Laços Proibidos: As Relações Secretas na Empresa e na Família ( parte 27) !

Um conto erótico de Carlos
Categoria: Heterossexual
Contém 6595 palavras
Data: 24/05/2026 14:42:55

No nosso último dia lá, resolvemos levantar um pouco mais cedo pra aproveitar melhor o tempo. Antes mesmo do sol nascer, já estávamos de pé. Nos trocamos sem demora. Eu fui pra cozinha preparar algo pra comer, enquanto ela foi até o estábulo selar os cavalos.

Preparei café com leite, coloquei numa garrafa térmica, depois fiz alguns sanduíches, separei biscoitos e frutas frescas. Guardei tudo na mochila e saí para a varanda dos fundos da casa.

O céu ainda estava em tons escuros, mas já começava a mudar. No horizonte, uma faixa alaranjada surgia devagar, como se o sol estivesse empurrando a noite embora. As nuvens finas refletiam tons de rosa e dourado, e a luz suave começava a iluminar o campo, revelando a neblina baixa que cobria a grama. O ar estava fresco, com aquele cheiro limpo da manhã.

Quando olhei para o lado, vi ela vindo, puxando os dois cavalos pelas rédeas. A luz do amanhecer batia de leve no rosto dela, destacando o contorno do corpo enquanto caminhava na minha direção.

Desci os degraus e fui ao encontro dela. Montamos nos cavalos e saímos por um carreador que ficava nos fundos do sítio. Cavalgamos sem conversar muito, só ouvindo o som dos pássaros acordando, o vento passando pelas árvores e o ritmo constante dos cascos batendo no chão de cascalho.

Alguns minutos depois, avistamos uma plantação de eucalipto. Mas antes mesmo de chegarmos, o cheiro mentolado já vinha no ar, fresco e marcante.

Descemos dos cavalos, amarramos eles em uma pequena árvore e seguimos a pé até a plantação. Assim que entramos, o cheiro ficou ainda mais forte. As copas das árvores balançavam com o vento, e as folhas secas estalavam sob nossos pés a cada passo.

Fomos andando até encontrar uma pequena clareira.

Ela abriu a bolsa, pegou um lençol e estendeu no chão. Nos sentamos. Eu coloquei a mochila ao lado, e quando ela foi pegar, afastei antes. Segurei sua cintura e puxei ela pra cima de mim.

Ela se encaixou, e eu comecei a beijar com vontade, minha língua já invadindo sua boca. Ela não disse nada, só correspondeu com o mesmo fogo.

Minhas mãos estavam na cintura dela, descendo devagar até sua bunda. Ela percebeu meu pau ficando duro e começou a se esfregar em mim. Nossas línguas dançavam num ritmo intenso mas sem pressa.

Uma das minhas mãos subiu até seus seios por cima da blusa, apertando com força. Ela tirou a blusinha rapidamente e jogou de lado. Eu desabotoei o sutiã com uma mão só e joguei pro outro lado.

Seus peitos ficaram expostos, lindos, à minha disposição. Eu já desci a boca em um deles, enquanto apertava o outro com vontade. Comecei a morder o bico devagar, depois fui aumentando a pressão, alternando entre a boca e a mão.

— aiii que delícia, não para seu safado! — disse ela, gemendo e se esfregando ainda mais no meu pau, sentindo o volume por baixo da bermuda.

Ela tirou minha camiseta. Depois saiu de cima de mim, tirou minha bermuda e em seguida a cueca. Meu pau já estava duro. Ela segurou com a mão e começou a me masturbar devagar, enquanto voltava a me beijar.

Eu continuei apertando seus mamilos, apalpando seus seios. Ficamos assim por um tempo, gemendo juntos.

Ela parou de me beijar e foi descendo com a boca, passando a língua pelo meu corpo. Foi descendo devagar, até chegar no meu pau.

Começou passando a língua na cabeça, que já estava melada e pulsando. Um arrepio subiu pela minha coluna e eu soltei um gemido alto.

Ela me masturbava enquanto continuava usando a língua. Com a outra mão, arranhava de leve minha coxa. Aquilo me deixava ainda mais excitado.

Então ela tirou a mão e, bem devagar, foi engolindo meu pau, até colocar tudo na boca. Deu uma leve ânsia.

Eu segurei o cabelo dela e comecei a foder sua boca. As ânsias ficaram mais intensas, e meu pau foi ficando cada vez mais molhado com a saliva dela. Aquilo só aumentava meu tesão.

Meu corpo começou a se contrair, o prazer subindo rápido. Senti um arrepio gostoso, minha pele toda se arrepiando.

Não aguentei por muito mais tempo.

Gozei na boca dela, jatos quentes, segurando a cabeça dela contra mim enquanto terminava, até a última gota.

Ela ainda chupou a cabeça, depois levantou o rosto devagar, com aquele olhar safado, mostrando minha porra na boca antes de engolir e lamber os lábios.

Ela estava de joelhos no lençol, ainda me olhando com aquela cara de safada. Peguei ela pela cintura e joguei no lençol com certa força. Ela me olhou com o mesmo olhar provocante e disse:

— Ui, eu gosto assim bruto — e me deu uma piscadinha safada.

Retribuí o sorriso, me posicionei na frente dela e abri suas pernas. Tirei a bermuda e a calcinha de uma vez, deixando a buceta completamente exposta. Ela já estava melada pra caralho.

Passei o dedo devagar, sentindo o calor e a umidade, levei à boca e provei aquele mel quente.

Sem falar nada, caí de boca na buceta dela. Passei a língua direto no clitóris, chupando com força desde o começo. Ela soltou um gemido alto e tentou fechar as pernas, mas eu segurei firme pelas coxas, abrindo ainda mais.

Lambia rápido, enfiando a língua fundo e voltando pro clitóris, sugando tudo que escorria. O gosto forte só me deixava mais louco. Enfiei dois dedos de uma vez, metendo sem dó enquanto chupava sem parar.

Ela se contorcia no lençol, a mão agarrando o tecido com força. Eu não parei. Continuei enfiando os dedos mais fundo, curvando pra acertar o ponto certo. Os gemidos dela foram ficando mais curtos, mais pesados, mais roucos.

Tirei os dedos por um segundo só pra abrir mais a buceta com os polegares, cuspi direto no clitóris e voltei a chupar com tudo.

O corpo dela deu um tranco forte.

Segurei ela no lugar e aumentei o ritmo, língua batendo sem piedade. Sentia as coxas tremendo forte ao redor da minha cabeça, a buceta pulsando contra minha língua.

Sem dar trégua, enfiei os dois dedos novamente, metendo forte e rápido, curvando pra dentro enquanto chupava com força. A buceta dela pulsava quente ao redor dos meus dedos, o mel escorrendo pela minha mão e pelo queixo.

Ela começou a tremer mais forte, os quadris se mexendo descontrolados contra minha boca. Os gemidos viraram respirações curtas e ofegantes, quase desesperadas.

Eu não dava trégua — chupava, lambia e metia os dedos cada vez mais rápido, segurando as coxas dela abertas com firmeza.

De repente, o corpo inteiro dela tensionou. As pernas apertaram minha cabeça com força, a buceta contraiu forte ao redor dos meus dedos. Ela soltou um gemido rouco e longo, o corpo convulsionando enquanto gozava na minha boca.

O mel quente jorrou mais abundante, escorrendo pela minha língua enquanto eu continuava chupando e metendo os dedos, prolongando o orgasmo sem dar descanso, mantendo o ritmo até ela ficar tremendo inteira, ofegante, sem conseguir controlar os espasmos.

Sua buceta foi ficando cada vez mais sensível, ela, ofegante e tremendo, me empurrou, me afastando da sua buceta.

— Para… eu não aguento mais, seu cachorro! — disse, me empurrando de novo enquanto eu tentava voltar.

Eu dei risada, limpei a boca e me sentei.

A buceta dela ainda estava pulsando, e ela virou de lado, respirando pesado. Depois de alguns segundos, deitamos e ficamos ali um tempo, só nos recuperando.

Depois de um tempo, eu me sentei, abri a garrafa de café, coloquei na tampa e comecei a beber devagar.

Ela ainda estava ofegante. Respirou fundo e falou:

— Posso te falar uma coisa?

Virou o rosto pra mim.

Só balancei a cabeça que sim.

Ela puxou o ar de novo.

— Tô preocupada com você.

— Por quê?

— Promete que não vai ficar bravo?

— Prometo.

— Não tô reclamando, tá? Porque eu adorei esses dias.

Fiquei quieto, só olhando.

Ela continuou:

— Você tá mal com essa história da Vanessa.

— Que história? Não tem história nenhuma — respondi, fechando a cara, a voz ficando mais seca. — Não tem nem como chamar de história uma coisa que nunca existiu.

— Tá vendo? Já fica nervoso… — ela falou mais calma — eu sei que você tá puto. E com razão.

Não respondi. Só balancei a cabeça, negando.

— Eu também fiquei com raiva dela. Ela passou dezembro inteiro falando pra eu te trazer pra cá… aí faz isso. Volta com aquele cara, na sua frente ainda.

— Eu tô de boa, já falei — respondi, mas sem conseguir esconder a irritação.

Ela me observou por alguns segundos antes de continuar.

— Não tá, Carlos… eu te conheço.

Respirei fundo.

— Eu via você quieto, meio pra baixo… aí depois vinha me procurar. Pra transar.

Ela deu um meio sorriso, mas sem graça.

— Parece que era pra não pensar nela.

Ela me olhou, dessa vez mais séria.

— E de novo, não tô reclamando… eu gostei, gostei mesmo. Mas… — deu uma pausa — do jeito que a gente fez…

Ela soltou o ar pelo nariz.

— No acampamento… no quarto com a porta destrancada… na piscina, com meus pais e meus tios ali na varanda…

Ela balançou a cabeça devagar, ainda tentando processar tudo aquilo.

— Você nunca faria esse tipo de coisa se estivesse bem. Você sempre morria de medo de alguém pegar a gente no flagra.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, encarando o chão.

Soltei o ar devagar.

— Tá… você tá certa — murmurei. — Mas vamos parar com esse assunto.

— Não, Carlos — ela cortou, firme — isso que eu falei até agora nem é o principal.

Olhei pra ela.

— Então fala logo.

Ela respirou fundo antes de continuar.

— Minha preocupação é quando você voltar pra capital.

Fez uma pausa curta.

— Aqui… você tá me usando pra esquecer. E eu já falei que eu não ligo.

Ela me olhou direto.

— Mas lá… você vai acabar se aproximando da Helena de novo.

Ela hesitou por um instante antes de continuar.

— E eu te conheço. Você começa tentando distrair a cabeça… aí, quando vê, já tá se envolvendo.

Fiquei quieto.

— E aquela situação toda com ela não te faz bem.

Ela desviou o olhar por um instante antes de continuar.

— Ela é casada, é sua chefe… fora esse ciúme que ela tem por você. E por causa disso vocês vivem se desentendendo.

Respirou fundo.

— Você sabe que isso não vai terminar bem .

O silêncio ficou um pouco mais pesado.

Ela respirou fundo de novo.

— E tem outra coisa…

Esperei.

— Eu sei que você tá meio que se punindo pelo que aconteceu com a Camille.

Meu olhar caiu.

— Você acha que merece isso… — ela continuou — mas não merece.

Passei a mão no rosto antes de responder.

— Não é nem isso…

Ela não falou nada, só esperou.

— Eu fiz ela sofrer — continuei — então… sei lá… agora é meio que isso voltando.

Dei de ombros, sem olhar pra ela.

— Tipo… justo.

Ela ficou me olhando por um segundo, sem falar nada.

— Justo? — repetiu, com uma cara meio incrédula.

Soltou um ar pelo nariz e balançou a cabeça.

— Não viaja, Carlos.

A voz não veio alta… mas veio firme.

Ela se aproximou um pouco mais, me encarando de verdade.

— Você não sacaneou a Camille.

Esperei ela continuar.

— Você não prometeu nada pra ela. Não iludiu. Não ficou puxando ela pra perto sabendo que não queria.

Deu uma pausa curta.

— Você só não sentia o mesmo.

Ela inclinou levemente a cabeça.

— Isso acontece.

Meu olhar ainda tava baixo, mas ela não deixou passar.

— Agora a Vanessa… — ela soltou uma risada curta, sem humor — fez exatamente isso com você.

Silêncio.

Ela encostou a mão no meu braço, apertando de leve.

— Então não vem comparar como se fosse a mesma coisa.

A voz dela perdeu um pouco da suavidade.

— Porque não é.

Levantei o olhar, meio travado.

Ela sustentou.

— Você tá tentando encaixar isso como “merecido” porque dói menos do que aceitar que você gostava dela de verdade… e ela cagou pra isso.

Aquilo bateu.

Ela chegou um pouco mais perto.

— E outra… — continuou — para de se colocar nesse lugar de quem “fez merda” o tempo todo.

Franziu um pouco a testa.

— Você não é esse cara que você tá pintando, não.

Fiquei em silêncio.

Ela suavizou um pouco o olhar, mas não tirou o peso do que tava dizendo.

— Você só… escolheu alguém que não te escolheu.

Passou o polegar de leve no meu braço.

— E isso machuca. Só isso.

Respirou fundo.

— Não precisa inventar punição pra justificar.

Fiquei olhando pra ela, sem falar nada.

Dessa vez, não tinha resposta pronta.

Passei a mão no rosto devagar, sentindo o peso de tudo que ela tinha dito.

O silêncio ficou mais longo… mas não era vazio.

Era cheio.

Desviei o olhar, encarando o chão por um instante.

Na minha cabeça, as coisas começaram a se encaixar de um jeito meio incômodo.

A Helena.

A Vanessa.

A Camille.

Respirei fundo.

Ela tinha razão.

Em mais coisa do que eu queria admitir.

Porque antes mesmo de voltar, eu já estava pensando na Helena mais do que deveria.

Mais do que eu queria.

E aquilo me pegou mais do que eu esperava.

Porque, porra… sempre fui eu.

Sempre fui eu que puxava ela, que falava pra ela pensar, pra ela não fazer merda, pra ela não sair se jogando sem pensar.

E agora…

Era ela.

Falando tudo aquilo pra mim.

E pior…

Fazendo sentido.

Soltei o ar devagar, passando a mão na nuca.

Balancei a cabeça de leve, mais pra mim do que pra ela.

Não tinha muito o que rebater.

Nem vontade.

Fiquei em silêncio mais um pouco, organizando aquilo dentro da cabeça.

Peguei a mochila do lado, abri e puxei um sanduíche.

Estendi pra ela.

— Toma… come isso aí — falei, com um meio sorriso de canto — pra ver se você para de falar.

Ela olhou pro sanduíche, depois pra mim, segurando um sorriso.

Pegou devagar.

— Tá querendo me calar porque, pela primeira vez na vida, eu tô certa, né?

Dei um riso curto, balançando a cabeça.

— Nem começa… de novo.

Ela deu uma mordida no sanduíche, ainda com aquele sorriso de quem sabia exatamente o que tinha feito.

E ficou ali, do meu lado.

Sem falar mais nada.

E, pela primeira vez desde que a conversa começou… o silêncio ficou leve de novo.

Mudamos de assunto, então colocamos só as roupas íntimas e comemos os sanduíches. Ficamos ali um tempo, deitados na sombra, às vezes sentados, conversando coisa boba, rindo sem muito motivo.

O clima, aos poucos, esquentou de novo.

A gente se olhou, aquele silêncio que já dizia tudo… e acabamos transando mais uma vez, sem pressa, só aproveitando o momento.

Depois, já mais tranquilos, nos vestimos, juntamos as coisas, pegamos os cavalos e voltamos pro sítio.

Chegamos por volta do meio-dia.

Almoçamos juntos, meio em silêncio, ainda naquele clima mais leve, mas cansado.

Depois disso, ela foi descansar no quarto.

Eu fiquei na varanda, deitado na rede, mexendo no celular.

Tinha várias mensagens.

Rafa.

Fran.

Helena.

Vanessa.

Fiquei olhando a tela por alguns segundos.

Abri a da Rafa.

Rafa: oi… vc tá bem? 🥺

Eu: tô levando… e vc?

Rafa: mais ou menos 😕

Eu: imagino…

Rafa: vc viu os prints que te mandei?

Eu: vi sim

Rafa: ridículo né

Eu: forçado demais

Rafa: o pior é saber que eu mereci isso

Eu: não fala assim

Rafa: mas é verdade Carlos

Rafa: nem tenho moral pra ficar brava 😔

Fiquei alguns segundos olhando a tela antes de responder.

Eu: eu sinto muito por tudo isso… de verdade

Rafa: eu sei…

Eu: e eu também fico mal com isso

Eu: a gente errou com ela

Rafa: …

Rafa: acho que eu nunca vou deixar de me sentir culpada

Eu: eu também não

Eu: mas a culpa não foi só sua

Rafa: eu sei…

Eu: e por mais merda que tenha sido… eu nunca quis machucar ela

Rafa: eu também não

Fiquei olhando a conversa por alguns segundos, sem saber muito mais o que falar.

Eu: fica bem, tá?

Eu: qualquer coisa eu tô aqui.

Fechei a conversa.

Abri a da Fran.

Fran:

oi sumido 😒

tá vivo ainda?

Eu:

tô sim kkk

e vc?

Fran:

tô bem

mas com saudade já 😤

Eu:

saudade de mim ou das nossas baguncinhas?

Fran:

dos dois kkk

Estefania perguntou de vc 👀

Eu:

perguntou o quê?

Fran:

se vc sumiu ou se ainda lembra da gente kkk

Eu:

fala pra ela que amanhã eu já tô aí

Fran:

sério?? 👀

Eu:

sério

chego antes do almoço

Fran:

então pronto

amanhã a gente vai pro barzinho 😌

Eu:

vc sabe que eu não sou muito disso né

Fran:

para de frescura

vai sim

Eu:

tá bom… eu vou por vc

Fran:

assim que eu gosto 😌

Eu:

avisa a Estefania

Fran:

pode deixar… ela vai amar saber disso kkk

Eu:

imagino 😏

Fran:

idiota kkk

Eu:

saudade tb

Fechei.

A mensagem da Helena já estava ali fazia horas.

Helena:

Oi, meu novinho 😏

(horas depois)

Helena:

Não vai me responder mesmo, meu gordinho?

Abri.

Eu:

fala

Helena:

Senti sua falta esses dias…

Eu:

Helena:

Mesmo longe… eu fico pensando na gente

Eu:

depois a gente vê isso

Helena:

Carlos…

Eu:

Helena, você tá aí nos EUA…

curte sua família, suas filhas

vive isso aí

Saí da conversa.

A última era da Vanessa.

Vanessa:

Carlinhos… desculpa de novo. Eu sei que já falei isso, mas ainda tá entalado aqui. Eu errei com você e não queria que tivesse sido daquele jeito.

Vanessa:

Tô sentindo sua falta… do seu cheiro, do seu toque… e, mesmo tentando seguir, eu ainda penso na gente.

Fiquei olhando a tela por alguns segundos.

Bloqueei o celular.

E deixei ali.

Porque no fundo… não era falta de resposta.

Era falta do que nunca chegou a ser meu.

Acabei pegando no sono até ser acordado pela tia Sônia.

— Ei, meu filho, sua prima pediu pra te acordar. Ela já tá tomando banho. — falou, colocando a mão no meu ombro e me sacudindo de leve.

— Tá bom, tia, já vou. — respondi, abrindo os olhos ainda sonolento e me espreguiçando na rede.

— Onde vocês vão?

— Nós vamos no aniversário da Letícia, tia.

Levantei da rede e fui para o quarto. Peguei a toalha e, depois de alguns minutos, Karina saiu do banheiro. Então eu entrei, tomei banho, saí e me troquei. Ela ainda estava se arrumando, então sentei na cama e fiquei olhando ela se maquiar.

— Ei, tonto, pega uma bermuda pra você e o maiô preto que tá na minha mala. Lá tem piscina.

— Não vou entrar na piscina não. Nessa hora a água já tá gelando.

— Pega lá, tonto. Para de ser bobo, a água lá é aquecida.

Quando eu já estava pegando as coisas, ela falou de novo:

— Ah, e já leva tudo pra colocar no carro.

— Você vai dirigir? — perguntei.

— Claro que não, eu vou beber.

— Nem vem, tonta. Eu vou beber também. — falei, sacudindo a cabeça negativamente.

— Ah, nem vem, seu chato. Você nunca bebe, agora quer beber em todo rolê. — disse, parando de se maquiar e olhando pra mim pelo espelho.

— Sim, vou beber em todo rolê. Não sou seu motorista não, minha filha.

— Você tá muito chato hoje, sabia?

— Sabia, e você gosta quando eu tô chato assim. — falei, dando uma piscadinha e uma risadinha safada.

Ela revirou os olhos, segurando a risada.

— Ah tá bom, chato. Pega meu telefone aí.

Ela ligou para Letícia e perguntou se podíamos dormir lá, porque nós dois queríamos beber e meu tio não deixaria pegar o carro depois. Letícia concordou na hora.

— Tá, então agora pega uma roupa de dormir pra mim e uma pra você. A gente vai dormir lá.

Peguei tudo, coloquei na mochila e sentei na cama novamente, esperando ela terminar de se maquiar. Quando terminou, pegamos as coisas e fomos para a varanda, onde meu tio e minha tia estavam sentados.

— Pai, mãe, nós vamos dormir lá, viu? — disse Karina, olhando para eles. — Aí amanhã vocês passam cedo na casa da Letícia pra buscar nós. E vamos de lá.

Meu tio concordou na hora. Minha tia tentou retrucar, mas logo ele entrou no meio.

— Ô mulher, deixa os meninos se divertir.

— Tá bom, mas não vai beber muito, meu filho, porque amanhã é você que vai dirigir até São Paulo.

Balancei a cabeça positivamente. Então meu tio falou de novo:

— Ô mulher, deixa o menino se divertir. É só três horinhas, eu dirijo.

— Nem pensar. Enquanto você não arrumar esse óculos, não vai dirigir desse jeito. — retrucou minha tia.

— Relaxa, tia. Não vou beber muito não.

Então entramos nós quatro no carro. Minha tia foi com meu tio pra ele não voltar sozinho. Fomos até a vila e paramos em frente a uma das maiores casas dali. Ainda dentro do carro, vi Letícia no portão olhando diretamente pra mim.

Assim que descemos, ela veio até nós.

Cumprimentou Karina primeiro e depois veio pro meu lado. Me deu um beijo no rosto e um abraço que durou mais do que deveria. Quando ela me soltou, o cheiro suave e doce do perfume dela ainda ficou preso na minha roupa.

Ela segurou minha mão e saiu me puxando para dentro da casa.

A casa era enorme. Assim que passamos pela sala, onde algumas pessoas estavam sentadas — entre elas os pais dela —, Letícia me apresentou rapidamente e voltou a me puxar pela mão.

Subimos a escada e demos de cara com um corredor enorme, cheio de portas. Ela me levou até a última, abriu e sorriu.

— Esse é meu quarto. Coloca a mochila em cima da cama.

Coloquei a mochila e voltei até a porta. Quando parei embaixo do batente, nós ficamos nos encarando.

O silêncio bateu entre nós.

Ela mordeu o canto da boca de leve.

Meu olhar desceu rapidamente para os lábios dela antes de voltar pros olhos. Letícia percebeu.

Ela deu um passo na minha direção.

Meu coração acelerou na hora.

Nossos rostos foram se aproximando devagar, tão perto que eu conseguia sentir a respiração dela batendo no meu rosto. Por um instante, parecia que o resto da casa inteira tinha sumido.

Mas, antes que nossos lábios se tocassem, ouvimos uma voz gritando:

— HA! Achei vocês! Tavam se escondendo, né?!

Quando olhamos pro lado, era Mayara.

— O que vocês estavam fazendo? Tavam aprontando, né?

— Oi, amiga... — respondeu Letícia, um pouco irônica.

— Oiii! — respondeu Mayara, indo abraçá-la.

Depois ela olhou pra mim.

— Oiii, Carlos... — falou, piscando e dando um sorriso meio safado.

Não respondi. Só balancei a cabeça negativamente.

Então descemos, e Letícia continuou me mostrando o resto da casa, enquanto Mayara seguia atrás da gente o tempo inteiro. Até que chegamos na cozinha.

— Ei, colega, sua prima disse que você faz uma caipirinha muito boa, então comprei as coisas pra você fazer pra nós.

Mayara se meteu no assunto na mesma hora.

— Faz mesmo, amiga. E não é só isso que ele faz bem. — falou, soltando uma gargalhada sarcástica.

Letícia ergueu uma sobrancelha, divertida.

— Ah é? Bom saber. Mas primeiro eu vou experimentar a caipirinha... mais tarde eu experimento as outras coisas.

Ela falou isso olhando diretamente pra mim, com um sorrisinho provocador.

Mayara fechou a cara na hora.

Olhei pra ela com uma expressão afrontosa e cínica.

— Tá me olhando assim por quê? Quem tá fazendo propaganda é você.

Ela resmungou algo baixo que eu não entendi e saiu da cozinha irritada.

Eu e Letícia caímos na gargalhada.

Comecei a fazer a caipirinha, enquanto ela ficou encostada do meu lado me observando. Às vezes nossos braços se encostavam sem querer, e ela nem fazia questão de se afastar.

Quando terminei, coloquei em dois copos e fomos para os fundos da casa, onde ficava a piscina.

Todo mundo estava lá.

Karina estava em uma roda com os amigos. Mayara e Lauro estavam sentados em uma rede. Mais ao fundo, Zeca cuidava da churrasqueira.

Letícia segurou minha mão novamente e saiu me apresentando pra quem eu não conhecia. E Mayara não tirava os olhos da gente nem por um segundo.

Quando chegamos perto do grupinho da Karina, ela pegou meu copo da mão na mesma hora.

— Nem vem, tonta. Devolve aí, essa é minha.

— Ah, tonto, deixa essa comigo vai. — disse ela, piscando pra mim. — Divide com a Lê. Vocês vão trocar saliva mais tarde mesmo, já começa agora com a bebida. Kakakaka!

Letícia não falou nada. Só soltou uma risadinha safada e me entregou o copo dela.

Então começamos a beber no mesmo copo.

E, por algum motivo, aquilo pareceu íntimo demais.

Depois fomos curtir a festa, dançar e comer.

Até que, depois de um tempo, precisei ir ao banheiro. Letícia apontou onde era, perto da churrasqueira.

O banheiro ficava dentro de um quartinho onde guardavam as coisas da piscina.

Mas antes mesmo de eu entrar, percebi alguém vindo atrás de mim.

Quando olhei, era Mayara.

Tentei fechar a porta, mas ela colocou a mão.

— Tá maluca, garota? — perguntei, fechando a cara.

Ela veio pra cima de mim com aquele olhar safado de sempre, tentando me beijar.

Empurrei ela na hora.

— Caralho, Mayara, sai fora! — falei mais ríspido.

— Ai, gatinho, para de charme. — disse, insistindo e vindo de novo.

— Não é charme. Já falei que não vou mais ficar com você.

— Você tá assim por causa daquele dia que o Lauro quase pegou nós?

— Não, Mayara. Só não quero mais ficar com você, só isso.

— O que foi? A santinha te falou alguma coisa?

— A Andressa não falou nada. Só não quero mais.

Ela ainda tentou mais uma vez, mas continuei segurando ela longe.

Nesse momento, Zeca entrou no quartinho pra pegar carvão e deu de cara com a cena.

Ele não falou nada.

Só olhou pra mim, depois pra Mayara, fechou a cara e saiu.

Mesmo assim ela não desistiu.

— Certeza, gatinho?

— Sim, Mayara. Certeza.

Ela respirou fundo, irritada.

— É... agora você não me quer mais porque tá com brinquedinho novo, né?

Não respondi. Só balancei a cabeça negativamente.

— Quem tá perdendo é você me trocando pela Letícia.

— Não tô trocando você por ninguém. Já falei que não quero mais ficar com você.

Ela fechou a cara de vez e saiu pisando forte.

Entrei no banheiro, fiz o que precisava e saí.

Quando passei pela churrasqueira, Zeca me chamou.

Na hora fiquei preocupado, porque ele tinha visto tudo.

Cheguei perto meio receoso.

— Cara...

Mas antes que eu falasse qualquer coisa, ele me interrompeu.

— Relaxa, mano. Não tem nada a ver com a Mayara. Eu sei que ela não presta. Sei que foi ela que deu em cima de você.

Fiquei só olhando pra ele.

— E outra... eu não me meto mais no relacionamento do meu primo. Já tentei abrir o olho dele várias vezes. Inclusive ele parou até de falar comigo uma época porque não acreditou em mim. Então agora eu deixo quieto. Se ele quer ficar com aquela vagabunda, problema é dele.

Apenas concordei com a cabeça.

Então ele abriu um sorriso.

— Na verdade, não te chamei aqui pra falar disso não. Queria falar da Andressa.

— Fiquei sabendo de vocês dois.

— Cara... você armou aquilo do carro, não foi? Você sabia que eu ia lá.

Dei risada e confirmei com a cabeça.

— Mano, ela falou que era afim de você, aí resolvi intervir.

Ele riu.

— Cara, eu sempre quis ficar com ela. Mas ela é tão quietinha, e eu vivo rodeado de menina... achei que ela nunca ia aceitar.

— Na verdade, ela não ia aceitar mesmo não. Eu que dei uma empurradinha. — falei, rindo.

Ficamos mais alguns minutos conversando sobre Andressa, enquanto Mayara observava a gente de longe, claramente incomodada.

Depois de um tempo, o pessoal começou a entrar na piscina.

Letícia apareceu e segurou minha mão.

— Ei, colega, vamos entrar na piscina.

Balancei a cabeça positivamente.

Então eu, ela e Karina fomos pro quarto dela trocar de roupa.

Entrei no banheiro, enquanto ela e Karina se trocaram no quarto mesmo.

Karina colocou o maiô.

Eu vesti a bermuda.

E Letícia colocou um biquíni rosa.

Quando saí do banheiro e vi ela daquele jeito, simplesmente travei por alguns segundos.

O biquíni marcava perfeitamente o corpo dela.

As curvas.

A cintura.

As pernas.

O cabelo caindo pelos ombros ainda bagunçado.

Ela percebeu meu olhar na mesma hora e abriu um sorriso de canto, claramente gostando da reação.

Karina começou a rir.

— Ei, tonto... limpa o canto da boca que você tá babando. Hehehe.

Letícia aproximou devagar, sem tirar os olhos de mim.

— E aí, colega... gostou? — perguntou sorrindo.

— Muito .— respondi retribuindo o sorriso e dando uma piscadinha safada.

Então descemos e fomos para a piscina. Quase todo mundo entrou. A piscina era grande, então uns pulavam, outros competiam natação, alguns gritavam do outro lado enquanto a música estourava nas caixas, fazendo o chão vibrar de leve.

Eu e Letícia ficamos no canto conversando. A água batia na altura do peito e estava morna por causa do aquecedor, mas ainda dava pra sentir aquele arrepio gostoso quando alguém passava rápido e fazia uma onda bater no corpo.

Então Mayara veio até nós e ficou lá se metendo no assunto. Às vezes, por debaixo da água, ela tentava pegar no meu pau. Em uma das vezes, eu segurei a mão dela e olhei sério, fechando a cara. Letícia percebeu na hora. Ela fez um gesto discreto com a cabeça para Karina, que veio até Mayara e, com alguma desculpa qualquer, conseguiu tirar ela dali.

Logo que Mayara saiu, Letícia olhou pra mim e deu um sorriso torto, daqueles que seguram risada.

— Você ri, né? — falei, balançando a cabeça.

Ela riu baixo.

O assunto mudou depois disso. O papo ficou leve, gostoso. A música estava alta e algumas pessoas gritavam perto da borda da piscina, então nós dois fomos chegando cada vez mais perto para conseguir conversar.

A cada frase ela se inclinava um pouco mais. O cabelo ruivo caía molhado pelo ombro, escorrendo gotas pelo pescoço iluminado pela luz azul da piscina. O contraste daquela luz fria batendo na pele dela deixava tudo meio hipnotizante.

— Tá me ouvindo direito agora? — ela perguntou perto do meu ouvido.

A voz dela veio abafada pela música, quente. Junto dela veio o cheiro doce da bala que ela chupava misturado com bebida. Quando ela se aproximou mais, eu senti também o perfume dela por baixo do cheiro forte de cloro da piscina. Shampoo. Pele molhada. Tudo junto.

— Agora tô — respondi, mas minha atenção já não estava mais na conversa.

Ela percebeu.

O joelho dela encostou no meu por baixo da água e nenhum dos dois afastou.

As pessoas continuavam berrando atrás da gente, alguém pulou fazendo um barulhão e molhando quem estava sentado na borda, mas parecia que o som ia ficando distante toda vez que ela chegava perto pra falar comigo.

Então ela veio de novo até meu ouvido.

Dessa vez senti o calor da boca dela na minha pele.

Uma eletricidade atravessou meu corpo na hora.

Ela ficou perto por alguns segundos a mais do que precisava. O hálito doce bateu no meu rosto enquanto os olhos dela desciam rápido pra minha boca antes de subir de novo.

E aquilo foi me puxando.

Devagar.

Natural.

Ela molhou os lábios sem parar de me olhar.

— Você tá muito quieto — falou sorrindo de canto.

— Tô pensando.

— Em quê?

Eu olhei pra boca dela antes de responder.

— Melhor não falar.

Ela riu baixo pelo nariz, daquele jeito provocando sem precisar fazer esforço. A mão dela encostou no meu braço por baixo da água e apertou de leve enquanto vinha mais perto outra vez.

O cabelo ruivo quase encostava no meu rosto agora. A luz azul refletia nos olhos dela enquanto o resto da piscina parecia virar só borrão em volta.

Então ela me beijou.

Sem aviso.

Forte.

A mão dela segurou minha nuca e eu puxei ela pela cintura na mesma hora, sentindo o corpo molhado colar no meu dentro da água. O gosto da bebida misturado com a bala doce deixou o beijo ainda mais quente, enquanto ela me beijava como se já estivesse segurando aquilo fazia tempo.

E foi um beijão mesmo.

Daqueles que fazem o resto sumir por alguns segundos.

Atrás da gente Karina gritou:

— ATÉ QUE ENFIM, CARALHO!

— PORRA, DEMOROU! — outro completou, fazendo o pessoal cair na risada.

Letícia interrompeu o beijo rindo enquanto a gritaria aumentava ao redor da piscina. Os olhos dela continuavam presos nos meus.

E eu ainda conseguia sentir o gosto dela na minha boca.

Passei a mão no rosto, rindo sem graça.

— Nossa… que vergonha.

Ela me olhou e deu uma risadinha de canto.

— Ah, para de ser bobo.

Concordei balançando a cabeça, ainda sorrindo, e puxei ela pela cintura de novo para outro beijo.

E naquele momento nós esquecemos tudo outra vez.

A música alta, o pessoal gritando, a bagunça da piscina... tudo foi ficando distante. Parecia que só existíamos nós dois ali dentro daquela água iluminada de azul.

O beijo voltou mais devagar dessa vez. Quase provocando. Ela segurava minha nuca enquanto encostava os lábios nos meus sem pressa nenhuma, como se estivesse aproveitando cada segundo daquela tensão que já vinha crescendo fazia tempo.

Minha mão, que estava na cintura dela, desceu devagar pela lateral do corpo até sua bunda.

Ela sentiu na hora.

O corpo dela deu uma leve reação dentro da água, mas em vez de se afastar, ela só me puxou ainda mais pra perto.

Então apertei com mais vontade, agora usando as duas mãos, sentindo ela estremecer contra mim enquanto soltava um suspiro abafado no meio do beijo. Depois disso mudou.

O beijo perdeu a calma.

Ela começou a me beijar com mais vontade, sem esconder mais nada. Os dedos se prenderam no meu cabelo molhado enquanto nossos corpos continuavam colados dentro da água quente da piscina.

E ali já não parecia mais uma brincadeira.

Cada vez que nossas bocas se encontravam, a tensão aumentava mais. Nossas respirações se misturavam, nossas línguas se encontravam devagar, e o gosto doce da bala ainda se misturava com o leve amargo da bebida na boca dela. Meu corpo inteiro respondia, o pau já latejando dentro da bermuda, pressionando contra a barriga dela por baixo da água.

Minha mão direita subiu devagar pelas costas nuas, sentindo a pele arrepiada apesar da água morna. Desci novamente, apertando a curva da cintura, depois a bunda com mais força, puxando o quadril dela contra o meu. Letícia soltou um gemidinho baixo contra minha boca, quase imperceptível com a música alta, mas eu senti na vibração dos lábios.

Ela retribuiu. A mão que estava na minha nuca desceu pelo peito, unhas arranhando de leve a pele molhada, e continuou descendo. Quando chegou na barriga, hesitou um segundo — só o suficiente pra eu sentir a provocação — antes de deslizar por dentro da bermuda. Os dedos dela roçaram a base do meu pau, bem devagar, explorando. Eu pulsei na mão dela na hora.

— Porra… — murmurei contra a boca dela.

Letícia sorriu no beijo, sem afastar os lábios. Os dedos dela me envolveram com mais firmeza agora, dando um apertão lento, subindo e descendo bem pouco, só o bastante pra me deixar louco dentro da água. Ao mesmo tempo, minha mão esquerda saiu da bunda dela e deslizou pela frente da coxa, subindo por dentro até encontrar o biquíni. Rocei os dedos por cima do tecido, sentindo o calor que vinha dela. Pressionei de leve bem no centro, circulando devagar. Ela tremeu contra mim, as pernas se abrindo um pouco mais na água.

Nós dois respirávamos pesado, bocas coladas, mal separando pra respirar. Os movimentos eram discretos, escondidos pela água e pelo movimento constante da piscina, mas o tesão estava ficando impossível de controlar.

— Vamos sair daqui — ela sussurrou no meu ouvido, a voz rouca, os dentes roçando de leve na minha orelha.

Não precisei de mais nada. Segurei a mão dela e nós dois fomos até a escada, saindo da piscina pingando. O ar da noite pareceu gelado depois da água morna. Peguei uma toalha grande que estava na espreguiçadeira e joguei por cima dos ombros dela, puxando ela logo em seguida pela mão.

Caminhamos rápido, quase sem falar, indo direto pro banheiro que ficava atrás da churrasqueira. Assim que entramos, fechei a porta e travei.

O espaço era pequeno, iluminado só por uma luz amarelada fraca. Mal deu tempo de respirar. Letícia jogou a toalha no chão e veio pra cima de mim novamente. O beijo voltou ainda mais urgente, corpos molhados colando um no outro. Minhas mãos desceram pela bunda dela, apertando, levantando uma perna dela contra meu quadril. Ela gemeu na minha boca e empurrou o quadril contra mim, sentindo meu pau duro roçando nela por cima da bermuda.

Eu a encostei na pia. Letícia desceu a mão e puxou minha bermuda pra baixo o suficiente pra liberar meu pau, que saltou pesado contra a barriga dela. Ela olhou pra baixo, mordeu o lábio inferior e, sem dizer nada, foi descendo devagar, beijando meu peito, minha barriga, até se ajoelhar no chão do banheiro.

Olhou pra cima com aqueles olhos verdes brilhando, o cabelo ruivo molhado caindo no rosto. Segurou a base com uma mão e, bem devagar, passou a língua quente pela cabeça, lambendo a gota que já escorria. Depois abriu a boca e me engoliu devagar, os lábios macios deslizando por mim.

— Caralho, Letícia… — soltei baixo, uma mão indo pro cabelo dela.

Ela chupava com vontade, mas sem pressa, alternando entre descer fundo e subir lambendo toda a extensão, a língua girando na cabeça. O som molhado ecoava baixinho no banheiro pequeno. Cada vez que ela descia, gemia ao redor do meu pau, a vibração subindo pela espinha.

Depois de alguns minutos, eu a puxei pra cima, beijando ela com gosto de mim ainda na boca dela. Virei ela de costas contra a pia, baixei o biquíni dela até as coxas e me ajoelhei atrás. Beijei a bunda redonda, mordi de leve, e abri ela com as mãos. Passei a língua devagar por toda a extensão, de baixo pra cima, sentindo ela tremer. Quando cheguei no clitóris, chupei devagar, depois mais firme, enfiando dois dedos nela enquanto a língua trabalhava.

Letícia segurava na borda da pia, gemendo mais alto agora, o quadril se movendo contra minha boca, molhada pra caralho. Eu aumentei o ritmo, chupando o clitóris inchado com mais pressão, os dedos entrando e saindo mais rápido, curvados pra cima acertando aquele ponto que fazia ela tremer inteira. Os gemidos dela ficaram mais agudos, as coxas apertando minha cabeça.

— Ai… assim… não para… — ela pediu, a voz rouca, quase sem ar.

Senti o corpo dela tensionar, as paredes internas pulsando forte em volta dos meus dedos. De repente ela gozou, o quadril dando espasmos contra minha boca, um gemido longo e abafado saindo enquanto as pernas tremiam. O gosto dela ficou ainda mais intenso, molhado escorrendo pelo meu queixo.

Quando as ondas diminuíram, eu me levantei. Letícia virou de frente, o rosto corado, olhos vidrados de tesão. Ela me empurrou levemente pra trás até eu encostar na parede, se ajoelhou de novo e voltou a me chupar com ainda mais fome. Agora ela descia fundo, a mão trabalhando na base, a outra apertando minha bunda, puxando meu quadril pra frente. O calor molhado da boca dela, a língua pressionando por baixo, o som obsceno… não aguentei muito.

— Letícia… vou gozar… — avisei, a voz rouca.

Ela não parou. Pelo contrário, gemeu ao redor do meu pau e chupou mais forte. Explodi na boca dela com um gemido baixo, o corpo inteiro contraindo enquanto ela engolia, continuando a me chupar devagar até tirar até a última gota.

Nós dois ficamos ali um tempo, respirando pesado, corpos molhados de piscina e suor, o banheiro pequeno cheirando a sexo.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive NG AS a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários