Passados cerca de dez minutos, percebo Beth encarando Thiago e Pedro de maneira evasiva, enquanto Patrícia continua com os olhos fixos em mim. Um clima estranho começa a tomar conta da sala. Ainda assim, seguimos conversando, até que, em certo momento, Pedro comenta:
— Nossa, Juh, ainda não estou convencido de que essa mulher linda é a sua mãe.
— Pois pode se convencer, guri. É sim a minha mãe.
— Sua mãe é muito nova. Parece sua irmã.
— Eu também acho. Se não fosse sua mãe, eu estaria aqui xavecando — diz Thiago.
— Ei, sua namorada está bem ao seu lado — retruca Beth.
— Minha namorada não tem ciúmes. Principalmente de mulheres lindas.
Fico de olhos arregalados com o que ele diz — e, para piorar, Juliana ainda coloca mais lenha na fogueira:
— Olha que minha mãe está há anos sem transar.
— Julianaaa! Para de falar da minha vida íntima!
— Mas é verdade, mãe.
A conversa pesa, o clima muda, e por alguns instantes ninguém parece saber exatamente como reagir.
Dois minutos depois, vejo Beth se levantar e ir até a cozinha. Logo em seguida, Thiago vai atrás. Olho para a namorada dele, Marcella, e percebo seu olhar desviado, fixo em Pedro. Patrícia continua me observando. Quando olho para a Ju, noto que ela também me encara. É nesse momento que tudo começa a fazer sentido — ali estavam os mesmos amigos da orgia de que ela havia falado pouco tempo antes.
Levanto-me, tentando agir com naturalidade, e sigo até a cozinha. Paro discretamente na porta — e então vejo Thiago por trás de Beth, abraçando-a.
Ouço Beth dizer, em tom contido:
— Para, menino… Sua namorada está aí. Você é amigo da minha filha.
E ele responde, baixo, mas firme:
— Minha namorada disse que quer você também.
— Para com isso… você é muito jovem.
— E é isso que é bom… quer ver?
Fico ali, imóvel, tentando entender até onde aquilo iria.
Vejo Beth se virar — e, sem hesitar, os dois se beijam. Aquilo é o suficiente. Me afasto em silêncio, com a sensação clara de que algo grande está prestes a acontecer.
Vou até o meu quarto, pego meu pó que dá aquela energia, retorno à cozinha — agora vazia —, misturo com um pouco d’água e bebo. Em seguida, volto ao quarto por um instante e então sigo para a sala.
Os seis estão lá, conversando como se nada tivesse acontecido. Os copos de cerveja são esvaziados como água. Olho para o relógio: 1h30 da manhã.
Passo a observar com mais intenção. Lanço olhares mais diretos para Patrícia e Juliana, deixando claro o interesse — e as duas correspondem. Em seguida, olho para Marcella e percebo que ela também me encara.
A conversa continua leve na superfície, mas carregada por baixo.
Alguns minutos depois, vejo Beth se levantar e ir em direção à cozinha para pegar mais cerveja. Antes de sair, pergunta:
— Alguém quer mais cerveja?
— Eu quero, mãe — diz Juliana.
— Também quero — alguém completa.
— Pega uma pra mim também, Beth — digo.
— Tá bom.
Ela segue para a cozinha. Logo em seguida, Thiago se levanta:
— Espera aí que eu vou te ajudar.
Pedro também entra:
— Eu também. Aproveito e pego um vinho.
— Pega mais pra mim, amor? — pede Patrícia.
— Claro, amor.
E, assim, um a um, eles vão se levantando… deixando a sala cada vez mais vazia — e o clima, cada vez mais inevitável.
Fico na sala com as três. O ambiente muda aos poucos — trocas de olhares mais intensas, respirações mais pesadas, uma tensão difícil de ignorar. Elas continuam conversando, mas eu permaneço em silêncio, apenas observando.
Pego minha cerveja… vazia.
Levanto-me e sigo até a cozinha. Antes mesmo de entrar, porém, paro na porta. A cena diante de mim muda completamente o rumo da noite.
Pedro e Thiago estão muito próximos de Beth, encurralando-a junto à pia. O clima ali é direto, sem disfarces.
— Aguenta dois ao mesmo tempo? — provoca um deles.
Beth responde, com um sorriso carregado de intenção:
— Aguento todos os homens daquela sala, meu amor. A loba aqui tem energia de sobra.
Pedro, à frente dela, a beija. Thiago, por trás, começa a apalpar a sua bunda. Por um instante, parece que ela hesita — ou apenas estabelece um limite:
— Aqui em casa, não…
Thiago responde rapidamente:
— Então vamos pra casa da minha mãe. Ela não está lá.
— E as suas namoradas? — Beth pergunta.
— Elas vão, ué.
— E a minha filha? E o tio dela?
— Eles também vão… — ele diz, com naturalidade — é só a continuação da festa.
Fico ali, parado, absorvendo tudo. Já não era mais só uma suspeita — agora estava claro que aquela noite estava prestes a sair completamente do controle.
— Guri, isso é loucura demais. Tá todo mundo bêbado!
— Melhor ainda. Ninguém vai saber o que aconteceu amanhã. - Responde Thiago.
Vejo que Beth volta a dar um beijo de língua em Pedro. Thiago dá um tapa na bunda da minha irmã e ela empina ainda mais aquela raba para ele.
— Tá, vamos. É loucura. Mas tô bêbada demais pra dizer não.
Os três se soltam, e eu entro na cozinha, ainda ouvindo o Pedro falar:
— Ô, tio da Juh! Vamos pra casa do Thiago continuar a festa lá. Pega a cerveja e bora!
Ao mesmo tempo, a Beth pega uma garrafa de catuaba na geladeira e já abre. Eu pego a minha cerveja e volto pra sala. Então ouço:
— Vamos, menina! Vamos pra casa da minha mãe, a festa vai continuar lá!
— Cê tá doido, Thiago? A gente encheu o cú de cachaça. Como é que vamos dirigir? - Pergunta, Juh.
— Ah, gente, dá um jeito. A casa da minha mãe não fica nem a 15 minutos daqui. Vamos, Juh, sua mãe também vai.
— O quê? Minha mãe?
— Sim! Vai, vai, vai logo. Pega sua bolsa. - Diz Beth
— Você consegue dirigir? No meu carro não cabe todo mundo... - Pergunta Thiago.
— Acho que sim… é perto, né? Então dá. Qualquer coisa, o tio dirige.
— Seu tio vai? — pergunta a Patrícia.
— Mas é claro.
E eu vejo a Patrícia fazer uma cara de safada, como se fosse me devorar ali mesmo.
A Beth vai até o quarto pegar a bolsa, e a Juh repete a cena logo em seguida. Em poucos minutos, todo mundo já está saindo. Pedro, Thiago, Patrícia e Marcella vão em um carro; Juh, Beth e eu, em outro.
Nós sete estávamos muito bêbados. No carro, ninguém falava coisa com coisa. O trajeto, que deveria durar 15 minutos, levou quase 40, porque o carro da frente errou o caminho várias vezes, entrando em ruas aleatórias.
No nosso, a catuaba que a Beth pegou virou nossa melhor amiga. A gente foi secando a garrafa durante o caminho. Quase batemos o carro três vezes, mas, no fim, chegamos.
Descemos cambaleando e, quando olhei pra casa — com tudo girando —, percebi que era enorme. O Thiago abriu o portão, e entramos. A casa era grande mesmo. Ele nem fez questão de mostrar tudo e já foi falando:
— Minha mãe tá viajando, não tem ninguém. Tem cerveja, licor e vinho na geladeira… acho que tem uma pinguinha também. Vou pegar.
Ele voltou com as bebidas enquanto a gente se jogava no sofá, tentando se acomodar.
Depois de uns 15 minutos, o Thiago falou:
— Gente, vocês precisam ver o banheiro lá de cima. É enorme!
— É mesmo… — concorda a Patrícia, me olhando de um jeito meio atravessado.
— Vem, vou mostrar.
E todo mundo vai atrás. O banheiro era realmente gigante: tinha banheira, um box com chuveiro e ainda sobrava um espaço enorme. O Thiago olha em volta, satisfeito, e completa:
— Dava fácil pra gente morar aqui — diz, rindo.
— Menos, né, Thiago — corta a Patrícia.
Logo depois, ele mostra o quarto. Eu reparo na cama da mãe dele — enorme também. Tudo naquela casa parecia grande demais.
Voltamos pra sala e retomamos a conversa e a bebida. Quando olho pro relógio, já eram quase três da manhã. Tirando a gente, tudo estava em silêncio — típico de cidade pequena.
De repente, o Thiago fala:
— Alexa, toca uma música bem sexy.
A música começa a tocar, preenchendo o ambiente. E foi ali que eu senti… alguma coisa diferente. Como se a maior loucura da minha vida estivesse prestes a acontecer — ou pelo menos, até aquele momento.
Então o Thiago se vira e diz:
— Amor e Juliana… tenho uma coisa pra falar pra vocês.
— O que foi, amor? — pergunta a Patrícia.
— Eu e o Pedro vai ter que dar um trato nessa loba que está louca por duas rolas. Vocês não ficarão triste, né?
— Eiii, olha o palavreado. Minha filha está aqui.
Na mesma hora, olho para a Juliana e ela diz:
— Se minha mãe quiser… ela é de maior. Além disso, ela tá precisando.
Ela fala arrastado, com aquela característica de quem já bebeu demais.
— Não, gente, eu tava brincando — se apressa a Beth. — Não dá, minha filha tá aqui.
— Ela não se importa — diz o Pedro, já se aproximando.
Foi quando a Marcella fala:
— Eu também tô afim de experimentar essa loba!
Minha sobrinha a olha e diz:
— Aproveita mãe. Ninguém vai falar nada pra ninguém. Aqui esse segredo vai estar bem guardado.
Beth olha para ela, me olha, e diz:
— Jovens... Vou mostrar a força de uma loba.
E puxa o Pedro e começa a beijar. Thiago vai atrás dela e com as mãos começa a levantar seu vestido, e aos poucos a calcinha vermelha começa a ficar amostra.
Paralelamente Marcella levanta e vai em direção a eles e Thiago a puxa e começa a beija-la. Patrícia que estava me olhando levanta de onde estava e vem em minha direção e fica ao meu lado e diz:
— É tio, você é meu.
E ela tenta me beijar. Naquele momento, eu olho pra Beth e vejo ela tão vulnerável, no meio daqueles dois caras desconhecidos e de outra mulher, que me vem a sensação clara de que aquilo ia acabar muito mal. Foi quando eu levantei do sofá de repente.
— Não, gente. Ela tá bêbada. Para, para, para!
E puxo a Beth pelo braço, tirando ela de perto deles.
— Vamos, vamos, vamos embora.
— Calma, não fica nervoso — diz o Thiago.
— O que aconteceu aqui, morre aqui. — complementa o Thiago.
— Ah, claro que vai… porque se eu souber de qualquer comentário a mais daqui, eu volto e encaro um por um.
Naquele momento, eu tava agindo mais por instinto do que qualquer outra coisa. Um sentimento de proteção, de que aquilo podia dar muito errado a qualquer segundo. Claro que também tinha toda a confusão do álcool e das emoções misturadas, mas alguma coisa em mim só mandava parar tudo.
— Vamos, Juh, pega as chaves. Vamos embora.
— Tá bom, tio… — diz a Juliana, com cara fechada.
Saímos da casa e entramos no carro. Eu mesmo dirijo de volta pra casa delas.
Durante o caminho, a Beth não parava de falar:
— Caralho… ia ser gostoso. Você é um chato mesmo, não me deixou viver nada.
— Até que o Thiago e o Pedro são bonitinhos, vai…
E quando já estávamos perto da casa, ela continua:
— Pensando bem, filha… é melhor não ter acontecido nada. Imagina se eles saem por aí falando pros amigos que você… sabe.
Quando estávamos entrando, Juh diz:
— É, tio… eu vacilei.
— Nós vacilamos. Mas eles não vão falar nada, ficaram com medo. — Respondo.
— Não vão falar não, tio. Eu sei de muita coisa do que eles já fizeram. Se falar eu conto tudo...
E entramos. A casa estava cheia de latas e garrafas espalhadas. Olho no relógio: 4h45 da manhã.
— Vai tomar um banho. — Digo a Beth.
— Vou sim.
A Beth vai pro banho. Eu começo a recolher as latas e dar uma ajeitada na casa. Ainda bêbado, com tudo girando, pego mais uma cerveja e continuo bebendo enquanto organizo tudo. A Juliana também me ajuda. Uns dez minutos depois, é ela quem vai pro banho. A Beth fica no sofá, me olhando.
Quando minha sobrinha sai do banho, já tinha conseguido juntar tudo, colocar o lixo pra fora e deixar só a louça pra lavar. Dou um tempo e vou tomar meu banho também. Percebo que meu pau está começando a endurecer devido ao pó que tomei mais cedo e ao fato de não ter feito sexo ainda. Penso em até bater uma no banho, mas não faço. Tomo um banho rápido e, cinco minutos depois, saio. Quando volto, vejo a Juliana e a Beth com dois copos plásticos na mão.
— O que é isso?
— Catuaba. — Responde Beth.
— Bebendo de novo? Vocês quase fizeram uma merda enorme essa noite.
Eu olho para os corpos de Beth e Juliana. A minha irmã não tinha colocado roupa ainda, continuava de roupão no sofá enquanto minha sobrinha tinha vestido a sua calça Lycra apertada e uma camiseta larga.
— Você ta brava comigo porque estou bebendo? — Pergunta Beth.
— Relaxa, já foi. Nem tô preocupado com isso.
Pego a minha cerveja e sento no sofá menor. Olho para elas e Beth continua:
— Tô brava com você!
— Porque?
Ia sentar em um pau depois de tanto tempo. Uma não, em duas...
— E se eles falarem para alguém que meteram a rola em você?
— Você acha mesmo que eles iam falar isso sabendo que você iria comer as namoradas deles? — Diz Juliana.
Eu fico quieto, pois não tinha pensando nisso.
— Agora ninguém vai transar essa noite. — Diz Beth.
Vejo a Beth se levantar e vir na minha direção. Ela se senta ao meu lado e me abraça.
— Pelo menos uma coisa boa… gostei da sua atitude de irmão — diz ela.
Meu olhar vai direto para a Juliana e vejo que ela está usando sua calça Lycra sem calcinha, pois a sua boceta está bem marcada quando abriu as pernas. E logo em seguida Beth diz:
— Ainda tô sem pau.
E ela vira o resto de catuaba em seu copo.
E a Juliana diz:
— É tio, ficamos sem sexo pro sua causa.
— Porque minha?
— Você nos trouxe embora.
— Pois é Juliana. — Diz Beth, ainda falando arrastado.
— Vocês estão bêbadas. — Respondo.
— Você também. — Diz Beth puxando a frase e mal conseguindo concluir o raciocínio.
— Três bêbados e sem pau, sem boceta, sem sexo, sem gozar. — Lamenta Juliana.
— Vejo a Juliana levantar e pegar a catuaba. Enche o seu copo e depois o da sua mãe e por último o meu.
— Toma tio. Toma um pouco.
Eu bebo metade em uma golada só. E as duas voltam a colocar na boca aquele líquido verde.
A Beth se ajeita no sofá, e percebo que o roupão dela se moveu um pouco enquanto ela se acomodava, deixando em evidente as curvas dos seus seios.
A Juliana continua em pé, e eu tento mudar o foco da minha atenção, e meu olhar vai direto para aquela calça Lycra colada que marcava toda a boceta da minha sobrinha. Meu pau começa a endurecer e ouço a Beth falar:
— Hoje vou ficar sem sexo né? Que chato, acho que vou até dormir. Queria tanto sentar em uma rola....
Foi quando eu disse, bravo:
— Se você me disser mais uma vez que quer rola eu vou te dar uma rola.
— Me mostra vai, me mostra ela. — Diz Beth.
Na mesma hora eu tiro o meu pau, meio duro para ela ver. Tanto Beth como Juliana olha para o meu membro e a minha irmã diz:
— Está meio mole, né? O que acha filha?
— Acho que vamos ter que endurecer, mãe.