Leôncio chegou em silêncio em casa.
— Meu marido ficou o dia todo fora. Onde andava?
— Cuidando dos negócios da fazenda... Cadê Isaura?
— Preparando o jantar. Vá tomar banho e venha jantar depois.
Antes de tomar banho, Leôncio entregou uma carta para a esposa.
— O que é isso, Leôncio?
— Carta de seu pai. Sua irmã está bastante doente e quer que você vá até lá.
— Meu Deus... Será que é grave? Amanhã mesmo eu vou.
Leôncio tinha tudo planejado em sua cabeça. Esperou a esposa sair e viu que ficaria livre dela durante aquela semana.
Isaura preparava o café da manhã quando o sinhô Leôncio entrou.
— Malvina vai passar a semana toda fora. Estamos sozinhos, escrava.
— Leôncio, por favor. Eu já falei que não irei me deitar com você.
— O que os escravos da senzala têm que eu não tenho?
— Do que está falando?
— Eu sei de tudo, sua escrava safada. Por mim você não se entrega, prefere se entregar aos escravos sujos do que a mim.
— Não sei do que o sinhô está falando.
Leôncio avançou sobre Isaura, agarrando-a pelos cabelos com força. A mesa tremeu e pratos caíram ao chão com um estrondo.
— Para de fingir de inocente, Isaura. Sei que você é uma libertina que adora se perder em orgias com os escravos da senzala. Eles me contaram horrores sobre você.
— É mentira! Eu jamais faria isso! — protestou Isaura, tentando se soltar.
Furioso, Leôncio puxou-a com violência pelo cabelo, arrastando-a pelo chão até a sala, e a jogou no centro da sala com força.
— Eu odeio mentiras, Isaura. Todos esses anos eu sonhei em possuir você, tirar sua virgindade. Achei que estava me apaixonando pela alma mais pura, mas estava completamente enganado. Aposto que sua buceta foi usada mais vezes do que qualquer escrava nesta fazenda.
— Sinhô… eu não admito que fale assim comigo! — disse Isaura, ofegante. — Eu jamais faria algo assim. A sua mãe, senhora Gertrudes, me ensinou bons valores!
— Lave a boca antes de falar da minha mãe, sua escrava imunda. Com certeza minha querida mãe não ensinou a você a se oferecer pros escravos da fazenda. Me conte, Isaura… quantos negros já entraram nessa sua buceta? Cinco? Dez? Mais de cem? Minha vontade é…
— …me matar? — respondeu ela, assustada.
Leôncio puxou o cinto com força, abaixando a calça e agarrando Isaura pelo chão, tentando puxar o vestido dela.
— Não, senhor Leôncio…
— Vai, Isaura, me dê o que tanto quero. Não me importo comer uma buceta que já foi usada várias vezes.
— Nunca! Eu nunca irei dar pra senhor… prefiro me perder em orgias com os escravos do que me submeter a você!
Leôncio agarrou a calcinha de Isaura e puxou com força.
— AHH! — gritou Isaura, desesperada, o som ecoando pela senzala. Seu grito era tão intenso que começava a acordar os escravos que dormiam, espalhando pânico e tensão pelo ambiente.
Leôncio se levantou, ainda mais irritado.
— Não há prazer em sexo à força. Quero que você entregue por vontade própria. Quero que faça igual fez com os escravos da senzala... quero sentir o seu lado selvagem......
— Então irá morrer esperando isso, porque eu nunca darei por vontade própria. Sinhozinho, o senhor nunca terá minha buceta! — respondeu Isaura.
Leôncio bufou de raiva e gritou o nome de Seu Chico, que apareceu segurando algumas correntes.
— Seu Chico, acorrenta essa infeliz. Um escravo precisa ser tratado como escravo. A partir de agora, chega de vida tranquila. Será tratada igual aos outros escravos da fazenda.
Seu Chico aproximando-se, colocou uma coleira de metal no pescoço de Isaura.
— Se esse é meu destino, não irei recusar... — disse Isaura, resignada.
— Seu Chico, leve essa maldita escrava e coloque-a numa senzala vazia. Nada de água ou comida durante todo o dia.
— Sim, senhor. Vamos, Isaura! — respondeu Seu Chico, puxando-a com firmeza.
Seu Chico puxou Isaura para o seu destino cruel. Ela foi jogada numa cela suja, onde ratos corriam por todos os cantos. Caída no chão, observava a pequena janela onde via a lua cheia brilhar.
— Deus, se este é meu destino, que assim seja... — murmurou, abaixando a cabeça e preparando-se para o que ainda estava por vir.
Continua...