Desafio Aceito: Ódio e Tesão na Mesma Cama

Um conto erótico de Darkness
Categoria: Heterossexual
Contém 5493 palavras
Data: 12/04/2026 08:44:15

Viver sob o mesmo teto era uma guerra. Mas quando a provocação virou um jogo de desafios sem limites, descobrimos que o ódio e o tesão falam a mesma língua.

Dizem que o ódio é um sentimento que exige esforço, mas para mim, odiar a Jade sempre foi tão natural quanto respirar. Era uma ocupação de tempo integral que começou no instante em que nossas famílias se fundiram. Antes dela, a casa era um refúgio de silêncio; depois dela, tornou-se um campo de batalha onde cada centímetro de corredor era disputado como se fosse território de guerra.

O nó cego dessa história toda era a Patrícia. Ela chegou na nossa vida como quem entra numa sala bagunçada e, em silêncio, vai colocando cada coisa no lugar. Não era invasiva, era apenas presente. E, honestamente, foi um alívio, porque vi meu pai, o Roberto, sorrir de um jeito mais leve — um sorriso que finalmente não dependia mais só de mim para existir. O problema nunca foi a Patrícia; ela era a paz que meu pai merecia. O problema sempre foi a extensão inevitável que veio no pacote: Jade.

Jade. O nome já devia ser um aviso. Uma pedra verde, bonita, mas dura pra caralho. Ela tinha um metro e sessenta e cinco de pura provocação. Pele clara que queimava fácil no sol, cabelo castanho escuro ondulado que ela vivia prendendo e soltando num elástico no pulso, corpo de quem herdou a genética da mãe mas nunca pisou numa academia: coxas grossas, cintura marcada, seios firmes que ela escondia sob camisetas largas de banda, bunda redonda e empinada que ela fingia não saber que chamava atenção. Eu sabia. Eu sempre soube. Só nunca tinha me permitido olhar.

Desde os catorze anos, quando a mudança dela e da mãe pra nossa casa foi definitiva, a gente se estranhou. Não foi birra de adolescente que passa com o tempo. Foi um ódio que criou raiz, funda e grossa. Ela pisou na casa como se estivesse invadindo um território inimigo, e eu reagi como quem defende a única trincheira que conhece. A gente competia por tudo. Pelo banheiro de manhã — ela batendo na porta com força enquanto eu escovava os dentes, eu abrindo já xingando baixo pra Patrícia não ouvir, ela entrando e me empurrando com o ombro. Pelo último pedaço de pizza — nossos garfos se cruzando sobre a forma, os olhos se desafiando em silêncio até que um de nós recuava, mas nunca sem antes deixar claro que a desistência era um favor, não uma derrota. Pela nota mais alta no boletim. Se ela tirava nove, eu vibrava com o nove e meio e deixava o boletim em cima da mesa da cozinha, bem no lugar onde ela tomava café. Se eu conseguia um estágio no laboratório, ela arrumava um melhor na escola de idiomas e fazia questão de anunciar no jantar como se fosse um Oscar, olhando pra mim a cada palavra.

Meu pai e Patrícia viam aquilo e sorriam. Achavam que era um estímulo saudável, uma rivalidade de irmãos postiços que nos empurrava pra frente. Não viam as portas batidas com uma força calculada pra não quebrar o batente, mas pra fazer o estalo ecoar no corredor. Não viam os olhares que a gente trocava por cima da mesa, carregados de um desprezo tão puro que chegava a ser físico.

Quando a coisa era mais feia, a gente fazia longe deles. No corredor do andar de cima, cara a cara, as vozes sussurradas mas carregadas de veneno. Ela me chamava de arrogante, um garoto que se achava inteligente demais pra tudo e pra todos. Eu chamava ela de exibida carente, alguém que transformava qualquer conquista num espetáculo porque não suportava a ideia de ser invisível. Os xingamentos voavam baixo, cortantes.

— Você é um merda, Caio.

— E você é uma vadia que precisa de aplauso pra ser alguém.

A gente se odiava com uma pureza rara. Sem tréguas. Sem meio-termo.

Aos dezoito anos, quando cada um começou a trazer as namoradas no meu caso e os namorados no caso dela pra casa, a competição ganhou um novo campo de batalha. Quem apresentava o parceiro mais bonito. Quem terminava primeiro. Quem parecia mais feliz nas fotos postadas. E quando um relacionamento acabava, o outro estava lá pra esfregar sal na ferida.

Lembro da vez em que a primeira namorada séria terminou comigo. A gente tinha brigado por ciúmes, e ela postou uma foto com outro no mesmo dia. Eu tava no sofá da sala, olhando pra tela do celular com raiva, quando Jade passou por trás, viu a foto e soltou um risinho.

— Nem durou três meses. Chocada.

— Vai tomar no cu, Jade.

— A culpa não é minha se você não dá conta de segurar ninguém.

Ela subiu as escadas antes que eu pudesse responder, mas a semente do ódio já tinha sido regada.

Quando foi a vez dela levar um pé na bunda do tal Victor, um cara mais velho da faculdade, eu retribuí na mesma moeda. Ela tava sentada na ilha da cozinha, com os olhos vermelhos e o celular na mão, quando entrei pra pegar uma água.

— O Victor te largou? Que pena. Tão promissor era o relacionamento de vocês.

Ela levantou a cabeça, os olhos faiscando.

— Pelo menos ele me comia direito. Não igual você, que deve gozar em dois minutos.

— Ta perguntando por aí se eu fodo bem? — Falei sem ao menos pensar, deixando a Jade com ainda mais raiva.

Ela jogou um pano de prato em mim. Eu ri e saí. A guerra continuava.

Agora, aos vinte, a dinâmica tava consolidada numa rotina de hostilidade previsível. Eu estudava Engenharia Química à noite e estagiava num laboratório de controle de qualidade durante o dia. Jade estudava Letras, estagiava numa escola de idiomas e tinha uma energia inquieta, sempre precisando provar alguma coisa pra alguém. Competir era a linguagem que ela aprendeu pra existir no mundo. E eu era o alvo perfeito.

Naquela tarde de sábado, a briga começou na cozinha. Patrícia tava fritando alho e cebola pro molho do jantar, o cheiro bom se espalhando pela casa. Eu tava apoiado na ilha de granito, conferindo umas mensagens no celular, quando Jade entrou. Ela foi direto pra geladeira, abriu a porta e ficou olhando lá dentro como se esperasse que a comida aparecesse por mágica. O silêncio já era hostil. A presença dela no mesmo ambiente já me irritava.

Ela fechou a geladeira com mais força do que o necessário. O barulho me fez olhar.

— Que foi? Não achou nada que prestasse? Tenta se olhar no espelho.

Ela revirou os olhos.

— Engraçadinho. Pelo menos eu me olho. Você deve evitar até sua própria sombra.

— Pelo menos minha sombra não precisa de validação a cada cinco minutos.

Patrícia nem se virou. Já tava acostumada. A gente sempre começava assim, com farpas pequenas. Mas naquele dia, algo tava diferente. Talvez o calor. Talvez o tédio de um sábado sem planos. A coisa escalou rápido.

— Falando em validação — Jade continuou, se virando pra mim com um sorriso falso. — A Bruna já te deu unfollow? Ou você ainda curte as fotos dela igual um cachorrinho abandonado?

Bruna era a ex. A ferida ainda tava aberta. Senti o sangue subir.

— Pelo menos eu tive alguém que prestasse. Você coleciona fracassado.

— Ah, é? E quem foi o último? A menina que você levou no cinema e nunca mais apareceu? Ou ela te deu um pé na bunda depois de ver seu carro velho?

— Meu carro me leva pros lugares. Sua personalidade não leva a lugar nenhum.

Patrícia baixou o fogo. Ouvi o clique do fogão, o chiado do óleo diminuindo. Ela limpou as mãos no pano de prato com uma calma que era mais assustadora que um grito.

— Vocês dois, chega.

A gente parou. Por respeito, por reflexo. Patrícia tinha aquele tom que não admitia desobediência. Ela se virou, os olhos indo de mim pra Jade e voltando.

— Não aguento mais. Todo santo dia a mesma coisa. Parece que cês têm quinze anos. Vou no mercado comprar o que falta e quando eu voltar quero essa casa em silêncio. Entenderam?

— Tá bom, Patrícia — eu disse, sem tirar os olhos de Jade.

— Tá — ela respondeu, me encarando de volta.

Patrícia pegou a bolsa, olhou pra gente uma última vez como quem avalia se valia a pena deixar dois animais soltos no mesmo cercado, e apontou pras escadas.

— E vão terminar essa briga lá em cima. Porque eu não aguento mais ouvir vocês dois.

Ela saiu. A porta da frente bateu. O silêncio na cozinha ficou pesado por uns segundos. Jade foi a primeira a se mexer. Passou por mim, o ombro roçando no meu de propósito, e subiu as escadas. Eu fui atrás. Meus olhos, por puro reflexo, desceram pra bunda dela no shorts de moletom. Era redonda, empinada, balançava mesmo sem querer. Desviei o olhar assim que percebi, irritado comigo mesmo. Era Jade, pelo amor de Deus.

O quarto dela era um território neutro só por falta de opção. Entrei atrás e fechei a porta com mais força do que precisava. O estalo ecoou. Ela se virou, os braços cruzados.

— Não precisava bater a porta, idiota.

— Não precisava ser uma insuportável na cozinha.

— Eu? Insuportável? Você que começou.

— Comecei nada. Você que entrou já bufando igual um touro.

— Porque você tava lá, ocupando espaço. Sempre ocupando espaço.

A briga recomeçou no mesmo tom. Ela dizia que eu me fazia de vítima, que sempre me achava superior, que olhava pra ela como se ela fosse um inseto. Eu dizia que ela transformava tudo em competição porque não suportava a ideia de ser comum, de ser só mais uma, que precisava de holofote até pra respirar. As palavras saíam rápidas, cortantes.

— Você se acha o inteligentão, o certinho, mas não passa de um garoto mimado que nunca ouviu um não na vida — ela disparou, o rosto ficando vermelho.

— E você é uma exibida que precisa provar o tempo todo que é melhor que todo mundo porque, no fundo, sabe que não é porra nenhuma.

Ela abriu a boca pra responder, mas parou. Algo mudou nos olhos dela. A raiva ainda tava lá, mas agora tinha outra coisa. Uma faísca diferente. Ela deu um passo pra frente.

— Sabe qual é a diferença entre eu e você, Caio? Eu tenho coragem. Você não. Você é um covarde.

— Coragem? Você? — Eu ri, uma risada curta e genuína. — Você não tem coragem pra nada que importe.

— Ah, é? — Ela inclinou a cabeça, um sorriso debochado se formando. — Então prova. Eu te desafio.

— Que porra de ideia é essa?

— Um jogo. Uma competição de desafios. Quem disser "não" ou recusar um desafio primeiro, perde. O vencedor pode pedir qualquer coisa. Sem limites.

Olhei pra ela como se tivesse enlouquecida.

— Isso é coisa de criança de doze anos, Jade.

— Tá com medo de perder? — O sorriso dela se alargou. — Sabia. Você é um covarde. Sempre foi.

Aquilo acionou o gatilho. Eu não podia deixar barato. Nunca pude.

— Tá bom. Vamos jogar.

Ela ergueu as sobrancelhas, surpresa, mas se recompôs rápido.

— Ótimo. Você começa.

— Não. Você que propôs. Você começa.

— Tá com medo de dar o primeiro passo? Típico.

— Tá enrolando porque já quer desistir?

Ela rangeu os dentes.

— Manda, então. Qual é o desafio?

Estendi a mão.

— Celular.

Jade hesitou, um frio passando pelos olhos, mas destravou o aparelho e colocou na minha mão. O contato da tela ainda morna na minha palma. Abri o Instagram dela. Ela me olhava, imóvel. Digitei devagar, olhando pra ela, saboreando cada letra: "Ainda sinto muita saudades do meu ex". Publiquei.

Ela arrancou o celular de mim, os olhos arregalados de pânico e ódio. A tela se encheu de notificações quase instantaneamente. O ex dela tinha traído ela várias vezes e a última foi com a garota que ela mais odiava no mundo. Ela abriu a boca pra me xingar, mas o ar saiu sem som. Em vez disso, estendeu a mão, a palma aberta exigindo o meu.

— Agora você.

Entreguei. Ela foi direto na galeria, os dedos ágeis deslizando pelas miniaturas. Sabia exatamente o que procurava, isso me assustou. Encontrou a foto que eu escondia até de mim mesmo: uma festa, eu bêbado, olho caído, a cara de quem tinha acabado de destruir qualquer chance de reconciliação com a ex. Meu antigo relacionamento terminou porque dei um bolo na minha ex pra ir em uma festa com os amigos, eu negava que tinha ido a festa todas as vezes e aquela foto que o imbecil aqui guardava era prova da minha desgraça, acho que mantinha ela só pra lembrar a besteira que fiz. Ela postou nos meus stories sem uma palavra. Apenas a imagem. A humilhação crua.

Travei o maxilar. Senti o sangue pulsar nas têmporas. A vontade de dizer "chega" veio forte, uma palavra que queimava na ponta da língua. Mas aí eu olhei pra ela. Jade sorria. Um sorriso de triunfo, aquele brilho de superioridade que eu odiava mais que tudo no mundo. O "chega" morreu antes de nascer. Engoli a desistência com um gosto amargo.

E foi aí. Naquele instante de raiva pura, com o peito apertado pela chance queimada de vez com a ex, eu realmente olhei pra Jade. Não o olhar de sempre, embaçado pelo desprezo. Um olhar novo. Meus olhos desceram do rosto dela. Registraram a curvatura dos seios sob a camiseta fina. Sem sutiã. Os mamilos marcavam o tecido. A largura dos quadris no shorts. A pele clara do pescoço onde o cabelo ondulado caía, úmida de suor. O tesão veio como uma pancada seca e quente no estômago. Inesperado. Não era atração. Não era romance. Era uma fome. Uma fome que se misturava perfeitamente ao ódio, como se os dois sempre tivessem sido o mesmo sentimento. Disfarcei com um sorriso de canto.

— É a minha vez de novo.

Ela cruzou os braços, o queixo erguido.

— Manda.

— Fica nua. Na minha frente.

O chão pareceu se abrir sob os pés dela. Vi o choque estampar o rosto, a boca se abrir num xingamento que veio em sequência, as palavras tropeçando umas nas outras.

— Você tá doente? Tá louco? Seu pervertido de merda!

Dei de ombros. O coração batia forte dentro do peito, mas minha voz saiu calma, quase entediada.

— Tudo bem. Pode desistir. Já esperava que você não tivesse coragem mesmo.

Virei as costas devagar, o movimento calculado pra mostrar que eu não tava nem aí. Mas cada músculo do meu corpo tava tenso, esperando. A palavra "desistir" pairou no ar como um veneno que eu sabia que ela não conseguia engolir. Ouvi a respiração dela mudar. Um silêncio tenso. Depois, a voz dela, baixa e carregada de raiva.

— Espera.

Virei a tempo de ver os dedos dela agarrarem a barra da camiseta. Era uma camiseta velha do Nirvana, desbotada, larga demais. Ela puxou pra cima num movimento rápido. Os seios saltaram, firmes, maiores do que eu imaginava sob aquelas roupas largas que ela sempre usava. Eram proporcionais, redondos, a pele clara contrastando com os mamilos escurecidos que endureceram imediatamente com o contato do ar frio do quarto. Ela cruzou um braço sobre o peito, cobrindo-se, o rosto vermelho de constrangimento e fúria. A mão livre tremia levemente ao lado do corpo. Eu não desviei o olhar. Não conseguia.

Apontei com o queixo pro short de moletom. Minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia.

— Nua é sem nada.

Ela rangeu os dentes. O som foi audível no quarto silencioso. Baixou o shorts de moletom, deixando-o cair no chão, e ficou parada ali, a renda preta contrastando com a pele branca da virilha. Os pelos escuros apareciam por baixo do tecido fino. Hesitou de novo, os dedos na cintura da calcinha. Eu não dizia nada. Só olhava. O tempo se esticou, cada segundo pesando no ar entre a gente. Então, num movimento rápido, ela deslizou a calcinha pelas pernas e chutou pro lado. O tecido voou e caiu perto da cama.

Estava completamente exposta.

Os pelos escuros aparados revelando a intimidade que ela sempre escondeu atrás de ironias e roupas largas. As coxas grossas, a cintura marcada, os quadris largos. O corpo dela era exatamente como eu tinha registrado naquele segundo de epifania: escultural, de um jeito cru e irritante. Meu pau latejou dentro da bermuda, o volume se tornando impossível de esconder.

Jade viu. Os olhos dela foram direto pra lá, e algo mudou na expressão dela. O constrangimento ainda tava lá, mas agora misturado com outra coisa. Ela ergueu o queixo, o velho desafio renascendo.

— Agora é a minha vez.

— Manda.

— Fica nu também. Se eu tô nessa merda, você também vai estar.

Tirei a camiseta por cima da cabeça, sentindo o ar frio do quarto bater na pele. Meu corpo era magro, mas os ombros tinham alargado nos últimos dois anos de academia esporádica. Jade não desviou o olhar. Eu via os olhos dela percorrendo meu peito, descendo. Baixei a bermuda e a cueca juntas, num movimento só. Sem vergonha. Meu pau saltou livre, duro, grosso, as veias saltadas percorrendo toda a extensão. Do tamanho exato que preenche completamente a imaginação.

Jade tentou manter a cara de desprezo, mas eu vi o choque. Ela desviou o olhar rápido, mas os lábios se apertando.

— Que cara de pau.

— Tá com medo de continuar?

— Medo? — Ela soltou uma risada curta, sem humor. — Você que vai pedir pra parar.

— Duvido.

Ela deu um passo pra frente. O movimento fez os seios balançarem levemente. Ela parou a um palmo de distância, o cheiro dela me atingindo — um perfume doce, misturado com o odor natural da pele aquecida. Meu pau pulsou de novo, e ela viu.

— Olha só — ela disse, a voz baixa e provocativa. — O garoto tá animado.

— E você tá molhada. Dá pra ver daqui.

Era verdade. Mesmo de onde eu tava, conseguia ver o brilho úmido entre as coxas dela. O rosto de Jade ficou ainda mais vermelho, mas ela não recuou.

— É a minha vez de mandar — ela disse, os olhos brilhando. — Me chupa.

Eu ri baixo. O som saiu estranho no quarto silencioso.

— Você que vai me chupar. É a minha vez, você já mandou eu ficar nu.

— Covarde. Tá com medo de chegar perto.

— Você que tá enrolando porque sabe que vai perder.

Ela ficou me olhando, os olhos faiscando. Então, sem dizer nada, ela fez algo que me deixou mais duro ainda. Procurou o elástico no pulso, prendeu o cabelo num rabo de cavalo alto. O gesto foi prático, quase frio, mas os dedos tremiam quase imperceptíveis. Ela se ajoelhou no chão do quarto. O som dos joelhos no piso de madeira foi abafado pelo meu próprio coração batendo nos ouvidos.

A mão dela envolveu meu pau. A pele era quente e macia contra a rigidez. Ela aproximou o rosto. Hesitou por um pouco — eu vi, ela sabia que eu vi — e então o colocou na boca. Senti o calor, a umidade, a pressão da língua. Um choque elétrico percorreu minha espinha.

Ela começou a chupar. Não era o boquete desajeitado de uma garota inexperiente. Ela sabia o que tava fazendo, era de alguém experiente. A boca se adaptou ao volume, os lábios deslizando pela extensão, a mão acompanhando o movimento na base. A cabeça dela balançava num ritmo constante, e eu sentia a língua pressionando, contornando, explorando. Ela não parou. Não disse "não". Continuou, a respiração ficando mais pesada, o som úmido preenchendo o quarto.

Eu olhava pra baixo e via ela ali, de joelhos, me chupando. Jade. A Jade que me odiava, que competia comigo por tudo a anos, que me chamava de arrogante. A boca dela no meu pau, os olhos às vezes se fechando, às vezes me encarando com aquele brilho de desafio que não desaparecia. Era surreal. E era excitante de um jeito que eu não sabia explicar.

— Tá gostoso? — ela perguntou, tirando o pau da boca, a mão ainda punhetando devagar. A voz saiu rouca, mas o deboche ainda tava lá.

— Ja recebi melhores.

— Arrogante até nisso.

Ela voltou a chupar, agora com mais intensidade. A mão apertava a base, a boca descia mais fundo. Eu senti a garganta dela contra a cabeça do meu pau por um instante, antes de ela recuar com um leve engasgo. Ela não parou. Continuou, os olhos marejados mas determinados.

— Olha só — ela disse, a voz saindo mais trêmula do que ela queria. — Alguém está gostando e perdendo o controle, as pernas estão bambas.

— Você que tá de joelhos, não eu. E parece que tá gostando.

Ela me olhou de baixo, os olhos úmidos faiscando, e chupou mais forte em resposta. A sensação foi tão intensa que eu tive que segurar o gemido. Minhas mãos se fecharam em punhos ao lado do corpo.

Ela continuou até sentir o maxilar cansar. Quando finalmente se levantou, as pernas pareciam um pouco bambas. Ela limpou o canto da boca com as costas da mão, o gesto brusco. A raiva ainda tava lá, mas agora tinha algo novo no olhar dela. Uma fome que espelhava a minha.

— Agora você — ela disse. — Quem gozar primeiro, perde.

— Você tá propondo uma aposta dentro da aposta?

— Tô. Coragem pra aceitar?

— Fechado.

Empurrei ela na cama. As costas bateram no colchão com um baque surdo. Jade soltou um "ai" abafado, mas não reclamou. Abri as pernas dela sem pedir licença, os joelhos se afastando com uma resistência mínima. Abaixei a cabeça e comecei a chupar.

A boceta já tava molhada. O gosto salgado e íntimo me encheu a boca, e eu senti um tremor percorrer o corpo dela. Jade arqueou as costas, um gemido abafado escapando antes que ela pudesse se controlar. As mãos dela agarraram o lençol. Ela cobriu a boca com uma das mãos, abafando qualquer som.

— Não adianta esconder — eu disse, levantando a cabeça. — Dá pra sentir o gosto do quanto você tá gostando.

— Cala a boca.

Eu ri contra a pele dela e voltei a chupar. A língua desenhava círculos lentos e precisos no clitóris, sentindo ele inchar sob o toque. As coxas dela tremiam contra minha cabeça, os quadris começando a se mover involuntariamente, buscando mais contato.

— Isso é tudo que você consegue? — ela provocou, a voz trêmula mas ainda carregada de veneno. — Nenhuma mulher aguenta você, chupa mal desse jeito, deve ser por isso.

Enfiei dois dedos dentro dela de uma vez. Jade soltou um gemido que não conseguiu abafar, as costas arqueando de novo. Comecei a bombear devagar, a boca ainda no clitóris, sentindo as paredes internas apertarem meus dedos. Ela tava perto. Dava pra sentir nas contrações involuntárias, no jeito que a respiração dela ficou irregular.

Eu me afastei, deixando ela ofegante, os olhos se abrindo com uma mistura de frustração e alívio. Peguei minha carteira no chão, tirei uma camisinha. Jade me olhava, o peito subindo e descendo rápido. Rasguei o pacote e vesti, os dedos ainda trêmulos de tesão. Depois segurei os quadris dela e puxei pra beirada da cama. Ela soltou um gritinho abafado com o movimento brusco.

— Que susto, idiota.

— Cala a boca.

Me posicionei entre as pernas dela. Quando penetrei, indo fundo de uma vez, Jade soltou um gemido que não conseguiu abafar e cravou as unhas no lençol. Comecei a socar com força, um ritmo ditado mais pela competição do que por qualquer outra coisa.

— É isso que você queria provar? — Minha voz saiu entre os dentes. — Que aguenta?

— Você que não aguenta — ela revidou, a voz trêmula mas ainda cheia de veneno. — Daqui a pouco tá pedindo pra parar.

Continuei bombando, sentindo ela apertar a cada estocada. Jade mordia o lábio, os olhos às vezes fechando, às vezes me encarando com aquele brilho de desafio. Mas algo já tinha mudado no olhar dela. Ela não queria só aguentar. Ela queria vencer.

— Espera — ela disse, colocando a mão no meu peito. — Deixa eu ficar de quatro.

— Tá com medo de gozar assim?

— Tô querendo tomar a disputa justa. A não ser que você tenha medo de não aguentar.

Saí de dentro dela. Jade se virou na cama, ficando de quatro, os joelhos afastados, as mãos apoiadas no colchão. Ela jogou o cabelo pro lado e olhou por cima do ombro, um sorriso de desafio nos lábios inchados.

— Aposto que você não aguenta dois minutos assim.

— Você que vai gozar primeiro.

— Nenhum homem jamais aguentou. Você não vai ser diferente.

— Nenhuma mulher sai sem gozar quando eu como de quatro.

Ela riu, aquele som debochado que eu conhecia tão bem.

— Quer apostar?

Me posicionei atrás dela. Segurei os quadris com força e penetrei de uma vez. Jade soltou um gemido mais alto, as mãos agarrando o lençol. Comecei a bombar, o ritmo intenso, as estocadas profundas. O som dos nossos corpos se chocando preenchia o quarto.

— Isso é tudo? — ela provocou, a voz entrecortada. — Achei que você fosse melhor.

— Você que tá gemendo igual uma...

Não terminei. Ela rebolou de leve, mudando o ângulo, e a sensação foi tão intensa que eu quase gozei. Jade riu.

— Tá vendo? Nenhum homem aguenta.

— Você vai gozar primeiro. Dá pra sentir.

Era verdade. Ela tava encharcada, as paredes internas apertando meu pau a cada movimento. Os gemidos dela tavam ficando mais altos, menos controlados. Eu sentia o corpo dela começar a tremer.

No impulso, sem pensar, levantei a mão e dei um tapa na bunda dela. O som estalou no quarto.

Jade soltou um gemido que era quase um grito. As pernas dela tremeram, os braços fraquejaram. Senti as contrações fortes em volta do meu pau, o corpo dela se desfazendo num orgasmo violento. Ela desabou no colchão, os gemidos abafados contra o lençol, a bunda ainda empinada porque eu segurava os quadris dela com força.

Eu não tinha planejado o tapa. Tinha saído no calor do momento. Mas o efeito foi imediato e devastador. Ela gozou como se aquilo fosse exatamente o que ela precisava.

Quando os tremores diminuíram, ela se deixou cair completamente na cama, o corpo mole, a respiração pesada. Eu saí de dentro dela e me sentei ao lado, ainda duro, ainda ofegante.

— Perdeu.

Ela virou o rosto, a bochecha apoiada no lençol, os olhos ainda meio vidrados. A raiva tava lá, mas misturada com uma vulnerabilidade que eu nunca tinha visto.

— Vai tomar no cu.

— Você adorou o tapa.

— Não adorei nada. Você que bateu sem pedir.

— E você gozou por isso sua puta.

Ela desviou o olhar. O rosto dela tava vermelho, mas eu não sabia se era da raiva, do orgasmo ou da vergonha. Talvez dos três.

— Agora você me faz gozar — eu disse. — É o prêmio que eu quero.

— Já sei, já sei.

— Pode fazer do jeito que quiser. Mas tem que me fazer gozar. Essa é a punição por ter perdido.

Ela me olhou, algo realmente tinha mudado nos olhos dela. O cansaço ainda tava lá, o corpo mole depois do orgasmo intenso. Mas agora tinha outra coisa. Uma determinação. Ela tinha perdido a aposta, e aquilo era uma afronta ao ego dela. Ter que se submeter a me dar prazer, fazer o homem que ela odiava gozar também. Mas ao mesmo tempo, era uma questão de honra. Ela não podia falhar.

Ela se levantou devagar, os movimentos pesados. As pernas ainda tremiam um pouco. A boceta tava visivelmente inchada, vermelha, os pelos escuros úmidos. Ela apontou pra cama.

— Deita.

Obedeci. Me deitei de costas, o pau duro apontando pro teto. Jade subiu em mim, as pernas se posicionando uma de cada lado do meu quadril. Ela hesitou antes de se encaixar, a expressão tensa. Quando começou a descer, eu vi o rosto dela se contrair. Ela tava sensível, dava pra ver. A boceta ainda inchada, provavelmente dolorida depois de tudo. E meu pau e grosso pra ajustar, preenchendo ela completamente.

Ela soltou um gemido baixo, os olhos se fechando. Começou a cavalgar devagar, os quadris subindo e descendo num ritmo cuidadoso. Eu via o esforço no rosto dela — o corpo exausto, a sensibilidade extrema. Mas também via outra coisa. Prazer. Os lábios entreabertos, as sobrancelhas franzidas. Ela tava sentindo cada centímetro, e tava gostando.

— Me olha.

Ela abriu os olhos, a expressão de surpresa.

— Cavalga olhando pra mim. Quero que me veja em quanto você me dar prazer.

— Você é um desgraçado.

— E você perdeu. Agora obedece.

Ela me encarou. Os olhos castanhos faiscando de raiva, mas também de algo mais. Começou a se movimentar de novo, os quadris encontrando um ritmo, os olhos presos nos meus. Eu via a luta interna no rosto dela. Ela odiava aquilo. Odiar ter que me servir, ter que me dar prazer. Mas o corpo dela respondia de um jeito que ela não conseguia controlar.

Os olhos dela começaram a fechar de novo, os lábios se entreabrindo.

— Me olha — repeti.

Ela abriu os olhos, me xingando com o olhar. Mas obedeceu. Continuei olhando pra ela, vendo o prazer se sobrepor à raiva, os movimentos ficando mais fluidos, menos tensos. Ela mordia o lábio, os seios balançando a cada descida.

— Você tá gostando — eu disse.

— Cala a boca.

— Tá. Dá pra ver. Perdeu a aposta e agora tá quase gozando de novo.

— Não tô.

— Tá sim. Dá pra sentir. Sua boceta tá me apertando toda.

Era verdade. As paredes internas dela contraíam em volta do meu pau, involuntárias. Ela tava perto de novo, mesmo exausta.

— Você não sabe de nada — ela retrucou, mas a voz saiu fraca.

Segurei os quadris dela com força. E comecei a foder por baixo, subindo quando ela descia. O ritmo ficou mais intenso, mais profundo. Jade soltou um gemido alto, os olhos arregalados de surpresa.

— Que isso...

— Você quer gozar. Então goza.

Ela tentou dizer algo, mas as palavras se perderam num gemido. Eu continuava subindo, encontrando as descidas dela, o pau entrando mais fundo a cada estocada. Ela se inclinou pra frente, as mãos apoiadas no meu peito, os olhos agora fechados sem conseguir abrir.

— Continua — ela gemeu, a voz embargada. — Continua, por favor.

— Tá gostoso?

— Tá. Tá muito... Você tá acabando com ela.

A frase saiu sem filtro, sem o deboche de sempre. Era só verdade. Ela tava entregue, o corpo mole, os movimentos cada vez mais descoordenados. Eu aumentei o ritmo, sentindo ela apertar cada vez mais.

— Goza, Jade.

Ela desabou sobre mim com um gemido longo, os braços cedendo, o corpo tremendo inteiro. Senti as contrações fortes em volta do meu pau, o orgasmo dela intenso e prolongado. Ela ficou deitada sobre mim, a respiração pesada, o coração batendo tão rápido que eu sentia contra meu peito.

E eu ainda não tinha gozado.

Mas a boceta dela continuava apertando, involuntária, os espasmos pós-orgasmo contraindo as paredes internas. E aquilo foi o suficiente. Depois de todo o sexo, de toda a tensão, sentir ela pulsar em volta de mim depois de duas gozadas foi o gatilho final. Gozei com um grunhido baixo, as mãos apertando as costas dela, o corpo se arqueando por baixo. O orgasmo foi longo, profundo, deixando um vazio quente no peito quando acabou.

O silêncio que caiu depois foi ensurdecedor.

Não era o silêncio hostil do corredor. Não era o silêncio tenso da mesa de jantar. Era um vácuo carregado de choque, de prazer ainda pulsando no ar. Jade ficou deitada sobre mim, a respiração pesada, o corpo mole. Nenhum dos dois dizia nada.

Então, devagar, ela se levantou. Eu vi a boceta dela enquanto ela saía de cima de mim — ainda aberta, vermelha, inchada, os pelos escuros completamente úmidos. Ela se abaixou pra pegar as roupas. Vestiu a calcinha, a camiseta do Nirvana. Tudo de costas pra mim. Eu só olhava. A curva daquela bunda perfeita desaparecendo sob o tecido.

Na porta do quarto, ela parou. Não se virou. A voz saiu rouca, ainda com o desafio de sempre, mas com uma nota nova que eu não soube decifrar. Uma nota que parecia uma promessa e uma ameaça ao mesmo tempo.

— Da próxima vez, eu venço.

E saiu. Os passos abafados pelo tapete do corredor. A porta do banheiro se fechando. O som do chuveiro ligando.

Fiquei imóvel na cama desarrumada. O cheiro dela tava em mim, no lençol, no ar. A casa ainda vazia. Patrícia não tinha voltado. O barulho da água no banheiro era a única coisa que me dizia que aquilo tinha sido real. O ódio continuava lá, eu sabia disso, estava ainda intacto. Mas agora ele tinha um gosto diferente. Uma textura diferente.

O tapa. Ela gozou com o tapa. Eu não tinha planejado, mas agora sabia. E ela sabia que eu sabia.

Jade tinha criado um jogo pra provar coragem. E tinha aberto uma porta que nenhum de nós sabia como fechar. E pior: olhando pro teto do quarto dela, ouvindo a água correr no banheiro, eu não tinha certeza se queria fechar.

O jogo não tinha acabado. A próxima rodada já estava marcada, só não sabíamos quando seria. Mas agora eu conhecia uma fraqueza dela que ela nunca admitiria.

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Comentários

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Muito bom!!! Este clima de "vamos fuser só porque te odeio" é muito tesudo.

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Algo totalmente diferente, apesar do ódio entre os dois, o conto é carregado de desejo, erotismo e um grau de tesão muito elevado. Espero que tenha continuação.

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Obrigado pelo comentário, vai ter sim, é algo diferente do que vem tendo na casa dos contos eróticos, em alguns contos que fiz a continuação o pessoal reclamou que era mais conto de casal liberal, traição, corpo manso e aí vai, resolvi trazer algo diferente, algo que não tenha esse tema para ser algo gostoso de ler e divertido de se fazer. Vai ter continuação tem muitas aventuras que vai acontecer com a Caio e a Jade, muitos desafios, apostas, aventuras, situações em que eles vão ter colocar a rivalidade de lado pra se ajudar, mas depois volta tudo ao normal a rivalidade, quem nunca ouviu a frase " o inimigo do meu inimigo e meu amigo" kkkkk tô tentando fazer algo legal, que tenha uma história bacana e bem desenvolvida, com um sexo gostoso kkkkk.

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Conto incrível, tô louco pelo próximo hehe isso é um conto novo ou uma recriação?

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Um conto novo, tenho alguns novos e alguns recriacao, esse é novo 100% original kkkk

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Sempre que for continuação sempre coloco o aviso que é uma continuação de algum outro autor ou autora e todos os avisos bem no começo, quando é de minha autoria já começa na história. Pode ficar tranquilo quanto a isso, esse é 100% meu.

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