Me Despedace - Capítulo Dois

Um conto erótico de M.K. Mander
Categoria: Gay
Contém 5051 palavras
Data: 05/05/2026 00:58:59
Assuntos: Gay, Homossexual, máfia, Sexo

**** TEX ****

Eu estou ferrado até o pescoço.

Durante todo o trajeto, senti a agitação fluindo por mim. Cada relance do olhar dele na minha direção, cada sorrisinho de canto de boca, parecia uma piada interna da qual eu não fazia parte. Os bancos de couro macio do carro estavam frios, e eu agradeci por isso, caso contrário teria derretido naquela porra de banco.

Ao meu lado estava um monstro. O rosto dele era bem conhecido por quase toda a força policial, mas para mim, era especialmente familiar. Eu me lembrava do meu pai analisando arquivos de casos no porão, debruçado sobre eles tentando encontrar uma maneira de desmantelar os Vitales. Eu reconheceria aquele cabelo escuro e aqueles olhos castanhos em qualquer lugar. Embora ele tivesse envelhecido desde aquelas fotos, estava mais maduro e refinado.

Merda. Dá para calar a boca? — Fuzilei meu pau rebelde com o olhar enquanto ele se punha em sentido. A adrenalina, o perigo e, para completar, o homem gostoso pra caralho ao meu lado eram suficientes para fazer meu sangue ferver. Eu não transava há tanto tempo que estava quase com medo de gozar dentro daquele carro de luxo.

Meu braço latejava, mas ignorei. A bebida no bar tinha feito mais sangue circular ali. No começo doeu mais, mas agora estava se tornando uma dor de fundo, quase imperceptível. Com sorte, se precisasse, eu conseguiria dar uma surra nele se ele tentasse me matar. Mas por que faria isso? Para ele, eu era apenas um cara qualquer que ele paquerou no bar. Enzo não fazia ideia de que eu seria aquele que riscaria o fósforo e incineraria sua família de merda.

O carro parou e eu olhei para um prédio alto. — Um hotel?

Enzo me analisou como se estivesse me dissecando. — Sim. Algum problema?

Sim, um problemão. Eu esperava ir para a casa dele, ver o que conseguia encontrar, ou pelo menos saber a localização para voltar quando ele estivesse fora. Um hotel era um empecilho. Não revelava nada sobre quem ele era ou o que andava fazendo.

Talvez eu ainda possa usar isso. Me aproximar. Ele não precisa saber quem eu sou.

Abri um sorriso para ele. — Nenhum, problema nenhum — disse, segurando a maçaneta e saindo.

Parecia que eu teria que jogar o jogo a longo prazo. Ele deu a volta no carro e jogou as chaves na palma do manobrista. O jovem saiu apressado, mas não antes de Enzo lhe entregar o que parecia ser uma gorjeta generosa.

— Você vem? — Enzo perguntou.

Olhei para o prédio e depois para as costas dele enquanto ele se afastava. Ele não estava me esperando; agia como se fosse ocupado e importante demais para se importar se eu o acompanharia ou não. Senti como se uma coleira tivesse sido laçada no meu pescoço, e o segui, meus pés movendo-se por conta própria.

O que havia nele que me intrigava tanto?

— Boa noite, senhor — a mulher atrás do balcão sorriu para ele. — Sua lavagem a seco foi entregue na sua porta, e seu jantar chegará em uma hora. Algo mais que eu possa fazer pelo senhor?

Enzo balançou a cabeça. — Só isso. Boa noite. — Boa noite, senhor.

Assobiei enquanto esperávamos o elevador. — Você é algum tipo de figurão ou algo assim? — Algo assim — ele respondeu secamente.

Examinei o perfil do rosto dele, mas ele não demonstrava nada. Nem sequer olhou para mim, mas eu sentia que ele vigiava cada movimento meu. Ele esticou a mão e ajustou os óculos de armação preta que repousavam na ponta do nariz.

Como diabos esse homem é da máfia?

A maioria dos gângsteres tinha uma aura específica: tatuagens, cabelo ensebado, sotaques carregados e bravata demais. Ele tinha a última característica, mas o resto? Enzo parecia limpo e impecável, como um professor de uma universidade de elite. Até o casaco azul longo que ele usava parecia inofensivo e discreto. Mas eu sabia a verdade por trás daquela fachada inocente. Sua família era responsável por inúmeras atrocidades que não conseguíamos provar. Ninguém na família Vitale era inocente.

Enzo finalmente olhou para mim e sustentou o olhar. Não disse uma palavra; seus olhos me percorreram antes de fixarem-se em mim intensamente. Houve uma leve inclinação de cabeça, como se ele estivesse fazendo e respondendo perguntas que nunca saíam de seus lábios finos e rosados. Havia algo mais, um inferno ardente nas profundezas daqueles olhos castanhos que me dava vontade de me contorcer. Meus pulmões arderam e percebi que estava prendendo a respiração.

O elevador tocou, quebrando o feitiço que havia caído sobre nós. Enzo fez um gesto com a mão, todo cavalheiro, indicando para que eu entrasse primeiro. E, assim, o brilho de perigo que vi em seus olhos desapareceu.

— Depois de você — disse ele.

Entrei no elevador e me recusei a olhar para trás. Pela forma como Enzo me encarava, senti que era exatamente o que ele queria: ver algum tipo de medo no meu rosto. No entanto, eu não ia dar esse gostinho a ele. Virei-me e ele parou ao meu lado. Ele apertou o botão "P", levantou uma caixinha preta e digitou sua senha rapidamente antes de fechá-la, e o elevador começou a subirPreciso lembrar disso.

Enzo virou-se para mim e eu ergui uma sobrancelha. — O quê? Tem alguma coisa no meu ro... —

A mão dele colidiu contra a minha boca, cobrindo-a, enquanto a outra se enfiava nas minhas calças. Meus olhos se arregalaram enquanto ele acariciava meu pau duro e latejante por cima da cueca. O tecido macio roçando contra a minha ereção era quase demais para aguentar. Meu corpo respondeu instantaneamente, meus quadris impulsionando para frente enquanto ele me masturbava, encarando meus olhos.

— Goza para mim — ele exigiu. — Antes deste elevador chegar à cobertura, quero sua cueca encharcada.

Meu coração saltou na garganta. Que porra é essa?

Ele sorriu, a fachada discreta quebrando-se por um momento enquanto eu via o demônio em seus olhos. — Se eu vou te foder, não quero você gozando e ficando cansado antes mesmo de começarmos. Você vai gozar antes da gente dar início, ou você vai embora.

Minhas costas bateram contra a parede. Nos espelhos do elevador, eu me vi gemendo enquanto ele me punheta por dentro do jeans como se não fosse nada. Enzo soltou a mão e abriu minha calça, puxando meu pau para fora antes de começar a me masturbar com mais força e rapidez. O que eu estou fazendo aqui? Meus pensamentos foram forçados de volta à realidade rapidamente pelos dedos de Enzo brincando comigo.

— Mmm, porra — gemi contra o calor da palma dele. — Você é louco. — Sem conversa — ordenou ele. — Goza ou some da minha frente.

Meus olhos derivaram para os números do elevador enquanto ele subia. Estávamos chegando rápido ao trigésimo andar. Quando meus olhos encontraram os de Enzo novamente, ele inclinou a cabeça.

— Só existem quarenta e sete andares no prédio — ele respondeu, sem que eu precisasse perguntar. — Seu tempo está acabando.

Merda. O fato de ele impor um limite de tempo só tornava tudo pior. Meu pau pulsava no aperto experiente dele enquanto meu coração batia tão forte que era tudo o que eu conseguia ouvir. A dor nos meus ovos superou a dor no meu braço enquanto Enzo mantinha o contato visual e me levava direto ao limite.

— P-porra! —

Minha respiração parou quando meus olhos reviraram, e eu desabei contra a parede. A sensação nas minhas pernas desapareceu, e eu soube que ia cair no chão, mas me forcei a ficar de pé. Fazia tanto tempo assim que alguém não me tocava? O prazer viajou para cima e para baixo pela minha coluna, e eu soube que a resposta era um sonoro sim, fazia uma eternidade.

Abri os olhos enquanto Enzo afastava a mão e examinava a bagunça pegajosa que fiz em sua palma. Havia manchas do meu sêmen no casaco impecável dele também. Ele franziu as sobrancelhas, uma expressão de irritação surgindo em seu rosto enquanto soltava minha boca e olhava para suas roupas com desdém.

— Sujou tudo — resmungou ele.

Eu gemi. — Não é como se a culpa fosse minha — retruquei. — Você que estava me punhetando, lembra?

— Sim — disse ele secamente, seguido de um suspiro exasperado. — Suponho que me empolguei. — Ele olhou para o meu pau ainda semiereto. — Sério? Quantos anos você tem? Vinte?

— Vinte e cinco — resmunguei, guardando o pau de volta no jeans enquanto a nuca e as bochechas pegavam fogo. — Fazia tempo — disparei quando ele continuou me encarando. — Ah, vai se foder — adicionei quando ele arqueou uma sobrancelha como se eu estivesse mentindo.

O sorriso de Enzo voltou, e era como se ele estivesse de bom humor novamente. Ele estendeu a mão na minha direção. — Limpe isso.

Pisquei para ele. — Nem pensar. Não vou lamber meu próprio gozo.

A mão direita de Enzo se entrelaçou no meu cabelo e ele esfregou a outra mão sobre os meus lábios. Encarei-o, minha boca abrindo-se em descrença. Ele aproveitou a chance para enfiar o sêmen na minha boca. Recuei com o gosto salgado, mas o fato de ele ser tão gostoso fez a coisa descer muito mais fácil.

Se ele não fosse da máfia, eu voltaria para foder com ele toda noite.

Só o perigo já era o bastante. Mas a forma como ele assumia o controle e me fazia questionar tudo o que eu sabia ser verdade era divertido pra cacete. Parecia errado e inebriante, tudo ao mesmo tempo.

Ele afastou a mão quando o elevador tocou, e fomos deixados em um pequeno corredor com uma porta. Enzo pegou sua lavagem a seco e entrou enquanto eu o seguia.

— Aceita uma bebida? — ele perguntou. — Claro — eu disse. Eu não pretendia beber mais do que um gole, mas precisava de algo depois daquela cena no elevador.

Segui atrás dele e olhei em volta. Não havia nada fora do lugar. Cada quadro era arte de hotel genérica. Todos os móveis eram de alto padrão, mas em tons neutros de marrom areia e branco, tudo acentuado com eletrodomésticos cromados e toques de cinza. Não dizia nada sobre ele.

Merda. Isso é perda de tempo?

Enzo tirou o casaco, jogando-o sobre o encosto de uma cadeira enquanto caminhava até o bar. Ele pegou dois copos e os encheu com um líquido transparente de uma garrafa de cristal que parecia cara. Enzo passou um para mim depois de colocar um cubo de gelo, da mesma forma que eu bebia no clube dele.

— Obrigado — eu disse.

Ele assentiu, silencioso novamente enquanto me encarava por cima do copo. Como se não tivesse acabado de me masturbar no elevador e agora estivesse me olhando casualmente. Dei um gole, apreciando a queimação do gim conforme descia pela garganta. Honestamente, eu odiava aquela merda, mas gostava da sensação de queimar, e meu pai nunca conseguia aguentar aquilo. Mas eu conseguia. Assim como eu ia dar conta de Enzo Vitale.

— Tire a roupa — disse Enzo.

Pisquei para ele. — Assim, do nada? — perguntei. — Você não quer conversar?

— Sobre o que você gostaria de conversar? — retrucou ele, contornando o bar e indo para a sala de estar. Enzo sentou-se, removeu os sapatos com cuidado e os colocou de lado no sofá. — Achei que você queria que te dissessem o que fazer. Foi por isso que me seguiu, não foi?

Minha garganta apertou e, de repente, eu não conseguia engolir. O sorriso de Enzo aumentou. Cada instinto em mim gritava para dar meia-volta e fugir dali antes que ele colocasse as mãos em mim. Mesmo assim, permaneci onde estava.

Primeiro, eu não ia fugir quando precisava fazer isso para chegar perto dele e desvendá-lo. Eu ainda precisava vasculhar o lugar e ver se havia algo aqui. Se não houvesse, parecia que eu teria que fodê-lo mais de uma vez até ter acesso à sua verdadeira residência. Segundo, eu estava hipnotizado. Tudo em Enzo gritava perigo em luzes vermelhas pulsantes. Eu queria ver mais.

Foque na missão. Consiga sujeira sobre ele, derrube os Vitales, vire detetive.

— Ei. — Enzo estalou os dedos apenas uma vez, e eu acordei do meu estupor para encará-lo. — Roupa. Fora. Eu te disse uma vez que faria o que quisesse com você. Tira tudo.

Meu pau saltou, e levei a mão para desabotoar a camisa. Enzo bebericou sua bebida, seus olhos acompanhando cada movimento que eu fazia. Eu estou realmente fazendo isso? Parei por um segundo, apenas para receber um olhar impaciente de Enzo. Continuei.

Isso não era diferente de um trabalho infiltrado. Eu tinha que manter a compostura. Eu ia provar para todos na delegacia que eu não era o meu pai.

Eu era melhor.

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**** ENZO ****

O tecido flutuou até o chão, e eu encarei Tex enquanto ele largava suas roupas de qualquer jeito. Seus dedos pairavam sobre o botão do jeans.

— O quê?

Olhei para ele e depois para a bagunça que estava criando. Tex revirou os olhos.

— É sério? — Ele arrancou as calças e olhou ao redor antes de jogá-las no sofá de um lugar só.

— Não.

— O que você quer que eu faça? Que as pendure? — Tex parecia exasperado.

— O closet fica por aquelas portas à esquerda.

— Você não pode estar falando sério.

— Depressa — foi tudo o que eu disse.

Tex me encarou por mais um segundo antes de pegar suas coisas e seguir para o quarto. Deixei que ele fosse sozinho, sabendo que não havia nada lá.

Cantarolei o gim em meu copo, atento aos sons de Tex. Ele estava demorando mais do que o necessário, sem dúvida procurando por algo.

— Não gosto que me façam esperar.

Tex emergiu do quarto, semiereto e completamente nu. Eu estava certo. Seu corpo era magnífico. Seu peito era enorme e parecia bom o suficiente para ser mordido. Tatuagens variadas cobriam seu torso, nenhuma delas me chamando a atenção em particular. No entanto, gravei cada uma delas na memória.

Seus mamilos escuros estavam perfurados com barras pretas. Eu estivera torcendo para que estivessem, e fiquei satisfeito ao confirmar. Tudo o que ele precisava agora eram barras combinando atravessadas em seu pau e alinhando seu períneo.

— Você ainda está vestido — Tex observou.

— Ótimas habilidades de observação. Você deveria ser detetive — eu disse.

Tex estremeceu, mas rapidamente disfarçou enquanto se aproximava de mim. Tão adorável.

— Vire-se — ordenei.

Tex revirou os olhos, mas seu pau deu um salto ao meu comando. Ele se virou, e eu absorvi cada detalhe, mapeando tudo na memória.

Que porra é essa?

Um pato pessimamente desenhado, usando um chapéu de caubói e segurando uma arma, estava tatuado em sua nádega direita.

— Gostou? — Tex perguntou com um sorriso convencido.

— Dificilmente.

Ele riu. — Posso notar pela sua cara. — Tex deu de ombros. — Eu era jovem, e meu amigo era um aspirante a tatuador. Você sabe como é. Jovens imprudentes.

— Nem um pouco. — Estalei os dedos e apontei para o chão à minha frente. — De quatro.

A boca de Tex se abriu, e eu esperei que ele cedesse. Ele balançou a cabeça, parecendo tomar uma decisão enquanto caminhava até mim. Tex abaixou-se na minha frente, seu olhar inabalável enquanto ficava sobre as mãos e os joelhos.

— Vire-se.

Fui mais uma vez confrontado com aquela tatuagem horrível, mas o restante de Tex compensava. A faca escondida sob a perna da minha calça era afiada o suficiente para remover aquela mancha com um só golpe. Não passaria de um pequeno corte.

Rolei os ombros para trás enquanto forçava o pensamento para a parte mais distante da minha mente, focando em Tex por agora. Besuntei meus dedos com lubrificante, pressionei um contra o seu buraco e o introduzi.

— Fique parado — avisei, enquanto Tex tentava receber mais do meu dedo dentro de seu corpo quente.

Um tremor visível abalou o corpo de Tex. — Você é mais gentil do que eu pensava.

— Não gosto de quebrar meus brinquedos rápido demais.

— O qu... — As palavras de Tex foram cortadas quando adicionei outro dedo, alargando-o. Eu os afastei, abrindo seu buraco e arrancando dele um gemido profundo.

Ele se contorceu, seu buraco apertando meus dedos enquanto ele tentava ao máximo não empurrar os quadris para trás. Meus dedos dançaram sobre sua próstata, aplicando pressão constante em um padrão até que os músculos de suas costas se retesaram. Mudei o ritmo antes que ele pudesse gozar.

O suor rolava por sua espinha, fazendo sua carne naturalmente pálida brilhar sob as luzes. Afastei meus dedos lentamente. Seu buraco se fechou em volta deles, implorando para que eu ficasse, mas nada saiu da boca de Tex.

Não posso permitir isso. Eu queria ouvi-lo implorar, queria vê-lo quebrar sob meu comando.

Provoquei sua próstata novamente e acariciei levemente seu pau, não o suficiente para estimulá-lo de verdade. Um rosnado escapou de Tex enquanto suas omoplatas se contraíam. Ele parecia bastante irritado comigo.

Brincando com seu corpo, excitei Tex mais uma vez. Seu pau estava duro entre as coxas, implorando por mais do que carícias leves.

— Porra — Tex rosnou. Ele virou a cabeça, e seus olhos azuis estavam vidrados como a janela de um carro na chuva. — Por favor, me deixa gozar.

Pensei sobre o assunto por cinco segundos. — Diga-me a senha para acessar este andar. — Acariciei seu pau com um toque tênue, estimulando-o apenas por alguns breves segundos. Nada que pudesse fazê-lo chegar lá.

Tex balançou a cabeça. — Eu não sei.

— Então acho que você não precisa gozar.

— Merda...

As pontas dos meus dedos acariciaram sua próstata novamente, aplicando a quantidade perfeita de pressão enquanto eu o alargava para aceitar mais um dedo. Ele já estava com três, indo para quatro.

Retirei meus dedos novamente e os descansei contra seu buraco pulsante. — Pronto para responder?

Tex arquejava, os músculos de suas pernas se flexionavam cada vez que seus dedos do pé se curvavam. Ele parecia pronto para se entregar.

— Não, me faça outra pergunta. — Ele olhou para trás, para mim, com os lábios úmidos e um fio de saliva escorrendo pelo queixo.

Ele era uma bagunça, mas uma bagunça que eu havia criado. Não havia nada mais belo, exceto, talvez, se houvesse um respingo de vermelho decorando sua carne lisa.

Agarrei um punhado de seu cabelo preto e dei um solavanco. A cabeça de Tex inclinou-se para trás, forçando-o a levantar as mãos do chão. — Eu fiz uma pergunta e espero uma resposta.

— Caralho, eu não sei! — Tex manteve o olhar fixo, mas seus dedos tremeram e seu corpo se agitou. Ele era um mentiroso razoável.

Minhas sobrancelhas baixaram, e permiti que Tex visse o desagrado em meu rosto. O medo brilhou em seus olhos azuis enquanto ele tentava recuar. Duvidava que ele sequer soubesse a resposta que estava dando, de tão dopado pelo prazer.

Apertei meu aperto em seu cabelo, e ele sugou o ar por entre os dentes enquanto seus olhos lacrimejavam. O silêncio se prolongou enquanto eu permanecia imóvel, imaginando todas as maneiras como queria puni-lo.

Tex lambeu os lábios, abrindo e fechando a boca como um peixe fora d'água. Eu o soltei, e ele caiu para frente, inspirando como se estivesse segurando o fôlego o tempo todo. Removi meus óculos, dobrei-os e os coloquei de lado.

— Mentir é uma maneira de me deixar irritado. — Deixei todo o peso do meu olhar descansar sobre Tex, exatamente como faria com qualquer alvo que meu irmão me enviasse para caçar. Uma pontada familiar de gelo rastejou pelas minhas veias, fazendo arrepios surgirem em meus antebraços. Meus lábios se curvaram em um sorriso.

— O que você vai fazer? — Tex perguntou. Sua voz tremendo ligeiramente.

— Eu já respondi a isso. — Dei a volta para encará-lo e agachei-me. — O que eu quiser. — Deslizei minha faca para fora do suporte e a pressionei contra o seu pau.

A tensão no quarto engrossou. Onde outros teriam dificuldade em relaxar, eu me sentia em casa. O fio de gelo que sempre se apoderava de mim quando eu empunhava uma arma me consumiu.

Uma gota de lubrificação beijou a lâmina, e mais viria a seguir enquanto Tex permanecia imóvel. Seu pau saltou quando movi a faca para mais baixo.

— Você perdeu a porra do juízo. — Ele tentou me alcançar.

— Mãos para baixo.

Tex flexionou os dedos antes de baixar as mãos ao lado do corpo. Sua respiração estava errática. Seu peito estava coberto por uma leve camada de suor enquanto seu olhar permanecia colado na faca que eu pressionava contra seu pau.

Envolvi seus testículos com a mão, e os olhos de Tex se arregalaram enquanto um gemido sem filtros escapava pesadamente de seus lábios entreabertos. Seu pau estava de um vermelho furioso, implorando pela liberação que eu não havia concedido.

Um ganido escapou no momento em que soltei suas bolas, o que me fez sorrir. Ele era uma criatura gananciosa. Mesmo agora, com uma faca tão perto dele, seu corpo implorava por mais.

Movi a faca ainda mais para baixo, até que ela repousasse na base do seu pau. — Seria uma pena cortar isso fora. — Acariciei o pau de Tex com firmeza pela primeira vez desde o elevador.

Um lamento indignado ecoou pelas paredes.

— Você não faria isso — disse Tex.

Ele finalmente encontrou meus olhos, e deixei que visse o quão sério eu estava falando. Um brinquedo sem pau não era exatamente o ideal, mas eu ainda seria capaz de usá-lo.

O pomo de adão de Tex subiu e desceu. Para garantir que ele soubesse que eu não estava brincando, arrastei a lâmina afiada sobre sua carne usando quase nenhuma pressão. O sangue borbulhou para cumprimentar a faca, misturando-se com o fluido que já a sujava.

— Porra — um gemido estrangulado deixou os lábios de Tex.

— Não se mova — comandei.

Tex mordeu o lábio, mas ficou imóvel. Vi o momento em que ele cedeu, incapaz de resistir. —, cinco.

Decepção e orgulho lutaram dentro de mim. Por um segundo, não tive certeza se ele falaria. Ele prestara atenção o suficiente; meu pequeno policial novato estava provando ser muito mais esperto do que os resultados de seus testes mostravam.

A pequena gota de sangue não passava de uma provocação, e meus instintos gritavam para que eu continuasse. Para derramar mais daquele belo líquido carmesim.

Afastei a lâmina, e Tex desabou instantaneamente, sentando-se sobre os calcanhares. Suas pupilas estavam dilatadas enquanto ele respirava de forma instável.

— Você merece uma recompensa, não concorda? — Levantei-me e abri o closet mais próximo da porta. O olhar de Tex me seguiu pelo quarto enquanto eu pegava tudo o que precisava.

Quando voltei para perto dele, ele já havia se acalmado novamente, não mais à beira de gozar. Seus olhos estavam um pouco mais claros enquanto ele me encarava.

— Levante-se e vire-se.

Tex não me deu problemas, sem dúvida antecipando sua recompensa. Ele se virou e sentou-se sobre os joelhos. Admirei o formato de sua bunda firme e cogitei, pela segunda vez naquela noite, retalhar aquela tatuagem medonha de sua nádega.

Abri a caixa, e o som do papelão rasgando ecoou ao nosso redor. A cabeça de Tex começou a virar, e eu a endireitei, forçando-o a olhar para o outro lado.

— Se espiar, acabamos por aqui.

Tex sentou-se mais ereto, as costas rígidas pela força com que se sustentava. Seria cômico, mas eu tinha certeza de que, se risse, ele se viraria e a diversão terminaria antes que eu estivesse pronto.

Não me dei ao trabalho de adicionar lubrificante ao massageador de próstata sem fio. O pequeno dispositivo preto não era maior do que um dedo e meio.

— Abra-se.

Os dedos de Tex tremiam enquanto agarravam cada nádega e as afastavam. Seu buraco ainda brilhava com lubrificante, implorando para ser fodido. Logo. Meu pau pressionava firmemente contra minha calça, mas eu me orgulhava do meu controle. E com Tex, ele fora testado repetidamente.

Encostei a ponta do massageador contra o seu buraco, provocando a carne franzida, arrancando um gemido dele. Inclinei-me sobre seu ombro para observar o lado de seu rosto enquanto empurrava o massageador para dentro. Sua boca se abriu, mas nenhuma palavra saiu enquanto eu agia rapidamente.

Meu armo envolveu seu pescoço e minhas pernas sua cintura enquanto caíamos de volta contra o chão. Prendi as mãos de Tex atrás das costas, entre nossos corpos. Mesmo através das minhas roupas, eu podia sentir o calor emanando de sua carne.

Entrelacei meu outro braço atrás de sua cabeça, ainda segurando o controle remoto. Tex lutou instantaneamente, tentando escapar do meu abraço, mas eu não cedi enquanto ele me levantava um centímetro do chão e nos batia de volta contra ele. Uma risada escapou de mim enquanto a dor se somava às ondas de choque de prazer que me atravessavam.

— Você ainda está duro, embora eu pudesse te matar agora mesmo. — Minha perna roçou no pau pingando de Tex.

Pressionei o botão no controle, ligando o vibrador na intensidade máxima. Um gemido sufocado veio de Tex, e ele começou a se agitar em meu abraço por um motivo diferente. Apliquei mais pressão, contando os segundos que eu conseguiria segurá-lo.

O ar ao nosso redor ficou mais rarefeito até que eu estivesse ofegante. Seis, sete, oito... O corpo de Tex deu um solavanco, e os jatos quentes de porra encharcaram minha calça. Eu o soltei um segundo depois.

Outro segundo se passou, e Tex sugou o ar de forma ruidosa. Eu o rolei de cima de mim e me sentei. Meu cabelo desabou do estilo cuidadoso em que eu o havia colocado. Meu coração batia de forma errática enquanto eu olhava para Tex. Ele piscou lentamente para mim, e eu sorri. Ele não se moveu quando arranquei o massageador de próstata de seu buraco.

Desabotoei minha calça e baixei o zíper. Todo som foi abafado pelo meu batimento cardíaco. Eu mal podia esperar para afundar dentro dele. Para arruiná-lo ainda mais.

— Eu ainda não terminei com você. — Rolei Tex de lado; seu olho azul anuviado estava focado em mim mesmo agora, enquanto ele tentava respirar fundo.

Ele estava me observando. Sempre gostei de observar, mas ser observado nunca tinha sido tão bom.

Um sorriso se abriu em meu rosto enquanto eu me deliciava com a nova sensação correndo em minhas veias. Deslizei o preservativo sobre meu pau e enganchei uma das pernas de Tex em meu braço antes de afundar dentro dele.

Um calor úmido e apertado estrangulou meu pau enquanto eu mergulhava dentro dele de uma só vez. Um gemido estrangulado veio de Tex, e eu quis ouvi-lo novamente. Parecia demais com um choro.

No momento em que pensei nele chorando, meu pau saltou dentro de Tex. Lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Aposto que teriam gosto de paraíso. Recuei até que apenas a ponta do meu pau repousasse contra o buraco dele. Golpeei com os quadris para frente. O impacto da nossa carne ecoou ao meu redor, acompanhado pela sucção úmida do buraco lubrificado de Tex me tragando. Era quase tão prazeroso de ouvir quanto o som de órgãos internos deslizando para fora de um corpo e se esparramando no chão.

Um calafrio percorreu minha espinha junto com o suor. Isso fez minha camisa grudar na pele, mas nem mesmo essa irritação era suficiente para me fazer parar.

Minha mão envolveu o pau dele, e Tex choramingou. — Goze para mim de novo.

Ele balançou a cabeça lentamente, os cílios tremulando enquanto eu o fodia implacavelmente. Apertei meu aperto em seu pau, acariciando-o no ritmo das minhas estocadas.

Eletricidade dançava pela minha espinha e, a cada estocada, eu me aproximava do clímax. Minha respiração estava errática enquanto eu olhava para Tex. Seu pau ficou duro e ele soluçou quando uma única lágrima escapou do canto de seus olhos.

Meu orgasmo me atingiu como uma marreta, e lutei para permanecer ereto enquanto enchia o preservativo com minha porra. Minha irritação por não preencher e marcar Tex era uma pequena chama no fundo da minha mente, enquanto pontos dançavam diante de mim.

As costas de Tex se arquearam e seu buraco apertou em volta de mim, prolongando meu orgasmo enquanto ele gozava novamente. Apenas algumas gotas escaparam de seu pau, e eu me senti tentado a continuar acariciando-o. Para ver mais daquelas lágrimas. Uma não é o suficiente.

Levantei-me com as pernas trêmulas e olhei para Tex estirado no chão. Porra decorava seu torso e peito. Seus olhos estavam fechados e sua respiração estava pesada.

— Você fez outra bagunça. — Estalei a língua e soltei um suspiro ao aceitar a desordem diante de mim. — Terei que puni-lo por isso mais tarde.

Tex murmurou em seu sono, e tomei aquilo como consentimento. Eu não conseguia tirar os olhos dele. — Você realmente deveria ter cuidado com os monstros que procura.

Forcei-me a me afastar e a me limpar. Um banho minucioso e uma troca de roupa limpa depois, eu estava pronto. Arrumei tudo rapidamente, inclusive movendo Tex para a cama e limpando seu corpo. Verifiquei os arquivos em meu casaco e olhei a hora.

Benito disse para vigiar o policial, e eu o faria, mas do meu jeito. Coloquei meu número no telefone de Tex, sabendo que ele ligaria. Revistei a cobertura, garantindo que nada fosse deixado para trás. Raramente mantinha qualquer coisa ali, além de uma muda de roupa.

Deixei água na mesa de cabeceira e desci as escadas. Cada número que se acendia no elevador parecia um lembrete do que eu estava deixando para trás. Um corpo no qual eu me perdera.

Não se preocupe. Vai acontecer de novo. Lembrei-me disso, fechando os olhos momentaneamente. O sinal do elevador fez com que eu afastasse tudo e mergulhasse de volta no entorpecimento que me cercava na vida cotidiana.

— Sr. Vitale — cumprimentou a mulher da recepção.

— Vou fazer o checkout.

Ela assentiu. — Devemos deixar vago?

— Sim.

Seus dedos esguios voaram sobre o teclado antes que ela levantasse a cabeça. — Tudo resolvido, senhor.

Não me afastei, e ela esperou pacientemente que eu dissesse o que mais precisava. — Café da manhã e despertador às cinco e meia.

Ela não questionou enquanto digitava a nota. — Considere feito, senhor.

Ao sair do hotel, o ar gelado da noite me esfriou ainda mais. Lutei contra o impulso de olhar para trás, para o hotel. Não havia como ele já estar acordado. Se estivesse, eu não me importaria de brincar com ele por mais um tempo. No entanto, se eu não começasse a limpar os policiais corruptos cortados da nossa folha de pagamento, Benito colocaria uma bala no meu crânio.

Por mais que a morte fosse bela e sedutora para mim, eu não tinha um desejo suicida.

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