Eu caí na cama de hóspedes de roupa e tudo, com a gravata meio frouxa, e a Naty veio por cima que nem um bicho. Ela tirou aquela blusinha curta, jogou longe e montou na minha pica com uma vontade que parecia que ia me partir no meio. O lençol, que ainda estava com o cheiro do suor do Pastor Gilberto, ficou todo amassado debaixo da gente enquanto a ruiva cavalgava com ódio, jogando o cabelo de fogo para trás.
— Ahhh, Paulo! — ela gemia alto, sem se importar com vizinho, com nada. — Pensa na loirinha... pensa na Helena mandando vídeo da buceta molhada no banheiro da faculdade enquanto eu rebolo aqui! Diz se eu não sou muito mais sua que ela!
Eu: — Você é minha putinha oficial, Naty! A Helena é só o brinquedo que a gente enquadra! Vai, rebola com força!
O barulho de carne batendo com carne no quarto escuro era um desaforo. Plact, plact, plact.
Eu segurava naquela raba gigante da Naty, sentindo as marcas dos tapas que o Pastor tinha deixado mais cedo, e socava de baixo para cima com toda a força que eu tinha. O tesão estava tão absurdo que a minha mente parecia um liquidificador de safadeza: o Felipe trancado na sala ouvindo os gemidos, a Helena jurando que a bucetinha loira era só minha.
Depois de uns vinte minutos de uma foda selvagem, a Naty deu um grito agudo, cravou as unhas no meu peito e o cuzinho dela apertou o meu pau com tanta força que eu quase caí para trás de olho virado. Ela gozou jorrando mel na minha coxa, e eu não aguentei o rojão. Afundei a pica até o talo e descarreguei tudo dentro dela, um jato quente atrás do outro.
A gente desabou um do lado do outro, bufando igual dois cachorros cansados, grudados de suor e leite. A Naty olhava pro teto com as pupilas gigantonas, rindo sozinha com aquele sorrisinho cínico que eu amava.
Naty: — Caralho, amor... você estava com o capeta no corpo hoje. A loira te deixou atacado mesmo, hein?
Eu: — É a safadeza, Nati. Pensar no Felipe vendo a tia dele pelada no meu celular e sabendo que amanhã o moleque vai estar atrás do closet vendo a gente quebrar a banca... meu juízo sumiu.
A Naty virou de lado, apoiando o rosto na mão, e me deu uma piscadinha cheia de malícia.
Naty: — O Felipe vai pirar, Paulo. Um moleque de 18 anos, inocente, vendo a tia Helena de quatro na nossa sala dando a bucetinha pro chefe... e depois ele saindo da toca pra mamar na mulher do chefe na maior surdina. Amanhã vai ser uma tortura de ansiedade.
Nisso, o meu celular que estava jogado no chão vibrou. Peguei o aparelho meio tonto e vi que era uma mensagem no WhatsApp. Era um número desconhecido, mas a foto de perfil não deixava dúvidas. Era uma selfie da irmã Vera, a esposa do Pastor, com aquele cabelo preto comprido solto e um decote que ela nunca usaria na igreja.
Abri a mensagem e mostrei para a Naty em tempo real:
Vera: “Irmão Paulo, a Paz do Senhor. A Natielly esqueceu um brinco aqui no sofá do gabinete hoje depois que terminamos o círculo de oração privativo. O Gilberto está aqui de joelhos orando, mas eu não consigo tirar aquele dia da minha cabeça. Segunda-feira eu vou com ele no gabinete de novo. Quero ver se você vai estar no corredor assistindo a sua serva e a esposa do Pastor dividindo o altar.”
A Naty leu aquilo, deu um tapa na minha barriga de cerveja e caiu na gargalhada, rolando na cama de tanto rir.
Naty: — Eu não falei, Paulo?! O mundo virou uma zona completa! Até a velha do coque tá viciada no nosso parquinho! Segunda-feira o gabinete vai virar um inferno.
O sol da terça-feira nasceu parecendo que ia rachar o asfalto. Eu mal consegui pregar o olho a noite inteira, e a Naty passou a madrugada rolando na cama de tanta ansiedade, com o corpo elétrico. Às 8h30 da manhã, a nossa sala já era o próprio QG da safadeza: o engradado de cerveja já estava estalando de gelado no congelador, o quarto de hóspedes estava com o lençol trocado — sem nenhum rastro do perfume do Pastor Gilberto ou do suor do Marcos —, e o ar-condicionado no talo tentava refrescar o calorão que fazia.
Eu estava terminando de abotoar uma camisa de botão preta quando a campainha bateu com força. Dei um sobressalto. Olhei no relógio: 8h45. O Tizil só desembarcava às 10h.
Abri a porta da frente e quase caí para trás. Era o Felipe. O moleque estava parado no batente, suando frio, usando aquele terno social largo preto de sempre, com a gravata torta e uma mochila de lona nas costas. Ele olhava para os lados da rua deserta parecendo um foragido da polícia, com as bochechas vermelhas de puro pavor.
— D-Doutor Paulo... bom dia — ele gaguejou, engolindo em seco e limpando a testa com a manga do paletó. — O senhor falou para eu vir... eu peguei o mototáxi lá na rodoviária bem cedo para não correr o risco do meu tio Tomás me ver saindo de casa. Eu... eu posso entrar?
— Entra logo, moleque, para de passar vergonha na calçada — puxei o Felipe pelo braço para dentro e bati a porta com a chave.
A Naty saiu da cozinha bem na hora. Ela usava um shortinho jeans curto desfiado e uma blusinha vermelha de alcinha, sem sutiã, com os bicos acesos marcando o tecido por causa do frio do ar. O cabelo ruivo estava preso num rabo de cavalo alto. No que ela bateu o olho no estagiário magrelo de 18 anos todo engravatado no meio da nossa sala, ela cruzou os braços e soltou aquela risada cínica que me dava até calafrios.
— Olha só se não é o nosso espião — a Naty provocou, caminhando até ele com aquele rebolado lento. Ela parou bem na frente do Felipe, olhando o garoto de cima a baixo. — Veio alinhado, hein, novinho? Mas pode tirar esse paletó que aqui dentro o clima vai esquentar já, já.
O Felipe olhou para o peito da Naty, viu os bicos acesos na blusa vermelha e ficou tão travado que parecia que ia desmaiar no tapete da sala. A calça social dele deu aquele solavanco na frente na mesma hora, armando uma barraca nítida que ele tentou cobrir com a pasta de couro.
— S-Sim, senhora, Dona Natielly... — ele gaguejou, olhando para o chão, com a voz falhando de tanto tesão.
— Presta atenção aqui, Felipe — segurei o ombro do moleque, fazendo ele me olhar. — O combinado é o seguinte: o Tizil e a japa chegam daqui a pouco. A sua tia Helena vem às duas da tarde. No momento em que ela pisar aqui dentro, você some. Vai ficar trancado no nosso quarto, atrás da fresta do closet. Se você der um pio, fizer um barulho de espirro ou se a Helena desconfiar que o sobrinho do Tomás está vendo ela ser tratada que nem cadela, eu te quebro no meio. Entendeu?
— Entendi, Doutor Paulo. Eu juro que fico pianinho. Eu só quero... só quero ver ela pagando o preço — o moleque sussurrou, com os olhos verdes brilhando de uma luxúria recolhida.
Mandei o Felipe ir se acomodar no quarto dos fundos e voltei para a sala. Olhei para o painel do carro na garagem através da janela: 9h15.
— Vamos buscar o Carlos, Naty. O terremoto tá na pista — falei, pegando do carro em cima da mesa.
O trajeto até o aeroporto foi uma loucura. A Naty ia no banco do carona mexendo no celular, rindo sozinha e me mostrando os prints das mensagens do Marcos perguntando se ela ia para a faculdade à noite, enquanto eu acelerava o carro louco para ver o meu amigo de infância de volta.
Quando estacionamos no desembarque, o relógio cravou 10h05. Não demorou cinco minutos e eu vi o Tizil cruzando o portão. O Carlos continuava o mesmo moleque malandro de sempre, de bermuda, camiseta preta e boné de aba reta, empurrando duas malas grandes. Mas o que parou o aeroporto foi a mulher que vinha do lado dele.
A Akemi era um esculacho de mulher. Uma japonesa de uns 22 anos, com o cabelo preto bem liso cortado chanel, um corpo violento de violão e uma calça legging preta colada que desenhava uma bunda que parecia esculpida à mão. Na nuca dela, saindo por trás da blusinha branca de alcinha, dava para ver o rabo de um dragão vermelho tatuado subindo até as costas. Ela tinha aquela carinha de santa, mas os olhos orientais puxados carregavam uma malícia que combinava direitinho com o cabaré da nossa vida.
— Paulinho, meu irmão! — o Tizil gritou, largando as malas e vindo me dar um abraço de quebrar as costelas. — Puta que pariu, que saudade de você, cara!
— Fala, Tizil! Bem-vindo de volta, vagabundo! — respondi, batendo nas costas dele.
No mesmo segundo, o Carlos olhou para a Naty, que já veio com os braços abertos, sorrindo com os dentes todos para fora.
— E aí, cunhada? — o Tizil falou, puxando a Naty pela cintura para um abraço apertado. Deu para ver o olho dele descer direto pro decote da blusa vermelha dela, e a Naty, safada do jeito que era, deu aquela colada de corpo de propósito, fazendo o Carlos dar um riso seco de canto de olho. — Você tá cada dia mais gostosa, hein? O Paulinho tá passando bem.
— Vocês homens não mudam nunca — a Naty riu alto, se soltando dele e indo direto abraçar a japa. — Oi, Akemi! Que prazer, gata! O Carlos falou muito de você, mas pessoalmente você é ainda mais linda.
— Oi, Naty... Obrigada. O Carlos também me contou tudo sobre vocês — a Akemi respondeu com uma voz mansa, meio tímida, mas deu um sorriso de lado bem de cansaço e malícia, olhando fixo para mim de cima a baixo ao me cumprimentar com dois beijinhos no rosto. O cheiro daquela japonesa era um troço doce que grudou na minha camisa na hora.
Colocamos as malas no porta-malas e entramos todos no carro. O Tizil foi na frente comigo e as duas mulheres foram atrás. No caminho de volta para casa, o assunto era um só: as histórias de fora e a expectativa para a noite. Mas eu precisava de um momento a sós com o Carlos para abrir o jogo sobre o tamanho da putaria que estava rolando na nossa vida.
Assim que estacionei o carro na garagem de casa, a Naty pegou a Akemi pelo braço, cheia de intimidade.
— Vem, Akemi, vou te mostrar o banheiro para você tomar um banho e tirar essa ziquizira do voo. Deixa os meninos carregando as malas — a ruiva piscou para mim, sabendo exatamente o que eu ia fazer.
Ficamos eu e o Tizil na garagem pegando as bagagens. No que as duas entraram e a porta da sala fechou, eu encostei na lateral do carro, cruzei os braços e olhei bem na cara do Carlos.
— E aí, meu irmão. Agora me escuta aqui, que o papo é sério e é a sós — falei, a voz grossa. — Você mandou aquela mensagem falando de terremoto, mas você não tem noção do tamanho da zona que essa casa virou desde que você viajou.
O Tizil largou a mala no chão, tirou o boné, passou a mão no cabelo e me olhou com um sorriso intrigado.
— Qual é o papo, Paulinho? A ruiva tá aprontando?
— A ruiva e a cidade inteira, Carlos — dei um riso seco. — O negócio aqui passou dos limites. A Naty tá transando com Marcos, aquele professor de Educação Física musculoso da faculdade. E não para por aí: ontem mesmo ela estava trancada no nosso quarto de hóspedes dando pro Pastor Gilberto da congregação principal, ela com esposa do pastor, a irmã Vera, dividindo o serviço com ela no gabinete da igreja na semana passada.
O Tizil abriu a boca, dando um passo para trás, sem acreditar no que estava ouvindo.
— Puta que pariu, Paulo... O pastor da igreja? Você tá brincando com a minha cara, né? E você aceita isso de boa?
— Eu não só aceito como eu assisto e ajudo a quebrar a banca, meu irmão — bati no peito, sentindo o meu pau latejar na bermuda só de falar. — O tesão é esse. A Naty é minha putinha oficial, mas ela adora dar pros outros na minha frente. E o motivo de eu estar te contando isso é que hoje o circo vai ser aqui dentro.
O Carlos limpou o suor do pescoço, o olho dele brilhando com aquela malícia de quem foi criado comigo na malandragem.
— E como é que eu entro nessa história, Paulinho?
— Você entra como a estrela principal da tarde, Carlos. A Naty passou a semana inteira babando de tesão dizendo que quer dar para você na minha frente. Ela quer que o meu amigo de infância acabe com ela bem ali na sala. E tem mais: hoje, às duas da tarde, tem uma convidada especial chegando. A professora Helena, uma loira dos olhos azuis, fiscal da moral da faculdade. Ela tentou me chantagear, mas eu enquadrei ela no motel, a Naty pegou os podres dela e agora ela tá na nossa mão. Ela vai vir para cá de vestido azul e sem calcinha, igual uma cadelinha, só para ficar sentada assistindo você detonar a minha mulher.
O Tizil soltou um assobio longo, rindo alto de puro espanto e tesão.
— Caralho, Paulo... Você é um demônio, cara! E a Akemi? Como é que fica nessa história?
— A japa vai assistir tudo junto comigo, se você topou o rojão. A Naty quer ver a Akemi olhando o serviço. E tem um bônus que você não vai acreditar: o noivo dessa loira da faculdade é um bombado de dois metros chamado Tomás. E o sobrinho dele, o Felipe, que tem 18 anos e é meu estagiário no escritório, descobriu a sujeira da tia. Eu trouxe o moleque para cá escondido. Ele tá trancado lá dentro do quarto agora, atrás do closet, e vai assistir a própria tia dele de joelhos na nossa sala sem ela nem saber que o sangue dela tá na sombra vendo tudo.
O Carlos segurou o meu ombro, a mão dele tremendo de tanta adrenalina. O pau dele já estava marcando um volume nítido na bermuda.
— Meu irmão... eu achei que vinha para o Brasil para descansar, mas você montou um puteiro internacional na sua casa. Demorou! Eu tô fechado com você desde moleque. Se a ruiva quer o Tizil, hoje ela vai saber por que eu ganhei esse apelido na infância. Vou rasgar a sua mulher no meio com o maior prazer da minha vida!
— É assim que se fala, vagabundo — dei um soco leve no peito dele. — Pega as malas e vamos entrar. O relógio tá correndo e daqui a pouco o parquinho abre as portas.
Entramos na sala rindo alto, carregando as malas. A Akemi já tinha saído do banho e estava sentada no sofá usando um shortinho de dormir bem folgado e uma regata preta, com o cabelo chanel ainda meio molhado exalando aquele cheiro de amêndoas. A Naty estava do lado dela, servindo duas taças de espumante, com aquele olhar de quem estava prestes a acender o pavio da bomba.
O relógio da parede começou a girar, marcando 11h, 12h, 13h... O almoço passou voando, com o Tizil trocando olhares carregados com a Naty toda vez que eu ia na cozinha buscar mais cerveja. A Akemi só observava, bebendo devagar, passando a mão na coxa tatuada com aquele sorrisinho oriental misterioso que mostrava que ela já sacava tudo o que o marido aprontava.
Quando deu 13h50, o clima na sala ficou tão pesado que dava para cortar com uma faca. Eu fui até o quarto dos fundos, abri a porta do closet bem devagar levei o almoço para o Felipe, vi ele sentado numa cadeira de plástico, com os olhos arregalados e o terno todo amassado de tanto suor.
— Ela tá chegando, Felipe — sussurrei, a voz grossa. — Cola o olho nessa fresta da porta e não se mexe. Se a sua tia Helena olhar para o armário e ver um fio de cabelo seu, o Tomás vai ser o menor dos seus problemas.
— S-Sim, Doutor Paulo... eu tô pronto. Meu Deus do céu... — o moleque gaguejou, com a mão enfiada direto dentro da calça social, já se masturbando no escuro só de ouvir o barulho dos saltos na rua.
Voltei para a sala e sentei na poltrona principal. O Tizil estava no sofá grande de canto, com a Akemi do lado dele. A Naty estava de pé perto do corredor, com o shortinho jeans quase sumindo na bunda de tanta ansiedade.
Exatamente às 14h, o barulho do salto agulha estalou na calçada da garagem. Três batidas secas na madeira da porta da frente fizeram o meu coração dar um solavanco.
A Naty olhou para mim, deu aquele sorriso diabólico de quem era a diretora da putaria, e girou a chave, abrindo a porta de uma vez.
A festinha estava perfeitamente montado. A Helena estava parada ali. Usava o vestido azul do motel, extremamente justo, marcando cada centímetro daquele quadril largo de loira gostosa. O cabelo estava solto caindo pelos ombros e os olhos azuis estavam arregalados de puro pavor ao ver que a sala estava cheia. Ela mal sabia que, além de nós quatro ali encarando ela, o próprio sobrinho do noivo dela estava com o olho colado na fresta do armário, assistindo a santinha da família descer direto para o inferno.
— Entra, professora — a Naty deu um passo para trás, rindo baixo com pura malícia. — O espetáculo acabou de começar.
