O dia seguinte veio sem cerimônia. Luz demais entrando pelas frestas, barulho demais nos corredores, gente demais tentando reconstruir a noite anterior em pedaços desconexos. Eu sentia a cabeça ainda lenta, o corpo pesado, mas, estranhamente, leve.
Rodrigo já estava acordado quando abri os olhos. Ele estava sentado no colchão ao lado da janela, mexendo no celular, o cabelo castanho ainda bagunçado da noite anterior, como se nada tivesse acontecido. Como se aquilo fosse só mais uma manhã qualquer. A luz da manhã batia de lado no rosto dele, suavizando coisas que normalmente passavam despercebidas. Ele olhou quando percebeu que eu estava acordado.
— Você ronca — ele disse.
— Você tá mentindo.
— Quem me dera.
— Você fala isso como se não gostasse de dormir comigo.
— Eu claramente gosto de sofrer.
Ele riu, curto, familiar. E pronto. Era assim que a gente fazia: reduzia tudo ao que cabia. Ao natural, como se nada tivesse acontecido. E talvez fosse exatamente assim que ele conseguia continuar.
A cidade universitária durante o dia tinha outra cara e parecia sobreviver à base de café ruim e ressaca coletiva. Menos mistério, mais excesso. Gente espalhada pelas ruas, óculos escuros escondendo olheiras, copos ainda na mão, música alta que não parava desde cedo, só mudava de volume. Um tipo de energia contínua, como se ninguém quisesse encerrar nada de verdade.
A gente circulava junto. Como amigos, bons amigos, até. E, de certa forma, era isso mesmo. Almoçamos com um grupo enorme num restaurante universitário improvisado, caminhamos pelo campus, entramos em festas aleatórias, rimos de gente bêbada antes do meio-dia. Rodrigo funcionava perfeitamente naquele ambiente. Solto, alto, bonito, chamando atenção. Ele parecia feito para lugares temporários.
— Cadê sua morena? — perguntei, enquanto atravessávamos uma rua tomada de gente.
Rodrigo deu de ombros.
— Sumiu.
— Rápido.
— Normal.
E era. Nada ali tinha permanência suficiente para surpreender. Nenhuma mensagem, nenhuma explicação. Ela apenas desapareceu no fluxo de gente que vinha e ia como se todos fossem personagens passageiros da mesma história curta. Rodrigo comentou aquilo sem peso.
— Achei justo — disse, dando um gole na cerveja.
— Ela nem fingiu interesse.
— Nem eu.
A música vibrava nas paredes das casas antigas, uma batida eletrônica que fazia os copos de plástico tremerem. Rodrigo e eu circulávamos pelas ruas em festa como dois peixes em águas estranhas, sorrisos fáceis, latas de cerveja na mão, mas sempre orbitando um ao outro.
Não éramos daquela cidade, não conhecíamos quase ninguém além dos nomes trocados em apresentações bêbadas, e isso criava entre nós uma gravitação silenciosa. Rodrigo se inclinou para falar algo no meu ouvido, e o hálito morno contra a minha pele me fez fechar os olhos por um segundo, um reflexo que tentei disfarçar tomando um gole longo da minha lata.
Foi quando Rose apareceu. Vestido claro, o cabelo ruivo caindo em ondas soltas sobre os ombros, expressão tranquila de quem parecia menos afetada pela ressaca do que todos ao redor. Os olhos dela escanearam o ambiente até encontrarem os meus.
Ela se aproximou com a confiança de quem já tinha mapeado o território na noite anterior, os quadris balançando sob o vestido justo. Ela se sentou ao nosso lado no gramado como se já pertencesse à cena, como se tivesse nos encontrado no meio do fluxo, ou como se já estivesse observando há algum tempo.
— Vocês dois — ela disse, parando na nossa frente com um sorriso leve demais para ser casual.
— A gente mesmo — respondi.
Ela me olhou e colou em mim como se o espaço entre nós fosse um desperdício, uma mão pousando no meu peito enquanto o beijo de saudação demorava um segundo a mais do que o socialmente aceitável. Rodrigo observou com o canto da boca curvado, aquele meio-sorriso que eu conhecia bem demais. Ela depois olhou Rodrigo, mais demoradamente.
— Vocês são estranhos – falou, sem explicação.
Rodrigo arqueou a sobrancelha.
— Estranhos como?
Ela inclinou a cabeça, analisando.
— Não sei ainda, mas vou descobrir.
Rodrigo sorriu.
— Boa sorte.
Rose riu, mas não saiu, ficou. E passou a andar com a gente como se já fosse parte. Ela percebia tudo, pequenos gestos, olhares rápidos, pausas que outras pessoas ignorariam. Atenção demais, percepção demais.
— Vocês não se largam — ela comentou, depois de um tempo.
Rodrigo tomou um gole da cerveja quente antes de responder.
— A gente é amigo.
Rápido demais. Ela olhou para ele. Depois para mim. Olhei para Rodrigo. Ele sorriu de canto
— A gente se conhece desde criança — falei.
— Uhum.
O som carregado de dúvida. Ou de certeza.
— E você? — perguntei — Sempre analisa assim?
— Só quando vale a pena.
Rodrigo riu pelo nariz.
— E a gente vale?
Ela não respondeu de imediato. Só sorriu, depois mudou de assunto, ou fingiu mudar.
— Ainda tô decidindo.
Passamos a tarde entre música, conversa, bebida morna e sol forte demais. A cidade parecia girar em torno de nada e de tudo ao mesmo tempo. E Rose continuava ali, mais próxima agora, mais confortável.
Rose contava sobre sua cidade no interior longínquo, sobre como provavelmente nunca mais voltaria àquele lugar. Rodrigo e eu trocamos olhares, nós também estávamos de passagem, vidas provisórias que se cruzavam por acaso. A cerveja fluía, as defesas baixavam.
Rose notou. Notou como eu tocava o braço de Rodrigo sem pensar, como Rodrigo sustentava o meu olhar uma fração de segundo além do normal, como nossos corpos se inclinavam um para o outro mesmo quando a conversa era com ela. Em algum momento, nos sentamos os três num canto mais afastado, sombra improvisada, o barulho um pouco mais distante. Ela cruzou as pernas, olhando de um para o outro.
— Posso perguntar uma coisa? – Rose disse, a voz baixa e o queixo apoiado na mão. Os olhos castanhos claro saltavam entre um e outro, analíticos.
Rodrigo deu de ombros.
— Já perguntou.
Ela ignorou a provocação.
— Vocês já ficaram?
Não foi bem uma pergunta, foi quase uma afirmação. O silêncio que veio depois não foi surpresa. Rodrigo desviou o olhar primeiro.
— De onde você tirou isso? – ele respondeu, rindo pelo nariz, mas a voz saiu menos firme.
Ela sorriu, como quem confirma uma teoria.
— Eu não tiro. Eu vejo.
Ela olhou para mim.
— Acertei?
Sustentei o olhar dela por um segundo.
— Depende do que você acha que viu.
Ela riu.
— Mais do que vocês querem admitir.
Rodrigo passou a mão no rosto.
— Você é sempre assim?
— Só quando as pessoas acham que fingem bem.
Aquilo ficou no ar. Pesado, mas não desconfortável. Só… exposto. Rose se inclinou um pouco mais para a frente.
— Relaxa, não é julgamento.
— Parece — Rodrigo disse.
— Não é.
— Então é o quê? — Rodrigo perguntou.
Ela deu de ombros.
— Vocês que deveriam saber.
Aquilo ficou no ar mais tempo do que deveria. Rodrigo desviou primeiro, olhando o movimento da praça improvisada do evento, gente passando com copos na mão, música atravessando o campus.
— É só curiosidade – ela disse.
Ela nos olhou de novo. Com mais calma agora, mais intenção. Rose falava baixo, mas tinha uma precisão desconfortável. Como se observasse as pessoas mais do que conversasse com elas.
— O que você quer dizer? – perguntei, embora soubesse exatamente.
Rose sorriu, os lábios pintados de vermelho se curvando com malícia.
— Porque tem alguma coisa entre vocês, que não é só amizade. Não é só… isso. Quer dizer, eu fiquei com você ontem, Mateus, e foi ótimo, mas a forma como você olha pra ele — ela fez um gesto vago, como se englobasse tudo — E a forma como ele olha pra você... Isso não é só amizade. É outra coisa. E vocês escondem bem mal.
Rodrigo não respondeu, mas também não negou. E isso dizia muito. Ela encostou as costas na parede, respirando fundo.
— Vocês já pensaram em não separar tanto as coisas?
A pergunta veio leve, mas não era.
— Como assim? — perguntei.
Ela deu de ombros.
— Em vez de ficar tentando entender o que é, só… deixar ser.
Rodrigo soltou um riso baixo.
— Você fala como se fosse fácil.
— Às vezes é.
— E às vezes não.
Ela olhou para ele.
— Você que complica.
Ele abriu a boca para responder, mas não respondeu. Porque, pela primeira vez, não era tão simples discordar. Rose então olhou para mim.
— E você pensa demais.
Sorri de leve.
— Já me disseram isso, acho que uma porção de vezes.
Ela inclinou o corpo, mais próxima agora.
— Talvez vocês dois só precisem parar de fingir que estão em lados opostos.
O silêncio voltou, mas diferente. Mais carregado, mais possível. Rodrigo passou a mão na nuca, olhando para o chão por um segundo.
— Você tá sugerindo o quê, exatamente?
Ela sorriu. Sem pressa.
— Que tal um jogo?
Simples assim.
— Que tipo de jogo? — ele perguntou.
— Um em que ninguém precisa escolher um lado...
Ela deixou a frase suspensa. Sem detalhar, sem explicar, mas clara o suficiente. Olhei para Rodrigo. Ele estava olhando para mim. Não como antes, mas com mais atenção, mais dúvida. Mais… abertura? Ou só curiosidade.
— Você sempre chega assim… bagunçando tudo? — ele perguntou pra ela.
Rose riu.
— Eu só tô apontando o que já tá bagunçado.
Pausa.
— Vocês que decidem o que fazem com isso.
Ficamos em silêncio. Os três. O barulho da festa voltando aos poucos, como se alguém tivesse aumentado o volume do mundo de novo e, no meio disso tudo, aquela proposta. Não como pressão, mas como possibilidade. E, pela primeira vez em muito tempo, a escolha não parecia tão óbvia.
A noite chegou de novo sem transição clara. Outra festa, outra casa lotada, outro excesso coletivo. Mas havia algo diferente agora. Rose circulava entre nós dois com naturalidade demais. Tocava no braço de Rodrigo quando ria, encostava em mim enquanto falava, como se estivesse testando distâncias invisíveis.
E nós deixávamos. Talvez porque fosse fácil, talvez porque nenhum dos dois soubesse exatamente como impedir. Em algum momento, fomos parar na varanda do segundo andar da república. Mais silenciosa, menos cheia. O som da festa vinha abafado lá de dentro. Rose se sentou no parapeito baixo, segurando o copo com as duas mãos.
— Então vocês já ficaram – ela disse.
— Você é insistente — falei.
— E vocês são péssimos mentirosos.
O vento bateu mais frio na varanda. Ou talvez fosse só desconforto. Rodrigo apoiou os braços no parapeito, olhando para baixo.
— E se tivesse acontecido? — ele perguntou.
Rose deu de ombros.
— Não mudaria nada pra mim.
Aquilo pegou ele desprevenido. Em mim também. Ela nos observou por um momento, depois falou, simples:
— Na verdade… eu acho meio bonito.
Rodrigo soltou uma risada curta.
— Bonito?
— É.
Ela me olhou.
— Meio torto, meio mal resolvido, mas bonito.
Ninguém respondeu. Porque responder exigiria admitir coisa demais. Rose girou o copo devagar entre os dedos.
— Vocês têm uma tensão absurda.
— Você fala disso como se estivesse estudando a gente — falei.
— Talvez eu esteja.
Ela sorriu. Depois, quase casualmente:
— Eu toparia participar disso.
Silêncio. Completo. Rodrigo finalmente levantou o olhar.
— Participar do quê?
Ela sustentou sem hesitar.
— De vocês.
O ar mudou na hora. Não pela proposta em si, mas porque ela tinha nomeado algo que sempre existiu sem linguagem. Rodrigo passou a língua lentamente pelos lábios, olhando para ela agora com atenção real.
— Você é maluca.
— Claro que sou.
Ela olhou para mim.
— Mas vocês pensaram nisso por uns três segundos antes de negar.
Não negamos. E isso dizia tudo. O som da festa continuava distante, quase irreal. A varanda pequena demais, o espaço entre nós carregado de possibilidades que talvez nunca se repetissem. Porque havia algo específico naquela cidade: ninguém pertencia ali. Ninguém precisava sustentar consequência. Talvez por isso tudo parecesse mais permitido, ou mais perigoso.
O silêncio se esticou entre nós três. Rodrigo colocou a lata vazia sobre o parapeito da janela. Eu senti o calor subir pelo pescoço.
— Então? – Rose continuou, os dedos brincando com a alça do vestido – A gente provavelmente nunca mais vai se ver. Por que não...
Ela não completou a frase. Não precisava. A proposta pairou no ar como fumaça, densa e inescapável. Rodrigo me olhou então. Direto. O mesmo olhar de anos antes, em outros quartos, outras madrugadas, outras cidades, a mesma faísca que ardia no meu próprio peito: curiosidade, desejo, a vertigem de estar à beira de algo que não tinha nome claro. A pergunta silenciosa de sempre e, pela primeira vez em muito tempo, eu não sabia qual de nós dois estava mais perto de atravessar a linha.
Nos encaminhamos para o quarto vazio no final do corredor, em que Rodrigo e eu estávamos temporariamente. A porta se fechou atrás de nós com um clique suave, abafando a festa para um zumbido distante.
Rose me puxou pelo colarinho da camisa, me beijando com a urgência de quem sabe que o tempo é curto. Suas mãos subiram pelo meu peito enquanto Rodrigo observava a poucos passos, o peito dele subindo e descendo mais rápido. Me afastei de Rose e, sem hesitar, puxei Rodrigo pelo cinto. Nossos lábios se encontraram, eu senti o gosto de cerveja e algo que era puramente de Rodrigo, aquele sabor que eu vinha sentindo falta há mais de ano.
Rose não ficou parada. Ela se espremeu entre nós dois, roupas sendo removidas com mãos trêmulas e impacientes, minha camisa jogada na cadeira, o vestido de Rose escorregando pelo chão, a calça de Rodrigo abaixada com pressa. Quando ficamos nus, a pele contra a pele gerou um calor que fez o ar do quarto parecer denso.
Deitei Rose no colchão sem lençol, as costas dela contra o tecido áspero. Eu a beijei no pescoço, descendo pelos ombros, enquanto ela abria as pernas para mim. Minha mão encontrou a umidade entre as coxas dela, meus dedos explorando a maciez antes de posicionar o meu pau bem na entrada. Rose arqueou as costas quando eu a penetrei, um gemido baixo escapando dos lábios vermelhos. Me movi devagar, sentindo cada centímetro dela se ajustar ao redor do meu pau.
Rodrigo se aproximou, os joelhos afundando no colchão ao lado da minha cabeça. O pau duro balançava na altura do meu rosto, a glande brilhando de excitação. Não desviei o olhar. Com Rose me envolvendo por baixo, virei a cabeça e lambi o comprimento do cacete de Rodrigo, da base até a ponta.
O gosto salgado explodiu na minha língua. Rodrigo soltou um som gutural, as mãos agarrando os meus ombros enquanto a minha boca engolia a cabeça do pau dele. Eu alternava, uma estocada dentro de Rose, uma lambida no pau de Rodrigo, os dois prazeres se misturando até eu perder noção de onde terminava um e começava o outro.
Enquanto isso, as mãos de Rodrigo encontraram os seios de Rose. Ele os apertou com firmeza, os polegares circulando os mamilos rosados que endureceram sob o toque. Rose gemeu mais alto, uma mão agarrando o colchão e a outra enterrada nos meus cabelos, me puxando para mais perto. Os dedos de Rodrigo massageavam, beliscavam, exploravam a maciez dos seios dela enquanto eu continuava a penetrá-la e a chupá-lo.
A posição mudou. Rose permaneceu deitada de costas, as pernas abertas e os joelhos dobrados, enquanto eu me posicionava sobre ela, o pau entrando novamente na sua bucetinha com um movimento profundo.
O peso do meu corpo a pressionava contra o colchão. Foi quando Rodrigo se moveu para trás de mim. Os dedos dele, molhados de saliva, exploraram a fenda entre as minhas nádegas. Um dedo pressionou contra o meu cuzinho, circulando a entrada antes de deslizar para dentro. Estremeci, meu ritmo dentro de Rose falhando por um instante.
— Vou colocar – Rodrigo sussurrou, a voz rouca.
Eu apenas assenti, o rosto enterrado no pescoço de Rose. Senti a pressão da glande de Rodrigo contra o meu buraquinho, ainda arrombado da foda na madrugada anterior, o ardor inicial dando lugar a uma plenitude que me fez gemer alto.
Rodrigo me penetrou devagar, centímetro por centímetro, até estar completamente dentro de mim. O ritmo começou hesitante, Rodrigo bombeando dentro de mim, cada estocada me empurrando mais fundo dentro de Rose.
Nós três nos movemos como uma engrenagem, corpos suados e gemidos sobrepostos. Eu estava sendo preenchido por trás enquanto metia em Rose pela frente, a sensação de ser o centro daquele triângulo fazendo minhas pernas tremerem.
Trocamos mais uma vez de posição. Rose se virou de lado, Rodrigo por trás, as costas dela pressionadas contra o peito dele. Ele ergueu a perna dela, posicionando o pau na entrada da xaninha e deslizando para dentro por trás, no modo conchinha. Rose soltou um suspiro longo, gozando, os olhos fechando de prazer.
Me deitei de frente para ela, nossos rostos a centímetros de distância. A beijei profundamente enquanto minha mão descia entre nossos corpos, meus dedos encontrando o clitóris de Rose. Circulei o botão inchado com a ponta do dedo médio, sentindo o corpo dela estremecer.
Rose retribuiu, a mão dela envolvendo o meu pau e me masturbando com movimentos lentos enquanto Rodrigo a penetrava por trás. Meus lábios desceram para os seios dela, a língua traçando círculos ao redor do mamilo antes de o sugar, a fazendo gozar mais uma vez. Os gemidos de Rose aumentaram, misturados aos grunhidos de Rodrigo que acelerava o ritmo da penetração.
A última posição veio como uma necessidade urgente. Eu fiquei de quatro, meus joelhos afundados no colchão e as mãos apoiadas para suportar o peso. Rodrigo se posicionou atrás de mim, o pau molhado de xoxota, entrando no meu cuzinho com uma estocada firme que arrancou um gemido profundo do meu peito.
Rose deslizou para baixo, se deitando na minha frente com as pernas abertas. A xotinha dela brilhava de excitação, os lábios inchados e convidativos. Abaixei a cabeça, minha língua traçando uma linha longa desde a entrada até o clitóris.
O gosto dela, salgado, doce, mistura do melzinho dela e da porra de Rodrigo, encheu a minha boca. Lambi com fome, sugando o clitóris enquanto Rodrigo me penetrava com força por trás. Cada estocada de Rodrigo empurrava o meu rosto mais contra Rose, criando um ritmo sincopado de prazer.
Os dedos de Rose agarraram meus cabelos, me puxando para mais perto. Os gemidos de nós três se misturavam no quarto abafado, corpos suados e desesperados, o prazer construindo como uma onda que ameaçava engolir todos de uma vez.
Eu não consegui mais me conter. Me joguei contra Rodrigo, meus quadris se chocando contra os dele enquanto ele me fodia por trás. A sensação era avassaladora, Rose ordenhando meu pau com as mãos, o pau grosso de Rodrigo me abrindo por dentro, o jeito que as mãos dele me seguravam a cada estocada. A respiração de Rodrigo ficou ofegante.
— Vou gozar – ele rosnou, apertando meus quadris com os dedos.
— Goza dentro de mim – consegui dizer entre suspiros – Me enche.
Rose gemeu embaixo de mim, me masturbando, meu corpo tremendo enquanto tentava me equilibrar na beira do clímax.
— Estou quase lá também – sussurrei – Não para.
As estocadas de Rodrigo ficaram erráticas, o pau pulsando enquanto ele gozava dentro de mim. O calor da sua ejaculação me levou ao ápice, meu orgasmo me arrebatando enquanto Rodrigo se enterrava fundo no meu cuzinho. Eu gritei, meu rabinho se contraindo ao redor da vara de Rodrigo enquanto ele se desfazia em êxtase.
Nós desabamos juntos, um emaranhado de membros, suor e gemidos de satisfação. Os dedos de Rose traçavam padrões preguiçosos sobre minha pele, sua respiração quente contra minha orelha.
— Uau – ela sussurrou – Isso foi perfeito.
Rodrigo deu uma risadinha, depositando um beijo no meu ombro.
— É. Foi mesmo.
