrando. Gustavo arqueou as costas, mordendo o travesseiro pra não gemer alto.
— Me fode… por favor…
Implorou Gustavo, voz trêmula.
Luiz Felipe se posicionou, cuspiu na mão, lubrificou o pau e entrou devagar, centímetro por centímetro, gemendo rouco.
— Tão apertado… tão gostoso…
Grunhiu Luiz, começando a meter fundo, ritmado, forte.
Os corpos suados batiam um contra o outro. Gustavo cravava as unhas nas costas largas de Luiz Felipe, pernas enlaçadas na cintura dele. Os dois se beijavam enquanto fodiam, línguas se enroscando, gemidos abafados.
Luiz Felipe virou Gustavo de quatro, segurou o quadril magro e meteu mais fundo, batendo fundo, a mão dando tapas leves na bunda. Gustavo empinava, pedindo mais.
— Mais forte… isso… assimmmm mete vaiiii…
Luiz tampa a boca de Gustavo com a mão abafando os gemidos do namorado.
— Indo se deitar, Eduardo se aproxima do quarto de Gustavo. Sua mão já está a centímetros da fechadura quando seu pai o interrompe.
— O que está fazendo Edu?
— Acho que ouvi um barulho… um gemido vindo do quarto do Gustavo.
— Pelo amor de Deus , Edu, vai deitar e deixa seu irmão em paz.
Eduardo segue o conselho do pai e vai para seu quarto enquanto do outro lado da porta Luiz Felipe mete ritmado, acelerado, gozando, foi quase juntos. Luiz Felipe gozou dentro, quente e grosso, enquanto Gustavo jorrava no lençol, tremendo inteiro.
Os dois caíram na cama, ofegantes. Gustavo deitou a cabeça no peito largo e suado de Luiz Felipe, traçando círculos preguiçosos com o dedo no abdômen dele. Luiz Felipe beijou o topo da cabeça dele.
— Dorme aqui comigo hoje…
Murmurou Gustavo, já quase dormindo.
— Não posso, mas vou ficar só um pouquinho, saio daqui a pouco.
Respondeu Luiz Felipe, abraçando-o forte.
E assim, enroscados, os dois dormiram, o peito musculoso de Luiz Felipe servindo de travesseiro perfeito pro corpo magro e leve de Gustavo.
Autor: Mrpr2