Centro de Reabilitação - Capítulo 10: Consequência

Um conto erótico de Zur
Categoria: Crossdresser
Contém 2122 palavras
Data: 12/05/2026 19:20:46

Chego à sala de Vanessa meia hora mais cedo do que o habitual, as bolas doendo com uma intensidade lancinante, inchadas e sensíveis de tanto estímulo acumulado sem liberação — cada passo envia uma pontada quente e latejante para cima, misturando dor com um tesão cruel. O vibrador que roubei está escondido no bolso da calça, pronto para ser devolvido antes que ela note a ausência.

Ao girar a maçaneta e abrir a porta, meu coração congela no peito, um frio súbito se espalhando pelo corpo como se o sangue tivesse parado de circular. Lá está ela, sentada à mesa com uma pilha de papéis à frente, os cabelos ruivos soltos sobre os ombros.

"Bom dia, querida. Chegou cedo." Ela cumprimenta com um olhar perfurante, Erguendo a perna para ajeitar seu sapato, e revelando o topo de suas meias longas abaixo do vestido curtinho.

Sua voz é calma e casual, mas o sorriso nos lábios me faz engolir em seco, o pânico subindo pela garganta.

Gaguejo, a voz saindo trêmula e baixa: "B-Bom dia, senhora..."

Vanessa continua, sem desviar o olhar dos documentos, os dedos tamborilando levemente na mesa. "Entre, finja que não estou aqui. Precisei chegar mais cedo por causa de alguns problemas que ocorreram no resort. Quando a senhora estiver pronta, podemos começar."

"S-Sim, senhora..."

Vou até o closet com as pernas bambas, cada passo instável como se o chão estivesse inclinado, o vibrador no bolso parecendo pesar uma tonelada agora. Pelo jeito, ela ainda não abriu sua gaveta — ou pelo menos não deu falta do brinquedo.

Seleciono novas roupas femininas com mãos apressadas, optando por um conjunto de lingerie comum e um vestidinho. Depois Sento-me na banqueta do closet para fazer a maquiagem, o nervosismo é tanto que fica difícil manter a mão firme, fico sempre desviando o olhar para a porta entreaberta, espiando Vanessa com medo de que ela abra a gaveta e descubra, mas ela parece focada em seu trabalho, o som do teclado clicando ritmadamente no silêncio.

Assim que termino de me aprontar, o rosto suavizado e feminino refletindo no espelho pequeno, saio do closet e me aproximo de Vanessa, colocando minhas roupas masculinas dobradas na cadeira ao lado da que eu sento, como sempre faço — o vibrador ainda escondido no bolso da calça.

"Pronto, senhora," digo, a voz tentando soar confiante, mas saindo baixa e hesitante.

Vanessa levanta o olhar com um sorriso satisfeito, os olhos verdes percorrendo meu corpo de cima a baixo antes de se aproximar. Como sempre, ela leva a mão à minha calcinha, erguendo levemente a saia para tatea-la. Após uma breve inspeção, ela assente.

"Muito bem, querida. Hoje avançaremos um pouco mais nas suas aulas de caminhada, introduzindo sapatos com saltos mais altos. Me dê um instante que vou pegar um par."

Essa pode ser a minha chance. Meu pulso acelera enquanto Vanessa vai até o closet que acabei de sair, seus passos elegantes ecoando no piso de madeira, o som dos saltos dela sumindo atrás da porta. No momento que ela some de vista, pego o vibrador no bolso da calça e dou a volta na mesa com pressa, o coração martelando no peito. Abro a gaveta e... está trancada. O puxador resiste, um clique seco confirmando o pior, e o pânico me invade como uma onda gelada, o suor escorrendo pelas costas. Por que está trancada? Vanessa usou essa gaveta? Será que ela não sabia que esse vibrador estava aqui? Ou Sabia e não deu falta?

"Aqui está," Vanessa diz já no seu caminho de volta.

O tempo que eu tenho é para voltar e enfiar o vibrador no meio das minhas roupas masculinas na cadeira, todo atabalhoado, o brinquedo sendo fincado entre as dobras da calça e da camisa.

Vanessa nota imediatamente, parando a poucos passos de mim com as sobrancelhas arqueadas. "Está tudo bem, querida? O que está fazendo?"

Eu respondo sem jeito, a voz falhando, o rosto queimando de medo: "Eh, bem… estou só arrumando minhas coisas… para ficar organizado para a nossa aula."

"Hum... Que aluninha mais dedicada eu tenho…" Vanessa diz com um sorriso sutil, estendendo as mãos para me entregar os sapatos — um par de saltos bem maiores e intimidadores do que qualquer coisa que já usei, os saltos finos e tão altos que é necessário uma sola de plataforma na parte da frente para acompanhar.

Ela continua, o tom didático voltando: "Andar com saltos altos pode parecer complicado no início, mas a realidade é que você só precisa manter a boa postura que aprendeu até agora. Com um pouco de prática, naturalmente você vai pegar o jeito."

Coloco os sapatos em meus pés, as tiras apertando ao redor dos tornozelos, o salto elevando meu corpo de forma instável, difícil até para ficar em pé.

Vanessa começa a me ensinar: "Ande um pouquinho, passos curtos…"

É bem difícil no começo, ainda mais com meus pensamentos em outra coisa. Talvez eu encontre essa chave em outra gaveta quando Vanessa sair, ou então eu espero um outro dia que eu encontre a gaveta aberta. Pensando melhor, faz tempo que Ana veio, talvez Vanessa não tenha dado falta do vibrador mesmo, posso pegar ele para mim, quem sabe encontro algum carregador dele algum dia desses...

"O que está fazendo?" Vanessa, indaga irritada cortando meu devaneio. "Eu te ensinei a andar olhando para baixo assim?"

"Desculpe, Senhora."

Talvez eu esteja preocupado a toa mesmo. Tento focar na caminhada, balanço meus quadris mais do que o habitual para compensar o desequilíbrio. A dificuldade é real, muitas vezes chego perto de cair, mas acaba sendo superada com a prática, os passos ficando um pouco mais fluidos a cada repetição, o corpo se adaptando à nova altura. Era verdade quando Vanessa disse que não é muito diferente do que vinha aprendendo até agora. Mais concentrado, sigo fazendo os movimentos relembrando as dicas que ela havia me passado, e as coisas vão ficando mais fáceis.

Vanessa observa com os braços cruzados, o sorriso satisfeito crescendo a cada volta que dou pela sala, até que finalmente acena.

"Muito bem, querida, pode parar."

Vanessa começa a tirar seu vestido, se preparando para o nosso momento juntos. Eu respiro aliviado pela pausa, o ar entrando em golfadas profundas enquanto flexiono as pernas doloridas, mas já me preparo para o momento de frustração que sei que virá.

"Agora precisamos discutir a sua punição," Vanessa diz com naturalidade, dobrando o vestido com cuidado sobre a mesa.

Congelo. "P-Punição?"

"Exatamente." Seus olhos se fixam nos meus, frios e implacáveis, enquanto se aproxima. "Vamos ver, acho cem palmadas por ter roubado meu vibrador, e mais cem por não ter confessado mesmo eu dando tantas oportunidades."

"S-Seu vibrador?" Tento me fazer de desentendido, a voz saindo fina e trêmula, mas Vanessa simplesmente estende a mão sem dizer nada, a palma aberta esperando que eu devolva o que é dela, o silêncio pesando a cada instante.

Resignado e com o rosto queimando de vergonha, pego o vibrador no meio das minhas roupas masculinas na cadeira, e o coloco em suas mãos sem conseguir encará-la.

"Obrigada, querida. Infelizmente tinha esquecido de carregar. Espero que tenha aproveitado mesmo assim." Ela diz cheia de ironia.

Calmamente, ela destranca a mesma gaveta com uma chavinha que tira do decote, e retorna o vibrador para dentro. Em seguida, retira de lá uma espécie de palmatória — uma pá de couro lisa e larga, com um cabo ergonômico que brilha sob a luz, prometendo dor sem misericórdia.

Ela se dirige à poltrona que costumamos usar no fim das aulas, sentando-se com elegância e batendo de leve na palmatória contra a palma da mão. "Venha, deite-se no meu colo de bumbum empinado."

A vergonha me impede de falar qualquer coisa, um nó apertado na garganta enquanto baixo a cabeça, os passos hesitantes me levando até ela como um condenado. Deito-me no seu colo devagar, o corpo tremendo ligeiramente, empinando o bumbum como ordenado.

Vanessa ajusta minha posição com mãos firmes, uma palma quente na minha lombar para me manter no lugar, e começa sem aviso. A primeira palmada vem firme, um estalo seco ecoando pela sala enquanto o couro encontra minha nádega direita, a dor explodindo como fogo, ardendo profunda e imediata, fazendo-me arquejar.

"Aiii!!!"

A segunda palmada vem caindo na esquerda com a mesma força, o impacto vibrando pelo corpo inteiro.

"Aiii!!!"

"Você não deveria ter mexido nas minhas coisas."

"Sim, senhora... eu errei... por favor, pare!" Imploro, a voz embargada, mas outra palmada vem, e mais outra, alternando entre as nádegas, cada uma mais forte que a anterior, a pele esquentando e formigando, o ardor se espalhando como uma onda de calor que me faz contorcer no colo dela.

"Aiii... Por favor... Eu... eu estava desesperado, senhora! Aiii! Por favor, desculpa!" As lágrimas começam a pinicar nos olhos, a dor acumulando, cada impacto fazendo-me arquear, o bumbum latejando como se estivesse em chamas, mas Vanessa continua, implacável, agora em sequencias de umas cinco pancadas rápidas seguidas em cada nádega.

O suor escorre pelo meu rosto enquanto choro abertamente agora, os soluços misturados aos gemidos de dor, o corpo se contorcendo involuntariamente, mas preso pelo braço dela na lombar.

Eu não contei, mas Vanessa deve ter dado umas cem palmadas em cada nádega mesmo, todas fortes e doloridas, deixando a pele vermelha e sensível, latejando com um calor pulsante que irradia para todo o corpo, as lágrimas escorrem quentes e lentas pelas minhas bochechas.

Depois das palmadas, Vanessa para finalmente, a palmatória descansando ao lado enquanto ela me ajuda a me levantar e depois me deitar no sofá, meu rosto ainda úmido pelas lágrimas, e o corpo inteiro sensível e exausto.

Ela não diz nada. Levanta-se em silêncio, os saltos ecoando pelo chão, e vai direto até a gaveta que acabara de abrir minutos antes. Ouço o ranger da madeira arrastada, e o farfalhar de objetos sendo mexidos. Quando ela volta, segura nas mãos uma nova gaiola de castidade — rosa, feita de resina fosca e brilhante, visivelmente menor que a de metal que eu uso.

Sem uma única palavra, ela se senta na beira do sofá, abre o fecho da gaiola atual com a chave de seu pescoço e a retira devagar. Meu pênis, livre por poucos segundos, pende mole e dolorido entre as pernas, úmido por tanta negação. Não sinto prazer algum na liberdade — a dor e a vergonha impede esse sentimento. Rapidamente Vanessa posiciona o novo dispositivo com dedos firmes e frios: primeiro o anel rosa ao redor das bolas inchadas, apertando mais do que o anterior, depois encaixa a jaula curta sobre o meu membro sensível. O clique final ecoa como uma sentença ainda mais humilhante. A resina é leve, bem mais do que a anterior, mas o tamanho reduzido deixa tudo mais apertado, mais exposto, mais vulnerável.

Só então Vanessa se deita ao meu lado. Sua mão carinhosa agora, as unhas compridas e vermelhas traçando linhas leves sob minha gaiola nova, o tesão vai voltando, o toque sutil enviando arrepios pelo meu corpo.

"Não mexa mais nas minhas coisas, querida."

"Não, senhora. Nunca mais," respondo ainda choramingando, o corpo inteiro sensível e exausto.

"Eu sei que não," ela murmura, as unhas continuando o traçado lento, quase reconfortante. "Mesmo assim, a senhora perdeu o livre acesso à minha sala. Pedirei para uma funcionária transportar as roupas daqui para o seu quarto. A partir de amanhã, você já deve chegar em suas sessões uniformizada."

"Você quer que eu ande pelo resort vestido com roupas de mulher???"

Vanessa simplesmente inclina a cabeça, o olhar firme. "Algum problema com isso?"

Intimidado, baixo os olhos de novo, o ardor nas nádegas me lembrando da consequência de desafiá-la. "N-Não, senhora."

"Perfeito, providenciarei a mudança. Pode ir então, deixe que eu mando levar isso aqui para você."

Vanessa se levanta e vai até o montinho com as minhas roupas masculinas na cadeira e as coloca sobre sua mesa com cuidado, depois se senta para continuar os seus afazeres, os dedos voltando ao teclado como se nada tivesse acontecido.

Quando vê que sigo parado, ela indaga sem erguer o olhar: "Ainda aqui?"

Me levanto no mesmo instante. "Já estou indo, senhora."

Volto para o meu chalé com as roupas femininas ainda no corpo, envergonhado até a alma, as nádegas ardidas latejando a cada passo, o calor da punição irradiando como um lembrete constante. Tento ser o mais discreto possível, desviando de hóspedes distantes, mantendo a cabeça baixa para que ninguém me reconheça pelo trajeto, o rosto ainda marcado pela maquiagem borrada pelas minhas lágrimas, o corpo inteiro um misto de dor, humilhação e tesão não resolvido.

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