Lara
O Sargento estava jogado no chão, com o celular na mão. Bianca pegou o aparelho das suas mãos, querendo ver o que poderia ter acontecido para deixar aquele homem — que nós nunca tínhamos visto fraquejar — caído ali, na nossa frente, derrotado. No telefone, ouvia-se a voz de Isis. Peguei o celular e vi. Vi o que tinha destruído o meu amigo. Isis ainda falava ao telefone, mas eu já tinha visto o vídeo. Aquilo me deu ânsia de vômito, um nojo, um ódio tão grande por uma pessoa que, até minutos atrás, era uma das pessoa mais importantes para mim. Eu não consegui me segurar.
— Isis... Meu Deus, Isis... Como você pôde? Tem vídeo, Isis... Tem vídeo de você, lá dentro... com ele... transando...
— NÃO! NÃO! ISSO É MENTIRA! É MONTAGEM! ELES QUEREM NOS SEPARAR, EU JURO! — ela gritou.
Ela tentava mentir, mas só aumentava o meu ódio.
— Eu vi, Isis! Eu vi com os meus próprios olhos! Não tem como mentir... Você riu... Como você teve coragem de fazer isso com ele, com a gente? Não apareça na minha frente nunca mais, senão eu não respondo por mim! — gritei, me sentindo tão traída quanto o Sargento.
Eu o vi cair de joelhos e desmaiar. Desliguei o celular. Bianca tentou me ajudar a levantá-lo.
— Bia, pega a chave do carro lá na mesa, eu vou levá-lo para casa.
— Amor, você vai levá-lo para casa? Como? Você não sabe dirigir!
— Droga! Maldita hora em que ele estava certo sobre a minha carteira de motorista...
Eu não podia pedir ajuda às meninas, pois todas estavam bebendo. Fui até o bar e pedi ajuda a algum rapaz que soubesse dirigir. Um jovem se prontificou a ajudar; nós o colocamos dentro do carro e seguimos para casa. Ele deixou o veículo na garagem, pedi um Uber para ele e ele foi embora. Com a ajuda de Bianca, coloquei o Sargento deitado na cama. Ele ficou ali, e eu vi lágrimas escorrendo dos seus olhos, mesmo estando fechados. Me apoiei na beira da cama e fiquei segurando a sua mão; Bianca não saiu daquele quarto até quase amanhecer.
Mesmo sob o efeito de tanto estresse, ele acordou. Nos viu, a mim e a Bianca, e agradeceu por estarmos lá. Eu via o olhar triste, mas ele, sempre o homem que era, se fazia de forte mesmo estando fraco.
— Lara, eu vou ficar bem. Eu não vou desmoronar, eu tenho vocês duas. Agora, deixe eu fazer como na nossa rotina: pede para a padaria fazer um café para vocês duas. Não vou deixar isso acabar com nossas vidas
Eu não queria que ele fosse, não queria que saísse de casa; queria que ficasse ali conosco, queria protegê-lo como ele sempre me protegeu. Ele saiu para ir à padaria, mas algo me deixou inquieta. Corri até a janela da sala e o vi saindo pelo portão. Abracei os meus joelhos e comecei a chorar. Bianca veio ao meu lado e me abraçou.
Não demorou muito.
O som dos disparos ainda ecoava nos meus ouvidos, mesmo depois que tudo parou. Eu não queria acreditar, mas já sabia o que tinha acontecido. Como um instinto primitivo, eu corri. Corri até a padaria. Chegando lá, vi o corpo dele no chão e fiquei paralisada ao seu lado, vendo o sangue escorrer rápido pela roupa, manchando o chão de vermelho. Gritei por ajuda, a voz saindo rouca e desesperada, enquanto me ajoelhava e pressionava as mãos contra o ferimento, tentando, com toda a força que eu tinha, estancar o sangue que parecia não parar nunca.
Os minutos seguintes foram um borrão de movimento e barulho. Os vizinhos chegaram correndo, alguém chamou a ambulância, ordens eram dadas... mas eu só conseguia olhar para ele. Seus olhos, que sempre tinham um brilho firme e determinado, foram perdendo a luz aos poucos. Ele me olhou com um olhar de despedida; eu fiquei imóvel, as lágrimas escorrendo, com a cabeça dele apoiada no meu colo. Ele me olhou e colocou a mão no meu rosto, parecendo tentar limpar o meu pranto.
— Tudo bem... — sussurrou.
Até que seus olhos se fecharam completamente.
— Não, por favor, não faz isso com a gente... — sussurrei, sentindo o desespero apertar o meu peito como uma mão de ferro.
Chegamos ao hospital correndo, as sirenes soando alto, como se até elas implorassem para que ele sobrevivesse. Ficamos esperando do lado de fora da sala de cirurgia; horas que pareceram dias, andando de um lado para o outro, sem conseguir ficar parada.
Quando o médico finalmente saiu, com a expressão cansada e séria, o meu coração disparou. Reis, seu amigo, já estava ali, junto com Bia, Bianca e o pai dele. O médico reuniu todos nós e disse:
— Ele sobreviveu.
Eu senti um alívio tão grande que quase caí de joelhos. Mas logo em seguida, vieram as palavras que eu mais temia:
— Mas ele está em coma. O ferimento foi grave, houve perda de sangue e o impacto afetou áreas sensíveis. Agora, é só esperar. O corpo dele está lutando para se recuperar, e só o tempo vai dizer quando — ou se — ele vai acordar.
Cada um entrou no quarto de uma vez; pedi que o pai dele fosse primeiro. Ele entrou e depois voltou; então, eu entrei.
Entrei devagar, como se qualquer barulho pudesse machucá-lo ainda mais. Ele estava lá, imóvel, a pele fria, cercado por máquinas que apitavam num ritmo constante e assustador. Os fios e tubos conectados ao seu corpo pareciam correntes, prendendo-o ali, longe de tudo e de todos. Sentei na cadeira ao lado da cama, peguei a sua mão — que estava fria, muito diferente do calor e da força que eu lembrava — e segurei-a com força.
— Você é o mais forte de todos nós, Sargento — falei baixo, com a voz embargada, enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto e caíam sobre os nossos dedos entrelaçados.
Reis chegou em seguida, colocou a mão sobre a minha e olhou para ele.
— Você já saiu de situações muito piores do que essa, lembra? Não vai ser agora que você vai desistir. Eu vou ficar aqui. Todos nós vamos. Todo dia. Não importa quanto tempo leve. Você não está sozinho, nunca esteve. Então, por favor... acorda. Porque a gente precisa de você. Eu preciso de você.
Os dias começaram a passar, um depois do outro. Silva ficou sabendo e veio no primeiro voo; Fernandes também veio, e até Matias saiu dos Estados Unidos para estar aqui. Cada dia eles apareciam lá. Eu nunca saía do quarto, praticamente morava naquele hospital, e sempre ouvia as histórias deles, via a união do grupo.
Os dias foram passando, todos parecidos e cheios de uma espera dolorosa. Eu ia ao hospital antes do trabalho, voltava na hora do almoço e ficava até tarde da noite, contando para ele tudo o que acontecia fora dali: as novidades da equipe, as investigações, pequenas coisas do dia a dia, até as reclamações que ele sempre ouvia e resolvia com aquele jeito firme, mas justo. Às vezes, eu jurava que sentia um movimento leve nos seus dedos, ou que via uma sombra de expressão passar pelo seu rosto, mas quando eu olhava com atenção, ele continuava imóvel, e as máquinas continuavam com o mesmo som calmo e repetitivo.
Os médicos diziam que cada dia que ele permanecia estável era uma vitória, que o cérebro dele estava trabalhando silenciosamente, tentando se consertar. Mas para mim, cada dia que ele não abria os olhos parecia uma eternidade. A equipe toda sentia a falta dele: as missões não tinham a mesma segurança, as decisões não tinham a mesma confiança, e até o clima entre eles estava mais pesado, mais quieto. Ninguém dizia em voz alta, mas todos pensavam a mesma coisa: nada seria igual até que ele estivesse de volta, de pé, dando ordens, cuidando de todos nós como sempre fez.
Uma noite, quando o quarto estava silencioso e a luz era fraca, Silva contava histórias. Eu estava lá, como sempre, segurando a mão do Sargento e ouvindo relatos sobre uma ocorrência difícil que tiveram durante o dia. Parei por um segundo, limpei as lágrimas que insistiam em cair, e apertei a mão dele um pouco mais forte.
— Eu sei que você pode me ouvir — falei, com uma certeza que vinha do fundo do meu coração, de tudo o que vivemos juntos. — E eu sei que você está lutando daí de dentro. Continue lutando, sim? Porque eu vou estar aqui, esperando, até o dia em que você apertar a minha mão de volta, me olhar nos olhos e dizer que está tudo bem. Porque com você, sempre fica tudo bem.
Fora daquele quarto, o mundo continuava girando, os problemas continuavam acontecendo. Isis estava muito ferrada; os meninos foram para cima dela com tudo. Mas para mim, tudo parecia parado, esperando por um único momento: o momento em que o Sargento acordasse, e a vida voltasse a ser como devia ser.
O som das máquinas era o mesmo de sempre, um ritmo monótono que eu já havia decorado, como uma música triste que toca sem parar. Eu estava lá, sentada na mesma cadeira de todos os dias, com a cabeça apoiada na beira da cama, segurando a sua mão fria e pesada, contando baixinho sobre mais um dia que tinha passado sem ele.
— ...e o Felipe falou que você é o melhor patrão do mundo, que sempre o enxergou como pessoa e não como funcionário. Mesmo sendo eu quem o contratou e convivia com ele no dia a dia, você era só um investidor, mas abusou, hein?
De repente, senti uma pressão. Fraca, muito fraca, mas diferente de tudo o que eu já tinha sentido nas últimas semanas. Meu coração disparou de uma vez, como se tivesse levado um choque. Levantei a cabeça depressa, os olhos arregalados, fixos no rosto dele.
— Sargento? — sussurrei, a voz saindo trêmula, quase sem ar.
Os dedos da mão que eu segurava se moveram de novo, agora um pouco mais. Então, bem devagar, as pálpebras que estavam fechadas há tanto tempo começaram a se mexer, como se estivessem lutando contra um peso enorme, uma escuridão que teimava em não deixá-lo voltar. Eu me inclinei mais para perto, segurei a respiração, com medo de que até o barulho da minha respiração pudesse fazer tudo isso desaparecer, achando que era apenas a minha imaginação, que eu estava querendo tanto ver algo que acabava inventando.
Mas não era sonho. Não era desejo.
Os olhos dele se abriram, devagar, pesados, cheios de confusão e luz fraca, como quem acorda de um sono muito, muito longo. Ele piscou várias vezes, devagar, tentando focar o olhar, lutando para entender onde estava, o que tinha acontecido. Quando os olhos cansados dele finalmente encontraram os meus, ele parou de piscar. Ficou me olhando, e eu vi, claro como o dia, o brilho que eu tanto esperava voltar.
Ele tentou falar, mas a voz saiu como um som rouco, fraco, quase inaudível, pois a garganta estava seca e sem uso há semanas. Ainda assim, eu entendi cada parte daquele esforço. Apertei a sua mão com toda a força que eu tinha, sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto — mas agora não eram lágrimas de tristeza ou medo; eram de alívio, de alegria, de uma esperança que eu tinha guardado com tudo o que restava de mim.
— Eu... — ele tentou de novo, a voz saindo um pouco mais clara, embora ainda fraca. Franziu a testa, parecendo lembrar pouco a pouco, como quem junta pedaços de uma história que tinha se perdido. — Lara...?
Foi só um nome, dito num fio de voz, mas pareceu a coisa mais bonita e forte que eu já tinha ouvido na vida. Eu balancei a cabeça, sorrindo entre o choro, aproximando mais o rosto, com todo o cuidado do mundo para não machucá-lo, não assustá-lo.
— Eu estou aqui, Sargento. Eu estou aqui — respondi, e a minha voz tremia de tanta emoção. — Você voltou. Você finalmente voltou.
Ele tentou se mexer; uma careta de dor apareceu no rosto, e eu rapidamente o acalmei, colocando a outra mão de leve no seu ombro, impedindo que ele se esforçasse mais do que podia.
— Não se mexa, por favor. Você levou um tiro, ficou muito tempo dormindo, precisava descansar — expliquei, olhando bem nos seus olhos, para que ele entendesse, para que ele soubesse que estava seguro. — Os médicos disseram que era preciso esperar, e nós esperamos. Todos nós. Eu esperei.
Ele respirou fundo, devagar, os olhos ainda um pouco pesados, mas já com aquele jeito firme de sempre, o jeito que fazia todos nós nos sentirmos seguros só de estar perto. Ele olhou ao redor do quarto, pelas máquinas, pelos tubos, e depois voltou a olhar para mim, apertando a minha mão de volta — dessa vez com uma força que, mesmo pequena para ele, pareceu gigante para mim.
— O pessoal... está tudo bem? — perguntou, e mesmo fraco, a primeira coisa que ele quis saber foi de nós, das pessoas que ele sempre cuidou como se fossem a sua família.
Eu sorri, limpei o rosto com a manga da camisa, e respondi com toda a certeza do mundo:
— Agora sim. Agora está tudo bem de novo. Porque você acordou.
Apertei o botão para chamar os médicos, sem soltar a mão dele nem por um segundo, sentindo o coração bater mais calmo, mais feliz, como se um peso imenso tivesse sido tirado das minhas costas. Ele estava aqui. Ele tinha voltado. E, mesmo que ainda houvesse muita recuperação pela frente, eu sabia, com toda a certeza que só quem confia de verdade pode ter: tudo iria ficar bem, como sempre ficava quando ele estava por perto.
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Reis
Eu havia passado tudo para ele, tudo como ele pediu. Eu não estava com uma sensação muito boa, porque Pantera nunca foi de me pedir as coisas; na verdade, ele nunca foi de pedir nada a ninguém. Aquele cara parecia já ter tudo o que queria e conseguia tudo o que almejava. Parei um instante, fiquei lembrando dos dias na base, dos treinamentos... ele era absoluto, sempre se dedicando mais, sempre nos puxando para cima, mesmo quando não sabia de nada. Eu entendia por que todos o admiravam; sempre que estavam em sua volta, ele era o nosso líder, enquanto eu me sentia perdido.
— Ei, em que está pensando? — perguntou Beatriz para mim.
— Nada demais. Mas tem algo acontecendo com o Pantera, e acredito que a menina o traiu.
— Nunca gostei daquela japonesa, eu sempre avisei!
— Agora preciso saber como nós ficamos.
— Como assim?
— Ele está solteiro... e eu sei que você gosta dele.
— Você viu a reação dele quando me viu aqui com você?
— Vi. E o que tem?
— Ele mal se importou, baby. Eu gosto dele, mas agora estou com quem eu quero e quem me valoriza. Então, me use.
Beatriz sentou no meu colo e me envolveu em um beijo.
Eu sou baixo: 1,67m, corpo definido, muita musculação, sempre em forma. Tenho tatuagem no braço direito todo fechado e na perna direita também, além de uma tatuagem da caveira da BOPE no peito. Já Beatriz era morena, cabelos pretos até o começo da bunda, bumbum grande, coxas grossas. Ela era alta, tinha por volta de 1,75m, morena mas mais clara do que eu, também vivia na academia — inclusive, começamos a malhar juntos. Seus seios eram firmes e duros, bumbum duro também, corpo todo desenhado.
Ela veio me beijando; eu logo coloquei as mãos em sua bunda. Ela desceu para o meu pescoço, me beijando cada vez mais baixo, até se ajoelhar na frente do sofá. Puxou a bermuda que eu usava para baixo, e o meu pau pulou para fora. Ela começou a me chupar com aquela boca grande; as suas mãos faziam o meu pau parecer pequeno para ela, mesmo ele tendo 16 cm. Ela o colocava todo na boca e depois tirava; eu sentia a cabeça do meu pau bater na sua garganta.
Sem cerimônias, ela tirou o short e a calcinha de uma vez, ficou de pé no sofá, segurou a minha cabeça e começou a esfregar a buceta no meu rosto, que já estava começando a ficar molhada. Eu fui com a língua para fora, chupando-a. Ela segurava a minha cabeça com uma mão e com a outra se apoiava no encosto do sofá, começando a se esfregar no meu rosto sem pudor nenhum. Eu já estava ficando sem respiração, então ela deu um grito rouco e começou a tremer, com o meu rosto enterrado na sua buceta, melando o meu rosto todo.
— Que delícia esfregar a buceta nessa sua cara! Me fez gozar como já não gozava há um tempo.
— Seu prazer é o meu prazer.
Ela tomou a atitude e sentou no meu pau, sem se importar com nada; parecia que não era nada para ela. Aquela buceta engoliu ele todo, e ela sentava com vontade, quicando em mim, e eu adorava. Percebi que ia gozar.
— Bia, eu vou gozar!
— JÁ?
— Você é muito gostosa, e eu não estou aguentando!
— Então enfia o dedo no meu cu, safado, pra eu ir junto!
Levei o meu dedo à boca, chupei e depois enfiei no cuzinho dela; ela deu um gemido e começou a rebolar no meu pau. Eu não aguentei mais e comecei a despejar porra dentro dela, mas percebi que ela não tinha gozado ainda.
— Chupa os meus peitos pra eu gozar!
Comecei a chupar os peitos dela, ora um, ora outro. Ela ainda sentada no meu colo, jogou o corpo para trás e começou a se masturbar. Eu encaixei o corpo para frente para continuar chupando os peitos dela, e em seguida ela explodiu em um gozo de olhos fechados.
Depois, tomamos um banho juntos.
Eu me senti mal, porque pareceu que não consegui satisfazê-la, mas eu ia dar um jeito; não perderia aquela mulher nunca.
Depois do banho, ela se vestiu para ir embora.
— Você não quer ficar aqui comigo essa noite?
— Não sei, gato. Não quero te atrapalhar, melhor eu ir embora.
— Você não vai atrapalhar. Pode ficar, vai ser legal.
— Minha irmã pode estar me esperando em casa.
Eu vi que era mentira dela, e a raiva subiu.
— É... vai lá correr atrás do Pantera!
— Como é que é? Me respeita, tá? Pensando que está falando com quem?
— Com a puta que você é! Descobriu que ele vai ficar solteiro e já vai correr para ele, logo depois de ter me dado!
— E talvez eu vá mesmo. Quem sabe ele não me come de verdade? Porque você, meu bem, deixou a desejar.
Num momento de raiva, eu avancei para cima dela e a agarrei num beijo.
— Vamos ver se não te como direito, então!
A joguei contra a parede, baixei o short dela rápido, abri as suas pernas e enfiei a pica nela com força. A piranha só olhou para trás e disse:
— Vai, fode... mas me fode como um homem de verdade!
Comecei a comer ela com força; ela jogou a bunda para trás e deixou eu comer ela enquanto eu puxava o seu cabelo. Num misto de raiva, soltei:
— Duvido que ele vai te comer assim como eu!
— Ele faz melhor. Da última vez, ele deu conta de mim e de mais uma amiga, e ainda sai com a buceta esfolada!
Aquilo me deu um tesão foi combustível que tomou conta de mim. Eu socava firme nela, e ficamos naquela provocação, só falando do Pantera.
— Então, o que mais ele fez com você, sua puta?
— Ele me comeu de quatro, enquanto eu chupava outra buceta... e eu nunca havia chupado uma buceta antes.
Eu a peguei, puxei-a para o quarto, joguei-a na cama e comecei a comer ela de quatro, com muita vontade. Dei uns tapas na bunda gigante dela. Eu e ela estávamos alucinados, e ali vi que ela estava com tesão de verdade, dessa vez. Ela provocava, e eu ficava com mais tesão ainda. Ela soltou:
— É desse jeito que ele me comeu... e eu quero de novo gozar no pau do seu amigo!
— Eu vou te comer com tanta força que você vai esquecer o pau dele!
— Eu não vou mentir... eu quero aquela rola bem no fundo...
Ela gemeu, e nós dois explodimos em um gozo, com eu comendo ela e pensando nela se entregando para o meu amigo.
Cai deitado ao lado dela na cama, exausto. Ela me olhou e disse:
— Uau... ele soltou, de fato, o homem que tem dentro dele.
Eu não sei o que deu em mim, mas falei sem pensar:
— Vem morar comigo.
— Apaixonou assim, gato? Já quer casar?
— Eu não sei o que houve aqui, mas esse foi o melhor sexo da minha vida.
— Gato, não vou mentir... para mim também. Sei lá, eu me senti livre.
— Então vamos.
— Você ouviu o que eu falei, que eu quero dar para o seu amigo...
— Sim. Mas você sente vontade de dar para outra pessoa?
— Por incrível que pareça, não. Eu sinceramente gostei muito de transar com ele.
— Nós ajeitamos isso. Mas se for somente ele, o que acha?
— Vamos ver no que isso vai dar, gato.
— Dorme aqui comigo.
— Sim.
Tomamos outro banho e dormimos.
Pela manhã, o telefone de Bia tocou. Acordei com ela gritando, me acordando. Eu, sem entender nada, perguntei:
— O que houve, Bia?
— Marcos... pegaram ele! Atiraram nele!
— Pantera? Como assim, pegaram ele?
Eu a vi em choque e peguei o celular da sua mão.
— Quem está falando?
— Aqui é a Bianca. Você é amigo do Sargento?
— Sim, sou eu. O que houve?
— Ele está no hospital. Levou dois tiros e entrou em cirurgia.
— Qual hospital? Vocês estão seguras?
— Sim, estamos... mas estamos mais preocupadas com ele.
— Ok, fiquem aí. Não saiam daí. Peçam proteção para ele no hospital, porque quem fez isso pode tentar voltar para terminar o serviço.
— Ai, meu Deus... se eles voltarem...
Lara pegou o celular da Bianca.
— Reis, me diz o que precisamos fazer!
— Lara, você e Bianca têm que ir até a segurança do hospital, pedir para esconder vocês e pedir proteção ao Pantera. Digam que ele é militar e que foi um atentado, uma tentativa de morte encomendada. Eu já estou chegando aí.
— Sim, pode deixar comigo.
Ela desligou o telefone. Bia ainda estava em choque pela notícia. Eu mandei ela ficar, mas ela queria vir também; então, expliquei que onde ela estava era o local mais seguro para ela, e que eu iria buscar a irmã dela e a Lara para levá-las para a minha casa, onde ficariam mais seguras.
Peguei a arma que estava escondida no armário e saí. Nem me dei conta de como cheguei ao hospital: eu estava só de camiseta, bermuda, capacete e sem chinelos. Chegando lá, perguntei pelas meninas. O segurança me viu armado, mas eu logo mostrei o distintivo para ele ver quem eu era; ele me falou onde estavam.
Encontrei elas, dei o endereço da minha casa e mandei irem para lá, mas Lara não quis ir de jeito nenhum. Ela queria notícias do Pantera e só sairia dali com ele. Bianca também não quis sair sem a Lara. Elas estavam aos prantos, chorando; eu vi o quanto aquela menina amava o meu amigo.
Liguei para Fernandes pedir apoio, contei a ele o que sabia até aquele momento. Em poucos minutos, chegaram várias viaturas; aquele hospital ficou pequeno. Lara me agradeceu quando viu as viaturas chegando.
— Tem que agradecer ao Fernandes. Eu não tenho poder para fazer isso sozinho.
Me deram um colete. Liguei para Bia, mandei ela pegar um Uber e trazer meu uniforme; expliquei onde estava tudo e disse que já estava seguro.
Primeiro chegou Fernandes, e depois ela.
Fernandes veio até mim, perguntando o que havia acontecido. Eu falei que só as meninas sabiam, que eu só tinha chegado lá depois de horas de espera. O doutor veio até nós e falou que ele sobrevivera, mas estava em coma; que agora só dependia dele e do cérebro dele, que estava lutando.
Peguei o telefone e coloquei no viva-voz para avisar o Silva sobre o ocorrido. Ele atendeu, nós contamos o que houve, e Silva falou com tanta certeza que acalmou a mim e a Fernandes sem ele perceber:
— Só depende dele e do cérebro dele. Então, agora se concentrem nos filhos da puta que fizeram isso com ele. Porque ele vai sobreviver, e quando ele acordar, vamos dar as cabeças de quem fez isso com ele. E não se preocupem: esse cara é imbatível. Eu já vi ele fazer cada coisa aqui na mata, nos treinamentos e na vivência real, que até eu duvidei, mesmo olhando.
Lara chamou a mim e a Fernandes; Bianca olhou para ela.
— Amor, calma...
— Calma nada! Precisamos ir atrás deles!
Então Lara nos contou todo o ocorrido: as mensagens no telefone que ele recebeu, sobre a Isis. Eu ouvia tudo, Fernandes também. Ela já não chorava mais; parecia determinada, mas eu não sabia ao certo para o quê.
Assim que eu e Fernandes terminamos de ouvir, eu lhe dei um abraço. Fernandes saiu para fazer uma ligação.
Depois de todo aquele alvoroço, cada um fez uma visita ao Pantera no seu quarto.
Peguei Bia, a sua irmã e a Lara, e as levei para a minha casa. Chegando lá, Fernandes me ligou e mandou eu ir encontrá-lo na casa do Pantera. Avisei as meninas — Lara queria ir junto conosco, mas pedi que ela ficasse para cuidar das outras, pois precisava ser forte por elas. Lara entendeu e ficou.
Fui para a casa de moto. Chegando lá, encontrei Fernandes. Ele me disse:
— Pedi uns favores à Polícia Civil, e esse caso ficou comigo. Como não é da minha jurisdição, eu tenho que reportar tudo ao delegado, e também pedi a sua inclusão. Já liguei para o seu Major e para o seu Coronel, e eles te liberaram para trabalhar comigo.
— Obrigado, irmão, por me incluir nisso.
— Eu quero pessoas motivadas, e você será essa pessoa, porque tem os mesmos motivos que eu.
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Fernandes
Eu estava prestes a prender um rapaz que estava fazendo lavagem de dinheiro para o tráfico antes do sol nascer, tudo armado na operação, quando o meu telefone tocou. Vi que era Reis e resolvi atender, porque não era normal ele me ligar àquela hora; como ele costumava pegar missões de madrugada, pensei que precisasse de ajuda. Mas a notícia foi a pior possível no momento. Atendi:
— Fala rápido, que vou pegar um vagabundo aqui agora!
— Fernandes... pegaram o Pantera. Ele está mal, cara. Dois tiros, está em cirurgia.
Cara... aquilo me pegou de jeito, eu fiquei sem reação. Pantera era o mais rápido, o cara era uma máquina, o melhor que eu já vi em ação. Se conseguiram pegá-lo, com certeza foi na covardia. Fiquei mudo por um tempo.
— Fernandes? Você está aí ainda, cara?
— Estou sim. Pode falar.
— Os caras ainda estão por aí. Estou com as meninas no hospital, e a minha equipe não consegue chegar aqui agora.
— Ok, vou terminar aqui e vou resolver isso.
Desliguei, já dei a ordem para prender o vagabundo e o pegamos em seguida. Já peguei o telefone e liguei para um delegado da PM que eu conhecia, informei a situação e também avisei outro amigo da Civil; ambos disponibilizaram viaturas para proteção.
Em seguida, fui direto para o hospital. Chegando lá, vi a real situação: as meninas que estavam lá, as duas que eu já havia dado carona outro dia. Elas me viram, eu as olhei, e a Lara só sabia chorar. Reis veio na minha direção.
— Obrigado, irmão, pelo apoio. Agora o lugar está protegido, eles não podem vir mais.
— Ele é como um irmão. Tudo o que eu puder fazer por ele, eu farei.
Recebemos a notícia de que ele sobrevivera. Ligamos para o Silva, e ele mostrou confiança de que o Pantera sobreviveria, mesmo após o médico dizer que a chance eraDe longe, ele acalmou as meninas e depois pediu para falar comigo sozinho, pedindo para eu me afastar um pouco.
— Fernandes, você sabe que quem fez isso tem que pagar, né?
— Sim, eu sei.
— Então, irmão... o Matias não tem jurisdição no Brasil. Só você e nós dois somos os melhores para descobrir as coisas. Os outros estão ausentes: um está longe, e outro está lutando para sobreviver. Então, quero que você vá para cima deles com ódio, mas com inteligência. Você é o mais inteligente de nós, sabe o que fazer. Em breve, eu estou aí.
— Ok, Silva. Deixa comigo.
Em seguida, Lara me contou tudo, para mim e para o Reis. Eu via raiva nela, ódio nela... e eu iria usar isso ao nosso favor.
Assim que terminou, eu peguei o telefone e liguei novamente para o meu amigo da Civil, expliquei a situação e o quanto eu precisava pegar os caras com urgência. Ele me autorizou. Em seguida, liguei para os comandantes de Reis; eu sabia que Reis era a pessoa certa no momento para estar comigo, porque ele era força bruta e não tinha pena. Se ele tivesse que pegar qualquer suspeito e precisasse pressionar, ele faria, não tinha pena nem de mim mesmo. Ele era caveira pura, e eu precisava dele e da sua raiva.
Em seguida, fui para o local onde aconteceu a tentativa e expliquei a Reis os próximos passos: primeiro, ver se conseguiríamos alguma filmagem; depois, ir até a Isis; e depois ir na delegacia falar com esse tal de Carlos.
Quando começamos a procurar, vimos uma câmera de uma vizinha. Pedimos ajuda a ela, e ela nos mostrou a gravação. Pelo que tínhamos visto, os caras estavam esperando ele para uma emboscada.
Em seguida, fomos à casa de Isis. Chegando no condomínio dela, avisaram que a polícia já estava lá. Apesar de eu ter raiva, eu precisava me concentrar na verdade e deixei que Reis conduzisse tudo; eu controlaria ele, mas precisava do meu "pitbull" pronto para morder se precisasse.
Isis nos recebeu, ela estava aos prantos. Seus pais, sem entender nada, falando que iriam chamar um advogado. Eu deixei eles falarem e aguardei, até que Isis perguntou:
— Marcos mandou vocês me prenderem pelo que eu fiz? Eu sei que estou errada, mas traição não é motivo de cadeia. Eu estou arrependida, eu só quero falar com ele.
Reis, sem paciência, partiu para cima dela disparando palavras tão duras que, ao ouvi-las, e depois do que ele fez, ela desmaiou.
— Traição realmente não é motivo de prisão. Mas quando a traição acontece, e em seguida o homem que foi traído é alvejado com dois tiros e começa a lutar pela própria vida... você se torna cúmplice.
Então ele deu um tapa no rosto dela e perguntou:
— Cadê os meninos que atiraram nele? Fala, sua puta!
— Como assim atirar? Atiraram no... — e ela caiu desmaiada.
O caso, que nem tinha começado direito, parou ali por causa do tapa que ele deu nela. O advogado dos pais dela veio com tudo para cima de nós, e o amigo da Civil falou que não poderíamos chegar perto dela. Eu assumi a culpa.
Na penitenciária , eu não consegui fazer nada. O Carlos não cedia em nada, até que ficamos umas semanas nisso.
Matias chegou ao Rio em seguida, depois Silva. Nós tentamos pensar em um jeito, mas não tínhamos provas contra eles e estávamos perdidos. A única coisa que podíamos fazer era cuidar da segurança das meninas. No depósito onde elas trabalhavam, nós as seguíamos e ficamos assim, até que, no meio de tudo isso, Lara me liga e diz:
— Fernandes, liga para todos! Ele acordou!
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Eu abri os olhos tentando enxergar uma luz forte. Senti algo na minha mão e apertei forte, sem saber onde eu estava. Ao olhar para o lado, só vi uns lindos olhos azuis e os reconheci. Soltei, fraco:
— Lara...?
Ela começou a chorar. Tentei me mexer, senti dor. Lara apenas falou:
— Os médicos falaram que ia ser complicado. Não se mexa, descansa. Eu estou aqui.
Olhei ao redor, chegaram umas enfermeiras, e então eu apaguei novamente.
Quando acordei de novo, já estava no quarto. Lá estavam Lara, Fernandes, Reis, o meu pai, Matias e Silva. Eu os olhei, sem entender nada por que todos estavam ali. Com muito sacrifício, Lara me ajudou a sentar na maca, levantando um pouco o meu tronco.
Então eu pensei: Estão todos aqui... cadê a Isis? Pensei que tivesse sofrido um acidente ou algo assim, e então perguntei:
— Gente... cadê a Isis? Ela está bem? A batida foi muito feia?
Todos me olharam. O médico ao lado se apresentou:
— Sou o doutor Lucas. Você me ouve bem?
— Sim, doutor. Mas preciso saber onde está a Isis. Ela está bem? A batida foi muito feia?
— Você se lembra o que houve?
Eu parei para tentar lembrar, forcei a mente, e eu só lembrava da noite em que eu e Isis chegamos em casa depois do restaurante e fizemos amor. Então falei:
— Lembro de ter chegado em casa com Isis depois do restaurante... e depois dormi, e acordei aqui agora.
Ele balançou a cabeça positivamente. Todos no quarto ficaram me olhando, e o clima... eu vi que estava horrível. Pensei o pior, comecei a me desesperar e perguntei sobre a Isis de novo.
Então Lara virou, me olhou e falou:
— Sargento, a Isis está bem. Já que você não lembra... alguém atirou em você, e você veio parar aqui lutando contra a sua vida.
— Mas alguém se machucou?
— Não, Sargento. Parece que foi planejado. Mas no momento, precisamos que você se recupere.
— Mas se estão todos aqui, por que a Isis não está também?
— Vocês dois se separaram. Mas preciso que foque na sua recuperação.
O médico pediu para todos saírem, que eu precisava descansar.
Fiquei mais uns dias no hospital. Depois recebi alta e comecei a fazer fisioterapia, que durou uns meses.
Nesses meses, sempre que eu falava da Isis, sempre que perguntava por ela, a Lara sempre se fazia de desentendida e mudava de assunto. Pedi o meu telefone, e Lara disse que ele tinha quebrado, que tinha deixado para consertar e que iria demorar um pouco. Pedia para ela ligar para a Isis, mas ela nunca ligava; sempre falava algo para eu deixar ela ter o tempo dela e eu me recuperar para depois procurar ela.
Em um certo dia, ela foi para o depósito. Eu fiquei em casa sozinho; já estava chegando ao fim da fisioterapia, mas eu ainda não podia dirigir, então ficava a maior parte do tempo em casa.
Eu estava perdido ninguém me contava nada sobre o atentado contra minha vida , sempre falavam que eu ia saber de tudo na hora certa que não era o momento, eu tentei comprar um telefone novo, mas Lara não deixou, falou que o meu antigo estava só demorando um pouco mais mas que já ia ficar bom. Como ela que estava com todas as minhas contas de bancos com ela eu assenti
Eu estava em casa, ainda caminhando devagar, assistindo ao jogo da Copa do Mundo: Brasil x Suíça. Eu estava vendo aquele jogo feio, até que a porta abre. Quando vejo, era a Isis entrando. Ela me viu, chorou... chorou copiosamente, me pedindo desculpas. Eu, sem entender nada, só a abracei. Ela me apertou forte, e eu senti um pouco de dor; soltei um gemido baixo.
— Ai... vai devagar, que no momento sou de vidro...
Ela me soltou rapidamente.
— Meu amor, me desculpa por tudo, por favor. Eu não sabia que isso iria acontecer, pode acreditar em mim.
— Isso o quê, meu amor? Relaxa, se acalma...
Então ela veio me beijar; eu retribuí o beijo. O cheiro dela novamente, o sabor da sua boca, me pegou de jeito. Eu só a abracei, passei as mãos pelo seu corpo; ela usava um vestido solto, florido. Sentei no sofá, ela se ajoelhou, puxou a minha bermuda para baixo e começou a me chupar com certa pressa, parecendo faminta. Ela parecia ter pressa
Então ela veio e sentou no meu pau, começou a cavalgar. Aquela buceta estava muito gostosa ela estava totalmente molhada; ela daquele jeito parecia que ia explodir de tanto tesão. Ela gozou não uma vez daquele jeito sentando e me beijando parecendo uma esfomeada
Até que a porta da sala se abre. Eu olho para o lado, e Lara entra junto de Bianca.
Num impulso, eu, sem entender nada, fui pedir desculpas a Lara. Avisar que foi sem planejar a exposição desta vez. Mas Lara não deixou eu tentar me explicar ela parecia outra pessoa puxou Isis pelos cabelos, num puxão só que ela saiu do meu pau e passou por cima do sofá. Ela deu um tapa na cara de Isis. Que Isis caiu no chão
Eu tentei levantar rápido, mas senti muita dor. Bianca foi segurar Lara, mas Lara não soltava do cabelo de Isis que batia em seu rosto e gritava:
— SUA PIRANHA! DEPOIS DE TUDO O QUE VOCÊ FEZ ELE PASSAR, VOCÊ AINDA TEM A CARA DE PAU DE VOLTAR AQUI COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO! EU VOU TE MATAR! EU VOU TE MATAR, PODE TER CERTEZA DISSO! DAQUI VOCÊ NÃO SAI VIVA!
— Amor, se acalma! Pare, você vai perder a razão, por favor! — pediu Bianca.
— Lara, solta ela! Por que isso? Solta ela! — eu gritei.
Fui tentar levantar, mesmo sentindo dor, mas faltou força e acabei caindo no chão.
Só quando Lara ouviu o barulho de eu caindo é que ela soltou Isis. Eu tentei me levantar, e Lara deixou Isis lá e veio até mim me ajudar. Mas eu, sem entender nada, soltei com raiva:
— QUE MERDA É ESSA? O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? ME DIZ!
Então Isis falou uma coisa que chocou todos:
— Eu estou grávida...
Aquilo me desarmou e me veio uma felicidade na hora que ate esqueci o que acabou de ocorrer
Eu mostrei um sorriso feliz. Lara, então, caiu sentada no chão e começou a chorar. Eu não entendi o porquê e fui abraçar Lara, tentando acalmá-la:
— Lara, não chora... você vai ser titia! Logo, logo vai ter uma criança correndo por essa casa.
Lara olhou para Isis com os olhos cheios de lágrimas e ódio:
— Quem é o pai, Isis?
E ali, quem desabou fui eu, com a resposta:
— Eu não sei...
— Como assim, meu amor? Você não sabe? — perguntei, confuso.
Isis começou a chorar mais ainda, pediu desculpas e saiu correndo, indo embora.
Eu fui tentar correr atrás dela, mas eu ainda estava muito limitado, muito fraco.
— Lara, por favor, vai atrás dela! Não deixa ela sair assim!
— Sargento, senta aí. Precisamos conversar.
— Conversar o quê, Lara? Precisamos conversar COM ELA! Como assim ela não sabe quem é o pai?
— Exatamente isso, Sargento.
Ela se virou para Bianca.
— Amor, pode nos deixar a sós? E pegar o celular para mim?
— Você não quer eu aqui com você para ajudar caso ele fique mal?
— Não, amor. Eu vou saber lidar com isso.
Então Bianca saiu, foi ao quarto e voltou com o meu celular nas mãos. Eu fiquei sem entender o que estava acontecendo.
— Sargento, preciso conversar com você. Mas antes, quero te pedir uma coisa.
— Esse é o meu celular? Você falou que estava quebrado... Lara, você sabe que eu não sou burro, mas alguma coisa aconteceu. Vocês não me falam nada sobre o tiro que recebi, sobre como eu fiquei desse jeito. Mas eu estava esperando o momento de vocês me contarem... só que depois de hoje, não dá mais para esperar.
— Eu vou te contar tudo. Mas preciso que você me ouça completamente, e depois de tudo o que eu te disser, aí sim você pode falar, está bom?
— Tá bom. Pode contar.
— Então, Sargento... eu não sabia como lidar com isso. Mas depois das revelações de hoje e da audácia da Isis vir até aqui atrás de você, eu não poderia mais esconder isso de você.
— Percebi... mas não sei o porquê de tudo isso.
— Como eu disse, não me interrompa. Deixa eu falar.
— Desculpa. Prossiga.
— Quando você acordou, você perguntou pela Isis , percebemos que voce teve amnésia na verdade o doutor Lucas percebeu,voxe teve muita perca de sangue voe quase morreu e isso fez você perder a memória. Para não ter um choque muito grande, assim que você acordou, o médico pediu para que nós não falássemos nada a você temporariamente. A sua memória poderia voltar... ou nunca mais voltar. Para nós, a sua memória não voltar seria muito bom, como estava acontecendo, porque você não merece passar pelo que passou duas vezes. Mas depois de a Isis ter a coragem de aparecer aqui e dizer que está grávida, eu preciso revelar as coisas para você, e você tomar a decisão que tiver que ser feita: sabendo de tudo, sem ter sido nada escondido de você.
Então Lara me contou tudo: sobre como eu e Isis brigamos, sobre como eu descobri a traição, e depois de me contar tudo, ela me perguntou se eu queria ver o vídeo e as mensagens. Eu disse que sim, que precisava ver com os meus próprios olhos.
Ela então me deu o celular e perguntou se eu queria ver sozinho. Eu disse que precisava dela ao meu lado para ver, queria ela ao meu lado independente de tudo.
Eu já chorava antes mesmo de abrir o vídeo e ter certeza de que tudo o que ela me falava era verdade.
Quando o celular ligou, eu abri o primeiro vídeo. E lá estava, novamente, aquele pesadelo que eu havia passado quatro meses atrás: a mulher que eu amava, sendo usada como um pedaço de carne para outro homem, sendo filmada e falando coisas que ela dizia só a mim. Que era minha, que me pertencia
Nesse momento, todas as minhas memórias voltaram. Tudo o que eu havia passado. Lembrei até dos olhos dos meninos que atiraram em mim.
Eu me encolhi e fiquei abraçado a Lara. Em poucos minutos, Bianca veio e me abraçou também.
Aquela semana foi difícil. Eu passei os dias dentro do quarto, pensando em tudo, sem tomar banho, com barba grande, sem cortar o cabelo e comendo muito mal. Lara tentava me ajudar, mas nada me dava ânimo.
Até que o meu pai chegou lá em casa.
— Filhote, se arruma. Vamos sair.
— Pai, não estou no clima de sair, não.
— Eu não perguntei se você está no clima. Eu mandei se arrumar.
E então entraram no quarto, atrás dele: Silva, Reis, Fernandes e Matias. Eles me puxaram, me jogaram debaixo do chuveiro gelado, me arrumaram, me vestiram e me colocaram dentro do meu carro. Seguimos, com o Silva atrás em outro carro com o Matias.
Chegamos em um bar. Eu falei que não queria beber, que eu não bebia nada que não fosse refrigerante. Então, o meu pai pediu para eu ir até o balcão pegar um refrigerante. E ficou jo carro
Eu fui, cheguei no balcão, peguei o refrigerante. Quando me viro, eu vejo um garoto me encarando, olhando fixamente para mim como se tivesse visto um fantasma.
Só aí eu me dei conta de quem era o rapaz. E corri para o carro com o coração a mil, pedindo para me levarem para casa.
Chegando em casa, Lara me viu. O pessoal foi embora e ficou só o meu pai.
— O que foi? Você sabe o que houve? — perguntou Lara a mim e meu pai
— Lara... o filho dela... tenho certeza que era ele.
— Filho de quem, Sargento?
— Da Alana... — disse o meu pai, ao meu lado.
O nome que eu não ouvia há anos, dito em voz alta.
Lara me olhou. Ela sabia sobre a Sara e o Jefferson, mas não sabia sobre a Alana.
Lara me olhou — ela sabia sobre a Sara e o Jefferson, mas não sabia sobre a Alana. Ela me olhou, porém desconfiou, pois eu já havia comentado por alto com ela sobre o amor da minha vida: que existia uma mulher, por quem eu era apaixonado de forma romântica, diferente do que sentia pela Sara, mas nunca lhe tinha dito o nome, só toquei no assunto de passagem.
— Pai, você sabia que ele estaria lá?
— Sim.
— E ela estava lá?
— Não, não tenho notícias dela. Só fiquei sabendo que ele estava lá porque a avó dele se relaciona com o garçom do bar, e...
— Pai, se ele me reconheceu, se ela estivesse lá, se todos tivessem me visto...
— Isso é para você entender que você já morreu uma vez, e que existem pessoas aqui que te amam — inclusive esta aqui, bem na sua frente. Você tem o meu neto, e ainda não sabemos ao certo se ele é meu ou não. Já está na hora de você se tornar um homem de verdade. Hoje é o seu aniversário, então já passou da hora de aprender, não só a fugir dos conflitos emocionais, mas a enfrentá-los. Eu não vou estar aqui para sempre.
Eu ouvi o sermão do meu pai e percebi que ele realmente estava certo: eu precisava encarar a situação e resolver tudo.
Agradeci a ele, e ele me deu um abraço.
— Lara, se ele vacilar, me chama.
— Pode deixar, que chamo o senhor, sim.
Voltei para a fisioterapia e, enquanto fazia os exercícios, ia planejando passo a passo o que fazer. Eles tinham elaborado um ótimo plano para me matar, mas esqueceram de um detalhe fundamental: garantir que eu estivesse realmente morto e ter atirado na minha cabeça. Agora, eu tinha tempo livre — e com tempo livre, eu pensava e detalhava cada movimento.
Quando já estava 100% recuperado, ainda precisei passar pela avaliação da inspeção médica, além de exames de abdômen e tórax, para verificar se eu apresentava problemas respiratórios ou fraqueza nos tecidos abdominais. Fora os exames físicos, toda a minha equipe me ajudou muito com o treinamento, e eu consegui passar por toda a avaliação militar, estando então apto a voltar ao serviço.
Em seguida, já tinha cada plano detalhado e tudo armado: eu iria atrás de vingança e iria acabar com a vida desses rapazes na cadeia, e de todos os envolvidos, da pior forma possível.
Mas primeiro, eu precisava ver a Isis, ouvi-la e decidir o que faria com ela. Antes de encontrá-la, porém, eu precisava conversar com a Lara. Chamei-a para conversarmos, e nossa conversa foi franca e sincera: contei a ela todos os meus planos, tudo o que eu pretendia fazer e como iria colocar tudo em prática. Ela ouviu tudo em silêncio, e sua única resposta foi:
— Faça todos eles pagarem da pior maneira possível.
Então, entrei no carro e segui direto para a casa dos pais de Isis. Ao chegar lá, o porteiro anunciou que eu estava na portaria, e o pai de Isis pediu para que eu esperasse, pois ele desceria para conversar comigo.
Fiquei esperando do lado de fora; ele desceu todo sem jeito, querendo conversar comigo.
— Marcos, eu sei que você está muito irritado, e sei que a Isis está errada, mas ela é minha filha...
— Eu sei que ela é sua filha. Pelo contrário, não estou irritado ou agindo por impulso. Até onde eu sei, ela está grávida, e essa criança pode ser minha. Portanto, com todo o respeito que tenho pelo senhor, a minha conversa não é com o senhor, e sim com a Isis.
— Eu sei, meu filho, eu sei... Mas lembre-se: ela está grávida. Eu também estou muito decepcionado com ela e com a mãe dela, pois eu não fazia ideia do que estava acontecendo; fui o último a saber.
Depois disso, subi com ele. Ao chegar lá, a mãe de Isis veio me cumprimentar, mas eu fui claro e incisivo com ela:
— Não irei desrespeitar a senhora na sua própria casa, mas, se for possível, eu prefiro não olhar na sua cara agora. Eu só quero falar com a sua filha.
A mãe dela me olhou receosa e entendeu que eu estava falando sério. Então, o pai dela me conduziu até o quarto de Isis. Quando ela me viu, seus olhos se encheram de lágrimas, e eu percebi imediatamente que ela já estava com a barriga de grávida aparente. Senti um arrepio percorrer o meu corpo. Ela estava sentada na cama; eu me sentei na beirada dela. Ao se retirar, o pai dela disse:
— Filha, qualquer coisa, eu estou bem aqui do lado, é só me chamar.
Eu olhei diretamente para ele e falei de forma séria e ríspida:
— Se ela te chamar, o que o senhor vai fazer? Se eu quisesse fazer mal a ela, eu não faria dentro da sua casa, entrando em um prédio que está cheio de câmeras. Chega dessa encenação; a vítima aqui sou eu.
— Pai, pode ir, eu vou ficar bem — disse Isis, olhando para ele.
Ele saiu, depois que ela pediu para ele fechar a porta.
— Pronto, Isis. Agora estamos sozinhos. Me diga o que você tem a dizer. Mas já adianto logo: se eu perceber que você está mentindo, eu vou embora, e a única vez que você vai me ver novamente será para saber se esse filho é meu. E, se for, a guarda será toda minha.
— Não, por favor! Não tira ele de mim, por favor!
— Eu só vou tirar se você mentir. Porque, se você mentir, eu não confio em você. E se eu não confio em você, não faz sentido deixar o meu bem mais precioso nas suas mãos.
— Você tem razão... Eu te fiz muito mal. Mas, antes de qualquer coisa, eu também fui enganada. Eu não sabia que eles fariam isso com você, nem que tentariam algo contra a sua vida.
— É, mas os vídeos contam uma história diferente.
— Sobre isso... eu errei. Sinto nojo de mim mesma toda vez que me lembro daquilo.
— Imagine eu, então. Mas me conte toda a verdade.
— Eu vou começar desde o início, quando tudo começou...
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Isis
Tudo começou depois do assalto. Eu fiquei muito abalada; senti que uma vida tinha se esvaído bem ali, na minha frente. Eu nunca tinha visto ninguém morrer, e ver o menino morto no chão, e outro menino com as tripas para fora, caído bem ao meu lado, e outro com os braços rasgados... Eu não sabia o que fazer. Aquela cena ficava se repetindo na minha mente, sem parar. E eu estava com medo do Marcos. Ele, em apenas um instante, acabou com tudo aquilo, e para ele, a vida daquelas pessoas parecia não ter importância. Eu tenho certeza que, se o menino tivesse tentado atacá-lo de novo, seriam três mortos naquela noite.
Chegando na delegacia, me fizeram várias e várias perguntas. Eu estava tão em choque que não sabia o que responder ou o que dizer; eu só conseguia ver a cena dele matando aquelas pessoas, repetidamente. Ele veio até mim com a mesma calma de sempre, parecendo que nada tinha acontecido. Para ele, aquilo tinha sido apenas uma reação a uma tentativa de assalto, mais uma situação comum nas suas missões. Para mim, era uma vida sendo ceifada, e outra se esvaindo aos poucos, com o menino chorando, vendo a própria barriga daquele jeito.
Só consegui dizer uma frase, quando ele veio falar comigo:
— Você os matou!
Em seguida, fui para a minha casa. Não queria ver ninguém, não queria falar com ninguém. Vi as ligações dele, mas eu não sabia como lidar com uma situação pela qual nunca tinha passado. Até que a Lara me ligou, falando que ele tinha largado a faculdade. Ela me disse que, se eu não reagisse, iria perdê-lo. Mas eu não conseguia parar de pensar na família daquelas pessoas.
Eu era filha de médicos, então preservar a vida sempre foi algo que esteve em primeiro lugar para mim, acima de tudo. Eu não segui os passos dos meus pais para ser médica também, porque eu via a luta deles: eles comentavam sobre os hospitais por onde passavam, e a dificuldade que tinham com a administração, que raramente lhes dava apoio. Então, eu decidi fazer Administração, para poder dar o máximo de suporte aos médicos de um hospital, para que eles conseguissem salvar o máximo de vidas possível. E, em apenas uma noite, eu vi uma vida acabar e outra quase se perder.
Demorei alguns dias, mas respondi a mensagem da Lara, dizendo que iria para a faculdade e que conversaria com ele por lá. Acabou sendo em vão, porque a resposta dela foi:
— Tarde demais, amiga. Ele largou a faculdade e saiu em missão.
Naquele momento, pensei comigo mesma: “Essa é a oportunidade de colocar a minha cabeça no lugar. Daqui a três meses, quando ele voltar, eu vou estar aqui... ou não.”
Segui trabalhando no depósito e indo para a faculdade, mas eu não conseguia ficar até o horário de fechar o estabelecimento; sempre ia embora antes de escurecer. Um dia, o movimento estava fraco, e apareceu uma menina, muito quieta. Ela comprou um refrigerante, sentou-se em uma mesa e ficou ali por horas. Ela fez isso durante uma semana, até que eu resolvi ir falar com ela:
— Oi, está tudo bem?
— Oi, está sim. Desculpa, deve me achar estranha por vir aqui sempre, né?
— Não, eu só fico preocupada, porque, quando as pessoas ficam assim, tão caladas e sozinhas, geralmente é por algo ruim. Se precisar desabafar com alguém...
— Eu não gosto de me abrir, porque toda vez que eu conto algo para alguém, sou julgada. E estou cansada de julgamentos.
— Então fica tranquila, porque eu não vou te julgar. Me vê só como uma atendente, e coloca tudo para fora.
— É sobre o meu irmão...
— Não entendo muito sobre família, pois sou filha única, mas sou uma boa ouvinte.
— Meu irmão morreu aqui perto, não sei exatamente onde. Ele tentou fazer um assalto, mas deu errado, e mataram ele.
Eu gelei. Comecei a suar frio, pois lembrei de tudo o que tinha acontecido. E só então percebi: ela era muito parecida com o menino que tinha morrido. Fiquei sem reação, e ela continuou:
— Eu sei que ele estava errado, que se envolveu com gente má, mas ele era meu irmão, da minha família... então, eu sinto a morte dele.
Eu a ouvia falar sobre o irmão, sobre como eles eram unidos quando crianças...
— Eu só queria saber quais foram os últimos momentos dele, como foi...
Tomada pela dor, não aguentei mais e falei:
— Olha, eu não sei como te dizer isso, mas... eu estava presente no assalto. E eu sei que deve ser horrível olhar para mim agora, mas ele não sofreu, eu posso te garantir isso.
Ela me olhou nos olhos, enquanto lágrimas escorriam pelo rosto dela. Eu comecei a chorar também. Ela, sem dizer uma palavra, levantou e foi embora.
Passou-se uma semana, e ela apareceu novamente no depósito.
— Oi, me desculpa ter saído daquele jeito da outra vez. Mas você poderia conversar um pouco comigo?
— Posso, claro.
— Peço desculpas por ter saído correndo, mas eu precisava... precisava te perguntar: foi você? Foi você quem matou ele?
— Não. Na verdade, foi o meu namorado. Eles tinham me feito de refém, e ele reagiu.
— Ele sozinho contra todos eles?
— Ele é militar, tem o treinamento dele... Acredite, ele não iria reagir, mas um dos meninos falou que ia me estuprar, e foi aí que ele reagiu.
— Então, ele te salvou... Eu fico ainda mais envergonhada de estar aqui, chorando pelo meu irmão, com uma pessoa a quem ele tentou fazer tanto mal. Me desculpa...
— Olha, apesar de tudo o que aconteceu, eu também sou contra tirar uma vida, seja ela qual for. E acho que é por isso que o meu namoro acabou.
— Você terminou com o seu namorado?
— Na verdade, acho que ele não quer mais olhar na minha cara.
— Olha, eu preciso ir, mas me passa o seu número para a gente conversar? Você é a única pessoa que me entende.
Eu passei o meu número e me apresentei: Isis. Ela me deu o dela: Jéssica. E assim, mantivemos contato. Ela passou a ir ao depósito sempre, me dando conselhos para não me separar do Marcos, dizendo que ele era o meu herói sem capa. Sempre que podia, ela perguntava por ele, como ele estava, e me dava forças para insistir na nossa relação.
Ela começou a se interessar muito pelo funcionamento do depósito e precisava de emprego, então pensei em pedir para a Lara contratá-la, mas Lara recusou, dizendo que ali precisávamos de homens para carregar peso. Fiquei chateada, mas entendi.
Quando percebi que o Marcos iria ficar fora por mais três meses, fiquei chateada e desabafei com a Jéssica, dizendo que achava que tinha perdido ele de vez. Ela me aconselhou a não desistir, e eu conversava com ela por horas sobre ele, até que começou a minha ruína.
Um dia, ela veio conversar comigo:
— Amiga, eu tenho um pedido para te fazer, mas só se você estiver totalmente à vontade.
— Nossa, tanto segredo? Pode falar, amiga, confio muito em você.
— Então... o meu marido está preso. Ele foi injustiçado: disseram que ele estava com drogas, sendo que nem eram dele.
— Nossa, amiga... como posso ajudar?
— Então, o meu irmão resolveu fazer o assalto para tentar conseguir dinheiro para pagar o advogado dele, e o irmão do meu marido foi junto. E acabou acontecendo o que aconteceu...
— Meu Deus, amiga... eu já me sentia mal pelo que aconteceu com o seu irmão, e agora saber que o seu cunhado também está envolvido...
E comecei a chorar.
— Calma, amiga, não precisa chorar. Eu já contei toda a história para ele, e disse que você não tem culpa de nada. Mas ele me fez um pedido...
— Qual?
— Ele quer te conhecer.
— Como? Ele quer me ver?
— Eu vou visitá-lo essa semana, e queria que você fosse junto. Eu apresento vocês, ele conversa com você, e depois você vem embora. O que acha? Mas só se você se sentir confortável, claro.
Pensei em ir até um presídio, mas lembrei dos meninos que morreram e senti que precisava reparar isso de alguma forma, dar uma satisfação aos seus entes queridos, que estavam de luto. Então, eu fui fazer a visita.
Chegando lá, quase desisti. Passamos pela vistoria, que é a pior abordagem que existe: nos tratam como lixo, e a revista é humilhante. Mas eu sentia que devia isso a eles.
Quando finalmente entramos, Jéssica me apresentou Carlos Branco: alto, 1,80m, careca, corpo cheio de tatuagens, cavanhaque forte — pelo jeito, malhava bastante na academia. Tinha uma voz grossa e, quando ele estendeu a mão e falou, eu me arrepiei toda:
— Prazer, Carlos.
— Oi, me chamo Isis.
— Então, você foi a donzela em perigo que foi salva do meu irmão e do meu cunhado...
— De certa forma, sim.
— E o rapaz que te salvou?
— Ele não se encontra no momento, mas assim que ele voltar, eu falo com ele para vir aqui.
— Vai ser bom. Quero conhecê-lo e saber de tudo para aliviar essa dor que todos nós sentimos. Sei que a Jéssica confia em você, então eu também confio. Vejo que, apesar de tudo, não guardamos mágoas uns dos outros, e que você tem um coração bom... Depois de tudo o que passou, ainda está aqui, na frente de um "marginal", dando conforto sobre a morte de quem tentou te fazer mal.
— Pelo que eu sei, o senhor não é um marginal. E sobre o que aconteceu com o seu irmão... foi mais uma fatalidade, causada por pessoas que o colocaram aqui injustamente.
— Gostei de você.
E assim, ficamos conversando até a hora de ir embora. Eu gostei dele; apesar de tudo o que ele passou, ele parecia ser uma boa pessoa. E a Jéssica, como sempre, me apoiando e me dando forças.
Na semana seguinte, ele me chamou para ir novamente, mas eu recusei. Na verdade, apesar de o Carlos ser gente boa, eu me sentia muito mal por ter que passar por todo aquele constrangimento novamente.
Poucos dias depois da visita, Jéssica veio me dizer que o Carlos tinha perguntado muito sobre mim, que ele tinha gostado de conversar comigo por eu ser uma pessoa boa e por não julgá-lo como todo mundo fazia. Aquilo mexeu comigo, porque todos pareciam julgá-lo mal, e eu achei que ele merecia uma chance. Então, falei que na outra semana iria vê-lo com ela.
E assim continuei: ia visitá-lo todas as semanas, junto com a Jéssica.
Chegou um dia em que chegamos juntas, e ela me pediu para esperar um pouco, pois ela ia resolver uma coisa. Quando ela voltou, dava para ver claramente a marca de um chupao no pescoço dela. Eu não perguntei nada, só fiquei quieta. Na hora de ir embora, ela começou a conversar:
— Amiga, não vou mentir para você: a única coisa boa de ele estar preso é isso...
— Nossa, amiga! Credo! Prisão não tem nada de bom para ninguém.
— Tem sim! A pegada deles é diferente, é como se estivessem com fome... Fiquei toda arrepiada. E semana que vem ele prometeu me pegar do mesmo jeito.
— Nossa, amiga! Nem fala... Você aí com o seu namorado, e eu aqui com saudades do meu nego, morrendo de vontade que ele volte logo.
— Se quiser, te empresto o meu presidiário, amiga! Kkkkk
— Você está doida, mulher! Ele é o seu marido!
— Amiga, eu dou conta sozinha, mas confesso que às vezes queria um reforço...
— Eu só tenho olhos para o meu nego.
— Você que sabe...
E assim continuaram as nossas conversas. Sempre que eles se pegavam, ela me fazia insinuações. Sempre perguntando do que eu gostava no sexo com Marcos.ela me contava as doideiras deles na cama, Em uma dessas vezes, ela me falou:
— Amiga, hoje ele comeu muito bem. E adivinha só?
— Prefiro nem tentar adivinhar...
— Ele chamou pelo seu nome quando estava comigo, de quatro... foi gostoso demais!
— Nossa, amiga... e você? Ficou com raiva ele estragou o clima estragou o clima
— Que nada, amiga! Eu é que aproveitei tudo! Falei para ele que não era japonesa, mas que eu iria dar o olho puxado a ele!
— Mulher, você é doida!
— Você que é muito certinha... e o seu nego, nada de novidades?
— Até agora, não...
Passaram-se os meses, e sempre ficávamos nesse clima, até que um dia eu estava no depósito, e a Lara gritou para mim:
— ISIS, TRÁS UM REFRIGERANTE AQUI PARA O SUMIDO!
Peguei uma garrafa pequena e, quando olhei... era ele! Meu coração disparou, parecendo que ia sair pela boca. A minha vontade era de agarrar ele, beijar ele e pedir desculpas por tudo. Fui entregar o refrigerante, mas as minhas mãos tremiam tanto que quase deixei cair. Ele percebeu, e eu abaixei a cabeça de vergonha, sem saber o que falar. Mas uma coisa eu tinha certeza: eu o amava demais, e a Jéssica estava certa — eu não podia perdê-lo.
Tentei falar algo, mas nem eu mesma escutei o que disse. Percebi quando ele me respondeu de forma seca e séria, e senti que tinha perdido o homem da minha vida. Mas tentei responder:
— Entendi... Sempre servindo ao seu país, não é?
Ele ficou em pé, veio até mim, muito sério e duro, e disparou um monte de verdades na minha cara. Eu só queria sair dali e chorar. Eu sempre tinha respostas para ele em qualquer situação, eu o conhecia, sabia sempre o que falar... mas ali, só me veio vontade de chorar.
A Lara percebeu tudo, puxou ele pelo braço, e eu vi ela dar um monte de conselhos e repreensões para ele, embora não conseguisse ouvir o que dizia.
Depois disso, ele voltou até mim, pediu desculpas pelo modo como tinha me tratado. Eu também pedi desculpas a ele, e ele, leve como sempre era, falou sobre recomeçarmos do zero. Foi aí que vi que eu ainda tinha uma chance.
Aproveitei que ele iria levar a Lara até a faculdade e me propus a ir junto, e depois fiquei para ajudar a fechar o depósito, tamanha era a minha euforia. A Lara percebeu e disse:
— Amiga, você vai dormir lá em casa hoje, né?
— Pode deixar, amiga. Tenho roupas lá, e vou recuperar o meu homem!
Ele nos deixou na faculdade e depois foi nos buscar. Eu inventei uma desculpa sobre ter que falar com fornecedores, e a Lara confirmou a história.
Ficamos os três assistindo a um filme e acabamos pegando no sono. Em certo momento, a Lara me olhou, piscou o olho e saiu do quarto. Era a minha deixa!
Fui para cima dele, querendo recuperar todo o tempo perdido, todo o atraso que tínhamos. Mas então, ele me contou que tinha conhecido outra pessoa. Eu senti como se tivessem me dado um golpe; achei que o tinha perdido de vez. Mas ele falou que foi só um beijo, e eu não o culpei, nem o julguei. Porque, da forma como eu tinha me afastado dele, a única culpada de tudo era eu. Se ele tivesse ido para os braços de outra, eu era a maior responsável.
Perguntei se ela era importante para ele, e ele disse que não. E assim ficamos, pois eu queria ser a pessoa mais importante para ele.
Só o toque dele... somente ele conhecia o meu corpo, o que eu gostava e o que não gostava. Com apenas um toque, eu já estava toda molhada, parecendo uma cachoeira. Ele era o meu homem, e aquela noite foi perfeita.
Mas foi na manhã seguinte que as coisas mudaram de figura. Acordei cedo e, quando abri a porta, eu ouvi eles conversando sobre uma tal de Sara: uma mulher para quem ele mandava dinheiro. Quando a Lara perguntou se ele era apaixonado por ela, eu fiquei mal, meu coração tremeu, e eu não queria ouvir o que temia. Então, bati a porta com força para eles perceberem que eu estava chegando.
Na cozinha, perguntei sobre o assunto, e eles só disseram que era apenas questão de dinheiro. Mas eu tinha ouvido o tom da conversa... Eu queria ter perguntado tudo, mas achei que ele iria me contar tudo depois.
Para a minha surpresa, os dois saíram para comprar coisas, e demoramos muito tempo. Quando voltamos, eles já estavam de banho tomado. Fiz ele me levar para casa para eu tomar o meu banho, e já pensei logo que ele e a Lara tinham tido alguma coisa.
Questionei ele, sem ser invasiva, e ele negou. Mas eu precisava ter certeza, então provoquei ele... e ele me deu uma surra de pica incrível, mas não quis ir até o final. Quando cobrei isso dele de comer meu cuzinho, ele teve a ideia de usar um brinquedo, e aquilo me deixou louca de desejo.
Eu, que sempre fui uma menina de família, me sentindo uma vadia... e aquilo tudo me deixava cada vez mais excitada.
Mais tarde, encontrei os amigos dele, ele estava feliz. Em certo momento, me transformei completamente: comecei a agir como uma mulher à vontade, e vi a irmã da Bianca se jogando para cima dele. Fiquei observando, só para ver até onde ele iria. Ele deu um fora nela tão grande que ela saiu muito descontente.
Depois disso, levei ele para dentro, pois não aguentava mais de desejo, precisava me entregar a ele. A Lara nos flagrou, e foi aí que comecei a sentir desejo pela Lara também, uma vontade de tê-la, de experimentar estar com ela. Depois de tudo que Jessica me confidenciava eu só confiava em Lara para essa oportunidade .
Fomos para a casa, e eu vi a Lara e a Bianca transando... logo depois, ele me pegou, me comendo enquanto eu olhava para elas. Eu gozei intensamente, ele me apertou forte, me sufocando um pouco, e eu gozei com tanta vontade, sentindo tudo girar, que perdi os sentidos.
No dia seguinte, tudo parecia bem. Conversei com a Jéssica sobre as minhas suspeitas de outra mulher, sobre o risco de ele me trair, e também sobre o fato de eu ter vontade de ver ele com a Lara, na minha frente. Pedi conselhos a ela, queria saber como funcionava o ciúme com o marido dela, como eles se comportavam, como ela se sentia. Ela dizia que sentia um prazer enorme em ver ele com outras pessoas.
Fui para casa na intenção daquele ménage eu queria experimentar
À noite, nós três conversamos, mas tanto ele quanto a Lara me trataram com frieza, cortando qualquer assunto mais íntimo. Fiquei com muita raiva por causa dos "segredinhos" deles.
Contei tudo o que tinha acontecido para a Jéssica. Ela conversou comigo e me chamou para visitar novamente o Carlos. Fomos até lá, e ela falou na frente dele sobre a minha frustração. Ele então falou que, se ele estava escondendo algo, era porque com certeza ele me traía. Ela continuou, na minha frente, falando para ele sobre o meu desejo de estar com a minha amiga e com o meu namorado ao mesmo tempo. Os dois começaram a se insinuar para mim.
Em seguida, a Jéssica me chamou para conhecer a cela dele, perguntou se eu não tinha curiosidade. Eu e ela fomos até lá, ele ficou esperando. Ela me mostrou tudo: como era o ambiente, lençóis na frente... com certeza já tinham transado ali várias vezes.
A Jéssica, com o jeito dela, falou:
— Ai, amiga... deu até um desejo agora...
— Você é doida, Jéssica! Tudo aqui te dá desejo?
— Vai dizer que não te dá um pouco de vontade também? Pensa só: transar na cadeia... Vai dizer que nunca pensou nisso?
— Amiga, até bate uma curiosidade, mas com o Marcos? Duvido muito... ele é muito certinho.
Ela passou a mão na minha barriga, deu uma volta ao meu redor e, em seguida, quem entra na cela? O Carlos. Ele nos olhou, parou bem na minha frente, e eu fiquei toda arrepiada.
A Jéssica continuou andando ao nosso redor, parou e me beijou. Eu retribui o beijo, um beijo diferente menos rude mais macio mas mole diferente de todos os homens com quem já sai . Depois, ela parou, passou a mão nos meus cabelos e veio me beijar de novo. Eu já estava completamente hipnotizada.
Ela afastou o rosto, deu espaço para ele, e o Carlos me beijou. Eu fui me entregando àquilo tudo. Aquele homem me pegou, colocou as mãos na minha cintura... o beijo dele parecia de um animal faminto. Eu parecia uma presa para ele, e aquilo tudo só aumentava o meu desejo.
Mas a minha consciência falou mais alto, e eu parei o beijo:
— Desculpa, gente... mas eu não posso fazer isso com o Marcos. Eu o amo.
— Amiga, fica tranquila... é só para matar a curiosidade que ele não te satisfaz.
— Não, Jéssica... ele é muito importante para mim. Se ele souber, estou ferrada, a minha vida acaba.
— E quem vai contar? — perguntou o Carlos.
— Verdade, amiga. Quem vai contar? Se ele pode ter segredos, bancar outra mulher e esconder de você, isso também não é nada... e nós sabemos que ele sente algo por outra. Você vai se privar de viver por causa dele?
— Mesmo assim, eu vou confrontá-lo.
— Eu estou preso, não tenho previsão de sair daqui, — disse o Carlos, se aproximando e tocando o meu rosto — então relaxa. Eu não tenho acesso ao mundo lá fora, ninguém vai ficar sabendo de nada.
Ele foi se aproximando de mim, tocando o meu rosto, e os dois ali tentando me convencer. Eu acabei cedendo.
Aceitei o beijo dele. A Jéssica, em seguida, já abaixou e começou a chupá-lo, enquanto eu o beijava. Ele apertou forte a minha bunda, e eu abri a blusa, mostrando os seios, e comecei a beijar eu abaixei também e comecei chupar ele também. Eu já estava louca de desejo. Dividido a piroca dele com a Jessica ora nossa línguas se encontravam depois eu subi novamente e voltei a beijá-lo e ficamos assim
Depois de um tempo, a Jéssica segurou a minha mão e me fez abaixar. Fiquei de joelhos ao lado dela. Eu via ela ali, chupando ele... e o tamanho dele não era pequeno, era grosso e duro. Eu olhava, via ele desaparecendo e aparecendo na boca da minha amiga.
Ela soltou o membro dele, me deu outro beijo babado com sabor daquela pica e segurou a minha cabeça, colocando ele na minha boca. Eu comecei a chupar, sentindo o gosto daquilo tudo com Jéssica forçando a minha cabeca fazendo a piora dele ir ate minha garganta e voltar . A Jéssica se levantou e começou a beijar ele. Eu me concentrei totalmente naquilo, fiquei ali chupando e brincando com ele, até que o Carlos assumiu o controle e começou a foder a minha boca sem dó. Ele ia e vinha, batendo no fundo da minha garganta. Eu tinha ânsias de vômito, mas ele continuava.
Até que ele me levantou com um puxão só, abaixou a minha calça e rasgou a minha calcinha. Aquilo me deixou com muito mais tesão; ver aquele homem bruto com toda aquela pegada parecia que ele sabia exatamente o que eu gostava. Como se tivesse me lido parecia ate Marcos comigo sabendo exatamente do que eu gostava e como eu gostava
Ele me jogou de quatro na cama da cela e, num golpe só, me penetrou, me comendo sem pena. Senti a dureza dele entrar em mim. No início, senti dor pela brutalidade; cheguei a tentar ir para frente, mas ele me puxou de volta pela cintura:
— Calma aí, sua putinha... foge da rola não, é? O seu "corno" não te ensinou direito, não?
— Não fala assim dele! Se mencionar ele de novo, eu levanto e vou embora!
— Desculpa... mas de "puta", pode chamar, né?
E começou a me comer com força. Eu não conseguia responder, porque estava gostoso demais. Esqueci até da Jéssica, não sabia mais onde ela estava... eu me perdi, pois era muito bom.
Eu me apoiei numa mão só e comecei a me masturbar enquanto ele me comia. Ele me deu um tapa ardido, mas aquilo só me deu mais desejo. Ouvia ele me xingar de "puta", "cadela", me provocando... eu só gemia de prazer. Não aguentei e gozei, e ele gozou junto comigo.
Olhei para o lado, e a Jéssica estava no celular.
— Amiga, eu aqui, e você aí estranha? Eu gozando horrores no pau do seu marido e você no telefone?
— Era a minha mãe, amiga... estava respondendo ela.
— Ah, tá...
— Mas eu também quero gozar! Você me chupa, amiga?
— Olha, eu não tenho experiência com isso, não...
— Tudo tem a sua primeira vez. Vem cá, amor, responde para a minha mãe enquanto isso...
Ela deu o celular para ele, sentou na cama, abaixou o short e tirou a calcinha. Eu vi aquela buceta toda lisinha, escura e pequenininha... e fui fazendo do jeito que o meu nego fazia comigo, que me deixava louca: ele nunca ia direto no ponto mais sensível, ele sempre estimulava tudo ao redor, e quando eu estava no auge do desejo, sim, ele vinha e chupava com vontade.
Eu fiz isso com a Jéssica, com calma. Acredito que não com toda a maestria que ele tinha, mas cheguei perto. Eu nunca tinha provado, mas estava super curiosa para saber o gosto e o cheiro de outra mulher — desde o dia que eu vi a Lara e a Bianca juntas. Tinha um gosto meio salgado, e o cheiro parecia de talco. Chupei tudo, sem sentir nenhum nojo, até que me assustei comigo mesma.
Quando percebi, a Jéssica já estava com as mãos nos meus cabelos, forçando enquanto eu chupava o seu clitóris e ela gozou, gemendo muito.
Quando levantei do meio das suas pernas, ela me olhou parecendo meio espantada com o que tinha acontecido, mas não deu tempo de a gente falar nada: o Carlos já me puxou e jogou o celular para ela:
— Responde a sua mãe ali, não esquece dela não...
Ele me colocou apoiada na parede da cela e falou no meu ouvido:
— Pode gemer alto... ela adora quando geme alto, e gosta de saber que é a minha "putinha" no lugar dela. Ela sente muito desejo com isso, saber que estou com outra.
E sem misericórdia, de novo, ele enfiou tudo de uma vez. Minha buceta ainda estava um pouco sensível da primeira vez, então eu dei um grito:
— AHHHHHH!
Ele deu outro tapa forte na minha bunda e começou a me comer de novo, me provocando, me xingando novamente. Quando me chamou de puta, ele puxou os meus cabelos para trás, fazendo eu ficar com a coluna arqueada e a bunda empinada. Então eu falei:
— Sim! Eu sou sua puta! Pode me usar do jeito que você gosta! Eu sou somente sua, de mais ninguém!
— É... então volta lá e chupa a Jéssica, já que ela gostou tanto!
Eu saí de da piroca dele, fui para cima da Jéssica, a beijei, empinei a bunda e comecei a chupá-la de novo. Enquanto isso, ele começou a me comer por trás, enquanto eu estava com a boca na buceta dela.
De novo ele me xingava, batia na minha bunda:
— Toma, sua puta! Queria um ménage? Então toma rola! Já que o seu corno não te dá o que você merece...
— Não fala assim dele! Não toca no nome dele!
— Então por que está aqui, sua puta?
— Porque nem eu sei ao certo... foi um erro...
Quando percebi o que estava fazendo, a minha consciência começou a pesar, e eu parei de sentir prazer. Lembrei dele, do Marcos, e do que eu estava fazendo com o amor da minha vida.
— Deixa... deixa eu ir agora.
— Não! Agora vou comer também o seu cuzinho...
— Não! Esse lugar é virgem, eu não dou para ninguém! Termina logo isso ou eu vou embora!
Então, ele gozou na mesma hora. Eu me levantei, arrumei a minha roupa, peguei a minha bolsa e saí de lá, nem esperei a Jéssica.
Não fui para casa, fui direto para a casa dos meus pais. Eles não estavam em casa. Entrei, fui direto para o chuveiro e fiquei lá, me sentindo a pessoa mais imunda e suja do mundo. Por mais que eu tomasse banho, não me sentia limpa. As lembranças daquela transa pareciam um pesadelo. Eu tomava banho e só chorava
Fiquei arrasada, passei uma semana sem ir até a casa do Marcos. Expliquei que tinha ficado mal depois da nossa conversa, mas a verdade é que eu não queria ver ele. Eu só chorava no meu quarto.
Minha mãe percebeu que eu não estava bem, e então eu contei tudo para ela — eu precisava desabafar. Contei toda a história, e a resposta dela veio logo:
— Minha filha, todos nós estamos sujeitos a erros. Mas agora, você precisa escolher: conta toda a verdade a ele, ou deixa isso morrer dentro de você, nunca mais toca nesse assunto e nem lembra mais disso.
Aceitei o conselho da minha mãe. Voltei para a casa deles, e tudo parecia mais leve. O jeito como me trataram parecia indicar que eles entendiam que eu tinha ficado chateada, mas eu não tinha o direito de estar chateada, porque eles estavam certos e eu era a traidora ali. Fiz o que minha mãe falou: matei aquele segredo dentro de mim.
Uma semana depois, ele me pediu em casamento. Eu chorei, chorei muito, pois não me achava digna daquilo, nem digna daquele homem. Mas sim, eu conseguiria guardar um segredo dele... porque ele também guardava segredos de mim, não é mesmo? Então, eu conseguiria conviver com aquilo.
Passou mais um tempo, e ele me chamou para irmos a um restaurante. Lá, eu me senti a pior pessoa do mundo, porque ele me contou toda a sua história, tudo o que ele tinha passado, o que teve que fazer e como se tornou o militar impecável que era. Falou do seu salário, da Sara... tudo. Eu me senti péssima.
Pedi para conhecer a sua mãe, queria saber como ela era, se ela me aceitaria na vida dele. Ele falou que seria difícil, mas me apresentou a ela. Eles não se viam com frequência. Conversei muito com a mãe dele, perguntei sobre a Sara, e ela me contou pouco, pois ela mesma não sabia muito, já que ele saiu de casa muito cedo, como ele mesmo já tinha me falado.
Depois disso, o depósito ia muito bem. Viajamos para os Estados Unidos, e ele sabia falar inglês muito bem; eu também sabia, mas às vezes me atrapalhava.
Na volta da viagem, eu estava no novo depósito quando a Jéssica me achou lá. Eu tinha pedido para mudar de para o novo justamente para que ela não me encontrasse, e também a tinha bloqueado no telefone, mas mesmo assim ela me achou.
— Oi, amiga! Que sumiço... foi difícil te achar.
— Oi... estou trabalhando aqui, muita correria...
— Você saiu daquele jeito outro dia, e eu fiquei muito preocupada com você. Pensei que tivesse ficado com raiva de mim.
— Não, você não fez nada para eu ter raiva... eu fiquei foi com raiva de mim mesma.
— O Carlos está mal, amiga...
— O que houve com ele?
— Ele está lá dentro sem o irmão, e ele gostou muito de você. Disse que você o ajudou a aliviar a dor da perda e o sofrimento por ter sido injustiçado.
— Nossa, amiga... sinto muito por ele. Eu queria poder ajudar...
— Amiga, vai lá visitá-lo...
— Eu não sei... eu vou falar com o Marcos antes de qualquer coisa.
— Amiga, melhor não... se não, ele vai descobrir das visitas. Alguém pode falar algo para ele, e ele é militar, né? Você sabe como eles são quando veem alguém preso...
— Amiga, ele é diferente dos outros, ele é uma pessoa boa, ele entende as pessoas...
— Você acha mesmo que o Carlos vai se sentir bem perto do homem que matou o irmão dele?
— É... você tem razão. Eu vou deixar quieto. Depois eu organizo tudo direitinho e vou com você.
—Está bom amiga não esqueça da gente não
—Mas sem sexo desta vez, vai ser como antes
— Sim amiga
A oportunidade apareceu: o Marcos iria viajar em missão por 3 meses novamente. A Lara estava apreensiva com a viagem dele, mas eu estava ansiosa, porque assim eu conseguiria encerrar o meu erro de uma vez por todas. Visitar o Carlos e me despedir e seguir minha vida
Passaram os dias, e ele foi. Liguei para a Jéssica e disse que no domingo eu iria com ela. E assim fiz.
No domingo, marquei com ela, mas em cima da hora ela falou que teve um imprevisto e mandou eu ir sozinha. Eu nunca tinha ido sozinha, mas para encerrar de vez aquela história, eu fui.
Chegando lá, foi um dos piores pesadelos da minha vida.
Primeiro, passei pela vistoria, que foi extremamente constrangedora. Depois, olhei para o Carlos, e lá estava ele, todo feliz ao me ver. Ele me abraçou, falou que estava com saudades, mas eu tentei ser o mais direta possível:
— Carlos, eu vim aqui te ver, mas preciso ser sincera: eu vim me despedir de você.
— Como assim? Se despedir de mim?
— Eu vou me casar. E o meu marido não iria gostar nada de mim aqui, te visitando, ainda mais depois do que fizemos.
— Como se eu fosse contar, princesa... Eu não vou contar nada, é só você também não contar.
— Mas toda vez que eu vier aqui, ou lembrar de você, eu vou lembrar do que houve...
— Então, eu quero te fazer um último pedido, para que eu esqueça todas as coisas tristes e lembre só das boas.
— Diz aí... no que posso ajudar?
— Eu só queria ficar com você mais uma vez...
— Mais uma vez daquilo que estou pensando?
— Sim.
— Desculpa, não posso. Tenho o meu marido, tenho a Jéssica... eu não posso magoar os dois dessa maneira.
— A Jéssica já sabe e está totalmente de acordo com isso. E depois dessa vez, você nunca mais irá ouvir falar de mim ou me ver na sua vida. Essa seria a nossa despedida definitiva. E sempre que eu lembrar do meu irmão ou do meu cunhado, eu vou lembrar que existiu uma pessoa que me fez feliz, apesar da perda deles.
Eu não sabia o que dizer. Lembrei deles mortos, fiquei na dúvida sobre o que fazer... Eu não queria fazer aquilo com o Marcos, ele não merecia da primeira vez, como também não mereceria da segunda. Mas o Carlos abriu a boca e me desarmou com a culpa:
— Sabe... isso limparia tudo. Apesar de todo o acontecido, eu e você vamos selar tudo isso com amor, e não com ódio. E sem culpa pela morte deles: eu por estar aqui injustamente, pois se eu não estivesse aqui, eles não teriam feito aquilo, o seu marido não teria matado eles, e você não sentiria culpa, porque não haveria vingança nem ódio. No final de tudo, nós só lembraríamos do amor.
Pensei, e ele tinha razão. Então, eu fui com ele para a cela.
Chegando lá dentro, eu não falei nada, mas ele estava sorrindo e feliz. Tirei a minha calça e deixei na cama, abri as pernas mecanicamente qualquer um veria que não existia prazer ali ... Ele veio beijando o meu pescoço, deitou em cima de mim e tentou beijar a minha boca, mas eu senti nojo, me senti muito mal. Virei o rosto e o abracei.
Ele me penetrou mim, devagar, de um jeito carinhoso, mas eu estava seca senti um incomodo uma dorzinha. Ele se levantou, cuspiu na mão para lubrificar e enfiou de novo.
Foram menos de 5 minutos de terror. Ele perguntou se eu estava gostando... eu não falava nada, só ficava quieta. E ele, vendo que eu não estava confortável, pareceu ficar ainda mais excitado. Ele era outro Carlos não o mesmo da primeira vez ele parecia gostar mais ainda vendo meu sofrimento
Eu pedi para ele gozar fora. Quando ele percebeu que eu não estava curtindo nada, que não sentia nenhum prazer, ele me olhou e disse:
— Leva o meu leite para casa então.
Eu tentei empurrá-lo, mas ele gozou dentro de mim, e depois deitou sobre o meu corpo. Eu o empurrei, levantei-me depressa. Ele passou a mão na minha buceta, e eu me senti totalmente arrependida. Eu estava com raiva ele percebeu minha fúria ao empurrar ele
Ele se virou e falou:
— Espera aí, que ainda tem mais...
Eu rapidamente coloquei a calcinha e a calça de volta. Ele veio na minha direção, levantando-se nu da cama, e eu fui correr mas ele me alcançou e quando comecei a gritar por ajuda. Tocaram o alarme e parecia haver outras movimentações lá fora pessoas gritando uma barulhada , mas pelo barulho ninguém ouviu.
Eu tentei sair correndo, mas ele me puxou de volta para dentro da cela e fechou a porta.
Ali foi o meu pior pesadelo. Ele ficou tentando me forçar a ficar com ele, eu pedindo ajuda, gritando. Ele me abusou à força. Aquilo durou uns 20 minutos, mas para mim foi uma eternidade. Eu e ele tivemos uma luta mas ele era mais forte que eu ele me segurou me colocou na cama de costas para ele com uma mão ele segurava meus braços e com outra ele ia se livrando da minha calca a abaixando e entao ele me penetrou e ali nas penetrações comigo chorando e ele me xingando falando várias coisas absurdas chamando Marcos de corno que eu era dele agora que estava marcada que durou uns 5 minutos ele gozou dentro de mim novamente e me soltou eu não tinha para onde correr estava tendo uma rebelião la fora
Eu me joguei no canto da cela, abraçada aos meus joelhos, chorando muito. Ele ficou tentando me convencer de que estava apaixonado por mim, que iria largar a Jéssica para ficar comigo, me pediu desculpas pela brutalidade, falando que fez aquilo porque me amava tanto que não sabia se segurar perto de mim ficou lá por horas fazendo juras de amor para mim.
Enquanto isso, ouvia uma grande confusão lá fora, coisas quebrando, gritos... Quando o Carlos percebeu que eu nunca iria me separar do Marcos por causa dele, ele ficou agressivo de novo. Mas, antes que ele tentasse qualquer coisa, entrou uma pessoa mascarada e me tirou da cela, me arrastando com brutalidade até a saída. Eu vi que era da policia
Um dos homens olhou para mim e disse:
— Dessa refém, eu cuido.
Ele me conduziu até o lado de fora, largou tudo o que estava fazendo só para me colocar em segurança, cuidando de mim como se eu fosse uma princesa sendo resgatada de um castelo. Ele viu que eu estava desesperada. Depois de me levar para um lugar seguro, mandou eu sentar, me deu água, cuidou de mim, mandou os médicos virem me ver, mas eu recusei. Não queria que vissem o que aconteceu comigo
Pediram para eu ficar lá até tudo terminar, mas ele me mandou embora, me liberou e falou que qualquer coisa, se alguém perguntasse algo ou me incomodasse, era para mandarem falar com ele. Ele parecia me conhecer muito bem mas eu não tinha noção de quem era eu estava muito atordoada
Saí de lá dirigindo até chegar em casa.
Ao chegar em casa, abri a porta e vi o Marcos lá, na minha frente, sentado na sala, com a Lara. Ali, toda a culpa caiu sobre mim. Eu caí no chão e entrei em desespero. Não sabia como reagir ou o que falar, eu só pedia desculpas, repetidamente. E me senti pior ainda depois que ele veio e me cuidou, com todo o carinho do mundo. Eu me senti a pior pessoa do mundo.
Só consegui dormir depois de tomar um remédio.
No dia seguinte, ele me chamou para conversar. E eu menti... menti, desesperada com medo de ele descobrir a verdade. Ele descobriu sobre a cadeia mas eu tentei inverter a culpa a ele e cada vez que eu mentia eu me sentia pior
A Jéssica foi me ver e perguntar como tinha sido a visita. Eu contei para ela que não tinha sido nada demais, não quis que ela soubesse o que o marido dela tinha me feito, já que ela o amava tanto.
Quando o Marcos foi me buscar, eu gelei. Ele perguntou quem era ela, e eu falei que era uma amiga que tinha me ajudado muito no processo de luto — e de fato, ela tinha ajudado no início. Ele quis conhecê-la, mas neguei, inventando uma história de ciúmes. Ele me levou para um jantar, foi muito sincero comigo, expôs o seu ponto de vista, mas eu menti para ele. Menti porque não queria perdê-lo, e ele, acreditando em minhas palavras, aceitou tudo.
Naquela noite, nos amamos, mas não foi como antes: não foi aquele sexo bruto e forte que sempre fazíamos. Parecia que ele sabia exatamente o que o meu corpo precisava depois de tudo o que eu tinha passado, casa toque dele parecia apagar cada toque que Carlos tinha dado em meu corpo, os traumas que meu corpo tinha e depois disso saber o poder que ele tinha sobre mim, e eu estava disposta a entregar a minha vida para ele, se fosse preciso. Porque somente ele sabia cuidar de mim e me escrever e apagar cada detalhe de mim em mim mesma
Fui na casa dos meus pais no dia seguinte estávamos muito bem eu estava disposta a casa com ele do jeito que ele quisesse nos termos que ele quisesse a minha vida era dele
Mas o terrível aconteceu: ao sair dos escritório do meu pai, com os documentos do hospital que ele pediu para eu analisar e já começar a ir estudando eu compreendi a situação; vi minha mãe chorando e percebi que a minha mentira não iria se sustentar por muito tempo. Ele saindo com fúria sem deixar eu explicar e minha mãe me pedindo desculpas
Liguei para ele, liguei para a Lara, mas ninguém me atendia. Fui até em casa, mas eles não estavam lá. Eu não sabia mais o que fazer. Liguei para todos os amigos e amigas em comum: os que me atenderam não sabiam onde ele estava, e os que possivelmente sabiam, não me atenderam.
Eu precisava contar a verdade a ele, mas fiquei pensando em como dizer, sem precisar relatar todos os detalhes do que tínhamos feito. Insisti muito, então voltei para a casa dos meus pais, pensando que talvez ele voltasse lá para me buscar e conversarmos. Depois de horas, já era noite, e a Lara finalmente me atendeu. Eu já estava em desespero, pedindo para ela falar com ele. Ela dizia que não era uma boa hora, que ele não estava com a cabeça calma, mas eu insisti.
De repente, eu ouvi a voz dele ao fundo, perguntando:
— Quem é Carlos?
Entrei em desespero. Eu já chorava, mas agora chorei ainda mais, gritando que poderia explicar, como se ele pudesse me ouvir do outro lado da linha. Minha mãe e meu pai entraram no meu quarto, querendo saber o que estava acontecendo, mas eu, em desespero, não lhes dei atenção.
Implorava à Lara para que falasse com ele, que eu poderia explicar tudo, para ele parar de procurar saber sobre aquele assunto. Então, ouvi um grito dele do outro lado da linha. Comecei a gritar também, perguntando à Lara por que havia gritado, o que tinha acontecido.
A Lara começou a chorar muito e disse uma coisa que fez a minha alma sair do corpo:
— Isis... Meu Deus, Isis... Como você pôde? Tem vídeo, Isis... Tem vídeo de você lá dentro... com ele... transando...
Eu gritava, dizendo que era montagem, que queriam nos separar, que estavam inventando coisas para nos afastar. Eu gritava, mas nem eu mesma acreditava no que dizia.
— Eu vi, Isis! Eu vi com os meus próprios olhos! Não tem como mentir... Você riu... Como você teve coragem de fazer isso com ele, com a gente?
Tentei me explicar, mas a ligação caiu. Dei um grito de desespero, olhei para a minha mãe, que já estava aos prantos:
— MÃE, EU ESTRAGUEI TUDO! EU ACABEI COM TUDO! EU SOU MUITO BURRA! BURRA! BURRA
Falei socando minha cabeça
Em seguida, não lembro mais de nada; simplesmente apaguei.
Acordei no dia seguinte, liguei para ele, mas o celular dava como desligado. Não saí da cama até a hora em que chegaram dois amigos dele na minha casa. Eles me contaram o que tinha acontecido, e eu não conseguia acreditar que alguém tinha feito algo tão grave contra ele.
Um deles, de quem não lembrava o nome, me deu um tapa na cara, querendo saber quem eram os envolvidos. Meu pai entrou na frente para me defender, e ele agrediu o meu pai e me ameaçou. Entrei em pânico e acabei desmaiando de novo.
Tentei ir ao hospital atrás de notícias, mas meus pais não deixaram. Descobri que ele tinha ficado em coma por causa da tentativa de homicídio. A Bianca era a única que me falava alguma coisa, mas era bem pouco. A Lara me ameaçou, dizendo que se eu chegasse perto do hospital, ela mesma me matava.
Meus pais tinham amigos trabalhando no hospital e me contaram que eu era considerada sua noiva, explicaram que eu precisava saber do seu bem-estar e me passaram tudo o que sabiam: os detalhes dos ferimentos, dos tiros que ele sofreu.
Em seguida, fiquei sabendo que ele acordou, mas que estava com amnésia. Liguei para a Lara, mas o meu número, assim como o dos meus pais, estavam bloqueados. Pouco tempo depois, chegou em casa um pedido de medida protetória: eu não poderia chegar perto dele, nem entrar em contato. Meus pais tentaram recorrer, mas eu já estava fora de qualquer investigação por causa da agressão que eu sofri e aquilo era cortesia por eu não aer presa de imediato.
Passaram-se os meses. Eu queria muito vê-lo, mas não podia. Até que chegou um dia em que comecei a vomitar e a desmaiar com frequência. Meus pais me levaram ao médico, achando que poderia ser por causa do nervosismo de tudo o que eu tinha passado, mas para a surpresa dos três, eu estava grávida.
Quando soube, não aguentei de emoção. Eu precisava contar a ele que esperava um filho, que eu estava grávida dele, que aquela criança poderia mudar tudo entre nós.
Fui até a casa dele; eu ia falar tudo.
Eu o pedia desculpas varias e varias vezes repetidamente e ele sem entender eu vi o que eu estava fazendo entao ameacei a ir embora mas assim que o vi, não resisti: eu o beijei, e ele retribuiu. Eu precisava sentir o meu homem de volta, o amor da minha vida, e com muita pressa, senti o seu membro duro, com saudade de mim — e eu sentia ainda mais dele. Eu chupei ele com rápido mas não tínhamos tempo para preliminares eu so o queria sentir dentro de mim então Comecei a me sentar sobre ele, querendo recuperar o meu homem, eu gozei assim que o senti dentro de mim e continuei eu queria matar a saudade dele o tempo partido ele éo amor da minha vida mas tudo foi por água abaixo quando a porta se abriu e a Lara apareceu.
Ela era a minha melhor amiga, eu vivia ao lado dela, mas naquele momento ela parecia ter se transformado no pior demônio possível. Ela me bateu, me xingou sem parar, sem se importar com nada. Eu não tinha forças para me soltar, até que ouvimos o baeulho do Marcos caindo. Ela me soltou e correu para ele e aquilo foi uma dor maior que os tapas que ela me deu ele caído e não era eu ali o ajudando e a única coisa que consegui falar foi que estava grávida. Ela me soltou na mesma hora. Ele sorriu, ficou muito feliz, e eu vi no rosto dele aquela alegria que eu tanto queria ver. Mas o meu mundo desabou quando a Lara perguntou:
— E quem é o pai?
Eu senti a minha alma queimar e o meu corpo arder em vergonha. Então, eu respondi, voltando à dura realidade do meu pesadelo, daquele inferno em que eu mesma tinha me colocado:
— Eu não sei...
Vi o olhar dele, confuso, sem entender o que estava acontecendo. Saí correndo dali, entrei no carro do meu pai e dirigi até a gasolina acabar. O meu telefone tocava sem parar, mas eu não atendia. Não sabia onde estava, só queria fugir de toda aquela vergonha por tudo o que tinha feito.
Meu pai acionou o GPS do carro, me achou, cuidou de mim e me levou para casa. Eu sabia que tinha decepcionado o meu pai por tudo o que tinha acontecido; ele não concordava com as minhas atitudes, mas mesmo assim cuidava de mim.
Depois de todo esse tempo, o Marcos entrou aqui no meu quarto, e aquele olhar de quem era apaixonado por mim, de quem queria estar comigo e me proteger, tinha sumido. Ele estava frio, pior do que no primeiro dia em que o vi na faculdade. Estava mais distante do que nunca.
Ele ameaçou tirar o meu filho de mim, e eu senti que ele falava sério, que era a verdade. Ele me pediu toda a verdade, então eu contei tudo, chorando, sentindo que o estava ferindo ainda mais, mas contei porque sabia que poderia perdê-lo de vez, mas eu queria o meu filho comigo.
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Depois que a Isis me contou toda a verdade, tudo o que tinha acontecido, inclusive sobre o estupro que ela sofreu, eu fiquei profundamente triste por ela. A única coisa que eu sentia era culpa por tudo o que ela sofreu. As escolhas dela foram erradas, mas os meus segredos e a minha exigência de que todos deveriam ver o mundo da mesma forma que eu, foi o que acabou empurrando ela para os braços do Carlos.
Ela era ingênua demais em relação à maldade real do mundo e não percebeu que armaram um plano contra ela. Mas, ainda assim, as escolhas foram dela, independente de ter sido manipulada; ela escolheu seguir por aquele caminho, e agora teria que carregar as consequências. Mas eu não a julgaria: ela já tinha sido muito castigada por tudo o que aconteceu, e não cabia a mim apontar o dedo para ela, que já tinha cicatrizes demais.
Mas eu precisava conversar com ela depois de absorver tudo o que tinha ouvido.
— Você pensou em contar a ele que está grávida?
— Não. Ele já tem a sua vida, a sua companheira, que era a minha amiga, e eu não quero acabar com a vida dela também.
— A sua amiga era a Lara, e era ela quem você tinha que proteger. Essa sua outra "amiga" armou tudo contra você. Mas você é inocente e burra demais para perceber isso.
— Eu sei que sou burra... mas ela é tão inocente quanto eu. E também não sou tão inocente assim.
— Lembra o que eu te falei? Que o meu mundo não é o mesmo que o seu, que eu não era o príncipe encantado? E olha no que isso transformou a sua vida.
Ela começou a chorar.
— Enxuga essas lágrimas. Essa criança precisa de você, e eu vou cuidar do resto.
— O que você vai fazer?
— O que for preciso. Eu vou atrás de quem fez isso comigo e com você, e eu vou ser o juiz e o carrasco deles.
— Por favor, não faça isso. Ele já tem mágoas de você por causa da morte do irmão e do cunhado, e agora você vai ser pai. Eu preciso de você vivo e bem. Ele só fez o que fez porque achou que já tinha perdido tudo.
Ela tentava me convencer a não ir atrás dele, com medo de que algo me acontecesse, falando que ele, apesar de tudo, tinha sido preso injustamente e que era tão vítima quanto nós. Eu a ouvi com atenção, e quando ela terminou de falar, eu disse:
— Se eu realmente for o pai dessa criança, nunca conseguiria olhar no rosto do meu filho depois do que fizeram com a sua mãe e comigo. Ele não era inocente: ele era dono do tráfico, há provas e confissões dele sobre diversos crimes, é por isso que ele está preso e tem tantos privilégios dentro da cadeia. Você acha que qualquer um pode levar duas mulheres para a cela sem intervenção dos agentes penitenciários? Acha que qualquer um tem acesso a celular dentro do presídio? Você acha que sabe como eu recebi esses vídeos? E quem você acha que gravou tudo?
Eu vi ela ligando os pontos, entendendo tudo, e ela começou a bater a própria cabeça, gritando:
— BURRA! BURRA! BURRA! BURRA!
— Amor, eu não queria que você visse os vídeos. Eu não sabia que estavam sendo gravados, eu não queria te machucar.
— Eu sei que você não sabia das gravações, mas agora eu preciso resolver isso para que essas cenas nunca apareçam na internet. Além disso, você preparou a cama e se deitou nela; as consequências dos seus atos eu não posso mudar, mas de uma coisa é certa: eles erraram quando tiveram a chance de me matar. Agora, eu vou mostrar a eles que perderam a melhor oportunidade das suas vidas.
Dei um beijo na sua testa e, ao me despedir, eu disse:
— Se preocupe apenas com esse bebê na sua barriga. Eu não pretendo deixar um filho meu órfão.
Saí de lá já tendo tudo planejado na minha cabeça sobre o que faria. Liguei para todos os meus amigos e nos reunimos na minha casa: eu, Reis, Matias, Fernandes, Silva e Dudu — eu iria precisar muito da ajuda deles.
Contei o plano e expliquei o que cada um iria ter que fazer, passo a passo. O Reis me perguntou:
— E a Isis, irmão? Como vamos cuidar dela?
Fernandes, em seguida, junto com o resto do pessoal, também me questionou sobre o que faríamos com ela. E eu apenas disse uma frase:
— Na Isis, ninguém toca um dedo.
Todos ficaram me olhando, sem entender, mas respeitaram a minha decisão. Quando terminamos a reunião, a Lara chegou. Todos conversaram um pouco, e quando foram embora, ela me questionou:
— O que estão armando?
— Quanto menos pessoas souberem, melhor. Não quero você envolvida nisso.
— Você ainda está apaixonado por ela, não está?
— Isso não some assim tão de repente, Lara. Você sabe disso.
— Sim, eu sei. Mas eles estão preocupados com você por causa dela.
— Eu sei. Mas ela já tem os problemas dela.
Contei toda a história para ela, incluindo o caso do estupro, que eu tinha escondido do resto do pessoal. A Lara chorou, e sentiu a mesma coisa que eu: sentiu compaixão pela Isis, entendendo que, apesar das escolhas erradas, ela não era uma pessoa má como todos nós tínhamos pensado. E contei que meu planos mudaram
— Sargento, faça eles pagarem. Pegue todos e mate-os. Eu vou até a casa da Isis conversar com ela.
— Pode deixar, Lara. Eu vou atrás de cada um e vou cuidar de cada um pessoalmente. O meu único pedido é: cuide da Isis por mim. Sei que é demais o que estou lhe pedindo, mas faça isso por mim.
— Sim. Se o filho for seu, eu vou redobrar ainda mais os cuidados.
E assim começou a minha vingança. Agora, eu ia à caça.