O Vizinho Novo parte 1

Um conto erótico de bola
Categoria: Heterossexual
Contém 489 palavras
Data: 15/05/2026 02:18:34

O Vizinho Novo

Beatriz tinha 34 anos e era o tipo de mulher que parava o trânsito sem esforço. Cabelo castanho escuro ondulado até a cintura, olhos verdes grandes e expressivos, pele clara e macia, corpo voluptuoso mas elegante — seios cheios e firmes, cintura fina, quadris largos e uma bunda redonda que fazia até as mulheres olharem duas vezes. Ela era professora de literatura no colégio local, sempre sorridente, sempre bem-vestida com saias longas e blusas discretas.

Casada há onze anos com André, um homem bom, fiel e dedicado. André era engenheiro civil, 37 anos, calmo, carinhoso, o tipo que chegava em casa no horário, brincava com a filha deles (Luna, 9 anos), ajudava na cozinha e fazia amor com ela devagar, olhando nos olhos, sussurrando “eu te amo” a cada estocada. O casamento deles era feliz. Verdadeiramente feliz. Sexo gostoso duas ou três vezes por semana, risadas na mesa do jantar, viagens de fim de semana e uma cumplicidade que todos invejavam.

Até que Thiago se mudou para a casa ao lado.

Thiago tinha 42 anos. Viúvo recente, arquiteto renomado, alto, voz grave e calma, olhar penetrante. Ele chegou num sábado de manhã com uma mudança pequena e um sorriso educado. André foi o primeiro a oferecer ajuda. Beatriz ficou na varanda, Luna no colo, acenando.

— Se precisar de qualquer coisa, é só chamar — disse André, apertando a mão dele.

Thiago olhou para Beatriz por um segundo a mais do que o normal. Não foi descarado. Foi sutil. Quase imperceptível.

— Obrigado. Vocês parecem uma família muito feliz — respondeu ele, com um sorriso leve.

Beatriz sentiu um calor estranho no peito. Balançou a cabeça, riu de leve e entrou em casa. “Que homem educado”, pensou.

Nas semanas seguintes, Thiago começou a aparecer. Pequenas coisas. “Posso usar seu Wi-Fi? O meu ainda não foi instalado.” “Vocês sabem onde fica o melhor açougue aqui?” Conversas curtas no portão. Ele era inteligente, culto, ouvia com atenção. Falava de livros, de viagens, de sentimentos. André gostava dele. “O cara é gente boa”, dizia.

Beatriz começou a sentir algo diferente quando conversava com ele. Uma sensação de ser vista de verdade. André era ótimo, mas vivia no mundo prático: contas, obras, filha. Thiago olhava para ela como se realmente a escutasse.

Uma tarde, André estava viajando a trabalho. Luna na casa da avó. Beatriz estava no jardim regando as plantas quando Thiago apareceu no portão.

— Posso te ajudar? — perguntou ele, voz baixa e calma.

Ela sorriu.

— Não precisa, obrigada.

Ele não foi embora. Ficou ali, conversando sobre um livro que ela tinha mencionado dias antes. “Você realmente lê Clarice Lispector?”, perguntou ele. A conversa durou quase uma hora. Beatriz riu alto, sentiu o coração bater mais forte. Quando ele foi embora, ela ficou olhando o portão vazio, confusa.

“Que estranho… só foi uma conversa”, pensou. Não percebeu que, pela primeira vez em onze anos, tinha sentido algo que não era só carinho pelo marido.

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