Após haver discutido com meu namorado eu resolvi pegar uma bolsinha contendo latinhas de cervejas e sair caminhando pela ilha onde nós estávamos, minutos depois notei uma pequena caverna escondida entre as rochas. Eu decidi investigar. Era escura e úmida na entrada, porém, havia uma fogueira e deu pra distinguir silhuetas masculinas e percebi que usavam máscaras cobrindo parcialmente os rostos.
A minha presença foi notada quando me aproximei dos mascarados e então um deles virou em minha direção e mostrou-me um manto dourado contendo a figura de uma mulher de aparência asiática montada em um dragão alado.
— A deusa dos escritores se parece com você — falou um dos homens que estava reunido em um grupo menor.
Então outro homem disse que o oráculo previu que a seita receberia Calíope, a encarnação da deusa dos escritores. Subitamente fui questionada pelos adeptos o que eu fazia atualmente pelo bem-estar da humanidade.
No meu nervosismo, respondi que escrevia relatos e contos eróticos.
— É exatamente como o oráculo previu, você é a fiel deusa padroeira dos escritores dos contos e relatos eróticos — Disse o homem mascarado, colocando o manto sobre uma mesa de mármore.
Pensei com meus botões, estamos no carnaval e os caras estão me enrolando com esse papo de deusa asiática e oráculo. Perdida nesses pensamentos, sou trazida de volta à realidade ao ouvir:
— Segundo o oráculo, você deve cumprir o papel de padroeira dos escritores pagando inicialmente boquetes e depois dando a buceta para todos os adeptos da seita.
— Não, meu senhor! Não é assim que as coisas funcionam não – respondi dando passos para trás.
Mas fui barrada por um dos mascarados que explicou que caso eu fugisse, a punição seria devastadora para os escritores de contos eróticos e centenas de textos simplesmente deixariam de serem escritos diariamente.
E por fim, fui induzida a pensar no bloqueio dos escritores e nos desânimos dos leitores dos contos eróticos. Talvez por estar embriagada, acabei escutando sobre o caos que poderia acontecer de bloqueio nas mentes da galera dos leitores.
E tudo poderia ser evitado com rápidos boquetes sequenciais e consequentemente beber doses de galas. De fato, sou autora de textos eróticos e sei que os leitores são partes indispensáveos na engrenagem, pois eles poderiam sofrer bloqueios de comentários. E sem comentários, o escritor por melhor que seja, cai no abismo do esquecimento sem fundo.
Ele pediu um tempo para eu pensar nos leitores que homenageiam textos eróticos com suas gostosas ereções.
Então entornei cinco latinhas de cerveja e, em seguida, concordei em pagar rápidos boquetes. Afinal, era carnaval, e carnaval sem batom de espermas nos lábios não é carnaval.
Houve salvas de palmas quando fui levada pelo mascarado para sentar numa cadeira perto da mesa de mármore e fui gentilmente ordenada a usar minhas mãos de deusa para bater diversas punhetas pros caras.
Depois minhas vestimentas foram tiradas e o primeiro pênis que mamei era flácido com pentelhos embranquecidos. Acaricie saco enrugado e abocanhei suavemente o pênis e o mamei cada vez mais rápido até endurecer.
E sem parar de punhetar os paus eu me sentir a Dona das picas quando vários deles dispararam cargas quentes pelo meu rosto, testa, cabelos e em cima dos bicos de meus rosados peitinhos medianos.
Ao findar o boquete, recebi com louvor o primeiro de muitos drinques divinos de espermas garganta abaixo. O ritual prosseguiu com um dos mascarados deitando-se na mesa de mármore. E após ter meu cuzinho lubrificado com balsamo, eu deitei por cima do mascarado e outro veio por trás de mim.
Eu ofeguei de puro prazer ao ser ensanduichada por ser gostosamente preenchida nos orifícios.
Eu deixei tudo acontecer. Pois, segundo os mascarados, eu era a deusa dos escritores, por isso, cumprir meus divinos deveres movimentando os quadris para sincronizar entradas e saídas dos potentes paus que me fodiam.
Na luxúria daquele momento, arregalei os olhos com a aproximação de uns vinte mascarados, todos manipulando seus endurecidos cacetes de variados tamanhos e tonalidades. Infelizmente o sanduíche foi desfeito e fiquei sozinha na mesa deitada de peitos pra cima.
Fiquei excitada vendo os homens se masturbando enquanto olhavam para meu corpo deitado no mármore e aos poucos fui homenageada com tempestades de cargas de espermas quentes sob meu frágil corpo.
Como parte do ritual, tomei uma bebida de gosto amargo, que, segundo me instruíram, eliminaria risco de gravidez e impossibilitariam quaisquer doenças transmissíveis. Logo após ingerir o preparado, caí num sono profundo e Quando acordei estava cercada por uns quarenta homens mascarados.
— Calíope, agora iniciaremos o ritual do nirvana — pronunciou um mascarado usando túnica de sacerdote, ele bateu três vezes um cajado no chão.
Reparei que meu corpo foi banhado. Então achei que com tudo, mas antes que eu pudesse reagir, o cajado foi enroscado num buraco atrás do mármore e ouvi explicações;
— Deusa! No nirvana, você mantém as pernas fechadas enquanto segura o cajado atrás de você. Nessa posição seu clitóris será mais estimulado.
Dentre os vários mascarados ao meu redor, eu vejo três deles bastantes altos e musculosos.
— Você não deve recusar, no entanto, você é livre para ir embora — Falaram os três homens ao mesmo tempo.
O silêncio dos demais mascarados denunciou que os três tinham autoridades sobre os acontecimentos. Eu senti como sendo desafiada a alcançar o nirvana sexual.
— Minha bocetinha vai ser fodida por dezenas de caras? — perguntei para os três líderes homens.
O que parecia ser o sacerdote dos mascarados apenas sorriu e aparentemente o trabalho de arrombar minha boceta caberia aos três líderes. Não tenho ideia do porque eles lideravam, mas se for nos tamanhos e grossuras dos paus, então eles eram líderes natos.
Dois minutos depois, eu estava sendo fodida pelos líderes e cada pau que era substituído parecia maior, mais grosso e mais cabeçudo e não sei dizer quantas vezes gozei, mas sei que não faltou espermas quentes vazando pelo túnel da bucetinha.
Então o inimaginável aconteceu, eu fui deitada com os peitos amassando o mármore e minhas nádegas foram separadas. Nesse momento senti temor pela minha integridade. Pois Eu teria vigor para atender vários machos me enrabando?
Mais uma vez eu ouvi, agora soando de várias vozes:
— Deusa dos escritores dos contos eróticos, caso aceite dar o cuzinho e você ganhará e nada lhe afligirá, pois a seita estará sempre lhe protegendo dia e noite – retumbou dezenas de vozes masculinas.
Então arrebitei meu branquinho bumbum e ficou entendido que eu cumpriria o ritual a fim de evitar que os escritores e leitores não sofressem com bloqueio:
— Senhores – anunciou em tom solene o líder dos homens mascarados – Se apressem em compactuar com a Calíope dos escritores.
Senti uma loção gelatinosa ser jogada sobre minhas pregas. Após isso, levei estocadas de paus grandes, pequenos e grossos. Os que não tiveram a sorte de me enrabar, ficaram sob os cuidados das minhas mãos e boca. A sensação de ser sodomizada num bacanal \ orgia foi incrivelmente impactante.
Finalmente a diversão acabou e sair de lá rapidinho e precisei tomar banho em um dos quiosques da ilha e meu namorado me achou e ficou ao meu lado, sem imaginar que fui a Deusa mais fodida do carnaval na ilha.
Depois do refrescante banho, voltamos para a folia, onde pulamos e dançamos com a multidão. Na volta para o hotel fomos informados de vazamentos nos canos hidráulicos do apartamento e só a suíte presidencial estava disponível, enfim, ganhamos estadias grátis.
No dia seguinte, meu namorado recebeu uma ligação para entrevista de emprego na área administrativa e teve que voltar para a capital onde moramos. Seriam as promessas dos mascarados sendo cumpridas?
Será que participei de um ritual verdadeiro? Será que evitei que os leitores não sofram com bloqueio de comentários e que os escritores do mundo inteiro não sofram do temível bloqueio de escritor? Será que sou Calíope, a padroeira dos escritores dos contos eróticos? Será que tenho imaginação fértil?
Maísa Ibida Aoi de Menibolné.㋡
“O Conto da Deusa”, escrito pela autora japonesa Natsuo Kirino.
A “Ilha” onde tudo aconteceu fica em Angra dos Reis.
