Meu Fã Clube K.E.P. 6 = 🎵Hoje Tem Open Bar Pra Ver Minha Desgraça🎵

Da série Superstar
Um conto erótico de Kelly
Categoria: Heterossexual
Contém 3732 palavras
Data: 06/05/2026 00:06:35
Última revisão: 06/05/2026 01:36:45

Não sei o que dizer sobre a atitude do Alberto aquele dia, só sei que não imaginava que haveria consequências horríveis, Alberto foi grosso e racista com o Chris, quando ele me perguntou se era o cara que sempre falava comigo quando a gente estava no motel, eu admiti, mas disse que essa era uma conversa melhor para ter pessoalmente e pedi desculpas pela atitude do Alberto.

Claro que não contei por exemplo que o Alberto me bateu, nem eu tinha entendido isso ainda, é claro que aceitei as desculpas do Alberto, mas não esperava ele dizer que exagerou, que teve problemas, isso estava incomodando um pouco, pensando no que poderia ser, poderia ser algo do laboratório, dos meus exames, isso seria no mínimo ruim.

De qualquer forma, o que mais me preocupava era a conversa vindoura com o Christian… Não queria que fosse assim a primeira interação dos dois, não sei como o Christian vai reagir e dependendo de como, sou eu quem vai sair mais ferida pelos dois lados, como eu havia previsto, porque não vou conseguir deixar de amar, nem um, nem outro, é impossível isso.

Ao menos havia conseguido a permissão do Alberto para continuar encontrando o Chris, isso era uma vitória tão grande, que minha alegria era explosiva, cantando pelos cantos, ensaiando, sobre minha estrela, virou minha música preferida, aquele versinho:

🎵Me diga o que você quer e eu,

Te dou.

Quão fantástico é estar com você.

Amor. 🎵

Sendo a coisa mais cantada dentro de casa, eu simplesmente estava explodindo de alegria, porque sabia que era só conversar com o Christian, colocar tudo em pratos limpos, ao menos eu tinha esperança e às vezes a esperança nos cega, essa é a real verdade, porque eu não sabia, que o Chris iria me magoar tanto… Mas é melhor começar do começo.

… … … … … … … … …

O projeto de Coelha Primordial estava acabando comigo também, é uma letra difícil, mas principalmente, é uma coreografia complexa, com duas danças diferentes, sem dúvida o projeto mais sexy e sensual que eu já participei até agora na minha carreira, a sensação às vezes, é que a gravadora está me dizendo: ‘Ok agora que você já fez 19 anos hora de mostrar um pouco essa raba’, não tinha outra explicação.

Por outro lado eu me sentia sexy, me sentia sexualmente me abrindo para o mundo, um efeito que sem dúvidas, era o Christian quem estava causando em mim.

O clipe basicamente fica intercalando eu com uma roupinha de coelha toda branca quase um vestidinho inocente e eu com uma roupa estupidamente sexy, de coelha, fio dental toda preta, ambas representando inocência e sensualidade, luz e trevas, a menina comportada e o caos da minha sexualidade, nada me representava mais do que isso no momento, mesmo na minha cabeça, bom, por isso compus a música…

🎵 Eu sou coelha branca

Amor um favo de mel

Olhando as estrelas quero voar no céu

Me dê as mãos e vamos voar

A nuvem de algodão doce vamos pegar

Eu sou coelha negra sexy e cruel.

Mergulhe entre meus seios e te levo pro céu.

Minhas unhas vermelhas vão te marcar.

Em meus lábios e olhos você vai se afogar.

Então vêm e escolha,

O que vai ser.

Qual das duas,

quer conhecer

O seu tempo está acabando...🎵

No final eu sou as duas, quem escolhe a preta ou a branca é o momento e você dependendo de como me tratar, em um momento no auge da música, acontece um milagre da computação, onde a preta e a branca toda sexy se beijam, o beijo leva a inocência da branca, mas não toda, mas também leva a luz para dentro da preta, formando uma imagem, que é um único frame, eu com uma roupa que é metade uma, metade outra.

Gostei do resultado final, seria a música a ser lançada no próximo disco e sem dúvida uma bomba, eu saio correndo do estúdio e pulo nos braços do Alberto, “Você viu, ficou ótima, ótima de mais.”, toda empolgada, ele me abraça apertado deixando eu gastar um pouco dessa energia, antes de falar, “Ok, gatinha, vai para o banho, eu vou organizar tudo e começar a ver as edições de estúdio para ela ser lançada dentro do nosso calendário.”

“Ok…”, sorriu contente, definitivamente uma boa dupla, ninguém nunca vai poder dizer algo contrário a isso, minha voz e o gênio do Alberto definitivamente são as principais marcas agora que meu nome estava voando cada vez mais alto… Mas eu sabia, a ideia era com a virada do ano, não haver teto para esse céu.

Depois do banho só de calcinha no meu quarto eu olhei as mensagens do dia, minha conversa com o Chris me fez sorrir, “Chris terminei uma semana de trabalho intenso, quer sair sábado?”, ele manda um risinho, mas percebo algo errado, “Quero sim, mas você não quer conversar aquelas paradas comigo antes? Me encontra em casa.”, eu respiro fundo, já adiei demais, hora de conversar,

Eu fico olhando a mensagem, é a segunda vez que eu iria na casa dele nos últimos três meses desde quando começamos a sair e tinha aquela prima dele, Bárbara que não foi com a minha cara, eu sinto uma pequena intuição dizendo para não ir, mas aceito assim mesmo, “Ok, eu passo aí na sua casa para conversarmos, aí vamos para o samba, estou louca para dançar, topa?”, ele demora um pouco, ele recebeu e leu, mas digita, apaga, digita de novo…

“Ok parece bom.”, eu sorrio toda empolgada, apesar de achar ele um pouco frio, talvez esteja só ocupado com algo, abracei meu celular sorrindo, “Estarei aí coração.”... Tinha uma outra coisa também, eu estava sentindo minha libido lá no alto, gravar um clipe sexy, se sentir um tesão estava me deixando com muito muito fogo e não via ninguém melhor que ele para cuidar disso.

… … … … … … … … …

No sábado eu me arrumei para ir ver meu amor, um vestidinho dourado justo na parte de cima iria ressaltar minhas curvas, a saia rodada com uma save queda, um pouco mais longo do lado direito, iria sem dúvida ressaltar meu rebolado enquanto estava sambando e a calcinha que ele escolheu, nos meu pés sandálias de salto agulha para sambar bonito, as unhas dos pés e mãos de um rosa bem clarinho chamativo e os lábios de um vermelho intenso.

Eu tinha mandado uma das minhas mensagens provocantes do Christian, ‘Escolhe qual?’, duas calcinhas, uma parecida com a última minúscula, a outra maior, mas só têm elástico na minha cintura, fio dental, mantida no lugar, por ser bem posicionada com as alcinhas laterais soltinhas, fora que a falta de costura, facilitar, colocar a mão por dentro dela, pelas laterais e tirar ela do caminho sem ela ficar voltando, ou incomodando, ele escolheu a segunda e eu gostei…

Me olhei no espelho, a indiazinha cor-de-canela, toda bronzeada, com os cabelos em cascastas de cachos nas costas, o vestidinho soltinho com os pés de fora, a langerie que permitiria acesso total ao meu corpo, onde e quando ele qui-ses-se, me achei irresistível, peguei minha bolsa, “Alberto estou saindo.”, ele se aproxima, “Você vai encontrar ele né?”, ele não está satisfeito, só resignado, eu faço que sim com a cabeça, “Espero que não se machuque.”, eu respondo na hora, “Eu não vou.”, vou até ele e abraço apertado, “Então divirta-se.”, ele me fala.

Ganhei um beijinho, saí já chamando o Uber.

… … … … … … … … …

Quando eu cheguei na casa dele, eu sou atendida e logo já conheço os pais dele, a verdade é que eles pareceram surpresos de conhecer a indiazinha e percebi um tanto quanto intrigados, senti um clima diferente do que esperava, “Essa aqui é a Kelly, essa é a minha mãe Ana e esse é meu pai José.”, “Dna Ana, Sr. José, muito feliz de conhecer vocês.”, eu cumprimento da forma mais educada e gentil possível, o que eu percebo agrada a mãe dele, o pai me cumprimenta meio de cara fechada.

“Você também é da música, né Kelly?”, a mãe dele perguntou, enquanto tentava entender o que acontecia, eu fiz que sim com a cabeça, “Sim senhora eu canto.”, ela sorriu, “O Chris estava ouvindo suas músicas a semana inteira.”, eu olho para ele, tímida e contente, “Mãe, eu… Eu vou conversar com a Kelly lá em cima se a senhora não se importa.”, “Claro filho, não me importo não, e seu pai ficou de me levar na casa da tia Cecília hoje.”, o pai dele olha, “Fiquei?”, a mãe dele faz uma cara que eu quase dei risada com a obviedade de deixarem eu e o Chris a sós.

“Claro fiquei sim.”, rapidinho eles se arrumam e começam a sair, “Foi um grande prazer conhecê-la Dna Ana.”, eu falo para mãe dele quando ela está saindo, ela sorri para mim, parece um pouco preocupada, “Bárbara é uma boa menina, tenta relevar ela, acho que está enganada sobre você.”, eu sorrio e fico sem jeito, “Muito obrigada pela confiança, prometo não decepcionar.”, ela sorriu satisfeita e se retirou.

Aí fui cumprimentar o pai dele, “Espero que você seja sincera com o meu filho Kelly, ele é de ouro para nós!”, eu senti um suave tom de aviso, isso me deixou um pouco atenta, “Claro, prometo Sr. José.”, ele olha uma última vez, para mim avaliando e pensando nas palavras, “Não quero promessas índia! Quero ver ações.”, eu fico confusa e ele se vai.

… … … … … … … … …

Quando entramos em casa, o Chris está diferente, assim que se despediu dos pais e entrou, ele mal olhou para mim, me dando as costas, eu me aproximo dele e segurei sua mão, mas ele está, tenso, usando uma bermuda marrom de tecido moletom, uma camiseta branca comum, chinelos, ali entendi, que ele não pretendia sair comigo, eu fecho os olhos, deveria contar com isso, certo? Estou sendo cruel em não priorizar a conversa, por estar tão feliz, melhor ir por esse caminho.

“Você está bravo comigo?... “, me sinto burra no momento que as palavras saem da minha boca, “Vamos conversar? O…”, ele me interrompe, “Não, ainda não, a Bárbara está vindo para cá, ela vai participar dessa conversa.”, eu fico sem saber o que dizer. A mesma mulher que havia me tratado tão mal, estava vindo para cá, para estar presente na nossa conversa sobre quem é o Alberto.

Eu comecei a pesar a situação, essa mulher vai me crucificar, ela já fez isso por menos, por outro lado eu não tenho o que temer, certo? Eu sei que não fiz nada de muito errado, mas mesmo assim eu fico com medo, porque a Bárbara não têm nem uma boa vontade perante mim, não preciso fingir isso, eu olho para ele, tentando escolher as palavras.

“Chris não acho uma boa ideia.”, “Kelly não é só você que está em uma situação ruim, acho que o jeito é aceitar, por favor não complica mais.”, eu olho para ele, me aproximo, tentando encostar nele, ele se afasta, ele afasta o corpo, pela primeira vez, eu sinto o impacto de ser machucada, de verdade, não estou acostumada a ser rejeitada, abro a boca, mas a voz não sai, as lágrimas querem escorrer, mesmo eu tentando mantê-las eu me viro e olho para o lado.

“Ok, então a gente espera ela.”, eu digo e ouço seu suspiro, não está satisfeito, está resignado, a decisão foi tomada e veio de outra pessoa, penso nos pais, no que comentaram, alguma coisa sobre a Bárbara, certo? algo, sobre, ela estar enganada? a mãe dele comentou sobre ela estar enganada, o pai deu uma espécie de aviso sobre enganar o filho, ‘ameaça é a palavra certa, se você estiver correta.’, penso comigo mesma. Olho para o Christian agora mais confusa ainda, com o que está acontecendo, porque isso não é só sobre aquele dia, aquela ligação.

“Chris, o que está acontecendo?”, eu pergunto, ele sente a dúvida na minha voz, vejo nos olhos dele, que ele não esperava isso… Ele respira fundo, “Kelly melhor a gente esperar para conversar com ela junto, não quero falar com você antes.”, ele sobe e me deixa sozinha na sala, escuto a porta do quarto batendo, eu não sei o que eu fiz dessa vez. Eu sento no chão, chorando em silêncio, tentando organizar minha mente, tentando pensar no que está acontecendo.

Ok… Alberto foi racista com ele, isso é motivo suficiente? Sem dúvida. Mas não parece ser só isso, não pela frieza que estou sendo tratada, lembro das palavras do pai dele, ‘Espero que você seja sincera’... “Mas o que quer dizer isso?”, eu pergunto para mim mesma em voz alta de choro, talvez, devesse ter ido embora, não olhar para trás, ‘Acho que Bárbara está enganada sobre você…’...

Minha mente vai para a única decisão lógica, Bárbara… Ela deve ter pego aquela situação e piorado umas cinco mil vezes, ok… Se for só isso, é fácil, na hora que o Chris me ouvir vai ficar tudo bem, quer dizer, pode ser que não, mas terei sido sincera e tudo estará em claro… Espero que o Christian me escolha, porque não vou perder o Alberto e também não quero perder o Christian, mas e se ele quiser ir…

Respiro fundo, esperando que não seja essa a decisão do homem que amo.

… … … … … … … … …

Quando a campainha toca eu estou recomposta, olhando pela janela, o movimento da rua, não olho para trás, quando o Chris passa, minha resolução já está feita, eu chorei até me acalmar sozinha, eu pensei em mil cenários, dois me agradam, os outros não são sobre mim ou minha escolha, vejo pelo vidro quando ele passa, abre a porta e vai buscar sua prima, o sol já se pôs e a chuva, ameaça cair, com raios e nuvens pesadas sobre o céu da Lapa em São Paulo.

“Quero muito ouvir as desculpas dela Chris, essa zoinho rasgado têm muito que explicar.”, Bárbara fala alto para mim ouvir enquanto sobe a escada, só o tonto do Chris não percebe isso, ‘Ou percebe e não se importa.’, penso comigo mesma, mas não acredito, eu acho que ele não percebe que ela veio me ofender, não ter uma conversa adulta, “Bárbara ela é minha namorada, a gente vai conversar e você vai ficar só ouvido como a mãe falou.”, “Nem fodendo quero tirar a limpo, tanto quanto você com a vadia.”, eles entram na sala e ela dá de cara comigo.

Não desvio os olhos, não me intimido, olhando para ela e o Christian… “Tirar a limpo o quê Barbará?”, ela olha e dá um sorrisinho como se soubesse de algo que eu não sei… “Disso, aqui, poderia explicar para o meu primo quem é seu homão?”, ela joga três fotos grandes sobre a mesinha de centro e nessa hora, eu travo, eram fotos minhas com o Alberto, momentos íntimos, tiradas em locais públicos…

Fãs? Funcionários fãs? Algumas possibilidades passam pela minha cabeça, mas poucas. O que mais me incomodou é que eram fotos de momentos íntimos meus com o Alberto, o tipo de coisa que não se faz, que magoa, eu respirei fundo e apertei os olhos antes de olhar de novo as fotos. “E aí ‘Índia’?”, Bárbara pressiona com desprezo.

1 => Saindo da massagem do condomínio, eu e o Alberto sorrindo olhando um para o outro, possivelmente conversando, os dois só de roupão, porque a piscina fica ali logo ao lado, é um ambiente gostoso para isso.

2 => Depois de um dos shows dos últimos dias, eu nos braços do Alberto, como seu sempre faço sair correndo do palco e pular para o abraço porque geralmente estou explodindo de emoção e ele sempre está lá para direcionar a minha energia e me ajudar a lidar com a sobrecarga.

3 => Sentada no colo dele no salão do prédio de legging e camiseta no dia que ele me bateu eu estava realmente precisando de colo aquele dia, eu não queria que ele continuasse bravo comigo e estava chateada exatamente com o Chris e a Bárbara...

“Como vocês conseguiram essas fotos?”, é o que finalmente consigo dizer depois do choque, “Isso importa Kelly?”, quem disse é o Christian, sua voz transmite alguma raiva, mas minha cabeça liga as engrenagens, ‘Deus por isso ele me tratou tão mal.’, ele pensa que eu e o Alberto… “Chris eu e o Alberto…”, Bárbara não me deixa terminar…

“Ao menos agora sabemos o nome do marido corno dessa safada.”, eu paro e olho para ela brava, “Não, o Alberto não é meu marido.”, eu respondo brava, deixando claro que me irritou. Ela ri com algum escárnio, “Vai tentar falar que são só amigos, ou melhor, um agente e a artista né?”, eu fico irritada por ela não me deixar falar. “Cala a boca, você não sabe do que está falando.”...

“Eu e o Alberto…”, dessa vez o Chris me corta, sem nem perceber, ele está perdido, bravo e magoado, mas estou começando a me sentir machucada por não conseguir falar, “Vocês moram juntos?”, “Chris deixa eu falar?”, a Bárbara responde, “Então fala Kelly porque quero ouvir sobre seu sugar-daddy racista.”, eu respiro fundo, eu já tinha sido julgada, foi isso que a mãe dele quis me avisar e a ameaça do pai dele.

Eu precisava desfazer o mal entendido, mas nessa hora eu sinto a pontada de dor, atravessei a mão na minha barriga apertando e grito sem som, de olhos arregalados apoiada no sofá, “Kelly você está bem?”, Christian fica preocupado na hora, mas a Bárbara não dá espaço… “Ela está fingindo Chris, te ganhar na empatia larga de ser burro.”, eu só consigo pensar que se for uma crise eu posso estar morrendo, ‘Eu estou morrendo na frente DELE’, e logo vem a decisão de acabar com tudo, eu preciso sair daqui, eu não posso deixar ele ver…

Não há tempo para explicar nada, chegar em casa, tomar os remédios e tomará que eles funcionem, então falo de uma vez e sem pensar, “Alberto é meu pai adotivo.”, Bárbara ri, olhando para mim, “Claro, o loiro bonitão têm uma filha indiazinha.”, eu olho para ela e sorrio, a dor me torna cruel, o desdém na minha voz deve ter machucado mais do que um tapa.

“O que você acredita, é problema seu.”, Christian está olhando as fotos, “Bárbara!”, ele a chamou como se percebesse algo que confirmaria, ela também olha e então coloca a mão na boca chocada, olhando para mim, vejo em seus olhos o arrependimento, mas minha visão já está turva de dor, agora é tarde demais, ‘Sinto muito Christian’, eu penso antes de lançar, “Eu estou saindo da sua vida Christian.”...

O Christian se senta no sofá, como se tivesse sido atingido por uma bala, eu saio e bato a porta atrás de mim, mal consigo andar na chuva forte, pesada caindo em cima de mim, não quero o caminho que ele vai me achar fácil se vier atrás de mim, desci pela rua errada, buscando alguma área mais escondida, perto de uma curva, aperto meus olhos a dor está aumentando eu sentei no chão sobre o clarão de raios e chamei o motorista, ele sempre fica há poucos minutos de onde estou, mas dessa vez, eu dispensei, vai ser um pouco mais…

Quando o Christian finalmente me encontrou, sentada no chão, as pernas de lado, completamente ensopada, contendo a dor, as lágrimas escorrendo se misturando com a chuva, o carro já está chegando e eles me alcançaram juntos, eu me levanto do chão molhado e abro a porta de trás, percebo que o Christian se espantou, não é um uber, não é um táxi, é um carro com motorista particular, “Kelly vamos conversar? Você precisa de ajuda, não vai assim.”, tentando falar acima do som da chuva e dos trovões, sorrio verdadeiramente magoada olhando para ele, “Eu não te quero mais Chris”, entrei no carro.

Deixei ele para trás e pedi para ligar o rádio, fui imediatamente obedecida para meu azar a música tocando era exatamente a que eu citei para ele.

🎵Triste coisa é querer bem

A quem não sabe perdoar

Acho que sempre lhe amarei

Só que não lhe quero mais

Não é desejo, nem é saudade

Sinceramente, nem é verdade🎵

Cheguei no prédio, contendo os gritos e me apoiando em paredes até chegar em casa.

… … … … … … … … …

Eu cheguei em casa destruída, estava doendo muito, mas eu também precisava de colo, eu precisava do Alberto, ele estava sentado vendo tv, ele me viu, andando com dificuldade ensopada dos pés a cabeça, pingando no carpete e imediatamente ficou preocupado, “Kelly o que aconteceu.”, não consegui falar, não quis falar, me sentei no colo dele e chorei.

Chorei no colo dele, que sempre foi minha fortaleza desde criança não é o pai do ano, mas é meu pai, que sempre cuidou de mim, olhei para ele, os lábios trêmulos, ele percebeu minha palidez, meus olhos dilatados, de quem já está contendo uma dor insuportável com lágrimas escorrendo e imediatamente, me levou no colo para a minha UTI Domiciliar para aplicar a injeção, tudo começa a escurecer sinto que estou entrando em crise, mas logo eu já estou em coma induzido… ☠️

=== === === … … … FIM DA FAIXA 6 … … … === === ===

Música do Título: A Queda

Intérprete: Gloria Groove

É isso pessoas muita coisa revelada, se vocês voltarem para trás e olhar com calma, verão que sempre esteve lá, as cenas do Alberto e da Kelly são de uma relação saudável de pai e filha, exceto a parte dele bater nela, quando ela gritou com ele e falou um palavrão para ele, mas isso também varia de pais para pais, alguns acham exagero, outros acham ok.

Também gostaria de dizer que o paradoxo Kelly e Alberto a menina índia com um pai adotivo racista é algo que vi pessoalmente, o irmão do meu padrasto, um dos homens mais racistas que eu já conheci, tinha uma filha adotiva negra... Ela era o tesouro dele, ele faria tudo por ela, se ele ainda estivesse vivo, ele venderia o carro, a casa, se meteria em brigas que não pode ganhar por essa menina, o amor de pai, as vezes ultrapassa mesmo os mais cruéis traços de personalidade, só um psicopata, não amaria a própria filha.

Apesar da primeira temporada estar chegando ao fim, ainda têm algumas histórias para contar antes de finalmente acabar o primeiro disco, espero que as próximas faixas sejam bastante interessantes para todos.

Se chegaram até aqui, votem, comentem, façam uma autora feliz.

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Foto de perfil de GizGizContos: 76Seguidores: 257Seguindo: 40Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

Comentários

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Inclusive, havia levantado que se houvesse realmente amor entre Kelly e Alberto, seria de um amor fraternal, se ele fosse um Sugardaddy, não seria uma relação com amor romântico, tampouco fraternal, entretanto ainda é uma relação bastante estranha, continuo sem entender como o mundo deles se cruzou, parece que tem a ver com a doença misteriosa, que obriga a ter uma UTI em casa, sendo assim, se ela depende de uma UTI domiciliar, como ela se mantinha no período que ficou Rio de Janeiro sozinha?

De que será que a Kelly padece?

O caráter do Alberto acabou ficando em segundo plano, achei que seria impossível. Incrível, mas cada vez mais pesado.

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Kelly havia comentado na segunda faixa que Alberto não deixou faltarem seus remédios é a primeira menção que Kelly é uma garota doente, mas passou bem batido em meio a tanto sexo e o mistério da identidade do próprio Alberto.

Como ela ficou no RJ sozinha? É uma excelente pergunta, ela não precisa sempre da UTI só quando está em crise, mas, uma crise poderia acontecer com ela sozinha, ou será que ela não estava sozinha?

Do que ela padece são cenas para próximas faixas.... kkkkkkkkkkk

Sobre estar ficando mais pesado... Eu te disse quando você perguntou, foi completamente sincera...

A questão é que nesse conto a Kelly tomou uma decisão parecida com Sara Deever de Doce Novembro, ela decidiu que não quer morrer diante do homem que ama...

Que implicações isso poderá ter para o futuro? Só os próximos capítulos dirão.

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Um detalhe cruel é que a última linha da música que ela compôs, nesse conto é, "Seu tempo para escolher está acabando."...

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