Desafio Aceito: O gosto amargo da vitória

Um conto erótico de Darkness
Categoria: Heterossexual
Contém 5944 palavras
Data: 14/04/2026 09:22:50
Última revisão: 14/04/2026 09:52:35

Capítulo 2

A humilhação digital queima devagar. Não é como o fogo rápido da transa no quarto, que veio e explodiu e deixou a gente exausto e confuso no silêncio. É uma queimadura de exposição prolongada, a cada novo olhar de conhecidos, a cada mensagem no celular, a cada risada abafada no corredor da faculdade.

Bianca viu o story antes que eu conseguisse deletar. Acordei no domingo de manhã com o celular vibrando e o nome dela na tela. A voz dela saiu fria, controlada, o tipo de calma que antecede a tempestade.

— Você é um mentiroso de merda.

E desligou. Tentei ligar de volta e a chamada nem completou. Bloqueado. Em todas as plataformas. Instagram, WhatsApp, até LinkedIn. A foto que Jade postou nos meus stories — eu bêbado, olho caído, a cara de quem tinha destruído qualquer chance de reconciliação — era da festa que eu jurei de pés juntos que não tinha ido. A mesma noite em que dei um bolo na Bianca pra sair com os amigos do laboratório. Ela viu a imagem e entendeu tudo. A tentativa de reconquista, que já era frágil e dependia de uma reconstrução lenta de confiança, morreu ali. Sem direito a explicação. Enterrada.

Os amigos foram piores porque a zoação era merecida. Rafael, um colega de estágio que adorava uma piada, foi o primeiro a comentar no grupo do laboratório na segunda de manhã.

— Caralho, Caio, que foto é essa que você postou no sábado? Tava parecendo um zumbi de ressaca. Olho caído, babando no ombro do Gustavo. Tava feio demais, mano.

Outros entraram na onda. Gustavo, que tava na foto, mandou um áudio rindo.

— Eu nem lembrava dessa porra. Você tava tão destruído que dormiu em pé no bar. A mina que você tava tentando pegar desistiu e foi embora com o amigo dela. Cê não lembra?

Eu não lembrava. E isso só piorava.

Os que sabiam da história com Bianca — e eram poucos, só os mais próximos — foram mais pesados. O Pedro, que conhecia ela de vista, soltou no privado:

— Ela viu, né? Já era a reconquista. E ainda postou indireta nos stories dela ontem. Algo tipo "mentira tem perna curta". Acho que era pra você.

Outro amigo, o Léo, foi mais direto no grupo:

— Pelo menos agora você pode beber em paz sem dever satisfação pra ninguém. E a Bianca também. Aposto que até o fim da semana ela já tá dando pra outro.

A última mensagem queimou mais do que devia. Porque era verdade. A Bianca era linda, inteligente, e eu tinha estragado tudo por uma noite de merda com amigos. E a culpa era minha. Mas a culpa de ela ter descoberto era da Jade.

Eu ria junto no grupo, mandava emoji de palhaço, fingia que não era nada. Eu guardei aquela foto por um motivo que nem eu mesmo entendia direito. Talvez pra lembrar do erro. Talvez por autossabotagem. E Jade, de alguma forma, sabia da existência dela. Isso me corroía. Como ela descobriu? Mexeu no meu celular escondido? Em que momento? A ideia de que ela vasculhava meu aparelho quando tinha oportunidade acendeu uma raiva nova, mais profunda, que se somava a tudo que eu já sentia.

Jade não sabia de nada disso. Não sabia da Bianca, não sabia da zoação, não sabia que eu também tava pagando caro pelo jogo que ela começou. E eu não ia contar. Não ia dar esse gostinho. Que ela sofresse com as próprias consequências sem saber que do outro lado do corredor eu também tava me fodendo.

Na terça-feira à tarde, ouvi vozes subindo a escada. A porta do meu quarto tava entreaberta e eu reconheci na hora: Letícia e Mariana, as amigas inseparáveis da Jade. Letícia tinha um metro e setenta e três, pernas longas que pareciam infinitas saindo do shorts jeans, cintura fina que ela exibia sem esforço, cabelo preto liso cortado em chanfro. Mariana era o oposto complementar: um metro e sessenta de curvas generosas, seios fartos que chamavam atenção mesmo sob blusas largas, quadril largo e um sorriso fácil que iluminava qualquer rosto. As duas eram gostosas, cada uma do seu jeito.

Esperei elas entrarem no quarto de Jade e encostei minha porta com cuidado, deixando só uma fresta. O som atravessava a parede fina com clareza suficiente. Sentei na beirada da cama, perto o bastante pra captar cada palavra.

O bombardeio começou antes mesmo de Jade conseguir falar. Letícia foi direto, a voz carregada de preocupação genuína mas também de uma indignação acumulada:

— Você vai dar chance pro Victor de novo? Depois de tudo que ele te fez?

Mariana emendou antes que Jade pudesse abrir a boca, o tom mais suave mas igualmente incisivo:

— Amiga, a gente viu o post e ficou sem entender nada. Você passou meses superando aquele traste, fez terapia, chorou no nosso ombro... e do nada posta que ainda sente saudade?

Ouvi a voz de Jade. Ela tava na defensiva.

— Foi um surto, gente. Sério. Eu tava num dia ruim, com raiva de umas coisas aqui de casa, bebi um pouco... não sei o que deu em mim.

Letícia não comprou.

— Bebeu? Jade, era sábado de tarde. Você não bebe sábado de tarde. E desde quando você bebe sozinha em casa?

Mariana completou com a estocada que eu não esperava. A voz dela baixou, carregada de memórias ruins.

— Você lembra quando ele te traiu com a sua prima, Jade? A sua prima. E agora você posta que sente saudade?

O silêncio que se seguiu foi pesado. Eu imaginava Jade sentada na cama, as mãos torcendo o lençol, o rosto vermelho de raiva contida. Não raiva das amigas — elas tavam certas, e eu sabia disso. Raiva de mim. De ter sido colocada naquela situação, de ter que mentir pras duas pessoas que mais a apoiavam. Sorri sozinho no quarto, uma satisfação cruel aquecendo o peito. Era justiça poética. Ela tinha feito o mesmo comigo ao postar a foto da festa. Agora ela que se virasse pra explicar o inexplicável.

Jade respirou fundo. A voz veio mais controlada, mas ainda frágil.

— Eu não vou voltar com ele, juro pra vocês. Foi só um momento de fraqueza. Eu vi uma foto dele no feed de um amigo em comum, bateu uma nostalgia idiota, e eu postei aquela merda sem pensar. Já deletei, olha.

O post realmente não tava mais no perfil, mas deletar não apagava o estrago já feito. As notificações, as curtidas, os comentários de gente perguntando se ela tava bem ou se tinha voltado com o ex — tudo aquilo já tinha circulado.

Letícia suspirou, o som carregado de frustração.

— Olha, a gente te ama e tá aqui pra qualquer coisa. Mas se você voltar com aquele lixo, eu juro que vou te internar.

Mariana riu baixinho, quebrando um pouco a tensão.

— Internar não, mas vou te mandar uma lista de terapeutas especializados em dependência emocional de homem bosta.

As três riram juntas, um riso forçado que mal disfarçava o constrangimento. Jade conseguiu desviar o assunto pra algum trabalho de literatura, e a conversa aos poucos migrou pra autoras contemporâneas e prazos de entrega. Fiquei ouvindo mais um pouco, mas a interresse já tinha passado.

Quando as amigas finalmente se levantaram pra ir embora, ouvi os passos delas descendo a escada. Jade foi junto, acompanhando até a porta. Esperei o som da porta da frente abrir, o murmúrio das despedidas. As vozes de Letícia e Mariana se afastando pela calçada. A porta se fechando.

Os passos de Jade subindo de novo. Dessa vez, mais pesados. Carregados de algo que eu conhecia bem.

Eu tava em pé perto da porta do meu quarto quando ela chegou no topo da escada. O rosto dela era uma máscara de fúria. Os olhos castanhos faiscavam, as bochechas vermelhas, os lábios apertados. Ela me viu parado ali e depois avançou, entrou no meu quarto sem bater, e fechou a porta atrás de si com um clique seco.

Ficou parada ali, os braços cruzados, o peito subindo e descendo rápido.

— Que porra você quer agora? — Minha voz saiu arrastada, entediada.

Ela explodiu. As palavras vieram num jorro rápido, o volume baixo mas a intensidade transbordando.

— Victor não para de me mandar mensagem. Tá usando número diferente, aparece nos corredores da faculdade como se fosse coincidência. As meninas acham que eu surtei, que tô regredindo, que preciso de intervenção. Eu tive que mentir olhando nos olhos delas, inventar desculpa esfarrapada, passar vergonha por sua causa de um post que não fui eu que fiz. Por sua causa, Caio. Tudo por sua causa.

Ouvi tudo com o mesmo sorriso de canto. Quando ela terminou, ofegante, dei de ombros.

— Tá se fodendo bonito, né? Agora sai do meu quarto.

Ela ficou imóvel, os olhos faiscando. Esperava gritos, esperava uma briga no mesmo volume das que a gente tinha no corredor. Encontrou indiferença, e aquilo doeu mais do que qualquer xingamento. Ela se virou pra sair, a mão já no trinco da porta.

— Manda o Victor ir se foder — falei, a voz baixa e precisa. — E fala que você já deu pra um homem de verdade. Um que te comeu gostoso, te fez gozar duas vezes, e ainda aguentou firme quando você ficou de quatro. Aquela posição que você tanto se gabava que nenhum homem aguentava. Pois é. Esse homem aguentou. E ainda te fez gozar nela.

Ela girou o corpo, o rosto. Eu não tinha me movido, mas a mão direita tava sobre o meu pau, apertando o volume do pau por cima da bermuda. O gesto era explícito, deliberado. Não precisei dizer mais nada. Ela entendeu.

— Vai tomar no cu, Caio. Você é um lixo. Um merda. Um desgraçado.

Ela ergueu o dedo do meio, os olhos presos nos meus. Depois baixou a mão, girou e saiu, fechando a porta com força.

Fiquei sozinho no quarto, o sorriso ainda nos lábios. Não contei pra ela sobre Bianca. Não mencionei a zoação dos amigos, o bloqueio definitivo, a certeza de que ela já devia estar dando pra outro. Não ia dar esse gostinho. Que ela sofresse com as próprias consequências sem saber que eu também tava pagando caro.

Os dias que se seguiram foram um vácuo estranho. A gente se cruzava nos corredores, na cozinha, na sala, e trocava olhares carregados de uma raiva que não encontrava vazão. Nenhum novo confronto. Nenhuma provocação aberta. Apenas o silêncio hostil de antes, mas agora tingido por algo novo: o constrangimento sexual. Eu esperava uma vingança rápida. Algo à altura do estrago que ela sofreu. Mas nada veio. A ausência de retaliação era mais perturbadora do que qualquer ataque. Eu sabia que ela tava planejando algo. O silêncio dela não era paz. Era acúmulo de munição.

No sábado à noite, eu tava na sala, afundado no sofá com o celular na mão. Os pés descalços apoiados na mesinha de centro. A postura de sempre: relaxado, desinteressado. Meu pai e minha madrasta estavam viajando, e só voltariam segunda. A casa era só minha e da Jade.

Ouvi os passos dela descendo a escada. Eram diferentes dos de sempre — mais lentos, carregando um peso que eu reconheci antes mesmo de vê-la. Ela parou na entrada da sala. Não levantei o olhar. A presença dela naquele espaço, depois de tudo que tinha acontecido, já era uma declaração por si só.

— Caio, preciso de uma coisa.

Continuei olhando pra tela.

— Precisa ou quer? Porque querer você quer um monte de coisa. Se ferrar, por exemplo, você quer sempre.

Ela ignorou. A voz saiu controlada, o que me surpreendeu.

— Preciso que você leve eu e as meninas num evento da faculdade amanhã de manhã. É uma palestra obrigatória, vale ponto, e o carro da Mariana quebrou. Tá no mecânico e só sai na outra semana.

Levantei os olhos. O sorriso de canto já tava se formando, lento e satisfeito. Apoiei o celular no peito e cruzei os braços atrás da cabeça.

— Deixa eu entender. Você, que sempre disse que meu carro era uma lata velha, que parecia sucata, agora quer que eu seja seu motorista particular? De graça?

— Eu não estaria pedindo se tivesse escolha. Nossos pais estão viajando. Não tenho ninguém mais pra pedir. Táxi pras três vai sair caro demais. É só isso. Só tô pedindo porque não tem outro jeito.

O sorriso se alargou. Sentei devagar, apoiando os cotovelos nos joelhos, e fiquei olhando pra ela. A pele clara contrastando com o cabelo escuro preso no elástico do pulso, os olhos castanhos faiscando de raiva contida, os lábios apertados. A blusa larga escondia os seios que eu já tinha visto, já tinha tocado. A calça jeans marcava as coxas grossas. Eu sabia exatamente o que tinha por baixo daquela roupa.

— Tá bom. Mas nada na vida é de graça, você sabe disso.

Ela ergueu o queixo, os olhos brilhando.

— Então vamos fazer um desafio. Se eu vencer, você leva eu e as meninas amanhã, espera o tempo que for preciso e ainda traz todo mundo de volta sem reclamar. Se você vencer...

Eu ri. Uma risada curta, genuína.

— Fechado.

Abri a boca pra perguntar qual seria o desafio. A pergunta morreu antes de nascer.

Os dedos dela agarraram a barra da camiseta e puxaram pra cima num gesto rápido, quase violento. O sutiã preto simples apareceu, a pele clara do abdômen exposta. Ela jogou a blusa no chão e levou as mãos ao fecho da calça jeans, os movimentos bruscos.

— Caralho, Jade. — Eu ri alto, me recostando no sofá. — Já tirando a roupa? Tá com pressa de dar pra mim de novo?

— Eu sei exatamente qual desafio você ia propor, Caio. — A voz dela saiu cortante. — Quem gozar primeiro perde. De novo. Porque você é um pervertido, um safado, que só pensa com o pau.

Eu não confirmei nem neguei. Apenas sorri, os olhos percorrendo o corpo dela.

— Você nunca vai saber o que eu ia propor, já que se antecipou toda. Mas já que você já tá quase nua, só mostra que você tá doida pra me dar de novo. Deve ter passado a semana inteira pensando nisso. Pensando em como ter uma revanche. E ainda acha que vai vencer dessa vez.

— Você é um desgraçado. — Ela rangeu os dentes.

— E você ainda não terminou de tirar a roupa.

A raiva e o orgulho ferido se misturaram em algo quente nos olhos dela. Jade terminou de abrir a calça e a deixou cair no chão. Depois deslizou a calcinha pelas pernas e chutou pro lado. Ficou completamente nua na minha frente. Os seios firmes, os mamilos escurecidos já endurecidos. As coxas grossas, a cintura marcada, os pelos escuros aparados.

Eu me levantei do sofá lentamente. Tirei a camiseta por cima da cabeça, depois a bermuda e a cueca. Meu pau já tava duro, grosso, as veias saltadas. Jade desviou o olhar, mas eu vi o interesse nos olhos dela.

— Como eu venci a última disputa — falei, a voz calma —, eu escolho as posições. É justo. Vantagem pra quem venceu.

— Isso é sacanagem. — O rosto dela queimava. — Você já sabe que isso te dá vantagem.

— Se você tivesse vencido, poderia escolher também. Foi você que propôs o desafio. Para de reclamar e tenta vencer dessa vez.

Ela rangeu os dentes, mas não recuou. Sabia que discutir mais só me daria munição e pioraria as coisas.

— Tá bom. Mas isso é injusto pra caralho.

Eu não esperei mais. Segurei o braço dela e puxei em direção ao sofá. Jade não resistiu, mas o corpo tava tenso, os músculos rígidos sob a pele clara. Virei ela de costas e empurrei de leve pra frente, até as mãos dela apoiarem no braço do sofá e os joelhos afundarem na almofada. A bunda empinada, as coxas grossas abertas, a boceta já brilhando de tão molhada.

Me posicionei atrás, segurando os quadris dela com força. A bunda empinada, as coxas grossas abertas, a boceta já brilhando de tão molhada. Empurrei devagar no começo, só a cabeça, sentindo ela apertar em volta de mim.

— Olha só pra isso… — provoquei, a voz baixa e rouca. — Tá desesperada pra dar pra mim de novo, né, Jade? Passou a semana inteira se tocando pensando nisso, admitindo que quer mais.

Ela soltou um gemido curto quando eu enfiei mais fundo, mas revidou rápido, o ódio misturado no tom entrecortado.

— Vai se foder, Caio. Você é um pervertido de merda. Não tem mulher pra comer faz tempo, né? O único jeito de conseguir alguém é com essa porra de aposta.

Eu ri baixo e comecei a socar com mais força, o som dos nossos corpos ecoando na sala vazia. Jade gemeu mais alto, um “ahh” rouco que escapou sem controle.

— Tá ensopada pra caralho. Olha como tá molhada… — falei, apertando os quadris dela com mais força enquanto metia fundo — Você me odeia, mas está gostando de dar pra mim. A boceta não mente, Jade. Você sabe que vai perde novamente mais também que vai gozar gostoso.

Ela mordeu o lábio, mas outro gemido saiu, mais longo e trêmulo, enquanto eu metia sem piedade.

— Cala a boca… ahh… — conseguiu dizer, a voz falhando. — Eu só perdi da outra vez porque você teve a ousadia de bater na minha bunda. Foi por isso, seu desgraçado.

Eu dei outro tapa, mais forte, o estalo seco preenchendo o ar. Jade gritou de tesão, o corpo inteiro tremendo, a boceta apertando forte em volta do meu pau.

— Você gozou igual uma vadia quando eu bati. E vai perder de novo hoje, porque eu sou melhor nisso que você. Sempre fui.

Ela rebolou contra mim com raiva, revidando enquanto gemia.

— Sonha, seu arrogante de merda… Ahh… Você acha que é bom só porque me venceu uma vez? Voce é um merda Caio.

Eu ri, saindo de dentro dela de repente e virando ela de lado no sofá. Jade deixou a perna de cima um pouco aberta, a mão descendo pra se tocar enquanto eu voltava a meter de lado, devagar no começo, depois mais fundo e ritmado.

— Continua gemendo assim… — provoquei, apertando a bunda dela antes de dar outro tapa seco. — Eu adoro ouvir você perdendo o controle. Tá vendo? Odeia admitir, mas adora quando eu te trato que nem puta.

Ela soltou um gemido alto, quase um grito, o corpo arqueando contra o sofá.

— Filho da puta… — xingou, mas a voz saiu rouca de prazer. — Eu te odeio… Ahh… te odeio pra caralho…

Depois de um tempo, pressionei as duas pernas dela pra baixo, fechando bem apertado, tirando espaço pra ela se tocar. Jade olhou pra trás, os olhos arregalados de tesão e frustração.

— Que porra você tá fazendo… — gemeu, a voz falhando quando eu comecei a enfiar e tirar devagar, cada movimento mais intenso por causa da pressão das coxas.

— Sentindo cada centímetro, né? Tá maluca de tesão e ainda finge que não quer. Eu sei que você vai gozar primeiro de novo.

Ela xingava entre gemidos cada vez mais altos, o corpo tremendo, mas não parava de rebolar contra mim. Eu tava no limite também, mas segurei.

Aproximei a boca do ouvido dela, ainda metendo naquele ritmo lento e torturante.

— Quando eu vencer, eu vou querer gozar na sua boca.

Jade virou o rosto pra me encarar, os olhos castanhos faiscando.

— Isso não vai acontecer, seu desgraçado.

— O acordo sempre foi que o vencedor pede o que quiser.

— Foi no primeiro desafio, não agora.

Sorri, impressionado apesar de tudo. Continuei metendo lentamente, vendo os olhos dela se fecharem involuntariamente a cada investida profunda.

— Tá querendo mudar a regra agora? Engraçado, porque você me acusou de mudar quando eu escolhi as posições.

Ela rangeu os dentes, um gemido escapando quando eu enfiei mais fundo.

— Isso é diferente.

— Não é. Mas já que você é tão corajosa, vamos fazer assim.

Parei de meter por um segundo, o pau ainda dentro dela, e olhei bem nos olhos dela.

— Se você vencer, eu só levo você e as meninas amanhã, pago o almoço de todo mundo e deixo cada uma na porta de casa. Se você perder, vai ter que me chupar até eu gozar na sua boca.

Jade me encarou. Vi a determinação se formar por trás da raiva, o orgulho ferido virando combustível.

— Fechado.

Voltei a comer ela naquela posição, agora com mais rapidez e força. Os gemidos dela ficaram mais altos, o corpo tremendo, as unhas cravadas no sofá. Senti que ela tava perto, a boceta apertando em espasmos. Eu também tava no limite. Parei de repente, saindo de dentro dela.

Jade ficou ofegante, o corpo ainda tremendo. A última posição decidiria tudo.

— Levanta.

Ela obedeceu, pernas bambas. Apontei pra parede.

— Fica ali. De costas.

— Que porra você tá pensando em fazer? — perguntou, a voz rouca.

Me aproximei. Eu era bem mais alto. Segurei as coxas dela e levantei, prensando ela contra a parede. Jade se segurou nos meus ombros, as pernas em volta da minha cintura. Posicionei o pau e voltei a penetrar, socando fundo, o peso dela todo nos meus braços.

Jade enlouqueceu. Os gemidos saíam livres, impossíveis de segurar, a cabeça jogada pra trás.

— Ahh… porra… — gemeu alto, as unhas cravadas nos meus ombros. — Você tá se aproveitando… desgraçado…

— Tá gemendo desse jeito todo agora? — provoquei no ouvido dela, continuando a foder sem piedade. — Olha pra você… toda cheia de pose, mas não consegue nem disfarçar o tesão.

Ela xingou, mas outro gemido alto escapou.

— Eu te odeio… ahh… te odeio pra caralho…

Aproximei a boca do ouvido dela de novo, a voz rouca.

— Eu adoro foder puta igual a você assim. Porque não tem como disfarçar o tesão… e quando goza também não consegue disfarçar. Escorre tudo no meu pau.

Jade não aguentou. O corpo dela tremeu violentamente contra a parede, os braços apertando meu pescoço, a boceta contraindo forte em volta do meu pau enquanto ela gozava loucamente, gemendo alto, o orgasmo longo e intenso que a deixou mole nos meus braços.

Quando os tremores diminuíram, desci ela devagar até os pés tocarem o chão. Me afastei o suficiente pra olhar pra ela. Minha respiração tava pesada, mas o sorriso vitorioso continuava intacto.

— Perdeu de novo.

Jade manteve os olhos fechados. Não queria me ver. A humilhação de perder duas vezes seguidas doía mais do que qualquer coisa física. O corpo dela ainda tremia, a boceta inchada e vermelha, o prazer ainda estava visível no seu corpo.

— Você sabe o que eu quero como prêmio.

Ela teria que fazer sexo oral em mim até eu gozar em sua boca. E a ideia pareceu acertá-la como um soco no estômago. Não era só a submissão — era o ato final, o gosto de mim ficando na boca dela, marcando de verdade.

Ela abriu os olhos e se sentou devagar, afastando-se de mim. A voz saiu fraca, sem a convicção que ela queria projetar.

— Não vou fazer isso.

Eu não me movi. Apenas inclinei a cabeça, os olhos presos nos dela, o sorriso se alargando devagar.

— Você mesma firmou o acordo. Olhando nos meus olhos. Disse "fechado". Agora não cumpre? Covarde pra caralho sua atitute. E ainda por cima não tem palavra pra cumprir os acordos que firma.

As palavras atingiram o centro exato do orgulho dela. Jade sempre se definiu pela coragem, pela capacidade de enfrentar qualquer coisa sem recuar. Era a identidade que ela construíra, à necessidade de provar que era boa o bastante em tudo que fazia. Ser chamada de covarde por mim, de todas as pessoas, era insuportável. E pior: eu tava certo sobre o acordo. Ela aceitou. Recuar agora seria admitir uma fraqueza que eu usaria contra ela pra sempre.

Ela desviou o olhar. O silêncio se esticou na sala, pesado e carregado de tudo que não era dito. O cheiro da gente ainda tava no ar, misturado ao tecido do sofá. Soltei uma risada baixa, debochada.

— Caralho, Jade… você já deve ter levado muita porra na boca antes e agora tá de frescura? Fechou o acordo e agora quer voltar atrás como se fosse santa? Que merda é essa?

Ela virou o rosto, as bochechas queimando de um jeito que ela não conseguia esconder. O constrangimento era puro, cru. Eu percebi na hora — o jeito como ela apertou a mandíbula, o olhar que fugiu pro chão, o silêncio que não era raiva, era pânico disfarçado. A constatação fez meu tesão explodir de novo, um calor bruto subindo pela espinha, o pau latejando só com a ideia de ser o primeiro. Era a linha que ela nunca deixara ninguém cruzar. Agora eu, justamente eu, queria isso. O ódio e a vergonha se embolaram dentro dela, porque parte dela sabia que, se cedesse, não seria mais só uma foda de raiva. Seria admitir que eu tinha conseguido algo que nem os namorados dela tinham conseguido. Continuei cutucando exatamente onde doía, a voz baixa e afiada.

— Você que vive se gabando de coragem, de cumprir suas promessas, de não recuar pra nada e nem ninguém. E agora não cumpre a palavra? Para de ser covarde e faz o que combinou.

As provocações mexeram com ela de um jeito profundo. Jade sentiu o orgulho rachar, o constrangimento queimando por dentro como ácido. Era exatamente isso que eu sempre soubera fazer — encontrar a ferida e enfiar o dedo. Ela me odiava por isso.

O silêncio se estendeu. Então ela rangeu os dentes e mandou, a voz rouca de raiva e vergonha.

— Cala a boca.

— Você vai fazer?

Outro silêncio. Os olhos dela fixos no chão. Ela levantou a cabeça devagar. Os olhos castanhos encontraram os meus. Tinha ódio ali, muito ódio. Mas também tinha algo como constrangimento.

— Por favor isso não.

A voz saiu baixa, quase inaudível. Mas saiu. Me recostei no sofá, abrindo as pernas. O pau duro apontando pra cima, as veias saltadas, a cabeça ainda brilhando dos líquidos dela, não tinha nada que ela falasse ou propusesse que me faria desistir.

— Vem. Chupa do jeito que você quiser. Somente tira o pau da sua boca quando eu gozar tudo.

Jade me olhou, um olhar que clamava por piedade. Não mudei de opinião, apenas segurei o meu pau que estava duro e balancei, Jade entendeu, então veio, se ajoelhou na frente do sofá. Os joelhos contra o piso frio. Ela segurou meu pau com a mão, aproximou o rosto e começou a chupar com raiva e capricho. A língua trabalhando fundo, os lábios apertados, a cabeça subindo e descendo num ritmo que ela mesma escolhia, como se quisesse provar que ainda controlava alguma coisa.

Eu gemi baixo, os dedos cravados no estofado do sofá.

— Porra, Jade… você chupa tão bem… continua assim, caralho.

A boca quente e molhada deslizando com força, a mão acompanhando na base, sugando como se o ódio pudesse ser engolido junto. Os olhos dela às vezes fechavam, às vezes me encaravam com aquele desprezo que não desaparecia.

— Isso… assim… adoro uma mulher que chupa gostoso pra caralho… você é boa pra isso, hein? Tenho certeza que você ama fazer isso…

O boquete ficou mais intenso, mais profundo. Eu sentia a garganta dela contra a cabeça do meu pau, a língua pressionando a parte de baixo. O prazer subiu rápido, mais rápido do que eu esperava. A mão dela apertava a base, a boca sugava com força. Eu tava perto, muito perto.

— Quer que eu goze na sua boca?

Perguntei olhando nos olhos dela, mas era uma pergunta retórica e que só servia pra provocar ainda mais, porque ela sabia que não tinha escolha a não ser deixar eu gozar na boca dela.

Ela me olhou de baixo, os olhos marejados, os lábios inchados em volta do meu pau. Não disse nada. Apenas continuou me olhando, e no olhar dela tinha raiva, tinha vergonha. Ela fechou os olhos por um instante. Quando abriu, a voz saiu abafada, com o pau ainda na boca.

— Goza na minha boca.

Ela logo em seguida colocou o pau na boca novamente. O meu corpo inteiro tensionou, os músculos das coxas enrijecendo. Gozei com um grunhido alto, jorrando na boca dela em espasmos fortes. Jade engasgou, ficou tossindo, os olhos cheios d'água.

Ela cuspiu o que conseguiu no chão, mas eu sabia, ela tinha engolido um pouco. Não tudo, mas uma parte. O suficiente.

Jade se levantou, as pernas ainda trêmulas, limpando a boca com as costas da mão. Os olhos faiscavam de fúria.

— Você não avisou que ia gozar, seu filho da puta.

Eu ainda recuperava o fôlego, rindo baixo, o corpo relaxado contra o sofá.

— Você tinha que chupar até eu gozar. Eu não tinha obrigação de avisar nada.

Ela pegou a calcinha e calça jeans do chão e vestiu com movimentos rígidos, as mãos tremendo de raiva. Depois a camiseta. Os olhos tavam secos, mas ardiam como se fossem lacrimejar. Ela não olhou pra mim. Não disse nada. Apenas saiu da sala e subiu as escadas, os passos pesados na madeira.

A porta do quarto dela se fechou com um clique suave.

Fiquei sentado no sofá por um tempo. O corpo relaxado pelo orgasmo, mas a mente não desligava. Ela tinha perdido de novo. Eu tinha conseguido exatamente o que queria. Mas a vitória tinha um gosto estranho, que não era totalmente doce.

Me levantei, vesti a bermuda e fui até a cozinha. Bebi um copo d'água devagar, os olhos perdidos na janela escura. Sabia que tinha que ajudar, fazer a minha parte no acordo, mesmo tendo vencido. Levar ela e as amigas no domingo de manhã. Porque uma coisa era competir, disputar, provocar, transar como consequência de um jogo que os dois aceitaram. Outra coisa era prejudicar a vida acadêmica dela por birra. E acima de tudo, eu não queria a bronca do meu pai quando descobrisse que eu podia ter ajudado a Jade e não ajudei. Meu pai tinha um senso de justiça familiar que não tolerava mesquinharias.

Patrícia ficaria triste. Não brava. Triste. E a tristeza dela doía mais do que qualquer grito. Ela chegou na minha vida quando eu ainda era um adolescente fechado, defendendo o território da casa e a atenção do pai como se fossem as únicas coisas que importavam. E em vez de competir, ela simplesmente ocupou um espaço vazio que eu nem sabia que existia. Ela perguntava como foi o dia na escola e realmente ouvia a resposta. Ela fazia questão de cozinhar a comida que eu gostava. Ela respeitava o silêncio quando eu precisava de silêncio, mas tava lá quando eu precisava de alguém. Em algum momento nos últimos anos, sem que eu percebesse direito, Patrícia tinha se tornado uma mãe pra mim. Não uma substituição. Uma adição. Alguém que eu não queria decepcionar.

Larguei o copo na pia e subi as escadas. Parei em frente à porta do quarto de Jade. A luz tava acesa por baixo da fresta. Bati duas vezes, leve.

— Que é?

Abri a porta sem esperar permissão e fiquei parado no batente. Jade tava sentada na cama, as pernas cruzadas, os braços abraçando o próprio corpo como se quisesse se proteger de algo. Os olhos dela tavam vermelhos, mas ela não tinha chorando. Era raiva represada, daquelas que queimam por dentro sem transbordar. Além da raiva, havia outra coisa no rosto dela: desolação. A derrota na disputa ainda tava fresca, mas o que realmente pesava agora era a preocupação com o domingo. Ela não sabia como resolveria a carona. Não tinha plano B. E a ideia de ter que contar pras amigas que o enteado da mãe dela tinha se recusado a ajudar era humilhante demais pra contemplar.

Eu vi tudo isso no rosto dela em um instante. Apoiei o ombro no batente da porta e cruzei os braços.

— Relaxa. Eu levo você e as meninas no domingo de manhã.

Jade ficou surpresa. A expressão dela vacilou, a máscara de hostilidade rachando por um breve instante antes de se recompor. Ela abriu a boca pra responder, mas eu continuei antes que ela pudesse formar qualquer palavra.

— Isso não muda nada entre a gente. A gente continua se odiando. Isso aqui não vira amizade. Não vira trégua.

Fiz um gesto com a mão, abrangendo o corredor, os quartos, a casa inteira.

— Eu só vou ajudar porque não quero levar bronca do meu pai quando ele descobrir que você precisava e eu não fiz nada.

Fiz uma pausa. Os olhos presos nos dela.

— E não quero ver a Patrícia triste porque eu podia ter ajudado a filha dela e não ajudei. Ela não merece isso.

A voz baixou um tom.

— Eu gosto dela. Considero ela minha mãe. Ela foi boa pra mim quando não precisava ser. Então é por eles. Não por você.

Jade ficou imóvel. A menção à mãe dela, dita daquele jeito — com uma sinceridade que ela raramente via em mim — desarmou algo dentro dela que ela não sabia que tava exposto. Ela sentiu um alívio imediato e profundo. A carona tava resolvida. Ela não precisaria mentir pras amigas, não precisaria faltar à palestra, não prejudicaria a nota. O problema prático que tinha ocupado a mente dela evaporou.

Mas o alívio durou apenas o tempo de um suspiro. Porque junto com ele veio a lembrança de como ela tinha chegado àquele ponto. A derrota. A submissão. O meu gosto ainda na boca dela. Ela tinha perdido de novo. Eu tinha conseguido exatamente o que queria, e agora ainda tava sendo razoável o suficiente pra ajudá-la, o que de alguma forma tornava tudo pior. Já que agora ela sabia que ficaria me devendo uma e também porque a razoabilidade a impedia de me odiar completamente naquele momento. E ela precisava me odiar completamente.

Ela assentiu uma vez, um movimento curto e seco de cabeça. A voz saiu controlada, mas o veneno ainda tava lá, diluído mas presente.

— Tá bom.

Não esperei mais nada. Dei as costas e voltei pro meu quarto, fechando a porta atrás de mim.

No quarto ao lado, Jade ficou sozinha. O alívio da carona resolvida se misturava com o ódio renovado pela derrota. Ainda sentia a humilhação. Ainda ouvia a própria voz aceitando o acordo, tirando a roupa antes mesmo de saber o que eu pediria, ter pedido no final pra eu gozar na boca dela, ela se entregando ao jogo que ela mesma tinha criado. E agora, ainda por cima, ela tinha que engolir o fato de que eu ajudaria por consideração à mãe dela. A mãe que ela amava, mas com quem tinha uma relação complicada. Eu, o enteado que ela odiava, despreza, tratava Patrícia com uma consideração que às vezes ela mesma não conseguia demonstrar. Aquilo doía de um jeito novo.

Eu disse que não mudava nada entre a gente. E ela sabia que era verdade. O ódio, a rivalidade, continuava lá, intacto. Mas agora ele tinha novas camadas e a certeza amarga de que ela faria de novo se desafiada.

No meu quarto, eu tava deitado na cama, as mãos atrás da cabeça, os olhos no teto. O domingo de manhã prometia ser um desfile de tensão mal disfarçada. Eu dirigindo o Gol prata com Jade no banco do passageiro e as duas amigas gostosas atrás, todos os quatro fingindo que tava tudo normal, que eu era apenas o enteado prestativo, que ela era apenas a filha da Patrícia agradecida pela carona.

E eu, deitado na cama com as mãos atrás da cabeça, sorria pro teto porque, no fundo, eu queria ver o que ela faria a seguir.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS, MAS OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL PODEM NAO SER MERA COINCIDÊNCIA.

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Comentários

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Que conto massa!!! Muito bem escrito e faz com que imaginemos a sequência!!!

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Crlho q conto gostoso pqp kkk espero ansiosamente pelo próximo 🤭

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