Minha mulher de repente quer ter um filho. Parte 5

Um conto erótico de Mark
Categoria: Heterossexual
Contém 1877 palavras
Data: 02/04/2026 17:10:15

Era mais um dia em casa, estava de home office, enquanto Claire estava a fazer qualquer coisa ali. Eu estava sentado na mesa da sala, com o notebook aberto na frente, corrigindo umas matérias que o editor tinha mandado mais cedo. O café já estava morno na xícara, mas eu tomava devagar, sentindo o gosto amargo descer pela garganta.

A casa cheirava a molho de tomate e alho — Claire estava na cozinha, mexendo as panelas com aquela calma que ela fingia ter desde que tudo explodiu. Eu ouvia o barulho da colher contra o fundo da panela, o som baixo do rádio que ela deixava ligado pra não ficar em silêncio total.

Ela se aproximou devagar, limpando as mãos no avental. Eu fechei o notebook num movimento rápido, sem nem pensar, e levantei o olhar pra ela. Claire parou na frente da mesa, com seu cabelo castanho-claro se movendo com o vento do ventilador em nossa frente, estava calor, parte dele estava preso num rabo de cavalo bagunçado, seus olhos verdes estavam ainda um pouco inchados das lágrimas dos últimos dias. Ela parecia cansada, mas tentava sorrir.

— Já não quer jantar, amor? — perguntou, voz suave, quase tímida.

Eu balancei a cabeça, mantendo a expressão neutra.

— Vou logo mais. Estou terminando de preparar uma matéria especial pro jornal de amanhã. É importante.

Ela assentiu, mordendo o lábio inferior de leve, aquele gesto que eu conhecia tão bem.

— Tudo bem, amor. Quando você quiser é só me avisar que eu esquento na hora. Não quero atrapalhar seu trabalho.

Claire se virou e foi pro sofá da sala. Sentou, pegou o celular que estava em cima da mesinha e começou a olhar a tela. Ouço o som de vídeos curtos vindo do celular dela. Eu observei de canto de olho, fingindo que voltava pro notebook. De repente o rosto dela mudou. Os olhos arregalaram um pouco, a boca entreabriu. Ela fez um movimento rápido com a cabeça, tipo um “não” silencioso, e fechou o celular com força, colocando ele virado pra baixo no sofá. Eu notei tudo. Não falei nada. Só guardei na cabeça.

O jantar saiu mais tarde, quando eu finalmente fechei o notebook de vez. A gente sentou à mesa pequena da cozinha. Macarrão com molho caseiro, salada, um vinho que ela tinha aberto. Estava gostoso, como sempre.

A gente comia em silêncio quase total, só o barulho dos talheres. De repente o celular dela tocou de novo, vibrando em cima do sofá.

Claire nem olhou. Ignorou completamente, continuou comendo como se não tivesse ouvido.

Eu esperei um pouco, depois perguntei, voz calma:

— Quem é que tá insistindo tanto em ligar pra você?

Ela levantou o olhar, rápido, e baixou de novo.

— Ninguém importante. Neste momento o foco da minha vida é só cuidar de você, Mark. Nada mais.

Eu não deixei passar.

— É ele? Seu amante?

Claire abaixou a cabeça na hora, os ombros caindo. A colher parou no prato.

— Não tem mais amante nenhum — murmurou. — A vida minha agora pertence a você. Só a você.

A gente voltou a comer. O silêncio ficou mais pesado depois disso. Terminei o prato, agradeci baixinho e fui pro sofá. Deitei, esticando as pernas, estava com o corpo cansado da correria do dia. Claire veio logo atrás, parou na frente do sofá e pediu, voz baixa:

— Posso sentar do seu lado?

Eu fiz um gesto com a cabeça, deixando espaço. Ela sentou na ponta, tímida, e depois pegou um dos meus pés, tirando a meia devagar. Começou a massagear, seus dedos estavam pressionando a sola, o calcanhar, do jeito que ela fazia no começo do casamento, quando a gente ainda se tocava sem peso nenhum. Era bom. Quente. Familiar.

Eu olhei pra ela um tempo, observando o jeito como ela concentrava no movimento.

— Você realmente tem esperança de um dia as coisas voltarem a ser como eram entre a gente? — perguntei.

Claire parou por um segundo, depois continuou a massagem, olhos fixos no meu pé.

— Tenho sim. Porque eu te amo, Mark. Eu amo de verdade.

— Você ama é? — Perguntei.

— Sim. Me... Desculpa.

Eu não falei nada. Só fiquei deitado, olhando pro teto, depois peguei o celular e rolei a tela sem prestar atenção de verdade. O silêncio se estendeu. Depois de um tempo eu comentei, quase casual:

— Amanhã você vai ter a oportunidade que você tanto me pede pra provar que ainda me ama.

Ela se animou na hora. O rosto iluminou um pouco, os olhos verdes ganharam um brilho. Se aproximou rápido e tentou me dar um beijo na boca. Eu deixei o beijo acontecer — lábios quentes, macios —, mas quando ela se afastou eu falei baixo:

— Por enquanto eu não quero isso de novo.

Claire entendeu. Abaixou a cabeça, assentiu devagar e voltou a massagear meu pé, quieta, obediente. Ficou ali o resto da noite, sem reclamar, só o toque dos dedos dela no meu pé e o som da TV baixa ao fundo.

No dia seguinte ela pediu licença pra ir visitar os pais no quarto do hotel onde eles estavam, já que seu pai tinha recebido alta. Eu autorizei, claro. Dei um beijo na testa dela antes de ela sair, disse pra mandar um abraço pros dois. Assim que a porta fechou e eu ouvi o elevador descer, eu me arrumei rápido, tranquei a casa toda (ela tinha a chave reserva) e saí também. Tinha algo importante pra fazer.

Fui até uma instituição beneficente no Brooklyn, um lugar simples que ajudava crianças de famílias carentes. Entrei como repórter, com um bloco de notas na mão. O lugar estava cheio de gente boa, voluntários distribuindo brinquedos, roupas, comida. E lá estava ela de novo, quem eu realmente queria encontrar. A morena misteriosa.

Cabelo negro longo, olhos azuis penetrantes, elegante mesmo vestida simples, com uma camiseta da instituição e jeans. Ela estava ajoelhada no chão, distribuindo brinquedos pras crianças que faziam fila.

Eu pensei, olhando de longe: como essa mulher é totalmente diferente do marido dela. Tão calma, tão dedicada a ajudar os outros. Imagina o choque quando descobrir tudo.

Me aproximei devagar, peguei um dos brinquedos que estava no saco grande ao lado dela e comecei a ajudar, entregando pra uma menininha que sorria tímida.

Ela olhou pra cima, me reconheceu na hora. Sorriu.

— Você de novo? Da floricultura, né?

— Isso mesmo — respondi, sorrindo de volta. — Vim fazer uma matéria sobre o lugar. Quero ajudar a instituição a conseguir mais doações, mostrar o trabalho deles, quem sabe não consegue mais ajuda?

— Você é reporter? — Perguntou.

— Sou sim. Trabalho no principal jornal da cidade. Sou recém promovido. Nunca deve ter ouvido falar de mim.

Ela se emocionou visivelmente. Os olhos azuis ficaram úmidos.

— Isso é muito bonito da sua parte. Obrigada mesmo.

A gente conversou enquanto distribuía os brinquedos. As crianças riam ao redor, o barulho era leve, bom. Eu olhei pra ela com atenção e comentei, como quem não quer nada:

— Você me parece familiar.

Ela riu baixinho.

— Sou a esposa do candidato a prefeito. Lucio Forest.

Eu assenti, fingindo surpresa leve.

— Ah, entendi. Você está aqui por causa da campanha?

— Não — ela respondeu rápido. — Meu marido não se importa muito com esse tipo de coisa. Mas eu gosto de ajudar as pessoas. Não estou aqui para pedir votos, na verdade, eu nem gosto da ideia dele ser candidato a prefeito.

Eu aproveitei o momento e perguntei, mantendo o tom casual:

— E o que você acha sobre os rumores que estão correndo sobre ele?

Ela parou um pouco, mas respondeu com calma:

— Ele é impetuoso, ambicioso. Mas eu não acredito que ele esteja me traindo. Muito menos roubando na empresa que pertence ao meu pai. São só boatos de adversários.

Eu olhei pra ela e disse, voz baixa:

— As pessoas às vezes podem nos enganar.

Ela virou o rosto pra mim, curiosa.

— Por que você diz isso?

Eu respirei fundo, como se doesse falar.

— Porque eu fui traído recentemente.

Ela ficou em silêncio por um segundo, depois colocou a mão no meu braço de leve.

— Sinto muito.

A conversa continuou leve depois disso. Ela disse que tinha gostado de conversar comigo. Eu respondi que esperava encontrar ela de novo algum dia, pra gente bater papo. Ela sorriu e falou que vinha ali pelo menos uma vez por semana.

— Sempre que quiser vir ajudar, é só aparecer.

Eu me despedi, saí da instituição e fui direto pro encontro que eu tinha marcado. Meu amigo estava esperando num café discreto. Ele me entregou uma pasta grossa, cheia de documentos, fotos, extratos. Eu peguei, abri rápido, dei uma olhada e entreguei pra ele um envelope com uma quantia generosa de dólares, todos enfileirados.

— Isso vai ser a matéria da minha vida. — eu disse. — E com certeza vou precisar da sua ajuda mais vezes.

Ele guardou o dinheiro, bateu no meu ombro e saiu. Eu fui pra redação. Entreguei tudo pro editor. Ele abriu a pasta, folheou devagar, os olhos brilhando. Um sorriso grande brotou no rosto dele.

— Caralho, Mark. Como você conseguiu isso tudo?

— Fonte confiável — respondi simples.

A gente combinou: a melhor data pra publicar era no último debate antes da eleição. Ia cair como uma bomba.

Voltei pra casa já no fim da tarde. Claire estava esperando, ansiosa. Assim que eu entrei ela veio calorosa, tentando me abraçar forte. Eu parei ela com um gesto.

— Senta, Claire. Seu dia de provar que me ama, chegou.

Ela sentou no sofá, confusa. Eu peguei um maço de papéis da maleta, joguei em cima da mesa de centro e olhei direto pra ela.

— Agora é hora de você provar que me ama. Se você quer uma chance de verdade, assina esses papéis.

Claire pegou os papéis com a mão tremendo um pouco.

— O que é isso?

— Não é o divórcio. Fica tranquila. É um acordo firmado em cartório. Você admite a traição e se compromete a abrir mão do apartamento e de todos os bens caso eu lhe pegue em adultério de novo. Se isso acontecer e eu pedir divórcio, você recebe só um valor simbólico pra recomeçar a vida.

Ela olhou pra mim, olhos arregalados.

— Isso é verdade?

— É verdade sim. Eu consultei advogados antes de preparar. Se você me ama de verdade, vai assinar. Porque você não vai me trair de novo, né?

Claire hesitou. Disse que era um absurdo. Eu respondi calmo:

— Você não tem o que se preocupar. Já que está disposta a seguir em frente comigo. E querendo ou não, o pai verdadeiro da criança jamais vai assumi-la. Seus pais não querem você perto deles agora. Você só tem a mim.

Ela ficou em silêncio por um tempo longo, olhando os papéis. Depois pegou a caneta que eu ofereci e assinou. Todas as páginas.

Claire me devolveu os documentos e olhou pra mim, voz baixa mas firme:

— Essa é a prova de que eu realmente quero conviver com você. A partir de agora eu nunca mais vou colocar os olhos em outro homem. Só em você.

Eu peguei o documento, olhei bem a assinatura dela, conferi cada página. Depois olhei pra Claire, que continuava sentada no sofá, com uma expressão confusa, tentando ler meus pensamentos e não conseguindo.

— Muito bem. Posso agora pensar que podemos nos acertar.

Me virei, e a expressão do meu rosto mudou.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 24 estrelas.
Incentive Criador de Contos. a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Taporra que este conto ta demais .

Cara , de verdade,eu ja nao aguento mais ver manso bebendo porra nesse site e este conto deu vida ao site.

Estava lembrando agora o conto do leon quadrado quando um casal de namorados recebe o pai e o tio do garoto que comem a namorada sem parar e o pai e tio dizem que é normal isso acontecer pra ele aprender e no final a mãe fica sabendo e ainda sai com o ex marido e acha normal o ex e o óleo cunhado foder a namorada do filho kkkk.

O autor está de parabéns pela saga e por este conto

0 0
Foto de perfil de Hugostoso

Assinou o atestado de óbito dela mesmo!

1 0
Foto de perfil genérica

o mistério só aumenta, ice mam em ação

1 0
Foto de perfil de Sensatez

Deu até medo, ele virou e mudou a expressão, parece uma atitude com um toque psicótico.

1 0