Olá a todos,
Já faz um bom tempo que escrevi aqui pela última vez. Desde a nossa viagem à região serrana e sobre aquele susto na recepção do hotel. Eu havia decidido, mais uma vez, guardar nossas vivências apenas para nós dois, mas percebi que o medo que sinto não diminui com o tempo; pelo contrário, ele parece se transformar em algo que lateja constantemente sob a pele. Escrever aqui continua sendo minha única válvula de escape, o único lugar onde o julgamento não me sufoca antes mesmo de eu abrir a boca.
Desde que voltamos daquela "lua-de-mel" improvisada, o clima na nossa casa mudou de forma sutil, mas perigosa. A rotina de sexo, que antes era apenas uma explosão de alívio de tensões, tornou-se algo estabelecido, uma linguagem que eu e o Rodrigo falamos fluentemente todos os dias. O problema é que, quando você se acostuma com o proibido dentro de quatro paredes, a guarda começa a baixar onde não deveria.
Na última quinta-feira, recebi a visita de uma grande amiga que está comigo em muitos momentos, o nome dela é Débora. Ela é minha amiga mais próxima desde que cheguei do Nordeste, ainda adolescente. Débora estava lá no meu aniversário de 52 anos, naquela boate onde o Rodrigo me tirou para dançar e me beijou pela primeira vez. Ela sempre foi muito observadora, o tipo de pessoa que lê as entrelinhas das conversas e os silêncios das pessoas.
Estávamos na cozinha. Eu havia preparado um café e um bolo, tentando manter a fachada de uma vida comum de uma mulher de 52 anos que mora com o filho jovem. Conversávamos sobre amenidades — o trabalho dela, o calor do Rio, as notícias da semana. Mas eu sentia o olhar dela sobre mim, uma análise silenciosa que me deixava desconfortável.
Débora: "Amiga, você está diferente já tem um bom tempo. Mais corada, parece que tirou um peso das costas. Mais sorridente, mais feliz!"
Eu: "Deve ser o descanso da viagem, Débora. A região serrana faz bem para os nervos."
Débora: "Pode ser... mas eu te conheço e isso já tem bem mais tempo. Tem algo a mais. Você anda muito misteriosa. Desde a sua separação, há dez anos, nunca te vi assim. Está saindo com alguém?"
Eu ri, tentando disfarçar o nervosismo que subia pela minha espinha. "Não tem ninguém, Débora. Sou só eu e o Rodrigo aqui, você sabe."
Foi exatamente nesse momento que a porta da frente se abriu. O Rodrigo chegou do trabalho, com aquela energia jovial que ele tem. Ele não sabia que a Débora estaria ali, ou talvez tenha esquecido. Ele entrou na cozinha com um sorriso largo, aquele sorriso que ultimamente ele reserva apenas para os nossos momentos de intimidade.
Rodrigo: "Oi, minha gatinha! Cheguei mais cedo hoje para a gente aproveitar."
Antes que eu pudesse fazer qualquer sinal de alerta, ele veio até mim. O costume dos últimos meses falou mais alto que a prudência. Ele não me deu um beijo casto na testa como um filho faria. Ele se inclinou, me deu um beijo no canto da boca que quase virou um selinho e, por um segundo, as mãos dele desceram para a minha cintura, apertando com uma posse que não deixava margem para dúvidas.
Eu (quase sem voz): "Oi, filho... olha, a Débora está aqui."
O corpo do Rodrigo enrijeceu instantaneamente. Ele percebeu o erro no mesmo segundo em que eu percebi o estrago. Ele se afastou, tentando recompor a postura de "filho educado", mas o estrago estava feito. O olhar da Débora alternava entre mim e ele, as sobrancelhas arqueadas, a boca entreaberta em um choque que ela não fazia questão de esconder.
Rodrigo: "Ah, oi Débora. Tudo bem? Nem vi seu carro lá fora."
Débora: "Tudo bem, Rodrigo. Eu... eu estava apenas conversando com a sua mãe sobre como ela parece rejuvenescida."
O silêncio que se seguiu foi cortante. O Rodrigo, percebendo que o clima havia pesado, inventou uma desculpa qualquer sobre tomar um banho e saiu da cozinha. Mas antes de sair, ele me lançou um olhar. Não foi um olhar de medo, foi um olhar de desejo misturado com um desafio silencioso, como se ele quisesse dizer: "Eu não me importo se ela sabe".
Quando os passos dele sumiram no corredor, Débora colocou a xícara de café na mesa com um ruído seco. Ela se inclinou para frente, baixando a voz.
Débora: "Lidiane, o que foi isso?"
Eu: "Isso o quê? Ele é carinhoso, você sabe."
Débora: "Não me venha com essa. Eu vi o jeito que ele te chamou. 'Gatinha'? E aquele toque na cintura? Lidiane, eu vi vocês naquela boate no seu aniversário agarrados dançando. Eu achei que era o álcool, achei que vocês estavam apenas se divertindo de forma exagerada... mas agora, vendo vocês aqui, na luz do dia..."
Eu gelei. Meu coração batia tão forte que eu sentia o sangue latejar nas têmporas. A máscara que eu sustentava há meses diante do mundo estava começando a rachar. Tentei manter a negação, mas Débora me segurou pelo pulso, não com agressividade, mas com uma urgência que me desarmou.
Débora: "Vou ser bem direta, me desculpe! Vocês estão juntos, não estão? Como homem e mulher?"
A pergunta ficou suspensa no ar, pesada como uma sentença. Eu olhei para a porta por onde o Rodrigo tinha saído e depois para a minha amiga de décadas. O medo que eu sentia de ser descoberta estava ali, personificado na expressão de uma das poucas pessoas que eu realmente amava fora daquela relação.
Eu não conseguia responder. Minha garganta parecia fechada por um nó de pânico e vergonha. Olhei para a mesa, para as migalhas do bolo que eu mesma tinha assado, e senti como se toda a minha vida tivesse se tornado uma mentira frágil. Débora continuava me segurando, esperando uma palavra, um gesto, qualquer coisa que confirmasse ou negasse o que seus olhos já haviam registrado.
Eu: "Débora... eu não sei o que dizer. Você está me assustando com esse tipo de conversa."
Débora: "Não sou eu quem está te assustando, Lidi. É a verdade. Eu vi a mão dele. Eu vi como ele te olhou. Ninguém olha para a própria mãe daquele jeito, a menos que... meu Deus, Lidiane, como isso foi acontecer?"
Senti uma lágrima quente escorrer pelo meu rosto. O peso de guardar isso sozinha por tantos meses, desde aquele primeiro beijo na boate, de repente se tornou insuportável. Eu precisava falar, mas ao mesmo tempo queria sumir.
Eu: "Foi um erro... começou como um impulso. No meu aniversário, a gente bebeu, a música estava alta... e aconteceu. Mas depois... a gente não conseguiu mais parar. Ele é tão carinhoso comigo, Débora. Ele me faz sentir viva de um jeito que eu não me sentia há décadas."
Débora (soltando meu pulso, chocada): "Então é verdade. Vocês estão... vocês estão tendo um caso sério. No hotel na serra, vocês foram como um casal, não foi?"
Eu: "Fomos. Ele reservou uma suíte de lua-de-mel. Eu briguei com ele, fiquei com medo da recepção, mas no final... eu me entreguei. Eu sou uma mulher perdida, não sou?"
Débora se levantou e começou a andar de um lado para o outro na minha cozinha. Ela não gritava, o que era quase pior. O silêncio dela era carregado de uma análise profunda. Ela me conhecia desde que eu era uma menina vinda do Nordeste, sabia das minhas lutas e da minha solidão após a separação.
Débora: "Eu não vou te julgar como o mundo julgaria, Lidi. Eu vi como você definhou nesses dez anos sozinha, cuidando de tudo, sem um carinho de ninguém. Mas isso... isso é perigoso demais. Se a sua família lá de Pernambuco sonha com isso, ou se os vizinhos desconfiam, vocês podem parar na delegacia."
Eu: "Eu sei! Eu vivo com esse medo todos os dias! Cada vez que alguém nos olha na rua, cada vez que o telefone toca, eu acho que o mundo vai desabar em cima da gente. Mas quando estamos sozinhos... quando ele me chama de gatinha e me abraça... o medo some."
Nesse momento, Rodrigo voltou. Ele não estava mais de toalha ou roupas de trabalho; vestia apenas um short leve. Ele parou no batente da porta e viu que eu estava chorando. Ele não hesitou. Caminhou até mim e passou o braço pelos meus ombros, me puxando para perto dele na frente da Débora.
Rodrigo: "Pronto, mãe. Não precisa mais chorar. A Débora já entendeu, não é?"
Débora: "Entendi que vocês dois perderam o juízo, Rodrigo. Você sabe o que está fazendo com ela? Você é jovem, tem a vida inteira pela frente. E ela é sua mãe!"
Rodrigo (olhando Débora nos olhos, sem piscar): "Eu sei exatamente o que eu estou fazendo. Eu amo ela. Ela é a gatinha mais linda que eu já conheci. Por que eu deveria sair por aí procurando meninas que não me conhecem, se eu tenho o melhor aqui dentro de casa? A gente se cuida, Débora. A gente se faz feliz."
O cinismo — ou talvez a convicção — na voz dele deixou Débora sem palavras por alguns instantes. Ela olhou para nós dois ali, abraçados, e suspirou, derrotada pela realidade da situação.
Débora: "Vocês são dois loucos. Eu não vou contar para ninguém, Lidiane. Sua amizade vale mais para mim do que qualquer moralismo. Mas escutem bem: vocês precisam de muito mais cuidado. Se eu percebi em uma tarde, qualquer um pode perceber. Parem com esses apelidos e esses toques em público."
Eu: "Eu tento falar isso para ele, Débora! Mas ele é impulsivo, ele não tem medo de nada!"
Rodrigo (rindo baixo no meu ouvido): "O perigo só deixa tudo mais gostoso, mãe. Não é verdade?"
Débora pegou sua bolsa e se preparou para sair. Antes de cruzar a porta, ela me deu um abraço apertado. Um abraço de despedida da Lidiane que ela conhecia, e de boas-vindas a essa nova mulher que ela ainda não compreendia totalmente.
Assim que a porta da frente se fechou e ouvimos o carro da Débora dar a partida, o silêncio na casa mudou de textura. Não era mais o silêncio tenso da descoberta, mas um silêncio carregado de eletricidade. Rodrigo ainda estava com o braço em volta de mim. Ele me virou de frente para ele, segurando meu rosto com as duas mãos, limpando o rastro das lágrimas com os polegares.
Rodrigo: "Viu só? Nada aconteceu. Ela é sua amiga, ela gosta de você. Agora temos uma aliada, não uma inimiga."
Eu: "Você é muito convencido, Rodrigo. Eu quase morri de vergonha. Imagine se fosse minha irmã, ou um vizinho?"
Rodrigo: "Mas não foi. Foi a Débora. E agora que ela foi embora... eu quero que você pare de pensar nela."
Ele começou a beijar meu pescoço, bem naquele lugar que ele sabe que me faz estremecer. A tensão do confronto com a Débora tinha deixado meus nervos à flor da pele, e o toque dele agiu como um rastilho de pólvora. Eu me senti vulnerável, exposta, e estranhamente mais excitada do que o normal. O fato de alguém agora "saber" parecia ter quebrado a última barreira de pudor que eu ainda tentava manter.
Eu: "A gente devia ter mais cuidado... por favor."
Rodrigo (subindo a mão pela minha blusa): "Eu queria que ela soubesse que você é minha. Que ninguém cuida de você como eu. Agora, vamos para o quarto. Quero tirar esse susto do seu corpo."
Ele me guiou pelo corredor. Eu ia caminhando como se estivesse em transe. Chegando no meu quarto, ele fechou a porta e a trancou, um som que sempre me trazia um misto de alívio e pecado. Ele se posicionou na minha frente e começou a tirar a própria blusa, revelando o corpo jovem que eu conhecia tão bem agora.
Rodrigo: "Tira a roupa, gatinha. Quero ver você nua agora, sem medo de ninguém entrar."
Eu: "Você me deixa louca, sabia? Depois de tudo que a Débora disse, eu devia estar te dando uma bronca, mas eu só consigo querer você."
Comecei a me despir devagar, sob o olhar faminto dele. Cada peça de roupa que caía parecia levar embora um pouco daquela angústia que a conversa na cozinha tinha provocado. Quando fiquei apenas de calcinha e sutiã, ele se aproximou e me abraçou por trás, encaixando o corpo no meu, exatamente como fazíamos naquelas danças que a Débora tinha mencionado.
Rodrigo: "Que bundão, mãe... eu nunca vou me cansar disso. Esquece o mundo lá fora. Aqui dentro, eu sou seu homem e você é minha mulher."
Ele desabotoou meu sutiã e suas mãos quentes encontraram meus seios. Eu joguei a cabeça para trás, encostando no ombro dele, gemendo baixo. O medo de ser descoberta tinha se transformado em um combustível poderoso. A ideia de que nossa "bolha" tinha sido furada pela Débora tornava cada segundo de intimidade mais urgente, como se precisássemos reafirmar nossa união antes que o resto do mundo interferisse.
Rodrigo: "Vai para a cama, gatinha. Fica de quatro para mim, do jeito que eu gosto."
Eu: "Assim, filho? Como você gosta que sua mamãe faça?"
Eu me posicionei na cama, empinando a bunda e encostando o rosto no colchão, olhando para ele de lado. Ele ficou ali parado por um momento, apenas admirando, com a mão no próprio membro que já estava pulsando de vontade.
Rodrigo: "Isso... você é a puta mais gostosa do mundo. E é toda minha."
Ele veio para cima de mim com uma fúria que eu nunca tinha sentido antes. Não havia mais a timidez do início, nem as dúvidas que marcaram nossos primeiros encontros. Era um desejo cru, alimentado pelo perigo da descoberta e pela aceitação da nossa loucura.
O quarto estava mergulhado em uma penumbra, apenas com a luz que vinha do corredor através da fresta da porta. Rodrigo me possuía com uma intensidade que parecia querer apagar qualquer vestígio de preocupação da minha mente. Cada estocada dele era profunda, e eu sentia o peso do corpo dele contra o meu, uma conexão que ia muito além do físico.
Eu: "Mete, filho! Fode sua mãe... eu não quero pensar em mais nada!"
Rodrigo: "Eu estou te comendo, mãe! Está sentindo? Você é minha!"
Eu gemia alto, sem me preocupar se os vizinhos podiam ouvir. Naquele momento, depois de ter sido "descoberta" pela minha melhor amiga, uma espécie de liberdade desesperada tinha tomado conta de mim. Se o mundo ia nos julgar, que ao menos eu tivesse aproveitado cada grama desse prazer proibido.
Depois de algum tempo, ele me virou de frente, abrindo minhas pernas com força e se encaixando entre elas. Ele me olhava fixamente, um olhar que parecia atravessar minha alma e ler todos os meus desejos mais impuros.
Rodrigo (olhando nos meus olhos): "Pede mãe. Pede para eu gozar dentro de você. Sua buceta é gostosa demais! Parece que está mamando meu pau!"
Eu: "Ai amor! Ela está gostosa mesmo? É meu corpo querendo te dar prazer! Goza, meu filho! Goza tudo dentro da sua mãezinha… goza bastante... eu quero sentir você me enchendo com o seu leite!"
Ele acelerou o ritmo, e eu senti aquela onda de prazer crescendo, uma tensão que parecia que ia me fazer explodir. Quando ele finalmente gozou, soltou um urro abafado contra o meu pescoço, e eu senti o latejar quente dentro de mim, uma sensação de preenchimento e entrega total. Ficamos ali, abraçados e ofegantes, enquanto o suor esfriava em nossos corpos.
Mais tarde, enquanto ele dormia profundamente ao meu lado, eu fiquei olhando para o teto. A imagem da Débora na cozinha não saía da minha cabeça. Ela prometeu segredo, mas até quando? E o Rodrigo, com sua falta de medo, acabaria nos entregando para outra pessoa mais cedo ou mais tarde.
Senti uma mistura de felicidade extrema por ter esse homem na minha vida e um pavor gélido pelo futuro. Eu sabia que tínhamos cruzado todas as linhas possíveis. Mas, ao olhar para o rosto sereno do meu filho dormindo, eu soube que, se tivesse que escolher novamente, eu faria tudo de novo. A solidão de dez anos era um preço alto demais para pagar pela "moralidade" que o mundo exigia de mim.
Vou tentar manter contato com a Débora e garantir que ela entenda o quanto nossa vida depende do silêncio dela. Mas por hoje, só quero fechar os olhos e fingir que o resto do mundo não existe.
Beijos, Lidiane lidianelima@myyahoo.com