A festa de final de ano do CCAA

Um conto erótico de Junior Paulista
Categoria: Heterossexual
Contém 3261 palavras
Data: 24/05/2026 17:20:41

Olá, Junior novamente.

Relatei anteriormente que fui a uma festa de aniversário do CCAA e acabei transando com a Hary.

Após isso, nossas aulas no CCAA não eram mais as mesmas. Eu passei a sentar ao seu lado, ao invés de ficar de frente, tentando olhar para o meio das suas pernas. As idas à farmácia da esquina eram de mãos dadas, beijos aconteciam, e estávamos apaixonados. Mas nem ela e nem eu queríamos compromisso, até mesmo porque eu não poderia assumi-la devido às restrições religiosas e familiares.

Era uma ficada periódica, enquanto durasse a aventura estaria bom. Ambos sabíamos disso. Tanto que ela seguia a vida dela, saindo nas festas da cidade, e eu não ligava, porque não tinha como evitar e estava aproveitando ela à minha maneira, dentro das possibilidades que eu tinha.

Não vou dizer que não tinha ciúme, porque tinha, e muito. Mas não podia fazer nada quanto à isso. Então só aceitava, fingia que não acontecia nada fora do CCAA e bola pra frente. "O que os olhos não veem o coração não sente". Não é?

Uma vez ou outra a gente entrava no vestiário dos professores, nos fundos do terreno da escola, e ela me dava uma mamada, até eu gozar na boca dela. Mas não dava pra passar disso, já era arriscado demais.

Continuávamos a nos ver nas aulas, mas o desejo continuava. Aquele sexo no banheiro da piscina da tia Áurea não foi suficiente. Ambos queríamos outra experiência. Mas onde? Como? Ir para a minha casa era impossível, minha mãe não gostava nem que algum colega de escola fosse lá fazer trabalho, quem dirá levar uma amiga que nem era da igreja! Na casa dela tudo bem, mas como eu iria arrumar uma desculpa pra sair de casa? Tudo tinha que ser justificável perante a "vara da infância e da juventude"... hahaha. É, eu rio, mas era super sério. Minha mãe era mais controladora que aquele profissional que fica nas torres dos aeroportos e quem tem por profissão controlar aeronaves.

Por fim o ano passou, dezembro iniciou e com ele a oportunidade. A tia Áurea mais uma vez resolveu dar uma festa de final de ano na casa dela. Dessa vez teria custo: R$ 15,00 (nos anos 2004 isso era um valor razoável, talvez uns 60 reais hoje). Eu tinha R$ 45,00 na minha caixinha, e não ficava falando pra minha mãe quanto tinha. Mas ela sabia, e eu tinha que prestar conta do dinheiro que era meu... que ela me dava ao longo do ano, sobras do mês, e que eu normalmente gastava a cada dois ou três meses para comer um lanche com meu irmão, pagando pra mim e para ele (dava em média 15 reais dois x-tudo e um coca 600).

— Mãe, a tia Áurea vai organizar uma festa de final de ano do CCAA. Posso ir?

— Como é que você vai? - perguntou ela, irônica - nem roupa tem pra ir. Que hora vai ser isso?

— Vai ser de noite, uma sexta à noite, nem tem culto e antes da meia noite eu volto pra casa.

— Você deve estar delirando, só pode - falou ela, saindo a cozinha e me deixando atordoado.

Não fui atrás dela. Ainda tinha uns 15 dias pra festa acontecer.

— Mãe, e a festa? São 15 reais, eu tenho o dinheiro. Posso ir?

— E seu irmão, vai ficar sem lanche?

— Nada a ver, mãe, ele pode até ir na festa. Pago pra ele. Ele conhece o pessoal, estudam com ele no ensino médio.

— Uhn, vou pensar. Dois moleques na festa de noite... não vai dar certo isso.

Meu irmão era mais saidinho, quebrava algumas regras da igreja, dava uns amassos em umas "irmãzinhas" nos cantos escuros da rua da igreja, até tinha ficado com uma delas recentemente lá em casa, durante uma visita de alguns irmãos após o culto.

Falei com meu irmão que ele iria na festa.

— Sério que eu vou? "Cê" vai pagar pra mim? - perguntou Rich.

— Claro né, mano.

— Aí tem coisa... você não é desses, só quer ir pra igreja e agora quer ir na festa do CCAA - disse, me olhando com ar investigativo.

— Só conto no dia, se você ajudar a gente conseguir a permissão da mãe.

Eu com 20 anos (fiz aniversário no meio do ano), e ele com 18, pedindo autorização para sair de casa. Conselho Tutelar iria ficar "feliz" em passar lá em casa, mas a gente nem arriscava.

Os dias se passaram e meu irmão, com insistência, foi amolecendo minha mãe até que ela autorizou a gente a ir.

— Vocês vão, mas vou ligar para a dona Áurea no dia, ela vai ficar de olho em vocês.

— Ah mãe, para com isso, até parecemos duas crianças que não sabem se cuidar - disse eu.

— Não sabem mesmo, por isso vou ligar pra ela.

E ligou. Mas não estávamos em casa no dia. Não sei o que elas falaram entre si. Mas a tia Áurea me avisou no dia que fui no CCAA pagar o evento.

— Oi tia, vim pagar o evento de sexta.

— Oi Júnior. A fiscal me ligou pra falar de vocês - riu gostosamente — garanti que vocês dois vão ficar debaixo do meu nariz, que vou contar tudinho pra ela. Se cuidem hein! - e cochichou: não sei de nada, se quiserem alguma coisa me falem que eu arrumo.

— Vamos precisar da sunga, tia, não precisa de bermuda - sorri.

— Vou arrumar, no dia me procurem - e me deu um beijo no rosto.

A tia Áurea era daquelas mulheres liberais, e todos a respeitavam. Não era por que era liberal que era casa da mãe Joana, mas ela colaborava em situações como a minha e do meu irmão. Casais de 15 ou 16 anos eram normais, e ela não ligava, desde que não fossem transar na casa dela na festa. Mas os de maior idade ela liberava a casa. Entendia que era nosso momento, era uma festa.

Chegou o dia tão aguardado. Eu e meu irmão estávamos prontos, calça jeans, tênis, camiseta e no portão.

— Vocês tem relógio? Meia noite não é meia noite e um. Já sabem que se passar da hora tem consequências.

— SIM, MÃE! - respondemos em coro.

— Então dá um beijo na mãe.

Demos o beijo e saímos pedalando. Ainda estava sol, horário de verão, então 18 horas ainda era o equivalente às 17. Chegamos suados na festa, mesmo indo devagar.

— Oi meninos, chegaram cedo, o pessoal tá chegando ainda.

— Oi, tia, ainda bem que a senhora ligou pra nossa mãe dizendo que começaria cedo. A senhora tem um bom poder de convencimento, salvou nossa noite.

— Vocês sabem que eu faço de tudo para meus alunos. Agora se quiserem já vestir a sunga e aproveitar a piscina está aqui. - e entregou a cada um de nós uma sunga nova.

— Nossa, tia, novinha! Nem precisava! - respondeu meu irmão.

— Vai, menino, vai logo se divertir.

Eu e meu irmão encostamos as bikes num canto do muro e fomos nos trocar no quarto de visitas dela. Já aproveitei pra dar uma sondada no ambiente. Meu irmão sabia parcialmente da Hary, mas não sabia do que tinha acontecido.

— E ai, Junior, qual o segredo?

— Eu sou apaixonado pela Hary, quero ficar com ela na festa de hoje - respondi.

— Ah, você, o crentão - responndeu Rich, rindo e provocando - vai queimar no inferno - e gargalhou.

— Vou, foda-se - respondi, rindo.

— Olha, falou palavrão! Deus não gosta hein! - provocou de novo ele.

— E você, vai pegar alguém?

— O que cair no meu prato eu como - lançou ele.

— Cuidado... pode ter alguma comida que você não goste, ahahaha.

Pulamos na água, ficamos ali com alguns colegas que também chegaram mais cedo. Logo começou a servir salgadinhos de entrada e a gente saiu a água. O pessoal começou a se aglomerar em volta das mesas de comida. Tinha cachorro quente, pão com carne moída, e bebidas sem álcool. Logo mais iria começar a sair churrasco. Voltamos para a piscina.

Estávamos jogando bola na piscina, como se fosse vôlei, mas sem rede. De repente fui para trás para tentar pegar uma bola alta e esbarrei em alguém.

— Ei, cuidado, menino!

— Oi, Marina, desculpa, não te vi.

— Ta bom, vou participar pra não levar bolada nas costas - disse, rindo.

Marina era uma baixinha, tipo mignon, gostosinha, cabelos castanhos, que eu conhecia desde a quinta série. Nunca fomos amigos, apenas conversas de escola e na escola. Até pegaria, se desse sopa. Mas estava esperando a Hary, ansioso. Marina estava na faculdade, fazia veterinária. E tinha uma irmã gostosa, a Dani. Essa sim, era uma mulher alta, seios volumosos, mais magra que a irmã, e bem comunicativa, ao contrário de Marina, que era tímida igual a mim.

O jogo continuou. Eu num time e meu irmão no outro. Perdemos. A Marina resolveu mudar de time e a Dani veio para o meu. Olhei em volta e não vi a Hary. "Cadê essa menina!?" - pensei, exasperado.

— Júnior! - gritou Dani, me trazendo para a realidade.

Num ato reflexo levantei o braço e me joguei para a frente, conseguindo elevar a bola novamente, mas caí por cima das costas dela, fazendo-a cair dentro da água, eu por cima.

— Desculpe - disse, tímido, assim que voltamos à superfície, eu puxando o braço dela pra ajudar a equilibrar.

— Presta atenção, menino. Não vamos perder essa! Eu mudei de time pra ganhar, a Marina quer perder de novo... - disse, rindo, olhando pra irmã.

Meu irmão me olhou e fez sinal. Entendi. A bola ficou indo e vindo, e quando veio para mim joguei pra Marina. Ele se jogou na frente dela pra pegar a bola.

— Ei!!! Estamos no mesmo time!! - protestou Marina.

Ele só riu.

O jogo continuou por um tempo, e nós aproveitando para nos aproximarmos das meninas a cada oportunidade. Meu time ganhou dessa vez e a Dani me abraçou, batendo as mãos nas minhas:

— Ganhamos, eu disse que eu só ganho! - gritou eufórica — perdeu, maninha! - olhou pra irmã, rindo.

Saímos da água, o churrasco estava sendo servido e tinha bastante gente. Discretamente perguntei pra tia Áurea sobre a Hary.

— Eu tentei fazer com que ela viesse, mas os pais dela viajaram ontem e ela foi junto, viagem de férias. Não tinha porque ela ficar, só tentei adiar, mas não teve jeito... quer que eu desenrole alguém pra você? A Marina e a Dani estão solteiras, você já conhece elas? Vi que estavam juntos na piscina - falou ela alto, por cima rock dos anos 80 que ela gostava.

— Não conheço, tia. Só a Marina, estudamos juntos, mas não somos amigos de conversar.

— Vai garoto, você é bom - sorriu maliciosamente.

O churrasco estava muito bom. Sentamos na mesa, as duas sentaram comigo e meu irmão, eu puxei papo perguntando da faculdade. Marina tinha 19 anos e a Dani 21. Papo vai, papo vem, meu irmão chamou Marina para ir pra piscina. Eu fiquei sentado com a Dani, quieto, sem assunto.

— Você não fala não? - perguntou ela.

— É, tenho dificuldade com estranhos - respondi, sem graça.

— Depois que você se esfregou em mim umas 3 ou 4 vezes na piscina eu não sou nenhuma estranha - me olhou séria.

Ruborizei e fiquei calado.

— Tô brincando, relaxa. Vamos pra água? Você fica mais solto lá - e me pegou pela mão. Meu pau endureceu na hora.

Meu irmão já estava abraçado com Marina, paquerando, digamos.

Eu e Dani paramos na beira da piscina e sentamos, com os pés na água.

— Você faz inglês? Que nível tá?

— Estou no A2, começando ainda - respondi.

— Eu terminei ano passado, sou fluente - disse ela, sem esnobar.

— Uau - respondi — então você tem experiência na língua - ri, percebendo o duplo sentido da frase.

— Você é assanhadinho né? - me olhou ela — desculpa a pergunta, mas não vejo você nas festas aqui na cidade, você é novo por aqui?

— Minha mãe não deixa a gente ir pra lugar algum além da escola, CCAA e igreja - respondi, sem graça — mas eu estudo com a Marina desde a quinta série.

— Tá explicado porquê você não sabe passar cantada em mulher - olhou para mim, séria — a sua sorte é que não precisa.

E me puxou para um beijo gostoso. Fui pego de surpresa! Fiquei alguns segundos sentindo aqueles lábios macios, diferentes do da Hary, que eram mais carnudos. Coloquei minha mão na nuca dela e a outra na cintura, e me envolvi no beijo. Minha sunga estava molhada da água, mas senti meu pau começar a ficar molhado de excitação.

Soltei ela e pulei pra água, ficando de frente para aquela barriga, que não era sarada, mas de certa forma era definida. O biquini verde escuro destacava a pele branca, com algumas sardas espalhadas pelo corpo. Puxei ela levemente para a borda da piscina e beijei aquela barriga linda. Ela se jogou na água.

— Tá maluco, menino? - sussurrou — quer me fazer gozar? Sou sensível ao toque!

— Mas eu nem encostei na sua buceta ainda - sussurrei no ouvido dela, descendo minha mão para o meio das pernas dela, enquanto ela pegava no meu pau.

Começamos uma pegação gostosa, entre beijos e amassos, passadas de mão aqui e ali. Meu pau duro e a buceta dela com certeza molhada.

— Vamos sair daqui - disse ela.

Saímos da água e fomos para o banheiro feminino, pois o masculino estava fechado. Ela entrou e eu fechei a porta atrás de mim, trancando com a chave.

— Ai, vai, gostoso! - gritou alguém do outro lado.

— É a Marina - falou ela, baixo.

Não respondi, imaginei que deveria ser meu irmão com ela no outro lado. Empurrei levemente ela no vaso sanitário, que estava com a tampa abaixada. Sentei em cima dela e parti para um beijo molhado, apertando seus seios. Ela retribuiu, gemendo levemente. Parei, tirei a parte de cima do biquini, revelando seus peitos avantajados, bicos rosados, rijos de tesão. Levantei e puxei minha sunga para baixo. Voltei a sentar nas pernas dela e chupei os peitos. Que delícia! Amo peitos! A mão dela desceu para o meu pau, que recebia agora uma punheta leve.

Ajoelhei-me no chão e puxei ela para a borda do vaso. A buceta dela era raspadinha, lisinha, e resolvi fazer com ela o que não tinha feito com a Hary: chupar. Caralho! Que sabor aquele mel! A Dani gemia, massageando meus cabelos, ora puxando, ora empurrando minha cabeça.

— Agora me chupa, vem gostosa!

— Vai, mete gostoso! - gritou Marina do outro lado — isso, filha da puta, me come!

Aquilo deixou a Dani mais excitada ainda. Ela foi introduzindo meu pau na sua boca, e começou a chupar rápido. Eu tentei segurar o cabelo loiro dela, mas não consegui fazê-la diminuir o ritmo. Minha glande estava muito sensível, eu estava quase gozando, então puxei meu pau com um movimento de quadril para trás.

— Por quê tirou? - perguntou ela, chateada.

— Porquê eu iria gozar... tô quase... - respondi, arfando.

— Então mete da minha buceta, ela tá ardendo de tesão - falou ela, com voz rouca.

Coloquei ela de 4, com uma perna no chão e um pé em cima do vaso, o que facilitou a entrada.

— Me come, caralho! - gritou ela, gemendo, com as estocadas firmes.

Continuei metendo forte e ela gemeu alto.

— Tá competindo com a Marina? - perguntei, provocando.

Estoquei mais umas quatro ou cinco vezes e parei, deixando o pau dentro e sussurrei:

— Não mexe, se não eu gozo... quero continuar a te comer.

— Então senta no vaso que vou sentar em você - disse ela.

Sentei, com as pernas fechadas e ela sentou no meu pau duro, com as pernas abertas. Quase gozei, meu pau entrou fundo naquela gruta encharcada.

Ficamos nos beijando, sem pressa, eu passando as mãos nos peitos dela, apertando devagar, ela alisando meu peito, puxando meus cabelos. De repente ela começa a se mexer:

— Vai, gostoso, quero gozar de novo no seu pau!

— Mas a gente tá sem camisinha - disse eu.

— Você vai gozar em mim, na minha boca. Tira antes de gozar!

Comecei as estocadas, e ela a rebolar. Me deu uma vontade enorme de gozar dentro dela, mas a consciência falou mais forte. Tirei meu pau de dentro dela.

— Já vai gozar? Nem avisa! - disse Dani, com voz dengosa.

— Calma, Dani... tem mais.

Virei ela de costas para mim, dei uma chupada naquele cuzinho. Ela arrepiou inteira.

— Aí não... não estou preparada hoje.

— Só estou provando o sabor...

E puxei o quadril dela para baixo, encaixando meu pau na buceta dela de novo. Ela iniciou um sobe e desde lento, meu pau estava uma pedra, prestes a gozar. Mas segurei ao máximo. Quando senti que iria gozar, puxei ela para cima e avisei:

— Vou gozar!

Ela se virou rapidamente, e pegou meu pau a tempo de sentir a primeira pulsação, seguida de um primeiro jato de porra no ar. O segundo já foi dentro da boca quente dela, que armazenou tudo e subiu para me dar um beijo. Retribuí, e só então percebi sua boca cheia da minha porra, mas já era tarde. Acabei engolindo meu próprio leite!

— Sua putinha, me dando do meu leite! - reclamei.

— Você queria comer meu cu sem avisar - falou, brava.

— Eu não faria isso, embora tivesse desejo. Sei que precisa de um bom lubrificante e não faria isso à força. Gosto de carinho, não sou bruto.

— Tá bom, perdoado - respondeu manhosa, sentando no meu pau mole, me enchendo de beijos no peito e subindo pra me beijar na boca.

Aproveitamos que estávamos pelados e tomamos banho, pelo menos o banheiro feminino tinha essa vantagem. Aproveitamos para nos esfregar, eu chupei ela e ela me chupou, mas não cheguei a gozar de novo, estava muito sensível para suportar aquela boca no meu pau.

Saímos, eu de sunga e ela de biquini. A porta do banheiro do lado estava aberta, sem ninguém.

Voltamos para a área da churrasqueira, sentamos na mesa com a Marina e o Rich.

— A carne tá boa? - perguntei pro Rich.

— Tá - me estendeu o prato.

— E a linguiça? - perguntou Dani pra Marina, num tom provocativo.

— Boa demais - ruborizou ela.

Ficamos conversando ali por um bom tempo. Tia Áurea veio falar comigo.

— Já vamos cortar o bolo, são 23:10. Aí vocês podem ir embora. Vão lá se trocar. Tem toalha no quarto de visita.

Eu e meu irmão levantamos, as meninas vieram junto. Fomos para o quarto de visita, fechamos a porta, havia duas toalhas em cima da cama e nossas roupas estavam ali, a tia tinha guardado para nós. Sem se importar com as meninas, ambos tiramos as sungas. As duas se olharam e nos puxaram pra cama. Passaram a fazer um boquete. Não aguentei, e gozei logo, meu irmão ainda durou um pouco mais. Elas se beijaram e nos beijaram em dupla.

Que festa! Não queria que acabasse. Mas o bolo foi cortado e tivemos que ir embora.

— Tia Áurea, suas festas são nossa liberdade - agradeci.

— Não posso liberar o CCAA senão vira puteiro! - respondeu ela, rindo — vocês são jovens, eu também tive minha juventude.

Nos despedimos com um abraço. Ela sorriu para as meninas.

Chegamos em casa suados, a tempo. Minha mãe estava na sala, quando entramos pela porta dos fundos.

— Trancaram as portas? - perguntou ela.

— Sim, mãe.

— Estão suados. Por quê deixaram para última hora? São 23:47.

— Foi por causa do bolo, mãe... a tia Áurea fez bolo de nozes e de chocolate branco com morango, queríamos comer antes de sair né!

— Tá bom, amanhã eu ligo pra ela. Vão tomar banho e dormir, amanhã cedo acordar 7 horas pra ajudar seu pai a cortar a cerca viva. Vão!!

Saímos, sorrindo discretamente. Tomamos nosso banho individual e fomos deitar, sonhando com a noite que nunca mais iria se repetir.

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