🎵Bem Vindos a Noite do Meu Fã Club, K.E.P.🎵
Essa é a letra da minha última música, seu refrão, seu chamado, dando as boas vindas a milhares de fãs atraídos, pelo meu jeito alegre, extrovertido, um pouquinho sexy ou safada, dependendo de quem perguntar, mas sem exageros, meus vídeos das minhas músicas no YouTube fazendo sucesso, minhas fotos no Instagram causando suspiros.
Principalmente a última na frente do espelho, a blusinha de mangas curtas, tecido transparente dourado, quase permitindo um vislumbre da pele bronzeada por baixo, com pouca imaginação, um vislumbre claro do sutiã branco por baixo, mantendo os seios médios e sem falsa modéstia, perfeitos, em evidência. Á poucos dias de ter feito meus 19 anos, sou uma estrela em ascensão.
Mas agora eu estava em um ônibus com destino a São Paulo, tinha chorado até dormir, com a cabeça encostada no vidro, mas quando acordo de novo, têm esse cara olhando para mim, parece preocupado, “Você está bem?”, eu faço que sim com a cabeça, “Desculpa me meter, mas é que você estava chorando e sei lá.”, eu sorrio sem jeito, “Desculpa preocupar.”, “Não precisa pedir desculpas, se precisa conversar, poxa, eu estou aqui.”, ele me oferece um copo de água, desses que a empresa disponibiliza dentro do ônibus, eu aceito com um sorriso.
Enquanto eu bebo a água oferecida, às lembranças das últimas horas ainda machucando um pouco, “Você vai até SP?”, ele me pergunta eu sorrio e faço que sim com a cabeça, “Eu só tive um término complicado.”, eu consigo dizer, ele olha para mim e sorri fazendo um sinal positivo com a cabeça, “Desculpa, se quiser ficar quietinha por mim tudo bem.”, eu lembrei da sensação de solidão e toquei nele, toquei em seu ombro, eu sabia que meus olhos pediam socorro.
“Não quero ficar sozinha.”, ele sorri, “Você não está.”, eu sorrio de volta, era um ônibus noturno, começamos a conversar o tempo de viagem era das 18h às 23h com uma parada, para os passageiros que já vinham de viajar a tarde inteira, desde as 14h ou 13 horas, mas do lado de fora, estava frio, bem frio, e do lado de dentro não estava tão quente, a gente conversando eu percebo ele esfregando os ombros, por causa do frio da serra que começa a ficar mais forte.
“Não está tão acostumado com viagem de ônibus né?”, “Ficou óbvio assim?”, faço que sim com a cabeça para ele, eu estou de legging daquelas com costura para realçar o bumbum, uma botinha sem salto até meus joelhos e uma blusa de moletom, ele com uma calça leve, talvez tactel, uma camiseta simples, eu pego o cobertor que trago na mochila e jogo por cima de nós dois, tirando a blusa de moletom para não ficar quente de mais.
“Pronto assim você não congela.”, ele sorri olhando para mim, “Obrigado pela gentileza.”, “Você foi gentil primeiro, eu ia chorar a viagem inteira.”, ele dá risada e eu também, “Ele merece tudo isso?”, uma pergunta cruel… “Na verdade não… 🎵Eu me agarrava a ela, porque não tinha mais ninguém 🎵…”, ele sorriu se ajeitando por baixo das cobertas, “Não acho que você seja o tipo de mulher que merece ficar com sobras.”, eu sorrio sem jeito e fico vermelha.
“Talvez por isso não tenha ficado.”, ele sorriu para mim, olhando nos meus olhos e pela primeira vez realmente parei para analisar esse cara, um homem negro, possivelmente minha idade, cabelos cheios em cachinhos lindos, porte de quem faz algum exercício, uma barba que faz ele ter um ar de homem, respeitável, inteligente, não sei explicar, o que houve. Ele percebeu que estou olhando e reparando nele, vendo ele pela primeira vez no meio de uma multidão sem rosto e seu olhar me deixa vermelha de novo.
“O cara que não soube valorizar uma japinha linda que nem você é um idiota.”, eu sorrio vermelha e coço a nuca sem jeito, “Índia.”, “O quê?”, “Eu não sou japonesa, sou índia.”, ele fica olhando por um tempo, “Desculpa, eu realmente, não…”, eu faço que não com a cabeça, “É uma confusão comum.”, sorrio e ele sorri de volta, “Kelly Franco prazer.”, por um momento vejo ele pensando, mas logo ele também responde, “Christian de Paula.”, “Prazer Christian.”.
Nossas mãos se tocam por baixo das cobertas e sinto as dele geladas, “Meu Deus suas mãos estão muito frias.”, ele sorri sem jeito, “Deveria ter me agasalhado antes de sair.”, “Tudo bem, elas já vão ficar quentinhas.”, eu continuo esfregando as mãos dele, aquecendo elas, os olhos nos olhos, fico vermelha, com esse cara fofo e gostoso embaixo do cobertor em um ônibus viajando a noite, ele também percebeu e sorriu para mim.
“Visitar a família em São Paulo?”, ele me pergunta e eu faço um sinal negativo com a cabeça, “Não, indo para morar na verdade.”, “Que interessante, eu moro em São Paulo, poderia te mostrar a cidade.”, isso me faz sorrir involuntariamente com a perspectiva, “Eu adoraria isso.”, “Ok combinado, vamos marcar para ir em algum lugar, acho que você vai gostar.”, eu sorri contente fazendo que positivo com a cabeça.
Ainda estávamos conversando quando as luzes acendem, já era umas 20 horas, estávamos a duas horas na estrada e o ônibus estava sinalizando sua parada, as pessoas começam a se levantar, aí que eu reparei que algumas pessoas haviam descido entre eu entrar no ônibus e acordar, do outro lado do corredor não havia ninguém e atrás da gente só uma pessoa com fone de ouvido.
Ele se levanta espera eu me levantar, fica me olhando enquanto pego minhas coisas, finjo não reparar que está olhando para a minha legging, minha calcinha é pequenina suficiente para a legging não marcar nada, mas isso também significa, que ela molda cada pedacinho, das minhas pernas e do meu bumbum pequeno e redondinho, pelos olhos dele, eu percebo o que isso fez com a sua imaginação, mas disfarço, descendo do ônibus.
Não coloquei a blusa de moletom, então estava de legging, bota até os joelhos sem salto, camiseta folgadinha que quase cobre todo o quadril, ele de calça tactel, camiseta, descemos do ônibus e o vento frio já nos atingiu com força, estremeço de leve, ele também, “Acho que preciso de algo quente para beber e comer e você?”, “Eu também vou nessa dica aí.”, eu sorrio e ambos entramos no Graal que é um dos pontos de parada de ônibus super chic entre SP e o RJ.
A questão é, eu estava intrigada com quem é esse cara? Veja, todos à minha volta, são descoloridos, são pessoas que vêm e vão com seus próprios problemas, pessoas que conversam comigo, mas que eu não paro e guardo suas feições, seus trejeitos, sorrisos, mas ele tinha quebrado essa barreira, mesmo dias depois eu lembraria do seu rosto, suas roupas, ele literalmente entrou na minha mente.
Usava uma calça de tactel branca, com tênis branco, a calça tinha três listras pretas laterais, sua camiseta preta com detalhes brancos, tinha uma pequena águia no peito, que se repetia, nas costas mas maior, com um olhar malvado. Era definitivamente uma pessoa fascinante, isso já era muito mais do que eu podia falar sobre a roupa que o Luiz usava no nosso último encontro, ou sobre como estava vestido o apresentador da TV Rio Sul.
A gente estava comendo pães de queijo e tomando um chá bem quente, para expulsar o frio. “Você faz o quê Christian.”, minha curiosidade estava me movendo nos últimos minutos, ele percebeu, ele me dava corda com um sorriso travesso, como um pescador experiente, move a isca, arremessa de novo, deixa o peixe dar algumas voltas, espera pacientemente… E eu estava caindo no jogo por pura fascinação com o efeito que ele me causou.
“Eu canto e toco instrumentos, sou formado em música.”, eu olho para ele, meu queixo cai, “Formado em música, você parece novo demais para isso.”, “Eu tenho 24 anos indiazinha, você não é menor de idade né?”, “Não, não sou, é que você realmente parece mais novo.”, ele riu, “Olha agradeço pelo o quão mais novo você parece achar.”, eu dou risada também toda sem jeito as bochechas vermelhas.
“E você Kelly? Aliás, quantos anos? Se quiser responder claro.”, eu sorrio sem jeito, “Eu também canto e etc, a ideia é tentar me formar em música em São Paulo e tenho dezenove..”, ele olha para mim, como se algumas engrenagens tivessem funcionando, nessa hora chamam o nosso ônibus, caminhamos para lá, meu celular toca e eu olho, Alberto havia me mandado uma foto dele curtindo a piscina que me aguarda, fico contente, sinto um toque no braço e o Christian sinaliza, “Vamos.”, acompanho.
“Você é ‘A’ Kelly Franco?”, eu sorrio e faço que sim, depois coloco o indicador nos lábios, para não me causar confusão, o motorista apressa a gente para subir logo subo na frente, com ele logo atrás eu olho para ele e sorrio, nós dois sabemos que ele deu uma olhadinha, chegamos no banco, “Me conta.”, “Espera o ônibus sair.”, ele se ajeitou no banco, eu lembrei da água, “Esqueci de pegar o copo de água.”, na hora que me levanto para sair, o ônibus se move, me jogando no colo do Chris…
Os nossos olhos se encontram comigo no colo dele, o ônibus escuro, estremeço sentindo algo começando a reagir debaixo de mim, fico toda vermelha e ele também vermelho, desviamos os olhos, mas nem um dos dois se moveu por alguns segundos que pareceram horas, me levanto devagar, “Desculpa.”, “Tudo bem Kelly.”, vou buscar minha água, volto com água para mim e para ele, passo por ele de novo, dessa vez, sem acidentes, também toda envergonhada e ele também.
Ficamos um tempo em silêncio, peguei o cobertor, porque voltou a esfriar dentro do ônibus, voltei a cobrir nós dois, “Sim eu sou Kelly Franco a cantora.”, “Caraca velho, o que você está fazendo aqui.”, eu sorrio sem jeito e um pouco tímida, “Eu gosto de viajar de ônibus, acho menos claustrofóbico do que de carro.”, ele faz que sim com a cabeça entendendo meu ponto, o ônibus começa a pegar um embalo, iniciando a viagem de ida, eu olho para a janela, fascinada com as estrelas no céu.
“Eu não imaginava encontrar uma famosa no ônibus.”, eu dei uma risadinha, “Famosinha vai? Não é como se eu fosse super famosa.”, “Mesmo assim ainda é famosa.”, “Agora nem sei se você falou sério de eu te mostrar São Paulo?”, eu fico sem jeito e olho para ele, “Eu falei muito sério, eu realmente acharia interessante que você me mostrasse a cidade.”, eu fico sem jeito, eu realmente estou dando muita abertura para esse carinha, mas…
Como eu disse, algo estava acontecendo, algo que eu sequer vou conseguir explicar, ele não era parte da massa sem rosto que lido todos os dias, ele era diferente, ele era, ELE… Os assuntos nos próximos minutos foram ainda mais interessantes, falamos sobre música, partituras, até o soninho começar a chegar, pelo embalo do ônibus, eu me ajeitei no banco para dormir, ele também, nossas mãos se encontraram, por baixo da coberta, troca de carícias nas mãos um do outro, não sei quando o braço que divide os bancos foi levantado.
Quando chegamos em São Paulo eu estava começando a acordar, manhosa e ainda sonolenta, estava deitada de conchinha com ele no banco deitado no máximo, o braço dele ao redor da minha cintura, seu corpo colado no meu cobertos com o cobertor que eu trouxe para a viagem, eu percebi que ele havia acordado por como moveu seu braço, também percebi algo grande e duro encostado na minha bundinha.
Dei uma pequena reboladinha para mostrar que acordei, senti ele ficar tenso, ainda mais excitado, ele sussurra no meu ouvido, “Garota eu não sou de ferro…”, move o quadril empurrando um pouquinho o que me faz suspirar, “Nem eu.”, eu sussurro e retribuo com uma reboladinha mais intensa apertando minha bunda contra o volume, “Acho melhor a gente parar.”, eu concordo com a cabeça, após nos ajeitamos, trocamos ‘oi’, ambos sem jeito, ambos vermelhos e tímidos, mas eu sinto que ele também percebe essa conexão.
Quando o ônibus finalmente está andando na marginal, eu já começo a me achar mais desperta, ambos tiramos o cobertor, dobrei guardei na mochila, “Kelly, muito obrigado pelo cobertor.” eu fico vermelha, “De nada, muito obrigada pela companhia.”, ele também sorriu trocamos os números de celular e ele ficou de me chamar para ‘conhecer a cidade’, o que eu simplesmente estava ansiosa porque significava ver ele.
Descer do ônibus, pegar a mala, rodoviária, eu olhando em volta, completamente fascinada, com o tamanho daquilo, dezenas, não centenas de pessoas a minha volta, eu subo pela escada rolante, nos despedimos uma última vez, ele sobe a rampa para o metrô eu pego o metrô do outro lado, após ter pago, eu realmente fiquei fascinada com isso.
Eu fiquei com o rosto colado na janela, completamente fascinada com o caminho do trem, toda fascinada, até ele entrar no subterrâneo tomei um sustinho e dei um pulinho na cadeira, quando chegou na Luz, eu achei que ia me perder, mas pelo menos de metrô para metrô é bem sinalizado, eu nem sei quão fundo estou quando entro no próximo trem.
Mas ele não têm maquinista, eu me debruço sobre o painel, olhando pelo vidro, sem me tocar que têm mais gente no vagão, vendo a garota de legging, debruçada sobre painel para ficar na frente vendo o caminho do trem, mas estava tão fascinada, que isso nem era um problema na minha cabeça.
Mais um trêm, agora de superfície, paralelo há uma marginal… Acho que Pinheiros, ou a Tietê, sei lá… E estava no Brooklin, há poucos metros de caminhada de casa, após sair na estação Casas Bahia, algo intrigante, devo dizer… Caminhei pelas ruas, arrastando a mala de rodinha e cheguei na porta do edifício, olhei a entrada e me aproximei da portaria.
Um porteiro obviamente desconfiado, fingiu me anunciar, mas não o fez, eu sei porque ele falou que não estavam atendendo, liguei diretamente para o Alberto, “Oi anjinha.”, “Estou aqui em baixo e o porteiro não quer te incomodar.”, “Eu estou descendo anjinha.”, quando vi Alberto corri até ele toda feliz e pulei nele um abraço apertado, “Eita está feliz mesmo de estar aqui.”, eu sorrio e faço que sim, “Isso é bom, você vai gostar do apartamento.”, “Ok, então vamos lá.”, no final o porteiro pediu desculpas eu só sinalizei que ok.
Assim que chegamos no apartamento eu anuncio, “Eu preciso de um longo e delicioso banho.”, ele dá risada, “Ok, depois do seu banho a gente conversa.”...
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Alguns dias depois eu estava nadando na piscina privativa, saí da água me sentindo maravilhosa e fui me deitar tomando um sol, para manter minhas marquinhas de biquine quando vi a mensagem do christian me convidando para ir em um bar no fim de semana, ia ser interessante, a verdade é que nos últimos dias, eu tenho pensado bastante nele e a gente têm trocado bastante mensagens.
Eu comecei a frequentar a academia do condomínio, foi interessante, estava cheio, conversei com algumas pessoas, ignorei alguns que deram em cima de mim, também tive tempo de curtir a sala de massagem do condomínio e spa ao longo da semana para relaxar, definitivamente Alberto não economizou no esforço dessa vez, eu estava muito contente além de ter conhecido alguém que mexeu com o meu coração de forma única..
Levantei da cadeira de sol da piscina, com meu biquíni fio dental, cor-de-rosa e o bronzeado reforçado, dei um mergulho rápido e fui até a varanda onde o Alberto estava no notebook, olhei por cima do ombro dele, ele olha para mim e dá risada, “Está me molhando.”, “Desculpa.”, respondi dando risada e me afastando, “Estava pensando uma coisa.”, ele olha para mim curioso, “E se o clipe de Coelha Primordial terminar em um beijo?”, ele dá risada, “Não sei Kelly, talvez um tiquinho de mais não?”, eu sorrio, olhando para ele, vendo sua postura corporal.
“Está com ciúmes?”, eu faço a pergunta que ele sem dúvidas pensou, “Talvez sim, mas vou pensar, acho que podemos ver… Tenho motivos para ciúmes?”, dessa vez, ele me desarma, penso no Chris imediatamente, fico vermelha me viro e aproximo da parede de vidro que dá visão para a rua, a marginal e a cidade… “Não. Porquê teria?”, tenho certeza que não fui convincente, “Vocẽ está com esse olhar brilhante e pensativa desde que chegou.”, eu desvio os olhos e olho para o chão, não quero ter essa conversa.
“Só coisas da sua cabeça Alberto…”, vou para dentro pensando se estou sendo tão bandeirosa assim…
Mais para o fim da semana o Christian me manda uma mensagem com o endereço do bar na região de pinheiros, não é tão longe de trem, vai ser divertido e eu estou realmente afim de ver ele novamente, quando vai chegando a tarde do sábado, após avisar o Alberto que vou sair, eu vou tomar um longo banho, sabonete de rosas, cheirinho de rosas, cuidar da minha pele, cremes e óleos, cuidar dos cabelos, finalizar meus cabelos.
Maquiagem super leve, só para realçar, me olhei uma vez no espelho para confirmar, o corpo magro e em forma, por exercícios e dieta restrita, às pernas longas terminadas em uma bundinha pequena, mas muito bonita o quadril redondinho, os seios médios que são o que eu acho mais lindo em mim, toda depiladinha, sorrio me sentindo bem comigo mesma hora da roupa.
Me achando linda, os cabelos negros em cachos super formadinhos até quase meu quadril, os olhos também negros, a pele cor-de-canela, com um bronzeado definitivamente feito com cuidado, apenas um pequeno triângulo mais claro nos pontos corretos para meu biquíni cortinhinha fio dental.
Eu realmente queria seduzir o Christian, não sei explicar porquê, mas ele fazia o mundo diferente a volta dele e eu não entendia como, então eu queria saber e precisava sentir isso, era um vício e ao mesmo tempo um desejo, uma micro-saia preta de couro, quase mostrando a polpinha do bumbum, meia calça arrastão, botas de cano alto até os joelhos com salto 10.
Blusinha com botões na frente, de alcinha fininha justinha que deixava um decote levantando os seios, os cabelos soltos, um pequeno colar, para chamar ainda mais atenção para os meus seios. Me olho no espelho dou uma voltinha, como já tinha imaginado, sou obrigada a puxar a saia para baixo, sei que vou passar a noite fazendo isso, mas…
Acho que ele merece. Coloquei um cardigã de seda amarelo nos ombros, que contrasta e realça a cor da minha pele.
“Alberto vou sair.”, ele olha para mim, vejo como ele analisa minhas roupas, “Kelly, não quer que eu te leve? São Paulo…”, “Relaxa Alberto eu vou ficar bem, qualquer coisa eu chamo você.”, ele sorri e faz que sim com a cabeça, “Ok, mas evita transporte público vestida assim.”, “Mas eu queria ir de trem.”, “Kelly só isso me obedece?”, eu faço sim com a cabeça. “Então até mais tarde.”.
Saio para a cidade, o Uber chega em um instante e logo já estou a caminho do bar que o Christian marcou comigo…
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Eu estava toda fascinada pela cidade, olhando para a rua, os prédios, uma cidade tão imensa, o motorista, tentou duas vezes puxar assunto, mas… Não estava muito responsiva, eventualmente ele desistiu, percebi que minha roupa atraía seu olhar, que minha postura atraía sua atenção, mas a real de verdade é que, tanto faz…
Paramos no bar e eu desci após agradecer, ele também deu boa noite mas ficou parado, logo após que eu desci, vendo eu puxar a sainha para baixo, se alguém viu alguma coisa foi ele, que olhou e deve ter visto uma pontinha de bumbum enquanto ajeitava o cardigã para cobrir tudo o que a saia deveria, dos lados e atrás. Sinceramente é parte do meu charme, espero que tenha feito a noite dele melhor.
Entrei no bar que o Chris me convidou olhando em volta, todos pararam para olhar a índia de batom vermelho, maquiagem leve, esmalte azul clarinho e a roupa provocante, sinto os olhares, não me importo, vou até o balcão, me sentei calmamente, plenamente ciente, das minhas coxas expostas, quase dá para ver a curva do bumbum, peço uma bebida, não olho para ninguém para não dar condição, mas olho em volta para reparar no local.
É um bar com um ar propositalmente antiquado, madeira escura por todos os lados, quadros e troféus de esporte, na parede mais visível aquela roda de pilotar navio, com uma âncora sobreposta, o barman me entrega a bebida com um gracejo que eu respondi sorrindo e ignorando o olhar para o decote.
Olho ao redor pessoas dançam, pessoas cantam, pessoas me olham com curiosidade e outros sentimentos, enquanto bebo meu drink com um olhar blasé de desinteresse, a música é gostosinha, o ritmo me deixa feliz, mas mal presto atenção, até que sinto uma mão no meu ombro eu olho e o mundo ao redor novamente muda completamente.
De repente meus olhos se encontram com os de Christian, ao som de Mulheres de Martinho da Vila, as pessoas dançando samba a nossa volta, meus olhos e os dele dizem tudo, estava lindo com uma calça jeans folgada clara, quase branca, uma camisa polo branca, eu olhando para seus olhos que me hipnotizam, porque essa é a única explicação de como o mundo muda quando eles encontram os meus… “Oi.”, ele diz, “Oi…”, eu respondo.
“Veio para o crime em Kelly.”, eu sorrio gostando do reconhecimento, “Claro que sim, eu sou bandida, preciso estar pronta para o crime.”, ambos demos risadas dessa vez, ele segurou minha mão e me puxou para ele, eu fui, desci do banquinho e abracei ele apertado, nossos rostos chegaram, muito muito perto, olhando nos olhos, minha respiração perdidinha, acelerada, sorrio fico tímida desviando os olhos, baixando a saia.
“Ei deixa eu ver seus olhos…”, sua voz rouca, penetra minha alma, eu fico vermelha e olho para o chão, “Deixa?”, eu olho para ele, já sabendo o que vai acontecer, quando nossos olhos se encontram o beijo acontece, um beijo delicioso, um beijo que me tira do ar, ou melhor, me sintoniza, já que com Christian, eu vejo as cores, eu vejo a dança e eu ouço a música.
🎵Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada, do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz🎵
=== === === … … … FIM DA FAIXA 1 … … … === === ===
Música do Título: Vou de Táxi
Intérprete: Angélica.
É isso amores, essa série vai acompanhar a história da nossa Kelly ela eu peço que tenham carinho ao comentar, lembrem-se que essa escritora é uma lebre assustada, então se eu achar que estão pegando pesado, assim como avisei no começo de Inocência a História da Catarina eu vou fugir e parar de responder a pessoa. 😆😉
Se gostaram do conto, por favor, votem, comentem, façam essa escritora feliz.
