Despertar do desejo - Parte II

Um conto erótico de Jackson Lima
Categoria: Heterossexual
Contém 2869 palavras
Data: 25/05/2026 18:15:11

Capítulo II ─ Esfregação na cama

O final de semana com Gabrielly atordoou meus pensamentos. Até aquele momento, nunca tinha me imaginado desejando minha filha. Quando essas ideias pecaminosas vinham à minha cabeça, eu era tomado por sentimentos de desconforto, culpa, vergonha. Eu tentava não ficar pensando muito nela, nessa vontade quase desenfreada...

...mas era difícil.

Pode ser que o fato de estar em um casamento morno estivesse contribuindo para isso. Já fazia mais de dois meses que eu e Tânia não fazíamos sexo. Se nós estivéssemos nos desejando como no início de nosso relacionamento, talvez eu não estivesse sentindo tanta vontade assim.

O que eu realmente sabia é que, relembrar daquele momento no rio, com Gabrielly, me abalava. O ambiente calmo e isolado, sua beleza natural e juvenil, seu corpo nu me abraçando, suas mãos me tocando... Foi um momento mágico e único, mas precisava parar de pensar naqueles dias. Afinal, ela era minha primogênita.

Passados dois dias de nosso retorno da chácara, Gabrielly havia se fechado mais uma vez. Tive pouquíssimo contato com ela nesse período. Talvez tenha sido melhor assim. É difícil olhar para ela e não ficar constrangido depois do que aconteceu.

Na quarta-feira daquela semana, já por boca da noite, minha filha estava se arrumando para sair com sua mãe. Elas haviam planejado uma programação só entre as duas. "Coisas de mulher", minha esposa mencionou.

Tânia já estava no carro, esperando por Gabrielly, e eu estava sentado no sofá, entretido com o noticiário da televisão, quando minha filha veio até mim e foi logo dizendo baixinho:

─ Pai, quero te pedir uma coisa.

─ Fala, Gaby, o que foi?

Ela desviou seu olhar de mim e sussurrou:

─ O senhor me desculpa pelo que eu fiz lá na chácara?

Por um momento estranhei seu pedido de desculpas. Porém, logo em seguida, compreendi o que se passava. Eu não queria que ela se sentisse culpada por nada que tivesse feito, então tratei de tranquilizá-la, sem adentrar em detalhes:

─ Desculpa? Não tem por que pedir desculpas, minha filha. Você não fez nada para que seja necessário se desculpar.

Gabrielly fitou-me com seu olhar enigmático e deu um sorriso malicioso novamente. Era a segunda vez que eu via aquele sorriso; a primeira foi quando me tocou dentro do rio. Após alguns segundos me encarando, acrescentou:

─ Então tá bom, pai.

Gabrielly abriu seus braços e envolveu meu corpo com um abraço quente e apertado. Estava com um vestido preto, sem sutiã, então senti novamente seus peitos macios próximos ao meu corpo. Deu um beijo em minha testa, despediu-se e saiu em direção à sua mãe.

Doeu saber que minha filha queria desculpar-se. Mas creio que, após aquela breve conversa, eu consegui remediar a situação. Cheguei a supor que as coisas, a partir dali, iriam voltar ao normal.

Mas foi um rude engano.

As duas saíram e demoraram a retornar naquela noite; acabei caindo no sono antes delas voltarem.

No outro dia, saí para trabalhar normalmente. Cheguei em casa ao anoitecer. Tânia ainda não havia voltado de seu trabalho. Ela é professora, ensina em um instituto federal e em uma faculdade particular. Era difícil saber seus horários, eu quase nunca sabia quando ela estaria em casa.

Também não vi Gabrielly assim que cheguei, então imaginei que estivesse em seu quarto ou que tivesse saído para algum lugar próximo.

Ainda com a roupa do trabalho, fiz um misto quente, tomei um suco e pronto: havia jantado. Estava muito cansado e só queria deitar na minha cama.

Tomei um banho e já me vesti para dormir: fiquei só de cueca e com uma camiseta.

Deitei e fui ler um livro de Jorge Amado, até que a sede bateu e fui até a cozinha tomar um copo d'água.

Ao passar pela sala, vi Gabrielly assistindo televisão, deitada no sofá. Estava toda embrulhada com um cobertor felpudo e macio. Seus cabelos estavam molhados; acredito que não fazia muito tempo que tomara banho.

Na tela, estava passando um filme, não sei o nome, mas era um com a Kate Winslet e um ator novinho branquinho. Quando reparei no que estava assistindo, uma cena de sexo ardente entre os dois personagens se desenrolava.

Enquanto eu tomava água em pé, ao lado da geladeira, percebi movimentos suspeitos por debaixo do cobertor, entre as pernas de minha filha. Imaginei que ela estava se tocando lá embaixo. Não sei se ela percebeu que eu estava ali próximo, afinal, estava muito concentrada em seu ato.

Continuei observando-a por alguns instantes, notando os movimentos por debaixo da coberta ficarem mais rápidos e intensos. Seu rosto ficou vermelho, seus dentes mordiam os lábios inferiores. Gemidos entrecortados escapavam de sua boca.

Vê-la daquela forma naturalmente me excitou, mas me vi invadindo a sua privacidade, mesmo ela estando na sala. Assim, achei melhor voltar para o meu quarto, fazendo o mínimo de barulho possível para ela não dar fé de minha presença.

Ao chegar à porta do cômodo, antes de entrar, minha filha gritou da sala:

─ Ei, pai!

De súbito, exclamei:

─ Oi, Gaby!

─ Vem cá!

─ Pera lá que vou colocar um short!

─ Precisa não, é rápido!

Fui até minha filha com um pouco de vergonha, pois minhas coxas e pernas estavam totalmente descobertas. E minha camisa, embora fosse um pouco grande, também deixava aparecendo parte de minha cueca.

Ao aproximar-me do sofá, vi que a tevê já estava desligada. Olhei para seu rosto e notei que estava envolto em um ar de felicidade. Sorrindo, questionei:

─ O que foi, filha?!

Ela falou toda animada:

─ Ontem eu e a mamãe fomos dar uma volta no shopping. Ela me deu dinheiro pra comprar algumas roupas pra mim. O senhor quer dar uma olhada nas peças que eu escolhi?

Fiquei feliz ao ouvir isso. Gabrielly realmente estava precisando entreter-se e divertir-se mais. No fim das contas, fazer compras em shopping pode ser uma programação e tanto para algumas mulheres. Fui tomado por sua empolgação e respondi:

─ Claro, Gaby! Me mostra as coisas que você comprou.

Minha filha levantou-se do sofá, deixando sobre ele seu cobertor lilás. Ela estava com um short jeans azul curto e uma blusa vermelha. Arrumou rapidamente os cabelos e falou:

─ Volta pro quarto que vou lá mostrar pro senhor.

Caminhei até minha suíte e fiquei sobre a cama. Não vesti outra roupa, mas cobri as minhas pernas com um lençol para poder ficar mais à vontade na frente de minha filha.

Transcorridos uns dez minutos, Gabrielly adentrou o quarto, vestindo uma calça jeans preta, bem colada ao seu corpo, uma blusa amarela com manga comprida e gola alta e uma sandália de tiras com salto médio. Trazia, a tiracolo, duas sacolas de compras. Ela deu um giro, estendendo os braços, e perguntou:

─ O que o senhor achou desse conjunto?

─ Ah! Muito bonito!

─ Gostou mesmo?

─ Claro, ficou muito bom em você!

Ela sorriu e falou:

─ Eu fiquei em dúvida entre essa blusa e uma outra verde escura, mas acabei gostando mais dessa aqui. Vou mostrar pro senhor um vestido que comprei também.

─ Tá certo, me mostra.

─ Tem algum problema se eu me trocar aqui?

─ Você não acha melhor se trocar no banheiro daqui da suíte?

─ Não, aqui é mais rápido.

Ela só virou de costas e já foi se despindo.

Removeu a blusa, dobrou-a e colocou sobre uma bancada no quarto. Em suas costas, dava para notar as finas tiras brancas de seu sutiã. Descalçou sua sandália e, com certa dificuldade, tirou a calça apertada. Ao retirar toda a peça, revelou suas pernas, coxas e sua calcinha, que também era branca.

Olhar novamente para minha filha apenas de calcinha e sutiã, à minha frente, fez meu coração acelerar. Ela estava de costas, mas pude ter uma visão magnífica de suas pernas curvilíneas e de sua bunda redonda e sem imperfeições.

Ao se abaixar para pegar outra peça de roupa na sacola chique, pude observar, marcando em sua calcinha, o belo volume formado por suas partes íntimas...

Ter uma ereção ali foi inevitável. Para disfarçar o embaraço, pus uma almofada por cima para que minha filha não percebesse o monte que havia se formado no lençol.

Enquanto isso, Gabrielly terminava de colocar outra muda de roupa. Ela pôs um vestido e virou-se novamente para mim.

Era um vestido de alça, comprido, colado ao seu busto e mais solto da cintura para baixo. Tinha uma estampa florida em tons rosé e carmim. Também havia calçado uma sandália rasteira.

Com um sorriso meigo em seus lábios, perguntou:

─ E esse vestido? O senhor acha que combina comigo?

─ Combina muito! Bom para dar um passeio ou ir à missa num domingo de manhã.

─ Sim, pai, é um vestido mais casual, dá pra usar em várias ocasiões. Achei o tecido muito bom. Agora vou mostrar pro senhor as últimas peças que comprei.

Ela abriu o zíper do vestido e o tirou puxando por cima, exibindo novamente para mim seu corpo seminu.

Por debaixo do lençol, o sangue pulsava quente. Enquanto minha filha permanecia de costas, toquei meu pau por um breve momento, fazendo movimentos para cima e para baixo.

Gabrielly estava concentrada na troca de roupas; em nenhum momento virou para trás, enquanto se vestia. Naquele momento, a observei calmamente colocar uma saia preta, que parecia de vinil ou couro, alguma coisa assim. Ia até um pouco acima do joelho, havia uma fenda do lado esquerdo e ficava bem justa ao seu quadril.

Assim que abotoou a saia e a arrumou em seu corpo, ela tirou o sutiã e, rapidamente, vi suas costas nuas. Eu acho que, em seu íntimo, Gabrielly sabia que estava me maltratando.

No lugar do sutiã, colocou um cropped tomara-que-caia branco, bem curto, que expunha parte de sua barriga. Por fim, calçou uma sandália preta de salto alto e pôs-se de frente para mim.

Aquele visual, combinado com seu cabelo solto e penteado de lado, a deixava arrebatadoramente sexy.

Ao dar alguns passos pelo quarto, exibindo seu traje "quero todos os olhares para mim", ela perguntou com uma voz suave, quase que formal:

─ E esse, pai, o que o senhor achou?

Foi uma pergunta maliciosa, que me deixou em silêncio por um tempo. Fiquei sem saber o que responder. Nunca a vi antes com uma roupa tão provocativa. Não podia responder como o homem sedento que uivava dentro de mim e, sim, como seu pai.

Hesitei por uns segundos, mas consegui responder:

─ Em uma palavra? Gata! Essa roupa te deixou mais gata do que você é, Gaby. Vai chamar muita atenção de boy quando andar por aí assim.

─ O senhor acha?

─ Tenho certeza! E onde você pretende usar essa roupa?

─ Ainda não sei. Talvez numa festa, num forró, quem sabe...

Quando disse isso, Marya Gabrielly olhou para a almofada sobre o lençol, abaixo da minha cintura, e fixou seu olhar intrigante e provocativo nela por um instante. Suponho que ela sabia por que eu havia colocado a almofada ali, como se ela adivinhasse o efeito que a sua sensualidade causava em mim.

Depois dessa contemplação, que para mim durou horas, ela comentou:

─ Aff, fiquei com preguiça de tirar esse conjunto aqui. Depois eu tiro. Posso deitar aí um pouco com o senhor?

Aquele pedido me pegou, de certa forma, desprevenido. Contudo, não iria proibir minha filha de deitar um pouco ao lado de seu pai.

Ela retirou sua sandália de salto e repousou ao meu lado sobre a cama.

Eu estava sentado e lhe fiz companhia, deitando também. Ela recostou sua cabeça em meu peito e senti seu perfume delicado.

Houve alguns segundos de silêncio para, enfim, ela murmurar:

─ Fazia um tempo que eu não deitava aqui nessa cama. Ela tá tão macia. O senhor trocou o colchão?

─ Sim, ano retrasado. O anterior já tava muito desgastado.

─ Também pudera... Eu lembro que eu pulava muito nele quando era pequena.

─ Mas isso faz muito tempo já, né Gaby? Talvez nem fosse no colchão anterior que você pulava.

─ Era sim! Eu lembro. Lembro de muita coisa da minha infância.

─ Ah, é? E o que mais você lembra?

─ Muita coisa, pai. Lembro de Nina, nossa gatinha. Lembro da sopa que a mãe fazia às vezes pra gente jantar e que eu não gostava. Lembro da primeira bicicleta que ganhei. Lembro...

Ela hesitou por um momento e continuou:

─ Lembro que, quando eu tinha uns oito ou nove anos, eu vi uma vez o senhor e a mamãe aqui nessa cama. A porta tava meio entreaberta e eu vi ela pelada, em cima do senhor.

Minha filha me viu transando com sua mãe? Aquilo era novidade para mim. Não imaginava que a mãe dela e eu tivéssemos sido descuidados assim. Deve ter sido em algum final de semana, bem cedo de manhã, quando eu e ela achávamos que a pequena Marya Gabrielly estaria dormindo. Surpreso e envergonhado, questionei:

─ Sério? E qual foi a sua reação?

─ Na época eu fiquei morta de vergonha, sabe? Eu não sabia direito, mas acho que tive uma noção do que vocês dois tavam fazendo. Mas hoje, quando eu relembro a cena, a sensação é outra.

Ela fez um silêncio, então indaguei curioso:

─ E o que você sente hoje quando relembra?

─ Assim... Imagino que dá pro senhor ter uma ideia, né?

Achei melhor não estender aquela conversa, estava começando a ficar tortuosa.

Porém, Gabrielly não parou por aí. Ao notar que não perguntei mais nada sobre o ocorrido, ela simplesmente falou:

─ Vou mostrar pro senhor como a mamãe fazia.

Ela rapidamente afastou a almofada e sentou sobre mim, apoiando suas mãos em meu peito.

Fui surpreendido, montado por ela; não esperava a ousadia daquele movimento.

Gabrielly fez como se estivesse cavalgando, movimentando suavemente suas nádegas para frente e para trás.

Eu respirei fundo e só consegui sussurrar:

─ Marya Gabrielly...

Ela parou de imitar sua mãe e ficou olhando para mim, em silêncio. Possivelmente havia sentido meu pau duro embaixo dela.

Gabrielly ergueu-se levemente e retirou o lençol que estava sobre mim, descobrindo totalmente minhas pernas e coxas peludas.

Observou o volume que havia sob a minha cueca. Sem qualquer hesitação, ficou acariciando, deslizando seus dedos por cima da fina peça de roupa.

Por fim, endireitou meu pau duro, deixando-o reto em direção ao meu umbigo, e sentou bem em cima. A garota levantou toda a sua saia até a cintura e pude ver, bem à minha frente, suas coxas firmes e sua calcinha branca.

Seus lábios vaginais marcavam bem sua calcinha e contornavam voluptuosamente o volume formado sob minha cueca.

Com mais determinação dessa vez, ela retomou os movimentos, pressionando com vigor, fazendo-me sentir o calor que havia entre as suas pernas.

Eu demorei para reagir, fiquei sem saber o que fazer. Relembrei o momento do rio, quando me tocou. Bruscamente eu havia cortado aquele clima, mesmo sem querer. Não queria fazer o mesmo dessa vez, só que...

...aquela garota que estava cavalgando deliciosamente sobre mim era minha filha. Ao mesmo tempo em que eu queria levar aquela loucura adiante, havia uma voz, bem distante, dizendo para eu parar.

Gabrielly continuou sem se importar com nada. Claramente estava se entregando àquele prazer, sem pensar nas consequências. Ela se esfregava em mim, com força, com intensidade, com desejo.

Aos poucos, fui percebendo sua calcinha branca umedecer. Seu melzinho escorria, deixando translúcida a diminuta peça de roupa, melando boa parte de minha cueca. A cabeça do meu pau já estava para fora da cueca.

Um cheiro de sexo tomou conta do quarto, me deixando mais inebriado. Seus gemidos, antes abafados, foram ganhando intensidade.

Eu claramente fiquei hipnotizado com Gabrielly se esfregando em mim. Quando dei por mim, minhas mãos, tremendo, acariciavam as coxas firmes e a bunda macia de minha filha.

Sem piedade de mim, Gabrielly, arqueada, abaixou um lado do seu cropped, exibindo seu seio direito, que ficou a alguns centímetros de meu rosto.

Ela continuava seus movimentos para frente e para trás, mas seu seio praticamente não balançava.

Sem olhar para mim, praticamente ordenou:

─ Vai, pai, pode tocar nele.

Eu devo ter feito uma cara de desaprovação naquele momento. Mesmo assim, obedeci ao pedido de minha filha: toquei em seu seio, deslizando meus dedos pela auréola, pelo seu bico durinho.

Meu coração parecia querer sair do meu peito. Meu pau estava prestes a estourar de excitação. Era como se cada nervo do meu corpo houvesse acordado de repente. Uma pressão deliciosa se acumulava abaixo da minha cintura, crescendo, latejando, ameaçando explodir a qualquer momento.

O desejo falava alto, mas ainda havia aquela voz sensata, sussurrando quase sem força, dizendo para eu parar.

Perdido entre o prazer e a razão, ouvi um barulho de carro entrando na garagem de casa. De súbito, Gabrielly indagou incrédula:

─ É a mamãe?!

Não sei de onde emergiu tanta calma, mas respondi passivamente:

─ Sim. É ela.

Minha filha ergueu-se bruscamente da cama. Mal ajeitou sua roupa, pegou suas sacolas e sandálias e saiu ligeira do quarto.

Pelo barulho das portas abrindo e fechando, percebi que deu tempo de Gabrielly entrar em seu quarto antes de sua mãe entrar em casa.

Quanto a mim, restou uma contradição de sentimentos: uma sensação de prazer interrompido e, de certa forma, um alívio.

Fiquei deitado enquanto minha esposa adentrava o quarto, sem saber qual desses sentimentos estava ecoando mais forte naquele momento.

(continua)

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