O fim do amor, o inicio da escravidão PT1

Um conto erótico de capacho.podo
Categoria: Heterossexual
Contém 733 palavras
Data: 04/05/2026 00:40:58

Tudo começou lá pra 2019. A gente já tava junto há uns meses e eu decidi que era hora de abrir o jogo sobre meus fetiches. Antes de falar da reação dela, deixa eu descrever o "alvo": a Isa tem um pezinho 35, branquinho, com a sola super macia e um arco tão perfeito que parece desenhado.

A conversa naquele ano foi tensa pra caramba. Eu tava me tremendo todo, mas tomei coragem. A Isa sempre teve aquela vibe de superioridade, sabe? Aquele olhar de quem não pede, ordena; de quem não sugere, decide. O pé dela tava lá, impecável, unhas feitas... um paraíso que eu só queria o direito de servir.

— Desembucha logo, garoto. Vai ficar gaguejando até quando? — ela mandou, cruzando as pernas e deixando aquele arco perfeito bem na mira dos meus olhos.

Confessei tudo. O fetiche, a idolatria pelos pés dela, a vontade de ser o tapete dela. Ela deu uma risadinha de canto, mas o olhar deu uma suavizada.

— Você quer ser meu capacho? É isso? — Ela arqueou a sobrancelha. — Olha, eu até curto essa ideia de mandar em você e tals, mas às vezes me dá uma bad porque a gente namora. Não sei se consigo ser 100% carrasca com você.

E aí é que tava o problema. A Isa tinha o perfil exato de dominadora, mas o coração dela amaciava quando era comigo. Ela até aceitou um pouco; me fazia massagear os pés dela por horas, beijar, cheirar as meias e os tênis depois do treino. Às vezes me dava umas tarefas tipo lavar a louça ou cozinhar pra ela, mas na "hora H", ela sempre cedia.

— Ai, amor, para com isso, levanta daí... Me dá agonia ver você cheirando a meia que usei o dia todo. Vem logo me abraçar.

Aquilo acabava comigo. Eu amava a garota, mas eu precisava de alguém que não tivesse pena. Alguém que pisasse sem olhar pra baixo.

No começo de 2022, eu fiz m*rda. Conheci a "Dona Monique". O papo com ela era seco, frio, exatamente o que faltava na Isa.

Comecei a sair cedo do trampo, metendo o migué de que tinha entrega extra na Zona Sul (eu fazia um corre de motoboy), mas na real eu tava num flat alugado, de joelhos, servindo de apoio pros pés de uma desconhecida enquanto limpava o salto agulha dela com a língua.

Eu voltava pra casa me sentindo um lixo, mas preenchido. Até que, numa terça-feira, o vacilo aconteceu: deixei o celular desbloqueado na mesa e fui pro banho.

Quando saí do box, o silêncio no apê tava pesado. A Isa tava sentada no sofá com o meu celular. Sem choro. Só um ódio frio que eu nunca tinha visto.

— No chão. Agora. — A voz dela saiu baixa, mas cortante.

Eu obedeci por puro instinto, sentando aos pés dela.

— Quem é essa Monique? "Obrigado por me usar de tapete hoje"? É sério isso? — Ela jogou o celular na minha cara. — Eu tentei ser legal. Tentei equilibrar as coisas porque achei que te machucava ser tratado assim. E você me trai pra ser lixo na mão de outra?

— Amor, não é o que você tá pensando... é que você tem dó de mim, e eu...

Ela me cortou com um chute curto, mas firme, bem no peito. Me jogou pra trás.

— Dó? Você quer saber o que é não ter dó? — Ela levantou e pisou com todo o peso do corpo em cima do meu peito. — A partir de hoje, você vai descobrir que a minha "dó" era a única coisa que te mantinha inteiro. Você não queria uma dona de verdade? Parabéns. Você acaba de perder a mulher da sua vida pra virar o objeto que tanto pediu.

Ela tirou o pé do meu peito e, antes de sair do quarto, olhou por cima do ombro:

— Vai lavar meu tênis da academia. Com a língua. Se eu achar uma mancha quando eu voltar, você vai dormir pelado na varanda, entendeu, seu merdinha?

— Pode deixar...

Ela me deu um tapa na cara e mandou eu responder direito.

— Desculpa, Rainha. Vou fazer o que a senhora mandou.

A porta bateu. Eu tava destruído emocionalmente, mas, pela primeira vez em anos, meu fetiche tava sendo atendido da forma mais cruel e real possível. Eu consegui o que queria, mas o preço foi o fim de qualquer carinho que ainda restava entre nós.

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