A chuva caía fina e insistente sobre São Paulo, transformando o asfalto em um espelho sujo que refletia as luzes vermelhas dos faróis. Dentro do Mercedes preto, o ar-condicionado zumbia baixo, frio demais para o corpo dela. Clara ajustou o casaco de cashmere sobre os ombros, mas o frio não vinha de fora. Vinha de dentro. Fazia meses que o marido mal encostava nela. Roberto viajava, assinava contratos, jantava com investidores. Quando voltava, cheirava a uísque caro e perfume de outra. "Cansaço, amor", ele dizia, já virando pro lado na cama king size.
Ela dirigia devagar pela avenida marginal, sem pressa de voltar pra casa vazia. Os dedos tamborilavam no volante de couro. O diamante no anel de noivado piscava frio sob a luz do painel. Quarenta e dois anos, corpo ainda firme das sessões de pilates e da dieta rigorosa, mas por dentro... por dentro sentia um vazio que latejava entre as pernas de vez em quando, como uma ferida que não cicatriza.
Foi então que viu ele.
Encolhido sob o viaduto, um vulto sujo contra a parede manchada de grafite. Barba desgrenhada, casaco rasgado, um boné velho encharcado. O mendigo. Ele ergueu o olhar quando o carro parou no sinal. Olhos escuros, fundos, quase selvagens. Não pediu nada. Só olhou. E aquele olhar atravessou o vidro fumê, o cashmere, a calcinha de renda que ela usava por baixo da saia justa.
Clara engoliu seco. O coração deu um salto estranho, pesado. O que você tá fazendo, sua idiota? Mas os dedos apertaram o volante com mais força. Imaginou o cheiro dele — suor velho, rua, algo cru e animal. Imaginou aquelas mãos calejadas subindo por suas coxas macias, marcando a pele clara. O contraste. A sujeira dele nela. O nojo misturado com um tesão tão forte que doía.
O sinal abriu. Ela não andou. Atrás, um carro buzinou. Clara mordeu o lábio inferior, sentindo o gosto do batom caro. No retrovisor, viu o mendigo se levantar devagar, como se sentisse o peso do olhar dela. Ele era alto, mais do que parecia encolhido. Ombros largos sob o pano molhado.
Ela respirou fundo, o peito subindo e descendo rápido. A calcinha úmida roçando desconfortável. Isso é loucura. Ele é um estranho. Um mendigo. Mas o marido tinha fodido a secretária na última viagem — ela tinha visto as mensagens. E agora ali estava ela, madame negligenciada, molhada só de olhar pra um homem que provavelmente não tomava banho há semanas.
Clara baixou o vidro do passageiro. A chuva entrou, fria, salpicando seu colo. O cheiro de asfalto molhado e urina velha invadiu o carro impecável.
— Ei... — a voz saiu rouca, hesitante.
Ele se aproximou devagar, mancando um pouco. Parou a dois metros, desconfiado. Os olhos percorreram o carro luxuoso, depois pararam no decote dela, no colar de ouro que brilhava.
— Tá precisando de ajuda? — perguntou, voz grave, arranhada de cigarro e noites na rua.
Clara sentiu um tremor subir pela espinha. As mãos suavam. Ela olhou pro banco do passageiro vazio, depois pra ele.
— Entra. Tá chovendo.
Ele riu baixo, um som amargo. — Moça, você sabe quem eu sou?
— Sei. Entra logo.
Ele hesitou, depois abriu a porta. O cheiro invadiu tudo: suor azedo, terra, algo masculino e bruto. Sentou no banco de couro claro, sujando ele sem cerimônia. As mãos grandes descansaram nas coxas, unhas pretas de sujeira. Clara fechou o vidro. O carro voltou a andar, devagar.
O silêncio era denso. Só o som da chuva e da respiração dele, pesada. Ela sentia o calor dele irradiando, contrastando com o ar frio. Entre as pernas, o latejar aumentou. Culpa e desejo misturados, um nó na garganta.
— Pra onde? — ele perguntou, olhando pro painel como se fosse um objeto alienígena.
Clara respirou fundo, os mamilos endurecendo contra o sutiã. Virou o rosto pra ele, olhos brilhando de algo perigoso.
— Tem um motel ali na frente... — disse, voz baixa, quase um sussurro. — Quer ir?
Ele virou a cabeça devagar. Um sorriso lento, quase cruel, se abriu na boca com dentes faltando. A mão suja descansou na própria perna, perto demais da braguilha.
— Você que tá pedindo, madame.
O carro seguiu em frente, a chuva batendo mais forte no para-brisa. Clara apertou as coxas uma contra a outra, sentindo o calor subir. O que ela estava fazendo? Não sabia. Só sabia que, pela primeira vez em anos, se sentia viva. Suja. Real.O motel ficava escondido numa rua lateral da marginal, um daqueles lugares discretos com vagas cobertas e luzes vermelhas fracas. Clara estacionou o Mercedes tremendo. As mãos suadas escorregavam na marcha. O mendigo — que agora ela via melhor sob a luz amarelada — era negro, pele escura marcada por cicatrizes antigas e sujeira acumulada. Alto, ombros largos, corpo magro mas forte de quem sobrevive na rua. Ele cheirava forte: suor azedo, umidade, homem bruto.
Eles entraram no quarto 17 sem dizer quase nada. A porta bateu atrás deles. O ar cheirava a desinfetante barato e sexo antigo. Clara deixou a bolsa cair no sofá puído.
— Toma um banho primeiro — murmurou ela, voz rouca, apontando pro banheiro. — Por favor.
Ele riu baixo, aquele riso rouco e sem graça. Tirou o casaco rasgado devagar, revelando o peito magro, costelas marcadas, pele escura brilhando de suor seco. Entrou no banheiro deixando a porta entreaberta. Clara sentou na beira da cama, coração martelando. Ouviu a água correr. Imaginou ele se limpando, a sujeira escorrendo pelo ralo. A culpa apertava o peito, mas a buceta pulsava, molhada, traidora.
Quando ele saiu, dez minutos depois, só com uma toalha enrolada na cintura, ela prendeu a respiração. A pele negra ainda úmida brilhava. Gotas escorriam pelo peito. E então ele deixou a toalha cair.
— Caralho... — escapou dela, sem controle.
O pau dele era monstruoso. Mesmo semi-duro, pendia pesado, grosso como o pulso dela, veias saltadas, cabeça grossa e escura. Devia ter uns 24 centímetros quando ficasse completamente duro. Clara sentiu o estômago apertar de medo real. Nunca tinha visto algo assim. Roberto era médio, limpo, previsível. Isso aqui era outra coisa. Animal. Brutal.
— Assustou, madame? — ele perguntou, voz grave, aproximando-se. O pau balançava pesado entre as pernas fortes.
Clara engoliu seco, as coxas apertadas. — É... grande demais. Vai me rasgar.
Ele sorriu, dentes brancos contrastando na pele escura. Pegou o pau na mão e deu uma sacudida lenta, fazendo ele engrossar mais. O cheiro dele agora era limpo, mas ainda tinha aquele fundo masculino, almiscarado, de quem viveu na rua.
— Você que me trouxe. Agora aguenta.
Ele puxou ela pela nuca e beijou forte. A boca dele tinha gosto de cigarro e fome. Clara gemeu contra os lábios dele, as mãos subindo pelo peito negro úmido. Ele arrancou a blusa dela com violência, botões voando. O sutiã foi puxado pra baixo, mamilos rosados duros expostos. Ele chupou um com força, dentes raspando, enquanto a mão grande subia por baixo da saia, dedos calejados invadindo a calcinha encharcada.
— Molhada pra caralho... — rosnou ele contra o peito dela. — Madame rica quer pau de preto sujo.
Clara gemeu alto, quadril se mexendo sozinha contra os dedos dele. Dois dedos grossos entraram nela, abrindo caminho. Ela estava apertada, mas escorregadia. Ele curvou os dedos e achou o ponto certo. O corpo dela tremeu.
Ele a jogou na cama de bruços, levantou a saia e arrancou a calcinha. Clara sentiu o ar frio na buceta exposta. Depois veio o peso dele. O pau duro agora roçava entre as nádegas dela, quente, pesado, latejando. Ele cuspiu na mão, passou no pau e pressionou a cabeça grossa contra a entrada.
— Vai devagar... — ela pediu, voz tremendo, mas o corpo empurrava pra trás.
Ele não foi devagar.
Empurrou com força. A cabeça grossa abriu ela de uma vez. Clara gritou, unhas cravando no lençol. Dor queimando, ardendo, como se estivesse sendo rasgada ao meio. Ele era grosso demais. Entrou uns dez centímetros e parou, respirando pesado no ouvido dela.
— Porra... tu é apertada pra um caralho — grunhiu ele.
Clara choramingou, lágrimas nos olhos. A dor era intensa, latejante, mas por baixo dela tinha um prazer doentio, profundo. Sentia-se cheia como nunca. Viva. Suja. Degradada. Ele começou a mover devagar, forçando mais fundo a cada estocada. O pau entrava e saía com um som molhado obsceno, abrindo ela, esticando as paredes rosadas ao limite. Clara sentia cada veia, cada centímetro. Quando ele meteu até o fundo, a barriga dela doeu.
— Ai, meu Deus... tá muito fundo... — gemeu ela, voz quebrada.
Ele agarrou os cabelos loiros dela e puxou pra trás, arqueando o corpo dela enquanto metia mais forte. O som de pele contra pele ecoava no quarto. Suor dele pingava nas costas dela. O cheiro de sexo enchia o ar: buceta molhada, suor masculino, perfume caro misturado com algo bruto.
Clara se perdia entre a dor e o prazer. Cada estocada forte fazia ela gritar. O pau dele batia no fundo, machucando, mas também acertava um ponto que fazia as pernas tremerem. Ela gozou pela primeira vez assim, de pauzão enfiado até o talo, corpo convulsionando, buceta apertando ele como um punho.
— Isso... aperta meu pau, vadia rica — ele rosnou, acelerando.
Virou ela de lado, levantou uma perna e meteu de novo. Agora ela via o pau entrando. A buceta rosada esticada ao máximo ao redor da grossura negra. Líquidos escorriam pela coxa dela. Ele metia fundo, quadril batendo, bolas pesadas estalando contra ela. Clara soluçava de prazer e dor, unhas cravando no braço dele.
— Mais... por favor... me arrebenta — pediu, voz rouca, quebrada.
Ele riu e meteu mais forte. Mudou de posição de novo, colocou ela de quatro e segurou os quadris com força. As estocadas viraram brutais. O pau entrava inteiro agora, saindo quase todo e socando de volta. Clara sentia o útero sendo batido. Dor aguda misturada com ondas de prazer que faziam ela ver estrelas. Gozou de novo, jorrando um pouco, molhando as coxas dele.
Ele grunhia como animal, suor escorrendo pelo peito negro. Agarrou os cabelos dela e puxou forte enquanto gozava. Clara sentiu o pau inchar dentro dela, depois jatos quentes, grossos, enchendo ela até transbordar. Ele continuou metendo devagar enquanto gozava, empurrando o sêmen pra dentro.
Quando saiu, um fio branco escorreu da buceta vermelha e inchada dela. Clara desabou na cama, corpo tremendo, lágrimas misturadas com suor. A dor latejava entre as pernas, mas o peito estava cheio de algo perigoso: vida. Culpa. Tesão. Alívio.
Ele deitou ao lado, pau ainda semi-duro brilhando de porra e lubrificação dela. Passou a mão grande na coxa dela e murmurou:
— Ainda quer mais, madame?
Clara virou o rosto, olhos brilhando, e sussurrou:
— Quero. O mendigo negro estava ao lado dela, o pau ainda meio duro, brilhando, pesado sobre a coxa. O quarto cheirava a sexo cru: suor, buceta, sêmen e aquele fundo de homem da rua que nem o banho tinha tirado completamente.
Ela mordia o lábio, hesitante. A ideia veio forte, suja, quase vergonhosa. Nunca tinha dado o cu pro Roberto. Ele nem pedira. Mas agora, olhando pro pau monstruoso daquele homem, sentiu um medo gostoso apertar a barriga. Queria se sentir ainda mais destruída. Mais viva.
— Eu... quero que você foda meu cu — sussurrou ela, voz rouca, quase sumindo no final.
Ele ergueu uma sobrancelha, surpreso, depois abriu um sorriso lento e perigoso.
— Sem lubrificante, madame. Vai doer pra caralho.
Clara engoliu seco. O coração batia forte. Medo real misturado com um tesão doentio. Ela sabia que ia arder. Sabia que ele era grosso demais. Mas queria isso. Queria sentir o limite.
— Eu sei... faz mesmo assim.
Ele não esperou segunda ordem. Virou ela de bruços com força, puxando os quadris pra cima. Clara ficou de quatro, tremendo. Ele cuspiu na mão duas vezes, passou no pau já endurecendo de novo e cuspiu mais uma vez direto no cuzinho rosado e apertado dela. Só isso. Nada mais.
A cabeça grossa pressionou contra a entrada pequena. Clara agarrou o lençol, respiração curta.
— Vai devagar... por favor...
Ele não foi.
Empurrou com o quadril pesado. A cabeça do pau forçou, abriu, rasgou. Clara soltou um grito abafado no travesseiro, o corpo inteiro tensionando. A dor foi imediata, queimando, lancinante. Ele era grosso demais, seco demais. Centímetro por centímetro ele foi enfiando, abrindo o cuzinho dela que nunca tinha levado nada tão grande.
— Porra... tá apertado pra caralho — grunhiu ele, voz rouca de prazer, segurando os quadris dela com dedos que deixavam marcas.
Clara soluçava, lágrimas escorrendo. A ardência era insuportável, como se estivesse sendo partida ao meio. Cada veia do pau dele raspava dentro dela. Quando ele meteu até a metade, ela já tremia inteira, suor frio escorrendo pelas costas.
— Tá doendo... ai meu Deus, tá rasgando...
Mas ele continuou. Segurou os cabelos loiros dela como rédea e empurrou mais fundo. O pau entrou quase inteiro, as bolas batendo contra a buceta molhada. Clara gritou mais alto, o corpo tentando fugir instintivamente, mas ele segurava firme. Começou a meter. Estocadas brutas, sem piedade. O cuzinho dela esticava ao máximo ao redor da grossura negra, vermelho, inchado. Cada saída puxava um pouco pra fora, cada entrada socava fundo, fazendo um som molhado e obsceno.
Ele metia como animal. O suor dele pingava nas costas dela. O cheiro de sexo agora era mais forte, mais sujo. Clara sentia cada centímetro invadindo, queimando, abrindo. A dor era tanta que escurecia a visão, mas por baixo dela tinha um prazer doentio, profundo, humilhante. Sentia-se usada. Degradada. Viva.
— Isso... toma no cu, vadia rica — ele rosnava, acelerando, batendo os quadris com força contra a bunda dela. — Tá sentindo meu pau te destruindo?
— Sim... — ela choramingava, voz quebrada. — Tá me arrebentando... não para...
Ele puxou os cabelos mais forte, arqueando o corpo dela. Mudou o ângulo e meteu ainda mais fundo. Clara gozou assim, de cu sendo fodido sem pena, o corpo convulsionando, buceta pingando no lençol sem nem ser tocada. Ele não parou. Continuou socando, cada estocada mais bruta que a anterior. O cuzinho dela já estava inchado, vermelho, escorrendo saliva e um pouco de sangue misturado.
Depois de longos minutos de socadas violentas, ele grunhiu alto e gozou. O pau inchou dentro do cu dela, jatos quentes enchendo o intestino. Ele continuou metendo devagar enquanto gozava, empurrando tudo pra dentro, marcando ela por inteiro.
Quando finalmente saiu, Clara desabou na cama. O cu piscava, aberto, vermelho vivo, escorrendo porra grossa branca que descia até a buceta. Ela mal conseguia respirar. O corpo inteiro doía. As pernas tremiam sem controle. Tentou se levantar e quase caiu. O cu ardia como fogo vivo.
Ele vestiu a calça velha, olhando pra ela com um misto de satisfação e desprezo.
Clara, ainda ofegante, pegou a carteira na bolsa. Tirou várias notas — quase mil reais — e estendeu pra ele com a mão trêmula.
— Toma... isso é pra você.
Ele pegou o dinheiro, contou rápido e enfiou no bolso.
— Pode me encontrar lá no mesmo viaduto quando quiser mais. Eu sempre tô por lá, madame.
Clara não respondeu. Só assentiu, fraca.
Ele saiu do quarto sem olhar pra trás. A porta bateu.
Ela demorou quase vinte minutos pra se vestir. Cada movimento doía. O cu queimava a cada passo. A buceta latejava. As coxas tremiam. Dirigir foi um inferno. Sentada no banco do Mercedes, sentia o cu latejando contra o couro, a porra dele ainda escorrendo devagar, sujando a saia. Mal conseguia apertar os pedais. Os olhos marejados, o corpo destruído.
Mas quando chegou em casa, estacionou na garagem vazia, encostou a cabeça no volante e sorriu. Um sorriso pequeno, cansado, real.
Pela primeira vez em anos, se sentia viva. Arrasada. Sujada. Mas viva.
Fim.