As aventuras de Daniel: o segredo, o desejo, o desastre, e o rompimento
Depois de alguns dias, o gelo tomou conta. O Diego estava estranho, distante, e a nossa cama — que antes pegava fogo — parecia um necrotério. Eu estava deitado, fingindo ler um livro, quando o celular dele vibrou na cama enquanto ele tomava banho. A curiosidade foi mais forte, Abri as mensagens e o sangue ferveu: era o Miguel, o modelo ruivo. Diego dizia para ele que eu era "ex", que a gente nem transava mais, e que era só amizade.
A raiva me cegou, caralho! O cara que pregava a liberdade estava usando essa liberdade para construir uma mentira, e pedir o outro em namoro pelas minhas costas. Ele saiu do banho, deu uma desculpa esfarrapada de levar a van na oficina, mas eu sabia que ele ia se encontrar com o ruivo. O desastre já estava desenhado.
Ponto de Vista de Diego: Segredos Escondidos
Acordei com a adrenalina no talo. Eu estava viciado no Miguel, viciado em ser o macho dele, em foder aquele cuzinho ruivo todo santo dia escondido do Daniel. A "liberdade" que a gente criou me mostrou a real: eu não queria mais ser passivo, eu queria era meter a rola, caralho!
Encontrei o Miguel, alugamos um carro e fomos para uma cachoeira afastada. Pulamos pelados na água gelada, mas o fogo entre as pernas era maior. O sol batia no meu corpo.
Miguel — Me fode aqui na cachoeira, Diego? — ele suplicou, me beijando.
Saímos da cachoeira, Ajoelhei ele nas pedras úmidas e mandei:
Eu — Chupa minha pica, agora!
Enfiei minha rola na garganta dele até ele se engasgar, as veias do meu pau pulsando de dominação. Depois, virei ele de quarto, as mãos dele apoiadas nas pedras escorregadias. Comecei a chupar aquele cu, que já estava piscando, metia a língua dentro daquele cu, aquilo era meu vício, ele se contorcia todo, meu pau já latejava querendo entrar e sentir ele por dentro, Cuspi na mão, melei o rabo dele, e entrei com tudo, sem aviso.
Eu — Isso, caralho! Recebe o teu macho! Aqui você pode gritar, porra! Pede a rola!
Miguel — Mete essa rola no meu rabo, Diego! Me fode! — Miguel gritava, o som ecoando entre as quedas d'água.
Eu bombava como um animal, o som da carne batendo se misturando ao barulho da água.
Eu — Esse cuzinho é só meu, não é? — eu rosnava, puxando o cabelo dele.
Miguel — É só teu, meu macho gostoso! — ele rebolava com uma fúria que me deixava louco.
Sentei na pedra e ele veio por cima, quicando na minha pica até o talo. Miguel gozou sem nem tocar no pau, jorrando litros de porra no meu peito e no meu rosto, enquanto o cu dele trancava a minha rola e me fazia explodir logo em seguida.
Eu — Toma porra nesse rabo! Te enchi todo, seu safado!
A gente se limpou na queda d'água, mas o tempo rugia. Na volta, a pressa me fodeu. No caminho de terra, um cachorro cruzou a frente, o volante deslizou e o carro foi direto para o matagal, estourando contra uma árvore. O susto foi brutal. Saí do carro e vi o estrago: o lado do motorista estava todo quebrado, e meu pé estava rasgado, jorrando sangue, alguma peça tinha rasgado minha perna sem eu ter percebido, com a adrenalina sai do carro sem perceber como eu estava.
Bateu o desespero. pois não tinha ninguém para recorrer, ou pedir ajuda, eu estava em outro estado, não conhecia ninguém naquela cidade, Liguei para Daniel, a voz trêmula.
Daniel — O que você foi fazer aí, caralho?! — ele gritou.
Eu — Vem me buscar... tô com o Miguel.
O silêncio do outro lado foi mortal. Ele desligou. Eu sabia que a casa tinha caído.
Quando o Daniel chegou, já estava escurecendo. Ele saiu do carro com uma postura de gelo, nem olhou para o Miguel.
Daniel — Acabou com o carro, Diego. Vamos embora, temos trabalho e estamos atrasados. Se o evento atrasar, vai sobrar pra min. Vamos, Miguel.
O silêncio na viagem foi a pior tortura. Daniel me levou numa clínica, pagou tudo, esperou o curativo no meu pé e já apareceu vestido para o evento, com a minha farda na mão.
Daniel — Se arruma no banheiro. Agora.
Ali caiu a ficha: o Daniel estava sendo um homem do caralho, me salvando da merda, enquanto eu era um moleque mentiroso. No carro, tentei falar que ia buscar os modelos.
Daniel — Eu já resolvi essa porra, Diego. Paguei outro cara. Agora entra no desfile e faz o seu trabalho.
Trabalhei com a alma suja. Depois do evento, cheguei no hotel e desabei. Acordei de manhã com o Daniel saindo do banho, a toalha no pescoço, aquele corpo que eu amava — mas que eu tinha traído.
Eu — Daniel... a gente precisa conversar.
Daniel — Vamos falar sobre o carro primeiro — ele disse, sem tirar os olhos do celular. — Eu já paguei o guincho, e a empresa de aluguel. Tá tudo resolvido.
Eu não tinha onde enfiar a cara.
Daniel — Já que você vai ficar calado, eu decido: a gente para por aqui. Daqui pra frente, só patrão e funcionário. Voltamos pra São Paulo hoje.
Eu — Desculpa, Daniel... eu vacilei feio. Eu menti porque queria ser ativo, queria ter algo sério, mas entre a gente não ia dar certo... o desejo de meter sempre ia falar mais alto.
Tentei abraçar ele, mas ele se esquivou como se eu fosse lixo.
Daniel — Cada um segue sua vida, Diego. Antecipei meu voo. Fica aí com o seu horário.
Ele pegou as malas e saiu. O som da porta fechando foi o tiro de misericórdia. Chorei que nem uma criança. Liguei para o Miguel para contar a verdade, e o ruivo me mandou para a PQP, me chamou de covarde, e me bloqueou de tudo. Perdi os dois. Perdi o Daniel, perdi o Miguel, e perdi a minha honra, fiquei pensando na merda que eu tinha feito, o que o tesão, e a vontade de ser o macho alfa me fez fazer, agi por impulso, fodi com o que eu estava tendo com o Diego, ainda estava digerindo tudo aquilo, vacilei com o cara, e mesmo assim ele não me deixou na mão, resolveu um B.O que nem era dele.
Cheguei em São Paulo bastante arrependido, e triste.