Decepção de um amor

Um conto erótico de CaduEdu
Categoria: Heterossexual
Contém 566 palavras
Data: 19/04/2026 17:47:54
Última revisão: 19/04/2026 20:13:11

Boa tarde estou de volta na casa dos contos com uma nova saga Espero que gostem.

Eu sou o Lucas. E pela primeira vez em sete anos, eu não reconheço a mulher que deita do meu lado.

Marina começou a chegar tarde nas terças. Sempre com a mesma desculpa: reunião com o Ricardo, do financeiro.

"Ele é bom com planilha", ela disse no primeiro mês. "Me salvou de um serviço que eu precisava entregar hoje"."

Eu só assenti. Ricardo(trabalho) era um nome no WhatsApp dela. Nada mais.

Noite de festa da empresa dela Aniversário do Dono.

O Funcionários foram convidados e podia levar ,maridos ou namorada e etc.

Marina se arrumou mais do que o normal. Vestido preto, salto que ela só usa quando quer atenção. Eu notei. Ela notou que eu notei.

"Muito?", ela perguntou na porta, girando devagar.

"Está bonito", eu respondi. "Só não sei se é pra mim ou pra reunião."

Ela parou. O sorriso diminuiu meio centímetro.

"Por que você sempre faz isso, Lucas? Tudo vira desconfiança com você."

"Não é desconfiança. É observação."

O silêncio ficou pesado. Ela pegou a bolsa e saiu sem me beijar.

No bar, eu fiquei num canto vendo ela do outro lado da mesa. Ricardo chegou 20 minutos depois. Alto, camisa aberta no primeiro botão, sorriso fácil. O tipo de cara que fala com as mãos e inclina o corpo quando escuta.

Marina riu da piada dele. Uma risada que eu não ouvia há meses. Uma risada solta, sem cuidado.

Eu devia ter ido embora. Mas fiquei.

Na terceira rodada de drinques, ele encostou a mão no braço dela. Um toque rápido. Acidental, pelo menos na aparência. Marina não afastou. Só olhou pra ele por dois segundos a mais do que o necessário e voltou a mexer no copo.

Meu estômago fechou.

Quando eles se levantaram pra ir ao banheiro juntos - "vou retocar a maquiagem", ela disse - eu não segui. Fiquei ali com o copo vazio na mão, contando os segundos.

Ela voltou sozinha. O batom estava intacto. O cabelo, também. Nada tinha mudado. E mesmo assim, tudo tinha mudado.

No caminho de volta pra casa, no Uber, eu perguntei:

"Vocês estavam conversando sobre o quê?"

"Sobre o projeto novo." A voz dela estava baixa, quase defensiva. "Por que? Você está me vigiando agora?"

"Eu só não gosto do jeito que ele olha pra você."

"Como ele olha?"

"Como se você fosse uma possibilidade."

Marina virou o rosto pra janela. Ficamos o resto do trajeto em silêncio.

Quando chegamos, ela foi direto pro banho. Eu fiquei na sala com a luz apagada. Ouvi a água cair e pensei: se ela abrisse a porta agora e me contasse tudo, o que eu faria?

Não sei a resposta.

Só sei que quando ela saiu com a toalha no cabelo e passou por mim sem me tocar, eu senti uma dor que não era raiva. Era outra coisa. Era excitação misturada com medo.

Na cama, ela virou de costas pra mim.

"Boa noite, Lucas."

"Boa noite, Marina."

E eu fiquei acordado até as 3h, olhando pro teto, tentando entender se eu estava com ciúme da mulher que eu amo... ou se eu estava com ciúme do homem que faz ela rir daquele jeito.

Sem resposta. Só a certeza de algo estava errado

Pessoal espero que gostem será uma série longa e muito boa ,desculpe os erros de português.

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Comentários

Foto de perfil de Velhaco

Começou interessante, bora ver q rumo toma

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