— Me conta mais detalhes, amiga.
— Eu já falei mais do que devia. Melissa, você é muito curiosa.
— Óbvio que sou. Ainda mais sobre BDSM.
— Isso tem nome? Eu nem sabia.
— Amiga, eu te invejo. Quem dera se meu namorado fosse um dominador igual ao seu. O meu namorado é um nerd que passa o dia todo jogando. Só pra ver o nível de nerdice dele, eu dava com fogo na xereca e ele lá jogando. Eu fiquei de pernas abertas na cama, mostrando a minha buceta recém depilada, achando que iria atiçá-lo. Ao pedir pra ele olhar, ele olhou bravo e disse que eu estava atrapalhando o joguinho dele e voltou a jogar o seu jogo do Mario.
— Que Mario?
— Sei lá, nunca joguei. Só sei que peguei ódio na cara dele. Minha vontade foi dar pro primeiro homem que encontrasse na frente.
— E deu?
— O primeiro homem que apareceu na minha frente foi o pai do meu namorado.
— Ah, ufa. Isso foi sinal para você colocar a cabeça no lugar, amiga. Que ideia idiota querer trair o namorado por algo tão bobo.
Melissa deu um leve sorriso e olhou para a amiga.
— Amiga, fala sério, você não fez isso, né?
— Óbvio que não. Acha que eu sou o quê? É o pai do meu namorado.
— Ufa, ainda bem.
— Dei para o segundo homem que vi, que era o vizinho.
— Amiga, realmente tu não tem jeito...
Ambas começam a rir. Bernardo passa ao lado da piscina do quintal e vê as duas de biquíni, rindo como se risse de uma piada.
— Do que estão rindo?
— Não é da sua conta. Não tem algo melhor para fazer não? Deve estar passando desenho animado na TV.
— Eu não sou criança para assistir animação.
— Não fale assim do seu irmão, Dóris. Oi, Bernadinho, tudo bem? — disse Melissa, sorrindo para ele.
— Tu... tudo... — ele saiu meio sem jeito.
Dóris já percebeu a malícia no olhar da amiga.
— Vai tirando os seus olhos do meu irmão.
— Ah, Dóris, que culpa eu tenho que seu irmão é bonitinho?
— Que nojo, amiga. Meu irmão é adolescente.
— Calma lá, ele já não tinha feito dezoito?
— Dezoito só mês que vem.
— Ah, então daqui a um mês quem sabe, né...
— Melissa...
— Amiga, eu tô brincando. Acha mesmo que eu iria dar em cima de um piralho como seu irmão? Meu negócio é com homem de verdade. Tu devia me dar dica de como encontrar um namorado como o seu.
— Nicolau é uma peça rara, não se encontra numa esquina. Eu tive sorte de encontrar um homem bonito, rico e ainda por cima bom dominador.
— Em resumo, um macho alfa.
Elas riram enquanto enchiam a cara com cerveja na beira da piscina.
******
Bernardo entrou no quarto de Dóris, aproveitando que ela estava ocupada na piscina com a amiga. Ele parecia procurar por alguma coisa. Olhou debaixo da cama e encontrou o que queria: o chicote que sua irmã usava nos momentos íntimos.
Ele deu uma chicotada na palma da mão e gritou ao sentir.
— Que merda... não senti nenhum prazer... só dor. Que merda de chicote. — ele jogou o chicote no chão, irritado, ainda sentindo a mão quente.
Ao sair, olhou para o guarda-roupa. Abriu a porta e viu as roupas. Em seguida, abriu uma gaveta e levou um susto. Puxou aquele objeto preto, grande e rígido.
— Que porra é essa?
Era um dildo, um pênis de borracha, que com certeza Dóris usava. Bernardo olhou aquilo assustado e colocou de volta com cara de nojo. Em seguida pegou uma das calcinhas e escondeu no bolso, saindo do quarto como se nada tivesse acontecido.
Chega ao seu quarto, enche a boneca inflável e coloca a calcinha na boneca. Ele pega o seu creme e alguns papéis higiênicos.
— Vamos lá, vamos nos divertir!
Ele coloca para fora seu membro duro, passando o creme. Em seguida, aproxima-se da boneca, abrindo as pernas dela.
— Nossa, amor, hoje você está com uma bela calcinha. Deixa eu tirar para você...
Ele puxa a calcinha, contemplando a parte íntima de plástico. Penetra-a com força, pensando na garota de quem gosta. A única mulher que vinha em sua mente era a que estava na piscina, com um biquíni azul, cabelos longos e lisos, pele clara marcada pelo sol. Ele lembra também da sua doce voz dizendo: “Oi, Bernadinho, tudo bem?”
— Aaaaahhhh... porraaa... gozei!
Depois daquilo, ele voltou para o quarto da irmã para poder devolver a prova do crime. Mas, ao ouvir o barulho de passos, correu para o banheiro e viu sua irmã e a amiga entrarem no quarto. “Merda”, ele pensou, guardando a calcinha no bolso e voltando para seu quarto.
******
Melissa ligou a música em todo volume.
— Abaixa esse som, Melissa, tá alto.
— E daí? Seus pais não estão em casa — disse a amiga, pulando na cama com seu biquíni molhado.
Dóris abriu o guarda-roupa procurando uma roupa para vestir.
— Nossa, então esse é o chicote do amor? — disse Melissa, encontrando o chicote escondido. — Nossa, como é duro. Amiga, depois me ensina como dar uma boa chicotada.
Dóris pegou o chicote, abrindo um sorriso.
— Se quiser eu te dou uma chicotada.
Melissa ficou de quatro na cama, empinando a bunda e olhando por entre os ombros.
— Então dá, dá uma chicotada na minha bunda pra ver se é bom mesmo.
Dóris riu e deu uma chicotada de leve. Depois guardou o chicote.
— Vai ficar querendo. A não ser que você peça para o seu namorado nerd. — Dóris começa a tirar o biquíni molhado.
— É mais fácil ele fazer xixi de medo ao perguntar esse tipo de coisa.
Melissa observa a amiga ficando nua. Ao se virar, viu a marca da chicotada.
— Eu até invejo essa sua bunda, amiga. Quem dera se a minha bunda tivesse cheia de marca de chicote.
— Melissa, você é muito engraçada — disse Dóris, rindo.
Ela veste a calcinha e coloca um vestido. Em seguida, pula na cama com cara de sono enquanto diminui o volume do som com o controle.
Melissa deitada na cama ajeita o pequeno biquíni que a todo momento fazia escapar o mamilo. Ela fica observando a amiga deitada, vendo através do vestido fino e transparente os seios.
— Amiga, sabia que tu tem os seios mais lindos que já vi.
Dóris responde com risada sem jeito, com os olhos fechados. A amiga continuou com os elogios.
— É sério, olha que eu já vi vários peitinhos. Mas nenhum é tão lindo como os seus. Não é tão grande para ser exagerado e nem tão pequeno para ser confundido. É um seio mediano, tamanho certo. Os mamilos são a coisa mais bonitinha, perfeita.
— Nossa, amiga, o que deu hoje em você? Tá até elogiando mais do que o comum — disse Dóris, rindo.
Melissa passa a mão nas pernas da amiga, passando pela canela até chegar no joelho.
— Não sei, deve ser a bebida... bebi demais... — disse ela, acariciando o joelho, subindo até as coxas, sentindo os pelos do corpo da amiga arrepiarem.
De repente, a expressão de risos mudou, ficando meio séria, a boca entreaberta, sentindo o contato daquela mão tocar em suas pernas. Um calafrio atravessou seu corpo, arrepiando todos os pelos.
Dóris abriu os olhos lentamente, olhar meio sonolento, olhando para a amiga que estava deitada próxima aos seus pés. Dóris desceu a mão pela barriga, chegando até a cintura. A mão de Melissa continuava subindo pelas coxas grossas da amiga. Dóris puxou um pouco do vestido para cima, enquanto a amiga subia ainda mais a mão. A cada subida, o corpo de Dóris ficava tenso, os pés se contorciam, ergueu levemente as costas, respiração ofegante, sentindo o clitóris ficar duro e molhado.
Quando a mão chegava mais próxima da intimidade quente, a porta se abriu de repente. Dóris virou o rosto e viu seu irmão entrando no quarto. Ela abaixou o vestido, virando o corpo para frente.
— Bernardo, o que eu falei para você? Eu falei mil vezes para bater a porta antes de entrar.
— Eu bati a porta várias vezes, mas você não ouvia por causa do som alto. É que chegou o cara do gás.
— E por que não abriu a porta para ele entrar? Ain, você também não sabe fazer nada.
Dóris se levanta e sai irritada. Melissa se levanta, ajeitando o biquíni no qual quase escapou um mamilo.
— Ops, quase eu deixei meus seios expostos — disse ela, sorrindo para Bernardo. Em seguida, saiu do quarto.
Bernardo aproveita e coloca de volta na gaveta a calcinha que tinha pegado no começo desse capítulo. Ele saiu aliviado.