O meu melhor amigo é o amante da minha mulher

Um conto erótico de Hero
Categoria: Heterossexual
Contém 2666 palavras
Data: 30/05/2026 16:46:27

O Amante da Minha Mulher.

Há algumas semanas, uma desconfiança começou a crescer dentro de mim, um pressentimento estranho que não me saía da cabeça. Não sabia explicar direito o porquê, mas algo nela tinha mudado, e isso me inquietava dia após dia, como se um alarme interno tocasse baixinho sem parar.

A Letícia sempre foi uma mulher muito bonita, daquelas que chamam atenção por onde passa. Tinha um corpo bem feito, curvas acentuadas, pele macia e cheia de vida, e um jeito de olhar que sempre mexeu profundamente comigo. Desde que a conheci, sempre achei a mulher mais gostosa do mundo, e nunca, em nenhum momento, imaginei que um dia pudesse dividir a sua atenção , ou o seu corpo, com outra pessoa.

No início do nosso relacionamento, a vida sexual entre nós era intensa, sem limites, pura paixão. Fazíamos amor todos os dias, em qualquer canto da casa, com muita vontade e fogo. A Let sempre pedia mais, gostava de tudo o que eu fazia, e sussurrava no meu ouvido que ninguém, nunca, iria satisfazê-la tão bem quanto eu. Dizia que eu era o seu homem, o único homem da sua vida, acreditava em cada palavra, guardando cada uma delas como uma verdade absoluta.

Com o passar do tempo, porém, as coisas foram mudando de uma forma que me doía só de perceber. começou a ficar mais fria, mais distante, como se a sua mente estivesse sempre em outro lugar. Quando tentava chegar perto, tentava tocar, logo arrumava desculpas prontas: dizia que estava cansada, que estava com dor de cabeça, que estava com sono ou que tinha muito trabalho no dia seguinte. aceitava, não queria pressionar, mas sentia que algo essencial tinha se perdido entre nós.

O sexo foi ficando cada vez mais raro, e quando acontecia, era rápido, mecânico, sem graça, como se fosse uma obrigação que ela precisava cumprir para não me magoar. não me olhava mais nos olhos, não me beijava com aquela vontade de antes, com aquela fome que eu conhecia tão bem. Ficava sempre com a cabeça longe, os olhos fechados, e eu sentia, com o coração apertado, que estava pensando em outra coisa, ou muito pior, em outra pessoa.

ficava horas olhando para ela, imaginando onde andava, com quem falava, o que fazia durante o tempo que não estava comigo. Reparava que ela passava muito tempo no celular, sempre com a tela virada para baixo, escondendo tudo, e quando eu chegava perto ou entrava no ambiente, mudava de tela ou guardava o aparelho depressa, como se estivesse escondendo um tesouro ou um segredo proibido.

Sua forma de se vestir também mudou completamente. Começou a usar roupas muito mais justas, saias mais curtas, decotes mais abertos, coisas que nunca usou quando estávamos só nós dois em casa. Dizia que era só para se sentir melhor, mais bonita, mas eu desconfiava de tudo. Parecia claramente que ela queria chamar a atenção de alguém, que queria se mostrar para olhos que não eram os meus.

saía muito, quase todos os dias, sempre com a desculpa de ir ao mercado, na farmácia, ou encontrar alguma amiga que eu nunca tinha visto ou ouvido falar. Demorava horas pra voltar, e quando chegava, vinha com o cabelo bagunçado, a pele brilhante, a respiração entrecortada, como se tivesse se esforçado muito fisicamente ou tivesse feito alguma atividade intensa.

sentia um cheiro diferente nela também, um cheiro que me corroía por dentro: um perfume mais forte, um cheiro de homem que não era o meu. Quando chegava, eu ia até ela para abraçar, tentando disfarçar, e sentia aquele aroma dominando tudo. inventava desculpas esfarrapadas, dizendo que era o perfume de alguma amiga, ou que era o cheiro do transporte público, mas eu sabia, eu tinha certeza, que não era nada daquilo.

também passou a se arrumar muito mais do que o necessário pra sair, mesmo que fosse só para ir até a esquina. Passava horas na frente do espelho, se maquiando com capricho, penteando o cabelo mil vezes, passando creme no corpo todo, como se estivesse se preparando pra um encontro importante, um encontro de amor. E quando comentava algo, ela ficava brava na hora, dizendo que eu era muito ciumento, que não podia mais nem se arrumar em paz dentro da minha própria casa.

O jeito que me olhava também mudou, e isso foi o que mais me machucou. Antes, me olhava com desejo, com amor, com um brilho nos olhos que me fazia sentir o homem mais sortudo do mundo. Agora, me olhava com indiferença, como se eu fosse apenas um móvel qualquer da casa, algo que está ali mas não importa. Às vezes, até evitava olhar diretamente para mim, desviava o olhar rápido, como se tivesse vergonha ou culpa de alguma coisa que eu ainda não sabia.

Eu comecei a reparar também que ela ficava estranhamente ansiosa e agitada quando o Rogério, meu melhor amigo, aparecia aqui em casa. ficava mudando de lugar, arrumando a saia ou o cabelo sem necessidade, sorrindo demais, falando muito alto e rápido com ele. E ele também, eu percebia: olhava pra ela de um jeito que me deixava inquieto, demorava mais o olhar do que devia, sorria de um jeito que euela conhecia muito bem, um sorriso de desejo.

Eles sempre se davam bem, sempre foram bons amigos desde antes de me casar, mas agora parecia que havia algo muito forte entre eles, uma energia diferente, uma tensão no ar que eu podia quase tocar. Eles se tocavam sem querer, se esbarravam de propósito, conversavam baixinho nos cantos, e no segundo em que chegava perto, se calavam na hora, se olhavam e mudavam de assunto.

tentava não pensar nisso, dizia para mim mesmo que era coisa da minha cabeça, que estava ficando maluco de tanto desconfiar. Mas quanto mais eu tentava afastar esses pensamentos, mais eles voltavam, mais fortes, mais claros, mais dolorosos. sabia, lá no fundo, que alguma coisa estava acontecendo, só não tinha provas concretas ainda, até aquele dia.

Naquela tarde, chegou em casa diferente de como saiu. Chegou muito cansada, com a respiração ofegante, o cabelo despenteado, uma cara muito estranha, os lábios inchados e avermelhados, como se tivessem sido beijados sem parar. Não me disse nem “oi”, nem olhou na minha cara. Apenas deixou o celular em cima da mesa, bem visível, e correu direto para o banho, batendo a porta com força, como se estivesse fugindo de algo.

Assim que ouvi o chuveiro ligar, eu fui até a mesa, os pés pesados e o coração disparado como um tambor. Olhei pro seu celular ali, parado, com a tela ainda acesa. Uma vontade maior que tudo me fez pegar o aparelho. Desbloqueei, pois sabia a senha de sempre, e abri o WhatsApp. A maioria das conversas eram normais, com amigas, família, nada que chamasse atenção, até que passei por um contato.

Vi um nome salvo como “Joana, minha amiga”. Aquilo me deixou estranho na hora. Eu conhecia todas as suas amigas , e não existia nenhuma Joana, nunca ouvi falar. Meu coração disparou ainda mais, parecendo que ia sair pela boca, e fui logo abrir a conversa, com as mãos tremendo. E ali, naquelas mensagens, não era a tal da Joana. Era ele. O Rogério.

Ali estavam todas as mensagens, tudo o que eles falavam, tudo o que faziam, tudo o que sentiam um pelo outro, exposto diante dos meus olhos. E não eram só palavras. Vi vídeos também, vários deles, enviados e recebidos, cada um pior e mais explícito que o outro.

Eram gravações feitas por eles mesmos, onde os dois apareciam juntos, pelados, se tocando, se beijando, fazendo tudo o que eu nunca imaginei ver. Teve um vídeo onde ela estava de quatro na cama, os cabelos soltos, e ele entrava por trás, enfiando tudo devagar enquanto gemia alto, dizendo que era o homem da sua vida, o único que sabia fazer ela sentir algo. Teve outros onde apareciam separados: mandando fotos do seu pau duro, enorme, grosso, dizendo que era tudo pra Let; ela mandando fotos da sua buccha toda aberta, molhada, brilhante, mostrando o quanto estava pronta para recebê-lo.

mandava mensagens dizendo o quanto ela era gostosa, como se contorcia quando ele a pegava, como ela gemia alto e pedia para ele não parar nunca. respondia dizendo que estava com saudade do seu corpo, que não aguentava mais ficar longe, que sonhava com ele todos os dias e que queria sentir ele dentro dela de novo, o mais rápido possível.

contava cada detalhe sórdido: como abria as pernas bem largo pra ele, como ela apertava o seu pau com a boca até engolir tudo, como pedia para ele bater forte nela. Dizia que o que tinha era melhor, maior, mais gostoso, muito superior a qualquer coisa que eu pudesse dar . Que só fingia gostar de mim, que quando eu estava com ela na cama, ela fechava os olhos e era a imagem dele que ela via na sua frente.

Dois dias depois, eu estava em casa, muito bêbado, a cabeça girando e o coração doendo. A Let tinha saído mais uma vez, disse que ia na casa de uma parente, mas eu já não acreditava em mais nada daquilo. A casa estava vazia, o silêncio me sufocava, e a bebida descia quente, misturando raiva, dor e uma confusão estranha que mexia com a minha cabeça de um jeito que não entendia.

Peguei o celular, com os dedos já pesados e a visão um pouco embaçada, e procurei o nome dele na lista de contatos. Era o meu melhor amigo, sempre esteve ali, do meu lado em tudo, e agora era o dono da mulher que amava mais que tudo. Apertei o botão de ligar sem pensar muito, só sentindo a necessidade de encarar tudo de uma vez, acabar com aquela angústia.

— Vem pra cá, Rogério. Agora — falei, assim que ele atendeu, a voz saindo arrastada mas cheia de firmeza e raiva. — Preciso falar com você, e não aceito desculpas, não inventa nada.

não hesitou nem por um segundo. Disse que estava a caminho, e em menos de quinze minutos, ouvi o barulho do carro parando na porta. Fiquei sentado na sala, garrafa na mão, esperando, sentindo o coração bater de um jeito estranho, não só de dor, mas de uma mistura de raiva e uma curiosidade doentia que não sabia explicar.

Quando ele entrou, veio com aquele jeito de sempre, calmo, tranquilo, como se nada estivesse acontecendo. Fechou a porta devagar, olhou pra mim ali, bêbado, sozinho, e apenas ergueu a sobrancelha, como se já esperasse exatamente por aquele momento.

— Você tá estranho, parceiro. O que houve? — perguntou, tirando os sapatos e entrando na sala, se aproximando devagar, sem medo nenhum.

levantei devagar, cambaleando um pouco, e apontei o dedo na sua cara, sentindo o calor subir todo no rosto. O cheiro que vinha dele era o mesmo que sentia na Letícia quando ela chegava em casa: o mesmo perfume, o mesmo cheiro de homem forte. Isso me deu ainda mais raiva.

— Não vem com essa cara de santo, porra — falei, alto, jogando a garrafa vazia no chão, que rolou até bater na parede com um estrondo. — li tudo. Vi tudo o que vocês dois andam fazendo, todas as fotos, todos os vídeos, cada palavra, cada detalhe sujo que vocês guardavam escondido.

parou no meio do caminho, mas não deu um passo pra trás. Não pareceu surpreso, nem assustado, nem envergonhado. Apenas ficou me olhando, parado, calmo, esperando que continuasse a falar, como se aquilo fosse uma conversa normal.

— Eu sei que você anda com ela. Sei que é você quem ela procura quando sai de casa. Sei que tudo o que ela me diz é mentira, e que quem fode ela direito, quem faz ela gozar, é você — falei, soltando tudo de uma vez, sentindo cada palavra queimar na garganta. — vi as fotos de vocês dois nus, vi o quanto ela gosta do que você faz, vi ela pedindo mais, dizendo que o seu pau é dez vezes melhor que o meu.

Fui até ele, parei bem perto, olhando no fundo dos olhos dele, procurando alguma vergonha, algum remorso, qualquer coisa que me mostrasse que ele se importava. Mas não vi nada disso. O que vi foi um brilho estranho, um ar de superioridade e segurança que me deixou ainda mais fora de mim.

— sei de tudo, Rogério. Vi cada imagem, li cada mensagem, sei de tudo há dois dias. Não precisa mais esconder, não precisa mais mentir. Eu sei que você é quem ela quer, que é você quem ela chama de homem quando eu não estou olhando.

continuou em silêncio por uns segundos, me encarando firme, sem desviar o olhar nenhum instante. Fez uma cara que parecia decepção, mas não por ter sido pego, e sim por ter demorado tanto tempo para descobrir o que já estava na cara de todos. Então, ele me olhou, deu um passo à frente, ficou parado bem na minha frente, e me olhou de um jeito pensativo, quase piedoso.

— Fernando, tenha calma, cara... a situação não é tão simples assim. Nós estamos juntos há três anos, cara! São três anos de uma vida escondida, proibida, de amor e desejo. Tu acha que isso é fácil pra mim? É fácil pra ela? Achas que é simples gostarmos tanto um do outro e ter que fingir todos os dias?

fez uma pausa, suspirou fundo, e continuou com uma calma que me matava:

— Sei que tu tá certo, tenho certeza disso. Mas, meu amigo, tenta entender o que está acontecendo com nós dois. Eu realizo a sua vontade , ela realiza a minha, e tu... tu não estava agradando ela a muito tempo, cara. Ela se sentia sozinha, rejeitada, e eu só fiz o que qualquer homem faria: dar a ela o que ela precisava.

— A Let é minha, cara! é a minha mulher, a minha esposa! — gritei, sentindo os olhos encherem de lágrimas, apontando pra ele.

abriu um pequeno sorriso, balançou a cabeça devagar e me olhou com pena:

— Tem mesmo certeza? Tem certeza disso, cara? Olha bem para mim, olha o que tenho pra dar, o que faço por ela, o que sou pra ela. É a mim que ela liga. É eu quem ela procura. É eu quem realiza ela na cama! Gosto muito dessa mulher incrível, e ela gosta de mim também.

chegou mais perto, pôs uma das mãos no meu ombro, como se estivesse me consolando, e disse com firmeza absoluta:

— E o melhor de tudo: ela também quer que você veja, que você saiba tudo o que a gente faz. Ela me disse ontem mesmo que queria que tu soubesse, que queria que tu entendesse que ela é minha, mas que ainda gosta de ti.

fiquei ali, parado, tudo girando ao meu redor, absorvendo cada palavra dura que ele me jogava na cara. De repente, a raiva que sentia foi dando espaço para uma confusão, uma curiosidade, um desejo doentio que crescia dentro de mim. Olhei para ele, meu melhor amigo, e pela primeira vez não o vi como inimigo, mas como parte de algo maior, algo que envolvia a mulher da minha vida.

percebeu a mudança no meu olhar, sorriu de um jeito fascinante, estendeu a mão e apertei. Nos olhamos fundo, e havia uma compreensão nova ali, uma cumplicidade que eu jamais imaginaria existir.

— Então é isso — eu disse, com a voz já mais calma, aceitando tudo de uma vez. — Agora... nós dois juntos?

— Exatamente — respondeu ele, abrindo um sorriso enorme e fascinante, que eu retribuí da mesma forma. — Agora os dois juntos iremos fazer tudo o que ela precisa, tudo o que ela sempre quis. E nunca mais iremos discutir por isso.

Me olhou sorrindo,bateu no meu ombro,me abraçou firme, como selando um acordo eterno.

— A única regra é: manter o respeito quando estivermos juntos, e nunca falar nada, absolutamente nada, do que acontece dentro do quarto. O que acontece lá, fica entre nós três.

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