A cadelinha do general (parte 8)

Um conto erótico de Diofer66
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 3133 palavras
Data: 13/04/2026 19:11:42

No primeiro dia, fui à cela apenas para lhe levar água.

Nada mais.

Abri a porta, entrei e aproximei-me o suficiente para lhe encostar o recipiente aos lábios. Não houve cuidado extra, apenas o gesto necessário para que bebesse. Nem uma palavra, nem um olhar prolongado.

Ela começou a falar quase de imediato.

— Meu senhor… por favor…

Continuei em silêncio.

— Eu não sei nada… eu juro… por favor…

Afastei o recipiente.

Virei-me e saí.

A porta fechou-se atrás de mim com o mesmo som seco, definitivo.

A voz dela ainda ecoou no corredor.

— Por favor… não faça nada à minha família…

Mas não abrandei.

No segundo dia, quando voltei, o ambiente era outro.

Abri a porta e encontrei-a imóvel, o corpo suspenso mais pesado, mais solto nas cordas, como se tivesse cedido ao cansaço. A cabeça tombava ligeiramente, e por um instante ficou claro que já não estava consciente.

Aproximei-me.

Observei-a durante um momento.

Depois peguei no balde.

A água caiu de uma só vez pelo corpo dela.

O impacto foi imediato. O corpo reagiu num sobressalto brusco, desordenado, puxado de volta à realidade sem qualquer transição. A respiração entrou descontrolada, os olhos abriram-se sem foco, tentando perceber onde estava.

Levantou a cabeça com dificuldade.

O olhar encontrou-me e tudo voltou.

— Meu senhor… por favor…

A voz saiu mais fraca do que antes, mais quebrada, sem a mesma estrutura.

Não respondi.

O impacto ainda se fazia sentir quando levantei ligeiramente o balde vazio, deixando que a água escorresse pelo chão antes de o largar.

Esperei que o olhar dela ganhasse foco.

Só então falei.

— Estavas imunda. Precisavas de um banho.

A frase saiu simples, quase banal, como se aquilo tivesse sido apenas um gesto de rotina.

Mantive o olhar nela por um instante, avaliando a reação, antes de continuar.

— Estás pronta para sair daqui?

O efeito foi imediato.

O corpo tentou ajustar-se dentro das limitações, como se a pergunta tivesse aberto uma possibilidade que já não esperava. O olhar subiu, desta vez com algo diferente — não era apenas medo.

Era esperança.

Misturada com dúvida.

— Sim… meu senhor… por favor…

A resposta veio rápida, frágil, mas carregada de necessidade.

- Então diz-me o que preciso de saber.

O olhar manteve-se preso em mim por um instante, como se ainda estivesse a tentar perceber até onde podia ir, o que podia dizer… ou o que já não conseguia segurar.

Depois cedeu.

— Por favor… tire-me daqui…

A voz saiu baixa, arrastada, sem a mesma força de antes, mas carregada de urgência.

— Eu não aguento mais… por favor…

O corpo tentou ajustar-se dentro das cordas, não para fugir, mas como se aquele pequeno movimento pudesse reforçar o pedido.

— Eu faço o que quiser… só… só tire-me daqui…

As palavras começaram a perder forma, substituídas por necessidade.

Já não era resistência.

Era pedido.

Direto, Cru.

Deixei que o silêncio se instalasse outra vez.

Ela tentou controlar a respiração, como se precisasse de ganhar tempo, mas já não havia muito espaço para isso. O olhar oscilou por um instante, preso entre o medo e a necessidade de dizer alguma coisa que mudasse o rumo daquele momento.

— Eu… eu não sei nada… — começou, quase por reflexo, mas travou-se a meio.

Fechou os olhos por um segundo.

Depois falou outra vez.

— Só… só ouvi um nome…

A voz saiu mais baixa.

Mais cautelosa.

— Numa conversa… não era para eu ouvir…

Levantou o olhar, com esforço.

— O homem disse… “se me apanharem, fala com o José”…

O silêncio caiu logo a seguir, pesado, como se o próprio nome tivesse mais peso do que tudo o resto que tinha dito até ali.

— Eu não sei quem é… eu juro… — apressou-se a acrescentar — só ouvi isso… mais nada…

O corpo manteve-se tenso, como se estivesse à espera da reação.

— Foi a única coisa…

A frase saiu mais fraca.

Mas desta vez…

não era tentativa de evitar.

Era o limite do que tinha.

Ela tentou manter o olhar, mas não conseguiu. A tensão que ainda segurava desfez-se de vez, e as palavras começaram a sair sem controlo, atropeladas pelo cansaço e pelo desespero.

— Eu não sei mesmo mais nada… não sei…

A voz falhou a meio, quebrada, já sem qualquer estrutura.

— Eu juro… eu juro que é só isso… eu ouvi esse nome… mais nada…

— Eu não aguento mais… por favor…

O corpo cedeu dentro das limitações das cordas, tremendo, já sem força para sustentar mais do que o necessário para se manter ali.

— Por favor… acabe com isto… eu não suporto mais… eu faço o que quiser… mas… por favor…

As lágrimas começaram a surgir sem contenção, misturando-se com a água ainda fria que lhe escorria pelo corpo.

Aproximei-me até reduzir completamente o espaço entre nós, apertei-lhe ligeiramente o pescoço e disse-lhe…

— Tu não ouses enganar-me.

A frase saiu baixa.

Mas com um peso que não precisava de mais nada para se impor.

O silêncio que se seguiu não foi longo.

Mas foi suficiente para eu perceber que ela não sabia de nada que me ajudasse.

As cordas cederam uma a uma, e o corpo dela não acompanhou.

Assim que ficou solta, caiu no chão, sem força para se sustentar, como se todo o peso que tinha estado suspenso se tivesse acumulado de uma só vez. Ficou ali por um instante, imóvel, a recuperar o mínimo necessário para perceber o que tinha acabado de acontecer.

Aproximei-me.

Agarrei-a e levantei-a ao colo.

O corpo dela reagiu de imediato, não por controlo, mas por instinto. Aproximou-se, colou-se a mim, agarrando-se com a pouca força que ainda tinha, como se aquele contacto fosse a única coisa que a mantinha presente.

— Obrigada… meu senhor…

A voz saiu baixa, quase sem força, mas clara o suficiente para ser ouvida.

A respiração continuava irregular, e o calor do meu corpo parecia ser o único ponto de referência naquele momento.

Saí da cela com ela nos braços, atravessando o corredor com passos firmes. O som das botas ecoava no espaço vazio, marcando o ritmo de um silêncio diferente.

Já no quarto, levei-a diretamente para a casa de banho.

A água começou a correr, enchendo o espaço com um som constante, quase tranquilizador, quebrando o silêncio que vinha da cela. Mantive-a ao colo por mais um instante, como se estivesse a dar-lhe tempo para se situar, antes de a pousar com cuidado.

O corpo ainda não respondia totalmente, pesado, lento, como se cada movimento exigisse mais do que tinha para dar.

Coloquei-a dentro da banheira

A água começou a subir.

Aproximei-me.

Molhei as mãos e passei-as pelo corpo dela, retirando a sujidade, os vestígios dos últimos dias. O gesto foi firme, mas controlado, sem a dureza de antes, apenas o necessário para limpar.

Ela não reagiu de imediato.

Limitou-se a aceitar.

O contacto parecia confundi-la mais do que qualquer palavra. O corpo, ainda tenso, não sabia se devia antecipar dor ou relaxar. Ficou suspenso entre as duas coisas.

Aos poucos, começou a ceder.

A respiração abrandou ligeiramente.

Os ombros desceram um pouco.

Não por conforto total.

Mas por ausência de ameaça imediata.

Continuei.

A água corria, levando consigo tudo o que se tinha acumulado, enquanto o silêncio, desta vez, já não tinha o mesmo peso.

Ela manteve-se ali.

Sem resistência.

Sem perguntas.

Apenas presente.

E, pela primeira vez desde que tudo tinha começado…

Não havia luta

Quando terminei, afastei-me ligeiramente e estendi-lhe uma toalha.

Ela demorou um segundo a reagir, como se aquele gesto ainda fosse estranho naquele contexto, mas acabou por a agarrar com cuidado.

Virei-me.

E saí da casa de banho.

Deixei a porta entreaberta.

O som da água ficou para trás, substituído pelo silêncio do quarto.

Alguns minutos depois, ouvi o movimento.

Ela saiu.

Os passos eram incertos, ainda sem força, mas mais controlados do que antes. O corpo já não estava preso, mas também ainda não era totalmente livre.

Sem dizer nada, dirigiu-se ao tapete.

Parou por um instante, como se confirmasse que era ali que devia estar, e depois deitou-se, puxando a manta para cima de si, cobrindo-se com um gesto quase instintivo.

Fui até às taças.

Enchi-as com a comida de forma mecânica, uma taça com comida enlatada, outra com leite.

Não olhei para ela de imediato.

Sabia que estava a observar.

Quando finalmente levantei o olhar, encontrei o dela.

Ela olhava-me, com necessidade evidente, mas sem se mover, como se soubesse que não podia avançar sem autorização.

Assenti, de forma quase impercetível.

Foi suficiente.

Ela gatinhou de imediato, ainda com algum esforço, e aproximou-se das taças. Não houve hesitação quando começou a comer. A fome já não permitia contenção.

Comeu rápido.

Sem pausas.

Como se tivesse medo que a comida desaparecesse a qualquer momento.

O corpo inclinava-se sobre as taças, concentrado apenas naquele gesto, desligado de tudo o resto. Durante alguns segundos, deixou de existir quarto, regras ou presença — apenas a necessidade básica de comer.

Quando terminou, não se afastou logo.

E passou a língua pelas taças, lentamente, garantindo que não ficava nada. Repetiu o gesto mais do que uma vez, metódica, quase automática, como se aquilo fosse tão natural quanto necessário.

Só depois parou.

Levantou ligeiramente a cabeça.

Olhei para ela, ainda com o peso do que tinha acabado de acontecer no ar, antes de falar.

— És mesmo uma cadela… a lamber as taças assim.

Ela parou.

O olhar desceu de imediato, como se quisesse evitar o meu, e por um instante pareceu hesitar, como se estivesse a medir o que devia dizer… ou o que era esperado que dissesse.

— Sou… a sua cadelinha… meu senhor…

A voz saiu baixa, controlada, mas sem a resistência que tinha antes. Não foi uma resposta impulsiva — foi escolhida.

Mantive o olhar nela por mais um segundo.

Sem reação imediata.

Mas aquilo dizia mais do que qualquer outra resposta até ali.

Porque, desta vez…

Não foi medo, Foi aceitação.

Acordei às seis em ponto.

Sem necessidade de relógio.

Foi a sensação que me trouxe de volta — o calor, o movimento lento e ritmado, demasiado intencional para ser confundido com outra coisa.

Abri os olhos devagar.

Ela já estava ali.

Entre as minhas pernas.

A cabeça inclinada, o corpo ajustado à posição. Chupava o meu pau com vontade, com um cuidado que não tinha antes.

O ritmo variava, chupa rápido engolindo tudo, depois suba e apenas na cabeça. Por vezes agarrava com a mão no meu pau é lábia as bolas com a língua toda

Desta vez não havia hesitação, nem

tentativas desajeitadas de acertar. Havia foco.

Eu relaxei e fiquei a desfruta daquela chupada

Fiquei a observá-la em silêncio por longos minutos.

Depois, ajustei-me na cama, sentei-me colocando as almofadas nas costas

O corpo dela parou de imediato, como se o gesto tivesse sido mais do que suficiente para a recentrar. Ficou imóvel por um instante, olhando para mim a tentar perceber se devia continuar ou esperar por novas ordens.

Observei-a.

Mais tempo do que o necessário.

— A tua irmã…

A frase surgiu sem aviso.

O efeito foi imediato.

O corpo enrijeceu ligeiramente. Não muito — mas o suficiente.

— A mais nova…

Inclinei ligeiramente a cabeça.

— Deve ter o quê… quinze anos?

O silêncio que se seguiu não foi vazio.

Ela não respondeu.

Mas também não conseguiu esconder.

Mantive o olhar nela.

- ela já não vai a escolha pois não. Durante o dia ela fica em casa sozinha ?

Desta vez o controlo dela falhou.

O olhar subiu por um instante, rápido, involuntário, antes de descer outra vez. A respiração alterou-se, menos estável, como se o corpo tivesse reagido antes da mente conseguir organizar uma resposta.

— Meu senhor… eu…

A voz não se sustentou.

Ficou presa a meio.

Eu Limitei-me a observá-la.

O suficiente.

— Continua a chupar.

A palavra saiu calma. Agarrei-lhe pelos cabelos e puxei-a até a boca dela encontra novamente o meu caralho bem duro a par

Sem margem.

Ela hesitou por um segundo.

Um segundo apenas.

Depois voltou.

Os movimentos já não eram os mesmos.

O nervosismo era visível. Começou a chupar de forma mecânica. A boca estava lá, mas a cabeça estava lá na casa dela… na irma ou

Fiquei a observá-la em silêncio, avaliando cada ajuste, cada tentativa de manter o controlo que tinha conseguido até ali.

— Não quero erros hoje.

A frase caiu no momento certo.

Sem aumentar o tom.

Mas com peso suficiente para se instalar.

Ela não respondeu.

Mas o efeito foi imediato.

Os movimentos tornaram-se mais cuidadosos, mais concentrados, como se cada gesto tivesse de ser certo, como se já não estivesse apenas a cumprir…

mas a evitar algo.

Deixei que continuasse.

— Assim já está melhor.

Deixei-a chupar ate estar quase a rebentar.

Coloquei as duas mãos na cabeça dela, e forcei até que as minhas bolas batessem bem na queixo dela, e foi assim que por entre algum engasgos da minha cadelinga me vim na garganta dela.

Deixei que os tres primeiras jatos explodissem e solei-lhe a cabeça.

Ela afastou-se a tentar recuperar o ar

-não pares!

E ela, ainda a tentar controlar a respiração volta a colocar a boca no meu caralho. Foi lambendo tudo o que escorria e eu fui relaxando … quando murchei ela soltou e ficou imóvel a aguardar indicações.

Eu fechei os olhos, relaxado e deixei-me adormecer por mais uns minutos.

Acordei depois de uns 5 minutos e lá estava a minha cadelinha, aninhada na cama à espera de orientação.

Levantei-me, vesti uma calças e uma t’shirt, calcei as botas. Peguei numa camisa e atirei-lha.

— Veste. Vamos buscar o pequeno almoço

Ela agarrou o tecido com cuidado e vestiu-o sem hesitar, ainda com movimentos marcados pelo cansaço, mas mais seguros do que antes.

— Vamos.

Saímos para o corredor. O passo dela ajustou-se ao meu sem que eu precisasse de corrigir. No refeitório, os olhares voltaram a surgir, mas não lhes dei importância. Segui direto ao balcão.

Parei e ela parou ao meu lado.

À espera.

— Pega num tabuleiro.

Ela fez isso, com as duas mãos, ajustando-o.

Aproximei-me ligeiramente, o suficiente para falar num tom mais baixo.

— Hoje vais aprender a servir-me. Quero que percebas a ordem e a forma como fazes cada coisa. Não é só trazer comida. É fazer bem.

Deixei-lhe tempo para absorver.

— Começa pelo pão. Não escolhas o primeiro. Olha, vê qual está melhor. São sempre 2 fatias inteiras.

Ela olhou com atenção, escolheu, colocou no tabuleiro.

— O café não é na chávena. Traz no recipiente cheio. Vais servir depois, aqui no quarto.

Ela procurou, encontrou, colocou com cuidado.

— Agora a manteiga. Só uma. Não preciso de mais.

— quero também uma fatia de bolo.

O olhar dela passou pelos bolos, desta vez com menos hesitação.

— E fruta. Algo simples, mas em bom estado.

Ela pegou numa peça, avaliou, manteve.

Observei o conjunto.

— Agora os talheres. Faca e colher.

Ela corrigiu-se de imediato.

— E a toalha e os guardanapos. Não te esqueças. A mesa não fica pronta sem isso.

Desta vez não demorou. Encontrou-a, colocou-a por cima do resto.

Afastei-me meio passo e olhei para o tabuleiro.

— Vê se está completo.

Ela olhou.

Confirmou.

Ficou imóvel.

— Agora traz.

Virei-me e comecei a caminhar para o quarto. Ela seguiu atrás, com passos mais controlados, mais atentos ao equilíbrio.

Entrámos.

A porta fechou-se.

Ela manteve-se de pé por um instante.

Depois tirou a camisa, quase de forma automática, como se já soubesse que ali não era necessária. Dobrou-a e deixou-a de lado.

— Começa pela mesa.

Aproximei-me, mas não intervim.

— Primeiro a toalha. Abre bem. Alisa. Não deixes dobras.

Ela fez exatamente isso, corrigindo até ficar direita.

— Agora os talheres. Pensa onde fazem sentido. Não é ao acaso.

Ela colocou, ajustou ligeiramente.

— Agora o resto. Com espaço. Não amontoes.

Ela distribuiu o pão, a manteiga, o bolo, a fruta com mais cuidado do que antes.

— O café por último. E serves agora.

Ela pegou no recipiente e verteu o café na chávena com controlo, sem pressa.

Terminou.

Ficou ao meu lado.

Em pé.

À espera.

Sentei-me.

Comecei a comer.

Ela manteve-se ali, próxima o suficiente para reagir, mas sem interferir. Não precisei de lhe dizer nada — percebia-se que estava atenta a cada gesto, a cada possível necessidade.

O tempo passou assim, sem pressa.

Quando terminei, levantei-me.

Olhei para a mesa.

Depois para ela.

— Agora arrumas. Tudo no sítio.

Ela começou de imediato.

— E depois comes o que sobrar.

— Mas as cadelas comem das taças no chão !

— É ali.

Não acrescentei mais nada.

Ela percebeu e começou a arrumar a mesa, colocando todas as sobras nas taças.

Ela começou a comer quando me afastei.

Ainda havia fome, mas já não era descontrolada. Os movimentos estavam mais contidos, mais conscientes, como se até ali tivesse aprendido que também naquele gesto havia uma forma certa de fazer.

Fui até ao armário.

Comecei a vestir-me.

Quando terminou, não se levantou de imediato.

Ficou um segundo a mais junto da taça.

Depois olhou na minha direção.

À espera.

— Quando acabares, não ficas aí.

Ajustei o punho da camisa enquanto falava, sem necessidade de elevar o tom.

— Lavas a taça. Sempre.

Ela moveu-se de imediato, pegando na taça e dirigindo-se à casa de banho.

— E não é só isso.

Continuei, agora a observá-la.

— Lavas a cara. E os dentes.

Pausa curta.

— Quero-te limpa.

O olhar dela fixou-se em mim por um instante.

— Sempre.

Ela assentiu ligeiramente.

Entrou na casa de banho.

Fiquei onde estava, terminando de me vestir, ouvindo o som da água a correr, dos movimentos dela, mais organizados, mais seguros.

Já não era apenas reação.

Era hábito a começar a formar-se.

Quando saiu, estava diferente.

Mais composta.

Mais presente.

Observei.

Um segundo.

— É assim.

Quando ela saiu da casa de banho, já eu estava pronto.

A farda ajustada, tudo no sítio.

Olhei para ela.

— Vem.

Ela aproximou-se de imediato, sem hesitação, parando à minha frente com a atenção de quem já sabe que cada gesto conta.

Aproximei-a mais.

Puxei-a para mim e dei-lhe um beijo chegando a língua dela com a minha.

O corpo dela reagiu no primeiro instante com surpresa — mínima, mas real — antes de se ajustar. O beijo foi curto, mas suficiente para quebrar o padrão que tinha sido construído até ali.

Não houve resistência.

Pelo contrário.

Correspondeu.

Ainda sem saber exatamente como.

Mas correspondeu.

Afastei-me.

O olhar dela demorou um segundo a reorganizar-se, como se aquele gesto tivesse criado um espaço novo que ainda não sabia interpretar.

Não expliquei.

— Tenho de ir trabalhar.

A frase saiu simples.

Sem peso.

Peguei na coleira.

Coloquei-lha.

Ajustei.

Firme.

Prendi-a.

— agora ficas cá e portas-te bem. Mais tarde vou trata de ti e desse corpo.

— Volto mais tarde.

E ao mesmo tempo dei-lhe uma palmada bem forte no rabo…

Não esperei resposta.

Virei-me.

E saí.

Deixando atrás de mim o silêncio do quarto… agora diferente do que era antes.

Se quermm continuar a saber mais sobre este conto diga-me nos comentários.

Só faz sentido continua a escrever se houver interesse na história

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Diofer66 a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Continua, quero saber como vai ser o desenrolar da história.

0 0