Com o tempo, os meninos entraram de vez no jogo. Quanto mais cresciam, mais valorizavam meu jeito livre. O que antes era vergonha virou curiosidade, depois admiração e, por fim, tesão descarado. Eles pararam de reclamar e começaram a cutucar, a perguntar, a querer saber cada detalhe. E eu, que nunca fui de esconder nada, respondia. Meu marido só observava, às vezes rindo, sempre cúmplice.
Uma tarde, estávamos todos na mesa da cozinha tomando café. Eu de camisola fina, sem nada por baixo, como de costume. O caçula, de repente, largou o pão na chapa e me olhou direto:
— Mãe, qual é a tua de se mostrar por aí? Tipo, você gosta mesmo que os outros vejam?
Eu sorri, tomando um gole de café.
— Gosto. Me dá um frio gostoso na barriga. Liberdade, filho.
O mais velho se inclinou na cadeira:
— Mas quando começou? Você sempre foi assim?
— Desde os quinze, mais ou menos. Eu descobri que adorava ver os meninos olhando quando eu usava saia curta sem calcinha na escola. Uma vez, no ônibus, um cara ficou me encarando e eu abri um pouco as pernas. Quase gozei ali mesmo.
O caçula riu, nervoso:
— Caralho, mãe… E o pai, sabia disso?
— Sabia. Ele me pegou uma vez voltando de uma festa, vestido levantado no táxi. Em vez de brigar, ele me comeu ali mesmo no banco de trás.
— E você nunca teve vergonha? — perguntou o mais velho.
— Vergonha de quê? De ter uma buceta bonita? De peitos que chamam atenção? Eu gosto do olhar. Me sinto poderosa.
Eles ficaram em silêncio por um segundo, depois o mais velho:
— Então você é exibicionista mesmo.
— Sou. E orgulhosa disso.
Outra manhã, eu estava na cozinha preparando o café da manhã de shortinho de algodão. O mais velho apareceu atrás de mim, já grandão, e soltou a bomba:
— Mãe… você engole porra?
Quase derrubei a xícara. Virei devagar, erguendo a sobrancelha.
— Por que você quer saber isso de repente, hein?
— Nada demais… curiosidade — respondeu ele, mas o sorriso safado entregava.
Eu ri, encostando na pia.
— Engulo. Quase sempre.
Ele ficou agitado na hora, olhos brilhando.
— Caralho… sempre?
— Sim. Gosto do gosto, gosto da cara que ele faz quando goza na minha boca. Às vezes deixo escorrer um pouco no queixo só pra provocar.
O caçula, que tinha acabado de entrar, parou na porta:
— Sério, mãe? Você engole?
— Sério. Por que o espanto? Mulher que gosta de sexo faz isso sim.
O mais velho, já vermelho:
— E engole tudo? Não tem nojo?
— Nojo nenhum. Tem dia que eu peço pra ele gozar na minha boca de propósito. Engulo olhando nos olhos dele.
— Puta merda… — murmurou o caçula.
— Querem mais detalhes? — provoquei, cruzando os braços embaixo dos peitos.
Eles queriam. Eu sabia que sim por causa do volume bem visível nas bermudas deles. Meus filhos de pau duro me ouvindo contar as minhas safadezas – que doideira! Eles ficaram uns bons minutos fazendo perguntas, cada vez mais ousadas, enquanto eu respondia sem filtro, rindo da cara deles. Para mim, era tudo um jogo. E bem excitante.
A noite mais quente foi no sofá da sala. Estávamos os quatro assistindo um filme qualquer. Eu deitada meio de lado, vestido solto subindo nas coxas. O mais velho, de repente, pausou a TV:
— Pai, mãe… qual foi a transa mais doida que vocês já tiveram?
Meu marido olhou pra mim e sorriu daquele jeito dele.
— Pode contar a do elevador, amor.
Eu ri e comecei:
— A gente morava num prédio antigo. Entramos no elevador de madrugada, sem ninguém. Ele me prensou contra a parede, levantou meu vestido e me comeu ali mesmo, entre o térreo e o sétimo. O elevador parou no quarto andar e quase fomos pegos. Gozei tanto que molhei o chão.
O marido completou:
— Eu gosto da vez na praia, de noite. A gente transou na água, onda batendo. Depois ela me chupou na areia, de quatro, enquanto eu olhava se vinha alguém.
Os meninos estavam vidrados.
— E vocês já transaram com outras pessoas junto? — perguntou o caçula.
— Uma vez — respondi. — Um casal amigo. Foi selvagem. Mas o melhor continua sendo quando é só nós dois…
— Qual posição vocês mais gostam? — quis saber o caçula.
— Eu por trás nela — respondeu o pai.
— Eu cavalgando ele — completei. — Mas adoro quando ele me segura contra a parede.
As perguntas não paravam. O ar da sala ficou pesado, quente. Eles perguntavam, nós respondíamos. Sem julgamento. Só tesão e cumplicidade.
No fim da noite, quando fui me levantar do sofá, o vestido tinha subido completamente. Os dois olharam sem disfarçar. Eu só baixei devagar, pisquei e disse:
— Alguma outra curiosidade, meninos?
Eles sorriram. Meu marido puxou minha mão e me levou pro quarto.
A liberdade, afinal, é uma casa onde ninguém precisa fingir.
