3º DIA
A noite foi longa. Mal consegui pregar o olho, sentindo o calor da Lú deitada ao meu lado, sabendo o que ela tinha feito poucas horas antes naquela mesma cama. A imagem dela na tela do monitor, entregue àquele transe e imaginando algo tão surreal, não saía da minha mente. Ao mesmo tempo em que uma ponta de ciúme tentava aparecer, o tesão que aquela situação me causava era absurdamente maior. Eu estava viciado no controle que aquelas lentes me davam.
Pela manhã, tentei agir com a maior naturalidade possível. Preparei o almoço — um estrogonofe que a Lú adora. Quando sentamos à mesa, o clima estava visivelmente modificado. Havia uma eletricidade estática no ar. O Carlinhos estava mais quieto, mas o seu olhar para a Lú não era mais de um menino curioso; era o olhar de quem sabia o poder que tinha entre as pernas. E a Lú, sempre tão recatada, evitava olhar diretamente para ele, com as bochechas levemente coradas cada vez que ele pedia para passar o sal.
Almoçamos, troquei um beijo rápido com ela — que me pareceu um pouco distante — e saí para o trabalho.
No caminho para a empresa, meu coração parecia que ia sair pela boca. Assim que sentei na minha mesa e conferi a rotina dos clientes, abri discretamente a janela com o sinal da minha casa. E a espera não foi longa.
Dessa vez, não houve conversas longas na cozinha. Por volta das 14:30, a Lú estava na sala de estar, sentada no sofá com o notebook no colo, supostamente organizando os planos de aula. Pela câmera da sala, vi o Carlinhos sair do quarto vestindo apenas um calção de tactel fino, sem cueca. O volume era absurdo, desenhando o formato imponente mesmo em repouso.
Ele caminhou até a sala e sentou-se na outra extremidade do sofá em formato de L.
— Tia... — ele começou, a voz um pouco mais grave do que no dia anterior. — Desculpa por ontem. Eu não queria te deixar assustada.
A Lú tirou os olhos da tela, olhou para o calção dele por dois segundos que pareceram uma eternidade, e engoliu em seco.
— Tudo bem, Carlinhos. Só... não repita aquilo. Você já é um homem, tem que ter modos.
— Eu sei. É que eu não consigo parar de pensar em você desde que cheguei. E eu vi que você ficou me olhando.
A Lú tentou manter a postura de tia e professora:
— Eu fiquei impressionada, só isso. Agora me deixe trabalhar.
O moleque, audacioso, não recuou. Ele se mudou para o mesmo lado do sofá que ela, ficando a menos de meio metro.
— Se você quiser, eu posso te mostrar de novo. Só para você ver que não precisa ter medo.
Na tela do meu monitor, eu via as mãos da minha esposa tremerem sobre o teclado do notebook. Ela não mandou ele sair. Ela não levantou. O conflito interno dela era nítido, mas o desejo estava vencendo. Ela fechou o notebook lentamente e o colocou na mesa de centro.
— Carlinhos... o seu tio... — ela começou, a voz fraca, quase sem ar.
— O tio Maurício está no trabalho, tia. Ele só chega às dez da noite. Ninguém vai saber.
Com uma calma impressionante, o garoto puxou o cordão do calção e o empurrou para baixo de uma vez. O monstro saltou para fora, já completamente ereto, apontando para o teto da sala. Vendo de frente pela câmera da copa, que pegava o sofá de ângulo, era ainda mais assustador do que no dia anterior. Aquilo não parecia real na anatomia daquele rapaz magro.
A Lú soltou um suspiro audível pelo sistema de som da câmera. Ela cobriu a boca com as duas mãos, os olhos arregalados. O Carlinhos pegou a mão dela de novo, mas dessa vez ela não resistiu. Ela mesma fechou os dedos ao redor da base daquela tora escura. Como a mão dela não fechava nem metade, ela usou as duas mãos, uma colada na outra, para conseguir envolver o membro e começou um movimento lento de subida e descida.
— Meu Deus... isso é uma aberração... — ela sussurrava, completamente hipnotizada, enquanto o Carlinhos jogava a cabeça para trás, apreciando o toque das mãos macias dela.
Eu assistia a tudo da minha mesa, com a respiração arfante, a mão travada na minha própria calça, vendo minha esposa perder totalmente o controle da sua postura recatada.
Depois de alguns minutos massageando aquela massa de carne, a Lú pareceu recuperar um pingo de lucidez. Ela soltou o membro, visivelmente ofegante, e se levantou do sofá.
— Chega, Carlinhos. Mais que isso não dá. Eu... eu vou para o meu quarto.
Ela praticamente correu pelo corredor. O moleque ficou no sofá por alguns segundos, sorrindo vitorioso, guardou o pau e voltou para o quarto dele.
Mudei imediatamente para a câmera escondida no lustre do nosso quarto. A Lú entrou, trancou a porta e encostou as costas nela, escorregando até o chão. Ela estava vermelha, o peito subindo e descendo. Ela não esperou nem ir para a cama. Ali mesmo, sentada no chão encostada na porta, ela puxou o vestido para cima, arrancou a calcinha e começou a se masturbar freneticamente.
Dessa vez, ela choramingava alto, chamando o nome do sobrinho em sussurros desesperados: "Carlinhos... meu Deus, Carlinhos... que pica é essa...". O clímax veio em menos de um minuto, um orgasmo violento que fez o corpo dela arquear no chão do quarto, deixando-a deitada ali por longos minutos, recuperando o fôlego.
O resto da tarde passou sem novos encontros físicos, mas o estrago estava feito. A barreira do respeito familiar tinha sido completamente estraçalhada pelas mãos dela.
Quando cheguei em casa, por volta das 22:30, o ambiente estava pesado. Jantamos quase em silêncio. A Lú mal conseguia olhar nos meus olhos, claramente culpada, mas com um brilho diferente no olhar — o brilho de uma mulher que tinha descoberto um fetiche proibido. O Carlinhos agia como o dono da casa, com uma postura extremamente confiante.
Na hora de dormir, deitados na cama, tentei puxar assunto e passei a mão pela cintura dela.
— Amor... você está tão linda hoje. Vamos namorar um pouco?
Ela se esquivou delicadamente, virando de costas para mim.
— Ai, Maurício, hoje não... Dei muita aula, estou com uma dor de cabeça terrível. Vamos dormir, tá?
Eu fingi que acreditei, dei um beijo no ombro dela e disse para descansar. Mas por dentro, eu sorria. Eu sabia exatamente o motivo da "dor de cabeça". Ela estava exausta de tanto desejar o que estava no quarto ao lado. E eu sabia que, com o final de semana chegando e o estágio do Carlinhos entrando na segunda semana, as coisas iam passar das mãos para algo muito mais profundo.
