O Outro Submisso Daquele Cara - (Macho submisso?) - Parte 1 de 3

Da série Aquele Cara
Um conto erótico de Tales
Categoria: Homossexual
Contém 4471 palavras
Data: 09/04/2026 17:50:36

Boa tarde pessoal. Segue a parte 1. Essa sequência será dividida em três partes. Posto a parte 2 amanhã por volta das 19:00h. Deixe a opinião de vocês (boas ou ruins), avaliem. É importante saber se tem mais pessoas acompanhando.

Renan tirou o cinto de castidade depois de cinco dias para eu poder lavar. Coloquei novamente poucos minutos depois. Ele não deixou eu gozar. O tesão que sentia era gigantesco e o pau demorou ficar mole para colocar o cinto novamente. Ficar com ele livre um tempo foi muito bom.

O tesão que sentia por ele praticamente não acabava. Mesmo usando o cinto ele me mandava fotos diariamente o que piorava a situação. As vezes era fotos da rola, fotos daquele pé lindo. Foto do peito musculoso com a camisa social aberta – isso me matava de tesão. Eu ficava louco. O pau sempre querendo ficar duro entre as pernas a cada foto dele durante o dia. Ou áudios dele falando putaria comigo, me dando ordens, falando o que faria quando me encontrasse ou até mesmo chamando atenção por alguma coisa.

Sei que é contraditório falar que estou com tesão com a rola não podendo ficar dura, mas a sensação deu usar o cinto é difícil de descrever em palavras por aqui.

De modo geral o cinto incomodava menos para dormir e havia me acostumado a mijar com ele, ou seja, sentado. O cinto era a lembrança constante da minha submissão. Lembrava do Renan o tempo todo.

E o sebo? Meu pau tava fedido e lotado de sebo, quase mais sebo que o dele. Na mesma hora que ele tirou o cinto ele puxou a pele do meu pau para olhar e sem nojo algum tirou um pouco de sebo com o dedo.

- Olha para você ver – disse ele satisfeito olhando a porra no dedo. - Ta ficando porco, virando macho. Rola de macho tem cheiro mesmo, a sua não vai ser diferente. Já disse que não gosto de homem fresco e a sua frescura to quebrando uma a uma. Está com o corpo mais peludo, axilas com mais pelos e com cheiro de suor, até cecê as vezes, peito com pelos. Até o olhar meigo que você tinha tá mudando, tá mais firme. Agora sim tá parecendo macho. To gostando de ver meu trabalho em você, tô bem orgulhoso na verdade – disse ele genuinamente satisfeito. - Agora vai lavar essa rolinha imunda e fedida – disse ele limpando o sebo do dedo na minha barriga.

A mudança era real, era fato. E tipo… eu me olhava no espelho… até estava gostando. Cabelo cortado, barba feita, jeito de vestir diferente. Até o estilo que me desagradou no começo havia acostumado. De algum modo me sentia mais seguro. Posso dizer que nesses três meses até minha timidez tinha diminuído bastante.

E além do cinto, agora tinha uma rotina pesada de estudos. Chegava em casa, tomava banho, comia algo e ai estudar. Os primeiros dias foram terríveis. O sábado foi o pior, porque ele me mandou acordar cedo para estudar antes de ir trabalhar, pois peguei serviço as onze da manhã. Quando larguei serviço estava caindo de cansado.

Além disso, a ausência de redes sociais e a redução de saídas com meus amigos fez com que dormisse mais cedo, o que melhorou muito meu sono. Há tempos não dormia tão bem.

Nesse final de semana ele precisou viajar para uma cidade vizinha com alguém importante de onde ele trabalhava, logo não veria Renan e por consequência disso, não lavaria o pau. O Domingo aproveitei para descansar, visitar minha mãe e meu irmão.

Na semana seguinte a rotina de estudos seguiu exaustiva, ainda mesclada ao tesão que estava. Conversei pouco com o Renan devido complicações no trabalho dele. Ele geralmente folgava dia sim dia não, agora parecia trabalhar todo dia.

Pelo tom de voz nas ligações ele sempre estava estressado e irritadiço. Para piorar o ânimo dele meu celular travava o tempo inteiro. As vezes falando com ele o celular desligava e ele retornava irritado. Isso quando não travava durante as conversas e eu simplesmente parava de responder até voltar.

Soma a irritação do celular com o ciúme que sentia do Jorge e, mesmo que isso me deixasse muito puto, tive de dar o braço a torcer. Jorge de fato me olhava diferente mesmo. Joguei algumas frases aleatórias sobre o tempo que ficamos e ele disse que foi umas das melhores ficadas e nunca tinha esquecido. Outro dia Jorge disse para Viviane, em ares de brincadeira, que o primeiro a gente nunca esquece, que se é bom a gente sempre quer de novo. Viviane não entendeu o que ele realmente quis dizer, mas eu sim. Como sabem, ele foi o primeiro dominador que eu fiquei.

Na sexta-feira meu celular resolveu parar de vez. Ele estava bastante velho e eu estava esperando um dinheiro entrar para comprar um aparelho melhor, estava com aquele a quase cinco anos. Ele travava muito e a bateria quase não durava. Agora com um Renan ciumento o número de mensagens acabou aumentando e suas aparições para me buscar também.

Nessa sexta-feira, quando peguei o celular, vi que várias mensagens chegaram de uma vez. Quase todas eram do Renan. Ele me chamava para ir almoçar com ele, mas o celular estava travado e eu vi a mensagem umas duas da tarde. Fui no estoque e liguei para ele.

- Por que está desligando a internet? - perguntou ele irritado quando atendeu.

- Está com problema o telefone – disse para ele.

- Mas eu mandei a mensagem as dez da manhã – disse Renan sem paciência.

- Só agora que apareceu a notificação, posso mostrar o senhor quando a gente encontrar – disse para ele.

- Ok! - disse ele. - Estou indo te buscar. Vai sair que horas hoje?

- As cinco – disse para ele.

- Ok – disse Renan. - Te espero ai na porta. Se for atrasar me avisa, se der.

- Sim, senhor.

Sai aquele dia e ele estava lá, sentado mexendo no celular. Ele estava usando polo rosa com bolso, short jeans e sandália – o look básico dele. Fui até ele e me recusei a sentar. Sempre que saia do serviço queria ir para mais longe possível de lá.

- Achei que ia demorar – disse ele se levantando.

Ele me abraçou cumprimentando. Sentir aquele cheiro era tão bom...

Tentei mostrar para ele que o celular estava ruim e as mensagens tinham demorado para chegar, mas ele travou e ficou na tela de bloqueio. Disse que tinha de esperar ele voltar.

- Você trabalha em uma que vende celular, como em nome de Deus não tem um celular novo? - perguntou ele.

- Eu não tenho dinheiro – disse para ele. - Eu ajudo lá em casa com as contas, e eu geralmente troco de aparelho com o atual não está mais me atendendo.

- Como agora por exemplo? - questionou ele.

Suspirei.

- Eu vou comprar um novo mês que vem – disse para ele.

- Não, vamos comprar uma agora – disse ele seguindo em direção os corredores do Shopping.

- Eu disse para o senhor que não tenho dinheiro – disse indo atrás dele protestando. Ele seguia em frente passando sem me responder.

Fomos até uma loja (com meus protestos sendo ignorados) a qual ele tinha plano, que era da concorrente (Viviane, minha chefe, não podia sonhar que eu estava aqui). Ao entrar na loja uma atendente muito simpática veio falar com a gente. Uma mulher magra e alta, com cabelos pretos bem lisos e lábios com batom bem vermelho.

- Boa tarde, me chamo Stephanie, em que posso ajudar?

- Boa tarde! Gostaria de um aparelho novo e adicionar uma pessoa no meu plano – disse Renan me indicando com o olhar.

- Claro, tem alguma preferência por aparelho? - perguntou a vendedora sorridente.

- Ai moça pelo amor de Deus finge que eu não estou aqui – disse brincando com ela, afinal de contas estava com o uniforme de onde trabalhava, a loja concorrente.

Ela deu uma risada bem sutil.

- Vamos fazer isso rápido então, mais no canto – disse ela entendendo plenamente a minha queixa.

- Eu quero um iPhone – disse Renan respondendo ela e ignorando minha conversa com ela. - O último lançado, do modelo mais básico.

Olhei para ele assutado.

- Com fidelidade ele sai…

- Sem fidelidade, vou pagar à vista – disse Renan.

A moça sorriu, tinha garantido uma venda. Seguimos na loja comigo morrendo de medo de alguém me ver na loja da concorrente. Ela mostrou todos os modelos, que possuíam cores diferentes e tinha sido lançados há menos de duas semanas. Eu ainda não acreditava.

- Qual Estressadinho? - perguntou Renan paciente.

- Renan… eles custam mais de quatro vezes o meu salário – disse para ele em choque. - Eu não posso aceitar um presente desses.

- Qual cor estressadinho? - perguntou ele com menos paciência na voz do que quando perguntou da primeira vez.

A vendadora sorriu, observando a gente atentamente. Ela notou que nós dois estávamos usando aliança. Eu fiquei um pouco sem graça.

- Essa… - disse apontando para o azul.

- Ótimo, pode fechar – disse Renan para a moça.

- Vai querer que adicione ele ao plano?

- Sim, pode criar um número novo, ele vai passar o CPF dele – disse Renan sem me perguntar nada.

- Ele pode fazer a portabilidade e aproveitar o número atual – disse ela se sentando, logo ele começou digitar. - Deseja a portabilidade?

- Não! - disse Renan me olhando de canto, respondendo por mim - Tem muito contatinho nesse número dele. Um novo número resolve o problema.

A moça se surpreendeu com a fala tão aberta. Logo ela sorriu. Minhas bochechas coraram.

- Uma solução prática – disse ela sorrindo enquanto provavelmente me adicionava no sistema. Adição no plano mais um iPhone a vista, o dia dele foi bom. Queria que o meu tivesse sido assim também.

- Realmente não quer o desconto vinculando o aparelho e o novo número ao plano? - questionou a vendedora. - O desconto pode ser alto.

- Não, é um presente, não quero que haja qualquer vínculo com fidelidade – disse Renan. - Quero somente o desconto por pagar a vista que meu plano concede.

- Ok, um momento – disse ela.

- Agora vai poder falar comigo – disse Renan contente me olhando.

Eu estava bobo. Nunca tinha ganhado algo tão caro. Sinceramente nem sabia o que dizer.

- Só diga obrigado, Estressadinho – disse ele com aquela velha mania irritante que fazia parecer que lia minha mente.

Sorri para ele sem dizer nada.

[…]

Saímos da loja e fomos andando pelo corredor do shopping. Eu já havia ligado o celular, trocado o chip que estava configurando. Renan me falava coisas do dia a dia dele que eu achava extremamente desinteressante. Apenas falava com ele “entendi, senhor” enquanto andava com os olhos no celular.

- Claro, entendi senhor – disse para Renan andando pelo corredor, ele falou algo sobre uma entrevista que deu depois de uma ocorrência. Estava olhando algumas configurações do aparelho quando bati de frente com uma pessoa. Meu telefone quase caiu da minha mão. Meu coração deu um salto dentro do peito e eu o segurei.

“Graças a Deus” – disse baixado segurando o celular.

- Me desculpe, moço eu… - disse olhando para a pessoa que havia esbarrado.

O homem tinha um metro e oitenta talvez, era branco com a pele levemente bronzeada. Parecia ter uns trinta anos. Era parrudo, com ombros largos e braços fortes. Usava uma camisa social listrada de manga curta com bolso, para dentro da calça jeans azul-escuro com um cinto de couro preto a mostra. Usava sapatos sociais pretos. Estava com uma mochila preta nas costas. Parecia ter saído do serviço.

Seu rosto era bem peculiar. Ele era meio quadrado, com sobrancelhas finas e naturalmente arqueadas, tinha olhos fundos e um olhar que sempre parecia de alguém bravo. Tinha nariz fino, lábios grossos e carnudos e queixo quadrado com covinha. O cabelo era cortado bem curto, raspado talvez, loiro. Estava com a barba por fazer. Não era lá um homem bem bonito, ele era charmoso, viril, atraente, daquele que você olha e fala que tem “cara de macho”. O que era mais marcante nele era o olhar que sempre parecia de alguém bravo, de cara fechada.

- Sem problemas… - disse ele. A voz saiu gentil, apesar da expressão facial parecer de alguém sério.

- Cláudio… que surpresa inesperada – disse Renan atrás de mim.

- Um fala tecnicamente redundante – disse para Renan olhando o iPhone. Logo acrescentei olhando para pelo canto dos olhos. - Senhor...

Renan me olhava pelo canto dos olhos também, não gostava que eu o corrigia. Isso era raro e saia quando estava distraído.

- Boa noite senhor, que surpresa... - disse Cláudio olhando do Renan.

Senhor... ah pronto! Submisso dele? Olhei curioso. Sim, eu deveria sentir ciúme, mas não senti. O cara era uma delicia e o Renan me amava.

- Há quanto tempo – disse Renan verdadeiramente surpreso.

- Namorado? - perguntou Cláudio me olhando.

- Escravo - disse Renan com bastante frieza.

Novamente Cláudio me olhou, dos pés a cabeça, vi surpresa no olhar dele.

- Boa Noite! Me chamo Cláudio – disse ele estendendo a mão.

- Boa noite – disse para ele sem entender bem o motivo daquele visível desconforto por parte dele com o Renan. - Eu me chamo…

- Você deve ser o Estressadinho - disse antes de poder falar meu nome. - Não achei que fosse escravo dele, apenas namorado.

- Escravo... - voltei o olhar para Renan.

- O que quer Cláudio? - perguntou Renan bem direto, os braços cruzados.

- Poderíamos conversar, senhor? - disse Cláudio. - A sós? - disse voltando o olhar para mim.

Renan não respondeu, primeiramente me olhou e avaliou a situação.

- Estressadinho…

- Claro que posso senhor - disse para Renan antecipando a pergunta dele. - Vou sentar ali e continuar configurando o celular. Demorem o quanto quiser.

Renan olhou desconfiado para mim, mas eu não me importei muito.

Sentei no banco, estava usando o wifi do shopping para poder configurar algumas coisas. Enquanto isso olhava desfaçadamente os dois. Renan falava com ele evitando gesticular, mas percebi pela expressão dele que estava nervoso, provavelmente estava xingando o Cláudio, que por sua vez estava com o olhar para baixo, bem submisso. Logo eles voltaram.

- Vamos ir para casa Estressadinho, Cláudio vai passa a noite com a gente.

- Oh! - disse surpreso, o olhar voltado para eles. Cláudio olhava para mim, aquele olhar parecia bravo, mas havia curiosidade para saber minha reação.

- Algum problema? - perguntou Renan arqueando uma sobrancelha após um breve silêncio.

- Não senhor... - disse olhando para ele.

Eu vou dar pra esse cara gostoso, pensei. Mas fingi desinteresse para ele não achar que estava gostando. Logo mexi no celular novo como se a presença de Cláudio fosse irrelevante.

Renan me olhava sério.

- Eu não estou gostando nada disso – disse Renan de braços cruzados.

- Do que o senhor não está gostando? - perguntei para ele de olho no celular.

- Geralmente olho para você e sei o que está pensando, agora está com a cara inexpressiva, ta parecendo…

- O senhor - disse para ele sorrindo.

- Não pareça comigo então – disse sério. Pude ver o desagrado no olhar. - Vamos.

[…]

Entramos no carro e Renan me mandou sentar a atrás, Cláudio foi no banco da frente. Ele olhou curioso para ver minha reação, mas sendo muito honesto eu não dei a mínima. Eu estava tao feliz com o iPhone que sendo muito honesto queria ir atrás para poder mexer sem precisar dar atenção para qualquer conversa que parecia ser desconfortável entre eles.

- Só fica nessa porra agora - reclamou Renan dirigindo, depois que ficamos um tempo em silêncio. - Geralmente fala o tempo inteiro.

- Não tem quarenta minutos que me deu o celular - justifiquei para ele com o olho na tela. - Estou vendo as configurações, sempre tive Android. Tem muito coisa legal no iOS.

Renan suspirou vencido.

- Aliança de ouro branco e um iPhone - disse Cláudio surpreso. - na minha época era pau e água. Muitas coisas mudaram.

Pude sentir um ar de descontentamento na voz dele.

- Achei que era aço… - disse mais alto do que gostaria.

- Achou que ia ter uma aliança de aço? - perguntou Renan irritado, me olhando pelo espelho.

- Sendo muito honesto… - eu demorei um pouco para responder. - Achei…

Renan suspirou cansado. Cláudio deu uma risadinha.

- As coisas mudam - disse Renan com ares cansado respondendo Cláudio e me ignorando. - Muito tempo sem te ver Cláudio. Depois da última vez simplesmente sumiu.

- O João era muito estranho - disse Cláudio. - Sendo muito honesto tinha medo dele. Fiquei com medo de me aproximar e ele surtar. Ele não bate bem da cabeça.

- Não fale assim dele - disse Renan paciente.

- Conhece ele, Estressadinho? - perguntou Cláudio ignorando Renan.

- Não chamei ele assim - disse Renan.

- Conheço – respondi agora olhando para ele do banco de trás. - No dia que conheci ele me levantou do chão e me jogou do outro lado da casa como se eu fosse uma cadeira de bar.

- Serio? - perguntou Cládio surpreso.

- Sim, depois ainda fui obrigado a ir ver ele para aceitar um pedido de desculpa. Sabe bem como são as coisas com o Renan - disse olhando a tela do celular. - Mas confesso que gosto do João. Ele é bem bonzinho.

- Acho ele um cara sem noção e problemático - disse Cláudio. - Ficava me olhando estranho, parecia que ia agredir a qualquer momento. Um dia falou que era para sumir da vida do Renan caso contrário eu iria me arrepender. Sendo muito honesto fiquei com medo.

- O João é bem alto e musculoso – disse para Cláudio de olho no celular. - É alguém que dá medo mesmo. Mas como disse, ele é bem bonzinho. Só assusta a primeira vista ou quando ele te arremessa de um lado para o outro.

- Ele parece meio ruim da cabeça – disse Cláudio ignorando Renan e falando mal de João. E Renan sempre defendeu o João mesmo depois dele aprontar várias confusões na vida dele.

- Já disse para não falar do João assim, eu não gosto – insistiu Renan mais uma vez com Cláudio. E aquele tom de voz frio era de um Renan sem paciência.

- Mas e verdade, cara tem aqueles transtornos que deixa a pessoa instável, doente das ideias – disse Cláudio em tom desaforado. - E o maluco ainda exerce cargo alto...

Renan do nada deu um tapão na cara do Cláudio. Um tapa muito forte que me assustou. Ele não batia forte em mim desse jeito.

- Já falei para não falar isso, ta surdo? - disse dando outro tapa na cara dele. - Só aprende na base da porrada?

O tapa segundo tapa também foi bem forte. Cláudio ficou desconcertado. Logo se recompôs.

- Desculpe, senhor - disse ele.

Renan não disse nada, mas estava puto com Cláudio. E não parecia estar puto somente pelo fato de Cláudio falar do intocável alecrim dourado chamado João. Tinha mais coisa ali. Logo ele dirigiu mais um tempo até parar em um sinal fechado. Assim que o carro parou ele se virou para o lado e deu mais um dois tapões na cara dele. Cláudio levantou o antebraço pra se defender na hora.

- Abaixa e porra do braço - disse Renan sem paciência. - você vai levar na cara agora, quantas vezes eu achar que deve.

Receoso Cláudio abaixou o braço e Renan deu vários tapas nele, direto no rosto. Duas pessoas que passavam do lado de fora puderam ver os tapões que ele estava dando.

- Em casa vou continuar o que comecei - disse Renan. - acha que esqueci a nossa última vez e a forma que você se comportou? Se prepara para receber o corretivo ao chegar em casa. E você, estressadinho, vai ver em primeira mão como eu trato quem me desobedece.

Cláudio ficou desconcertado, o rosto corado, talvez por apanhar na minha frente. Ou com o público do lado de fora, que ficou olhando para dentro do carro.

- Ele é bem obediente Cláudio, diferente de você, que é um cuzão mentiroso - disse acelerando o carro com a abertura do sinal. - O problema com ele é o temperamento, o Estressadinho é respondão e grosso as vezes. Estressadinho não é um apelido fofo. Nada que uns tapas, um tempo ajoelhado ou uns berros não resolvam. Já você no caso e um pica mole que não honra o pau grande no meio das pernas. Mente, esconde, age feito um frouxo, mas sempre volta porque precisa de outro macho pra validar o que você sente ai dentro. Ai quando leva uns tapas, enche o olho d'água e some. Mas tem que ter vergonha mesmo. Para mim mais vergonhoso um cara com sua aparência, com o seu porte, meio metro de pica entre as pernas, ser submisso do que alguém com a aparência do Estressadinho - finalizou Renan me olhando pelo espelho.

Cláudio estava visivelmente sem graça, o rosto vermelho onde Renan bateu. Ele ficou calado olhando para frente sem dizer nada.

- Olha a cara de macho que ele tem - disse Renan para mim. - E se comporta dessa forma, sem postura de macho. Bato na cara dele e ele não faz nada. Mesmo porque sabe que quebro ele todo na porrada. Porque no seu caso Estressadinho eu me seguro porque você e fraco, se pegar pesado de machuco, com o Cláudio não, com ele o buraco e embaixo. Ele não é homão, forte, pegada firme e é assim com todo mundo, então aguenta pesado.

Olhei a cena. Estava chocado com tudo que presenciei e morrendo de tesão também. Daria para os dois se possível. Sendo bem honesto nunca tinha visto o Renan irritado daquele jeito. Ali o Renan estava com raiva, diferente de quando era comigo. Também nunca falei mentiras para o Renan ou algo do tipo. Bom que sei a reação dele.

- É ou não e um frouxo que procura outro macho pra te validar? - perguntou Renan depois de um tempo.

Cláudio ficou visivelmente desconfortável.

Olhei atentamente ele do banco de trás.

- Sou sim senhor – respondeu Cláudio.

- Por que me procurou?

- Eu… eu não sei – disse Cláudio com a voz vacilante, uma mão estava segurando a bochecha, onde Renan bateu. - A gente se esbarrou somente.

- Como? Vou perguntar mais uma vez. Por que me procurou, Escravo? - questionou Renan novamente.

- Estava sentindo falta do Senhor – respondeu Cláudio abaixando a cabeça. - Te mandei mensagem mas demorava responder, mostrava desinteresse.

- Do que? Do que sente falta?

- Eu... - disse ele se embolando, visivelmente envergonhado.

- Se eu perguntar algo novamente e você não responder eu vou te deixar marcado - disse Renan em tom de ameça.

- Sinto falta do senhor me adestrando. Gosto quando manda em mim, quando me coloca na linha, quando... - ele parou de falar.

- Quando...

- Quando me humilha, me bate, me fode...

- Nunca deu conta de dar direito, cu apertado da porra - disse Renan olhando a rua. - Não acredite em tudo que vê Estressadinho. Quem vê esse homem com cara de macho na rua acha que ele é comedor, ele até é em alguns pontos, já fizemos umas putarias juntos, já estouramos muito cuzinho por ai. Ele também é dominador. Mas sempre tem os momentos que isso aí e mais submisso que você. É um frouxo que precisa de alguém com a rola maior que a dele pra colocar ele no lugar. Nenhum sub dele imagina o quanto eu humilho ele.

Olhava a cena achando tudo muito… diferente. Cláudio estava visivelmente desconcertado, olhava a rua sem se mover. Estava envergonhado por minha causa, provavelmente, afinal de contas se era dominador mesmo estava levando uns tapas na frente de outro sub. Um silêncio incômodo se seguiu enquanto Renan dirigia. Eu havia parado de mexer no celular aguardando alguém falar algo...

Aquilo tudo estava muito interessante.

- Conta para o estressadinho que presente eu te dei da última vez que nos vimos – mandou Renan.

Franzi a testa, o que seria? Um cinto de castidade? Algum outro brinquedo?

- Claud…

- Uma calcinha de renda, rosa claro – disse Cláudio.

Renan riu.

Eu fiquei chocado de imaginar um homem daquele usando calcinha.

- Ele me desafiou, ai pagou para ver – disse agora olhando o espelho, diretamente para mim. - Não me desafie, nunca. Vai ser arrepender.

Concordei mentalmente. Depois olhei para o Cláudio, que ficou olhando para frente ainda calado.

- Olha só, todo vermelho de vergonha – disse Renan achando graça. - Ah o que eu daria para estar perto do Arthur agora. Queria muito que ele presenciando o ex dono dele contar que usava calcinha para outro macho. O Artur, Estressadinho, praticamente venerava ele como dominador, meio que parece você comigo em alguns pontos. Os olhinhos dele brilham quando olha pro Cláudio, igual você comigo.

Pude ver Cláudio engolindo seco, o pomo de adão subindo e descendo. Ele estava tenso. E meus olhos não brilhavam olhando o Renan. Mas não quis desviar o assunto.

- Conta para o estressadinho, com detalhes. Como que eu te comia? - ordenou Renan.

- Eu… meio que...

Ele começou mas travou, gaguejando. Renan apenas olhou para ele.

- Ele puxava a calcinha para o lado e enfiava a rola – disse Cláudio.

- Muito apertado inclusive – disse Renan. - Não aguentava dar. Nesse quesito o estressadinho ganha. Estourei as pregas dele há muito tempo. Vou estourar as suas também, daqui a pouco, Cláudio.

Pude ver ele engolindo seco. Cláudio estava visivelmente tenso.

- E depois, o que acontecia? Como você ia trabalha no dia seguinte? Depois do trato que eu te dava? - perguntou Renan se deliciando com cada palavra.

- Ia usando a calcinha, passava o dia todo com ela – disse ele sem jeito.

- O dia inteiro puxando a camisa para baixo com medo da calcinha aparecer – disse Renan achando graça. - Imagina se eles descobrem que você estava ali gritando com eles com uma calcinha atolada no rabo?

- Ia ser constrangedor, senhor – disse Cláudio respirando fundo. A voz tremendo ao falar. Ele realmente estava com muito vergonha.

- E durante o dia? O que mais fazia? - questionou Renan.

- Eu ia no banheiro, tirava foto de quatro para o senhor bater uma – disse Cláudio.

- Bundinha gostosa que ele tem estressadinho, apesar de pequena. A sua e muito mais gostosa e grande, dá para pegar com vontade e dar aquele tapão gostoso – disse Renan, e de fato ele adorava a minha bunda. Pegava pesado comigo quando tava louco de tesão. - Era bem engraçado sabe – continuou Renan. - A gente saia para fuder os viados por ai. Era uma boa parceria, ai do nada ele resolveu dar pra mim, veio com papo de ser sub para aprender, vivenciar a submissão para poder dominar melhor. Relutei até onde pude para não dominar ele, pois sabia que não ia acabar bem. Mas ai quando dei o trato que ele tanto queria ele simplesmente parou de me responder. Me bloqueou em tudo. Depois voltou, pediu desculpas e fez de novo...

- Fiquei… com medo, Senhor – disse Cláudio. - O senhor sempre foi bruto de mais comigo, mais do que é com seus submissos.

- Claro, tu não é macho porra? - perguntou Renan.

Cláudio não respondeu.

- E mesmo assim resolveu voltar hoje – disse Renan entrando na rua de casa. - Sabe que vai ser pior não é, porque estou puto com você – disse Renan.

- Eu sei, senhor – disse Cládio assentindo. - Vou aguentar calado.

- Acho que você vai gostar do que vai ver, estressadinho.

Ver meu dono dominando outro cara, um cara macho que diz ser outro dominador? Eu vou, com certeza, amar. Se tem algo que eu adoro é uma boa putaria, mas to sentindo que só vou assistir porra.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 3 estrelas.
Incentive Tales Santos a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil genéricaTales SantosContos: 16Seguidores: 13Seguindo: 0Mensagem Como diz um famoso filósofo francês: penso, logo fico triste. Um amante por histórias e apaixonado pela vida. Leiam, comentem, mandem sugestões. Não menos importante... meu nome não é Tales.

Comentários