Primeiro preciso dizer que compartilhar essas lembras com vocês tem me feito muito bem. Obrigada a todos que estão lendo. Deixa teu comentário do que achou ao final, adoro saber quem gozou junto comigo.
Acordei no dia seguinte sentindo como se meu corpo tivesse sido moído e remontado por mãos descuidadas. O tapete da sala, onde fui deixada exausta, parecia ter gravado sua textura em cada centímetro da minha pele. O primeiro movimento foi um erro; minhas costas e pernas latejaram violentamente, um protesto físico pelas horas que passei ajoelhada ou de quatro, servindo de receptáculo. Mas a dor física era quase um alívio comparada ao cheiro.
Não importa quantas vezes eu escovasse os dentes ou fizesse bochechos, o cheiro acre e metálico do sêmen de dezenas daqueles homens parecia ter subido pelos meus seios nasais. Minha garganta ardia, um rastro de fogo deixado pelos engasgos forçados, e o gosto residual sempre voltava à tona como um fantasma toda vez que eu engolia a saliva. Meus lábios estavam tão inchados que o simples ato de falar me causava fisgadas. Eu me sentia puída, ridicularizada e marcada por uma sujeira que nenhum banho parecia capaz de alcançar.
Mas nos dias que se seguiram, encontrei um consolo inesperado. Cassiano me apresentou ao Thor, o pastor alemão da propriedade. Ele é um animal magnífico: grande, peludo, com olhos que parecem ler a alma e um instinto de proteção que intimida qualquer um. Mas, comigo, Thor se transformou. Ele se tornou meu guarda silencioso, deixando que eu brinque com ele e cuide de sua pelagem. Às vezes, sinto que ele é o único ali que me guarda por quem eu sou, e não pelo que meu corpo pode produzir.
No café da manha com Helena orgulhosa e Cassiano atrasado eu vi uma grande ironia. A cidade lá fora começava a celebrar minha degradação. As manchetes falavam de "sorte" e "milagre": a produção de leite e ovos saltou e as batatas, que antes morriam minúsculas, agora brotavam em tamanhos que não se via há anos. Havia pessoas comentando sobre a possível queda nos preços e o fim da escassez. Exatamente como Helena e as pessoas do culto me disseram que aconteceria. A história da Terra Fértil era mesmo verdade. Agora eu tinha um sentimento ambíguo: eu era usada como um objeto de descarte, mas o resultado disso era crianças podendo se alimentar melhor.
Depois do segundo ritual a casa nunca mais ficou vazia. Agora arece que todos os homens do culto encontraram uma desculpa para estar por perto. Cassiano e Helena raramente ficam sozinhos comigo.
Em uma tarde, Cassiano me chamou ao escritório enquanto fazia uma reunião por viva-voz. Apontou pra eu ir para debaixo da mesa, eu fui e em um silêncio que contrastava com sua voz profissional discutindo lucros, eu o chupava. Havia uma paz perversa ali; ter apenas um pênis para cuidar, sem o caos do bukkake, me trazia uma saciedade estranha de poder fazer aquilo sem pressa. Quando ele gozou e eu engoli tudo, ele apenas me chamou de "boa putinha" e me mandou voltar aos meus afazeres. O gosto era bom, diferente do bukkake. O cheiro da pele dele. Se fosse só ele. Se fosse sempre assim, minha vida seria boa. Melhor que no orfanato, mas se fosse só ele...talvez ela fosse boa só pra mim. Como Terra Fértil, até quem não acredita nessa história, acaba se beneficiando do meu sacrifício.
Os dias seguiam, sempre com visitas, sempre perguntando por mim. Alguns eram bons, outros fingiam ser mandões e alguns eram... menos "jeitosos" comigo. Em uma das noites dois rapazes da seita me pegaram e colocaram de quatro, revezando-se entre minha boca e meu cuzinho. Eles riam, tentando equilibrar latas de cerveja nas minhas costas enquanto eu sofria para abrir meu ventre e boca para eles. Nessas relações não havia prazer, eu só aguardava eles terminarem. Escorrendo me levantava e ia pro banho. Não era o ideal, mas eu estaria mentindo se falasse que era horrível. Cama quentinha, banho ótimo e muita comida. Podia ler, brincar com o Thor e estava sempre aprendendo coisas novas. Em troca disso, quem não toparia dar uma vez ao dia?
Em outra noite, virei prêmio de um jogo de poker. Quando sobraram só dois Cassiano perdeu, e fui levada por um homem velho para o meu quarto. Ele foi, surpreendentemente, gentil. No final perguntou: “Posso gozar na boquinha?” Querido ele. Nem respondi, só ajoelhei em sua frente e sorri olhando nos olhos dele.
A noite, deitada me masturbando sozinha, pensei. O sêmen de Cassiano é bom? Os dois rapazes me comendo em troca dos confortos que tenho é bom? Aquele senhorzinho é querido por pedir pra gozar em mim? OU...eu estou de fato virando uma putinha?
Gozei.
No dia seguinte, enquanto eu aprendia com a senhora dos cookies a fazer as unhas, comecei a ouvir sussurros na sala. Um racha estava surgindo na seita. Algumas mulheres reclamavam com Helena: diziam que eu era uma oferenda sagrada a Príapo, o deus da fertilidade, e não um brinquedo para satisfazer os desejos dos homens comuns.
Um homem disse que o fato de eu ser usada por todos era o que agradava ao Deus e trazia a fartura para as colheitas. Uma das mulheres disse ter receio que estavam me “gastando” e assim profanando o último ritual.
- Tornar ela uma putinha de verdade é o ritual. Não estamos profanando, mas sim salvando. Somos os responsáveis pelo seu lucro dos últimos dias. – Disse um homem exaltado
- Ela já é uma putinha, agora é só luxuria e traição ao casamento. O terceiro ritual é o que vai selar a fertilidade, não se iluda com uma pequena melhora pela benevolência de Príapo. E chega a ser um escárnio ocultar suas perversões sexuais atrás do que está fazendo com Sophia. – Respondeu uma das mulheres de forma ríspida.
Em meio a essa tensão saí de casa e fui até o centro. Caminhando pela cidade eu acabava cruzando com alguns dos homens que tinham feito barbaridades comigo nas noites anteriores; eles me ignoravam completamente, como se eu fosse apenas um algo que eles usaram e já esqueceram.
A noite caiu trazendo uma promessa de silêncio que eu já não conhecia mais. Durante o jantar, Cassiano limpou os lábios com o guardanapo e soltou a notícia que fez meu coração dar um pequeno salto de alívio: a Seita da Fertilidade havia ordenado que nenhum homem viesse à casa hoje. Eu precisava descansar.
— Vamos ver um filme? — sugeri, animada, sentindo falta do calor deles só para mim — Eu posso ficar mamando os seios de mamãe e o pau do papai enquanto o filme passa.
Eles trocaram um olhar sério e negaram com a cabeça.
— Pode conter seus impulsos, Sophia — Cassiano disse, com um tom de autoridade que não admitia réplicas — Podemos ver um filme, mas a putinha precisa se comportar.
Engoli em seco e terminei de comer. Serviram sobremesa e quando estávamos todos satisfeitos, Helena me chamou para o quarto enquanto Cassiano se acomodava para ver um jogo de futebol. Ela estava radiante, dizendo que aquela seria uma noite especial e divertida.
Sentada diante do espelho, deixei que as mãos de Helena desenhassem uma nova face em mim. Ela pintou um triângulo no meu nariz com um lápis preto, depois usou ele para puxar bigodinhos pretos nas minhas bochechas. Delineou meus olhos alongando um pouco e colou cílios postíços me deixando com um rosto que eu achei ser de gatinha.
— Linda você, Sophia! — ela exclamou, rindo da minha imagem — Adorei o resultado. Late pra mim!! Late!
— Latir? – Só então percebi que era de cachorro - Au au au! — respondi, rindo junto.
— Nãaao, late direitinho, late como uma cadelinha! – Disse ela em tom de súplica.
— Woof Woof! — soltei, inclinando a cabeça e deixando a língua para fora, ofegante, sentindo o papel de animal me preencher.
Helena sacou uma tiara que vinha com um par de orelhas brancas e peludinhas.
— Agora está completa a fantasia — comentei, gostando do que via.
— Quase completa, minha cadelinha! — Helena corrigiu, passando uma gargantilha de couro preto no meu pescoço. Na frente, um pequeno sininho dourado tilintava a cada movimento meu; na nuca, uma argola de metal esperava pela guia.
— Tira a roupa — ela comandou.
Fiquei nua, sentindo o ar frio no corpo e meu pênis dando sinais de animação pelo momento. Ela prendeu tiras de couro nos meus pulsos e tornozelos, interligando-os com uma corrente em "X" que me forçava a permanecer de quatro. Por fim, ela revelou o toque final: uma longa cauda peluda branca presa a um plug anal.
— Deixa bem babadinho, sua cachorra — ela disse, esfregando a pelúcia no meu rosto e depois colocando a ponta metálica na minha boca.
Eu obedeci, lambendo a ponta até ela puxar com um "pop" e introduzir no meu cu. A sensação de preenchimento foi imediata, e o peso da cauda caindo entre minhas pernas me fez engatinhar instintivamente pelo quarto.
Helena prendeu a guia na minha coleira e me levou para a sala. Durante o filme, eu não era mais a Sophia que servia aos homens da seita; eu era o cachorro da família, ou melhor a cadela da família. Fiquei no tapete, aos pés do sofá, ouvindo o tilintar do meu sininho sempre que me mexia para encontrar uma posição confortável. Ao final da noite, com o cu já reclamando da presença constante do plug, Helena me levou de volta para que eu pudesse me trocar.
No dia seguinte, tudo transcorreu normalmente. Café da manhã, tive instruções de etiqueta à mesa e a noite jantar e depois a rotina da noite anterior se repetiu: maquiagem, coleira e amarras. Mas, ao descer, encontrei Thor, o pastor alemão, já ocupando o tapete ao lado de Cassiano. Dessa vez ficamos os dois ali, os cães da propriedade, enquanto os humanos conversavam acima de nós no sofá. Thor me olhava com uma curiosidade mansa, e eu me sentia estranhamente aceita naquela hierarquia. Cochilamos juntos, seu pelo roçando na minha pele e meu rabo se enroscando no dele. Ao final do filme Cassiano levou ele de volta ao canil e Helena me conduziu ao meu quarto.
Antes de dormir, escutei Cassiano conversando com Helena.
- Acha que ela está pronta? A última transformação é a mais difícil.
Helena respondeu, mas não consegui entender o que dizia. Adormeci.
Ainda não sei se vou continuar escrevendo, mas agradeço demais ao apoio até aqui. Se puder, me fala de você nos comentários e o que achou da minha história.