O lider na coleira - Coleira de Ferro e Carne Submissa 1

Um conto erótico de RICK_XES
Categoria: Gay
Contém 1765 palavras
Data: 06/05/2026 21:28:25

A noite está úmida, pesada, o cheiro de ozônio e asfalto quente pendurado no ar antes da tempestade. Antônio ajusta o colete à prova de balas, o tecido rugoso roçando nos pelos do peito que escapam pela abertura da camisa preta. Ele é uma montanha de músculos, a barba feita, o olhar afiado e predatório, acostumado a mandar. Ao redor dele, o silêncio da mansão de Malik é quebrado apenas pelo sussurro dos rádios e o som de botas pesadas no mármore polido. A casa é um cofre, um templo ao poder ostentatório do comandante rival, e Antônio está aqui para saquear, para humilhar, para provar que ninguém está seguro dele.

Ele sinaliza com a cabeça para os homens à esquerda. Eles se movem como sombras, dividindo-se para cobrir os fundos. Antônio avança, o peso da arma automática confortador em suas mãos grandes e calejadas. Ele não pensa em risco; ele pensa no butim, nas mulheres que Malik mantém escondidas, nos diamantes que ele vai arrancar das paredes. É a rotina dele. A adrenalina é um combustível familiar, fazendo o sangue bater mais forte nas têmporas, endurecendo o pau já grosso dentro da calça justa de tático. O poder é o melhor afrodisíaco, e ele está prestes a gozar com a vitória.

Eles invadem a sala de estar. Cristaleiros enormes refletem a luz das lanternas, iluminando tapeçarias caras e móveis de couro importado. Antônio sorri, um gesto cruel e bonito. É fácil demais. A segurança foi neutralizada do lado de fora, alarmes cortados com precisão cirúrgica. Ele caminha até uma escultura de marfim no centro da sala, passando os dedos grossos pela superfície lisa, imaginando como ficaria no escritório dele, ao lado dos troféus de outras conquistas. O cheiro aqui é diferente — incenso caro, algo amadeirado e profundo, cheiro de homem que manda e é obedecido.

De repente, o estalar de um interruptor não é de um rádio, mas da luz elétrica. A sala é banhada por um brilho ofuscante, cegando momentaneamente Antônio e sua equipe. Ele levanta a arma, instinto tomando conta, mas é tarde demais. O som de dezenas de armas sendo engatilhadas ecoa como uma sentença de morte. Das sombras do corredor e dos cantos da sala, surgem os homens de Malik. Não são apenas seguranças; são uma milícia, fuzis apontados com precisão letal, rostos cobertos por máscaras táticas, posturas imóveis.

Antônio congela. Seus homens hesitam, o pano de fundo da invasão desmoronando em segundos. Ele procura uma saída, uma rota de fuga, mas as janelas já estão sendo bloqueadas. O som de passadas pesadas e ritmadas se aproxima. O corredor central se abre, e Malik aparece.

O homem é uma presença física avassaladora. Negro alto, ombros largos sustentando uma camisa de linho branco que parece prestes a rasgar sob a tensão dos bíceps. Ele não carrega arma; não precisa. Seus olhos escuros, profundos como poços de petróleo, cravam-se em Antônio. Malik não grita, não corre. Ele caminha com a calma de quem já ganhou. O cheiro dele domina o ambiente, misturando-se ao incenso, algo de feromônio bruto e autoridade absoluta.

— Antônio — Malik diz, a voz grave, vibrando no peito de todos na sala. — Eu esperava que você tivesse mais classe do que invadir minha casa como um ratinho de esgoto.

Antônio aperta o gatilho, mas o clique seco é o único som. O pente estava vazio? Não, ele carregou. Sabotagem. Antônio joga a arma para o lado, o rosto contorcendo-se em raiva, mas os homens de Malik já estão sobre ele. Antes que ele possa sacar a faca da bota, três corpos o derrubam. Ele cai de joelhos no mármore frio, o impacto mandando um choque de dor pela espinha, mas a adrenalina ainda o faz lutar. Ele dá um cabeçada, sente o nariz de um capanga quebrar, mas logo braços de aço imobilizam seus pulsos atrás das costas.

— Segura ele — Malik ordena, parando a um palmo de distância.

Antônio ofega, suor escorrendo pela testa, misturando-se com a poeira. Ele olha para cima, forçando o pescoço, encontrando o olhar de Malik. Não há medo nos olhos de Antônio, apenas fúria selvagem, um animal encurralado que ainda pensa em morder. Ele vê Malik cheirar o ar, como se provasse o medo e a raiva.

— Leva ele para o porão — Malik continua, a voz casual, como se estivesse pedindo outro drinque. — E limpa essa bagunça. Os outros... acabem com eles.

Um grito curto, um disparo abafado. Antônio tensiona os músculos, aterrorizado por um segundo com o destino de seus homens, mas a realidade de sua própria situação afunda quando algemas geladas são clicadas em seus pulsos. Elas são pesadas, industriais. Ele é puxado para cima, seus pés arrastando no chão enquanto é empurrado para a escuridão de uma porta lateral.

A descida é íngreme. O ar muda, ficando mais frio, mais úmido. O porão não é uma cave de vinho; é uma masmorra moderna. Paredes de concreto, iluminação fraca e amarela, o som de água gotejando em algum lugar distante. Antônio é jogado contra uma parede, o impacto tirando o fôlego de seus pulmões. Ele gira, tentando se levantar, mas um chute no estômago o dobra ao meio. Ele se contorce no chão de cimento, a boca cheia de saliva espessa e ácida, tentando recuperar o ar.

Malik desce as escadas devagar. O som de seus sapatos de couro batendo no degrau é o único som no espaço amplo. Antônio vê as botas pararem na sua linha de visão. Ele levanta o rosto, a barba molhada de suor, os olhos injetados de sangue.

— Você achou que ia entrar na minha casa, no meu território, e sair andando? — Malik pergunta, agachando-se. Ele pega o queixo de Antônio com força, forçando o contato visual. A mão é quente, a pele áspera. — Você tem um harém lindo, Antônio. Ouvi dizer que você sabe como usá-las. Mas você... você parece precisar aprender a ser usado.

Antônio tenta morder a mão, mas Malik aperta o maxilar dele, fazendo a mandíbula travar com dor. Os dedos de Malik cheiram a pólvora e a tabaco caro.

— Vai te matar, seu preno safado — Antônio consegue sussurrar, a voz rouca.

Malik ri, um som baixo e ressonante que vibra no peito de Antônio. — Matar você é fácil. É desperdício. Vou te mostrar o que acontece com cães que invadem o quintal do vizinho.

Malik se levanta e acena para dois homens enormes que estavam parados no canto. Eles se aproximam, vestindo apenas calças de combate, torsos nus reluzentes de óleo e suor. Eles não parecem humanos; parecem máquinas de destruição.

— Tira a roupa dele — Malik ordena, recostando-se em uma mesa de metal coberta de instrumentos que Antônio não ousa identificar.

Mãos ásperas agarram a camisa de Antônio. O rasgar de tecido é alto no silêncio do porão. A cameta é arrancada, revelando o peito peludo, os músculos definidos cobertos por uma camada densa de pelos negros. Antônio se contorce, socando o ar, mas é inútil. A calha tática é desabotoada e puxada para baixo junto com a roupa de baixo, deixando-o nu da cintura para cima, exposto ao ar frio que eriça seus pelos.

Um dos capangas derruba Antônio de costas no chão. Antônio chuta, pega o tornozelo do homem, mas o outro agarra as pernas dele e as abre, com força bruta, deixando-o vulnerável. O frio do cimento contra a pele nuas das costas é um choque. A calça e a cueca são puxadas de uma vez, em movimentos bruscos que arranham a pele das coxas. Antônio está nu, seu pau grosso e circumciso repousando contra o saco peludo, encolhendo ligeiramente com o frio e o medo, mas ainda uma presença imponente.

Malik se aproxima novamente, seus olhos percorrendo o corpo nu de Antônio como um inspetor avaliando gado. Ele não toca, apenas olha. O olhar é tangível, pesado, violando a privacidade de Antônio mais do que qualquer toque físico.

— Belo animal — Malik comenta. — Muita energia. Muita arrogância. Vamos ver quanto tempo essa postura dura.

Ele pega algo na mesa. Antônio vê o brilho do metal antes de sentir o clique frio em volta do pescoço. Uma coleira pesada de couro com argolas de aço. Ela é apertada, bem justa contra a garganta, limitando a respiração, um lembrete constante de sua nova posição. Antônio levanta as mãos para puxar, mas um choque elétrico percorre a coleira — não forte o suficiente para incapacitar, mas suficiente para fazer seus músculos se contorcerem e um grunhido de dor escapar de sua garganta.

— É um colar de treinamento — Malik explica, segurando um controle remoto pequeno. — Você se comporta, você respira. Você tenta ser o macho alfa que acha que é, eu queimo seus neurônios.

Antônio olha para Malik, o peito subindo e descendo rapidamente. O ódio é palpável, mas há algo mais — um medo primal, instintivo, algo que ele não sentiu desde a primeira vez que matou um homem. A perda de controle é absoluta.

— Leva ele para a cela — diz Malik, virando as costas. — Amanhã a festa começa. E você será a atração principal.

Antônio é arrastado pelos pés através do chão de cimento. A nudez dele, antes símbolo de virilidade e poder em suas festas de orgia, agora é sua maior fraqueza. As costas raspam no chão, os pelos do corpo ficam sujos de poeira e fuligem. Ele é jogado dentro de uma pequena cela de ferro, sem janelas, apenas uma cama de metal sem colchão e um balde no canto.

A porta se fecha com um estrondo metálico que ressoa em seus ossos. O silêncio volta, mas agora é pesado, opressivo. Antônio se senta na cama gelada, as algemas ainda mordendo seus pulsos, a coleira apertando o pescoço. Ele toca o metal frio da argola, sente o peso da submissão física. Ele é Antônio, o temido, o dono de haréns, o rei das orgias. Mas aqui, no escuro, cheirando a seu próprio suor e medo, ele é apenas carne.

Ele ouve passos se afastando e, depois, o som abafado de música começando lá em cima, na casa principal. Uma festa. A vida de Malik continua, rica e barulhenta, enquanto Antônio apodrece no escuro. A ironia é amarga na boca dele. Ele encosta a cabeça na parede fria de tijolos, fechando os olhos, tentando imaginar o rosto de uma de suas mulheres, o calor de uma vagina, qualquer coisa para afastar a imagem dos olhos escuros de Malik e a promessa tortuosa naquele sorriso. Mas a única coisa que ele sente é o frio do metal no pescoço e a dureza do pau dele, traidoramente, começando a endurecer com a memória da humilhação.

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