Temporada 2 O RECOMEÇO

Um conto erótico de Marcos
Categoria: Heterossexual
Contém 11897 palavras
Data: 01/05/2026 10:28:58

Passei meses trancado dentro de casa.

Enquanto o mundo seguia lá fora, eu vivia entre vídeos na internet, treinos improvisados e pesquisas sobre o Exército Brasileiro. Queria entender como funcionava a entrada, como era o treinamento, o que me esperava. Precisava de um objetivo. Precisava sobreviver a mim mesmo.

Eu estava tomado por ódio.

Ódio de tudo o que havia acontecido. Ódio das pessoas. Ódio de mim. A única coisa que me restava era aprender a me virar sozinho.

Quando finalmente entrei, descobri que a primeira semana tinha nome: Semana Zero.

Adaptação.

Bonito no papel. Na prática, era pancada, pressão psicológica, exaustão e vontade de desistir a cada minuto.

Apanhei muito.

Teve momento em que pensei seriamente em ir embora. Em largar tudo. Mas alguma coisa dentro de mim se recusava a quebrar.

Segui.

A segunda semana veio pior.

Mais intensa, mais dura, mais cruel. Muitos pediram para sair. Outros simplesmente desmoronaram.

Mas o Exército tinha algo poderoso: sabia construir irmandade.

No sofrimento coletivo, amizades nasciam. Homens começavam a lutar uns pelos outros. Companheirismo surgia no barro, no suor e no cansaço.

Só que comigo era diferente.

Eu vinha de um mundo de traições. Carregava isso na cabeça. Não dava espaço para ninguém se aproximar.

Eu era o solitário.

Na terceira semana, o corpo já não respondia mais. Dormíamos pouco, treinávamos muito, e viver parecia apenas obedecer ordens.

Foi quando errei.

Esqueci de amarrar o coturno.

Por minha culpa, todos ficaram sem almoço e perderam uma hora de sono.

Naquela altura, nosso psicológico já estava destruído.

Naquela noite, me cobraram da pior forma.

Mas, no meio daquilo tudo, um recruta entrou na frente.

Silva.

Enfrentou todo mundo para me defender.

Foi valente. Corajoso. Leal.

E mesmo assim, eu continuei afastando ele.

Porque eu já não sabia confiar em ninguém.

A quarta semana chegou como sentença.

Parecia que os instrutores tinham decidido arrancar de nós qualquer traço de fraqueza. O cansaço já fazia parte do corpo. A fome era rotina. Dormir se tornara luxo. Pensar já exigia esforço.

Mesmo assim, resistimos.

Ao final daquela semana, restávamos poucos em pé.

Cinco.

Cinco homens que, por algum motivo, ainda não haviam quebrado.

Naquela tarde, três sargentos apareceram no pátio. Entre eles, estava o homem que ninguém conhecia de verdade, mas todos temiam.

O Primeiro-Sargento Machado.

Durante quatro semanas ele mal havia olhado para nós. Nunca se apresentou. Nunca falou conosco. Era uma sombra que observava tudo em silêncio.

Até aquele momento.

Ele parou diante da tropa, mãos para trás, postura rígida, olhar de aço.

— Sou o Primeiro-Sargento Machado.

A voz era firme, seca, direta.

— E vocês cinco me impressionaram.

Ninguém respirava.

— Diferente dos outros, vocês terão treinamento especial. Mais intenso. Mais duro. Porque vejo futuro nos senhores.

O silêncio ficou ainda mais pesado.

— Não irão para casa esta semana. Ficarão na base por dois dias. Depois, retornam ao treinamento.

Nenhum de nós reclamou.

Não porque fôssemos fortes.

Mas porque já tínhamos aprendido que reclamar não mudava nada.

Naquele grupo estavam eu, Silva, Fernandes, Matias e Reis.

Cinco homens moídos pela rotina.

Cinco desconhecidos começando a se tornar irmãos.

As duas semanas seguintes foram ainda piores.

Treinávamos até o limite. Corríamos até vomitar. Aprendíamos a agir sob pressão, fome, sono e dor.

Mas algo mudou.

Começamos a lutar uns pelos outros.

Se um caía, outro levantava.

Se um errava, os cinco pagavam.

Se um sofria, todos sofriam.

Foi ali que compreendi algo importante: homens não viram irmãos em festas. Viram irmãos no inferno.

No fim daquele ciclo, Machado chamou cada um individualmente à sua sala.

Fui o último.

Entrei em posição de sentido. A sala era simples. Mesa organizada. Bandeira ao lado. Nenhum enfeite.

Machado levantou os olhos.

— Soldado... está aqui por obrigação ou porque quer estar aqui?

Respondi sem hesitar.

— Porque eu quero estar aqui, senhor.

Ele me encarou por alguns segundos.

Pareciam minutos.

— Seu ensino médio está incompleto. Parou no terceiro ano.

Assenti.

— Você tem futuro aqui. Mas só se quiser de verdade. Se não quiser, fale agora. Não perco tempo com quem não decide a própria vida.

Engoli seco.

— Eu quero, senhor.

Ele se levantou.

— Então vá encontrar o Sargento Moura. Seu treinamento agora será com ele.

Saí da sala sentindo que alguma porta havia se aberto.

Ou fechado.

Ainda não sabia.

Sargento Moura nos recebeu no campo de instrução.

Ao meu lado estava Silva.

Moura era diferente de Machado. Mais técnico. Menos intimidador. Mas igualmente exigente.

Foi com ele que começou uma nova fase.

Saltos.

Operações especiais.

Paraquedismo.

Controle mental.

Reação sob risco.

O treinamento deixou de ser apenas físico.

Agora queriam moldar nossa mente.

Meses depois, voltei para casa exausto.

Mais forte por fora.

Mais cansado por dentro.

Meu pai me chamou para conversar.

Sentamos em silêncio por alguns segundos.

Então ele falou:

— Filhote... acabaram contigo lá dentro.

Sorri de canto.

— Começou como chacota... agora estou correndo atrás de carreira.

Ele me olhou sério.

— Tem uma coisa que você precisa saber.

Parei.

— Um sargento com quem servi me devia um favor. Pedi para colocar você lá dentro.

Demorei a responder.

Machado.

Naquele instante, tudo fez sentido.

Eu era o único que não havia pedido para estar ali.

Meu pai havia me empurrado para dentro daquele mundo.

Talvez para me salvar.

Talvez para me endurecer.

Talvez porque me conhecesse melhor do que eu mesmo.

Naquela noite, entendi algo simples:

Enquanto eu achava que lutava sozinho...

Alguém lutava por mim em silêncio

Depois daquela conversa com meu pai, nunca mais enxerguei o Exército da mesma forma.

Antes, eu acreditava que estava ali apenas por raiva. Pela necessidade de provar algo ao mundo. Pela vontade de transformar dor em força.

Mas havia mais.

Meu pai tinha me colocado naquele caminho porque enxergava algo em mim que eu ainda não via.

Potencial.

Ou desespero.

Talvez os dois.

Voltei para a rotina com outra cabeça.

Completei o ensino médio entre provas, cansaço e noites mal dormidas. Estudava quando podia, dormia quando o corpo permitia e treinava como se a vida dependesse disso.

Porque, de certo modo, dependia.

Ao final daquele ano, fui destaque no TAF.

No segundo ano de serviço, recebi a promoção a cabo.

Era jovem demais para alguns. Inexperiente demais para outros. Mas resultado não pede licença.

Machado continuava por perto.

Nunca me deu privilégio algum.

Nunca facilitou nada.

Pelo contrário.

Se os outros precisavam correr dez, comigo exigia doze.

Se o erro dos demais rendia advertência, o meu rendia correção dobrada.

Na época, eu não entendia.

Hoje entendo.

Alguns homens demonstram respeito cobrando o máximo.

Foi também por indicação dele que me preparei para a ESA.

Dois anos.

Dois anos vivendo quase internado entre estudos, base e treino. Ia para casa apenas nos fins de semana — e muitas vezes nem isso. Preferia ficar na base. Nas férias, estudava ainda mais.

Eu havia desenvolvido um novo vício:

O próximo passo.

Nunca era suficiente.

Quando conquistava algo, já pensava no seguinte.

Quando alcançava uma meta, ela perdia valor no mesmo dia.

Vencer virou costume.

E costume, quando exagerado, vira prisão.

Passei.

Concluí o curso.

Voltei para casa diferente mais uma vez.

Mais disciplinado.

Mais frio.

Mais distante.

Perguntei por pessoas do passado. Tentei notícias de quem um dia foi importante para mim. Meu pai já não sabia de nada.

A vida deles seguira.

A minha também.

Só que seguir em frente nem sempre significa estar em paz.

Tirei férias.

Usei cada dia para treinar.

Meu novo objetivo era entrar para o Curso de Comandos e Operações Especiais.

Eu queria o limite.

Queria descobrir até onde um homem podia ir antes de quebrar.

Quando retornei, Machado me chamou.

Estava na sala dele novamente, anos depois da primeira conversa.

Ele me observou por alguns segundos e falou:

— Pegue leve.

Estranhei.

Era a última coisa que esperava ouvir.

— O senhor?

— Você é novo. Está exigindo demais do próprio corpo. Curso atrás de curso. Missão atrás de missão. Isso cobra preço.

Fiquei em silêncio.

Ele continuou:

— Nem tudo se vence na força.

Assenti, embora por dentro discordasse.

Naquele tempo, eu acreditava que tudo se resolvia empurrando mais forte.

Fui designado para treinar recrutas.

Era estranho estar do outro lado.

Eu via neles o mesmo medo, a mesma arrogância juvenil, a mesma vontade de desistir escondida atrás da pose.

Ensinei o que sabia.

Corrigi o que erravam.

Mas sentia algo incômodo crescendo dentro de mim.

Aquilo não bastava.

Treinar outros enquanto eu queria estar em campo parecia prender um animal em jaula.

Então me voluntariei.

Missão internacional.

Haiti.

Quando o nome saiu, não hesitei.

Parti sem olhar para trás.

No avião, olhando pela pequena janela, tive uma certeza silenciosa:

Eu passara tanto tempo fugindo de mim mesmo...

Que qualquer lugar distante parecia lar

O Haiti me mostrou o que o treinamento nunca conseguiria ensinar.

Dor humana.

Não a dor controlada dos campos de instrução, dos gritos, das corridas até a exaustão ou dos exercícios planejados para nos testar.

Falo da dor real.

Aquela que não termina quando o apito toca.

Aquela que mora nos olhos de quem perdeu tudo.

Chegamos sob calor pesado, ruas feridas e um silêncio estranho entre o caos.

Casas destruídas.

Infraestrutura precária.

Crianças correndo descalças entre escombros.

Famílias vivendo onde antes havia ruínas.

E, no meio disso tudo, homens tentando impor ordem onde a própria vida parecia ter desistido.

Ali entendi que miséria não é apenas falta de dinheiro.

Miséria também é abandono.

Nossa missão exigia disciplina total.

Patrulhas.

Proteção de áreas.

Apoio humanitário.

Controle de distúrbios.

Escolta.

Dias longos.

Noites tensas.

Nunca se sabia quando algo simples viraria tragédia.

Vi mães segurando filhos doentes sem ter para onde correr.

Vi irmãos enterrando irmãos.

Vi homens endurecidos chorando escondidos.

Vi crianças brincando em lugares onde ninguém deveria crescer.

E vi algo pior que violência:

A indiferença do mundo.

Eu cumpria cada ordem.

Fazia o trabalho.

Mantinha a postura.

Mas, por dentro, algo se movia.

Durante anos eu alimentara minhas dores como se fossem únicas. Como se ninguém tivesse sofrido como eu.

No Haiti, percebi o tamanho do meu egoísmo silencioso.

Existiam pessoas perdendo muito mais do que eu perdera.

Todos os dias.

Sem escolha.

Sem descanso.

Sem chance de recomeçar fácil.

Numa tarde, após uma operação difícil, sentei sozinho afastado do grupo.

Observei uma mulher dividindo um pedaço de pão entre três crianças.

Ela não comeu.

Só sorriu para eles.

Naquele instante, pensei na minha família.

Pensei em tudo o que vivi.

Em tudo o que abandonei emocionalmente.

Em quantas vezes escolhi endurecer em vez de sentir.

Em quantas pessoas talvez tivessem sofrido minha ausência enquanto eu só pensava na minha dor.

A guerra lá fora me obrigou a olhar a guerra dentro de mim.

Silva percebeu meu silêncio crescente.

Sentou ao meu lado numa noite e acendeu um cigarro.

— Está pensando demais.

— Talvez.

— Isso aqui mexe com qualquer um.

Olhei para ele.

Silva havia sido o primeiro homem a me defender quando eu merecia apanhar. O primeiro a se aproximar sem pedir nada.

Só anos depois eu começava a permitir aquela amizade.

— Você mudou desde que chegamos — ele disse.

— Todo mundo muda.

— Nem todo mundo admite.

Sorri de canto.

Voltamos meses depois.

Missão cumprida.

Fardas marcadas.

Cabeças diferentes.

No aeroporto brasileiro, vi famílias esperando soldados com abraços, cartazes e lágrimas.

Eu desci sozinho.

Não me incomodou.

Ou pelo menos foi isso que repeti para mim mesmo.

Em casa, o silêncio parecia maior do que antes.

Tentei descansar, mas a mente não desligava.

Barulhos me despertavam.

Sonhos vinham em pedaços.

Memórias apareciam do nada.

Algumas cenas do Haiti me perseguiam.

Outras cenas antigas também.

Foi então que saiu o resultado de um curso para o qual eu havia me inscrito antes de viajar.

Mais seis meses de treinamento pesado.

Eu aceitei sem pensar.

Era meu padrão.

Quando algo dentro de mim gritava...

Eu corria para mais disciplina.

Mais dor.

Mais missão.

Mais metas.

Suguei tudo o que o Exército podia me oferecer.

Cursos.

Operações.

Especializações.

Cinco anos vivendo para aprender a sobreviver.

Cinco anos me tornando eficiente.

Cinco anos evitando encarar quem eu era sem uniforme.

Quando voltei, conversei com meu pai sobre sair da favela.

Queria tirá-lo dali.

Dar algo melhor.

Ele recusou na hora.

— Meu lugar é aqui.

Insisti.

Ele manteve a decisão.

Entendi que algumas pessoas suportam lugares difíceis porque ali estão suas raízes.

E outras fogem porque têm medo de criar raízes em qualquer lugar.

Eu era da segunda categoria.

Decidi morar sozinho.

Pela primeira vez, sem quartel, sem alojamento, sem rotina coletiva.

Só eu.

E isso me assustou mais do que qualquer missão

Morar sozinho parecia simples no papel.

Um apartamento organizado. Silêncio. Liberdade. Horários próprios. Nenhuma ordem ecoando corredor afora.

Mas o silêncio de uma casa vazia pode ser mais barulhento do que um campo de treinamento.

Nos primeiros dias, eu acordava cedo por reflexo. Arrumava a cama em minutos. Limpava tudo com precisão quase militar. Mantinha horários rígidos para comer, treinar e dormir.

Ainda assim, algo faltava.

No Exército, cada minuto tinha propósito.

Na vida civil, sobrava tempo demais para pensar.

E pensar nunca havia sido meu forte.

Eu não tinha amigos próximos.

Colegas, sim.

Conhecidos, vários.

Mas amizade verdadeira exige intimidade, e intimidade era algo que eu aprendera a evitar.

Então fiz o que sempre fazia diante do vazio:

Busquei um novo objetivo.

Entrei para a faculdade de Administração.

Queria entender negócios, gestão, estratégia. Talvez também quisesse provar que sabia existir fora da farda.

No primeiro dia de aula, me senti deslocado.

Eu era mais rígido que os outros.

Mais velho por dentro.

Mais silencioso.

Enquanto muitos falavam de festas, viagens e planos leves, eu pensava em cronogramas, disciplina e risco.

Parecia pertencer a outro idioma.

Foi lá que conheci Isis.

Isis uma menina de descendência japonesa 1,62 de altura 58 kg olhos escuros cabelos pretos com uma franja de manequim 38 magra com a bunda redondinha,

Ela chamava atenção sem esforço.

Tinha descendência japonesa, postura elegante, olhar atento e uma beleza difícil de ignorar. Mas o que mais se destacava nela não era aparência.

Era energia.

Ela entrava nos lugares como quem já esperava ser notada — e geralmente era.

Fomos colocados no mesmo grupo em um trabalho.

Como eu sempre ficava mais isolado, acabamos próximos por necessidade acadêmica. Ela se mostrou inteligente, rápida e mais observadora do que parecia.

Percebeu logo que eu morava sozinho.

Percebeu meus hábitos.

Percebeu que eu evitava aproximações.

E, aparentemente, decidiu transformar isso em desafio.

Ela me chamava para sair.

Eu recusava.

Inventava desculpas ligadas ao trabalho, à rotina, ao cansaço.

Na verdade, eu só não sabia lidar com leveza.

Mulheres como Isis pareciam vir de um mundo oposto ao meu: conforto, espontaneidade, escolhas simples.

Eu vinha de outro lugar.

Um dia ela apareceu dizendo que precisávamos nos reunir com o grupo para outro trabalho.

Pelo tom de voz, percebi algo estranho.

Treinamento ensina a notar hesitação, olhar lateral, detalhes pequenos.

Ela estava mentindo.

Mesmo assim, dei corda.

Entrou no meu carro e foi me guiando até o destino.

Quando chegamos, era uma balada.

Parei o carro.

Olhei para ela.

Ela sorriu como quem se orgulhava da própria armadilha.

Entrei.

O grupo da faculdade estava lá, bebendo, rindo, vivendo uma juventude comum.

Fiquei na minha.

Observei mais do que participei.

Quando o clima já me bastava, anunciei que iria embora.

Fui sozinho.

Cheguei em casa e, pela primeira vez em muito tempo, uma lembrança antiga voltou com força.

Alana.

Dormi tarde.

No dia seguinte, Isis me esperava após a aula.

Veio em minha direção com falsa indignação.

— Ótimo cavalheiro você. Me leva, mas não me traz de volta.

Respondi seco:

— Você estava com o pessoal.

Ela cruzou os braços.

— Já entendi qual é a sua.

— Qual?

— Medo de mulher.

Passei por ela sem responder.

Ouvi ela reclamar atrás de mim.

Continuei andando.

No fundo, aquilo me irritava porque havia verdade escondida na provocação.

Não era medo de mulher.

Era medo do que vinha junto:

Expectativa.

Vínculo.

Possibilidade.

Perda.

Dias depois, outro trabalho em grupo foi anunciado.

Caímos juntos novamente.

Ela sorriu quando percebeu.

Eu apenas aceitei o inevitável.

A proposta era montar uma empresa fictícia do zero, com planejamento completo.

Sugeri artigos esportivos, aproveitando o ano olímpico.

A ideia foi bem recebida.

Eu cuidaria da parte financeira.

Ela, da logística.

Os dois ficariam responsáveis pelo diferencial competitivo.

Funcionávamos bem juntos.

Melhor do que eu queria admitir.

Marcamos um sábado no shopping para pesquisar lojas, observar atendimento e discutir o projeto.

No caminho, vendedores nos chamavam de casal.

Ela sempre corrigia imediatamente.

— Não somos casal. Ele tem medo de mulher.

Eu revirava os olhos.

Ela se divertia.

E, sem perceber, eu também começava a me divertir.

Passamos a manhã andando entre lojas, observando vitrines, atendimento, preços e estratégias de venda.

Mas, na prática, o trabalho acadêmico dividia espaço com outra coisa:

Um jogo silencioso entre nós dois.

Toda vez que alguém nos tratava como casal, Isis se apressava em negar.

— Não. Somos só colegas.

Depois vinha a provocação inevitável:

— Ele tem medo de mulher.

Os vendedores riam.

Eu permanecia impassível.

Por dentro, porém, aquilo me atingia mais do que eu demonstrava.

Entramos em uma loja de roupas e um atendente repetiu a mesma suposição.

Isis respondeu no mesmo tom de sempre.

O rapaz, aproveitando a brecha, pediu o número dela.

Ela deu.

Sem hesitar.

Observei em silêncio.

Não era ciúme.

Era outra coisa.

Talvez incômodo por perceber que eu fazia parte de uma disputa da qual nem sabia as regras.

Seguimos andando e, aos poucos, a conversa ficou mais real.

Ela tinha dezenove anos.

Praticava capoeira e jiu-jitsu.

Treinava sério.

Era filha de médicos.

Vivia cercada de conforto, mas parecia fazer esforço constante para provar que não era apenas “a garota privilegiada”.

Isso me irritava.

Não por ela ter tido oportunidades.

Mas por parecer desprezar, às vezes, aquilo que muitos dariam tudo para ter.

Ainda assim, havia algo genuíno nela.

Uma vontade de ser vista além da superfície.

Talvez eu entendesse isso melhor do que queria admitir.

Na praça de alimentação, ela escolheu comida japonesa.

A ironia me fez sorrir por dentro.

Eu pedi algo simples.

Quando a conta chegou, paguei sem discussão.

Ela tentou argumentar.

— Não precisa.

— Precisa sim.

Entreguei o cartão e encerrei o assunto.

Ela me chamou de mandão.

Ignorei.

Sentamos para discutir o projeto.

Comecei a explicar ideias sobre posicionamento de marca, custos e expansão.

Ela assentia sem realmente ouvir.

Os olhos estavam presos no celular.

Continuei por alguns segundos, até perceber que falava sozinho.

Parei.

Ela levantou o rosto.

— Desculpa. Pode continuar.

Retomei.

Segundos depois, ela sorria novamente para a tela.

Foi quando vi.

Uma mensagem aberta.

“Deixa esse otário aí, que tem medo de mulher, e vem ficar comigo.”

Ela percebeu tarde demais que eu havia lido.

Levantou o olhar.

Tentou falar.

Não esperei.

Levantei e fui embora.

Ela correu atrás de mim.

Segurou meu braço no meio do shopping.

— Espera.

Soltei-me com calma.

Sem grosseria.

Sem cena.

Sem olhar para trás.

Todos em volta observavam.

Segui andando até o estacionamento.

Entrei no carro e saí.

As mensagens começaram antes de eu chegar em casa.

Isis: Você me deixou falando sozinha. Todo mundo olhando. Que mico.

Respondi quando parei no sinal.

Eu: Combinamos de trabalhar. Eu estava fazendo isso. Um cara me chamando de otário e você rindo. Amanhã peço troca de grupo.

Ela respondeu rápido.

Isis: Para de drama. Eu não estava rindo de você.

Não respondi mais.

No dia seguinte, nem fui à faculdade.

Recebi ordem para uma missão importante na Amazônia.

Ação sensível.

Risco elevado.

Precisavam de alguém com meu perfil de treinamento.

Também enviaram Silva.

Sorri quando vi o nome dele.

Se havia alguém em quem eu confiava para entrar em situação ruim, era ele.

A operação exigiu infiltração, paciência e silêncio.

Dois meses vivendo em alerta.

Quando tudo terminou, a Polícia Federal assumiu as prisões e procedimentos formais.

Nós ficamos com a parte invisível.

Como quase sempre acontece.

Em um momento crítico, Silva salvou minha vida.

De novo.

Não por acaso.

Por lealdade.

Na volta, durante o voo, percebi algo simples:

Passei anos afastando pessoas boas por medo de pessoas ruins.

Silva nunca pediu nada.

Só esteve lá.

Retornei à faculdade depois de longo tempo.

Quando entrei na sala, virei assunto imediato.

Perguntas sobre o sumiço.

Piadas sobre eu ser “agente secreto”.

Curiosidade sobre patente, rotina e histórias que eu não podia contar.

Quando revelei que era sargento, ninguém acreditou.

Riram.

Eu também.

Pela primeira vez, me senti parte daquele grupo.

Isis mal falou comigo.

Lara, por outro lado, foi a primeira a se aproximar de verdade.

E sem saber, ela estava prestes a mudar muita coisa

Lara não era o tipo de pessoa que passava despercebida.

Lara era branca 1,62 de altura, cabelos castanhos claros , olhos azuis corpo normal tinha mais corpo que a Isis tanto peito quanto bunda, ela era a mais gata com certeza da turma Não porque buscasse atenção, mas porque carregava presença.

Tinha humor rápido, respostas afiadas e uma leveza rara em quem já havia enfrentado dificuldades cedo demais. Era daquelas pessoas que entram em um ambiente pesado e, sem esforço, tornam tudo mais respirável.

Fisicamente, chamava atenção.

Mas o que realmente a tornava bonita era a forma como ocupava o mundo sem pedir desculpas por existir.

Ela foi a primeira do grupo a me tratar como gente comum.

Não como “o militar”.

Não como “o cara misterioso”.

Não como curiosidade ambulante.

Simplesmente como Marcos.

Isso me ganhou rápido.

Viramos amigos com naturalidade.

Ela fazia piada de tudo, inclusive de mim.

Chamava-me de “sargento” em tom de deboche carinhoso.

— Vai ficar me chamando assim até quando? — perguntei um dia.

— Até enjoar. E eu enjoo devagar.

Lara vinha de família humilde.

Havia enfrentado preconceito pela própria orientação sexual e pela forma livre de viver.

Talvez por isso enxergasse as pessoas sem tantas camadas.

Não precisava que ninguém se explicasse para merecer respeito.

Essa simplicidade me lembrava alguém do passado.

Jefferson.

Alguém que também conheceu julgamento cedo demais.

Enquanto Isis me evitava depois do episódio no shopping, Lara se aproximava cada vez mais.

Sentava ao meu lado.

Dividia lanche.

Mandava mensagem para zoar qualquer coisa.

Perguntava da minha rotina.

Fazia o grupo rir quando eu respondia sério demais.

Sem perceber, eu aguardava a presença dela nos dias comuns.

Numa sexta-feira, depois da aula, o pessoal decidiu voltar à mesma balada de antes.

Recusei ainda em sala.

Não era meu ambiente.

Na saída, porém, vi um carro parado e alguém buzinando sem paciência.

Silva.

Desceu sorrindo como sempre, falando alto, se apresentando para todo mundo em segundos.

Em cinco minutos, parecia amigo antigo de metade da turma.

Ele tinha esse dom.

Quando viu Lara, me cutucou discretamente.

— Quem é aquela?

— Problema

— Linda demais.

— É lésbica.

Silva ficou em silêncio por dois segundos.

Depois deu de ombros.

— Já enfrentei missões piores.

Ri pela primeira vez no dia.

Ele insistiu tanto para irmos à balada que aceitei.

Chegamos e o caos habitual me recebeu: música alta, luzes demais, gente demais.

Silva partiu imediatamente em direção a Isis.

Ela mal lhe deu atenção.

Lara apareceu ao meu lado segurando uma bebida.

— Sargento.

— Lá vem.

— Até quando vai ignorar a Isis?

— Quem me ignora é ela.

— Ela está com vergonha.

— Vergonha de quê?

— De ter tentado te provocar e dado tudo errado.

Olhei para ela.

— Tentou me provocar ou me fazer de idiota?

Lara riu.

— Um pouco dos dois.

Ela se aproximou mais.

— Escuta. A garota gosta de você desde que te viu.

— Problema dela.

— Problema seu também, porque você gosta dela e finge que não.

Balancei a cabeça negativamente.

— Você fala demais.

— E você sente demais em silêncio.

Aquilo me acertou.

Para mudar de assunto, apontei para Silva.

— E você? Meu amigo gostou de você.

Ela olhou para ele.

Silva gesticulava longe, tentando impressionar alguém.

— Se ele gostar de desafio e inversão, talvez.

— Então estamos empatados tirando a parte da inversão.

Ela sorriu.

Depois estendeu a mão como quem fechava negócio.

— Faço o seguinte: dou uma chance para ele se você der uma chance para Isis.

Pensei por alguns segundos.

— Fechado.

Chamei Silva.

Expliquei rápido.

Ele me abraçou como se eu tivesse salvo a vida dele.

— Se isso der certo, te devo uma.

— Já me deve várias.

Lara caminhou até Isis e falou algo no ouvido dela.

Segundos depois, Isis vinha na minha direção.

Bonita, firme, tentando parecer segura.

Parou diante de mim.

— Então... trégua?

— Depende.

— De quê?

— Se você parar de me chamar de covarde.

Ela sorriu.

— Nunca chamei de covarde.

— Medo de mulher era o quê?

Ela se aproximou mais.

— Convite

Antes que eu respondesse, me beijou.

Foi um beijo decidido.

Sem hesitação.

Sem teatro.

Ao fundo, vi Silva comemorando alguma coisa enquanto Lara ria.

O resto da noite se dissolveu em música, conversas e aquela sensação estranha de estar vivendo algo simples.

Algo normal.

Coisa que minha vida raramente permitia.

Quando chegou a hora de ir embora, anunciei que levaria todos para casa. afinal eu fui o único que não bebeu, bebida alcoólica.

Lara respondeu antes de qualquer um:

— Todo mundo vai para a sua.

Olhei para ela.

Depois para Isis.

Depois para Silva.

Ninguém parecia brincando.

Pela primeira vez em muito tempo, não tentei controlar o rumo da noite.

Apenas dirigi

Dirigi em silêncio.

No banco da frente, Isis olhava a cidade passar pela janela, mas de vez em quando desviava os olhos para mim. No banco de trás, Lara e Silva conversavam baixo, entre risadas cúmplices.

Eu seguia atento ao trânsito, como se aquilo fosse uma operação qualquer.

Mas não era.

Era só uma noite comum.

Talvez justamente por isso me deixasse tão desconfortável.

Chegamos ao meu apartamento.

Abri a porta e deixei todos entrarem.

A casa estava como sempre: organizada demais, limpa demais, silenciosa demais.

Lara foi a primeira a comentar.

— Você realmente mora igual quartel.

— Chama-se disciplina.

— Chama-se falta de bagunça saudável.

Silva já ria sozinho, explorando tudo como se estivesse em hotel.

Isis observava em silêncio.

Ela parecia curiosa com o homem que existia fora da faculdade e fora da farda.

Mostrei onde ficava o quarto de hóspedes, banheiro e cozinha.

Havia um segundo quarto que eu mantinha pronto caso meu pai algum dia aceitasse sair da favela e vir morar comigo.

Nunca aceitei desfazer aquele espaço.

Era minha forma muda de insistir.

Lara puxou Silva pelo braço.

— Vem. Quero te mostrar um negócio.

— O quê?

— Se eu falar, perde a graça.

Eles desapareceram pelo corredor.

Silva olhou para trás como quem agradecia aos céus.

Fiquei sozinho na sala com Isis.

O silêncio entre nós tinha outra natureza agora.

Ela caminhou devagar pelo ambiente.

Parou diante de uma estante onde eu guardava livros, certificados e algumas fotos antigas.

Pegou uma delas.

— Você sorri pouco.

— Na foto ou na vida?

— Nos dois.

Sentei no sofá.

— Você sempre analisa tudo assim?

— Só o que me interessa.

Guardou a foto e se aproximou.

— E eu interesso?

— Você faz perguntas demais.

Ela sorriu.

Sentou ao meu lado.

Perto demais.

Nos beijamos de novo.

Sem plateia.

Sem música alta.

Sem distrações.

Dessa vez o beijo foi mais lento, mais consciente.

Como se ambos estivessem deixando a brincadeira de lado.

Ela deslizou a mão pelo meu peito e sentiu as cicatrizes pequenas que o tempo havia deixado pelos treinos provas severas que passei.

— Você carrega muita coisa.

— Algumas aparecem.

— E as que não aparecem?

Não respondi.

Ela não insistiu.

Apenas me beijou outra vez.

Fomos para o quarto.

Não houve pressa.

Havia desejo, claro.

Mas havia também uma curiosidade mútua.

Ela queria conhecer o homem que eu escondia.

Eu queria entender a mulher por trás da provocação constante.

Começamos a nos pegar — coisa rápida. Ela já estava sem roupas e eu também. Então, ela começou a me chupar. Como as mãos dela eram pequenas, parecia até que meu pau tinha o dobro do tamanho. Ela, de joelhos, me chupava enquanto eu segurava seus cabelos; com uma mão, ela segurava meu membro e com a outra ia alisando meu peitoral e minha barriga. Ela não conseguia colocar tudo na boca, mas eu estava curtindo aquele boquete.

Então, eu a levantei, joguei-a na cama e já fui chupar a sua buceta, que tinha alguns pelos só na parte de cima. Que buceta bonita e molhada! Tinha um grelo grande que eu chupei muito, enquanto enfiava os dedos nela. Ela estava deitada de barriga para cima; eu a chupava e, com a outra mão esticada, apertava seus peitos pequenos, que cabiam inteiros na minha mão. Ísis dava uns gemidos abafados, baixinhos, que pareciam canção aos meus ouvidos. Intensifiquei a chupada no grelo e fiquei assim por um bom tempo.

Quando minha língua já estava quase cansando, ela segurou meu braço esticado e me deu uma "chave de coxa", como se fosse uma luta. Em um impulso, ela me virou, ficando por cima. Começou a soltar gemidos altos e longos, esfregando a buceta na minha cara. Quando arriou o corpo, percebi que ela tinha gozado. Ela saiu de cima e deitou de lado; eu levantei e a beijei. Ela retribuiu, ainda ofegante.

— Põe a camisinha — disse Ísis.

— Espere só um minuto — respondi.

Saí do quarto e fui ao quarto ao lado. Bati na porta, pensando em atrapalhá-los um pouco. Lara abriu a porta, me olhou pelado e com o rosto todo melado, e sorriu.

— Sargento, você não vai me comer, nem tenta! — disse ela.

— Que te comer o quê! Preciso de camisinha, você tem aí?

— Eu sou sapatão, olha para mim. Vê se tenho cara de quem anda com camisinha?

— E o Silva? Pega com ele.

— Seu amigo está dormindo.

— Já? — perguntei, surpreso.

— Espera aí.

Ela fechou a porta e, pouco depois, abriu e me entregou uma camisinha. Olhou para mim e provocou:

— Coitada da Ísis, vai sofrer, rsrs.

Não dei bola e voltei para o quarto. Voltei a beijar a Ísis, coloquei a camisinha e fomos para o "papai e mamãe". Comecei a penetrar e parecia que ela estava perdendo a virgindade, de tão apertada que era. Tive que ir devagar, aos poucos, para ela não sentir dor (e eu também não). Fui beijando e entrando devagar, parando e voltando, até que entrou tudo. Ela gemia na minha boca sem parar. Ficamos ali parados, nos beijando, até que ela pediu para eu começar a meter.

Comecei no vai e vem devagar, até ver que ela estava começando a curtir e a gemer de prazer. Então, ela me olhou e mandou eu comer com mais vontade. Assim eu fiz. O ritmo aumentou e ficamos naquele papai e mamãe gostoso; logo já se ouvia o barulho das nossas virilhas batendo. Só se ouvia os gemidos dela e o som do nosso encontro naquele quarto.

Tirei, mandei ela ficar de quatro na beira da cama, pincelei e fui enfiando devagar. Quando entrou tudo, ela gritou:

— VAI, AMOR! ME FODE GOSTOSO!

Comecei a socar firme. Via aquele cuzinho fechadinho piscando a cada enterrada. De repente, comecei a ouvir gemidos no quarto ao lado — pensei: "meu amigo se deu bem". Eu comia a Ísis com gosto, ela já estava entregue a mim. Depois de um tempo, ela ficou na posição de "frango assado". Eu a comia olhando fixamente para a cara dela; ela estava séria, com um olhar firme, sem desviar, respirando ofegante. Eu a encarava e socava cada vez mais forte, e a filha da puta não gemia mais, só me encarava.

Não sei o que me deu, lembrei da Alana. Dei um tapa na cara dela, chamei-a de safada, mas ela não desviou o olhar; apenas cravou as unhas nas minhas pernas. Em um impulso, peguei-a no colo. Ela cruzou as pernas nas minhas costas e me abraçou pelo pescoço enquanto eu a apoiava na parede. Dei tudo de mim. Socava como se fosse cavar um túnel para achar petróleo. Só aí ela começou a gritar. Eu socava e parecia que via a Alana na minha frente. Perdi o controle, só percebi quando ouvi aquela voz sofrida:

— Amor... não aguento mais.

Voltei a si. Coloquei-a na cama com todo o cuidado do mundo. Deitei ao lado dela, ela me abraçou

Entre beijos, risos nervosos e roupas esquecidas pelo caminho, a distância que existia entre nós nas últimas semanas desapareceu.

Naquela noite, não precisei ser militar.

Não precisei ser forte.

Não precisei provar nada.

Só estar ali.

Presente.

Depois, ficamos deitados em silêncio.

Ela traçava linhas invisíveis no meu braço com a ponta dos dedos.

— Você some fácil — disse.

— Costume profissional.

— E costume emocional?

Virei o rosto para encará-la.

— Você sempre mira onde dói?

— Só quando vale a pena.

Do quarto ao lado vieram risadas abafadas.

Depois silêncio.

Depois mais risadas.

Isis começou a rir também.

— Seus amigos são discretos.

— Ele não é meu amigo.

— Não?

— É meu irmão. Só que não admite.

Ela me olhou por alguns segundos.

— Você fala dele diferente.

Pensei antes de responder.

— Tem gente que fica quando todo mundo vai embora.

Ela entendeu.

Adormecemos por algumas horas.

Acordei antes do amanhecer, como sempre.

Por volta das 5 da manhã. Tomei meu banho e me ajeitei. Quando cheguei na sala, Silva estava apagado no sofá. Fui à padaria e comprei tudo o que podia para o café da manhã. Ao voltar, ainda estavam dormindo. Preparei as coisas, fritei ovos, fiz café e cortei as frutas. Então, fui acordar todos. Primeiro o Silva; mandei-o acordar a Lara enquanto eu ia acordar a Ísis. Ela despertou, mostrei a ela o banheiro do quarto e disse que tinha uma escova fechada para ela lá dentro. Ela levantou e foi. Depois, dei a escova do Silva para ele e mandei ele chamar Lara

Preparei café, ovos, frutas e organizei a mesa no automático.

Quando Isis surgiu na cozinha, ainda sonolenta, parou me observando.

— Você faz isso sempre?

— O quê?

— Cuida de tudo sem fazer barulho.

Não respondi.

Ela sentou.

Comeu em silêncio por alguns minutos.

Depois falou:

— Você parece mais gentil quando acha que ninguém está olhando.

Silva apareceu logo depois, amassado e satisfeito.

Mas Silva veio na frente me chamou no canto e disse baixo

— Mano, me dei bem! Agora quem te deve sou eu — disse Silva, empolgado.

— Eu nem sei como consegui isso — respondi, rindo.

— Me diz uma coisa: foi você que chamou a outra garota? — perguntou ele.

— Que outra garota?

— A que está no quarto com a Lara.

— Com certeza não fui eu.

Isis nos viu conversando e falou comigo

— Vou pedir um Uber — disse ela.

— Nada disso. Toma café, tem as coisas que você gosta. Depois eu te levo para casa.

— Como acertou que eu gosto de frutas, ovos e suco pela manhã? — perguntou, surpresa.

— Eu imaginei pelo que você me falou sobre a academia. Você parece ser bem regrada.

Logo depois, Lara saiu do quarto me olhando com uma cara de quem tinha aprontado. Atrás dela, saiu uma mulher que nos deixou de boca aberta. A mulher era morena, com cabelos pretos que iam até o começo da bunda. Sinceramente, era estilo essas panicats; o corpo dela dava inveja. Olhei para a Lara sem entender nada, mas preferi não perguntar.

— Lara, seu café pós-ressaca está pronto. Vai lá tomar. Só não sei o que a menina aí come, eu não estava esperando por visita extra.

— O nome dela é Beatriz — apresentou Lara.

— Podem me chamar de Bia. Eu como qualquer coisa — disse Beatriz.

Olhei para o Silva e ele estava todo bobo. Sentamos, tomamos café e, em seguida, coloquei todos no carro. Segui viagem: primeiro deixei o Silva e a Beatriz perto da boate, já que o caminho para a casa dele era o mesmo do dela. Em seguida, segui no sentido Barra da Tijuca e deixei a Ísis em casa.

A manhã seguiu leve.

Brincadeiras.

Provocações.

Planos improvisados.

Algo simples e raro.

Quase uma família temporária.

Quando paramos diante da casa dela, o clima mudou.

No portão, um homem aguardava.

Olhar duro.

Postura agressiva.

Antes mesmo de ela descer do carro, senti que a leveza da noite havia terminado

Lara desceu do carro devagar.

O homem no portão não esperou que ela chegasse até ele.

Começou a falar alto de imediato, gesticulando com agressividade, como se precisasse transformar humilhação em espetáculo.

Mesmo sem ouvir tudo, reconheci o tom.

Controle.

Desprezo.

Covardia disfarçada de autoridade.

Lara manteve a cabeça baixa por alguns segundos, tentando encerrar aquilo rápido.

Abaixei o vidro.

— Lara, está tudo bem?

Ela olhou para mim.

— Está sim, sargento.

Mentira fraca.

O homem virou o rosto na minha direção.

— Isso aqui é assunto de família. Fica fora. Macaco

Saí do carro.

Sem pressa.

Sem elevar a voz.

Sem qualquer gesto brusco.

Lara entrou na frente, achando que eu partiria para cima dele.

Eu apenas estendi a mão.

— Acho que se confundiu, senhor. Marcos. Prazer.

Ele hesitou antes de apertar.

A rua inteira já observava.

Covardes odeiam testemunhas.

Apertei firme o suficiente para que entendesse duas coisas:

Eu sabia exatamente o que ele era.

E ele também sabia quem eu era.

Soltei a mão.

Olhei para Lara.

— Qualquer coisa, me chama.

Voltei para o carro e fui embora.

Naquela noite, recebi mensagem dela.

Lara: Desculpa por mais cedo. Ele é um babaca.

Eu: Relaxa.

Segundos depois:

Lara: O que está fazendo?

Eu: Mercado.

Lara: Posso ir?

Pensei por um instante.

Eu: Passo aí.

Busquei Lara alguns minutos depois.

Ela entrou no carro tentando parecer normal.

Rosto limpo, humor funcionando, sorriso pronto.

Mas havia cansaço nos olhos.

No mercado, ela assumiu o controle da situação.

Escolheu frutas melhores.

Corrigiu marcas ruins.

Disse que eu comprava como quem abastecia bunker.

Rimos.

Entre corredores e carrinhos, a conversa veio leve.

Às vezes, as pessoas mais feridas se tornam especialistas em criar leveza para os outros.

No caixa, comentou casualmente:

— Você devia falar com a Isis.

— Por quê?

— Porque ela gosta de você.

— Isso parece problema dela.

— Você fala isso de tudo que mexe com você.

Ignorei.

Ela sorriu de lado.

— E também porque ela provavelmente está surtando depois de ontem.

— Não aconteceu nada demais.

Lara me olhou como quem sabia muito mais do que eu dizia.

— Claro.

Voltamos para minha casa.

Ela ajudou a guardar as compras, entrou na cozinha como se conhecesse o espaço havia anos e começou a preparar jantar.

Observei em silêncio.

— Você cozinha bem — falei.

— Não se acostuma.

— Já estava pensando em casar.

Ela riu alto.

— Nem em sonho.

Sentamos para comer.

Pela primeira vez em muito tempo, minha casa parecia ocupada de verdade.

Depois perguntei se queria que eu a levasse para casa.

Ela olhou o relógio.

Depois para mim.

— Posso dormir aqui?

— Pode.

Mostrei o quarto de hóspedes.

Ela entrou.

Fechou a porta.

Eu fui para o meu.

Na manhã seguinte, preparei café cedo como sempre.

Quando Lara apareceu, cabelos bagunçados e expressão sonolenta, olhou a mesa posta como se fosse cena improvável.

— Meu amigo... você é um lord.

— Por quê?

— Dormi na sua casa. Você não tentou nada. Nem bateu na porta de madrugada.

— Você em nenhum momento disse que queria algo.

Ela ficou em silêncio por um segundo.

Depois sorriu.

— Homens normalmente confundem amizade com convite.

— Eu não.

Ela me encarou de um jeito diferente.

Mais sério.

Mais gentil.

— Eu sei.

Tomamos café juntos.

Depois ela lançou, como quem não pensa muito antes de agir:

— Vamos à praia.

— Assim, do nada?

— Sim.

— Com quem?

— Umas amigas.

Respirei fundo.

Minha vida raramente anunciava mudanças grandes.

Elas chegavam disfarçadas de convites simples

Fomos no meu carro.

Passei primeiro na casa dela para que pegasse roupa e algumas coisas. Enquanto esperava, ouvi vozes alteradas vindas de dentro. Depois um silêncio pesado.

Uma vizinha me observava da calçada.

Lara saiu segundos depois, óculos escuros no rosto apesar do céu nublado.

Entrou no carro sem comentar nada.

— Vamos? — perguntou.

Assenti.

Algumas pessoas pedem ajuda falando.

Outras pedem mudando de assunto.

Seguimos para a praia.

O caminho foi leve. Ela colocou música, mexeu no rádio sem pedir licença e criticou meu gosto musical com convicção.

Eu deixei.

Quando chegamos, havia um grupo esperando próximo ao quiosque.

Antes nos aproximarmos Lara disse

— Finge que não conhece a Bia por favor

Três mulheres acenaram de longe.

Lara me apresentou uma por uma.

Beatriz, expansiva e magnética.

Bianca , observadora, sorriso calmo.

Bianca ela era pretinha, tinha corpo mas não mais que Irmã, usava umas trancas peitos que cabiam na palma da mão mas levemente caídos a pretinha tinha um sorriso bonito , também arrancava olhares e usava um biquíni mais comportado

Aline, espontânea, energia demais para o horário.

prima delas uma gordinha quase não tinha bunda, morena peitos grandes fartos mesmo e usava um biquíni que não era para o tamanho dela que tapava só os bicos dos peitos, cabelo dela era curto ate o pescoço rosto dela era bonito bochechuda

Beatriz era a que chamava mais atenção, ela usava um biquíni de cintura alta que na bunda dela parecia fio dental Lara também não ficou para traz e meteu um fico dental as duas dando show e eu não tinha gozado na noite anterior então o pau deu uma levantada mas disfarcei

Em minutos, eu já era alvo de perguntas, piadas e análises improvisadas.

— Então você é o famoso sargento? — perguntou Beatriz.

— Famoso onde?

— Na cabeça da Lara, pelo visto.

Lara jogou areia nela.

Sentei na areia tentando parecer confortável.

Não estava.

Mulheres costumam perceber desconforto masculino melhor do que nós percebemos o delas.

Mas aquele grupo tinha algo raro: leveza sem crueldade.

Ninguém tentava me medir.

Ninguém queria performance.

Só convivência.

Entrei no clima aos poucos.

Quando fomos para a água, o mar estava gelado.

Mergulhei de imediato.

Disciplina antiga: se vai enfrentar algo incômodo, enfrente de uma vez.

Ao voltar à superfície, ouvi Lara rindo.

— Você resolve tudo igual militar.

— Funciona.

— Nem sempre.

Passei um tempo conversando com Bianca enquanto as outras nadavam mais ao fundo.

Ela trabalhava bastante, falava pouco e observava tudo antes de opinar.

Gostei disso.

Aline, ao contrário, era tempestade.

Aparecia, sumia, voltava, ria alto, perguntava coisas sem filtro.

Beatriz parecia exercer gravidade própria. Tudo ao redor orbitava o humor dela.

E Lara circulava entre todas como ponte natural.

Ali, entendi algo importante:

Ela havia construído família fora de casa.

Fiquei lá conversando com a prima e a irmã da Beatriz, enquanto a Lara e a Beatriz foram para a água. Elas ficavam se revezando, até que a Aline, prima delas, pediu para eu ajudá-la, pois não sabia nadar. Eu fui ajudar; entramos na água juntos e ficamos no raso.

Aline: — Consegue me levar um pouco mais fundo? Sempre quis ir.

Eu: — OK, vamos. Se apoia em mim.

Ela se apoiou nas minhas costas e a levei um pouco mais fundo, mas nem tanto. De repente, senti a mão dela no meu pau. Eu dei uma reagida, surpreso.

Aline: — Nossa, desculpa! Foi sem querer.

Eu: — Relaxa, sem problemas.

Aline: — Posso ficar de frente para você?

Eu: — Claro que pode.

Ela enlaçou o meu pescoço e ficamos boiando. Então, senti ela cruzando as pernas e roçando levemente a vulva no meu pau. Eu fiquei sem jeito.

Aline: — Nossa, a água está gostosa...

Eu: — Sim, está.

Então, sem disfarçar, ela deu uma roçada mais forte e eu acabei ficando excitado. Ela encostou a cabeça no meu ouvido e soltou um gemido baixinho:

— Ahhhhh...

Aline: — Me come um pouco? Você é muito gostoso e estou com muito tesão.

Eu: — Vamos ter que deixar para outro dia, estou sem camisinha.

Aline: — Eu sou limpinha, juro!

Eu: — Entendo, mas é uma questão minha.

Aline: — Então só passa essa piroca na minha buceta, por favor...

Eu: — Alguém pode ver.

Aline: — Vai não, estamos debaixo d’água.

Nisso, sem que víssemos, a Lara e a Beatriz se aproximaram de nós.

Beatriz: — Aline, deixa o menino, mulher! Vai assustar ele.

Aline: — Ele é muito gostoso!

Olhei para a Lara e ela não disse nada, apenas riu. Eu estava totalmente sem jeito.

Beatriz: — Aline, você não aguenta ele, não. Eu ouvi o que ele fez com a japinha... ele te parte em duas!

Aline: — É o que eu quero!

Eu: — Meninas, eu estou aqui, viu? Vamos voltar para a areia, a Bianca ficou lá sozinha.

Voltamos. Quando chegamos ao raso, deixei a Aline. Então, a Lara me puxou de volta para a água e disse:

Lara: — Tenho duas coisas para te falar e preciso de você.

Eu: — Diga.

Lara: — A Beatriz quer dar para você, e você, como um bom amigo, vai comer.

Eu: — Como assim? Vocês não estão juntas?

Lara: — Então... eu pego a Bianca, e ela não pode saber do rolo que teve ontem.

Eu: — Como assim? Estou mais perdido que peixe fora d’água nessa história!

Lara: — Eu saio com a Bianca tem um tempo e conheço a irmã dela. Sexta, na balada, vi a Beatriz lá e ela me contou que queria experimentar para saber como é. A princípio eu recusei e acabei ficando com seu amigo, mas ele apagou. Ouvi você e a Isis transando e, como eu estava com tesão, achei injusto; liguei para a Beatriz e ela foi. Mas descobrimos que ela é heterossexual mesmo. Então, por favor, ninguém pode saber.

Eu: — OK.

Lara: — Vou chamar ela para vir falar com você.

Passou um tempo, a Beatriz chegou perto de mim. Conversamos um pouco, entramos no assunto e ela me beijou.

Beatriz: — Estou doida para te dar, mas a puta da Aline não vai largar o osso.

Eu: — Ela vai ficar chateada.

Beatriz: — Eu sei. Você não tem um amigo para ver se ela larga de você?

Pensei no Silva, mas fui ganancioso.

Eu: — Tenho sim. Na hora, apresento a ela.

Em certo momento, fiquei sozinho alguns metros mar adentro.

Lara nadou até mim.

Parou perto o bastante para falar baixo.

— Esqueci de te pedira a outra coisa.

— Lá vem.

— Hoje... só fica de boa.

— Isso significa o quê?

— Significa não entrar no modo protetor, não querer resolver a vida de ninguém e não analisar tudo como se fosse operação.

— Você me conhece há pouco tempo e já quer mudar minha personalidade inteira.

Ela riu.

— Quero só que você descanse.

Olhei em volta.

Sol forte. Água fria. Gente rindo na areia.

Eu não sabia descansar.

Mas talvez pudesse aprender.

Voltamos para o quiosque.

Pedimos comida.

As conversas se cruzavam em todas as direções.

Faculdade.

Relacionamentos ruins.

Trabalho.

Música.

Sonhos ridículos de adolescência.

Quando perceberam que eu falava pouco, começaram a me entrevistar.

— Já se apaixonou de verdade? — perguntou Aline.

— Próxima pergunta.

— Isso é um sim traumático — concluiu Beatriz.

— Isso é invasão de privacidade — respondi.

Riram.

Lara me observava em silêncio.

Como se soubesse que, por trás da resposta seca, havia história demais.

No meio da tarde, dois homens passaram fazendo comentários ofensivos para Lara e Bianca quando as viram de mãos dadas.Passaram falando

- Que desperdício

O clima mudou na hora.

Aline se levantou primeiro.

Eu também.

Os homens perceberam tarde demais que haviam escolhido o grupo errado para provocar.

Cheguei perto o suficiente para que entendessem sem discurso.

Não precisei tocar em ninguém.

Eles recuaram resmungando e seguiram andando.

Voltei.

Lara evitava me olhar.

— O quê? — perguntei.

— Você entrou no modo protetor.

— Você mandou eu descansar. Não mandou eu virar estátua.

Ela sorriu.

No fim da tarde, fomos todos para a casa delas tomar banho e tirar a areia do corpo.

O apartamento era simples, vivo, bagunçado de um jeito acolhedor.

Fotos na geladeira.

Roupas jogadas em cadeiras.

Plantas sobrevivendo por milagre.

Música tocando em algum cômodo.

Era o oposto da minha casa.

E por isso mesmo parecia quente.

Enquanto esperava minha vez no banheiro, fiquei na cozinha bebendo água.

Beatriz encostou na bancada ao meu lado.

— Você é mais tranquilo do que imaginei.

— Isso decepciona?

— Um pouco.

— E o que imaginou?

Ela sorriu.

— Alguém perigoso.

— E encontrou?

Ela pensou por um instante.

— Alguém cansado.

A frase me atravessou.

Porque era verdade.

Após isso seguiu a ordem do banho

Lara, Beatriz e depois Bianca saíram do banho. Como Lara e Bianca tinham o mesmo biotipo, Bianca emprestou algumas roupas para ela. Por último, eu entrei. Estava jogando água no corpo e me ensaboando, até que a Aline entrou no banheiro, pelada, com uma camisinha na mão.

Aline: — Agora tem camisinha... e nossa, menino, que piroca!

Eu pensei: "Tô ferrado, não tenho para onde correr". Essa gordinha estava me atentando. Ela entrou no box já me beijando com fúria. Eu a agarrei e retribui o beijo; ela parecia faminta. Abaixou-se e começou a me chupar com uma intensidade absurda. Eu a levantei pelo braço, apoiei-a na parede e mandei empinar. Peguei a camisinha, passei a mão por trás e senti que ela estava encharcada. Coloquei a proteção, encostei no ouvido dela e falei:

Eu: — Você pediu, rola... agora aguenta.

Comecei a estocar com força. O barulho das batidas e os gemidos tomou conta do ambiente. Ela não tinha pudor algum e começou a gemer alto, sem se importar com as meninas lá fora. Em certo ponto, eu a virei de frente e a prensei contra a parede

Aline: — Eu sei que você vai comer a Bia, mas antes, essa rola é minha!

Tomado pelo tesão e já fora de si, segurei o pescoço dela contra a parede e dei um tapa firme em seu rosto.

Eu: — Se é rola que você pediu, é o que vai ter. Se eu fosse você, esqueceria a Bia e me preocuparia com a sua própria situação agora.

Levantei uma das pernas dela e ela mesma guiou a piroca para a entrada de sua buceta. Comecei a meter com gosto, querendo que ela sentisse cada golpe. Eu a prensava e batia forte, até que ela começou a gritar e gemer ao mesmo tempo. Eu estava quase chegando ao ápice quando senti algo diferente: a camisinha tinha rasgado.

Eu: — Calma, a camisinha rasgou! Quer que eu jogue dentro?

Coloquei sua perna no chão e fui tirar o que sobrou do látex.

Aline: — Uau... que rola gostosa, puta que pariu! Que foda boa, garoto. Você fode muito bem.

De repente, ouvi uma voz vindo de trás de mim, fora do box:

Beatriz: — E você acha que eu quero ele por quê?

Olhei para trás e lembrei que Lara e Bianca também estavam no apartamento e ouviram tudo.

Eu: — É... acho que passei dos limites. Foi mal. Vocês têm uma toalha? Vou me desculpar com as meninas e ir embora.

Beatriz: — Relaxa, gato. Eu e a Aline já pedimos para elas se retirarem. Você é nosso.

Entendi o recado. Eu nunca tinha ficado com duas ao mesmo tempo, exceto naquele evento com a Alana. A lembrança dela me deu um aperto no coração, mas naquele momento, o desejo falava mais alto.

Eu: — Tira a roupa e vem tomar banho com a gente, então.

Beatriz: — Ah, pequeno... vamos para a cama.

Aline desligou o chuveiro e Beatriz me jogou uma toalha. Ela usava um short leve e uma camiseta. Assim que terminou de se enxugar, Aline já segurou meu pau e me guiou até o quarto. Me empurrou na cama e começou a me mamar. Chamei a Beatriz para perto. Quando ela tirou a roupa, fiquei impressionado; ela era o que chamam de "cavala", linda, com uma tatuagem de pimenta na virilha.

Ficamos naquela troca de prazer por um tempo em um 69, até que a Beatriz gozou. Depois, foquei na Aline, dominando a situação com a Aline eu a chupava com vontade e dedada a buceta dela com ele eu era mais agressivo um sexo mais selvagem ate ela gozar.

Eu: — Deixa a sua prima sentar agora.

Beatriz se aproximou, colocou a camisinha em mim usando a boca — algo que eu nunca tinha visto — e começou a sentar devagar. Enquanto ela cavalgava, eu explorava o corpo dela, apertando sua bunda firme. Aline não ficava atrás, se masturbando ao lado e participando dos beijos.

A coisa ficou selvagem. Em um momento, coloquei a Beatriz de quatro na beira da cama. Comecei a comê-la com vontade enquanto a Aline me abraçava por trás, sentindo o ritmo os seios fartos dela nas minhas costas. No auge, mandei Aline se se sentar na cama de frente para gente e se masturbar, enquanto eu comia Beatriz, ate que em certo momento segurei a cabeça de Beatriz fazendo ela cair de cara na buceta de Aline e as duas interagirem enquanto eu continuava o trabalho por trás. No começo teve uma leve resistência da parte das duas mas então eu soltei

- Mata sua vontade do meu pau e de experimentar uma buceta

Então ela deu um gemido mais forte a Aline já não estava ligando para mais nada começou a gritar mandando a prima chupar sua buceta e comecei a ouvir os barulhos de sucção de Beatriz chupando a própria prima sem nojo só saboreando aquela buceta. Eu continuei metendo e comecei a enfiar o dedo nawuele cuzinho lindo marrom, depois enfiei dois e fiquei brincando e quando olhei para a Aline e ela estava eufórica, dei um tapa na bunda da Beatriz e a tirei do meu pau e a tirei da buceta de Aline e no mesmo impulso joguei Beatriz para o lado e com urgência já puxei Aline para a beirada da cama e em um golpe so soquei o pau em sua buceta no frango assado mesmo comia ela sem pena apertando seus peitos dei uns tapas na cara dela fiquei assim por um tempo ate que comecei a provocar

- sua puta gostou de sentir a boca da sua prima ne

- sim ela chupa muito gostoso

Olhei para o lado e Beatriz estava observando nossa foda animalesca

- e voce gostou de chupar a buceta dela ?

- foi estranho mas adorei o sabor

Tirei a piroca de dentro da Aline mandei ela voltar a posição de antes

- Vem chupar a buceta dela de novo

Voltei com a mesmo posição Beatriz na beira da cama de 4 Aline de pernas abertas sentada na cama com sua prima chupando sua buceta, eu comecei a comer ela sem pena e brincando com seu cuzinho fiquei assim um tempo e o mesmo apagão que tive com Isis na noite anterior eu tive com a Beatriz também e só me dei conta vi a Aline sentada abraçando a prima com a cabeça dela em seus peitos e dando leves beijos em sua boca o tesao dobrou e eu já não estava aguentando mais. Quando senti que ia gozar, estoquei mais e coloquei a cabeça da pica no cuzinho da Beatriz — o caminho já estava preparado pelo meu dedo antes. Ela deu um grito que e falou com olhando nos olhos de Aline com a voz falhando

- ele ta comendo meu cu

E eu empurrei o da piroca e enchendo aquele cu de porra, Beatriz começou a tremer mas não esboçou tentativa de correr ou tirar meu pau do rabo d

Caí de lado, exausto. O silêncio tomou conta do quarto por uns dez minutos. Beatriz acabou dormindo no colo da Aline.

Aline (baixinho): — A Lara está te esperando lá no bar da esquina.

Eu: — Esqueci dela. Vou buscá-la. Quer ajuda com ela? (apontei para a Beatriz).

Aline: — Não, gato. Pode deixar que eu me viro aqui. Se quiser tomar outro banho, vai lá, só não faz barulho.

Eu: — Relaxa, tomo em casa.

Me vesti. Antes de sair, trocamos olhares e sorrisos cúmplices. Fui ao bar, peguei a Lara e a Bianca. Deixamos a Bianca em casa e seguimos para a minha. No caminho, tentei me explicar.

Eu: — Lara, desculpa. Não era para ter sido daquele jeito.

Lara: — Sargento, fica calmo. Antes da Aline ir ao banheiro, nós vimos ela pegando a camisinha e saímos.

Eu: — Ufa, menos mal. Que bom que não viram o show.

Já saindo de lá com Lara no carro, ela olhava a rua pela janela.

— Obrigada por hoje.

— Pelo quê?

— Por ter vindo.

— Foi só praia.

Ela balançou a cabeça.

— Para você, talvez.

Dirigi em silêncio.

Alguns convites parecem simples.

Mas às vezes são pedidos de socorro disfarçados de sol e mar.

Os dias seguintes ganharam ritmo inesperado.

Lara passou a frequentar minha casa com naturalidade desconcertante. Às vezes aparecia só para devolver alguma coisa e acabava ficando para jantar. Outras vezes surgia dizendo que precisava estudar e terminava criticando minha forma de organizar armários.

Sem pedir licença, ela foi ocupando espaços.

Não só na casa.

Na rotina.

Isis também voltou a se aproximar.

Mandava mensagens curtas.

Perguntava se eu havia comido.

Reclamava quando eu sumia.

Inventava desculpas para me ver depois da aula.

Com ela, tudo parecia um jogo leve. Provocação, aproximação, recuo.

Com Lara, era diferente.

Não havia jogo.

Havia presença.

Eu gostava das duas de formas distintas, embora ainda não admitisse isso nem para mim.

Isis despertava desejo e curiosidade.

Lara despertava paz.

E homens como eu costumam confundir paz com amizade, porque aprenderam a desconfiar de qualquer coisa boa que venha fácil.

Recebi então nova missão.

Amazônia.

Duração prevista: três meses.

Operação delicada.

Daquelas que exigem silêncio antes, durante e depois.

Saí tarde da base e fui direto buscar Lara na faculdade, como havia prometido. Cheguei atrasado.

Ela me esperava sozinha no ponto de ônibus.

Entrou no carro e me olhou cansada.

— Demorou.

— Trabalho.

— Sempre.

Dirigi em silêncio alguns segundos.

— Preciso viajar amanhã cedo.

— Quanto tempo?

— Uns três meses.

Ela virou o rosto para a janela.

— Entendi.

Mas o tom dizia o contrário.

Em casa, comecei a arrumar a mala.

Do quarto, sentia cheiro de comida vindo da cozinha.

Quando saí, ela estava mexendo panela como se morasse ali há anos.

— Vou acabar acostumando com isso — falei.

— Nem pense. Não sou mulher de casa.

— E eu já pensando em casar.

Ela apontou a colher na minha direção.

— Cuidado com brincadeiras perigosas.

Sentamos para jantar.

No meio da refeição, soltou casualmente:

— Aline e Beatriz perguntaram de você hoje.

— Péssimo sinal.

— Relaxa. Elas só querem diversão.

Depois me encarou.

— Mas a Isis quer coisa séria.

Não respondi.

Ela insistiu:

— Dá uma chance para a garota.

— Não estou pronto para relacionamento.

— Você fala isso como se relacionamento fosse emboscada.

— Para alguns homens, é.

Ela suspirou.

— Você transforma tudo em guerra.

Dormimos em quartos separados.

Acordei antes do sol, como sempre.

Deixei dinheiro na mesa, um bilhete para o café da manhã e saí sem acordá-la.

No bilhete escrevi apenas:

"Use a chave. Cuida da casa."

A missão foi intensa.

Trocas de tiros.

Perseguições.

Redes criminosas.

Tráfico humano.

Coisas que um homem vê e leva para sempre consigo.

Silva estava comigo.

Em alguns momentos, o silêncio entre nós dizia mais do que qualquer conversa.

Voltamos diferentes.

Mais uma vez.

Cheguei ao Rio numa terça-feira.

Do aeroporto, fui direto à casa de Lara. Como eu só tinha uma chave sem cópia, iria buscar em sua casa, achando que ela estava la

Bati no portão.

Nada.

Uma vizinha surgiu ao lado. A mesma que me observou outro dia

— Oi, meu filho. Tá procurando a Larinha?

— Sim, senhora.

Ela se aproximou.

— Ela tá mal esses dias. O padrasto bateu nela e botou as coisas pra fora.

Senti algo gelar por dentro.

— Sabe onde ela está?

— Acho que no trabalho.

Engraçado deixei a chave da minha casa com ela, estudava com ela, mas pouco eu sabia sobre ela, eh bem sabia aonde ela trabalhava. A solução foi ligar para Isis para me informar aonde ela trabalhava Isis me atendeu e falou que era no shopping então.

Peguei um táxi direto para o shopping.

Entrei na loja e encontrei Bianca atendendo clientes. Não sabia que as duas trabalhavam juntas

Ela me viu, terminou o atendimento e veio até mim com expressão neutra.

— Procurando a Lara?

— Sim.

— Espera aqui.

Alguns minutos depois, Lara apareceu.

Quando a vi, precisei me controlar, o rosto.

Olho inchado.

Maquiagem mal escondendo hematoma.

Lábio cortado.

Mesmo assim, tentou sorrir.

Estendeu a chave da minha casa.

— Desculpa. Fiquei sem celular.

Ignorei a chave.

— O que aconteceu com seu rosto?

— Nada.

— Lara.

— Sério. Esquece isso.

Bianca passou atrás de mim e falou sem parar:

— Foi o padrasto dela.

Lara fechou os olhos por um segundo.

— Bi...

Peguei a chave devagar.

Olhei para Lara.

Pela primeira vez desde que a conhecia, não vi piada alguma nela.

Só cansaço.

E algo em mim, que eu passara anos tentando domar, acordou de novo.

Saí da loja sem dizer mais nada.

Se eu continuasse ali, falaria o que não devia.

Ou faria.

Voltei para casa tentando organizar a cabeça, mas certas imagens não obedecem disciplina nenhuma.

O olho inchado.

O corte no lábio.

A forma como ela entregou a chave como se aquilo importasse mais que a própria dor.

Tomei banho demorado.

Água quente não limpa raiva.

Só molha.

Enquanto vestia roupa limpa, meu telefone tocou.

Isis.

Atendi.

— Alô?

— Está de volta?

— Cheguei hoje.

— Pensei que tivesse sumido do mapa de vez.

— Ainda não.

Ela percebeu algo na minha voz.

— O que houve?

Olhei para o chão.

— Nada que eu queira falar agora.

Houve silêncio breve do outro lado.

— Quer me ver?

Eu deveria dizer não.

Estava cansado, irritado e com a cabeça longe dali.

Mas às vezes a gente procura companhia não por desejo, e sim para não ficar sozinho com os próprios pensamentos.

— Quero.

Fui buscá-la no condomínio.

Ela desceu com roupa de academia, rosto limpo e energia de quem ainda acreditava que o mundo podia ser simples.

Entrou no carro sorrindo.

— Você está com cara de poucos amigos.

— Minha cara normal.

— Mentira. Sua cara normal é pior.

Sorri sem querer.

Ela percebeu e comemorou como se tivesse vencido algo. Me pediu para esperar ela que ela,na sua casa que ela estava na academia do condomínio e que so ia tomar um banho e assim foi, fiquei na sala esperando e assim que ela apareceu Uau ela estava linda. Estava usando uma blusa/cropped preta gola v uma calça preta leve de cintura alta com um cinto branco ela colocou um salto aqueles cabelos pretos com a franja a japonesa estava linda

Fomos ao shopping. De la eu já pegava Lara e a levaria para casa

Comi lanche.

Ela pediu salada.

Zombei.

Ela roubou metade da minha batata.

Depois dividimos um sorvete porque, segundo ela, sobremesa compartilhada engorda menos.

A lógica era absurda.

Mas funcionava nela.

Conversamos por horas.

E ali percebi algo que antes ignorava:

Isis não era só bonita.

Era leve.

Inteligente.

Sabia provocar sem ferir.

E, principalmente, sabia quando parar. E de garota privilegiada que tentava esconder isso, eu observei melhor e ela apenas não queria se esconder nas asas dos pais, queria conquistar o dela, terminamos e passamos no serviço de Lara mas ela havia acabado de saír, então fomos para minha casa. Fui acelerado para chegar em casa e antes dela e ela não dar de cara com o portão e ninguém em casa

Chegamos em casa Isis sentou no sofá como se já conhecesse o lugar.

Eu servia água quando perguntou:

— Você vai me contar o que aconteceu ou vai continuar bancando o soldado misterioso?

— Uma amiga minha está com problemas.

— Lara?

Olhei surpreso.

— Como sabe?

— Porque você fala dela diferente.

— Eu nem falo dela.

— Exatamente.

Fiquei quieto.

Ela sorriu de canto.

— Mulheres percebem essas coisas.

Conversamos mais um pouco. Nada de a Lara chegar

O clima mudou sem aviso.

Talvez pelo silêncio confortável.

Talvez pelo jeito que ela me olhava.

Talvez porque eu precisava esquecer o resto por algumas horas.

Nos beijamos.

Dessa vez sem pressa, sem plateia, sem ruído ao redor.

Só dois adultos tentando encontrar descanso um no outro. A levei para o quarto

No quarto, ela parou diante da cama e segurou minha camisa.

— você está longe.

— Estou aqui.

— Seu corpo está. Sua cabeça não.

Tentei brincar.

— Análise clínica completa?

— Não foge.

Passei a mão no rosto dela.

— Estou cansado. Só isso.

Ela me estudou por alguns segundos e então assentiu.

— Então deixa eu cuidar de você hoje.

A frase me desmontou mais do que qualquer toque.

Porque eu sabia lutar.

Sabia comandar.

Sabia suportar.

Mas nunca soube ser cuidado.

Nos deitamos.

Sem urgência.

Sem disputa.

Havia desejo, sim.

Mas havia algo mais raro: cumplicidade e química.

Voltei a abraçar e beijar ela. Nosso beijo estava gostoso, com pegada, a puxando para mim. Para ela sentir minha ereção, desci para o seu pescoço e dei uns beijos. Ela foi tirando minha camisa e eu fui tirando a dela. Tirei seu cinto e fomos tirando a roupa um do outro. Quando olhei, ela estava de lingerie rendada de cor lilás. Estava muito gata, e eu só fiquei admirando ela. Ela deu um sorriso lindo de sapeca.

Isis – Que foi?

Eu – Nada, só admirando.

Isis – Não fica só olhando, não. Pega, é tudo seu.

Eu avancei para cima dela de novo, a beijando. Seu pescoço arrepiou só um pouco. Tirei seu sutiã sem tirar ele, chupei seus peitos pequenos e voltei passando as mãos em sua bunda, subindo para a cintura. A puxei para de encontro comigo. Ela deu um suspiro gostoso e respirou de um jeito que comecei a observar que era sua marca de quando estava sentindo tesão e o jeito de dizer "continua". Em seguida, ela pegou meu pau me beijando.

Isis – Nossa, ele está muito duro.

Eu – Você quem causou isso agora, faz ele dormir.

Ela sentou na cama, pegou meu pau e começou a chupar. Primeiro, só a cabeça, dando aquela máxima atenção. Estava muito gostoso, e ela foi indo aos poucos, chupando e colocando cada vez mais na boca, até que tentou colocar tudo na boca, mas acabou engasgando. Então, ficou chupando, colocando só a metade do pau na boca. Enquanto ela chupava, eu fazia carinho em sua cabeça e conduzia os movimentos dela. Até que, já não estava aguentando, empurrei-a de costas na cama, abri suas pernas e fiquei ajoelhado no chão. Assim, dava altura para eu chupar a buceta dela, que estava na beira da cama. Coloquei a calcinha para o lado e fui passando a língua em volta, lambendo seu mel que escorria pela buceta. Assim foi indo até eu tocar no seu clitóris, e ela deu um gemido mais forte. Então, continuei dando atenção ali. Estava gostoso demais: o sabor dela, o cheiro dela, que me perdi no tempo chupando-a. Ela só gemia baixinho, até que senti as coxas dela me prenderem e ela segurar minha cabeça

Isis – Assim, amor, não para, tá muito gostoso. Amor, eu vou... eu vou... GOzarrrr.

Então, senti a buceta dela molhar mais ainda e peguei seu mel em minha boca, chupando ela, mas sem tocar no grelo. Imaginei que estivesse sensível.

Isis – Vem, amor, me come. Preciso sentir você dentro.

Eu levantei, deixei ela de frango assado mesmo, fiquei em pé, encaixei minha rola na buceta dela, estiquei seus pés, coloquei em meus ombros e fui enfiando devagar, olhando ela nos olhos. Ela foi sentindo entrar e gemendo. Apesar de a buceta dela estar super molhada, ela estava apertada. Fui indo até entrar tudo, fiquei vindo e indo devagar. Ela gemia baixo, fino, e quando eu vi que a rola já estava entrando e saindo sem cerimônias, eu comecei a estocar mais rápido. Assim, fiquei com ela, a japonesa só gemia, e seu gemido gostoso e falando:

– Ai, amor... ai, amor... ai, amor, não para não que tá gostoso.

- tá gostoso assim que você queria.

Comecei a socar mais forte.

- assim mesmo, vai, amo, não para, não.

Eu comecei a socar como se fosse arrancar algo da buceta dela. Era só socada forte. Quando eu estava prestes a gozar, eu parei e fiquei mais lento, e assim fiquei judiando dela até que, em um impulso, eu tirei a piroca dela para o lado.

- fica de quatro.

Ela, na mesma hora, virou e ficou de quatro, com a bunda super empinada para mim. E ali eu voltei a comer ela gostoso, coloquei as mãos no ombro dela e socava firme. Aquela bunda durinha dei um tapa leve nela, e ela deu um gritinho abafado, mas continuou com a bunda empinada enquanto castigava ela. Ela estava aguentando bem, até que ela saiu da piroca, levantou rápido, me jogou na cama, subiu em cima de mim e veio descendo. Pegou meu pau, olhou para minha cara, ficou pincelando ela na buceta dela pelo seu clitóris e seus pelinhos, colocou na buceta e foi descendo, me olhando, e começou a quicar no meu pau. Ela estava um tesão e eu também, nos beijamos e fomos fodendo como dois tarados, ela sentando, eu com as mãos na bunda, dela fazendo ela sentar com mais força até que, dado momento, eu a virei, coloquei no papai e mamãe e voltei a castigar aquela buceta sem dar trégua, socando firme, beijando e chupando seu pescoço. Ela me abraçava como se quisesse que eu entrasse todo praticamente dentro dela. Até que eu puxei ela de novo para a beirada da cama, coloquei ela no frango assado e voltei a comer ela gostoso, porque senti que seu corpo encaixou muito naquela posição. Eu olhava para ela, admirava-a com aquela lingerie que eu fiz questão de não tirar do corpo dela, e ela, daquele jeito, calcinha para o lado, estava muito linda, aqueles lábios molhados.o olhar que ela me dava, de menina inocente sapeca e ao mesmo tempo como se tentasse ver através de mim. Ela já estava corada, então eu dei um tapa leve no rosto dela, que parece ter caído combustível para ambos.

me come, amor, me faz sua.

Eu então apaguei novamente e comecei a socar forte, o mais forte que eu conseguia. Eu estava com um tesão doido e, de novo, na cabeça, eu lembrava das fodas que eu e Alana dávamos. Segurei o pescoço de Isis e soquei, soquei, mas

Sem apertar muito o pescoço dela, então ela começou a se tremer. Quando eu a vi se tremendo, percebi que estava gozando. Soquei mais um pouco, tirei o pau e comecei a tocar uma, e dei um banho nela de leite. Toda a porra acumulada por três meses foi tudo nela; pegou no seu cabelo, o jato foi forte, mas a maioria ficou na sua barriga. Depois de gozar, deitei ao seu lado e os dois estavam ofegantes. Fiquei um tempo deitado ao seu lado, dei um beijo nela; ela parecia ainda estar voltando a si. Fiz um carinho na cabeça dela, e ela me olhou com os olhos brilhando.

– UAU, toda vez que transarmos vai ser assim?

– Assim como?

– Deixa pra lá.

– Agora fala.

– Você é bom de cama, só isso.

– Você quem é? Vem, vamos tomar um banho.

– Tá bom.

Levantamos e fomos para o banheiro tomar banho.

Depois, ficamos abraçados em silêncio.

O teto escuro acima de nós.

A respiração dela ritmada no meu peito.

Por alguns minutos, a guerra interna calou.

— No que está pensando? — perguntou.

— Em nada.

— Mentiroso.

Respirei fundo.

— Em alguém que precisa de ajuda e não vai pedir.

Ela ergueu o rosto.

— Então talvez você não deva esperar ela pedir.

Olhei para ela.

Às vezes a maturidade vem da pessoa que menos parece carregar peso. Depois menina “enjoada e privilegiada” ela sabia bem o que falar como se já tivesse carregado um fardo gigantesco. Meu julgamento sobre ela já havia mudado

Depois que ela dormiu, fiquei acordado.

A casa quieta.

A cidade distante.

Pensei em Lara, sozinha sabe-se lá onde.

Pensei no padrasto.

Pensei em tudo que vi no mundo e no quanto a violência doméstica consegue ser ainda mais covarde: acontece dentro da casa, onde deveria existir abrigo.

Levantei antes do amanhecer.

Fui até a cozinha.

Preparei café.

E tomei uma decisão simples:

Naquele dia, eu não iria esperar ninguém me chamar para agir.

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