Capítulo 11 - ENTRE A TERNURA E A SATISFAÇÃO

Um conto erótico de NASSAU & ID@
Categoria: Heterossexual
Contém 8114 palavras
Data: 09/04/2026 14:51:48

A verdadeira sabedoria reside em agir com TERNURA diante das imperfeições do mundo, encontrando na paz de um gesto gentil a mais profunda e duradoura SATISFAÇÃO. Ou seja, na ternura que se entrega sem medida, encontra-se a satisfação mais pura e silenciosa da alma.

Principais Personagens:

Não há personagens novos. As imagens anexada através de link, estão relacionadas às cenas da história.

Continuando ...

No dia seguinte ao término do exercício de sobrevivência na selva, todos os integrantes do grupo que foi criado no intuito de trabalharem contra a invasão alemã foram convocados para uma reunião na biblioteca e foram surpreendidos, pois não era uma simples reunião, mas uma cerimônia de encerramento dos treinamentos. Esse evento era para ter acontecido no mesmo dia do retorno deles, mas teve que ser adiada porque Hamdi e York só conseguiram chegar na mansão quatro horas depois do horário limite.

Como não poderia ser diferente, esse atraso se tornou motivo das brincadeiras de Blanche e Grace que não paravam de provocar a garota dizendo que ela e o Capitão York tinham se perdido no mato e ela, com o seu jeito despachado, rebatia dizendo:

– Nada disso, nós não nos perdemos. Quer dizer, o meu capitãozinho se perdeu, mas eu não. Eu fui aquela que encontrei o que eu queria.

As três riram sem perceber que o Coronel Smith se aproximava e ouvia tudo. Quando ele limpou a garganta para anunciar sua presença, elas ficaram assustadas e se colocaram em posição de sentido como haviam sido treinadas e já prontas para receber uma reprimenda, porém, para surpresa delas, o Coronel sorriu e falou com voz normal, o que era raro:

– À vontade, senhoritas. E quanto a senhorita Hamdi. Bom, o erro foi meu em enviá-la para o treinamento na companhia do Capitão York.

Sem esperar por resposta, ele continuou a caminhar, deu três passos e parou, virando-se para elas e voltando a falar:

– Se bem que, com relação a ela, ... – apontou o dedo para Hamdi para deixar bem claro a quem se referia: – ... eu só teria certeza se mandasse ela praticar com um javali.

– Coitado do bichinho, Coronel! Ele não merece isso! – Comentou Grace de forma irônica.

O coronel e Blanche deixaram seus risos fluírem naquele ambiente descontraído e, logo Grace se junto a eles, enquanto Hamdi olhava de um para outro com uma expressão indefinida, até que ela reclamou:

– Isso, riam. Podem rir da coitada da negrinha. A palhaça da turma.

Seu comentário só fez com que os outros três rissem ainda mais.

A cerimônia de encerramento trouxe outras surpresas, como a determinação das tarefas que cada elemento daquele grupo iria desempenhar, algo que o Coronel já vinha pensando desde que eles iniciaram o treinamento. Outra decisão comunicada foi a que toda a característica militar com que eles haviam sido tratados até aquele dia deixaria de existir e que, a partir daquele momento, eles voltariam a agir como civis no dia a dia, enquanto entre eles haveria uma hierarquia que ele começou a explicar e, em meio a essa explicação, uma revelação bombástica.

Coronel informou que o comando geral do grupo ficaria a cargo de Blanche, por ser ela a idealizadora e quem estava financiando o empreendimento, mas quando se tratasse de operações, as ordens seriam dadas por Grace e até mesmo Blanche teria que se submeter a ela.

Essa definição causou espanto a todos do grupo, pois eles achavam que esse era o motivo de Charles ter acompanhado o processo, porém, Aimée foi mais além e contestou dizendo que, não sendo francesa, ninguém poderia confiar em Grace.

Com uma paciência que não tinha demonstrado até aquele dia, Smith explicou que Grace não era nenhuma novata nesse tipo de organização e fez a revelação que ninguém jamais poderia imaginar:

– A senhorita Grace já atuou como agente de campo em situações parecidas com a de uma guerra. Ela foi Agente Federal dos Estados Unidos da América, trabalhando para o FBI. Seu desligamento se deu por conta de uma tragédia pessoal, quando seu noivo, que também era agente, foi ferido e faleceu em ação. Largando tudo, ela veio para a Europa e, entre tantas pessoas para se relacionar, ela veio bater às portas juntamente de vocês ao aceitar a vaga de secretária de Pierre. Sua mudança de ideia se deve, segundo ela mesma explicou, a vários fatores, entre os principais, o de que Hitler precisa ser detido, assim como pela afeição que cultivou com todos vocês.

Uma salva de palma encheu a biblioteca junto com gritos de felicitações a Grace e muito risos, até que o Coronel gritasse mais alto do que a algazarra que dominava o local e voltou a falar:

– Como todos já sabem, o trabalho de campo, ou seja, as pessoas que vão se infiltrar em meio aos alemães serão: Blanche e Hamdi, com Grace usando uma fachada que permita que ela se junto às duas quando julgar necessário e, no caso de haver necessidade de homens ao lado delas, Charles cumprirá esse papel ou até mesmo, Michel. Tudo vai depender de se a situação exigir um homem mais jovem ou um maduro e experiente. Além disso, Michel ficará encarregado de fazer as mensagens chegarem até Pierre e Gerard. Esses dois permanecerão aqui e cuidarão para que as mensagens cheguem aos ingleses. Para isso, eles vão receber mais treinamentos, aprendendo a operar rádio e outros tipos de artefatos de comunicação. Com isso, quero parabenizar a todos pela dedicação aos treinamentos, o que tornou as tarefas do Capitão York e do Charles mais fáceis. Isso posto, declaro …

– Um momento. O que está acontecendo aqui? E eu? Quer dizer que eu passei por essa merda de treinamento e meu nome nem foi citado?

A voz de Aimée soava estridente e revelava a raiva que ela estava sentindo. O Coronel respirou fundo e se desculpou:

– Desculpe, Aimée. Não, você não foi esquecida. Foi falha minha não anunciar qual será o seu papel. Você também permanecerá aqui em Tarnos, mas não se envolverá no transporte de mensagens. Em vez disso, ficará encarregada de operar e cuidar de toda a aparelhagem de comunicação. Em suma, pretendemos fazer de você uma perita em operação e manutenção de aparelhos de comunicação.

– Nem fodendo que eu vou ficar aqui enquanto essas vadias vão se divertir em Paris.

– Nesse caso, devo te comunicar que o Governo Inglês, em retribuição aos trabalhos prestados por você nesses últimos meses, se prontifica em oferecer transporte para qualquer país fora da Europa e do norte da África que a senhorita quiser fixar residência.

– Eu não vou a lugar nenhum. Eu sou francesa e não vou obedecer a ordens de malditos ingleses e nem dessas putas que nada mais fazem do que fornicar. O Senhor sabia, Coronel, que a noite elas se juntam no quarto de uma delas e ficam lambendo as bucetas uma das outras …

– Aimée, pare …

– Não venha falar comigo, papai. Você é só mais um deles. O amante de um homem não tem o direito de falar assim com ninguém. – E olhando para Hamdi, continuou: – Essa negra vadia, por exemplo, não se limita a foder com suas amigas safadas, mas vive fornicando com o Capitão e sei lá com quem mais.

– PODE PARAR! PARE AGORA PORQUE VOCÊ NÃO TEM MORAL PARA FALAR DE NINGUÉM AQUI.

Todos olharam assustados para Blanche que, sempre tão gentil com todos, nunca tinha gritado com ninguém daquela forma. Além disso, exibia uma expressão desafiadora que só Hamdi tinha tido a oportunidade de ver quando fugiam da Alemanha.

– NÃO GRITE COMIGO, SUA VADIA! SUA ENJEITADA!

A reação de Aimée, mesmo partindo dela que vivia implicando com todo mundo, deixou a todos grudados no chão, pois apesar de estar sempre menosprezando Blanche, jamais teve a coragem de desafiá-la daquela forma. Diante do silêncio que se fez, ela se animou e continuou:

– VOCÊ NÃO PASSA DE UMA JUDIA DE MERDA! UMA PENA VOCÊ NÃO TER MORRIDO JUNTO COM SUA MÃE, POIS ERA ISSO QUE VOCÊ ME …

O barulho da bofetada que acertou precisamente a face de Aimée soou na biblioteca como o estalar de um disparo de arma de fogo. Mas o silêncio que se fez com Aimée tendo parado de falar e encarar sua oponente logo se quebrou com Blanche voltando a falar:

(IMAGEM: https://postimg.cc/hQzHTrtG)

– Sua degenerada! Como você tem a coragem de falar da minha mãe? Nós já aturamos muito esse seu jeito de rainha, mas agora você ultrapassou todos os limites. Quem você pensa que é para falar assim comigo? Quem é você para implicar com a Hamdi e com quem ela fode se você faz a mesma coisa ou pior. Alguma vez alguém aqui te recriminou por ter ido foder com o cuidador de porcos, com o cavalariço e sei lá com quem mais? Alguma vez alguém falou alguma coisa de você por voltar seminua e com o corpo coberto de lama por foder no chiqueiro? Você não passa de uma hipócrita. Hipócrita e nojenta ainda por cima.

Com a face vermelha, a esquerda mais do que a direita, pois foi essa que a bofetada de Blanche atingiu, Aimée olhou para todos à sua volta com o terror dominando seu rosto. Viu seu pai fazer menção de se aproximar dela e ser impedido por Pierre, os ingleses, Charles e Grace tentando mostrar calma, Michel com um misto de surpresa e decepção e Blanche com o olhar de fúria a fuzilando.

Mas o que mais a atingiu foi o olhar de Hamdi. A jovem africana olhava para ela como quem estivesse pronta a confortá-la e deixava transparecer toda a sua compaixão. Não conseguindo suportar mais nada, ela se virou e saiu correndo enquanto gritava:

– Vou fazer com que cada um de vocês pague por isso. Ainda hei de ver todos vocês chorando. – Parando de falar, ela se virou para Michel e falou com voz autoritária: – O que você está fazendo aí parado, seu idiota! Anda, vamos embora daqui!

– Eu não vou …

– Ah! Vai sim. Quem vai cuidar de você aqui, seu merdinha? Essas duas putas só abriram as pernas para você porque queriam se divertir. Pare de se iludir. A única pessoa aqui que se preocupa realmente com você sou eu.

Indeciso, entre o amor que sentia por Blanche e a devoção pela irmã, o rapaz olhou para ela e depois abaixou a cabeça. A luta interna que se travava em seu íntimo era visível e no final, ele tomou coragem e falou:

– Não se trata disso, Aimée. Pode ser verdade que você tem cuidado de mim desde que nossa mãe morreu. Mas eu não posso viver eternamente sob a sua sombra. Eu vou ficar aqui mesmo.

– VEM COMIGO SEU IMBECIL! ANDA LOGO!

– Desculpe minha irmã. Mas não vou a lugar nenhum. E acho que você também devia ficar aqui.

– Seu ingrato! Tudo o que já passei por você e agora faz isso! Seu traidor!

Sem dizer mais nada, ela se dirigiu a saída e logo começou a correr, se afastando da mansão. Quando se recuperou da surpresa pela reação da loira, Blanche perguntou para Smith com uma voz contida:

– Coronel, ela está fugindo e com certeza vai procurar os alemães. Faça alguma coisa, por favor!

– Acalme-se, Blanche. Ela não vai a lugar nenhum.

– E é exatamente isso que me assusta. – Falou Hamdi e, ao notar que todos olhavam para ela, explicou: – Uma pessoa desesperada como ela está acabará fazendo algo muito errado. Tão errado que, quando não tiver ninguém por perto para ela prejudicar, acabará prejudicando a si mesma. Se vocês querem ficar aí esperando pelo desfecho dessa história, que fiquem. Eu vou atrás dela.

Dizendo isso, Hamdi saiu andando na mesma direção de Aimée e o Smith se limitou a fazer um gesto com a cabeça para York que, sem dizer nada, foi atrás dela. A seguir, o Coronel falou se dirigindo a Charles:

– Se encarregue disso, Coronel!

Todos se olharam surpresos, não só pelo fato daquela ser uma informação nova, mas principalmente porque, ao receber a ordem, Charles foi até a escrivaninha, abriu a última gaveta e começou a manipular um aparelho que todos perceberam ser um radioamador e começou a passar ordens, só parando para ouvir Smith que falava usando um tom de voz que era mais o de um pedido do que o de uma ordem:

– E, por favor, Charles. Diga a eles que a tragam de volta ilesa. Não quero que toquem em um fio de cabelo dela.

Quinze minutos depois, Hamdi voltou sendo conduzida por York e em sua face a expressão de calma indicava que ela estava sabendo de alguma coisa que nenhum dos outros tinha conhecimento. Mas isso logo mudaria.

A reunião praticamente deixou de existir e as conversas paralelas versavam sobre pedidos de detalhes sobre a conduta de Aimée com os homens mais humildes que trabalhavam na mansão enquanto posava de madame ou da mudança que notaram na forma que Smith e Charles se tratavam, o que se explicava por eles possuírem, ambos, a mesma patente. Aquela insólita situação parecia que não ia ter fim, quando o barulho de motores de veículos foi ouvido e logo três jipes apareceram na estrada que dava acesso à mansão.

Quando estacionaram defronte a casa, do primeiro desceram dois homens armados e tomaram posição de vigilância e do segundo desceu um homem puxando o braço de Aimée que o seguiu sem reclamar. O terceiro parou mais longe da casa e seus ocupantes adotaram a mesma atitude daqueles que estavam no primeiro veículo.

Quando o homem deixou Aimée plantada no centro da biblioteca e já ia se retirando sem dirigir a palavra a ninguém, Charles falou se dirigindo a ele:

– Capitão Dolson, deixe esses homens que vieram com você, volte ao acampamento e traga todos para cá. O sigilo não precisa mais ser observado.

– Sim Coronel. – Disse o homem sem olhar para trás, sem observar o ritual militar e, agindo como normalmente faz qualquer militar que trabalha disfarçado, ele não prestou continência e falou enquanto caminhava, algo impensável na hierarquia das forças armadas.

Meia hora depois, Charles estava apresentando doze homens aos habitantes da mansão e depois passou a explicar.

Primeiro revelou que ele era Coronel do exército francês que fugiu da França quando esta se rendeu aos alemães e que estava ligado ao General De Gaulle. Smith teve que se intrometer para dizer que Charles e Jean Moulin eram os homens mais próximos do “General” e que ele estava ali para acompanhar todo o treinamento e ajudar a formar um serviço de informação francês que não estivesse subordinado a nenhuma outra unidade militar ou administrativa, respondendo diretamente a De Gaulle.

As explicações de Charles esclareceram muitas dúvidas que todos tiveram durante o treinamento. Vários daqueles doze homens já eram conhecidos deles, pois foram vistos entregando víveres, artigos básicos e jornais na mansão, além de leite e pão todas as manhãs. Quatro deles tinham sido os motoristas dos jipes que os levaram para o exercício de sobrevivência na selva e eles seriam, no futuro, o braço armado da organização que eles criaram, sob o comando de Charles.

Quando Pierre comentou que achava estranho Charles ter uma patente tão alta enquanto era tão novo, o Coronel Smith se ofereceu para explicar e falou, se dirigindo a todos:

– O Pierre está certo, não é comum encontrar um Coronel com essa idade nas forças armadas de nenhum país. Mas, se isso não é normal, vocês devem se lembrar que o período que vivemos hoje também não tem nada de normal. O início de uma guerra, principalmente nas proporções que essa começou, provoca uma mobilização gigantesca, quem não fez isso foi engolido pela Alemanha. Vocês viram o que aconteceu com a Dinamarca, Bélgica, Luxemburgo e até a própria França. A Noruega também não se preparou para se defender e mesmo assim foi o país que resistiu por mais tempo, porém, isso se deve mais à valentia de seu povo do que a estratégias de guerra ...

E continuou:

– ... no caso de Charles, a situação não foi diferente. A França se rendeu e ganhou como prêmio uma parte de seu território que recebeu o nome de “França de Vichy”, porque essa foi a cidade escolhida para ser sua capital. Mas não é assim que os verdadeiros franceses se referem a ela. O que eles dizem é que aquela é a “França da Vergonha”. Entretanto, ainda existem franceses patriotas que não concordaram com a decisão do General Pétain e entre eles está o General Charles De Gaulle que se refugiou na Inglaterra e lá fundou outro País. Outra França, que ele denominou de “França Livre”. E é aí que eu queria chegar ...

E completou:

– ... criar um País começando do zero é muito difícil. Para poder ser respeitado, esse país precisa ter dirigentes astutos, trabalhadores e incansáveis. Também precisa de um exército e não é possível encontrar, entre seu povo, tantos homens dispostos a cooperar e que já atuaram como militares, principalmente nos cargos mais altos e, nesse caso, o “General” teve que recorrer às pessoas que gozavam da confiança dele e, entre esses, Charles é uma pessoa que se destaca. Mas não pensem que a sua idade e o curto tempo que ele tem atuado como militar não o credencie para a patente que ele usa. Não cometam esse erro, pois outros já cometeram e depois se arrependeram disso. Charles tem tudo o que um verdadeiro comandante precisa ter. É inteligente, valente, enfrenta seus problemas de frente…

Naquele ponto, aquilo já tinha se transformado em um discurso. Smith fez uma pausa e, olhando para Blanche, comentou com um leve sorriso:

– Bom! Quero dizer que quase todos, pois tem problemas que estão acima da nossa capacidade de enfrentar, ou de pelo menos lidar com eles.

– Aí, Blanche! Não te falei? – Uma voz baixa, mas não o suficiente para que os demais ouvissem, falou assim que o Coronel Smith parou para respirar.

– Senhorita Hamdi, fique calada. Por acaso vai ser preciso reiniciar todo o treinamento com a senhorita? Que coisa mais irritante?

– DESCULPE CORONEL, SENHOR!

– E eu já disse que as formalidades militares não são mais necessárias. Agora, por favor, fique de boca fechada, sim?

Hamdi provocou sorrisos em cada um dos presentes, até mesmo em Smith, quando cobriu a boca com uma das mãos enquanto concordava com a cabeça. Em seguida ele continuou:

– Como eu ia dizendo, em minha longa carreira militar, vi poucos homens tão preparados para assumir o comando de qualquer unidade como o Charles, o mais novo Coronel das Forças Armadas da França Livre.

Dizendo isso, Smith se colocou em posição de sentido e demonstrou seu respeito pelo francês prestando continência, o que é uma bela homenagem, pois sendo mais novo e inferior, em termos de tempo em comando, esse cumprimento deveria ter partido de Charles que, emocionado, respondeu ao gesto de seu colega inglês.

Para Blanche, aquilo tudo era muito bonito. Ela até ficou ruborizada ao ser apontada pelo Coronel Smith como sendo a origem dos problemas de Charles, porém, havia algo a incomodando e ela se sentia enganada por achar que a presença daquele homem ali era uma manipulação. Nervosa, se afastou de todos até que ele se aproximou dela, que foi brusca com ele, o que provocou uma leve discussão, com ela o acusando de ser um espião e que não o queria ali. A discussão ficou mais acirrada e quando o coronel francês viu que não tinha mais argumentos, falou:

– Tudo bem. Já que hoje foi os dias das revelações, eu tenho algo para te dizer. – E antes que Blanche pudesse perguntar do que se tratava, ele disparou: – Marquesa Blanche Leblanc. A senhorita aceita se casar comigo? – Falou ele achando que ia surpreender a todos, mas logo viu que a única que não encarou aquele pedido como algo normal foi ela.

O coração de Blanche ficou acelerado e um caleidoscópio de emoções a deixava incapaz de responder. Em sua mente, desfilava o carinho que que sentia por aquele homem, o cuidado que ele teve para com ela durante todo o tempo de treinamento, a lembrança do prazer que sentiu com ele em suas transas na floresta e a sensação de estar amparada quando não estavam transando. Por outro lado, a angústia de saber que não podia aceitar aquele pedido porque sua missão, em breve, a obrigaria a se relacionar com outros homens e sabia que isso causaria sofrimento a ele, fez com que respondesse, tentando ganhar tempo:

– Charles… Isso foi tão inesperado que eu nem sei o que dizer.

– Não precisa responder agora, minha querida. Eu entendo. Saiba que esperarei por sua resposta.

Depois desses acontecimentos inesperados, o comportamento de todos ficou estranho, pois se recusaram a comentar sobre o assunto. Diante do ambiente desconfortável, ainda tinham a visão de Gerard, Aimée e Michel conversando em um canto isolado da biblioteca.

Naquela noite, o ponto alto foi o que aconteceu no quarto de Blanche, quando elas se reuniram no horário em que deveriam ir dormir e ficaram conversando. O primeiro assunto foi o de Hamdi contando sobre como foi seu “passeio” na floresta em companhia do seu “capitãozinho” e foi hilário quando ficou claro que quando ela usava aquele termo, nunca estava se referindo ao York, mas sim ao pau dele.

Ela contou que ficaram três dias acampados nas margens de um rio e a única atividade que tiveram além de pescar foi o sexo. Ela confessou que estava com a xoxota ardida de tanto encarar o “capitãozinho” de York que, segundo ela, esse diminutivo era apenas para expressar carinho, pois de “inho” ele não tinha nada. O ápice de sua narrativa foram os artifícios que teve que usar quando York quis foder o seu cuzinho, e terminou sua narrativa dizendo:

– Se o meu capitãozinho não fosse tão grande, eu já tinha dado o cu pra ele faz tempo.

– Coitado, Hamdi. Ele cuida tão bem de você que já está merecendo! – Disse Grace.

– Coitado é? Então vai lá e dá pra ele. Quero ver depois você dizer quem é o coitado. – E depois de uma explosão de risos, ela confessou um pouco tímida: – Mas eu sei que mais cedo ou mais tarde vou ter que encarar aquele monstro no meu rabinho. Muitas vezes até fico com vontade, sabe!

Depois foi a vez de Grace contar suas aventuras com o Michel, dizendo que no primeiro dia judiou muito dele, mas ao pararem durante a noite, ficaram conversando e ela não aguentou ouvir o garoto ficar falando de Blanche e, imitando a voz do rapaz, falou:

– É Blanche isso, Blanche aquilo. A Blanche gosta assim, não gosta desse jeito. Puta que o pariu viu. Teve uma hora que eu tive que me apalpar para ver se no meio das minhas pernas não tinha um pau. Parece até que, para aquele rapaz, só existe a Blanche de mulher no mundo.

– Agora sou eu que digo. Coitado dele, Grace! Ele não tem culpa de se apaixonar pela Blanche!

– Também não é tão coitado assim não, Hamdi. Eu logo o fiz perceber que dá para encontrar consolo em vez de ficar se lamentando!

– E ele encontrou? – Quis saber Hamdi.

– Nossa! E como! Olha, eu tenho que concordar que vocês duas fizeram um bom trabalho com aquele menino. Isso sem falar que ele foi favorecido pela natureza. Acho até que, com mais alguns treinos, o Michel vai se tornar o grande fodedor da França, a de Vichy, a França Livre e qualquer outra que inventarem.

– Deixe de ser devassa, Grace! – Reclamou Blanche sem conseguir disfarçar o sorriso que nascera em seus lábios e nem a expressão de interesse.

– Não liga para ela, não. – Reclamou Hamdi já emendando: – Em vez disso, conte tudo. Eu quero saber até dos mínimos detalhes.

– HAMDI! Você não presta mesmo, não é? – Protestou Blanche.

– Olha só quem está falando. Até parece que a santinha ficou esses últimos três dias rezando! Anda, Grace. Conta logo. Não liga para a Blanche, não, que ela também está se coçando para saber de tudo o que aconteceu.

Sem dar atenção às discussões das duas jovens que viviam cutucando uma a outra, Grace contou o que tinha acontecido.

Depois de passar o primeiro dia tentando não explodir com o Michel por causa da veneração que ele dedicava à Blanche, Grace disse que resolveu tomar uma atitude e agiu ao entardecer do segundo dia. E a primeira coisa que fez foi encerrar mais cedo as atividades. Eles estavam às margens de um rio de águas límpidas e ela alegou que seria melhor pernoitarem ali, pois corriam o risco de não encontrar água tão boa como aquela se seguissem adiante. Michel obedeceu sem fazer nenhum comentário.

Eles tinham caçado um porco do mato no dia anterior cujos restos eram transportados pelo rapaz que, assim que foi informado de que permaneceriam ali, começou a juntar lenha para fazer uma fogueira, enquanto Grace, que resolvera ficar só observando, estava sentada com as costas apoiada em uma árvore, porém, quando ele abriu a boca pela primeira vez falando alguma coisa que ela já sabia que no final era apenas uma introdução para dizer o quanto Blanche era maravilhosa ...

– Viu só, Blan! Você é uma destruidora de corações.

– Cale a boca, Hamdi! Vai Grace, não liga para essa peste e continua sua história.

– Está vendo só, Grace? Ela está doida para ouvir a história toda.

– Cale a boca de uma vez sua empata ...

– Melhor as duas calarem a boca. Fiquem quietas senão eu vou para o meu quarto e vocês vão ter que adivinhar o que aconteceu lá no mato.

Ao ver que tinha sido obedecida, Grace continuou relatando sua reação diante da incapacidade do Michel de falar de alguma coisa cujo assunto não se voltasse para Blanche. Irritada, ficou pensando em debochar dele, mas logo resolveu agir diferente e disse:

– Essa água deve estar uma delícia e estou morrendo de calor. Vou me refrescar um pouco.

Michel não estranhou o fato de Grace reclamar de calor, pois o dia estava acabando e a temperatura estava amena e a tendência era que, durante a noite, ficaria mais fria. Sem olhar para ele, ela se colocou em pé e se livrou da camisa e do sutiã, deixando seus seios fartos e convidativos à vista do rapaz que, de repente, parou de falar. Sem olhar para ele, a mulher foi até a margem e, se colocando de joelhos, começo a jogar água no seu corpo usando as mãos até que olhou para trás e viu Michel plantado diante dela com os gravetos que conseguiu para fazer uma fogueira e, com voz maliciosa, falou:

(IMAGEM: 11 02 https://postimg.cc/PLXxjj0N)

– O que você está olhando? Aqui não tem nada que a Blanche não tenha.

O rapaz engoliu em seco e disfarçou voltando a se dedicar na preparação da fogueira, obrigando Grace a radicalizar. Ficando em pé, ela falou com um grande esforço para não rir dele:

– Que água deliciosa, Michel! Desculpe, mas eu não posso ficar sem aproveitar essa delícia.

Enquanto falava, ela desafivelava o cinto e abria os botões da calça comprida que foi abaixada até a altura dos joelhos. Em seguida, ela sentou-se no chão para se livrar da botina militar que usava e depois se livrou da calça e da calcinha. Quando se levantou, estava completamente nua e fez questão de fazer um giro completo para que todo o seu corpo fosse visto pelo jovem que olhava para ela com a boca aberta e com saliva escorrendo pelos cantos dos lábios. Sem dizer nada, ela deu um gracioso salto e foi engolida pela água, sem que isso prejudicasse a paisagem que ele admirava, pois a água era clara e seu corpo nu deslizando abaixo da superfície era visível para ele.

(IMAGEM: 11 03 https://postimg.cc/HcKsX7nB)

Quando submergiu, ela ficou só com a cabeça para fora e gritou para ele:

– Isso está uma delícia, menino! Por que você não se junta a mim?

– Eu ... po ... posso?

– Você deve. Aliás, considere isso uma ordem. Senão estiver aqui dentro de trinta segundos, vou te avaliar como incapaz de “sobreviver na selva”.

As últimas palavras foram pronunciadas de uma forma que não deixava nenhuma dúvida sobre as intenções dela que, logo a seguir teve que gritar:

– DE ROUPA NÃO, SEU BOBO!

Michel, que já andava a passos largos em direção ao rio, estacou de repente e perguntou:

– Você está dizendo que eu ... eu ...

– Sim, Michel! Haja paciência, viu. Anda logo, garoto. Tire toda essa roupa.

Michel agiu tão rápido que quando ela estava falando isso, ele já tinha se livrado da camisa, calça e sapatos e já se preparava para entrar na água. Então ela avisou:

– Se você entrar na água usando uma única peça de roupa, ela vai ficar molhada e você pode até ficar doente depois. Isso, em se tratando de sobrevivência, é uma falha grave. Mas, você é quem sabe.

Finalmente Michel, em sua inocência, percebeu quais os reais interesses de Grace e se livrou da cueca, se jogando na água e se deslocando sob ela, submergiu apenas quando estava ao lado da mulher. Ela, sorrindo, disse para ele:

– Nossa, menino! Agora eu sei por que achei que você estava armado ontem à noite.

Michel, ruborizado, baixou o rosto olhando para as águas e ela riu dele e depois provocou:

– Agora que eu vi o tamanho do seu “trabuco”, me mostre que você é bom em usá-lo.

Dizendo isso, Grace se abraçou a ele e levantou as pernas as encaixando na cintura dele, começando a mexer o quadril em círculos tentando fazer com que aquele enorme cacete tomasse posse daquilo que lhe era ofertado, porém, depois de três tentativas, ele conseguiu uma penetração que não foi adiante, pois ela reclamou de dor e recusou.

(IMAGEM: 11 04 https://postimg.cc/PLVtn8m0)

– Não fique triste por causa disso. A água prejudica a lubrificação de nós mulheres temos quando ficamos excitadas. Me leve para a margem.

Obediente, Michel andou até a margem e depositou com delicadeza o corpo dela na grama curta que havia no local, deitando-se sobre ela e aceitando a oferta que ela fazia aproximando sua boca da dele, iniciando um beijo que começou com carinho e foi se intensificando até se tornar selvagem. Como se para provar que estava certa, embora de forma involuntária, a buceta de Grace começo a escorrer o suco de seu desejo e ele foi se ajeitando sobre ela e, diante da indecisão do jovem, se encarregou de segurar aquele feixe de músculos no lugar exato para que ele invadisse sua intimidade que ansiava em se entregar àquele momento de luxúria e prazer.

A surpresa de Grace foi quando ela gozou antes dele, porém, não parou e continuou movimentando seu quadril em círculo, fazendo com que o pau de Michel chegasse ao limite de ficar livre da maravilhosa maciez que o prendia e depois se aprofundava novamente e não demorou para que ele, gritando palavras incompreensíveis, disparasse jatos e mais jatos de porra no seu útero.

A intensidade do prazer foi tão grande que o jovem, depois de gozar, ficou vários minutos inerte, com o seu corpo cobrindo o da mulher que tinha uma única reação: os músculos internos de sua buceta se contraíam prendendo o pau que ia amolecendo dentro dela e depois soltava apenas para poder repetir o ato e prendê-lo de novo. Aquela prática estava tão prazerosa que o corpo dela não reclamava por estar sendo esmagado no chão pelo peso dele.

Quando Michel rolou para o lado saindo de cima dela, Grace não lhe deu tréguas e, ficando de cócoras ao lado do corpo dele, começou a lamber o pau que reagia com leves espasmos no princípio, mas logo se entregou àquela boca experiente e ficou completamente duro para ser lambido e sugado, enquanto as mãos dela percorriam, com carinho, o que ela não conseguia pôr na boca ou então o saco, quando ousava engolir seu pau inteiro.

A reação de empurrá-la pelos ombros quando sentiu que ia gozar foi totalmente ignorada pela mulher que, em vez de se afastar, movimentou sua cabeça com mais velocidade, fazendo com que aquilo que começou como um simples boquete, passasse a ser uma verdadeira foda, onde o alvo perfurado era sua boca gulosa. Perdendo o controle, os jatos de porra foram disparados e saboreados com a experiência que ela tinha adquirido ao longo de sua vida.

Descansaram e depois voltaram a se atirar no rio para se refrescar do calor que a atividade tão intensa provocou no corpo dos dois. Em seguida, com a ajuda de uma Grace ainda nua, Michel que usava apenas a cueca acendeu a fogueira e assaram parte da carne que restara da caça do dia anterior e se alimentaram.

Ainda naquela noite, depois de se alimentar, a mulher orientou ao seu parceiro que improvisasse uma cama com folhas e ambos se deitaram juntos, com ela logo se insinuando de uma forma que eles ficassem na posição de conchinha, com ele atrás dela que sentia o pau já duro dele forçar passagem entre suas pernas. O tempo que aquele contato demorou para acender o desejo de Grace foi menor do que aquele que foi gasto para fazerem a fogueira arder e ela provocou dizendo:

– Se eu fizer uma coisa que aposto que a Blanche nunca fez com você, você me promete que durante o resto desse exercício, não vai mais falar o nome dela?

– Não ... Sim ... Quero dizer ... eu ...

– Porra, Michel! Você quer ou não quer fazer algo que nunca fez antes?

– Sim ... Eu quero ...

– Então chega mais para cima.

Ao ver o rapaz cumprir sua ordem, Grace levantou uma das suas pernas e esfregou o pau dele em sua buceta, chegando até permitir ser penetrada, porém, por pouco tempo e então avisou:

– Isso foi só para deixar seu pau bem molhado. Agora, quando eu mandar, você faz força. Só te peço para ir com calma porque dói muito.

Dizendo isso, ela colocou a cabeça do pau dele na entrada de seu cuzinho e forçou sua bunda para trás, ao mesmo tempo que ele forçava o quadril para frente e isso fez com que mais da metade do pau dele invadisse o cuzinho de Grace que gritou de dor:

– Ai, ai, ai, seu puto! Eu disse devagar, porra.

– Mas eu fiz devagar, foi você que ... Espere, vou tirar.

– Se você tirar eu te mato. Fique um pouco parado e deixe que eu faça o trabalho. Você vai saber como agir quando chegar a hora.

Eles ficaram imóveis por mais de dois minutos até que o rapaz sentiu que seu pau era pressionado e em seguida solto, da mesma forma que aconteceu antes, quando estava na buceta de Grace, o que exigiu dele um esforço sobre humano para ficar parado, mas quando sentiu a bunda dela começar a se movimentar para frente e para trás, perdeu completamente a razão e começou a foder o cuzinho da mulher como se não existisse um amanhã.

Por outro lado, Grace se sentia tão realizada com aquela invasão que foi dando um jeito de ficar deitada de bruços com ele deitado sobre ela e depois ergueu o quadril se apoiando nos joelhos, deixando assim que a exposição de sua bunda sendo fodida ficasse à mostra.

Mostrando que era um jovem que aprendia as coisas com facilidade, Michel se apoiou também em seus joelhos, segurou a cintura dela com as duas mãos e auxiliou no movimento que ela fazia e proporcionava prazer aos dois, pois a mulher gemia alto enquanto aquele pau de tamanho nada normal quase saia de sua bundinha e depois avançava novamente a levando ao delírio. Dessa vez ele gozou dentro dela que, sentindo os jatos inundando o fundo de seu cu, gozou junto com ele.

Nesse ponto, Grace parou sua narrativa e Hamdi vibrou:

– Ah não! Você jura que o Michel fodeu o seu cuzinho?

– E muito bem fodido. No outro dia nós permanecemos no mesmo lugar e fodemos praticamente o dia todo, só parando quando chegou a hora de virmos embora.

– Então conta mais. – Pediu Hamdi.

– Não tem muito para contar, querida. A gente fodeu e a única coisa diferente é que experimentamos outras posições. Mas posso te garantir que, em todas as vezes que transamos, eu gozei muito.

– Sua desencaminhadora de jovens! – Provocou Hamdi.

– Nem vem, Hamdi. Eu não fiz nada que você e a Blanche já não tinham feito.

– Fez sim. Você deu o cuzinho para o Michel e eu e a Hamdi nunca fizemos isso. – Falou Blanche.

– Até você, Blanche? Pelo amor de Deus, já não chega ter que aturar a Hamdi agora vem você me atazanar também? Chega né!

E as três começaram a rir.

– Olha só! Quem diria que a senhora Grace, a comandante das operações, ia se aproveitar do Michel! – Brincou Hamdi depois que pararam de rir.

– Pois é. Eu não me aproveitei, Hamdi, só fiquei irritada com aquela idolatria por Blanche. Tão irritada que tive que tomar uma atitude.

– É, você está certa. Tem hora que eu também me irrito por causa disso. – Comentou Hamdi.

– Pois é. É isso mesmo. O bom foi que nessa minha raiva, descobri que ele não é de se jogar fora. Tem um pau maravilhoso e fode muito bem. Acho que vocês fizeram um bom trabalho naquele garoto.

– Eu não! Quem fez isso foi a Blanche? – Falou Hamdi em tom provocador.

– Eu? Quem foi a primeira a pegar o coitado? Quem foi que o enganou e tirou a virgindade dele? Foi você, querida. – Rebateu Blanche.

– Ah! Mas eu só fiz isso porque você estava com frescura e eu fiquei com pena dele. – Justificou Hamdi

– Jamais permita que ele ouça você dizendo que transou com ele por piedade, Hamdi. Isso deixa qualquer homem arrasado. – Pediu Grace.

– Pode deixar. Agora, mudando de assunto, conta aí Blanche. Como foi o seu passeio na floresta?

– Não foi passeio nenhum. – Reclamou Blanche.

– Foi sim, Hamdi. – Interveio Grace – Eu cheguei antes deles e vi. Você não vai acreditar, mas a Blanche chegou aqui carregada. Ela estava toda faceira enganchada nas costas do Charles.

Blanche ficou vermelha e abaixou a cabeça, falando com voz tímida:

– Ah! Eu só estava cansadinha.

– Cansadinha do que? – Perguntou Grace.

– Cansadinha de levar pau na bucetinha! – Completou Hamdi respondendo à pergunta que foi feita à sua amiga.

Depois de reclamar de Hamdi, ela fez um resumo do que se passara entre ela e Charles, mas a conversa logo foi parar no pedido de casamento que o homem fizera na frente de todos. Começou de forma cômica, mas logo Blanche se abriu para suas amigas. Ela revelou que antes estava indecisa, pois nunca fora tratada como foi por Charles e fez um resumo de todos os homens da sua vida:

– Com o Kurt foi a minha primeira vez e no início era bom. Depois foi ficando meio automático e ele parecia não se importar comigo e só com o prazer dele. Com o Michel foi diferente por causa daquele jeito inocente dele. Isso sem falar que a Grace está certa. Ele age como se eu fosse a última mulher do mundo. Depois foi o Antonio e eu posso dizer que ele foi o primeiro homem experiente com quem transei e até acontecer com o Charles, eu achava que tinha sido maravilhoso, pois aquele italiano foi muito criativo e sabe alternar bem os momentos de tesão com outros de descontração. Mas com o Charles, foi muito melhor. Tudo o que o Antonio fez de uma forma estudada, com ele acontecia naturalmente. Eu nunca me senti tão mulher assim.

– Hummm! Acho que estou ouvindo o som da marcha nupcial! – Brinco Hamdi.

– Para com isso. Não posso aceitar. Como ele vai ficar quando eu, casada com ele, for me encontrar com algum alemão?

– Muito mal! – Falou Grace e explicou: – Mas você tem que se lembrar que ele vai se sentir mal de qualquer jeito. Um homem como o Charles não vai sofrer porque você sendo casada com ele, vai ter relações com outros homens. Ele vai sofrer porque gosta de você. O que quero dizer é que o mal já está feito. Casando-se ou não com ele, não tem como você evitar esse sofrimento.

– E, se casando com ele, pelo menos você pode dar a ele o que ele quer, o que não deixa de ser um prêmio de consolação.

– Hamdi! Pare de falar besteira.

– Dessa vez sou obrigada a concordar com a Hamdi. Ela está certa. Tenho certeza de que ele vai gostar de receber essa recompensa entre um sofrimento e outro.

– Sabe o quê? Ouvindo vocês falando isso, eu fico até pensando em aceitar?

– Aceita logo, Blanche! Eu sei que você está doida para correr para a cama dele?

– HAMDI!

– Isso me dá uma ideia. – Cortou Grace. – Por que você não faz isso? Faça essa surpresa e vai lá no quarto dele. É logo ali.

– Não sei. Vocês não acham que vou ser invasiva?

– Aí, Blanche, pelo amor de Deus! Você não vai ser invasiva, mas sim invadida, que é o que você está querendo. – Disse, Hamdi.

– Você só fala merda, não é? – Falou Blanche fingindo estar zangada.

– Não. Quando eu falo merda, eu falo em alemão. Agora estou falando em francês, o que quer dizer que é sério. Vai logo lá. Não é justo duas pessoas ficarem se ardendo de desejo, os dois querendo, e ficarem sem fazer nada só porque uma delas fica com frescura.

– Aí. Não sei! Será que eu devo? – Perguntou Blanche olhando para Grace.

– Se você está me consultando, a única coisa que eu posso te dizer é que você deve fazer o que tiver vontade. Se é isso que você quer, por que não?

– Hummm! Não sei!

– Vai logo, Blanche. Espere aí. Eu tenho uma ideia. Onde está aquela sua camisola branca.

– Está no meu armário, por quê?

– Sente-se aqui, vamos dar uma melhorada no seu cabelo. – Ordenou Grace, entendendo o objetivo da amiga somali.

Com a ajuda de um véu comum, uma flor e uma presilha de cabelo, a americana fez algo que ficou parecendo um véu de noiva. Curto, mas de noiva.

Enquanto Grace cuidava do cabelo de Blanche, Hamdi foi até o armário e voltou com a camisola na mão e se aproximando de Blanche, entregou para ela insistindo para que ela vestisse. A jovem não resistiu às insistências da amiga e obedeceu. Depois ficou em pé sobre a cama, como se estivesse pedindo a opinião das outras duas.

(IMAGEM: 11 05 https://postimg.cc/d7fKxcYB)

Hamdi nem chegou a responder à pergunta de Blanche. Achando que a camisola que a francesa estava vestindo era muito comportada, voltou ao armário e pegou outra mais ousada. A princípio Blanche não queria trocar, mas a insistência da amiga somali venceu. Com a nova peça, Grace foi a primeira a opinar:

– A camisola está bonita, mas esse sutiã está estragando o visual.

– É verdade, Blanche. Tire o sutiã! – Ordenou Hamdi e foi obedecida.

Depois que julgaram que ela estava pronta, foram as três, até a porta do quarto de Charles. Hamdi porque queria garantir que ela não desistiria na última hora e a Grace por ter entrado na onda da morena. Mas, quando chegaram na frente da porta, antes de bater, a garota africana resolveu incrementar e falou:

– Espere um pouco. Ainda não está bom.

Dizendo isso, ela se ajoelhou no chão, suspendeu a camisola e começou a tirar a calcinha de Blanche. Entretanto essa não deixou que a peça fosse tirada. A virtual noiva reclamou:

– Hamdi. Não faça isso.

– Psiu … fique calada.

– Eu prefiro ficar com a calcinha. Você não entendeu? – Retrucou Blanche colocando a mão e impedindo a retirada da peça íntima.

– Por que você quer ficar com a calcinha? Você vai estragar a surpresa. – Perguntou Grace.

– É que eu prefiro quando o Charles tira a minha calcinha. – Respondeu a francesa piscando o olho para a amiga.

– Olha só! Quem é a safada agora? – Perguntou Hamdi, que junto com Grace faziam um esforço enorme para conter o riso.

Dizendo isso, ela se colocou em pé e, surpreendendo a todos, deu três toques com os nós dos dedos na porta e imediatamente ouviram barulhos de alguém se movendo dentro do quarto. Hamdi e Grace saíram apressadas e deixaram a jovem mulher plantada na frente da porta.

A cena que se apresentou a Charles quando abriu a porta foi algo que ele sempre se lembrara como sendo o momento mais surpreendente e o mais feliz de toda a sua vida. Como ele não havia acendido a lâmpada de seu quarto, a única iluminação que existia era a de uma lâmpada que ficava no meio do corredor. Uma luz franca, porém, não evitava que o corpo de Blanche ficasse totalmente visível sob a transparência da camisola.

Os cabelos arrumados com aprumo, com um véu que se estendia até as costas dela, segundo ele, dava a ela a beleza de uma musa e a candura de sua inocência a de uma santa. Parecia que seu corpo todo estava envolvido em uma aura prateada que, naquele momento, era a única fonte de iluminação que ele conseguia enxergar.

(IMAGEM: 11 06 https://postimg.cc/64rJq7v8)

Sem conseguir pensar direito, ele segurou a mão dela e a puxou para dentro do quarto, porém, como não se moveu, ela foi envolvida em um abraço forte e com as sensações mais desencontradas em sua alma.

(IMAGEM: 11 07 https://postimg.cc/Mf8NCWrd)

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(IMAGEM: 11 09 https://postimg.cc/yg0rXMYy)

Para o casal, aquela foi uma verdadeira noite de núpcias, pois depois de deixar se dominar por um desejo ardente que o consumia, arrastando Blanche para a cama e a livrando de sua camisola, se ocupou em beijar e acariciar todo o seu corpo, dando atenção especial aos seios e xoxota, provocando nela o primeiro orgasmo da noite.

(IMAGEM: 11 10 https://postimg.cc/qzB4qLjG)

E depois, sem dar tempo para ela se recuperar, atirou-se sobre ela e sua intenção foi captada pela mulher que o ajudou a encontrar o caminho de sua buceta.

Para Blanche, aquela posição era uma novidade pois seguia as diretrizes da configuração conhecida como “missionário”, entretanto, ela estava com as pernas abaixadas e praticamente fechadas, enquanto ele era quem estava “montado” nela com as pernas ao lado do corpo da moça e o pau encaixado, de cima para baixo, no meio das pernas dela, fazendo uma ficção extra no clitóris. Mesmo sem precisar ser intenso, pois a posição favorecia, ele fodeu a buceta com vigor e conseguiu, com isso, fazer com que ela tivesse o segundo orgasmo, dessa vez junto com ele.

(IMAGEM: 11 11 https://postimg.cc/cv2SDN0y)

Charles, que já era carinhoso, agia com Blanche como se estivesse lidando com taças de cristais e foi preciso que ela exigisse que ficasse mais intenso e, sem nenhum rodeio, pediu com voz suave, mas nem por isso deixou de ser considerada uma ordem:

– Por favor, Charles. Eu adoro quando você é carinhoso comigo. Só que agora não. Agora eu quero que você me foda como o macho que eu sei que você é. Amanhã você volta a ser carinhoso.

(IMAGEM: 11 12 https://postimg.cc/t7pHvkQy)

Entendendo o que a garota queria dizer, o francês não poupou energias em dar o que ela queria e um minuto depois Blanche estava de quatro, com a cabeça encostada no travesseiro enquanto Charles, segurando com firmeza sua cintura, arremetia seu pau nas profundezas de sua bucetinha sedenta. Como um selvagem, ele fodeu a buceta com energia e conseguiu com isso fazer com que ela tivesse mais um orgasmo intenso.

Assim foi durante toda a noite. Aos poucos, o homem foi aprendendo a ler Blanche e saber exatamente quando ela queria que ele fosse suave ou mais bruto e até mesmo quando era necessária uma pausa para conversarem.

Quando o homem, cansado, estava prestes a se render ao sono, encontrou forças para comentar sobre alguma atividade que fariam no dia seguinte. Blanche, também cansada, respondeu que não seria possível e depois emendou:

– Amanhã vou ter um problema para resolver. Um problema chamado “Aimée”.

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Comentários

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Perfeito!

👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

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Muito grata, Hugo, meu querido amigo.

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