Quando o amor incomoda - 28

Um conto erótico de mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1411 palavras
Data: 09/04/2026 19:37:32

Os primeiros raios de sol da manhã de Serra Verde entravam pela janela do quarto, dourados e quentes, iluminando o rosto de Luiz Felipe. Ele piscou devagar, confuso, sentindo o peso leve de um corpo sobre seu peito largo. Quando a memória da noite anterior voltou, seu coração deu um salto: tinha dormido na casa de Gustavo. O namorado secreto.

Mas o susto durou pouco. Ao olhar para baixo, viu Gustavo dormindo tranquilamente, a bochecha colada no peito musculoso dele, o cabelo castanho claro todo bagunçado e a boca entreaberta. Um sorriso bobo surgiu no rosto de Luiz Felipe. Ele levantou a mão devagar e começou a acariciar os fios macios de Gustavo com os dedos, deslizando carinhosamente enquanto observava o namorado com carinho.

— Tão lindo assim…

Sussurrou baixinho, quase sem som. De repente, batidas fortes na porta fizeram os dois se assustarem.

— Gusta! Acorda, porra! — Gritou Eduardo do outro lado da porta, a voz grossa e autoritária. — Toma um café leve e vai pra academia agora! Quero ver resultados, moleque! Não deixa o Luiz Felipe te esperando!

Gustavo abriu os olhos assustado, o corpo magro tensionando inteiro. Olhou para Luiz Felipe deitado ao seu lado, completamente nu, e colocou o dedo na frente da boca, pedindo silêncio.

— Tá bom, já ouvi! Já tô indo!

Respondeu Gustavo, a voz ainda rouca de sono.

Assim que os passos de Eduardo se afastaram pelo corredor, Luiz Felipe abriu um sorriso safado, os olhos mel brilhando com malícia. Virou de lado, o corpo de deus grego totalmente exposto, o pau já meio duro descansando contra a coxa.

— Ouviu seu irmão, Tavinho… não me deixa esperando — sussurrou com a voz baixa e rouca, cheia de tesão. — Toma aqui seu pré-treino… já tá quentinho.

Luiz Felipe segurou o pau grosso com a mão e bateu ele devagar contra a própria barriga definida, fazendo um som molhado e obsceno. O membro inchou rapidamente, ficando duro e latejante.

Gustavo riu baixinho, mordendo o lábio inferior, os olhos castanhos escurecendo de desejo. Não perdeu tempo. Desceu o corpo magro entre as pernas de Luiz Felipe, segurou a base do pau grosso e quente e abocanhou tudo de uma vez, engolindo fundo até sentir a cabeça bater no fundo da garganta.

— Porra… Tavinho… — Gemeu Luiz Felipe, jogando a cabeça para trás, uma mão segurando o cabelo do namorado.

Gustavo chupava com fome e habilidade: língua girando na cabeça sensível, sugando forte, descendo até as bolas pesadas e voltando. Saliva escorria pelo pau brilhante, pelos dedos e pingava na barriga de Luiz Felipe. Ele acelerou o ritmo, garganta relaxada, olhando para cima com olhos pidões enquanto o namorado gemia cada vez mais alto, tentando segurar o volume.

— Vou gozar… caralho… Háaaaaa!

Avisou Luiz Felipe, os músculos da barriga contraindo.

Gustavo não tirou a boca. Sugou mais forte, sentindo o pau pulsar e jorrar jatos grossos e quentes direto na língua. Engoliu tudo, limpando o pau com a língua até a última gota, depois subiu e deu um beijo molhado na boca do namorado, compartilhando o gosto.

Luiz Felipe saiu pela janela minutos depois, ainda com o corpo quente e as pernas moles. Pulou o muro com agilidade e seguiu para casa, sem perceber que, do outro lado da rua, alguém tirava fotos dele com o celular.

Ao chegar na entrada de casa, Luiz Felipe encontrou Gurizão se aproximando do portão no sentido oposto. No mesmo momento, a mãe dos dois abriu o portão saindo arrumada para o trabalho.

— O que vocês dois estão fazendo aqui fora a essa hora?

Perguntou ela, franzindo a testa, desconfiada. Os irmãos gaguejaram ao mesmo tempo:

— Nada não, mãe… — disse Luiz Felipe.

— Só batendo papo… — completou Gurizão.

A mãe balançou a cabeça, impaciente.

— Querem saber de uma coisa? Entrem pra dentro agora. Eu tenho que trabalhar. Quando eu chegar à noite, vamos ter uma conversa séria, ouviram?

Os dias passaram rápido. Finalmente chegou o dia da reunião de preparação para a grande campanha da loja Elegance.

Na sala de reuniões do Studio de fotos, o ar-condicionado gelado contrastava com a tensão. Gustavo estava sentado ao lado de Manu, braços cruzados, expressão fechada ao ver Kenji sentado na mesa, concentrado no notebook, cabelo liso preto caindo na testa.

— O que esse “ching ling” dos infernos tá fazendo aqui?

Sussurrou Gustavo para Manu, irritado.

— Para com isso, Gustavo! O garoto só veio fazer o trabalho dele. Esse ano vamos fazer vídeo também, além das fotos. O Kenji tá bombando com vídeos de publicidade na cidade. Você viu o vídeo que ele fez pro feirão de carros? Parece que fechou um contrato grande com a junta comercial. A dona Val não ia deixar o Studio de fora.

Respondeu Manu baixinho.

_ Pelo menos ele trabalhando muito não vai ter tempo de ficar correndo atrás do namorado dos outros.

Disse Gustavo bufando, mas ficou quieto.

Marilda e Rogério apresentaram o conceito inicial. Depois foi a vez de Kenji. O jovem nissei falou com calma,segurança, mas voz firme:

— Manter só o Luiz Felipe e a Luiza como rosto da loja eu acho muito nichado. Jovens estilo visual padrão, de olhos claros são lindos, sim… mas hoje o consumidor quer se ver representado. Quer sentir que faz parte da história da marca. Se acrescentarmos a Milena e o Romário, já trazemos as morenas e os negros pra campanha. Inclusão e diversidade geram conexão emocional…

Marilda ficou claramente encantada, olhos brilhando.

— Adorei a visão, Kenji. Faz todo sentido, novelas, filmes, campanhas tudo realmente está trazendo esse conceito.

Rogério, porém, cruzou os braços, receoso:

— Mas os custos… isso vai aumentar bastante o orçamento.

Kenji apenas sorriu educadamente e continuou defendendo sua ideia.

Não muito longe dali, dentro da loja Elegance, Milena se aproximou de Luiz Felipe com um sorriso falso, fingindo olhar roupas.

Luiz Felipe, educado mas seco, tentava agilizar o atendimento, desviando dos toques insistentes que ela dava em seu braço.

— Milena, de uma vez por todas: me esquece, garota!

— Relaxa, fortão… eu já entendi que desse mato aí não sai cobra.

Respondeu ela, com um sorrisinho malicioso.

— Não entendi. O que você quer dizer com isso?

— Da fruta que eu gosto, você come até o caroço, infelizmente.

Luiz Felipe franziu a testa.

— Não sei do que você tá falando.

Milena se aproximou mais, voz baixa e venenosa sussurrando no ouvido do jovem atendente:

— Pode se fazer de desentendido o quanto quiser. Mas agora eu só preciso que você me ajude a separar a sonsa da Manuela do Eduardo. Quero ele de volta.

— O quê? Nunca que eu vou fazer isso. O Eduardo é meu amigo. Por que você não procura um homem solteiro?

— Porque não tem homem do meu padrão nesse fim de mundo. Os solteiros são feios… ou viados.

Luiz Felipe endureceu o olhar.

— Eu não tenho nada a ver com isso, Milena. E se você tentar fazer alguma coisa contra os dois…

— Vai fazer o quê? Vai me bater?

Peitou ela, levantando o queixo.

— Eu não, não bato em mulher. Mas a Manu…

— Haaaaaaa, aquela água de salsicha? Aquela ali não é páreo pra mim. De toda forma, tenho certeza que você não vai fazer nada… a não ser me ajudar. Senão, o seu “amigo” Eduardo, a família dele e sua mãe podem receber mensagens como esta aqui…

O celular de Luiz Felipe vibrou no bolso. Ele abriu a mensagem. Era uma foto nítida dele e Gustavo se beijando apaixonadamente na praça dos namorados.

O sangue sumiu do rosto de Luiz Felipe. As pernas fraquejaram. O celular escorregou de sua mão e caiu no chão. Ele se segurou na arara de roupas com uma mão, a outra passando no rosto, tentando respirar.

Gurizão, que estava perto, viu tudo e correu para acudir o irmão.

— Felipe! O que foi, cara?

Milena, dissimulada, pegou o celular do chão rapidamente, olhou a tela por uma fração de segundo e entregou para Gurizão.

— O que aconteceu? Ele tá passando mal? Leva ele pro médico, vai!

Luiza também se aproximou, desesperada:

— Meu Deus, Luiz Felipe! Vai pro hospital!

Luiz Felipe balançou a cabeça, ainda pálido.

— Tô bem… só preciso comer alguma coisa e descansar um pouco.

Gurizão ajudou o irmão a ir até o estoque nos fundos da loja. Sentou ele numa cadeira, trouxe um copo d’água e depois saiu correndo para comprar algo pra ele comer.

Luiz Felipe ficou sozinho no estoque escuro e abafado, o coração ainda disparado, a foto queimando na mente pensando em como sairia daquela situação.

Autor: Mrpr2

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